terça-feira, 21 de outubro de 2025

 



 

DESVIO NA SEGURANÇA DO TRABALHO: SAIBA COMO IDENTIFICAR E PREVENIR

 


Para que uma empresa realize atividades que envolvem riscos ocupacionais, é obrigatório que elas tenham procedimentos de segurança bem definidos. Porém, se você não tomar certos cuidados, pode acabar com algum desvio na segurança do trabalho, expondo sua equipe a riscos desnecessários.

Identificar esses casos com antecedência e tomar medidas para preveni-los é essencial para manter o funcionamento adequado do seu negócio e evitar acidentes. Mesmo pequenos descuidos podem ter consequências graves para a empresa e seus colaboradores.

Acompanhe este post e entenda melhor o que é o desvio na segurança do trabalho e o que você pode fazer para evitar que eles aconteçam.

 

O que é o desvio na segurança do trabalho?

Um desvio de segurança no trabalho é qualquer ação ou evento que está fora dos padrões de segurança definidos pela empresa, ou seja, um cenário em que o trabalhador está exposto a um nível de risco não previsto pelos protocolos de SST do seu negócio.

Por padrão, todas as atividades da empresa devem estar em conformidade com as Normas Regulamentadoras. Para garantir que esse seja o caso, você deve estar atento ao funcionamento da organização. Se não, pequenos desvios e violações dos seus protocolos podem acontecer e potencializar possíveis acidentes.

Ainda, vale lembrar que nem todos esses desvios são evidentes. Alguns podem ocorrer repentinamente, com risco imediato de acidente. Porém, alguns deles são sistêmicos, acontecendo de forma silenciosa e por vezes quase invisível, até que algo imprevisto ocorre.

 

Quais são os principais tipos de desvio de segurança do trabalho?

O primeiro passo para evitar desvios de segurança do trabalho é identificá-los com antecedência. Veja aqui alguns dos exemplos mais comuns aos quais você deve prestar atenção.

 

Uso inadequado de EPI’s

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) são obrigatórios em diversos tipos de atividade. Assim, o trabalhador fica protegido contra riscos como calor, quedas ou contusões, por exemplo.

Mas um dos cenários de desvio mais comuns é o uso inadequado ou incompleto desses equipamentos. Um profissional que inicia suas atividades sem todos os EPIs necessários expõe a si mesmo e outras pessoas ao redor a um nível de risco muito mais elevado.

 

Desvio em relação ao protocolo

Os protocolos de segurança da empresa são fundamentais para a segurança individual e do time, uma vez que eles orientam a equipe sobre como agir no dia a dia para evitar acidentes. Porém, também é possível que haja alguns desvios em relação a esse padrão.

Trata-se de um comportamento de risco que pode estar presente em diversos negócios, especialmente quando os protocolos não são atualizados há algum tempo, ou quando funcionários quebram certas regras para cumprir certas demandas, por exemplo. Ainda assim, a prioridade deve ser a segurança da equipe, já que ela tem um impacto muito maior.

 

Falta de sinalização

Outro fator importante para a segurança dos trabalhadores, especialmente em áreas como indústria ou construção civil, é a sinalização. O uso de placas e símbolos ajuda a identificar áreas perigosas, além de auxiliar no plano de abandono em caso de acidente ou de alguma emergência.

Se há alguma inconsistência em sua sinalização ou se ela não corresponde aos fatores corretos, sua equipe pode tomar decisões equivocadas em situações de alto risco. Algo que agrava ainda mais esses cenários.

 

Falta de manutenção

Um desvio de segurança do trabalho comum é a falta de manutenção das ferramentas e equipamentos. Isso inclui os EPI’s, EPC’s, sinalização, entre outros elementos. Em geral, são resultado de negligência ou falta de planejamento adequado.

Mesmo que um equipamento esteja funcional, ainda é necessário realizar inspeções regulares para garantir que ele atende aos padrões de segurança exigidos. Caso contrário, ele pode apresentar defeito que certamente acarretará um impacto negativo para o colaborador e para a empresa.

 

Jornada de trabalho prolongada

O bem-estar dos colaboradores também é um fator a ser considerado na saúde e na segurança do trabalho. Jornadas de trabalho muito longas podem acarretar desconcentração como também, a médio e longo prazos, ocasionar o desenvolvimento de doenças, as quais afetam o desempenho da equipe. Algo ainda mais perigoso em tarefas que envolvem riscos diretos.

 

Funcionário não capacitado para a tarefa

Outro caso de desvio na segurança do trabalho que ocorre em várias empresas é um profissional ser enviado para uma função para a qual não está qualificado. Tarefas como a operação de empilhadeiras, construções ou manipulação de produtos químicos, por exemplo, demandam um profissional certificado. Caso contrário, podem apresentar maior risco para o trabalhador e para a equipe, além de problemas legais para a empresa.

 

Como identificar e lidar com esses desvios?

Para evitar que sua equipe se exponha a riscos desnecessários, é fundamental tomar algumas atitudes. Veja aqui o que você pode fazer para minimizar desvios na segurança do trabalho.

 

Formalizar sua política de segurança

Algumas empresas possuem um protocolo de segurança definido, mas ele é passado diretamente dentro da equipe, sem um material escrito de referência. Algo que aumenta as chances de desvios por esquecimento ou por entendimento equivocado.

Para evitar isso, você deve escrever e divulgar sua política de segurança. Ainda, formar uma comissão interna de prevenção de acidentes e assédio também é um passo importante nessa formalização.

 

Oferecer treinamentos

Não há como exigir um comportamento seguro da equipe sem oferecer as instruções necessárias. Antes de iniciar qualquer atividade, garanta que os colaboradores estejam devidamente capacitados, entendem as exigências de segurança e sabem como devem se proteger durante a atividade laboral.

 

Monitorar as atividades da equipe

Mesmo com um bom planejamento inicial, é inevitável encontrar alguns desvios na segurança do trabalho ao longo do tempo. Por esse motivo, é essencial acompanhar frequentemente as atividades da equipe, identificando onde esses desvios ocorrem e corrigindo-os assim que se manifestam.

 

Analisar a causa desses desvios

Identificar e corrigir desvios de segurança é um processo importante. Mas se você não apontar sua causa, eles podem continuar se repetindo indefinidamente. Para evitar que isso aconteça, é importante analisar esses casos e entender o que leva a sua equipe a não seguir os protocolos de segurança. Dependendo do motivo, pode ser necessário reestruturar a forma como certas tarefas são realizadas.

O desvio na segurança do trabalho é um problema que exige bastante atenção por parte da sua equipe. Se você precisa de auxílio para lidar com esses cenários, a SAFE oferece a consultoria que você precisa. Contamos com ampla experiência e uma equipe especializada em SST.

Quer se aprofundar mais nesses temas? Então, confira também o nosso artigo sobre a relação entre gestão de riscos e compliance.

 

 

 

 

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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

 



 

ACIDENTE DE TRABALHO EM ALTA TENSÃO: COMO PREVENIR

 


O acidente de trabalho em alta tensão elétrica é uma ocorrência crítica no ambiente empresarial, principalmente nos setores industriais, operacionais e de manutenção. Tais eventualidades arriscam a integridade física dos colaboradores e geram prejuízos materiais e legais para as organizações.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade - Abracopel, em 2023, foram catalogados 2.089 acidentes que resultaram em 781 óbitos — dados alarmantes que mostram a urgência de medidas preventivas eficientes. Logo, é importante conhecer os fatores de risco, cumprir normas técnicas e adotar práticas que tornem o ambiente laboral mais seguro e controlado.

Pensando nisso, elaboramos um conteúdo completo sobre o tema. Conheça os aspectos dos ambientes de alta voltagem, os principais perigos, os impactos operacionais, as regulamentações aplicáveis e as melhores estratégias de prevenção.

 

Quais são as características dos ambientes de alta tensão?

Uma das principais características é o isolamento robusto nas estruturas elétricas. Os ambientes possuem barreiras espessas, feitas de material dielétrico, que dificultam a circulação energética entre componentes metálicos próximos.

Além disso, esses espaços apresentam pé-direito elevado, a fim de possibilitar maior dissipação elétrica e manter uma circulação de ar eficiente. Em geral, o piso apresenta composição antiChama e dissipativa, favorecendo o controle da eletricidade estática.

Outro detalhe é a presença de sinalizadores visuais — cores contrastantes, faixas pintadas no chão e placas de advertência — para destacar áreas críticas e demarcar zonas de acesso restrito. Os recintos apresentam compartimentos metálicos aterrados que alojam painéis e transformadores, contribuindo para a contenção de possíveis falhas.

Ainda, a iluminação funciona por meio de fontes de luz blindadas, posicionadas estrategicamente, a fim de evitar sombras e facilitar a identificação de cabos e dispositivos.

Por fim, a ventilação é normalmente robusta e constante, com dutos metálicos posicionados de forma a facilitar o deslocamento do calor gerado pelos equipamentos de alta tensão.

 

Quais os principais riscos de acidentes em alta tensão?

Locais e departamentos com propriedades elétricas elevadas oferecem riscos imediatos e graves. Acidentes dessa natureza podem causar ferimentos severos, especialmente quando práticas de prevenção não são realizadas. A seguir, veja os principais perigos associados a instalações de alta voltagem:

·       choque elétrico direto: o contato físico com superfícies energizadas pode ocasionar parada cardiorrespiratória, danos neurológicos e queimaduras profundas;

·       arco elétrico: a formação desse fenômeno entre condutores libera calor intenso, capaz de alcançar milhares de graus Celsius, além de gerar clarões e ondas de pressão que lesionam a pele e os olhos;

·       explosões: curtos-circuitos em painéis e transformadores podem causar detonações repentinas, lançando fragmentos metálicos energizados e liberando gases tóxicos;

·       incêndios: a sobrecarga de circuitos pode produzir chamas difíceis de controlar em locais com produtos inflamáveis próximos às instalações elétricas;

·       efeitos indiretos: colapsos estruturais, ruídos súbitos e vibrações provocados por falhas elétricas podem surpreender trabalhadores, levando a colisões com objetos ou quedas.

 

Quais são os impactos na segurança e na operação?

As consequências da alta tensão na atividade industrial são profundas e podem comprometer seriamente a integridade dos colaboradores e o andamento dos processos produtivos. Ademais, a eletricidade descontrolada manifesta um risco constante, gerando um clima de insegurança que afeta a moral da equipe e a produtividade.

Tal cenário também prejudica o funcionamento dos equipamentos e maquinários utilizados na empresa, ocasionando interrupções não planejadas que atrasam a finalização de produtos e serviços.

Nesse sentido, a área responsável pela segurança do trabalho (SESMT) deve estar atenta aos procedimentos de monitoramento e avaliação dos sistemas elétricos. A identificação de riscos potenciais, aliada à capacitação dos funcionários responsáveis, é imprescindível para mitigar os impactos.

 

Quais as normas e regulamentos aplicáveis?

A norma mais adequada para esse tipo de demanda é a NR 10, devido às suas diretrizes de segurança para trabalhos com eletricidade. Ela é obrigatória para todas as companhias que funcionam por meio de instalações elétricas, exigindo adoção de procedimentos padronizados, capacitação periódica e uso de equipamentos de proteção individual e coletivo. Também determina o bloqueio e travamento de áreas críticas.

A negligência dessa norma pode acarretar consequências sérias, como multas administrativas, interdições parciais ou totais das indústrias e possíveis processos judiciais em caso de acidentes. Ademais, há um prejuízo enraizado relacionado à perda de confiança de consumidores, parceiros e investidores, o que dificulta novos contratos e reduz a competitividade mercadológica.

Complementarmente, a NR 12, que trata da segurança em máquinas e equipamentos, potencializa a necessidade de ambientes operacionais protegidos. Ela reforça a NR 10 ao definir diretrizes sobre fatores mecânicos que interagem com sistemas elétricos, promovendo uma perspectiva preventiva mais abrangente.

 

Como implementar medidas preventivas e melhores práticas?

As medidas preventivas associadas ao acidente de trabalho em alta tensão exigem um planejamento adequado, uma cultura de segurança e um certo nível de comprometimento por parte de todos os envolvidos.

 

A seguir, apresentamos boas práticas para diminuir riscos e preservar vidas:

·       instruções direcionadas: a qualificação técnica dos colaboradores deve ser contínua, com materiais específicos para atuação em espaços energizados. Além de evidenciar as condutas cotidianas, a capacitação promove a conscientização sobre procedimentos seguros, bem como o uso e o descarte correto de EPI’s;

·       análise de risco antes das intervenções necessárias: é preciso mapear perigos, detectar falhas e adotar boas práticas de prevenção. A elaboração de checklists é ideal para não deixar nada passar despercebido;

·       apontamento claro: ambientes de alta voltagem devem ser sinalizados por meio de etiquetas de advertência, placas visuais e barreiras para impedir o acesso não autorizado. É recomendado desenvolver técnicas de bloqueio para impedir o acionamento acidental de circuitos durante manutenções;

·       auditorias internas: avaliações recorrentes identificam pontos críticos e falhas no manuseio. Essas percepções ajudam na criação de planos de ação mais robustos.

Como visto, a prevenção de acidente de trabalho em alta tensão é um aspecto que não deve ser deixado de lado. A segurança dos colaboradores deve ser priorizada, pois a exposição a riscos elevados gera consequências irreversíveis. Por isso, nunca é demais reforçar a necessidade de adotar medidas eficientes para reduzir esses riscos, como o planejamento e a aplicação de protocolos de proteção.

Ademais, é válido contar com o apoio de uma instituição especializada, a fim de permitir que tais procedimentos estejam em conformidade com as normas regulamentadoras vigentes. É uma referência nesse campo, pois possui experiência e conhecimento para oferecer consultoria e suporte técnico às empresas.

Não perca tempo e entre em contato para discutir como podemos ajudar sua empresa a estabelecer um ambiente laboral mais acolhedor e seguro. A proteção da sua equipe deve ser uma missão compartilhada e estamos aqui para colaborar nesse processo.

 

 

 

 

 

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GESTÃO DE RISCOS E COMPLIANCE: QUAL A RELAÇÃO ENTRE ELES?

 

 


 

Você sabe qual a relação entre gestão de riscos e compliance? Compliance passou a ser um termo utilizado com frequência, devido a sua relação com a implantação de métodos de combate à corrupção. Porém, não é tão conhecida como deveria em toda sua abrangência, principalmente com relação à gestão de riscos. Entretanto, compliance, em seu conceito mais amplo, está mais ligada a implementação de boas práticas de gestão.

Por esse motivo, é que reflete na utilização de procedimentos mais responsáveis e éticos que, como consequência, acabam com ações corruptas e reduzem os riscos do negócio. Além disso, compliance pode ser também utilizada na gestão dos fornecedores e em todas as atividades da empresa.

 

Mas você sabe qual a relação entre gestão de riscos e compliance?

 

Adequação às leis

Na segurança do trabalho compliance significa cumprir e manter a aderência aos requisitos legais trabalhistas, se adequando aos regulamentos, às leis e princípios, a fim de prevenir acontecimentos prejudiciais aos funcionários e terceiros, propriedade material da organização, a comunidade, bem como evitar punições como multas e condenações no judiciário.

 

Segurança do trabalho

Para que as empresas “estejam em Compliance”, devem desenvolver políticas, programas e metodologias que atuem de forma direta na identificação de riscos e perigos dos processos, assim como gerenciar os riscos do negócio, riscos ambientais e práticas de gestão atreladas aos requisitos legais.

Para tal é primordial que os profissionais em saúde e segurança do trabalho, utilizem esses conceitos essenciais em programas corporativos, programas de governança, legislações trabalhista e previdenciária, gestão de segurança do trabalho, normas ISO e/ou equivalentes, cultura organizacional, indicadores de SST, entre outros.

Além disso, devem utilizar valores organizacionais, percepção de riscos da atividade, de processos e projetos, ética corporativa, ações preventivas na segurança do trabalho com base em legislações e na gestão de pessoas. Tudo isso colabora para uma gestão de riscos mais eficaz na empresa.

 

Prevenção de riscos

O principal pilar de um programa de compliance é a prevenção, em que a organização deve agir com o intuito de diminuir a probabilidade de que erros ocorram. E ela pode ser realizada de muitas formas como fortalecer a comunicação, intensificar treinamentos, estabelecer e implementar políticas e estabelecer controles, por exemplo.

As ações de compliance juntamente com as de gestão de riscos otimizam as estratégias de gestão, preveem futuros problemas e, geralmente, colaboram para integrar setores da empresa, visto que ambas as atividades atuam a partir de uma perspectiva abrangente.

 

Elaboração de código de conduta

Outras práticas de compliance que ajudam muito na gestão de riscos da empresa, baseiam-se na criação de um código de conduta comportamental, determinando os padrões de condutas impostos pela empresa, assim como os que são considerados intoleráveis, além de previsão de sanções e penalidades em caso de descumprimento da política interna da organização.

Por fim, a gestão de riscos e compliance formam pilares essenciais para uma boa imagem e reputação do negócio, além de estimular comportamentos mais profissionais e éticos. Essas boas práticas fazem com que a empresa fique menos suscetível a imprevistos decorrentes de desvios comportamentais. É muito importante contratar uma empresa especializada em gestão de riscos.

Ela é uma empresa de gestão de riscos, assessoria e consultoria em saúde ocupacional, segurança do trabalho e meio ambiente, que oferece por meio de soluções multidisciplinares, customizadas, especializadas e sustentáveis atender às necessidades de cada empresa.

 

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 17 de outubro de 2025

 



 

COMO APLICAR O MÉTODO HRN (HAZARD RATING NUMBER) NA PRÁTICA?

 



 

Em muitos negócios, especialmente na indústria e na construção civil, o trabalhador está exposto a diversos riscos no dia a dia. Identificar esses riscos e tomar medidas preventivas é uma das principais responsabilidades da empresa, algo que fica mais fácil com o método HRN.

Essa técnica oferece uma perspectiva importante sobre o risco real com o qual o trabalhador precisa lidar na rotina. Porém, para isso, você deve saber como aplicá-lo.

Acompanhe e entenda melhor o método HRN e suas vantagens.

 

O que é o método HRN?

O Hazard Rating Number, ou HRN, é um indicador que reflete o nível de perigo associado a um determinado risco dentro da empresa. Quanto mais elevado, mais importante é tomar medidas de prevenção e correção, além de se adequar às normas regulamentadoras atuais.

 

Qual é sua importância para a segurança no trabalho?

O método HRN é uma ferramenta muito útil para a segurança no trabalho. Veja aqui alguns de seus benefícios.

 

Identificar pontos de maior risco

Uma das funções do método HRN é auxiliar na identificação dos principais riscos ocupacionais dentro da empresa. Com base nos seus resultados, você pode identificar que certos locais ou funções expõem o trabalhador a muito mais ameaças do que outros.

 

Priorizar ações mais relevantes

Certos riscos, como engolfamento ou incêndio, por exemplo, costumam apresentar HRN mais elevado. Isso indica que eles devem ser uma de suas prioridades na hora de definir medidas preventivas contra acidentes.

 

Facilitar o desenvolvimento de processos seguros

Com base nesses riscos, é possível desenvolver não apenas medidas de prevenção, mas também planos de emergência mais eficazes. Assim, é possível realizar resgates e aplicar primeiros socorros com o mínimo possível de atraso.

 

Como usar o método HRN?

Para calcular o HRN, primeiro é necessário considerar quais são os fatores de risco em sua empresa. Cada um deles deve ser calculado separadamente.

 

Em seguida, você deve reunir os seguintes dados baseados nas seguintes tabelas, para cada risco:

·       LO: probabilidade de ocorrência;

·       FE: frequência de exposição;

·       DPH: grau da possível lesão;

·       NP: número de pessoas sob risco.

·       Isso nos traz a seguinte equação:

·       HRN = LO x FE x DPH x NP

 

Após terminar o cálculo, o resultado indica o nível de perigo oferecido pelo risco em questão:

·       0-1: aceitável;

·       1-5: muito baixo;

·       5-10: baixo;

·       10-15: significante;

·       50-100: alto;

·       100-500: muito alto;

·       500-1000: extremo;

·       1000+: inaceitável.

 

Em condições ideais, o resultado será o mais próximo de zero. Qualquer valor acima de 1 indica que você pode tomar alguma medida para melhorar a segurança da equipe. Porém, se não for viável eliminar sua ocorrência, ainda assim é possível minimizar o impacto.

Com o método HRN, você tem uma ferramenta bem mais eficaz para identificar riscos em sua empresa e lidar com eles de forma mais direta. Se tiver dificuldades para realizar esse cálculo, vale a pena procurar uma consultoria especializada. A SAFE está sempre disponível, com profissionais experientes em Saúde Ocupacional, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente.

 

 

 

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COMO PREVENIR O ENGOLFAMENTO EM ATIVIDADES LABORAIS

 

 


 

Certas atividades apresentam riscos inerentes, especialmente em áreas que envolvem trabalho em espaços confinados. Alguns acidentes podem ter grande impacto para o trabalhador, exigindo atenção redobrada para sua prevenção. Esse é o caso, por exemplo, do engolfamento em atividades laborais.

Se sua equipe atua em qualquer espaço com risco de sufocamento ou desabamento, é importante entender seus riscos e como se preparar de acordo. Assim, você preserva o bem-estar dos trabalhadores e minimiza as chances de acidentes durante suas atividades.

Acompanhe e entenda melhor como prevenir o engolfamento em atividades laborais na sua empresa.

 

O que é engolfamento e quais os seus riscos?

O engolfamento é um acidente associado ao trabalho em espaço confinado. Ele ocorre quando o trabalhador fica envolvido ou soterrado sob algum material (líquido, sólido ou gasoso). É um risco presente em setores que lidam com depósito de grãos ou cimento, por exemplo.

Esse é um dos acidentes mais perigosos nesses ambientes. A possibilidade de sofrer ferimentos graves ou de não conseguir respirar é bem alta, pois os materiais tendem a se compactar naturalmente. Como o indivíduo pode ficar imobilizado, também é difícil pedir socorro. Por isso, é essencial enfatizar todas as medidas de prevenção possíveis.

 

Quais as principais causas de engolfamento em atividades laborais?

O primeiro passo para evitar o engolfamento é entender suas causas. Conheça algumas delas e como mitigá-las.

 

Equipe sem treinamento adequado

Para atuar em locais com risco de engolfamento, é fundamental seguir as exigências da NR 33. A norma trata da segurança do trabalho em espaços confinados, principalmente com relação à capacitação da equipe para trabalhar de maneira segura em tais ambientes.

Esse treinamento inclui o entendimento sobre como as substâncias se comportam, quais são as principais medidas de segurança necessárias e como agir em caso de acidentes. Sem esse preparo, o trabalhador se expõe a muito mais riscos de acidentes no dia a dia.

 

Uso inadequado de EPI’s e EPC’s

Outro componente indispensável no trabalho em espaços confinados é o uso de EPI’s e EPC’s. Equipamentos de proteção individual são aqueles que cada profissional utiliza, como óculos de proteção, corda de segurança, luvas, entre outros.

Já os equipamentos de proteção coletiva são usados para proteger a equipe como um todo. É o caso dos guarda-corpos em áreas com risco de queda, cones de sinalização, linhas de vida, entre outras ferramentas. O uso adequado desses itens é obrigatório para garantir a proteção dos trabalhadores na rotina produtiva.

 

Falta de um plano de resgate

Mesmo com todas as medidas preventivas já implementadas, isso não significa que não há risco de engolfamento. Ainda é possível que um funcionário se envolva nesse tipo de acidente, seja em razão de um defeito de equipamento, seja por erro humano.

Em qualquer caso, a empresa precisa ter um plano bem definido para resgatar o colaborador o mais rápido possível. Qualquer atraso aumenta a probabilidade de lesões graves e o risco de vida para o trabalhador.

 

Falta de iluminação e orientação

Muitos acidentes em espaços confinados são causados devido à falta de iluminação de boa qualidade. É um caso mais comum em áreas como escavações e túneis, onde a navegação pelo ambiente oferece maior risco e a visibilidade costuma ser bem limitada.

Durante o planejamento do trabalho, a empresa deve incluir um sistema de iluminação adequado — na forma de luzes fortes, trilhas, sinalização ou lanternas para uso pessoal do trabalhador. É um componente simples, mas que pode ter um grande impacto na segurança das equipes.

 

Como prevenir casos de engolfamento em atividades laborais?

Depois de entender os riscos e as causas desses acidentes, o próximo passo é saber como evitá-los. Confira, a seguir, algumas medidas que vão ajudar a prevenir o engolfamento na sua empresa.

 

Analisar e identificar os riscos

A primeira iniciativa na prevenção de qualquer acidente é fazer o mapeamento de riscos no ambiente de trabalho. Desse modo, você tem uma base para fazer seu planejamento, adotando medidas mais eficazes para promover a saúde e a segurança da equipe.

O risco de engolfamento é associado principalmente à manipulação de certos materiais em larga escala. Sendo assim, qualquer ambiente onde um profissional possa ser coberto por esses materiais deve ser avaliado. Uma vez identificados os cenários de maior risco, você pode tomar medidas para evitar que eles ocorram.

 

Fazer o monitoramento do trabalho

Outro aspecto essencial da prevenção de acidentes, especialmente em espaços confinados, é o monitoramento da equipe. Dessa forma, você identifica qualquer acidente o mais rápido possível e coloca em prática as medidas necessárias, seja em um plano de abandono, seja em um plano de resgate.

Como mencionamos, um dos principais perigos do engolfamento é o trabalhador não conseguir pedir socorro. Ter outra pessoa ou equipamentos para monitorar o trabalho em tempo real é a melhor maneira de identificar esses problemas e enviar a ajuda necessária.

 

Avaliar a equipe antes do início das atividades

Promover o bem-estar dos colaboradores deve ser uma tarefa diária. Por esse motivo, também é importante conferir o estado físico e psicológico deles antes que entrem em espaços confinados.

Durante essas avaliações, uma profissional busca sinais de que o trabalhador não está em condições de exercer sua função com segurança. Essa é uma simples consulta antes de iniciar as atividades, mas que pode prevenir uma série de acidentes.

 

Adotar ferramentas de exaustão

O uso de tecnologias como o equipamento de proteção respiratória pode salvar a vida de trabalhadores em espaços confinados. Quando ocorre um acidente e o indivíduo fica preso, esse item ajuda a manter sua respiração estável, prolongando seu tempo de sobrevivência. Mesmo que seja apenas mais alguns minutos, pode ser suficiente para facilitar o resgate, além de prevenir sequelas por falta de oxigênio.

O engolfamento é um risco sério em vários negócios. Por essa razão, é imprescindível se informar ao máximo a respeito dessa ocorrência e seguir as orientações da NR 33 no dia a dia. Além disso, se você quiser mais segurança, o ideal é contar com ajuda especializada.

 

 

 

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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

 



 

GRO E PGR: COMO IMPACTAM A SST?

 

 


 

Promover a saúde e a segurança no trabalho é uma das principais responsabilidades de toda empresa, especialmente em setores com riscos inerentes, como na indústria e na construção civil. Para facilitar essa tarefa, é necessário implementar programas de prevenção e mitigação de riscos ocupacionais, como o GRO e o PGR.

Ambos são essenciais para garantir a conformidade da empresa com as Normas Regulamentadoras e boas práticas de SST. Porém, para que tenham o efeito desejado, você deve entender como elas se relacionam e quais impactos trazem para sua empresa.

A seguir, saiba mais sobre o papel do GRO e do PGR na saúde e segurança no trabalho.

 

O que são GRO e PGR e como se relacionam?

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, ou GRO, é um programa voltado para a identificação e a mitigação de possíveis riscos no ambiente de trabalho, incluindo os relacionados a equipamentos e materiais, bem como os psicossociais. Esse programa está previsto na NR 1, a Norma Regulamentadora básica.

Já o Programa de Gerenciamento de Riscos, ou PGR, estabelece ações específicas para administrar os riscos ocupacionais e sua gravidade. Ele substitui o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, o que aumenta a abrangência das medidas adotadas.

A principal relação entre GRO e PGR, assim como sua maior diferença, é que um faz parte do outro. Mais especificamente, o PGR é uma das obrigações envolvidas no GRO, sendo uma das medidas necessárias para fazer a gestão de riscos na empresa.

 

Qual a importância do GRO e do PGR para a SST na sua empresa?

Como você deve imaginar, esses programas são muito importantes para promover a saúde e segurança no trabalho. Com a orientação certa, eles podem trazer diversos benefícios para seu negócio. Confira aqui alguns dos principais.

 

Minimizar o risco de acidentes

Muitas áreas de atuação expõem o trabalhador a algum risco de acidente, de forma direta ou indireta: quedas, desmoronamento, impacto, doenças, entre outros fatores que prejudicam a saúde e podem afetar a integridade física do profissional. Sendo assim, é responsabilidade da empresa adotar medidas para reduzir esses riscos.

O principal objetivo do GRO e do PGR é promover a prevenção de acidentes. Dentro de suas respectivas Normas Regulamentadoras, você encontra orientações sobre como lidar com esses possíveis riscos e o que fazer para evitar que eles se transformem em acidentes no dia a dia.

 

Promover o bem-estar da equipe

Mesmo quando não ocorre um acidente, é importante pensar no bem-estar dos colaboradores. Fatores como a ergonomia do ambiente, a temperatura, a iluminação ou o estresse causado pela rotina de trabalho também podem prejudicar a qualidade de vida dos trabalhadores e impactar negativamente sua produtividade.

Adotar medidas de gerenciamento e prevenção de riscos é essencial para promover o bem-estar da equipe. Com um ambiente de trabalho mais confortável e seguro, os colaboradores podem se dedicar melhor às suas atividades, entregando um serviço de melhor qualidade.

 

Definir um plano de ação para responder a riscos

Na maioria dos casos, o mais importante não é apenas reconhecer ou prevenir riscos, mas sim, também, ter um plano de ação para minimizar seus impactos. Assim, mesmo que ocorra algum acidente, a equipe pode responder rapidamente e evitar possíveis complicações ou danos à sua saúde.

Essas medidas devem fazer parte do Programa de Gerenciamento de Riscos na sua empresa. Ações como o plano de abandono, em caso de acidentes graves, ou programas de primeiros socorros, podem fazer uma grande diferença nos eventuais impactos desses eventos.

 

Manter a conformidade com as Normas Regulamentadoras

Como mencionamos, GRO e PGR fazem parte das Normas Regulamentadoras, sendo essenciais para garantir que sua empresa esteja em conformidade com as exigências de saúde e segurança no trabalho. Qualquer erro, além de representar um risco para os colaboradores, pode implicar multas ou processos trabalhistas.

Implementar esses programas corretamente é também uma maneira de assegurar que a empresa cumpra todas as NRs relevantes para o negócio. Desse modo, você evita problemas com a fiscalização de segurança e consegue manter suas atividades sem interrupções.

 

Como a SAFE pode ajudar?

Colocar o GRO e o PGR em prática na sua empresa não é sempre uma tarefa fácil. É necessário considerar diversas medidas, prestar contas e acompanhar possíveis mudanças na legislação que afetem seu negócio. Para evitar erros ou esquecimentos, o ideal é contar com a ajuda especializada de parceiras como a SAFE. Descubra como podemos auxiliar!

 

Análise e mapeamento de riscos

O primeiro passo na gestão de riscos em qualquer empresa é o mapeamento dos mesmos. Você deve analisar seu negócio e identificar quais áreas, processos e atividades têm maior impacto na saúde e segurança do trabalhador.

Os especialistas da SAFE estão preparados para fazer essa avaliação na sua empresa. Assim, você não deixa passar nenhum fator de risco e pode adotar as medidas certas para mitigá-los.

 

Aplicação de treinamentos

Boa parte da segurança dos trabalhadores depende de como eles agem no dia a dia. Vários fatores, como o uso correto de EPI’s e EPC’s, demandam o preparo e conhecimento adequado dos trabalhadores antes de começarem a exercer suas funções.

A SAFE entende a importância desse preparo e conta com diversos programas de treinamento de segurança. Dessa maneira, você pode garantir que sua equipe sabe como lidar com situações de risco e evitar acidentes no dia a dia.

 

Esclarecimento das normas relevantes

Outro desafio para se adequar às normas de saúde e segurança no trabalho é entender quais são suas exigências e como devem ser implementadas. Além disso, as NRs são atualizadas e revisadas de tempos em tempos, o que pode afetar a forma como sua empresa faz a prevenção de riscos.

Com a nossa ajuda, você não terá esse problema. Nossa equipe acompanha de perto o conteúdo de todas as Normas Regulamentadoras e está pronta para mostrar os melhores caminhos para atender a essas exigências.

Ainda que sejam programas diferentes, GRO e PGR são medidas importantes e complementares para promover saúde e segurança no trabalho. Prevenir acidentes e promover o bem-estar da equipe são esforços essenciais para seu melhor desempenho e crescimento.

 

 



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CONFIRA 8 NORMAS REGULAMENTADORAS ATUALIZADAS RECENTEMENTE

 

 


 

As NR’s são regras fundamentais para manter a saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores nas empresas. Mas com o tempo, estas normas podem se tornar obsoletas, seja devido a mais pesquisas ou novas tecnologias. Basta observar as Normas Regulamentadoras atualizadas nos últimos tempos e seu impacto nas empresas.

Todo trabalho envolve algum tipo de risco para a saúde e bem-estar dos trabalhadores. Alguns são de baixo risco, envolvendo principalmente ergonomia. Já outros possuem alto risco, exigindo regras bem restritas para manter a segurança e o bem-estar da equipe.

Ultimamente, várias destas normas foram atualizadas. Com isso, as empresas também precisam se adaptar, adotando medidas para oferecer o melhor ambiente de trabalho para a equipe. Acompanhe o post e confira 8 Normas Regulamentadoras atualizadas recentemente.

1. NR-1 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

A Norma Regulamentadora 1 é a NR de disposições gerais, ou seja, ela estabelece os fundamentos sobre saúde e segurança no trabalho que são seguidos em todas as demais NR’s. Isso inclui a definição de certos termos recorrentes, obrigações universais, entre outros elementos que podem impactar o funcionamento interno de um negócio.

Em 2024, essa NR passou por algumas mudanças sutis, mas ainda bastante relevantes para a manutenção da sua empresa. A principal ênfase ao longo do ano foi aumentar a participação dos trabalhadores na elaboração dos procedimentos de segurança da empresa, estabelecendo um papel proativo na prevenção de acidentes e promoção de saúde.

2. NR-5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio – CIPA

Já a Norma Regulamentadora 5 diz respeito à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio - CIPA. Como o nome diz, trata-se de um conjunto de profissionais de saúde e segurança no trabalho que promovem medidas de prevenção de doenças e acidentes associados às rotinas da empresa. Especialmente em negócios com atividades de alto risco.

O termo “assédio” foi adicionado ao título da comissão para destacar seu novo foco em prevenir também essas ações. Isso inclui assédio sexual, moral, entre outras formas de violência ocupacional.

Assim como na NR-1, a atualização da NR-5 também dá mais ênfase ao papel dos trabalhadores nas atividades da CIPA dentro da empresa. Além de se envolver em sua formação, também podem dar mais sugestões e feedback com relação às suas ações.

Ao mesmo tempo, ela estabelece novos padrões para a qualificação dos profissionais envolvidos na CIPA. Sendo assim, apenas profissionais devidamente preparados poderão guiar estas ações.

3. NR-6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI

Dentre as Normas Regulamentadoras atualizadas já em 2025, a NR-6 é uma das mais importantes. Ela diz respeito ao uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s. Além de estabelecer normas gerais para seus padrões de qualidade, ela também define quais EPI’s são essenciais, em quais contextos, sua frequência de manutenção etc.

Sua principal atualização está relacionada à classificação destes equipamentos para que sejam mais fáceis de identificar. Algo que influencia em como outras normas se relacionam ao seu uso. Ademais, também foram adicionados mais trechos enfatizando a importância de utilizar e armazenar estes equipamentos corretamente.

4. NR-9 – Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos

A NR-9 era responsável por estabelecer as diretrizes do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA. Mas este programa foi substituído pelo Programa de Gestão de Riscos Ocupacionais - PGR. Na prática, ambos são bastante similares, seguindo o mesmo princípio de prevenir riscos associados ao trabalho de forma proativa.

Um ponto importante a considerar é que, junto ao novo programa, também foram adotadas outras medidas, por exemplo, é necessário oferecer avaliações quantitativas dos possíveis agentes nocivos presentes no ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo, ela também estabelece novos limites de tolerância para os diferentes fatores, conforme o risco apresentado e seu impacto.

5. NR-12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos

A NR-12 é a Norma Regulamentadora relacionada ao uso de maquinário e equipamentos em diferentes negócios. Sendo assim, é particularmente importante em campos como indústria, construção civil, mecânica automotiva, transporte de cargas, entre outras. Naturalmente, ela também passa por atualizações frequentes, visto que está relacionada aos avanços da tecnologia.

Como você deve imaginar, as alterações feitas seguem a mesma linha. Ela estabelece novas exigências com relação ao uso de diferentes tipos de maquinários, atendendo a novas ferramentas e recursos disponíveis. Não apenas na rotina de trabalho, mas também nas medidas de segurança e na capacitação dos trabalhadores.

6. NR-15 – Atividades e Operações Insalubres

Muitas das Normas Regulamentadoras atualizadas focam em situações que apresentam riscos mais graves e imediatos para os trabalhadores. A NR-15, em particular, relaciona-se às regras sobre Atividades e Operações Insalubres, trabalhos que levam a equipe a permanecer em um local inadequado para permanência humana por um período prolongado.

Com a nova versão desta norma, vieram mais especificações com relação às características consideradas insalubres e o limite de tolerância para diferentes fatores. Ainda, houve algumas revisões nas medidas esperadas para reduzir o impacto dessas condições sobre os trabalhadores.

7. NR-17 – Ergonomia

A NR-17 é uma das mais abrangentes, pois diz respeito ao trabalho de ergonomia na empresa. É um fator a ser considerado em toda empresa, seja no trabalho em escritório ou em atividades de alto risco. Qualquer problema ergonômico pode causar danos à saúde e ao bem-estar do colaborador a longo prazo.

Um ponto importante aqui é a introdução da Avaliação Ergonômica Preventiva, um processo que faz parte do PGR. Ele envolve uma análise inicial das condições de trabalho, identificando falhas de ergonomia e propondo medidas para sua correção preventiva.

8. NR-35 – Trabalho em Altura

Outra norma que recebe bastante atenção, a NR-35 diz respeito ao trabalho em altura. É bastante aplicada na construção civil, visto que os profissionais ficam expostos ao risco de quedas com bastante frequência.

Sua última atualização consiste, principalmente, no esclarecimento de sua linguagem para que as normas sejam mais fáceis de compreender e seguir. Também há maior ênfase no preparo do trabalhador, assim como no uso dos equipamentos de proteção.

Agora você conhece as principais Normas Regulamentadoras atualizadas recentemente. Com essas informações, é possível identificar mais facilmente as atualizações necessárias em seu negócio e como promover estas mudanças de forma eficiente. Algo fundamental para a qualidade de vida dos trabalhadores a longo prazo.

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