segunda-feira, 23 de agosto de 2021

 



SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

 

 


As micro e pequenas empresas (MPE) são impulsionadores fundamentais do crescimento económico, da inovação, do emprego e da integração social, e constituem a espinha dorsal da economia da UE.

 

A segurança e saúde no trabalho (SST) é muitas vezes mal gerida nas MPE, o que deixa os trabalhadores em maior risco de sofrerem doenças e acidentes de trabalho. Esta questão constitui uma prioridade das estratégias nacionais de SST, do Quadro estratégico da Comissão Europeia e no contexto do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

 

O vasto projeto da EU-OSHA «Melhorar a SST nas micro e pequenas empresas» (2014-2018) tem por objetivo identificar os fatores de sucesso essenciais em termos de políticas, estratégias e soluções práticas para melhorar a SST nas MPE na Europa.

 

O que dizem os estudos sobre a SST nas MPE?

 

A primeira fase do projeto revelou a magnitude dos desafios que se colocam às MPE em toda a Europa em termos de SST e alguns dos fatores que contribuem para uma má gestão da SST nessas empresas. A síntese bibliográfica Contextos e disposições em matéria de segurança e saúde no trabalho nas micro e pequenas empresas na UE aponta para uma «falta de recursos generalizada e multifacetada» que leva um número significativo de MPE a optarem por estratégias empresariais de redução de custos. As principais características dessas empresas são uma posição económica débil; preocupações de sobrevivência económica; falta de investimento em SST; conhecimentos, consciencialização e competência limitados por parte dos proprietários-gestores; e atitudes e prioridades que não favorecem a SST.

 

A perspectiva do local de trabalho

 

As atitudes e práticas das MPE em matéria de SST foram objeto de 360 entrevistas aprofundadas a trabalhadores e proprietários-gestores. Algumas das atitudes observadas com maior frequência incluem uma abordagem fortemente reticente à SST; a percepção de que o «senso comum» é suficiente como medida de SST; e a ideia de que os riscos «fazem parte do trabalho». No entanto, também se detectaram exemplos de boas práticas.

 

Ler o relatório Segurança e saúde nas micro e pequenas empresas na UE: a perspectiva do local de trabalho.

 

Existem boas práticas que podem ser aproveitadas?

 

Existem inúmeros exemplos em toda a Europa de políticas, estratégias e instrumentos de sucesso em matéria de SST nas MPE. Em Segurança e saúde nas micro e pequenas empresas na UE: da política à prática — descrição de bons exemplos, são descritas ao pormenor mais de 40 dessas intervenções.

 

Os bons exemplos foram explorados mais aprofundadamente no sentido de determinar «o que funciona, para quem e em que circunstâncias», incluindo o seu imenso potencial de impacto positivo e a sua aplicabilidade a outros ambientes.

 

Leia o relatório Das políticas à prática: políticas, estratégias, programas e ações que apoiam a SST nas micro e pequenas empresas, que também aborda as experiências de intermediários de SST que trabalham com MPE.

 

Como assegurar que as políticas e intervenções em matéria de SST incluem as MPE?

 

Foi realizada uma análise dos resultados gerais do projeto com vista a formular recomendações baseadas em evidências para a criação de programas políticos e intervenções mais eficazes de melhoria da SST nas MPE. Segurança e saúde nas micro e pequenas empresas na UE:

 

Relatório final do projeto trienal SESAME destaca como fatores importantes:

 

Ø a participação de todos os principais agentes reguladores;

Ø o reforço das inspeções regulamentares;

Ø a oferta de soluções sustentáveis, de aplicação fácil e aplicáveis a diversos ambientes;

Ø a melhor integração da SST nos sistemas de ensino específicos por sector;

Ø a participação dos sindicatos e das organizações patronais na definição de políticas que incluam as MPE;

Ø melhores disposições de cadeia de abastecimento.

 

 

Fonte:

https://osha.europa.eu/pt/themes/safety-and-health-micro-and-small-enterprises

 

 

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domingo, 22 de agosto de 2021

 


 

QUAL A IMPORTÂNCIA DA RECERTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA LINHA DE VIDA?

 

 



Todos os anos é preciso fazer a Recertificação dos equipamentos para linha de vida, mas talvez você não compreenda os motivos para essa determinação das autoridades. Neste post, vamos falar sobre a importância de certificar novamente os equipamentos de proteção dos trabalhadores dentro do período estabelecido pelas normas brasileiras.

 

Entenda quais equipamentos de linha de vida devem ser recertificados e por que algumas empresas preferem não fazer as inspeções anuais, desobedecendo a Lei em vigor. Aqui, você vai descobrir quais são as consequências de não seguir as regras e também os benefícios do cumprimento das legislações nacionais e internacionais.

 

Quais são os equipamentos para linha de vida?

 

As linhas de vida facilitam a movimentação de forma segura em andaimes, escadas e plataformas. Elas são estruturas amparadas por equipamentos de proteção individual (EPI) antiquedas.

 

Alguns elementos essenciais das linhas de vida são:

 

·       dois pontos de ancoragem;

·       cabo;

·       corda;

·       fita sintética;

·       talabarte de posicionamento;

·       travaquedas.

 

Os equipamentos para linha de vida são voltados à segurança dos colaboradores que realizam trabalhos em altura ou em locais confinados.

 

Alguns desses equipamentos que devem ser usados em conjunto com as linhas de vida para garantir o trabalho seguro dos seus funcionários são:

 

·       cinto de segurança;

·       bloqueadores automáticos;

·       mosquetões;

·       calçados de segurança;

·       capacete;

·       luvas.

 

Vale destacar que as linhas de vida devem ser instaladas por profissionais especializados, que sejam experientes e estejam qualificados para essa função. As estruturas são complexas e devem estar fixas para evitar a ocorrência de acidentes. Por outro lado, o material e a instalação, devem ser certificados em atendimento às normas trabalhistas.

 

Qual é a importância de recertificar os sistemas de linhas de vida a cada ano?

 

As linhas de vida podem ser instaladas temporariamente para a realização de certas atividades e, em seguida, retiradas do local. Ou podem ser fixas, permanecendo até o final da obra, sem necessidade de serem desinstaladas. Esses sistemas de linhas de vida precisam de manutenções para garantir que nenhum evento negativo venha a ocorrer.

 

Isso ocorre porque os equipamentos perdem suas características originais com o decorrer do tempo. Portanto, eles sofrem desgaste pelo uso ou ficam imprecisos quando permanecem parados por determinado período.

 

Desse modo, os sistemas de linhas de vida devem ser revisados pelos seguintes motivos:

 

·       aumentar a segurança dos trabalhadores em altura;

·       diminuir a ocorrência de acidentes em atividades de risco;

·       melhorar a performance dos equipamentos;

·       alcançar resultados surpreendentes;

·       elevar a produtividade e o engajamento dos colaboradores;

·       respeitar as exigências normativas.

 

A Norma Brasileira Regulamentadora (NBR) nº 16.325/2014 determina em seu anexo A, que sejam realizadas inspeções técnicas nesses sistemas conforme as orientações dos fabricantes. As revisões devem ser feitas no mínimo uma vez por ano, não importando o tipo do material nem as condições aparentes de vida útil, tampouco a continuidade de uso dos equipamentos.

 

Quais são os motivos que levam empresas a não realizar as inspeções anuais?

 

Apesar de ter conhecimento das garantias de segurança oferecidas pelas linhas de vida, muitas empresas decidem não solicitar as inspeções anuais. Os responsáveis por essas organizações apresentam diversas razões para não fazer a Recertificação dos equipamentos.

 

Entre elas estão:

 

·       redução de custos;

·       ausência de fiscalização;

·       inocorrência de acidentes;

·       falta de recursos financeiros.

 

É natural acreditar que situações negativas jamais vão acontecer ao nosso redor. Com isso, os investimentos em segurança acabam sendo, na maioria das vezes, da pior forma possível: corretivo e não preventivo! Agindo assim, os empregadores não conseguem oferecer a segurança adequada aos trabalhadores que trabalham expostos a riscos de quedas.

 

Não há prevenção contra eventos que podem ser catastróficos, os quais podem levar os trabalhadores ao óbito. Importa ressaltar que na área da segurança do trabalho é importante investir em medidas preventivas, pois vidas humanas dependem da obediência dos empregadores e dos empregados às legislações.

 

Quais são as consequências de não seguir as regras da Recertificação?

 

As normas atuais registram várias exigências relativas à realização de atividades nas quais o uso das linhas de vida é obrigatório. Os empregadores devem ter seus equipamentos recertificados e oferecer o devido treinamento aos seus empregados.

 

As recertificações devem estar em dia, pois o atraso nas inspeções pode gerar:

 

·       acidentes graves no ambiente de trabalho;

·       atrasos na produção ou no cumprimento dos contratos;

·       necessidade de contratação urgente de novos funcionários;

·       gastos desnecessários ocasionados pelo afastamento de trabalhadores;

·       responsabilização do empregador em demandas judiciais trabalhistas, cíveis e criminais;

·       pagamento de indenização ao empregado ou à sua família.

 

Segundo Norma Regulamentadora (NR) nº 35 e a NBR nº 16.325/2014, os empregadores são os responsáveis pela implementação de todas as medidas preventivas para a proteção dos seus colaboradores. Também respondem pelos procedimentos operacionais realizados para possibilitar as rotinas de trabalho em altura.

 

A Lei orienta que o trabalho em altura só pode ser iniciado após a adoção das medidas protetivas descritas na NR 35. Depois do início dessas atividades de risco, o empregador deve supervisionar o que os trabalhadores estão efetivamente fazendo, se estão utilizando corretamente as estruturas e se os equipamentos foram recertificados.

 

Quais são os benefícios da Recertificação de equipamentos para linha de vida?

 

Levar a sério a NR 35 e a NBR 16.325/2014 vai evitar futuros aborrecimentos, e a instalação adequada das linhas de vida com materiais certificados pode ser um diferencial para uma organização.

 

Veja a seguir os principais benefícios de cumprir com as obrigações legais estabelecidas pelas leis e pelo Ministério do Trabalho e Emprego:

 

·       mais segurança para o empregador e para o empregado;

·       eliminação de riscos de acidentes no ambiente de trabalho;

·       aumento da competitividade no mercado de trabalho;

·       equipamentos em perfeitas condições de uso;

·       confiança dos colaboradores;

·       prestígio e reconhecimento na sociedade.

 

A Recertificação de equipamentos para linha de vida não pode ser negligenciada de forma alguma. Tanto os empregadores quanto os empregados precisam atentar para esse fator e compreender o grau de importância das normas de proteção e prevenção de acidentes. O trabalho em altura oferece riscos incomparáveis que podem causar danos irreversíveis.

 

Agora você já sabe que a Recertificação dos equipamentos para linha de vida é exigida para proteger a vida dos colaboradores e também o patrimônio das empresas. As normas protetivas são elaboradas com a finalidade de regrar comportamentos humanos evitando e oferecendo soluções para possíveis conflitos. E nesse caso específico, a regra visa à minimização da ocorrência de acidentes fatais.

 

Fonte

 

https://conect.online/blog/equipamentos-para-linha-de-vida/

 

 

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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

 



QUAL A IMPORTÂNCIA DA INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS NA INDÚSTRIA?

 

 


A Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12), do Ministério do Trabalho, estabelece os procedimentos a serem adotados pelas empresas para garantir a segurança e saúde do trabalhador. Para atender a essa norma, duas ações fundamentais são a inspeção e manutenção de equipamentos na indústria.

 

Assim, garantimos que máquinas e equipamentos estejam nos parâmetros de segurança, e acidentes sejam evitados. Ainda, seu bom funcionamento e operação mantêm a fluidez dos processos produtivos.

 

Então, preparamos este artigo para apresentar o que você precisa saber sobre os tipos de inspeção e manutenção, quais erros devem ser evitados e como a tecnologia pode ajudar nesse processo. Continue lendo e veja como manter máquinas e equipamentos em perfeitas condições!

 

Por que a inspeção e manutenção é tão importante?

 

A inspeção e manutenção de máquinas e equipamentos na indústria é indispensável, porque, mesmo que as operações sejam realizadas dentro de um limite seguro, há uma depreciação do maquinário, que acontece em função do uso.

 

Quando realizamos a inspeção e a manutenção identificamos esses desgastes e mudanças de configuração que podem levar a falhas de funcionamento. Quando erros assim acontecem, existem dois cenários possíveis.

 

Um deles é a ocorrência de acidentes que colocam em risco os trabalhadores; o outro é a interrupção de processos por causa da impossibilidade de uma máquina operar, levando a atrasos na produção e prejuízos.

 

Assim, a inspeção e manutenção de máquinas e equipamentos na indústria é fundamental para evitar problemas envolvendo a integridade dos colaboradores e perdas para a empresa. Isso em função da reposição de peças ou da própria máquina, e ainda pelos atrasos nas entregas.

 

Quais são os tipos de inspeção e manutenção de equipamentos na indústria?

 

Existem diferentes tipos de inspeção e manutenção de equipamentos na indústria. Cada um deles tem um objetivo, como prever falhas, evitá-las ou corrigi-las.

 

Inspeção sensitiva

 

Nessa inspeção é utilizado trabalho humano para analisar as máquinas e equipamentos. Para isso o técnico utiliza os próprios sentidos — visão, olfato e audição —, de acordo com o parâmetro que deseja investigar.

 

Por meio dessa inspeção é possível verificar, por exemplo, um ruído diferente, trinca ou desgaste de material, um cheiro que pode indicar vazamento de produto químico ou curto-circuito, e assim por diante.

 

Inspeção ou manutenção preditiva

 

É aquela que monitora uma máquina ou equipamento e acompanha seus parâmetros enquanto funciona. É realizada com o auxílio de outros equipamentos ou softwares, que farão medições e coletarão dados.

 

Monitorar, por exemplo, pressão, temperatura ou corrente elétrica é uma ação preditiva. Quando é identificada alguma alteração nos parâmetros considerados ideais, é feita uma análise mais detalhada e correção do problema.

 

Manutenção preventiva

 

É aquela em que fazemos a substituição de uma peça ou componente, a troca de fluidos ou mesmo uma limpeza, antes que o problema aconteça. É bastante aplicada em diversos setores da indústria, e muitas vezes segue um cronograma estabelecido pela própria empresa ou de acordo com as instruções do fabricante.

 

A grande vantagem da manutenção preventiva é que as intervenções são feitas com o objetivo de evitar danos ou falhas. Ao estabelecendo um cronograma, não é necessário interromper os processos produtivos porque as ações são realizadas no momento preestabelecido.

 

Manutenção corretiva

 

Esse tipo de manutenção não é tão recomendado, porque é realizado somente depois que um problema aconteceu. Porém, muitas vezes é necessário, por exemplo, diante de uma falha inesperada ocasionada por um fator externo ou mau uso de uma máquina ou equipamento.

 

O maior problema dessa manutenção é não ser prevista. Assim, pode oferecer grande risco de acidentes e acarretar custos altos, que podem impactar significativamente as finanças da empresa, dependendo da máquina que precisa de intervenção.

 

Quais erros devem ser evitados na manutenção e inspeção?

 

Um dos principais erros cometidos na inspeção e manutenção de equipamentos na indústria é esperar o problema acontecer. O ideal é monitorar o maquinário e inspecionar periodicamente de acordo com o cronograma, para garantir que esteja sempre em perfeito funcionamento.

 

Também, acontece de as inspeções e manutenções serem realizadas por colaboradores não especializados. É fundamental que a pessoa responsável por essas tarefas tenha conhecimento técnico para isso, a fim de ter certeza de que as intervenções serão realizadas de maneira assertiva, sem risco de dano para o equipamento ou os trabalhadores.

 

A falta do cronograma de inspeção e manutenção é mais um erro que precisa ser evitado. Nesse caso, quem perde é principalmente a empresa, por não estabelecer o melhor momento de realizar as intervenções. Como consequência, pode haver a interrupção dos processos ou gastos não programados.

 

Além de tudo isso, não ter as ferramentas e tecnologias necessárias para realizar a inspeção e manutenção de equipamentos na indústria pode causar sérios problemas. Todas as intervenções precisam ser realizadas corretamente para não danificar ainda mais o maquinário, e a tecnologia é uma grande aliada por possibilitar ações mais precisas.

 

Como inspecionar os EPI’s?

 

Quando falamos em inspeção e manutenção de equipamentos na indústria é bastante comum pensar apenas nos maquinários de grande porte. No entanto, não podemos esquecer que os EPI’s também precisam passar por inspeções.

 

A inspeção deve ser feita por um profissional capacitado e seguindo um cronograma. Ele pode respeitar o tempo de depreciação estimado para cada equipamento, e ainda considerando a intensidade de uso de acordo com as rotinas de cada empresa.

 

É válido ressaltar que existem diferentes tipos de EPI, cada qual destinado para um risco. Por isso, a inspeção deve ser feita conforme uma ficha de controle, que vai mostrar tudo o que precisa ser avaliado e quais foram as condições encontradas pelo avaliador.

 

São analisadas as condições do equipamento e outros fatores, como higienização, armazenamento, data de validade e se a documentação está em dia. Qualquer irregularidade precisa ser relatada e corrigida imediatamente, o que pode ser feito com a substituição do equipamento.

 

É válido ressaltar que a limpeza, o armazenamento e o modo de uso são fatores que podem danificar o EPI. Isso também pode acontecer quando um equipamento é utilizado para fins impróprios, o que leva ao seu desgaste acelerado e aumenta o risco de acidentes.

 

Portanto, além de estabelecer o cronograma de inspeção e elaborar uma ficha de controle, a empresa precisa oferecer treinamento aos colaboradores que utilizam esses EPIs. Mas um detalhe importante é garantir que o técnico em segurança do trabalho esteja constantemente monitorando os trabalhadores.

 

A tecnologia pode ajudar na inspeção e manutenção?

 

Você viu que a inspeção e manutenção de equipamentos na indústria pode ser realizada com auxílio da tecnologia. Como explicamos a respeito da manutenção preditiva, existem equipamentos e softwares que ajudam a monitorar maquinários para acompanhar seus parâmetros e garantir que sejam adequados.

 

Com a tecnologia fica mais fácil identificar pequenas falhas ou alterações antes que elas levem a danos significativos nos equipamentos. Com isso, prevemos possíveis situações para intervir de uma forma planejada e segura.

 

Tecnologias mais simples também podem dar uma contribuição significativa. Um sistema que registra a data de validade de um determinado lote de equipamentos, por exemplo, pode ser de grande ajuda.

 

Esse tipo de tecnologia é utilizado, também, para enviar alertas quando a manutenção preventiva de uma determinada máquina deve acontecer. Isso com base em suas horas de funcionamento, para troca de um determinado fluido, de correias ou engrenagens.

 

O importante é que você realize a inspeção e manutenção de equipamentos na indústria aplicando estratégias e explorando a tecnologia. Assim, as intervenções acontecerão no momento certo e garantirão um ambiente de trabalho mais seguro e evitando prejuízos para sua empresa.

 

 

Fonte

 

https://conect.online/blog/inspecao-e-manutencao-de-equipamentos-na-industria/

 


 

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sexta-feira, 9 de julho de 2021

 


 

RISCOS BIOLÓGICOS:

O QUE SÃO E QUAL SUA RELAÇÃO COM ACIDENTES NO TRABALHO?

 

 



Os acidentes de trabalho normalmente são relacionados a episódios de queda, derrubada de materiais e objetos, vazamento de produtos químicos entre outros. Porém, os riscos biológicos também são causas comuns desses problemas.

 

Conhecer quais são eles, como preveni-los e o que as normas dizem a respeito do assunto é fundamental para garantir a integridade física dos trabalhadores e da coletividade, que podem sofrer as consequências desses agentes prejudiciais.

 

Neste texto, mostraremos o que são riscos biológicos, como identificá-los, suas categorias e como fazer a prevenção em relação aos acidentes que podem causar. Confira e se informe!

 


O que são riscos biológicos e como identificá-los?


São considerados riscos biológicos qualquer microrganismo que represente ameaça à saúde de um trabalhador, podendo ser tanto pelo contato direto ou mesmo pelo indireto — desde que haja, realmente, o perigo de infecção ou outros problemas à integridade física.

 

São exemplos desses riscos as bactérias, vírus, fungos, protozoários, parasitas e outros microrganismos que podem ser expostos ao contato dos seres humanos. Em geral, eles são mais facilmente identificados em hospitais e em áreas ligadas à saúde, como consultórios.

 

Porém, outros locais de trabalho podem conter riscos biológicos, principalmente na área de agricultura, abatedouros, necrotérios, indústrias de bebidas e alimentos, indústria de saneamento e em espaços confinados. Por isso, é importante conhecer não apenas esses agentes, mas também a legislação — principalmente em relação aos laudos técnicos.

 

A Norma Regulamentadora n. º 9 (NR 9) do Ministério do Trabalho (MTE) trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Esse documento é fundamental para identificar e descrever os agentes biológicos que estão presentes em determinadas áreas.

 

Na parte sobre o reconhecimento dos riscos ambientais, o PPRA deve conter itens importantes, como:

 

·       identificação do risco;

 

·       identificação das possíveis fontes geradoras;

 

·       os meios de propagação desses agentes;

 

·       as atividades desempenhadas e quais os tipos de exposições;

 

·       os possíveis danos à saúde relacionados à exposição.

 

Essas e outras identificações são fundamentais para que a empresa possa tomar medidas que reduzam os riscos biológicos, além de planejar as ações em relação à redução dos acidentes de trabalhos relacionados a esses agentes.

 


Quais são as classificações desse tipo de risco?

 

A Norma Regulamentadora n.º 32 (NR 32) do MTE faz a classificação específica dos agentes que causam os riscos biológicos.

 

Isso está descrito no Anexo I do documento, separando as seguintes classes:

 

·       risco 1: são os agentes que causam um baixo risco individual para o trabalhador e coletividade, com baixa probabilidade de causar uma doença;

 

·       risco 2: são os agentes que causam risco moderado para o trabalhador e baixo para a coletividade. Podem causar doenças, mas existem meios eficazes para o tratamento e prevenção;

 

·       risco 3: são os agentes que causam um risco elevado para o trabalhador, e probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças e infecções graves, e nem sempre existem meios eficazes para o tratamento e prevenção;

 

·       risco 4: são os agentes que causam um risco elevado para o trabalhador, e uma alta probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças graves, e não existem meios eficazes para tratamento e prevenção.

 


Nesses casos, o PPRA deve conter, também, a identificação dos riscos biológicos mais prováveis para determinado ambiente de trabalho, considerando vários pontos específicos para esses agentes, como:

 

·       vias de transmissão e de entrada;

 

·       transmissibilidade, patogenicidade e virulência;

 

·       persistência do agente no ambiente;

 

·       estudos epidemiológicos e dados estatísticos.

 

Tudo isso serve para informar o empregador e o empregado dos riscos que há no ambiente de trabalho, demonstrando a possibilidade de exposição a determinados agentes e o que eles podem acarretar.

 

A norma ainda fala que o PPRA deve ser reavaliado uma vez por ano — ou a qualquer momento —, quando houver alguma mudança das condições de trabalho que altere a exposição a riscos biológicos.




Como podem ocorrer os acidentes de trabalho?

 

Ao pensar em acidentes de trabalho, é comum associar esse fato a quando trabalhadores sofrem quedas ou se machucam de outra forma durante o expediente. Porém, conforme o MTE, esse conceito é mais amplo.

 

O acidente de trabalho é aquele em que ocorre lesão corporal ou uma perturbação funcional, podendo causar morte, perda ou redução da capacidade para as atividades que o empregado desempenha.

 

Em relação aos riscos biológicos, os acidentes geralmente ocorrem quando os trabalhadores entram em contato direto com agentes prejudiciais à saúde, exposição a materiais como sangue e fluídos, ou sofrem perfurações.

 

Eles são mais comuns na área da saúde, porém, ocorrem também nas mais variadas atividades — como recolhimento de lixo, tratamento de animais, na agricultura etc. Geralmente, há grandes chances de o empregado contrair alguma doença grave, como HIV, tétano, tuberculose entre outras.

 

Saber como esses acidentes ocorrem é fundamental para ajudar na prevenção e no tratamento, pois o funcionário precisará receber os cuidados necessários imediatamente para que o quadro não se agrave.

 


Como fazer a prevenção contra riscos biológicos?

 

As medidas de prevenção e proteção contra os riscos biológicos nos ambientes de trabalho devem ser adotadas de acordo com o PPRA. Isso deve ser feito sempre que houver risco potencial à saúde do trabalhador ou da coletividade, ou quando a exposição dos funcionários for superior aos limites previstos em outras NR.

 

Primeiramente, deve haver a implantação de medidas de proteção coletiva, que são aquelas que eliminam ou reduzam a utilização de agentes prejudiciais à saúde, que previnam a disseminação deles ou que diminuam a sua concentração.

 

Porém, se não for possível adotar essas medidas ou se elas forem insuficientes, é necessário que se faça a utilização de equipamento de proteção individual (EPI). Esses equipamentos devem estar de acordo com as normas do Ministério do Trabalho, além de serem disponibilizados e fiscalizados pelo próprio empregador.

 

Eles podem ser dos mais variados tipos — luvas, máscaras com cartuchos e filtros para particulados, roupas especiais, aventais, óculos, proteção facial e etc. —, dependendo dos agentes que estão presentes no ambiente de trabalho e da exposição dos trabalhadores.

 

Seguindo essas medidas, é possível eliminar ou prevenir os riscos biológicos no ambiente do trabalho, o que é fundamental para preservar a saúde dos empregados e da coletividade, que também pode sofrer com esses agentes quando há disseminação.



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