sexta-feira, 26 de maio de 2023

 




 

COMO O BEM-ESTAR MELHORA O DESEMPENHO DAS EQUIPES?

 



Os colaboradores são primordiais para o sucesso de qualquer empresa. Por isso, investir em sua qualidade de vida e bem-estar também significa melhorar diversos aspectos práticos no ambiente de trabalho, inclusive a produtividade. 

Entre os setores responsáveis por esse olhar para o capital humano está o RH e a gestão de facilities, que encontram alguns desafios nessa jornada de promover melhores condições de trabalho para os colaboradores. 

Para entender melhor como fazer isso e entender a importância de ações nesse sentido, continue a leitura!

 

Qual a importância de investir no bem-estar dos colaboradores?

De acordo com o dicionário, bem-estar é um “estado de satisfação plena das exigências do corpo e/ou do espírito” e “sensação de segurança, conforto e tranquilidade”. Parece até que não tem muita relação com o ambiente laboral, mas podemos relacionar o termo com a sensação de trabalhar e se sentir satisfeito com a atividade exercida. 

É um sentimento que abrange muitos fatores que vão além de reconhecimento profissional ou saúde física. Afinal, passamos um terço do nosso dia no trabalho. É uma parcela bastante significativa da nossa vida e, na maioria das vezes, temos mais contato com colegas de profissão do que com a nossa própria família.

Então, investir para que esse tempo seja vivido de maneira saudável - física e mentalmente - traz impactos muito positivos para cada pessoa. E, claro, a empresa também é beneficiada, já que um colaborador que se sente feliz naquele ambiente agrega valor ao time, de forma a potencializar a organização como um todo.

 

Confira alguns benefícios de investir no bem-estar dos colaboradores:

·       Mais motivação e engajamento no trabalho;

·       Desenvolvimento do senso de comunidade e lealdade;

·       Melhora do clima organizacional;

·       Redução do absenteísmo e turnover;

·       Mais facilidade para reter talentos;

·       Aumento da produtividade;

·       Melhora a credibilidade da empresa perante parceiros e clientes.

Já deu para perceber que ter uma equipe que trabalha satisfeita também é uma equipe de alto desempenho. Portanto, cuidar do bem-estar dos colaboradores é estar um passo à frente dos seus concorrentes. 

 

Qual o impacto do ambiente no bem-estar do colaborador?

Como já apontamos, a maioria dos trabalhadores passam um terço (ou mais) do seu tempo trabalhando. Então, a empresa precisa cuidar para que todo o ambiente contribua para que essas horas sejam usufruídas da melhor maneira possível.

 

Isso inclui alguns fatores:

·       Estrutura: que abrange equipamentos disponibilizados, mobiliário, espaço e utensílios para refeições, temperatura, limpeza e conforto em geral;

·       Físico: atividades e tarefas exercidas, possibilidade de alimentação e higiene, ergonomia, segurança;

·       Psicológico: clima organizacional, estresse, ansiedade, pressão, autonomia, oportunidades de crescimento;

·       Social: gestão de RH, comunicação e relação com os colegas e superiores, políticas gerais da empresa.

 

Dicas para melhorar o bem-estar dos colaboradores

Agora que já entendemos a importância do bem-estar para o desempenho das equipes e, consequentemente, para o sucesso da empresa, chegou o momento de saber como colocar essa ideia em prática. 

É fundamental que o gestor de facilities e do RH estejam alinhados com as expectativas da empresa e dos próprios colaboradores para conseguir proporcionar um ambiente agradável, tanto do ponto de vista físico quanto do emocional.

 

Confira algumas dicas importantes para isso:

 

1. Realize uma pesquisa de clima organizacional

O primeiro passo para implementar qualquer mudança é entender quais os pontos que precisam ser melhorados no ambiente. Então, faça uma pesquisa de clima organizacional para favorecer um plano de ação mais assertivo para corrigir qualquer problema. 

É uma ferramenta poderosa para entender o ponto de vista dos colaboradores, o que agrada e o que incomoda em relação ao dia a dia de trabalho, desde as tarefas executadas até o relacionamento com superiores.

 

2. Saúde deve ser uma prioridade

Não há como incentivar uma cultura de bem-estar se não há uma verdadeira preocupação com a saúde dos colaboradores. Isso envolve tanto aspectos mentais e emocionais quanto o físico. 

Por isso, a empresa deve investir em ações que tenham impacto direto em questões como estresse e ansiedade, assim como estimular hábitos mais saudáveis. Além de ser benéfico para o colaborador, esse tipo de iniciativa é fundamental para a performance no trabalho.

Um exemplo é o efeito negativo que o sedentarismo e a má alimentação têm no desempenho do funcionário. São questões que afetam diretamente a produtividade e têm como consequência o absenteísmo. 

Portanto, o cuidado com a saúde deve ser uma prioridade! Promova palestras com profissionais, parcerias com academias, invista em um bom plano de saúde e faça campanhas de conscientização. 

 

3. Estimule um relacionamento saudável entre todos

Uma equipe deve sempre prezar pela cordialidade entre as pessoas. E esse é um dos principais termômetros do clima organizacional!

Por isso, estimule essa relação de harmonia com dinâmicas e encontros para a integração dos times. Esse é um diferencial bastante interessante para diminuir o turnover e potencializar a sensação de pertencimento à empresa.

 

4. Cuide da ergonomia 

Você sabia que a ergonomia é primordial para a produtividade dos colaboradores? De nada adianta seguir à risca as dicas anteriores se os móveis e equipamentos do ambiente de trabalho não são confortáveis para que todos executem suas tarefas de forma segura. 

Além disso, cuidar para que o ambiente seja ergonômico é uma obrigação do ponto de vista jurídico. Então, as empresas que ainda têm pontos a melhorar nesse sentido devem regularizar a situação o mais rápido possível. 

 

5. Adote uma cultura de feedback

Outra ferramenta poderosa para promover o bem-estar dos colaboradores e ainda estimular a produtividade é implementar uma cultura de feedback. 

Isso porque reconhecer o trabalho das pessoas e toda a sua dedicação em tarefas faz com que elas se sintam verdadeiramente apreciadas. A consequência direta é o sentimento de satisfação em sair de casa todos os dias para trabalhar! 

 

Conheça as vantagens da gestão de facilities

Se você chegou até aqui, já deu para perceber que pequenas mudanças na rotina de trabalho são ferramentas poderosas para o sucesso da empresa. Uma forma de também fazer isso é investir na gestão de facilities.

A gestão de facilities é a integração de processos internos para manter e desenvolver os multisserviços, como limpeza, manutenção predial, serviços de apoio técnico e administrativo, entre outros. Ao planejar e operacionalizar os processos, a empresa ganha mais eficiência, reduz custos e aumenta a sua competitividade no mercado.

Além disso, os colaboradores ganham mais autonomia para tomar decisões assertivas e se dedicar às tarefas mais importantes. Um aspecto fundamental para a melhora do clima organizacional e a sensação de bem-estar que discutimos no artigo. 

Empresas especializadas conta com sistema informatizado de gestão para a criação de planos de trabalho personalizados e a avaliação de performance dos profissionais e serviços. Essa ferramenta permite o monitoramento de indicadores de desempenho em tempo real e a elaboração de relatórios que auxiliam na melhoria contínua dos processos.

 

 



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quinta-feira, 25 de maio de 2023

 





 

VALE A PENA TERCEIRIZAR ATIVIDADES DE MANUTENÇÃO?

 



O mundo corporativo está cada vez mais acelerado, uma dinâmica que também pressiona a gestão de diversos tipos de negócios com a necessidade de medidas que garantam o funcionamento da empresa de forma econômica e eficiente. Uma das soluções que se destacam neste cenário é a terceirização das atividades de manutenção. 

Mas, será que essa iniciativa vale realmente a pena? Não seria mais fácil contar com a disponibilidade de uma equipe interna? Preparamos um guia rápido para te ajudar a entender as vantagens e desvantagens dessas escolhas.

 

Por que terceirizar as atividades de manutenção predial e industrial?

Uma série de fatores podem justificar a escolha da terceirização para a manutenção, como a economia de custos, a maior flexibilidade de empresas especializadas e a garantia de uma maior qualidade no trabalho. 

 

Vamos conhecer mais detalhes dessas e outras vantagens:

 

1 - Economia de custos

O controle de custos é um objetivo comum nas empresas que buscam a terceirização das atividades de manutenção, já que os salários e benefícios de uma equipe interna podem pesar no orçamento. 

Além disso, fica mais fácil lidar com situações incomuns que implicam em aumento ou redução da demanda sem ter que arcar com custos de contratação ou passivos trabalhistas.

 

2 - Maior qualidade do trabalho

Outro ponto de vantagem da terceirização das atividades de manutenção é a possibilidade de contar com uma equipe capacitada em menor tempo e investimento. 

Isso porque as empresas especializadas acompanham as tendências do mercado de forma mais otimizada e investem de forma contínua nas ferramentas e treinamentos necessários. 

 

3 - Mais foco na gestão da empresa

Sem a preocupação de treinar e manter uma equipe interna de manutenção, os gestores podem focar seus esforços na visão estratégica da empresa e não na rotina operacional. 

 

4 - Trabalho especializado

A terceirização também torna mais fácil a resolução de problemas específicos da manutenção, já que é impossível que uma equipe interna tenha especialistas em qualquer tarefa. Com isso, ao contratar uma empresa terceirizada você garante um trabalho mais eficiente e menos suscetível a erros. 

 

Além desses quatro principais motivos, a terceirização de atividades de manutenção favorece às empresas:

·       Estruturar uma nova política de manutenção ou revisar as antigas de forma mais simplificada;

·       Manter um cronograma eficiente de manutenção preventiva;

·       Contar com serviços altamente especializados cuja qualificação esteja fora do escopo da empresa;

·       Suprir demandas urgentes de forma rápida, como em uma greve;

·       Conhecer e inserir novas tecnologias à rotina de trabalho;

·       Otimizar o dia a dia do trabalho de gestores e colaboradores e auxiliar no desenvolvimento de competências.

 

Quais cuidados tomar ao optar pela terceirização?

 

Se você chegou até aqui e acredita que a terceirização de manutenção predial e industrial seja uma opção vantajosa para a sua empresa, lembre-se de tomar algumas precauções:

·       Busque empresas e prestadores de serviços com capacitação comprovada para o exercício da atividade;

·       Pesquisa sobre a credibilidade da empresa no mercado;

·       Estabeleça um contato com objetivos e responsabilidades específicas;

·       Priorize as normas recomendadas para o nicho de mercado;

·       Avalie os modelos de trabalho e o avanço tecnológico dos métodos escolhidos da empresa terceirizada;

·       Estabeleça uma dinâmica simples para o acompanhamento das tarefas.

 

Também é importante avaliar os critérios de qualidade para a atividade contratada e não apenas o preço. Além disso, é fundamental conferir sua idoneidade para o cumprimento das tarefas estabelecidas em contrato.

Se a terceirização completa não for uma opção, outra alternativa que também pode representar benefícios é optar por equipes externas em atividades específicas. Dependendo do tamanho e da estratégia de algumas empresas, a contratação de terceiros pode resolver demandas pontuais para o controle de custos e flexibilizar a rotina de trabalho. 

 

Busca empresas de manutenção predial e industrial?

A expertise está na utilização de sistemas de gestão que auxiliam na tomada de decisão e na otimização dos processos da sua empresa, possibilitando uma gestão customizada de acordo com as necessidades de cada projeto.

 

Para isso, oferecemos soluções em:

·       Gestão de facilities e multisserviços;

·       Manutenção predial e industrial;

·       Apoio técnico e administrativo;

·       Proteção e combate a incêndio;

·       Limpeza hospitalar.

 

 



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COMO REDUZIR CUSTOS POR MEIO DA MANUTENÇÃO PREDIAL?

 



Entre os diversos aspectos avaliados dentro de uma empresa, a manutenção predial é um dos mais importantes. Isso porque a estrutura física de qualquer edificação está sujeita a desgastes que, potencializados pela ação do tempo e alta movimentação de pessoas, podem desencadear danos ao bem-estar e segurança de todos que trabalham ou visitam o empreendimento. 

Sendo assim, além da limpeza e organização das instalações internas, os prédios devem passar por uma avaliação periódica nos seus elementos estruturais - como hidráulica, elétrica, ar condicionado, elevadores, salas de máquinas, fundações, caixas d 'água, fachada, etc.

Além de contribuir para o bom funcionamento e estado de conservação do imóvel, a manutenção predial previne falhas que podem se tornar danos profundos à estrutura  da edificação e reduz a chance de prejuízos financeiros no futuro. Ou seja, também é uma forma de reduzir custos e investir na credibilidade do negócio a longo prazo. 

Vamos entender melhor? Continue a leitura e veja como a manutenção predial pode contribuir para a saúde financeira da empresa.

 

Entenda o impacto da manutenção predial na redução de custos 

Quando falamos em manutenção predial, esse cuidado vai além de uma rotina de inspeção, limpeza e consertos. É um serviço diretamente relacionado aos custos de um negócio, especialmente se considerarmos que uma gestão de ativos assertiva também passa pela revisão e manutenção de equipamentos. 

Ao ser planejada de forma correta e empregada de maneira consistente, a manutenção predial proporciona redução de custos em diversas frentes. O primeiro ponto a se considerar é que qualquer conserto em um prédio tem um custo extra, que tende a aumentar conforme o problema demora a ser identificado. Se há uma preocupação periódica com inspeções, esses danos são detectados logo em seu início. 

Para exemplificar os benefícios financeiros de um “diagnóstico precoce” de problemas em um prédio, imagine os custos que envolvem a troca de apenas um fio elétrico em comparação à substituição de toda uma fiação após um curto-circuito. O mesmo vale para problemas hidráulicos que, conforme avançam, podem se transformar em grandiosas infiltrações e rachaduras.

Esses são apenas alguns exemplos de situações facilmente dribladas na rotina de manutenção predial. E, claro, podem ser resolvidas antes que se tornem um grave problema financeiro para a empresa. 

Mais segurança para as pessoas e a credibilidade do negócio

Outro fator importante e que também tem relação com os custos que envolvem a gestão de um negócio é a própria percepção das pessoas. Uma estrutura bem cuidada é primordial para transparecer a preocupação da empresa em proporcionar um ambiente seguro e mais adequado para os seus colaboradores, parceiros e clientes. 

Por outro lado, uma impressão negativa nesse sentido tem capacidade de afugentar investimentos e ainda acarretar dúvidas sobre a ética dos gestores. Isso porque, conforme já abordado nesse artigo, a manutenção predial é uma importante ferramenta na prevenção de acidentes. 

Caso um colaborador possa comprovar o risco ou, até mesmo, venha a sofrer algum efeito nocivo em sua saúde e integridade física, a empresa pode ter que lidar com as consequências morais e financeiras de uma ação trabalhista.

Também vale lembrar que, em muitos casos, o imóvel tem a empresa como proprietária. Sem os devidos cuidados para a sua manutenção, a edificação é desvalorizada e representa uma perda progressiva de dinheiro - o que coloca em risco um ativo importante do seu patrimônio. 

 

Reduza os custos com a terceirização da manutenção predial 

Se você chegou até aqui, já entendeu o papel da manutenção predial na gestão de uma empresa. Mas, por onde começar quando ainda não se tem uma equipe especializada nesse tipo de serviço?

A resposta está na terceirização da manutenção predial que, por consequência, também é uma maneira de garantir a antecedência na previsão dos problemas e contar com profissionais capacitados para resolvê-los de forma efetiva. Assim, também há uma priorização de tarefas e os gestores podem voltar os seus olhos às demandas mais urgentes do negócio.

E o melhor: também é uma solução mais econômica, já que elimina a necessidade da empresa investir em equipamentos, material e o treinamento que uma equipe interna exigiria.

Manutenção deve ser prioridade na rotina do negócio

Para concluir, sempre é fundamental salientar que a manutenção predial não deve ser vista como algo secundário. 

Coloque a atividade no topo da lista de prioridades e investimentos, já que é mais eficaz manter o bom estado do imóvel, levando em conta o bem-estar e a segurança de seus usuários, do que executar reparos urgentes que se tornam mais caros e improdutivos.

 

Busca empresas especializadas em manutenção predial?

A utilização de sistemas de gestão que auxiliam na tomada de decisão e na otimização dos processos da sua empresa, possibilitando uma gestão customizada de acordo com as necessidades de cada projeto.

 

Para isso, oferecemos soluções em:

·      Gestão de facilities e multisserviços;

·      Manutenção predial e industrial;

·      Apoio técnico e administrativo;

·      Proteção e combate a incêndio;

·      Limpeza hospitalar.

 

 

 



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quarta-feira, 24 de maio de 2023

 





 

AÇÃO REGRESSIVA – SAIBA O QUE É E COMO FUNCIONA

 

 

Ação Regressiva é a ação movida com objetivo de pretensão indenizatória, de ressarcir-se de prejuízo causado por terceiros, independentemente de este ter agido de forma dolosa ou culposa.

A ação regressiva está prevista na legislação brasileira, a qual obriga entidades a indenizar prejuízo causado por seus representantes, independentemente de ser ou não responsabilizado.

Também obriga empresas a devolver valores gastos pela Previdência Social com pensões, indenizações, afastamentos de empregados acometidos de acidentes e/ou doenças do trabalho.

Continue lendo esse artigo e conheça os tipos de ação regressiva, embasamento legal, como funciona e qual sua importância.




Objetivo da ação regressiva

 

O objetivo da ação é único. Recuperar despesas empregadas para ressarcir danos a vítimas, punindo efetivamente o (s) culpado (os) pelo dano causado.

 

Exemplos de ação regressiva

Vamos imaginar que um profissional atue como motorista em determinada empresa e está proíba efetivamente que seus funcionários deem caronas à terceiros.

Suponhamos que um motorista descumpra a regra imposta pelo empregador e dê carona a alguém e no trajeto se envolva em um acidente de trânsito, causando danos físicos ao carona.

Futuramente o carona entra na justiça contra a empresa pedindo indenização por danos físicos e vencer a ação.

Como era proibido dar carona a terceiros e o motorista sabia dessa regra imposta pelo seu empregador, isso o torna responsável pelo dano causado à vítima, dando respaldo para que a empresa possa mover ação regressiva contra o seu empregado, buscando obter de volta os valores gastos.

Outro exemplo de ação regressiva é a ação movida pelo INSS contra empregador que deu causa a acidente de trabalho (deixar de cumprir normas de segurança, por exemplo).

É importante ressaltar que para ingressar com ação regressiva é fundamental que o agente causador do dano tenha agido com dolo (intenção de prejudicar a vítima) ou culpa (negligência, imprudência ou imperícia).

 

Ação regressiva na Legislação

A ação regressiva pode se respalda no Art. 934 do Código Civil, o qual traz o seguinte texto:

 

“Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz”.

 

Como podemos ver no texto do artigo acima, só impede a ação regressiva se o causador for dependente de quem pagou a indenização e este for incapaz.

A ação regressiva movida pelo Previdência Social para reaver gastos devido acidente de trabalho provocados por culpa do empregador é embasada no Art.120 da Lei 8.8213/91, com o seguinte o texto:

 

“Art. 120. Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis”.

 

O empregador que deixar de cumprir (negligenciar) as normas de segurança do trabalho, poderá sofrer ação regressiva, movida pela Previdência Social para cobrar gastos com acidente de trabalho, conforme determina o artigo mencionado acima.

 

Como funciona a ação regressiva movida contra o empregador?

Se o trabalhador se acidentar ou adoecer, os primeiros quinze (15) dias de afastamento do trabalho serão pagos pelo empregador. A partir do 16º dia, esse afastamento é mantido pela Previdência Social (INSS).

Futuramente a Previdência pode entender que o acidente ou a doença aconteceu por negligência do empregador (não cumpriu as normas de segurança do trabalho) e entrar com ação regressiva contra a empresa, buscando o ressarcimento dos valores gastos com o empregado afastado.

Essa ação é movida pela AGU (Advocacia Geral da União), que é o corpo jurídico da Previdência Social.

Se o empregador for considerado culpado pelo acidente e/ou doença, este será condenado a devolver todos os valores gastos pela Previdência Social com o empregado acidentado.

Vale lembrar que são raros os casos em que o empregador ganha na justiça, pois a Previdência tem maiores chances.

 

Importância da ação regressiva

Contra o trabalhador por seus atos

A ação regressiva é de extrema importância, pois é uma forma do culpado ser responsabilizado pelos seus atos. Se não houvesse a possibilidade de ação regressiva, o verdadeiro culpado sairia impune e isso não seria correto.

No caso de a ação regressiva ser movida pelo empregador, contra o empregado e este não tenha condições financeiras de arcar com os custos, ainda assim será penalizado, pois a sentença poderá ser protestada, conforme Lei Federal 9.492/97.

 

O protesto tornará público o não pagamento e restringirá o crédito do empregado.

Como a ação tem por objetivo o ressarcimento de valores gastos, melhora a conduta dos trabalhadores, pois sabem que podem ser punidos a devolver valores gastos pelo empregador, devido suas atitudes.

Vale lembrar que o empregador deve fazer sua parte, como orientar, definir regras e procedimentos e no caso de descumprimento por parte dos trabalhadores, deve aplicar medidas disciplinares e administrativas antes que a situação chegue a esse ponto extremo.

 

Contra o empregador por negligência

Há várias Leis trabalhistas e previdenciárias, as quais determinam a obrigação do empregador em investir em prevenção de acidentes e doenças, de forma a criar um ambiente de trabalho seguro para o trabalhador e todos sabem que o não cumprimentos destas leis é passível de multas.

Mesmo sabendo da probabilidade de ser multado, muitas vezes o empregador negligencia as normas de segurança do trabalho.

Alguns empregadores, de forma errônea acham que como pagam o seguro acidente não terão que pagar indenizações à trabalhadores acidentados ou afastados por doenças do trabalho.

Em alguns casos, pensam que por pagar insalubridade ao trabalhador, não serão responsabilizados causados à integridade física e a saúde do trabalhador e é aí que estão redondamente enganados, pois mesmo pagando insalubridade e seguro acidente, ainda assim podem sofres punição por ação regressiva.

A importância da ação regressiva contra o empregador se dá pelo fato de que, mesmo correndo o risco, ainda não investem na prevenção, imagina se não houvesse esse tipo de penalidade.

 

Caso de ação regressiva

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho proveu recurso da Universidade Católica de Pelotas reconhecendo seu direito de regresso, decorrente da condenação, em ação anterior, ao pagamento de indenização por dano moral a uma professora, agredida verbal e fisicamente por professor e diretor de um dos seus cursos. Com isso, condenou o diretor a ressarcir à universidade R$ 35 mil, metade do valor da indenização paga na ação anterior.

O Jornada é exibido pela TV Justiça e no vídeo abaixo você poderá assistir apresentação especial do programa sobre ações regressivas, onde apresenta aumento do número de ações regressivas.

 

 



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3 FASES DA HIGIENE OCUPACIONAL

 

Quando falamos em higiene, logo somos levados ao pensamento de limpeza e a Higiene ocupacional tem esse papel, não limpeza de lavar algo, mas de manter o ambiente limpo de agentes agressivos à saúde do trabalhador.

A higiene ocupacional visa identificar, avaliar e controlar os riscos existentes no ambiente de trabalho, de forma a manter o local de trabalho “limpo” dos agentes agressivos aos trabalhadores.

 

Definição de Higiene Ocupacional

 



O termo higiene ocupacional foi preferido internacionalmente para definir o campo de atuação dessa ciência, após as conclusões extraídas durante a Conferência Internacional de Luxemburgo, ocorrido de 16 a 21 de junho de 1986, a qual contou com a participação de representantes da Comunidade Econômica Europeia – CEE, da Organização Internacional Mundial da Saúde – OMS, da Comissão Internacional de Saúde Ocupacional – ICOH e da American Conference of Governmental Industrial Hygienists – ACGIH.

 

Definição da higiene ocupacional segundo a AIHA

A definição da American Industrial Hygiene Association – AIHA: “ciência que trata da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos originados nos locais de trabalho e que podem prejudicar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, tendo em vista também o possível impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente”.

 

Definição feita pela OLISHIFSKI

A Olishifski define higiene ocupacional como: “aquela ciência e arte devotada à antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos fatores de risco ou estresses ambientais originados no, ou a partir do, local de trabalho, os quais podem causar doenças, prejudicar a saúde e o bem-estar ou causar significante desconforto sobre os trabalhadores ou entre os cidadãos de uma comunidade”.

 

Definição ACGIH

A American Conference of Governmental Industrial Hygienists – ACGIH, define higiene ocupacional como sendo: “ciência e arte do reconhecimento, avaliação e controle de fatores ou tensões ambientais originados do, ou no, local de trabalho e que podem causar doenças, prejuízos para a saúde e bem-estar, desconforto e ineficiência significativos entre os trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade.

Podemos perceber que cada organização tem sua própria definição para higiene ocupacional, porém, todas concordam em um aspecto.

A higiene ocupacional é a ciência que reconhece, avalia e controla os riscos no ambiente de trabalho.

 

Reconhecimento dos riscos

“Segundo Tuffi (Professor e autor de vários livros na área de saúde e segurança do trabalho), esta etapa consiste no reconhecimento dos agentes ambientais que afetam a saúde do trabalhador, o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo, dos métodos de trabalho, do fluxo do processo, do layout das instalações, do número de trabalhadores expostos, etc.

Compreende também o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado, seleção dos métodos de coleta, bem como dos equipamentos de avaliação”.

O reconhecimento ocorre quando o profissional chega no ambiente de trabalho e começa a colher as informações necessárias.

É a fase inicial da higiene ocupacional. Nessa fase deve-se avaliar o layout, verificando a disponibilização do maquinário, fluxo de produção, matéria prima usada na produção, etc.

O reconhecimento nada mais é do que a identificação dos riscos, os quais os trabalhadores estão expostos de forma qualitativa.

É na fase de reconhecimento que identificamos quais agentes precisam ser avaliados de forma quantitativa, ou seja, é preciso quantificar, saber se os níveis estão acima ou não do limite de tolerância, definido nos anexos da NR 15.

 

Avaliação dos agentes encontrados

 



Segundo Tuffi “a avaliação quantitativa e/ou qualitativa investiga os agentes físicos, químicos, biológicos existentes nos postos de trabalhos.

Exigem-se conhecimentos de avaliação, que consiste basicamente na calibração dos equipamentos, no tempo de coleta, no tipo de análise química a ser feita”.

A fase de avaliação é a segunda parte da higiene ocupacional, a qual tem como objetivo avaliar os riscos encontrados na fase de reconhecimento.

 

É o momento de fazer aferições dos riscos que precisam ser quantificados, como por exemplo:

·       Poeiras;

·       Gases tóxicos;

·       Ruído;

·       Radiações ionizantes e não ionizantes;

·       Vibração;

·       Calor, etc.

 

Esses agentes têm limites de tolerâncias. O ruído contínuo e intermitente por exemplo tem seu limite de tolerância definido no Anexo I da NR 15, em 85 Decibéis (dB) para exposição diária máxima de 8 horas.

Portanto, no reconhecimento eu percebo a existência do ruído, mas para saber se este está sendo prejudicial à saúde do trabalhador é preciso quantificá-lo, ou seja, avaliá-lo quantitativamente.

 

A etapa de avaliação abrange dois ramos da higiene ocupacional, que são:

·       Higiene de campo e;

·       Higiene analítica.

 

Higiene de campo

A higiene de campo é responsável pelo estudo realizado no ambiente de trabalho, analisa os postos de trabalho, buscando detectar os contaminantes existentes. Com base na análise, faz recomendações de medidas que controlem e reduzam a intensidade ou concentração dos agentes nocivos à saúde a níveis aceitáveis, além da coleta de amostras e as medições dos agentes.

 

Higiene analítica

Essa fase é realizada na sequência à higiene de campo. É responsável pelas análises químicas das amostragens coletadas na higiene de campo, bem como o cálculo e as interpretações dos dados levantados.

Por exemplo, uma amostra de poeira coletada deverá ser analisada no laboratório por difratometria de Raios X para determinação de sílica cristalizada. 

 

Medidas de controle

 


“Segundo Tuffi, de acordo com os dados obtidos nas fases anteriores, esta etapa consiste em propor e adotar medidas que visam à eliminação ou à minimização do risco presente no ambiente.

O controle dos agentes ambientais consiste na adoção de medidas relativas ao ambiente e ao homem”.

De forma simples, esta é a fase que, com base no risco encontrado na fase de reconhecimento e o resultado da avaliação desse risco, adota-se medidas para controlá-lo.

 

Essas medidas podem ser:

·       Coletivas;

·       Administrativas e;

·       Adoção de EPI – Equipamento de Proteção Individual;

 

Medidas coletivas: são aquelas aplicadas na fonte ou na trajetória, podendo ser a substituição de matéria prima poluente do ambiente, ventilação local exaustora, ventilação geral diluidora, enclausuramento de máquina, forração térmica, etc.

Medidas administrativas: compreende-se como medida administrativa, a limitação do tempo de exposição do trabalhador ao agente agressor, os treinamentos orientando o trabalhador quanto ao risco e o cuidado, os exames médico admissional, periódico e demissional.

Adoção de EPI – Equipamento de Proteção Individual: essa medida deve ser a última a ser adotada, pois, deve-se primeiramente adequar o ambiente ao trabalhador e não o trabalhador ao ambiente.

 

Quando as medidas citadas anteriormente não são eficazes no controle do agente agressivo à saúde do trabalhador, ou quando estas medidas estiverem sendo implantadas, pode e deve ser fornecido ao trabalhador o EPI em perfeitas condições de uso, conforme o risco o qual o mesmo está exposto.

 

 



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