segunda-feira, 4 de setembro de 2023

 





 

CENÁRIOS DE EMERGÊNCIA: SUA EMPRESA ESTÁ PRONTA PARA LIDAR COM ELES?

 


Não existe local nem momento para ocorrer os cenários de emergência. A natureza de uma emergência é imprevisível e pode alterar seu escopo e impacto. Para proteger vidas, meio ambiente e propriedades, é fundamental estar preparado e planejar com antecedência. A forma como uma empresa se prepara para as situações emergenciais pode fazer toda a diferença nos resultados finais.

Dessa forma, é fundamental compreender os riscos, antecipar o que pode dar errado e implementar boas práticas para resolver esses problemas da maneira mais eficaz possível. Pensando nisso, confira neste artigo mais detalhes sobre quais são os cenários de emergência e como sua empresa pode se preparar para lidar com eles da melhor forma possível.

 

Quais são os cenários de emergência que podem surgir no seu negócio?

É crucial ficar de olho no ambiente e nas atividades em andamento para descobrir que tipo de emergência pode ocorrer no trabalho. Entre os mais comuns, podemos citar dois tipos: o primeiro são as emergências laborais, em que a empresa não é completamente afetada e ocorrem por causa do colaborador. Sendo assim, podemos listar casos como, desmaios, amputações, cortes, entre outros.

A segunda são as emergências ambientais, que ocorrem de forma mais ampliada, afetando a empresa e os demais.  Portanto, ela não tem nada a ver com o trabalho, mas sim com o ambiente em que está localizada, como inundações, desabamentos, descargas atmosféricas, incêndios de grande porte, etc. Seja qual for a emergência, ambiental ou laboral, é preciso que a empresa saiba como agir para evitar estragos maiores.

 

Como lidar com cenários de emergência na empresa?

Agora que você já sabe melhor quais são os principais tipos de cenários de emergência, chegou a hora de saber o que fazer para lidar com eles. Assim, você poderá agir de forma mais eficiente e preparada em situações desafiadoras, diminuindo os riscos potenciais ao ocorrer uma emergência.

1. Identifique riscos possíveis

Para entender a melhor maneira de lidar com situações de emergência no local de trabalho, você deve primeiro entender que tipo de cenários adversos podem ocorrer. Com base nesse diagnóstico, você poderá determinar quais ações são necessárias para preparar a organização e a equipe. Nesse sentido, você poderá fazê-lo consultando tanto o mapa de riscos como o PGR (Planejamento de Gestão de Riscos).

 2. Treine colaboradores para momentos de crise

A empresa é responsável pela preparação para eventuais emergências no local de trabalho, nesse sentido, é fundamental investir no treinamento dos funcionários. Com isso, mesmo que o colaborador não seja formado na área de saúde, o conhecimento dos procedimentos de primeiros socorros pode ser uma forma de salvar vidas dos outros colaboradores em momentos emergenciais.

Portanto, é essencial oferecer treinamentos e cursos para a equipe sobre como gerir uma situação emergencial com potencial de risco para a vida, tanto sua quanto do outro. Você pode, por exemplo, mostrá-los sobre como responder a primeiros socorros ou como agir em situações de emergência específicas.

Também é fundamental prepará-los para a evacuação da empresa em caso de acidentes, problemas ou outras adversidades dentro da organização. Por fim, vale ressaltar que segundo a NR 1, no item 1.4.4, é preciso que o colaborador ao fazer parte da empresa, ou caso mude para um cargo de risco, esteja ciente de todas as informações necessárias sobre os procedimentos que devem ser seguidos em situações emergenciais.

3. Desenvolvimento de um plano de ação

Com certeza, uma das melhores maneiras de lidar com emergências é elaborar um plano que leve em consideração as circunstâncias prováveis. O plano de resposta a emergências deve ser um documento escrito que forneça instruções claras sobre o que fazer em cada um dos cenários de emergência definidos.

Todas as condições e interações dos processos devem ser consideradas em uma análise minuciosa na definição dos cenários. O plano deve incluir as etapas de evacuação como se fosse uma crise, e deve ser escrita de forma simples e objetiva, para não gerar dúvidas nos colaboradores ao ler o material.

4. Envolva os líderes

É fundamental que haja líderes e gestores capacitados para lidar com a situação emergencial. Por isso, desenvolver nos líderes a capacidade de reconhecer o que pode dar errado e falar abertamente sobre riscos e situações de emergência é algo essencial.

5. Não esqueça das Normas Regulamentadoras

Por fim, quando o assunto é manter o cuidado de saúde e segurança dos trabalhadores na sua empresa, as Normas Reguladoras possuem diretrizes importantes a serem seguidas. Em se tratando de planos de emergência, vale destacar que isso passou a ser uma exigência das organizações, conforme a NR 01, após uma revisão da norma nos últimos anos.

 

 



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APRENDA COMO E QUANDO DESCARTAR EPI’S DA MANEIRA CORRETA!

 


 

Os EPI’s são instrumentos extremamente importantes e quase indispensáveis quando pensamos em segurança no trabalho. Seu papel na proteção contra agentes contaminantes, exposição a produtos tóxicos e possíveis acidentes faz com que esses equipamentos estejam presentes no dia a dia de muitos profissionais. Mas como fazer os descartes de EPI de maneira adequada?

Como qualquer produto, eles são de uso temporário e, portanto, devem ser descartados quando não forem mais adequados para uso. Aprender como e quando fazer o descarte da maneira correta é fundamental para proteger não apenas os indivíduos que poderiam entrar em contato de maneira inadequada com esse material, mas também para o meio ambiente, evitando a contaminação da água e do solo.

Quer saber mais sobre esse tema tão importante para garantir a segurança dos trabalhadores? Então fica aqui com a gente e confira tudo!

 

O que são EPI’s

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são materiais que vão ter como função garantir a segurança e a saúde de trabalhadores. Seu uso é muitas vezes indispensável, seja em áreas da saúde, engenharia ou construção civil.

Ao utilizar um EPI, é fundamental seguir as instruções de uso e manutenção fornecidas pelo fabricante. Além disso, é importante trocá-los regularmente para garantir que eles estejam em boas condições e protejam adequadamente o usuário.

 

Alguns exemplos de EPI’s incluem:

Luvas: dependendo do tipo, podem proteger as mãos de materiais abrasivos, tóxicos, de sangue contaminado e também de altas temperaturas.

Protetores Auriculares: ajudam a reduzir os ruídos recebidos pelo ouvido, sendo muito utilizado em locais de trabalho em que há exposição a sons altos e por muito tempo. Seu uso é importante para evitar que ocorra perda gradativa da audição.

Capacetes: muito usado em construção civil, protegem a cabeça do trabalhador contra queda de objetos ou de ferramentas.

Cinturões de segurança: são essenciais para evitar que o trabalhador sofra uma queda quando exposto a um trabalho em altura elevada.

 

Classificação

Os EPI’s são divididos em 3 classes, de acordo com a norma NBR 10004 da ABNT. São elas:

Classe 1 —> são os resíduos perigosos, ou seja, aqueles que podem ser contaminados durante o uso, seja por elementos tóxicos, químicos ou patógenos, como vírus e bactérias. São considerados perigosos por oferecerem risco de contaminarem o meio ambiente e riscos biológicos à população.

Classe 2A —> resíduos considerados não inertes, que apesar de não estarem contaminados, podem reagir com o meio ambiente e causar danos a este.

Classe 2B —> resíduos chamados de inertes, são aqueles que não causam qualquer dano ao meio ambiente ou à sociedade.

 

Quando fazer o descarte

Como foi dito anteriormente, os EPIs são equipamentos temporários. Tão importante quanto frisar a necessidade do seu uso para os trabalhadores, é saber quando fazer o descarte da maneira correta.

 

Expiração do prazo de validade

Alguns EPIs, como máscaras cirúrgicas e luvas, possuem um prazo de validade estabelecido pelo fabricante, que deve ser respeitado para garantir a eficácia e a segurança do equipamento.

 

Deterioração

Se o equipamento estiver danificado, rasgado, com buracos ou com outros problemas que possam comprometer a sua proteção, ele deve ser descartado.

 

Contaminação

Em caso de contaminação do EPI, ele deve ser descartado imediatamente. Isso é importante para evitar a propagação de doenças ou outros riscos à saúde.

 

Perda de peças

Se alguma peça do equipamento foi perdida durante o manuseio, e isso vai comprometer a segurança do seu uso, ele deve ser descartado.

 

Fim da utilização

Quando o EPI deixa de ser necessário para a atividade que está sendo realizada, ele deve ser descartado. Por exemplo, se um trabalhador está utilizando luvas de látex para manipular produtos químicos e termina a tarefa, as luvas devem ser descartadas.

 

Como fazer o descarte corretamente

Antes de mais nada, é importante lembrar que cada tipo de EPI tem suas próprias instruções de uso e descarte indicadas pelo fabricante, que devem ser seguidas de acordo com cada item.

Além disso, é fundamental seguir as normas e regulamentações municipais e estaduais de descarte específicas para cada tipo de EPI e para cada região. Em geral, os EPI’s devem ser descartados de modo a evitar a exposição de pessoas e do meio ambiente a possíveis riscos.

 

Armazenar em locais adequados até o momento do descarte

Os EPI’s devem ser armazenados em locais secos, limpos e ventilados, de modo a evitar a degradação ou contaminação dos itens e das pessoas que ainda vão entrar em contato com eles.

 

Verificar se existem locais específicos para o descarte na sua empresa ou instituição

Muitas vezes, esses locais são identificados com placas ou sinalizações específicas e devem ser utilizados exclusivamente para o descarte de EPI. Numa sala cirúrgica, por exemplo, todo material perfurocortante deve ser descartado em caixas amarelas específicas para isso, e com sinalização adequada.

 

Verificar postos de coleta

Se não houver um procedimento específico para o descarte de EPI em sua empresa ou instituição, verifique se existem postos de coleta de resíduos especializados na sua região. Nesses locais, é possível descartar EPIs de maneira adequada e segura.

 

Onde descartar cada tipo de EPI?

É importante lembrar que o descarte correto de EPI também inclui a destinação adequada dos itens após o seu descarte. Dependendo do tipo de equipamento e do material de que são feitos, os itens podem ser encaminhados para diferentes destinações, como reciclagem, reutilização ou destinação final.

 

Alguns exemplos de destinação dos EPI’s incluem:

Reciclagem: muitos EPI’s, como luvas de látex ou máscaras cirúrgicas, podem ser reciclados e transformados em outros produtos. Por exemplo, as luvas de látex podem ser transformadas em produtos químicos ou em borracha. A reciclagem desses materiais é importante para reduzir o consumo de recursos naturais e diminuir o impacto ambiental. Pode ser o caso da classe 2A e B.

Reutilização: alguns EPI’s podem ser reutilizados após o seu descarte, desde que cumpram os critérios de qualidade e segurança. Por exemplo, alguns tipos de aventais ou botas podem ser reutilizados após o seu descarte, desde que estejam em bom estado e não apresentem danos ou contaminação. A reutilização de EPI’s é importante para economizar recursos e diminuir o impacto ambiental. Também pode ser o caso dos equipamentos classe 2A e B.

Destinação final: para aqueles equipamentos que são descartados após um único uso e não podem ser reciclados ou reutilizados, são encaminhados para a destinação final, onde são tratados de maneira adequada para garantir a proteção do meio ambiente. É o caso dos equipamentos classe 1, que devem ter indicado no momento do descarte que são dessa classe.

Por fim, é importante lembrar que o descarte correto de EPI é uma responsabilidade de todos. Ao seguir essas recomendações, você poderá contribuir para a segurança e a saúde da população e para a proteção do meio ambiente.

 

 




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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

 





 

5 CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO TEM.

 



Não basta conhecer toda a NR e toda a legislação pertinente à nossa profissão. Só isso não fará de você um bom profissional.

É claro que o conhecimento é um diferencial em qualquer profissão, mas não é o suficiente para colocar ninguém no topo da categoria; principalmente quando se trata da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. Nesta lista eu falarei um pouco sobre as 5 características que um bom técnico de segurança do trabalho tem e que considero importante para o TST.

1 – Ter autocontrole

Essa é uma característica primordial para quem quer ser um bom Técnico de Segurança, pois é o autocontrole que vai mostrar para os outros que você é capaz de resolver conflitos; de permanecer sereno, mesmo em situações difíceis. Não é algo simples, pois haverá situações extremas em que a vontade é de “soltar os cachorros”, mas isso só vai demostrar fraqueza. Então, conte até dez, respire fundo e assuma o controle da situação.

2 – Dominar o assunto

Se você quer ser um bom Técnico de Segurança, precisa dominar os assuntos principais que estão relacionados ao setor que você vai trabalhar. NRs aplicáveis, procedimentos internos, processo – enfim, tudo que você achar interessante, procure aprender. Não estou dizendo para decorar tudo, mas para ter conhecimentos básicos pelo menos. Se for participar de uma reunião, leve anotado tudo que achar interessante sobre a pauta. Não seja pego de calça curta se alguém lhe perguntar algo!

3 – Relatórios diários

Tire um tempo para fazer um relatório diário de tudo o que aconteceu. Se possível, anote o assunto, local e horário. Além de nomes de pessoas envolvidas. Isso é algo que falo por experiência própria. Certa vez fui questionado sobre alguma coisa e fui nos meus relatórios e mostrei: nesse dia e nessa hora, eu estava fazendo essa atividade! Acabou o problema! Esse é um relatório só seu!

4 – Seja solícito

Não fique achando que você deve fazer apenas pelo que está sendo pago. Isso só demonstra mediocridade e egoísmo. Nós não vivemos em uma caixinha. Cedo ou tarde vamos precisar de ajuda, e se você só “fazia a sua parte”, vai ficar sozinho. Ninguém vai querer te ajudar. Então, esteja disponível para auxiliar um colega que está com alguma dificuldade. Demonstre empatia com os colegas! Isso não significa fazer tudo para algum preguiçoso, mas ajudar quando realmente for necessário. Essa é uma característica que devemos tomar cuidado, pois alguém pode achar que você é bonzinho e começar a empurrar o trabalho duro prá você.

5 – Boa comunicação

Deixei por último por se tratar de uma característica importantíssima ao Técnico de Segurança do Trabalho. Saber se comunicar fará uma grande diferença na sua vida profissional.

Se comunicar bem não é sair falando tudo o que pensa igual um papagaio. Quem se comunica bem é porque sabe ouvir! Aliás, o bom comunicador ouve mais do que fala!

 

 



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ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NAS EMPRESAS

 

O que fazer para evitar acidentes por animais peçonhentos nas empresas?

 



Em matéria veicula no G1 em 30/08/2014, foi citado que os acidentes por animais peçonhentos dobraram no Brasil em 10 anos. O número de ocorrência pulou de 75.642 para 162.234, entre 2003 e 2013. Aumento de 114,5%. Dados do Ministério da Saúde.

 

Obs. Nos números apresentados acima estão incluídos todos os acidentes registrados, independente se é acidente de trabalho ou não.

 

Os riscos de acidentes por animais peçonhentos nas empresas, está ligado aos trabalhos em altura, espaço confinado, limpeza, jardinagem, etc

Entre os acidentes mais comuns estão as picadas de abelhas que, apesar de não parecer, pode ser muito grave, dependendo do local em que o funcionário se encontrar no momento do ataque.

 

CONTROLE DE ACIDENTES NAS EMPRESAS

Boa parte dos acidentes por animais peçonhentos, ocorrido nas empresas, sequer são tratados internamente, quanto mais informar o órgão legal. Um exemplo claro dessa situação, são as picadas de abelha. Alguém informa (emite CAT) para picadas de abelha?!!! Tirando os casos mais graves que envolvem pessoas alérgicas, a maioria nem chega ao conhecimento das equipes médicas e da segurança do trabalho.

Aliás, as abelhas nem mesmo são citadas nas matérias sobre animais peçonhentos. Dá-se pouca importância para nossas produtoras de mel.

 

PREVENÇÃO NAS EMPRESAS

O que pode ser feito para evitar acidentes por animais peçonhentos nas empresas?

 

É importantíssimo que a empresa tenha um procedimento geral que trate desse assunto com seriedade, tanto quanto qualquer outro procedimento.

 

Nesse procedimento deve constar:

·       O que é animal peçonhento e quais são eles;

·       O que animal venenoso;

·       Tipos de acidentes com serpentes;

·       Acidente crotálico;

·       Acidente elapídico;

·       Acidente por colubrídeos

 

Principais animais peçonhentos encontrados nas áreas (se houver registro) e/ou região onde a empresa está localizada;

 

Outros itens:

·       Responsáveis pela captura dos animais peçonhentos encontrados no interior da empresa;

·       Mapeamento das áreas com incidência de animais peçonhentos;

·       Sinalização dessas áreas.

 

Definição de papéis e responsabilidades para:

·       Gestores das áreas;

·       Segurança do Trabalho;

·       Meio Ambiente;

·       Serviço médico.

 

Também deve constar no procedimento:

·       Os meios de prevenção de acidentes por animais peçonhentos;

·       O que fazer em caso de constatação de um animal peçonhento na área;

·       O que fazer com o animal capturado;

·       O que fazer em caso de acidente.

 

TREINAMENTO

Todos os funcionários devem passar por treinamento no procedimento, enfatizando a importância de se informar todas as ocorrências (com abelhas também), para um maior controle das incidências de animais peçonhentos nas áreas.

 

CONCLUSÃO

A importância de ter um mapeamento da empresa com as áreas onde há incidência de animais peçonhentos, se dá pelo fato de que, sabendo onde eles estão, fica mais fácil prevenir.

Para trabalhos em altura e espaço confinado, esse é um risco potencial que deve sempre aparecer durante a análise prevencionista ou permissão para trabalho.

Manter o procedimento atualizado e, além dos treinamentos, fazer campanhas de prevenção envolvendo animais peçonhentos, também é uma boa medida. 

Além de tudo isso, é claro, manter áreas limpas e organizadas também ajuda muito na prevenção.

E na sua empresa – tem procedimento para prevenção de acidentes por animais peçonhentos?

 

 



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quinta-feira, 31 de agosto de 2023

 






PRODUTOS PERIGOSOS: Equipamentos de Absorção

 

Absorção

Processo físico no qual uma material coleta e retém outro.

A absorção pode ser acompanhada de uma reação química;

 



Composição de Absorventes

 

Absorventes orgânicos

São geralmente conhecidos como aqueles provenientes de materiais presentes na natureza à base de carbono, tais como:

·       sabugo de milho,

·       serragem,

·       fibra de papel ,

·       algodão,

·       turfa e

·       estopa.

 

Todos estes materiais são considerados biodegradáveis.

 

Absorventes inorgânicos

São normalmente extraídos da terra e incluem:

·       argila,

·       perlita,

·       areia,

·       silicatos expandidos (vidro) e

·       mica expandida (vermiculita).

 

Estes materiais não são considerados biodegradáveis.

 

Absorventes sintéticos

São geralmente produzidos de derivados de petróleo ou materiais plásticos, tais como:

·       PU,

·       PE ou

·       PP.

 

Estes materiais absorventes não são considerados biodegradáveis ·

 

Absorventes seletivos

Contém um meio que não irá absorver alguns fluídos em particular ou não são quimicamente compatíveis com eles, e, portanto, não devem ser usados com determinados líquidos.

 

Por exemplo

·       poliolefinas não tratadas, não irão, geralmente, absorver líquidos aquosos;

·       absorventes de sílica na presença de ácido fluorídrico resultará em tetra fluoreto de silício; ou

·       absorventes de celulose se usados para conter ácido nítrico irão reagir para produzir nitrocelulose. ·

 

Absorventes Químicos ou Universais

São geralmente considerados inertes e podem ser utilizados com aproximadamente todos os líquidos. ·

 

Absorventes Específicos

São destinados a alterar o estado do líquido absorvido levando o material absorvido a um estado menos tóxico.

 

Características notáveis que devem ser consideradas para avaliar o absorvente e o fluído

 

Características de Desempenho dos materiais absorventes são classificadas de acordo com:

·       seu grau de absorção (tempo requerido para saturação),

·       volume (quantidade de líquido que um absorvente pode reter) e

·       grau de desempenho (qual a massa de líquido absorvida por massa de absorvente).

 

Geralmente, materiais absorventes com altos graus de absorção, volume e grau de desempenho são os materiais mais eficientes na absorção

Características do Fluído que afetam o desempenho de absorção incluem:

·       densidade .(massa de substância por unidade de volume),

·       viscosidade (resistência à fluir) e

·       tensão superficial ( forças intermoleculares de um líquido agindo na sua superfície para manter suas moléculas inseparáveis).

 

REAPROVEITAMENTO

Alguns absorventes mais modernos permitem que:

Boa parte do produto absorvida seja recuperada através do emprego de processos como a compactação do absorvente.

Em alguns casos é possível recuperar cerca de 90% do material que foi absorvido.

A compactação também serve para reduzir o volume do absorvente quando o mesmo for descartado.

Alguns absorventes podem até mesmo ser reaproveitados por diversas vezes, melhorando assim sua relação custo benefício.

A seletividade é uma característica que apenas alguns absorventes mais modernos apresentam.

A seletividade é a propriedade que um determinado absorvente possui de absorver um produto químico que apresenta uma característica particular e não absorver produtos que não tenham a referida característica.

Entre os absorventes utilizados em maior escala temos alguns que são hidrorepelentes, ou seja, absorvem líquidos tais como óleos e solventes (imiscíveis com a água) e não absorvem a água.

 



Principais absorventes industriais

 

A areia

Não é na verdade um absorvente, mas pode funcionar como tal.

 

Por ter deslocamento “aparentemente” fácil e custo inexpressivo, sua utilização é incentivada dentro das empresas.

 


 

A serragem

Também conhecida como pó de serra é utilizada como absorvente em muitas atividades industriais, pois é extremamente barata.

 

É leve e de fácil aplicação.

Apesar da serragem ser constituída de pequenos pedaços de madeira, com grande área de contato, a mesma não apresenta boa capacidade de absorção e não pode ser empregada para absorver produtos químicos perigosos.

 



A vermiculita

São um absorvente mineral que pode ser empregado com um bom desempenho para produtos a base de petróleo, assim como ácidos e alcalinos fortes.

 

Para produtos químicos voláteis não é muito recomendado.

 

A vermiculita tem como desvantagens:

Peso um pouco elevado e a impossibilidade de incineração, que acarreta uma disposição final mais cara.

 



A turfa

É um material absorvente de base vegetal.

Quando comparada com outros absorventes tais como serragem, areia ou vermiculita a turfa apresenta desempenho superior, além de poder ser utilizada para produtos orgânicos voláteis.

A turfa não pode ser utilizada para absorver produtos químicos perigosos tais como ácidos e alcalinos fortes.

 



A cinza vulcânica

·       é empregada como absorvente apenas para casos específicos, envolvendo óleos pesados, bem como graxas em geral, mesmo em pisos com superfície lisa.

É um material relativamente pesado e seu custo é elevado.

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Devemos observar ainda os seguintes pontos:

·       Apresenta alta densidade, ou seja, mesmo em se tratando de pequenos volumes, o esforço físico necessário para conter um vazamento pequeno é intenso;

·       O tempo gasto para a atividade é muito longo, pois é necessário espalhar sobre a área atingida e depois recolher com processos laborais utilizando pás, enxadas e carrinhos;

 


A celulose reciclada

·       quando preparada quimicamente para atuar como material absorvente, apresenta um excelente desempenho.

É empregada na produção de barreiras e almofadas, e também é comercializada na forma de flocos (sacos com 10 quilogramas).

Facilidade de aplicação devido ao pouco peso.

É incensurável e auxilia na cogeração de energia elétrica, pois apresenta alto poder de queima, aliado a uma baixa formação de cinzas.

Grande capacidade de absorção. Por ter aplicações mais restritas, e devido à própria consistência do material, seu emprego não é tão difundido como o de outros materiais. Infelizmente este material não apresenta uma relação custo x benefício atraente.

 

Abaixo temos as principais características deste tipo de absorvente:

Apresenta rendimento próximo ao da turfa e superior a outros materiais absorventes tais como areia e pó de serra;

 



SUPERSORB

Fibras Recicladas de Poliéster com Viscose

Estas fibras recicladas e trituradas para ter homogeneidade de tamanho criam um material absorvente que oferece uma quantidade de vantagens superior a grande maioria dos outros absorventes industriais.

É fornecido na forma de tapetes, barreiras e almofadas. Entre as principais vantagens podemos indicar:

Apresenta rendimento muito satisfatório, inclusive superior a outros tipos de materiais utilizados como absorventes, podendo absorver uma quantidade de líquido maior que seu próprio peso e volume.

 



Microfibras de Polietileno

Material utilizado como absorvente, criando assim um novo conceito de absorventes de alto desempenho.

O Polietileno é um plástico (material sintético) e quando produzido na forma de microfibras e aglutinado através de processo especial cria um material absorvente que oferece uma quantidade de vantagens superior a quase qualquer outro absorvente industrial.

É fornecido na forma de tapetes, barreiras e almofadas.

Entre as principais vantagens podemos indicar:

Podendo absorver uma quantidade de líquido maior que seu próprio peso e volume.

 



Microfibras de Polipropileno

Material utilizado como absorvente, sendo contemporâneo ao polietileno e apresentando vantagens ainda maiores de absorventes de alto desempenho.

Polipropileno é um plástico (material sintético) que quando preparado como material absorvente (microfibras aglutinadas através de processo especial) oferece vantagens ímpares em relação aos outros materiais.

A exemplo dos absorventes de polietileno os absorventes confeccionados com polipropileno também são comercializados nas formas de:

Tapetes, barreiras e almofadas – Todos de diversos tamanhos e capacidades de absorção.

 



Fonte:  Manual básico de operações com Produtos Perigosos (Secretaria de Estado da Defesa Civil Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro Grupamento de Operações com Produtos Perigosos – GOPP)

 

 



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