segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

 



 

 

Razões Para Indicar Uso de EPI

 

Quando não for possível eliminar ou controlar os riscos no ambiente de trabalho por meio da adoção de EPC, medidas administrativas ou outra medida adotada, é então necessário indicar uso de EPI – Equipamento de Proteção Individual para atenuar os riscos que o trabalhador está exposto.

 

E quais as situações que irão mostrar que é preciso indicar uso do EPI?

 

Continue lendo esse artigo e conheça situações que indicam que é necessário indicar uso de EPI.

 

Quando o agente de risco for identificado por meio de avaliação quantitativa.

 



Se há uso de produtos químicos, os quais possuam agentes agressivos à saúde do trabalhador ou há muita poeira no ambiente, por exemplo, estes agentes possuem limites de tolerância, portanto, é obrigatório uma avaliação quantitativa no local para saber se o agente está dentro do limite permitido.

 

A Norma Regulamentadora nº 09 – NR 09 determina algumas condições para fazer avaliação quantitativa dos riscos, e essas condições podemos encontrar o subitem 9.4.2 da NR 09, que traz o seguinte texto:

 

“A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser realizada para:

 

a) comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes identificados;

b) dimensionar a exposição ocupacional dos grupos de trabalhadores;

c) subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção”.

 

Segundo o texto da NR 09, mencionado acima, a avaliação quantitativa serve para comprovar o controle da exposição do trabalhador aos agentes identificados.

 

Dimensionar a quantidade, ou seja, quantificar a presença do agente no local de trabalho.

 

E com base no resultado da avaliação quantitativa, irá subsidiar o equacionamento. Resumindo, irá definir as medidas de prevenção e proteção do trabalhador.

 

Limite de Tolerância e Nível de Ação

 

Vale ressaltar que, independentemente das medidas de prevenção ou proteção adotadas, a ideia é trabalhar com Limite de Tolerância (LT) e Nível de Ação (NA).

 

Segundo NR 15, subitem 15.1.5, limite de tolerância é:

 

“Entende-se por “Limite de Tolerância”, para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral”.

 

Em outras palavras, limite de tolerância é a quantidade de agente agressivo, identificado na avaliação e que numa jornada de trabalho de 8 horas diárias não seja prejudicial à saúde do trabalhador, durante sua vida laboral.

 

O “Nível de Ação”, é utilizado na higiene ocupacional para definir o valor acima do qual as medidas de controle devem ser adotadas, sejam elas coletivas, individuais ou administrativas, visando a proteção do trabalhador.

 

Por exemplo: o limite de tolerância do ruído para uma jornada de trabalho de 8 horas é 85 Decibel (dB), enquanto que o nível de ação é 80 Decibel (dB).

 

As medidas adotadas a partir do nível de ação servem para evitar que o limite de tolerância seja ultrapassado.

 

Quando as medidas coletiva, administrativa e individual adotadas para proteção do trabalhador forem ineficazes, este passa a ter direito ao adicional de insalubridade.

 

Vale ressaltar que o trabalhador perde o direito ao adicional de insalubridade, uma vez que o empregador eliminar sua exposição aos agentes agressivos, seja pela implementação do EPC – Equipamento de Proteção Coletiva, adoção de medidas administrativa e por último, indicação do uso de EPI.

 

Plano de ação

 

O subitem 1.5.5.2.1 do novo texto da NR 01, diz que:

 

“A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas”.

 

De acordo com o texto acima, extraído do novo texto da NR 01, a empresa deverá ter um plano de ação e esse plano deve conter medidas de controle, e em último caso, indicar uso de EPI é uma medida de controle.

 

Reclamação dos trabalhadores.

 

Se algum trabalhador apresentar alguma reclamação, como por exemplo, irritação da pele devido uso de algum tipo de produto químico, pode ser motivo para indicar uso de EPI

 

Para isso, a primeira ação que pode ser tomada é consultar a FISPQ do produto e verificar se sua composição pode causar algum tipo de alergia ou irritação na pele.

 

Se confirmado, indicar uso de EPI para aquela atividade é uma opção de controle do agente agressor ao trabalhador.

 

Observando a FISPQ

 

Como mencionado acima, consultar a Ficha de Segurança dos Produtos Químicos – FISPQ é indispensável para adoção de medidas de controle contra agentes químicos.

 

Portanto, verifique a FISPQ dos produtos químicos utilizados em sua empresa para saber qual a composição desses produtos e se há agentes agressivos à saúde do trabalhador e que possam gerar o pagamento de insalubridade.

 

Entendo que na maioria das vezes o setor de compras ou setor de qualidade fazem a troca de matéria prima com base no custo e/ou qualidade e nem sempre se preocupam com os riscos que determinado produto irá gerar no processo produtivo.

 

Daí a importância de o profissional de segurança conversar com o pessoal do setor de compras e orientá-los a consultar o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT antes de efetuar a compra, ou sempre solicitar FISPQ ao vendedor e repassar ao SESMT para avaliação prévia.

 

Pois a redução de custo na produção de determinado produto, poderá custar o dobro ou triplo do valor para a segurança, o que acaba gerando prejuízo à empresa.

 

É importante ressaltar que de imediato, indicar uso de EPI é uma opção, mas é importante saber que precisa ser feita uma avaliação mais aprofundada em busca de outra medida, como por exemplo, mudar o tipo de produto no processo de produção, quando possível.

 

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08 Dicas de Segurança Nos Trabalhos em Alturas

 

 

Independente se você executa trabalhos em alturas todos os dias ou apenas de vez em quando, a importância que você dá para a segurança durante esses momentos é extremamente importante, pois a sua saúde, integridade física e até mesmo sua vida dependem disso.

 

Basta apenas um erro para transformar uma tarefa de rotina em um ferimento grave ou até mesmo fatal.

 

Você deve estar preparado para se proteger e proteger seus funcionários todas as vezes que eles forem executar trabalhos em alturas e que possam ficar expostos a risco de queda.

 

Continue lendo esse artigo e conheça 08 dicas de segurança para aplicar nos trabalhos em alturas.

 

O que é trabalhos em alturas?

 


Trabalhos em alturas podem ser qualquer trabalho em que uma pessoa possa cair e se ferir.

 

Os trabalhos em altura são regulamentados pela Norma Regulamentadora nº 35 (NR-35), a qual estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para esse tipo de atividade, envolvendo planejamento, organização e execução, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores.

 

A NR-35 considera trabalhos em alturas todas as atividades executadas acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda do trabalhador.

 

Abaixo estão as dicas de segurança nos trabalhos em altura, conforme mencionado no título do artigo.

 

1ª Dica – instale guarda corpo

 



O guarda corpo é uma forma de proteção passiva, que além de sua instalação ser obrigatória é uma maneira fácil e recomendada de manter seus trabalhadores seguros e, ao mesmo tempo, cumprir a conformidade.

 

2ª Dica – selecione o EPI adequado

 

Se você for usar sistemas pessoais de detenção de quedas, é necessário garantir que está escolhendo o equipamento de proteção individual – EPI adequado.

 

Há muitos cintos de segurança que atendem as necessidades e garantem a segurança do trabalhador, apesar de terem custo diferenciado.

 

No entanto, esse diferencial de preço pode render algo a mais.

 

Claro, às vezes é apenas um nome, mas outras vezes é a funcionalidade que você está ganhando ou sacrificando, como anéis em D extras, material à prova de fogo ou design à prova de arco voltaico.

 

Às vezes, um equipamento mais caro custa mais simplesmente porque foi feito para ser mais confortável.

 

Faça sua pesquisa e determine o que você realmente precisa.

 

O conforto é importante, mas a principal preocupação deve ser a capacidade de ajuste do equipamento de proteção individual ao usuário de forma adequada, garantindo que funcione conforme projetado.

 

Os cintos de segurança têm tamanho, portanto, escolha o tamanho do cinto de acordo com a estrutura corporal do trabalhador que irá fazer uso do equipamento.

 

Os talabartes também precisam ser selecionados corretamente. Dependendo da altura em que você está trabalhando, um talabarte com absorvedor de energia pode não proteger o trabalhador.

 

Em vez disso, pode ser necessário um talabarte retrátil.

 

Cada situação é diferente, por isso você precisa avaliar suas condições de trabalho e a tarefa a ser realizada para dar aos seus funcionários algo que realmente os proteja.

 

3ª Dica –  inspecione seu EPI

 


Ter equipamentos de segurança adequados para garantir um ambiente de trabalho protegido ou a execução de atividade segura é importante e necessário, mas a inspeção desses equipamentos tem papel importante na prevenção dos acidentes do trabalho.

 

Os EPI’s devem ser inspecionados pelo usuário antes do uso.

 

É importante que qualquer pessoa que possa estar usando os dispositivos entenda o que está procurando, o que é aceitável ou não é as etapas a serem seguidas, caso haja um problema.

 

Uma verificação prévia ao uso não precisa levar muito tempo, mas precisa ser completa.

 

Essa etapa pode ser a diferença entre a vida e a morte.

 

Devem ser inspecionados detalhes como:

 

§  Presença de cortes ou desgastes nas fitas;

§  Inspecione as fitas e cordas nos pontos de conexão com os conectores;

§  Verifique se os conectores estão em bom estado;

§  Verifique as costuras de segurança cuidadosamente;

§  Nos talabartes de posicionamento, inspecione as proteções de fita tubular ou emborrachada se protegem o talabarte na área de atrito;

§  Inspecione e teste a funcionalidade do trava queda;

§  Observe se há presença de fissuras nos componentes metálicos;

§  Fique atento quanto à deformações e presença de corrosão nos componentes metálicos, etc.

 

Há dois tipos de corrosão:

 

·       Branca e;

·       Vermelha.

 

A corrosão branca é a primeira que aparece, é superficial e não compromete a função do equipamento, porém, ela é uma alerta para melhorar os cuidados na manutenção do equipamento.

 

A corrosão vermelha sinaliza deterioração da estrutura do metal, e com o tempo, ocasiona a diminuição da resistência do equipamento e a contaminação das fitas em contato com a peça.

 

Devemos ter em mente que a corrosão parte de um ponto específico e acaba se alastrando para a peça inteira.

 

4ª Certifique-se de compreender a distância da queda

 



Essa distância é chamada de ZLQ – Zona Livre de Queda.

 

Você pode usar todos os equipamentos de proteção contra quedas do mundo, mas se ele não engatar/travar antes de você atingir algo, não faz sentido.

 

Isso significa dizer que o sistema contra queda não deve ser igual ou maior que a distância da queda.

 

É necessário calcular o cumprimento do talabarte, tamanho do absorvedor de energia aberto, a altura do ponto de ancoragem até a ponta do pé do trabalhador, e mais um metro de segurança.

 

O resultado desse cálculo não pode ser o mesmo ou maior que a distância da queda.

 

Por exemplo, se você está trabalhando à 5 metros de altura, o sistema aberto deve ter no máximo 4 metros, mantendo um metro como margem de segurança.

 

5ª Dica – selecione pontos de ancoragem seguro

 


A essa altura você deve estar percebendo que há muitos fatores envolvidos quando se trata de segurança contra quedas, certo?

 

Mas, a verdade é que de nada adianta usar um cinto, talabarte, travaquedas ou outro dispositivo de prevenção ou proteção contra quedas de boa qualidade e em boas condições de uso, se o ponto de ancoragem não aguenta a carga, a qual será submetido em caso de queda do trabalhador.

 

O que constitui um ponto de ancoragem aceitável?

 

Pode ter certeza de que não é um tubo de PVC ou uma peça decorativa de aço no telhado.

 

Um ponto de ancoragem só é aceitável se for projetado e aprovado, conforme regulamenta a NR 35, no Anexo II – Sistemas de Ancoragem.

 

O sistema de ancoragem permanente deve possuir projeto e a instalação deve estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado.

 

6ª Dica – escolha o equipamento adequado para executar trabalhos em alturas

 


Em algumas situações, um andaime será sua melhor solução para trabalhar em altura.

 

Isso pode ser para pintar uma casa, lavar janelas, fachadas, etc.


Em caso afirmativo, você provavelmente poderá equipar o andaime com corrimão, facilitando muito a proteção contra quedas.

 

Outras vezes, os andaimes serão inviáveis ​​e você terá que usar uma plataforma.

 

Mesmo que esteja executando trabalho em altura em uma plataforma, você precisará fazer uso do cinto de segurança com talabarte ou trava quedas.

 

O uso de plataforma para trabalhos em altura exige que o trabalhador tem participado de curso de capacitação operacional do equipamento.

 

Outras vezes, você usará uma escada e, nesse ponto, os requisitos para proteção contra quedas se tornarão mais complicados.

 

Falaremos sobre escadas na próxima dica.

 

7ª Dica – use escadas corretamente

 


Não presuma que, por ter uma escada em casa, você sabe o que está fazendo.

 

As escadas estão na origem de muitos acidentes de trabalho simplesmente porque consideramos seu uso algo natural.

 

As escadas são familiares. Você as usa para pendurar suas luzes de Natal, pintar a sala de estar, mudar aquela lâmpada chata de difícil alcance e limpar suas calhas.

 

Nós as usamos com tanta frequência que achamos que sabemos o que estamos fazendo porque nunca nos machucamos antes, certo?

 

Antes de usar uma escada, considere se ela é ou não a melhor solução para a tarefa.

 

Em seguida, certifique-se de que seus funcionários sejam treinados para usar adequadamente uma escada.

 

Para uso seguro da escada, recomenda-se que a mesma seja posicionada em um ângulo entre 68º e 75º com o solo.

 

As extremidades da escada devem estar bem apoiadas e fixadas durante a execução da tarefa.

 

A extremidade superior da escada deve ficar aproximadamente um metro acima do ponto onde você quer chegar.

 

Assim como todo equipamento, as escadas também devem ser inspecionadas antes do uso.

 

8ª Dica – proporcione treinamentos de capacitação

 


Se você deseja que seus funcionários trabalhem em altura com segurança, eles devem ser devidamente treinados quanto aos riscos, acidentes típicos, uso de equipamentos, medidas preventivas, etc.

 

O treinamento não é apenas exigido por lei, mas também há muito espaço para erros e confusão quando se trata de uma pessoa que tenta se proteger em altura sem o conhecimento adequado.

 

As quedas são as principais causas de morte na construção, ano após ano.

 

Mas, não é apenas na construção. Muitas pessoas em vários outros setores também morrem de acidentes provocados por quedas.

 

Dê aos seus funcionários o conhecimento de que precisam para se manterem seguros.

 

Trabalhar com segurança em altura requer treinamento adequado, foco e as precauções de segurança corretas a serem tomadas.

 

Tomar atalhos e tornar-se complacente pode causar ferimentos graves ou acidentes fatais.

 

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domingo, 9 de janeiro de 2022

 



Como evitar acidentes em plataformas de petróleo

 

 


 

Se você trabalha embarcado em um ativo Offshore ou sonha em atuar neste mercado, deve imaginar que estar em alto mar, cercado de água e longe da terra firme não parece algo seguro, não é mesmo? 

 

Felizmente, existem procedimentos a serem seguidos em um ativo offshore para que acidentes sejam evitados. Conheça um pouco mais sobre eles neste material que preparamos para você.

 

O que são ativos Offshore?

 

Ativos Offshore são plataformas petrolíferas em alto mar. Nelas, é onde ocorrem as extrações de petróleo no oceano. Geralmente, estão localizadas em áreas marítimas com grandes profundidades e onde exista reservas abundantes de petróleo no subsolo.

 

Quais são os tipos de ativos Offshore?

 

A gente fala muito em dois tipos no nosso blog, que são:

 

·       Plataformas fixas: as plataformas fixas são projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração, estocagem de materiais, alojamento de funcionários, assim como todas as instalações necessárias para a produção dos poços. Não têm capacidade de estocagem de petróleo ou gás, que precisam ser enviados para o continente através de oleodutos e gasodutos.

·       Sistemas flutuantes de produção (FPS – Floating Production Systems): são navios, em geral de grande porte, com capacidade para produzir, processar e armazenar petróleo e gás natural, que ficam ancorados em um local definido.

 

Os principais tipos de FPS’s são: 

 

·       FPO (Floating Production and Offloading ou Unidades Flutuantes de Produção e Descarga); 

·       FPSO (Floating Production, Storage and Offloading ou Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga); 

·       FSU (Floating Storage Unity ou Unidades Flutuantes de Armazenamento).

 

Procedimentos e boas práticas para evitar acidentes no Offshore

 

Trabalhar em ativos Offshore é uma experiência que pode ser bastante enriquecedora para o profissional da área, pois há possibilidade de crescer profissionalmente e até trabalhar fora do país. Contudo, existem riscos envolvidos na rotina de quem trabalha embarcado.

 

Confira a seguir quais procedimentos e boas práticas devem ser adotados para que acidentes sejam evitados. Aproveite para verificar se a sua equipe está cumprindo tudo de forma correta.

 

Evitando incêndios em ativos Offshore

 

Existem vários riscos atrelados à atividade Offshore. O mais evidente e que causa mais receio aos trabalhadores embarcados é o risco de incêndios e explosões. O trabalho nesses lugares envolve materiais altamente inflamáveis.

 

E o que agrava mais a situação é o fato de que os incêndios ou explosões ocorrem em alto mar. É fundamental que a tripulação esteja preparada para combater incêndios ainda sem a ajuda vinda de terra firme, por isso os trabalhadores devem ser treinados para situações emergenciais como esta. 

 

A melhor forma de evitar um incêndio é adotando medidas preventivas no ativo Offshore.

 

Mas que medidas são essas? Confira a seguir:

 

·       Não permita acúmulo de óleos, graxas e combustíveis em porões, assim como em instrumentos elétricos e equipamentos que trabalham com alta temperatura;

·       Não guarde panos e trapos próximos de equipamentos elétricos ou em qualquer canto que não sejam o local próprio para eles;

·       Não opere equipamentos elétricos que estejam sobrecarregados;

·       Não deixe óleos usados para fritura armazenados no forno da cozinha;

·       Nunca solde ou corte materiais sem a presença de uma pessoa de apoio com extintor de incêndio e o EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado.

 

Use o EPI da forma correta

 

Falando em EPI, a utilização deles é um dever de todo profissional que trabalha exposto a algum tipo de risco, inclusive sendo determinado pela NR-06. Diariamente, você deve usar os seus próprios EPI's e incentivar esta prática em seus colegas.

 

Existem diversos tipos de profissionais atuando em várias áreas dentro de uma plataforma de petróleo. Para cada uma das atividades desempenhadas, o profissional precisa de um EPI específico. 

 

Podemos tomar como exemplo o EPI do Supervisor de Radioproteção, que contém capacete, óculos de segurança, protetor auricular, respirador, macacão de peça única com capuz lavável, além de luvas e botas de borracha.

 

Além dele, o EPI usado diariamente por profissionais embarcados em plataformas conta com itens como protetores faciais, coletes salva-vidas, cintos de segurança, roupas de imersão, dentre outros.

 

A produção de petróleo requer cuidados especiais para que os riscos de acidentes sejam minimizados. Com estas medidas específicas, podemos garantir saúde e segurança aos trabalhadores embarcados.

 

Dê prioridade à Radioproteção

 

Infelizmente, a Radioproteção é um item negligenciado por muitas empresas na indústria Offshore, principalmente aquelas que resolvem cuidar dela por conta própria. É essencial que práticas rígidas de segurança do trabalho sejam postas em práticas em todas as áreas onde houver presença de materiais radioativos.

 

Esta ação tem o objetivo de assegurar que qualquer trabalhador que esteja exposto à radiação ionizante (seja pela função que demanda a exposição ou a exposição por acidente) não receba uma dose maior de radiação do que o limite anual aceitável e determinado por lei. 

 

Confira os limites anuais na imagem abaixo:


Siga o briefing de convivência e procedimentos de segurança da forma certa

 

Sempre que o trabalhador embarca em um ativo Offshore, é passado a ele um briefing completo de procedimentos e cuidados para que acidentes sejam evitados. Ele é essencial para que todo trabalhador lembre de adotar práticas que poderiam ser esquecidas com o passar do tempo.

 

Estes são os itens do briefing básico de convivência e procedimentos a bordo:

 

§  Não corra ao subir ou descer as escadas;

§  Lembre-se de usar o corrimão das escadas e transitar sempre pelo lado direito;

§  Antes de manusear ou transportar qualquer produto químico, consulte primeiro a FISPQ (Ficha de informações de Segurança de Produtos Químicos);

§  Fique atento à movimentação de cargas;

§  Nunca se exponha a uma carga suspensa e obedeça sempre a sinalização de isolamento de área;

§  Nas salas de lazer e também no refeitório, sempre esteja vestido com roupas limpas;

§  Sempre que soar o alarme, as equipes de emergência entram em ação para controlar a ocorrência;

§  Caso a situação se agrave, quem não for essencial no controle da emergência, será retirado da unidade pelo meio mais rápido e mais seguro;

§  Se você notar qualquer aspecto que possa colocar a segurança e a saúde das pessoas ou meio ambiente em risco, avise imediatamente o gerente da plataforma;

§  Evite fumar, mas caso fume, o faça em áreas dedicadas à atividade;

§  Nunca se esqueça de apagar bem os cigarros antes de sair das áreas reservadas para fumantes.

 

Além deste briefing básico, para garantir a segurança em ativos Offshore, os trabalhadores são orientados por meio de treinamentos e procedimentos de emergência.

 

Se você trabalha embarcado, não deixe de revisar os protocolos periodicamente para ficar preparado nos casos de acidentes, como:

 

·       Colisão;

·       Incêndio;

·       Naufrágio;

·       Adernamento;

·       Água aberta;

·       Derramamento de óleo;

·       Vazamento de gás;

·       Homem ao mar;

·       Superfície livre;

·       Queda de aeronave.

 

Procedimentos de emergência são necessários para que seja possível prestar o devido atendimento em casos de acidentes ou de outra situação inesperada que coloque a vida dos tripulantes, passageiros ou da própria embarcação em risco. 

 

Geralmente, uma ocorrência pode ser resolvida de forma rápida se as medidas adequadas forem executadas nos primeiros instantes.

 

Hidrate-se

 

As plataformas de petróleo recebem uma altíssima incidência de raios solares diariamente. Portanto, o uso de filtro solar para proteger a pele é um item essencial. Também não deixe de beber bastante água. Garrafas de água são permitidas na plataforma, desde que não sejam de vidro! 

 

Ficar muito tempo exposto à radiação solar sem proteção adequada e sem se hidratar pode causar sérios problemas de saúde, como a desidratação e a insolação. 

 

Qualquer mal-estar sentido durante o trabalho no Offshore deve ser relatado para que possa ser sanado ou minimizado rapidamente, da maneira mais eficientes possível. 

 

Mantenha um bom relacionamento a bordo!

 

Convivência é fundamental na vida de todo mundo. Desta forma, o tempo que você ficará embarcado será melhor aproveitado. Quando laços entre quem trabalha na plataforma são criados, a sua integridade física e mental é preservada. Lembre-se que você estará isolado da terra, com pouco contato com familiares e amigos.

 

Trata-se de uma nova experiência social e profissional. Você trabalha e mora no mesmo local e ainda precisa dividir seu “lar” com colegas de trabalho. Para minimizar os problemas sociais nas plataformas, separamos algumas dicas de convivência:

 

Dicas de convivência:

 

§  Saiba ouvir e falar nos momentos certos;

§  Exercite sua paciência para não causar confusões;

§  Tenha humildade para aceitar as ideias dos colegas, além das críticas;

§  Evite brincadeiras agressivas;

§  “Piadas” discriminatórias de qualquer tipo não devem ser toleradas;

§  Fomente o trabalho em equipe;

§  Respeite o sono dos seus colegas e a paz na plataforma.

 

Equipamentos eletrônicos são proibidos

 

Por último, mas certamente não menos importante, saiba que equipamentos elétricos e eletroeletrônicos, assim como outros instrumentos que não possuam certificação para uso em atmosferas explosivas, jamais devem ser utilizados em qualquer área industrial. E em um ativo Offshore não é diferente.

 

Saiba que equipamentos, como lanternas, computadores, celulares, câmeras fotográficas ou filmadoras só podem ser utilizadas mediante autorização específica. Telefones internos e rádios serão os equipamentos utilizados para comunicação. Algumas empresas chegam a confiscar ou lacrar os aparelhos celulares dos tripulantes do ativo Offshore. 

 

Esperamos que você tenha entendido um pouco mais sobre as formas de evitar acidentes em ativos Offshore.

 

É importante destacar entre esses pontos, que a negligência com a Radioproteção nos ativos Offshore pode gerar sérios riscos envolvendo a radiação ionizante.

 

Esse tipo de radiação acarreta diversos efeitos biológicos aos indivíduos expostos a ela. Por isso, a melhor forma de evitar os efeitos da radiação ionizante no ambiente de trabalho é por meio de um Serviço de Radioproteção bem preparado.

 

Se sua equipe tem IOE’s (Indivíduos Ocupacionalmente Expostos), é necessário estabelecer um Plano de Radioproteção detalhado e eficiente para que todos os profissionais expostos à radiação tenham a proteção adequada de acordo com as normas da CNEN.

 

 

 

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