quinta-feira, 14 de maio de 2026

 



 

COMO ESCOLHER A ESCADA CORRETA NO TRABALHO EM ALTURA E UTILIZAR CADA TIPO COM SEGURANÇA

 

 


 

Escolher a escada correta é uma decisão técnica que influencia diretamente a segurança no trabalho em altura. Antes de avaliar altura, tempo de permanência ou esforço físico, é essencial compreender quais são os tipos de escadas permitidos pela norma e quais são suas características técnicas.

A NR-35, por meio do seu Anexo III, estabelece critérios específicos para as escadas de uso individual, reforçando que elas não devem ser a primeira alternativa, mas sim uma solução tecnicamente justificada dentro da hierarquia de controle de riscos.

Com a publicação do Anexo III – Escadas de Uso Individual, aprovado pela Portaria MTE nº 1.860, de 02 de outubro de 2025, com vigência a partir de 02 de janeiro de 2026, passaram a existir regras detalhadas sobre classificação, dimensionamento, limites de uso e requisitos de segurança para cada tipo de escada.

A seguir, entenda como a norma classifica essas escadas e como escolher a mais adequada para cada situação.

Tipos de Escadas de Uso Individual Segundo a NR-35

1. Escada Fixa Vertical

O que é

A escada fixa vertical é instalada permanentemente na estrutura da edificação ou da instalação industrial. Geralmente posicionada na vertical, integra o próprio sistema construtivo.

É comum em:

·      Caixas d’água;

·      Silos;

·      Torres;

·      Casas de máquinas.

Características Técnicas

Possui requisitos dimensionais obrigatórios, como largura entre 0,40 m e 0,60 m e espaçamento entre degraus entre 0,25 m e 0,30 m. Deve manter distância mínima da estrutura de fixação e garantir apoio seguro na entrada e saída.

Quando ultrapassa 10 metros de altura, exige plataformas de descanso com distância máxima de 6 metros entre elas.

Sempre que houver risco de queda, deve estar integrada a Sistema de Proteção Contra Quedas, conforme definido na Análise de Risco.

Quando é Indicada

É indicada quando o acesso é permanente, recorrente e faz parte da própria estrutura da instalação.

2. Escada Portátil de Encosto, Fixa ou Extensível

O que é

É a escada apoiada em uma estrutura fixa, como parede, fachada ou estrutura metálica. Pode ser simples ou extensível.

Características Técnicas

Possui comprimento máximo de 7 metros.

Quando utilizada como meio de acesso, deve ultrapassar o piso superior em pelo menos 1 metro, garantindo apoio seguro na transição.

No caso da escada extensível, deve possuir travamento adequado entre os lances e sobreposição mínima de 1 metro quando totalmente estendida.

Não deve ser utilizada em portas, áreas de circulação ou próxima à rede elétrica desprotegida sem medidas de controle.

Quando é Indicada

É indicada para acessos temporários e atividades rápidas, desde que haja estrutura firme para apoio e possibilidade de fixação adequada.

3. Escada Portátil Autossustentável

O que é

É a escada que se mantém em pé sem necessidade de apoio externo, popularmente conhecida como escada tipo A.

Características Técnicas

Possui comprimento máximo de 6 metros quando fechada.

Deve ser utilizada apenas com limitadores totalmente abertos e travados. O piso deve ser firme, nivelado e estável.

Não deve ser utilizada parcialmente fechada nem adaptada como escada de encosto se não for projetada para isso.

Quando é Indicada

É indicada para atividades rápidas em alturas moderadas, principalmente quando não existe estrutura para apoio.

Como Escolher a Escada Correta

Após entender os tipos, a escolha deve considerar critérios técnicos objetivos.

1. Altura da Atividade

A altura determina o limite seguro de utilização. Escadas portáteis possuem limites dimensionais definidos. Para acessos elevados e permanentes, a escada fixa vertical é mais adequada.

Se a altura estiver dentro dos limites normativos e a atividade for temporária, a escada portátil pode ser utilizada.

2. Frequência de Acesso

Se o acesso for frequente ou permanente, a escada fixa vertical é a solução mais segura e estável.

Se for esporádico ou eventual, escadas portáteis podem ser adotadas, desde que respeitados seus limites.

3. Tempo de Permanência

Escadas são prioritariamente meios de acesso. Quanto maior o tempo de permanência, maior a fadiga e maior o risco de perda de equilíbrio.

Para atividades prolongadas, pode ser necessário utilizar plataforma de trabalho.

4. Tipo de Esforço Exigido

A escada não é indicada para atividades que exijam:

·      Aplicação intensa de força

·      Movimentação lateral constante

·      Uso de ferramentas com impacto

Se a tarefa exigir esforço significativo, outro sistema mais estável pode ser necessário.

Capacitação é fundamental

Com a atualização da NR-35 e a entrada em vigor do Anexo III, é indispensável que profissionais e empresas estejam devidamente capacitados.

Curso NR-35 Trabalho em Altura – Escadas de Uso Individual, atualizado conforme o novo Anexo III, abordando:

·      Planejamento e Análise de Risco

·      Classificação e escolha técnica das escadas

·      Requisitos dimensionais e limites de uso

·      Sistemas de proteção contra quedas

·      Condutas seguras na utilização

A adequação à norma não é apenas obrigação legal, é compromisso com a vida.

 




 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


quarta-feira, 13 de maio de 2026

 



 

SUA ATIVIDADE É INSALUBRE? DESCUBRA OS RISCOS E O QUE A LEGISLAÇÃO DIZ

 

 


 

Você sabe quando sua atividade coloca sua saúde em risco? 

Nem sempre os riscos no ambiente de trabalho são visíveis. Em muitas situações, o trabalhador está exposto diariamente a agentes que não provocam efeitos imediatos, mas que, com o tempo, podem comprometer seriamente sua saúde. 

Ruído constante, calor excessivo, contato com substâncias químicas, presença de poeiras ou exposição a microrganismos são exemplos comuns. Esses fatores fazem parte da rotina de diversas profissões e, quando não controlados, podem caracterizar uma condição de insalubridade. 

O problema é que, muitas vezes, esses riscos passam despercebidos até que os primeiros sinais de doença apareçam. 

É justamente para identificar, avaliar e controlar essas situações que existe a regulamentação sobre atividades insalubres no trabalho. 

O que diz a NR-15 sobre atividades insalubres? 

A NR-15 – Atividades e Operações Insalubres é a norma que estabelece os critérios técnicos para caracterizar e classificar a insalubridade nos ambientes de trabalho. 

Ela define: 

·      Quais agentes podem ser considerados nocivos à saúde; 

·      Os limites de tolerância para exposição; 

·      Os critérios para avaliação das condições de trabalho; 

A classificação dos graus de insalubridade. 

Na prática, a NR-15 funciona como referência técnica para determinar quando uma atividade representa risco à saúde do trabalhador. 

Quais são os principais agentes insalubres? 

Os agentes insalubres são classificados em três grupos principais, de acordo com sua natureza. 

Agentes físicos 

São aqueles relacionados a formas de energia presentes no ambiente de trabalho. 

Principais exemplos: 

·      Ruído 

·      Calor 

·      Radiações 

·      Vibração 

·      Umidade 

Esses agentes podem causar desde desconforto até doenças ocupacionais permanentes, como perda auditiva e problemas térmicos. 

Agentes químicos 

São substâncias que podem penetrar no organismo por diferentes vias. 

Principais formas de exposição: 

·      Inalação 

·      Contato com a pele 

·      Ingestão acidental 

Entre os exemplos mais relevantes estão poeiras minerais, gases, vapores e substâncias como benzeno. 

Agentes biológicos 

Estão relacionados à presença de microrganismos capazes de causar doenças. 

Exemplos: 

·      Bactérias 

·      Vírus 

·      Fungos 

·      Parasitas 

São comuns em atividades de saúde, limpeza urbana, laboratórios e saneamento. 

O que são limites de tolerância? 

Os limites de tolerância representam os níveis máximos de exposição a determinados agentes que, teoricamente, não causam danos à saúde do trabalhador durante sua vida laboral. 

Esses limites são definidos com base em estudos técnicos e científicos e consideram: 

·      Intensidade do agente; 

·      Tempo de exposição; 

·      Frequência da atividade; 

Quando ultrapassados, aumentam significativamente os riscos à saúde. 

Graus de insalubridade 

A insalubridade pode ser classificada em três níveis, de acordo com a intensidade da exposição: 

·      Grau mínimo 

·      Grau médio 

·      Grau máximo 

Essa classificação está relacionada à intensidade da exposição e aos impactos na saúde do trabalhador. 

Como é feita a avaliação da insalubridade? 

A identificação da insalubridade não é feita de forma subjetiva. Ela exige uma análise técnica detalhada do ambiente de trabalho. 

Esse processo envolve: 

·      Identificação dos agentes presentes; 

·      Medições com instrumentos específicos; 

·      Comparação com limites de tolerância; 

·      Avaliação do tempo de exposição; 

·      Emissão de laudo técnico. 

Essa avaliação deve ser realizada por profissional habilitado. 

Qual a diferença entre insalubridade e periculosidade? 

Embora muitas vezes confundidos, esses conceitos são distintos. 

Insalubridade 

Relacionada à exposição contínua a agentes nocivos 

Danos à saúde ao longo do tempo 

Periculosidade 

Relacionada ao risco imediato de acidentes graves 

Exposição a situações como inflamáveis ou eletricidade 

Entender essa diferença é essencial para a correta aplicação das medidas de segurança e dos direitos trabalhistas. 

Como reduzir ou eliminar a insalubridade? 

A prioridade no ambiente de trabalho deve ser sempre a prevenção. 

As principais medidas incluem: 

·      Eliminação do agente de risco; 

·      Substituição por alternativas menos nocivas; 

·      Adoção de medidas de proteção coletiva; 

·      Organização do ambiente; 

·      Controle do tempo de exposição; 

·      Uso correto de EPI’s. 

Essas ações fazem parte de uma gestão eficiente de riscos ocupacionais. 

Por que entender a insalubridade é tão importante? 

Reconhecer e controlar a insalubridade vai muito além do cumprimento da legislação. 

Isso contribui para: 

·      Preservação da saúde do trabalhador; 

·      Redução de doenças ocupacionais; 

·      Melhoria das condições de trabalho; 

·      Aumento da produtividade; 

·      Conformidade com a legislação. 

A insalubridade pode estar presente em diferentes ambientes de trabalho, muitas vezes de forma silenciosa. 

Por isso, identificar os riscos, compreender os agentes envolvidos e adotar medidas de controle é fundamental para garantir segurança e qualidade de vida no trabalho. 

Quer se aprofundar no tema? 

Entender a insalubridade na prática exige mais do que conhecimento básico. É necessário saber identificar agentes, avaliar exposições e aplicar corretamente os critérios técnicos. 

 

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 




 



 

FUNCIONÁRIA VENCE AÇÃO POR EPI VENCIDO 

 


Uma decisão recente envolvendo o Tribunal Superior do Trabalho acendeu um alerta importante para empresas de todo o país. Uma trabalhadora conseguiu a rescisão indireta do contrato após comprovar o uso de EPI vencido, evidenciando falha na gestão de segurança.

O caso deixa claro um ponto crítico: não basta fornecer o EPI. É obrigatório garantir que ele esteja adequado durante todo o uso.

O erro mais comum: olhar apenas a validade do CA

Muitas empresas acreditam que basta verificar o Certificado de Aprovação (CA). Isso está incompleto.

Quando falamos de EPI, existem três controles obrigatórios que devem ser considerados:

1. Validade do CA (Certificado de Aprovação)

Documento emitido pelo governo que autoriza a comercialização do EPI;

Deve estar válido no momento da compra;

Se vencer após a aquisição, o produto pode continuar sendo utilizado, desde que esteja íntegro e dentro da validade do fabricante.

2. Validade do produto (fabricante)

Informada na embalagem ou pelo fabricante;

Relacionada à degradação natural dos materiais;

Após o vencimento, o EPI não deve ser utilizado.

3. Vida útil do EPI

Relacionada ao tempo real de uso e às condições de trabalho;

·      Pode ser reduzida por fatores como:

·      Exposição ao sol;

·      Contato com produtos químicos;

·      Desgaste mecânico;

·      Frequência de uso;

·      Nem sempre está definida em dias, podendo depender de inspeção técnica.

O que a Justiça considerou no caso

No processo, ficou comprovado que:

·      Os EPI’s estavam fora do prazo de durabilidade;

·      Não havia controle efetivo sobre a substituição;

·      O equipamento não neutralizava o risco ocupacional.

Resultado: foi reconhecida falha grave da empresa, permitindo a rescisão indireta, equivalente à demissão sem justa causa.

O que a empresa precisa verificar na prática

Para evitar esse tipo de problema, a gestão de EPI deve incluir:

·      Controle documental

·      Registro de compra com CA válido;

·      Ficha de entrega assinada;

·      Controle de lote e validade do fabricante;

·      Controle operacional

·      Inspeção periódica dos EPI’s;

·      Substituição conforme desgaste;

·      Registro de troca;

·      Controle técnico

·      Avaliação da eficácia do EPI;

·      Integração com o Programa de Gerenciamento de Riscos;

 

Monitoramento em programas específicos, exemplo:

·      PCA para ruído;

·      PPR para proteção respiratória;

·      Capacitação do trabalhador

·      Treinamento sobre uso correto;

·      Orientação sobre sinais de desgaste;

·      Ensaios de vedação, quando aplicável (respiradores);

Gestão de EPI: não é entrega, é processo

Um dos principais erros das empresas é tratar o EPI como um item de compra.

Na prática, ele faz parte de um sistema de controle que envolve:

·      Seleção adequada;

·      Aquisição correta;

·      Armazenamento;

·      Distribuição;

·      Monitoramento;

·      Substituição.

Sem isso, o equipamento deixa de cumprir sua função principal: proteger o trabalhador.

O caso julgado pelo TST reforça um ponto essencial: EPI vencido não é apenas falha operacional, é risco jurídico e trabalhista.

Empresas que não controlam corretamente:

·      Validade do CA;

·      Validade do produto;

·      Vida útil do EPI;

·      podem ser responsabilizadas por negligência, mesmo que tenham fornecido o equipamento.

Evite problemas com EPI vencido e falhas na gestão.

O curso de NR-6 do prepara sua equipe para aplicar corretamente os requisitos da norma, garantindo controle eficiente, conformidade legal e mais segurança no ambiente de trabalho.

 

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


    TURISMO ECOLÓGICO - 10 PROJETOS PARA VOLUNTARIAR NA AMÉRICA DO SUL   Confira esses projetos incríveis de turismo ecológico para vo...