quarta-feira, 21 de agosto de 2024

 





 

PRIMEIROS SOCORROS NO TRÂNSITO: O MANUAL COMPLETO

 



 

Salve, Motorista! Você já esteve nas ruas e presenciou um acidente ou passou ao lado de algum?

Nesses casos, os primeiros socorros no trânsito são essenciais para ajudar a salvar uma vida, e negar isso pode levar até mesmo à prisão. Mas afinal, como fazê-los? Leia esse artigo até o final e saiba tudo sobre o assunto!

 

O que são os primeiros socorros no trânsito?

Os primeiros socorros no trânsito são as medidas que devem ser aplicadas em uma pessoa com estado físico prejudicado.

Qualquer pessoa deve tomar essa atitude ao presenciar um acidente antes da chegada de profissionais da saúde, como ambulância, bombeiros e policiais.

Além de serem extremamente importantes para a saúde da vítima, evitam mais danos. As técnicas de primeiros socorros são divulgadas para toda a sociedade em todos os países.

 

Por que é importante saber sobre primeiros socorros?

Prestar primeiros socorros no trânsito é fundamental, pois além de diminuir as possíveis sequelas, garante uma sobrevida para a vítima até a chegada de resgate profissional. 

 

Além de ser um ato de solidariedade muito grande, é nesse momento que as pequenas atitudes se demonstram eficazes e podem salvar vidas.

Existem inúmeros fatores que podem causar um acidente de trânsito, como ultrapassar ciclista de maneira incorreta, não fazer a revisão do carro regularmente, trafegar com pneus carecas e entre outros.

 

Kit de primeiros socorros em caso de acidentes 

Ter sempre por perto um kit de primeiros socorros sempre é fundamental, pois nele, contém materiais que auxiliam na hora de qualquer imprevisto.

Vale ressaltar que ele deve ser guardado em locais escondidos de crianças, pois algumas ferramentas pontiagudas podem causar acidentes quando utilizadas incorretamente. 

 

Confira a seguir, quais são os itens que não podem faltar no seu kit primeiros socorros no trânsito: 

Ø Pinça;

Ø Álcool;

Ø Tesoura;

Ø Máscaras;

Ø Luvas;

Ø Tala;

Ø Gaze;

Ø Algodão;

Ø Band-aid;

Ø Óculos de proteção;

Ø Termômetro;

Ø Lanterna.

 

Seguindo as normas do Decreto N° 20.931, caso você não seja um especialista na área da saúde, fica proibido dar qualquer tipo de medicamento para uma pessoa acidentada. Por isso, existem algumas regras que você vai descobrir a seguir. 

 

Você sabia que o uso de torniquete pode resultar em complicações quando colocado de maneira incorreta?

Segundo Tatiana Vicentin, Diretora do SAMU de Votorantim, o torniquete só deve ser utilizado por profissionais e pessoas treinadas, pois devem ser checadas as pulsações da vítima para ser colocado de forma correta.

Para colocar o torniquete, fazemos um aperto bem firme, onde ele vai ficar por cerca de 2 horas e só será retirado no centro cirúrgico. Caso seja colocado de maneira errada, a vítima pode sofrer diversas complicações e uma delas é a amputação do membro. Portanto, torniquete improvisado nem pensar, afirma Tatiana.

 

As 6 regras fundamentais de primeiros socorros no trânsito são:

Caso você presencie qualquer acidente e identifique que alguém precisa de ajuda, mas não tem ideia do que fazer, fique calmo e confira as 6 regras fundamentais de primeiros socorros no trânsito:

 

Regra 1: avalie a situação

Ao ver um acidente com vítimas, você deve avaliar o estado de cada uma e pedir para que digam o que estão sentindo. 

Feito isso, verifique todas as situações de perigo ao redor e o que você deve fazer é:

Ø não arrastar a pessoa em estilhaços de vidro;

Ø colocar uma toalha molhada na boca em situações de fumaça;

Ø e nos casos de fogo ou riscos de incêndio, só é válido fazer a retirada com autorização do acidentado.

 

Regra 2: mantenha a calma

Por mais que seja a sua primeira vez, uma das regras mais importantes de primeiros socorros no trânsito é passar tranquilidade à vítima.

 

Manter a calma e respirar fundo te ajudará a pensar com racionalidade, analisar a situação de forma segura antes de tomar qualquer decisão precipitada.

 

Regra 3: não ofereça nada à vítima

Como vimos, é proibido dar qualquer coisa à vítima ao prestar os primeiros socorros no trânsito. Além de remédios, pomadas e água também não devem ser fornecidos em hipótese alguma.

Essa regra é dada, pois a pessoa pode ter alguma alergia à medicação e pode esquecer durante aquele momento.

No caso da água, a pessoa pode dar vômito, ter alteração na consciência, engasgo e até mesmo puxar para os pulmões, resultando em asfixia.

 

Regra 4: estanque o sangue

Ao se deparar com uma vítima com sangramento, será preciso estancar o sangue.

Mas lembre-se de alguns cuidados, como:

Ø vista luvas ou proteja as mãos e estanque a hemorragia com uma gaze ou pano limpo;

Ø pressione com a força das próprias mãos e amarre a compressa com um cinto ou uma tira de pano para mantê-la firme.

 

Em caso de não estancamento, não retire a compressa molhada de sangue. Recomenda-se que uma nova compressa seja feita em cima da anterior, para evitar interferir no processo de coagulação.

 

Por fim, se não tiver pano, gaze, luvas ou cinto para estancar o sangue, tente fechar a ferida pressionando com as mãos ou dedos até a chegada do resgate. Com isso, a pessoa acidentada não corre risco pela perda de sangue excessiva.

 

Regra 5: verifique a respiração

Em casos de convulsões, afogamento, parada cardíaca etc, você deve sempre checar se a vítima está respirando, pois se não estiver, é preciso usar técnicas como, massagem cardíaca ou manobra de Heimlich (que é quando alguém está engasgando).

Em casos de paradas cardiorrespiratórias, o tempo é nosso maior inimigo. De 3 a 4 minutos já iniciam as lesões cerebrais, 6 a 10 minutos elas são estabelecidas, após 10 minutos elas são irreversíveis, comenta Tatiana, diretora do SAMU.   

Vale lembrar que, essa técnica só pode ser usada por pessoas que saibam executá-la, pois caso seja feita de maneira incorreta, é possível causar fraturas, pois a força usada para o coração voltar a bater é muito grande.

 

Regra 6: retire os acessórios

Ao prestar os primeiros socorros no trânsito, analise se a pessoa não utiliza acessórios como anéis, colares, pulseiras e brincos, pois eles podem dificultar a respiração e circulação de sangue. 

Entretanto, se você ver que algum dos itens está preso, não tente tirá-lo.

 



 

Saiba mais sobre curiosidades do trânsito

Ei, Motorista! Se chegou até aqui, achamos que você também vai precisar saber disso. Confira:

Como fazer primeiros socorros no trânsito

Ao presenciar ou se envolver em um acidente, a primeira coisa a se fazer é garantir sua integridade. Caso contrário, uma interferência feita de modo incorreto pode prejudicar tanto os acidentados quantos os demais motoristas da via em questão.

Os passos abaixo, colocados em ordem de prioridade, compõem um guia completo de como fazer os primeiros socorros no trânsito. Confira!

 

Passo 1: Sinalize o local 

Tenha em mente que a ordem de procedimentos é: primeiro a segurança, depois a vítima. Soa estranho, não? Mas vou explicar o porquê.

Garantir a segurança geral deve ser feita primeiro, para evitar que mais motoristas colidam, ou que haja algum atropelamento ou incêndio. A prestação dos primeiros socorros aos acidentados, deve ser feita após garantir a sinalização e segurança da via e acionamento do socorro especializado.

 

Durante a sinalização do local do acidente é essencial que:  

Ø Se use arbustos, galhos e troncos maiores para fazer a sinalização do acidente;

Ø Ligue o pisco alerta e posicione o triângulo a uma distância segura do veículo;

Ø Desligue a chave de ignição e/ou cabos da bateria dos veículos acidentados;

Ø Localize as vítimas, onde e quantas são – essa informação será essencial no próximo passo;

Ø Acabe com outros perigos como gasolina derramada na pista (um bom jeito de fazer isso é com terra ou areia, que absorverão o combustível da pista);

Ø Não fume, ou acenda fósforos e isqueiros para iluminar o local – pois isso pode provocar um incêndio;

Ø Caso tenha cabos elétricos na pista e/ou em contato com os veículos, recomende que os passageiros permaneçam dentro até a chegada do socorro especializado.

 

Passo 2: Acione o socorro 

Após feito o controle e avaliação do local do acidente, chame os especialistas. Quanto mais rápido isso for feito, melhor é para a vítima.

 

Confira abaixo, para qual número ligar nas diferentes situações. 

 

Corpo de Bombeiros – telefone 193 

Em algumas regiões do país o resgate-193 é chamado para qualquer emergência relacionada à saúde, em outras, apenas para as acontecidas nas vias públicas. 

De todo modo, ao acioná-lo e informar o local e circunstâncias do acidente, ele pode contatar outros socorristas conforme necessidade.

 

SAMU – telefone 192

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU – pode ser acionado para qualquer tipo de acidente relacionado à saúde, inclusive em acidentes de trânsito.

Seus chamados mais comuns dizem respeito ao mal súbito que qualquer pessoa possa ser acometida, nas vias públicas e rodovias.

 

Polícia Militar – telefone 190

Deve ser acionada sempre que ocorrer uma emergência em locais que não possuam serviço próprio de socorro. Mesmo que o órgão não tenha os materiais específicos de resgate e movimentação do acidentado, a polícia militar local acaba sendo a única opção imediata.

 

Polícia Rodoviária Federal – telefone 191 ou Polícia Rodoviária Estadual – telefone 198

Acione a Polícia Rodoviária sempre que a emergência ocorrer nas rodovias. É importante frisar que o número de resgate muda de uma rodovia para outra, por isso atente-se para qual está ligando.

 

O que informar aos socorristas especializados? 

É fundamental que durante o acionamento do socorro se passe o máximo de detalhes possíveis para que os profissionais de resgate possam mensurar as circunstâncias do acidente e agir conforme sua intensidade.

 

Ao acionar uma equipe de resgate passe informações como:

Ø Local exato de acordo com a quilometragem da área;

Ø Tipo de acidente (colisão com o veículo da frente ou trás, frontal, objetos fixos, em ultrapassagens, cruzamentos, atropelamentos de pessoas ou animais, com motocicletas, ciclistas, animais na pista ou trens etc);

Ø Descrição das vítimas (quantidade, sexo, idade aproximada, grau de consciência, gravidade dos ferimentos);

 

Condições de trânsito no local.

Ademais, quando o resgate chegar, não se esqueça de descrever as ocorrências e circunstâncias do acidente, assim como quais primeiros socorros foram aplicados ao(s) acidentado(s) e fornecer ajuda caso seja solicitado.

 

Passo 3: Atendimento às vítimas

O momento entre o acionamento do socorro e sua chegada, não deve ser desperdiçado. Ao prestar os primeiros socorros é importante saber como atender os acidentados.

Abaixo estão destacados alguns dos principais momentos de abordagem/atendimento às vítimas.

 

Confira:

 

Atendimento primário: rápido exame e correção dos problemas encontrados, tais como:

Ø Desobstrução das vias aéreas e manutenção da coluna cervical;

Ø Liberação da circulação cardíaca;

Ø Avaliação neurológica do nível de consciência.

 

O atendimento primário ajuda em dois sentidos. O 1º e mais imediato: são os primeiros socorros. Já o 2º, serve para facilitar o trabalho dos socorristas especializados, indicando qual é a extensão dos danos, facilitando o resgate.

 

Atendimento secundário: avaliação da cabeça aos pés, na qual se verifica: 

Ø A extensão dos ferimentos;

Ø Quantidade de sangue perdida;

Ø Fraturas e lesões (sendo que esta última nem sempre é a mais grave).

 

Até que a equipe de socorristas chegue ao local do acidente, é importante que você faça o possível para estabilizar a situação do acidentado. Mas lembre-se, tocar na vítima apenas deve ser feito em casos nítidos de perigo, caso contrário até os pequenos movimentos pode agravar os ferimentos.

 

O que não fazer em caso de acidentes

Para evitar outros acidentes, não deixar formar aglomerações ao redor da vítima é muito importante, pois esse conflito pode dificultar a chegada do resgate. 

Além disso, não encoste na pessoa acidentada, a não ser que ela esteja tendo problemas para respirar devido ao cinto de segurança ou qualquer outro motivo. Nesse caso, você deve apenas seguir as regras citadas no começo deste texto.

Isso é determinado, pois a vítima pode ter ferimentos internos e ao ser tocada, eles podem se agravar com pequenas movimentações. As únicas exceções são para os casos de perigos imediatos, como incêndio ou a possibilidade do veículo cair.

 

Quem pode utilizar as técnicas de primeiros socorros no trânsito?

As únicas pessoas que podem utilizar as técnicas de primeiros socorros, ou seja, tocar, imobilizar, aplicar medicações etc, são os profissionais ou especialistas da área da saúde, como médicos, enfermeiros e bombeiros. Caso contrário, ninguém deve tocar na vítima.

É importante saber que, se você tocar na pessoa acidentada sem autorização, ela tem total liberdade para te processar pelos danos causados.

 

Omissão de primeiros socorros no trânsito é crime?

Segundo o artigo 177 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), não prestar socorros em um acidente de trânsito, é cometer uma infração grave no valor de R$195,23, que gera cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Já o artigo 176, diz que, ao deixar de prestar socorro à vítima, quando pode ser feito, é infração gravíssima e sete pontos na CNH. Além do mais, a multa ainda entra no fator multiplicador, ou seja, é multiplicada por cinco, totalizando em R$1.467,35.

Isso também é considerado um crime de trânsito, que pode levar a julgamento e até levar à prisão.

 



Como identificar riscos para garantir mais segurança

Para evitar o uso dos primeiros socorros no trânsito, é fundamental estar sempre atento a qualquer coisa que possa vir a acontecer.

Utilizar a técnica de direção defensiva, por exemplo, possibilita prever os possíveis riscos de acidentes e conseguir identificá-los pode ser essencial para evitar essas situações.

Além disso, se você tem Pet, saber transportá-lo de maneira correta também é indispensável para prevenir acidentes, pois qualquer freada mínima, pode comprometer a segurança de todos.

 

Curso de primeiros socorros no trânsito vale a pena?

Em 2018, pela falta de conhecimento sobre primeiros socorros, um menino morreu engasgado, durante um passeio escolar. Diante disso, foi aplicada a lei N° 13.722, conhecida como “lei Lucas”, ela determina que professores e funcionários de escolas públicas e privadas devem ser capacitados em noções de primeiros socorros. 

Se você é habilitado, deve ter visto algumas aulas de primeiros socorros no trânsito no CFC (Centro de Formação de Condutores). Caso tenha gostado do conteúdo e queira se aprofundar mais, o curso desse tema é o lugar certo!

Nele, são abordados vários exercícios, que por mais que pareçam simples, são de extrema importância, pois ajudam na dor da pessoa acidentada e podem auxiliar até a chegada de atendimento profissional.

 

Você pode encontrar aulas de primeiros socorros em cursos de enfermagem ou até mesmo em corpos de bombeiros. Lembrando que, é necessário ter idade superior a 16 anos e apresentar alguns documentos para realizar a matrícula. 

Aqui em Votorantim, fazemos o programa “samuzinho”, onde ensinamos as crianças a prevenir acidentes, capacitamos os adolescentes, professores e funcionários para aplicar os primeiros socorros até a chegada do resgate, finaliza Tatiana.

 

Conclusão

Como foi possível ver, os primeiros socorros no trânsito são técnicas necessárias que qualquer pessoa pode fazer e que podem ajudar a salvar uma vida, enquanto os profissionais de saúde não chegam ao local, como ambulância, bombeiros e policiais.

Ter um kit de primeiros socorros por perto pode te auxiliar durante o auxílio à vítima. Vale lembrar que só é permitido encostar na vítima em casos de incêndio ou queda, além do mais, é proibido dar qualquer tipo de analgésico, pomadas, água etc.   

As seis regras fundamentais dos primeiros socorros são: manter a calma, conversar com a vítima para saber o que está sentindo, verificar sua respiração, estancar o sangue e retirar seus acessórios para evitar falta de ar.

Além disso, evitar aglomerações de pessoas é uma prática muito importante, pois assim previne qualquer risco de outros acidentes. Não prestar socorro é considerado uma infração grave que gera multa no valor de R$195,23 e cinco pontos na CNH.

Já no caso de omissão de socorro, a infração é gravíssima, que entra no fator multiplicador, ou seja, a multa de R$293,47 é multiplicada por cinco, totalizando em R$1.467,35, adição de sete pontos na CNH e crime de trânsito, sujeito a julgamento e até mesmo pena. 

 

 

 

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terça-feira, 20 de agosto de 2024

 




 

SÍNDROME DE BURNOUT: BRASIL É O SEGUNDO PAÍS COM MAIS CASOS DIAGNOSTICADOS

 



A síndrome de burnout, caracterizada pelo esgotamento físico, emocional e mental causado pelo estresse crônico no trabalho, foi classificada como doença ocupacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde o começo de 2022. Um estudo da International Stress Management Association (Isma) revela que o Brasil ocupa o segundo lugar em número de casos diagnosticados, superado apenas pelo Japão, onde 70% da população é afetada pelo problema.

 

De acordo com dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho - Anamt, aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome. Embora o burnout tenha impacto significativo no bem-estar dos profissionais, as questões legais relacionadas à síndrome nas empresas ainda carecem de soluções adequadas.

 

Especialistas apontam que a condição enfrenta dificuldades para ser reconhecida e não há fiscalização e punição efetiva dos envolvidos, direta ou indiretamente. Argumenta-se que a doença é resultado do ambiente laboral e não do indivíduo, o que dificulta o reconhecimento direto da síndrome, cujos sintomas e doenças associadas são desenvolvidos pelas pessoas diagnosticadas.

 

Outra razão para a falta de responsabilização é a presença de causas variáveis e difíceis de serem abordadas judicialmente, como assédio moral por lideranças, bullying entre colegas e metas rígidas e inflexíveis impostas pela cultura empresarial.

 

No âmbito jurídico, a relação entre burnout e casos legais ainda é pouco clara no Brasil. Muitas ações judiciais não reconhecem a doença como condição médica, relacionando-a a categorias correlatas, como assédio ou danos morais.

 

A psicanalista Ana Tomazeli, fundadora do Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino - Ipefem, questiona se as culturas corporativas realmente incentivam a expressão de ideias e a verdade. O medo de represálias, punições e situações vexatórias pode indicar que o trabalhador está vivenciando relações vulneráveis em seu ambiente de trabalho.

 

Enquanto empresas e colaboradores não criarem espaços de diálogo para abordar o tema e promover a segurança psicológica nas organizações, casos de burnout se tornarão cada vez mais frequentes. Questionamentos sobre a garantia do emprego e a possibilidade de compartilhar diagnósticos de saúde mental precisam ser feitos, caso contrário, o número de pessoas diagnosticadas com a síndrome continuará a aumentar.

 

 


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PAIR - PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO

 



 

O que é PAIR: Perda Auditiva Induzida por Ruído

Dentre as diversas doenças ocupacionais existentes, uma que vem alarmando ainda mais especialistas, empregados e empregadores é a Perda Auditiva Induzida por Ruído, a PAIR. Você já ouviu falar dela?

Segundo documento da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás, estima-se que 25% da população trabalhadora exposta a ruídos durante suas atividades laborais seja portadora da PAIR em algum grau. É realmente um número considerável!

Por isso, colaboradores e empregadores precisam conhecer mais sobre essa doença, que está intrinsecamente relacionada ao ambiente de trabalho, para prevenir e encontrar formas de lidar com esse problema.

 

O que é PAIR?

PAIR é a sigla de Perda Auditiva Induzida por Ruído, que dá nome a uma doença provocada pela exposição prolongada a altos e intensos níveis de ruídos.

Isso quer dizer que uma exposição de 8 horas diárias a ruídos superiores a 85 decibéis, por exemplo, pode provocar a longo prazo essa perda auditiva.

Nesse caso, o que ocorre é que as células que compõem o nervo auditivo acabam sendo degeneradas em razão da exposição a sons muito altos. Assim, a partir disso, a PAIR é desenvolvida no indivíduo. 

 

Quais os sintomas da PAIR?

Muitos são os sintomas da PAIR, mas isso não quer dizer que uma mesma pessoa terá todos eles, principalmente no início da doença, quando é mais difícil identificar o problema.

 

No entanto, podemos listar como alguns dos principais sintomas da Perda Auditiva Induzida por Ruído:

Ø Dificuldades para ouvir, sobretudo em ambientes com muito barulho;

Ø Dor de cabeça frequente;

Ø Sensação de pressão no ouvido;

Ø Zumbido no ouvido;

Ø Escuta de sons abafados e que parecem distantes, mesmo estando perto;

Ø Insônia;

Ø Coceira no ouvido;

Ø Dificuldades para escutar sons muito agudos;

Ø Tonturas;

Ø Irritabilidade, principalmente em locais com muito barulho;

Ø Transtornos neurológicos;

Ø Perda da audição temporária ou permanente.

 

É importante dizer que, mesmo após esses sintomas pararem após horas ou dias, pode ser que as células do nervo auditivo já tenham sido afetadas de maneira irreversível.

 

Como acontece a PAIR?

Como mencionado até aqui, a PAIR é provocada por uma exposição constante a altos níveis de ruídos que desencadeiam uma lesão nas células do nervo auditivo.

Essa lesão é degenerativa, caso o indivíduo continue exposto aos ruídos; e pode se estabilizar, caso a exposição ao som finalize.

No entanto, esse acometimento no nervo auditivo reduz a capacidade das células de captar e transmitir os sons para o cérebro. Por isso, a perda da audição é a consequência mais grave da PAIR.

Em geral, trabalhadores que lidam diariamente com intensos ruídos costumam ser os mais acometidos pela doença, que, nesse caso, recebe o nome de PAIRO: Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional.

Dentre os setores que mais expõem os seus trabalhadores a essa doença estão, por exemplo, a siderurgia, metalurgia, indústria têxtil, nicho musical e transporte/trânsito. 

 

Alterações auditivas causadas pela PAIR

A exposição a ruídos intensos pode provocar diferentes alterações auditivas, como o trauma acústico, o TTS e o PTS.

O trauma acústico refere-se à lesão nas células do nervo auditivo. Além de ser provocado pela exposição prolongada a ruídos, esse trauma também pode ocorrer em decorrência de uma exposição única a um alto ruído, como uma explosão.

Já a TTS (sigla da expressão Temporary Threshold Shift, que em português significa Mudança Temporária no Limiar) caracteriza-se por uma perda auditiva temporária. Nesse caso, a pessoa afetada voltará a ouvir após horas ou dias.

Por fim, o PTS (sigla da expressão Permanent Threshold Shift, que em português significa Mudança Permanente no Limiar) consiste em uma perda auditiva permanente, definitiva e irreversível. 

 

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Quais são as intervenções de prevenção da PAIR?

Para prevenir a PAIR, é preciso que o empregador adote medidas no ambiente de trabalho que resguardem os colaboradores dessa doença ocupacional.

 

Nesse sentido, torna-se necessário:

Ø Disponibilizar aos colaboradores Equipamentos de Proteção Individual - EPI, como protetores auriculares;

Ø Utilizar silenciadores e outros equipamentos que possam reduzir os ruídos provocados pelo maquinário da empresa;

Ø Realizar avaliações periódicas no ambiente de trabalho a fim de verificar se o nível de ruído está dentro dos limites fornecidos pela NR-15, considerando a carga horária de trabalho;

Ø Promover consultas médicas de rotina na empresa para que a PAIR possa ser identificada nos colaboradores precocemente, permitindo, assim, um tratamento eficaz e a implementação de medidas preventivas;

Ø Realizar um rodízio de trabalhadores nas funções e locais que mais apresentam ruídos intensos;

Ø Promover palestras, cursos e outras ações educativas sobre insalubridade e doenças ocupacionais. Essa é uma forma de conscientizar e educar os funcionários sobre essas questões.   

 

Exames para detectar a PAIR

Existem quatro principais exames eficazes para detectar a Perda Auditiva Induzida por Ruído, sendo esses:

Audiometria tonal: analisa qual a menor intensidade o paciente é capaz de escutar. Para isso, o médico utiliza estímulos sonoros e aguarda as respostas da pessoa submetida ao exame.

Audiometria vocal: avalia a capacidade do indivíduo de compreender e reconhecer os sons da fala. Esse é um exame complementar à audiometria tonal.

Otoscopia: esse exame é mais simples e também objetivo do que os anteriores. Isso porque ele analisa as estruturas do ouvido por meio de um aparelho chamado otoscópio.

Impedanciometria: avalia as estruturas da orelha média e da tuba auditiva, bem como a resposta do paciente a estímulos sonoros. É realizado por meio de uma sonda em um dos canais auditivos e um fone no outro.

 

Conclusão

Esperamos que este conteúdo possa ter sido muito útil para a prevenção da PAIR e de outras doenças ocupacionais relacionadas ao sistema auditivo na sua empresa.

E se você é um colaborador, que o artigo possa ter elucidado muitas questões, bem como te ajudado a descobrir como se cuidar no seu ambiente de trabalho, principalmente se esse tiver muitos ruídos.

Mas caso ainda tenham restado algumas dúvidas, entre em contato conosco! Teremos o maior prazer em elucidá-las, contribuindo, assim, para a formação de locais de trabalho cada vez mais saudáveis.  

 

 

 

 

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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

 




 

SETEMBRO AMARELO: A IMPORTÂNCIA DO COMBATE À DEPRESSÃO E DA PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

 



Você sabe qual é o OBJETIVO DO SETEMBRO AMARELO? Ele foi criado para conscientizar a população e reforçar a importância do combate à depressão e da prevenção ao suicídio, assuntos delicados, mas que certamente salvam vidas e precisam ganhar visibilidade.

 

A DEPRESSÃO, DOENÇA que pode aumentar o RISCO DE SUICÍDIO, acomete jovens, adultos e idosos em todo o mundo e afeta vários aspectos da vida de uma pessoa. Ela pode dificultar a realização de tarefas na vida profissional e pessoal, até mesmo em ações simples do cotidiano, como escovar os dentes e sair da cama.

 

Para destacar a IMPORTÂNCIA DO SETEMBRO AMARELO e explicar como identificar os sintomas de depressão, quais são seus fatores de risco e o tratamento, o Viver Bem traz um artigo com informações úteis a respeito. Informe-se e compartilhe com quem achar necessário.

 

O que é depressão?

A depressão se manifesta por meio de alteração de humor caracterizada por sentimento de tristeza, ansiedade, sensação de vazio, desespero, desânimo e desesperança.

Para ser caracterizada como transtorno depressivo, os sintomas precisam estar presentes por mais de duas semanas. As maiores causas de suicídio estão relacionadas a transtornos mentais, normalmente com a presença da depressão.

 

A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão, e estudos mostram que cerca de 11,3% dos brasileiros sofrem com algum quadro de depressão. Quando não tratada, a depressão compromete a qualidade de vida e aumenta o risco de suicídio.

 

O que é e como foi criado o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha nacional criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina - CFM, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao suicídio.

Embora a campanha seja realizada no mês de setembro, a prevenção ao suicídio deve se dar durante todo o ano. Um dos principais passos para isso é fazer um acompanhamento regular da sua saúde mental, como contar com a ajuda de um psicólogo, por exemplo.

 

Fatores de risco para a depressão

Os fatores de risco para a depressão englobam tanto questões genéticas quanto ambientais e sociais.

 

Determinados fatores são pontos de atenção para o desenvolvimento da condição:

·       Histórico familiar;

·       Transtornos psiquiátricos correlatos;

·       Estresse crônico;

·       Ansiedade crônica;

·       Disfunções hormonais;

·       Dependência de álcool e drogas ilícitas;

·       Traumas psicológicos;

·       Doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, neoplasias, entre outras;

·       Conflitos conjugais;

·       Mudança brusca de condições financeiras e desemprego.

 

Quais são os sintomas da depressão?

Um episódio depressivo pode ser classificado como leve, moderado ou grave, dependendo da intensidade dos sintomas.

Alguém que esteja passando por um episódio depressivo leve pode encontrar certa dificuldade em realizar tarefas no trabalho e participar de atividades sociais, mas sem um impacto significativo no funcionamento geral. Em contraste, em casos de episódios depressivos de maior gravidade, é improvável que a pessoa consiga se envolver em atividades sociais, profissionais ou domésticas.

Também é importante fazer uma distinção entre depressão em pessoas que têm ou não um histórico de episódios de mania. Ambos os tipos de depressão podem se tornar crônicos, ocorrendo durante um período prolongado, com recaídas frequentes, especialmente se não forem tratados.

O transtorno depressivo recorrente é caracterizado por episódios depressivos repetidos. Durante esses episódios, a pessoa experimenta um humor deprimido, perda de interesse e prazer, falta de energia e diminuição das atividades em geral, por pelo menos duas semanas.

Muitas pessoas com depressão também apresentam sintomas adicionais, como ansiedade, distúrbios do sono e do apetite, sentimento de culpa ou baixa autoestima, dificuldade de concentração e até mesmo sintomas que não podem ser explicados clinicamente.

Já o transtorno afetivo bipolar envolve a alternância entre episódios de mania e depressão, separados por períodos de humor normal. Durante os episódios de mania, a pessoa experimenta um humor exaltado ou irritado, aumento das atividades, fala rápida e excessiva, autoestima inflada e uma necessidade reduzida de sono, além de pensamentos acelerados.

 

Setembro amarelo: a importância do combate à depressão e da prevenção ao suicídio

Setembro Amarelo: diagnóstico de depressão pode salvar vidas

 

Uma avaliação médica é essencial, pois não há exame laboratorial ou de imagem que determine este diagnóstico.

Além de uma boa conversa sobre os sintomas e queixas apresentados pelo paciente e um exame físico detalhado, podem ser necessários exames para afastar outras situações que apresentam sintomas semelhantes, como distúrbios da tireoide, deficiência de vitaminas e até anemia.

A fim de auxiliar no diagnóstico de depressão, alguns questionários podem ser aplicados pelo médico para melhor avaliação do quadro. Reconhecer os sinais da doença pode salvar vidas, e esse é o objetivo do Setembro Amarelo.

 

Existe tratamento para depressão?

Existem opções de tratamento eficazes para casos de depressão moderada e grave. Profissionais da área da saúde podem oferecer tratamentos psicológicos, tais como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal, além de medicamentos antidepressivos.

No entanto, é importante que os prestadores de cuidados de saúde considerem a possibilidade de efeitos adversos associados aos antidepressivos, assim como a disponibilidade de outras intervenções e as preferências individuais do paciente. Dentre os tratamentos psicológicos a serem considerados, estão os realizados de forma individual ou em grupo, conduzidos por profissionais.

Os tratamentos psicossociais também têm mostrado eficácia no tratamento da depressão leve. Embora os antidepressivos possam ser úteis para casos de depressão moderada a grave, eles não são a primeira opção de tratamento para casos mais leves. Além disso, esses medicamentos não devem ser utilizados como tratamento para a depressão em crianças e adolescentes, sendo necessário ter cautela no seu uso.

 

Além do Setembro Amarelo: qual a importância das campanhas de prevenção ao suicídio?

O suicídio é um gesto de autodestruição, realização do desejo de dar fim à própria vida. Trata-se de uma escolha com graves implicações sociais. Pessoas de todas as idades e classes sociais podem cometer esse ato.

Ainda hoje, infelizmente, o suicídio muitas vezes não é visto como um problema de saúde pública, mas sim como uma espécie de fraqueza de conduta ou de personalidade. É importante ressaltar que qualquer ameaça ou tentativa de suicídio deve ser levada a sério. Ajuda e apoio nestes momentos devem ser providenciados com urgência.

As campanhas de prevenção ao suicídio têm extrema relevância, como é o caso do Setembro Amarelo. Trata-se de uma oportunidade de esclarecer para a população e estimular diálogos sobre o tema, contribuindo para a identificação de quadros depressivos.

 

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O Centro de Valorização da Vida - CVV oferece apoio emocional por telefone e atende de forma gratuita. As sensações de desamparo, desesperança e pensamentos negativos podem ser aliviadas com uma boa conversa.

 

Cuide da saúde mental

A saúde mental é um assunto de extrema importância. Não apenas durante o Setembro Amarelo, mas em todos os períodos do ano, é importante cuidar da mente e mantê-la saudável.

 

 

 

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DISPOSITIVO DR:

DESCUBRA O QUE É E PARA QUE SERVE

 



Dispositivo DR: descubra o que é e para que serve

Utilizar muitos equipamentos eletrônicos em uma residência com problemas de instalações elétricas pode potencializar um sério perigo: os acidentes elétricos domésticos. Para minimizar essa ameaça, existe um mecanismo de segurança chamado dispositivo DR (Diferencial Residual).

Esse dispositivo desarma a corrente elétrica automaticamente sempre que o risco de choque elétrico é detectado. Quer aprender mais sobre a importância desse aparelho e como ele funciona? Acompanhe o conteúdo a seguir!

 

O que é dispositivo DR? 

Conforme dissemos inicialmente, o Diferencial Residual é um dispositivo de segurança, que atua como uma espécie de interruptor capaz de desligar automaticamente uma corrente elétrica assim que identifica algum vazamento de energia nos condutores.

Na prática, ele desativa o local no qual houve a falha para evitar possíveis choques elétricos. 

 

Para que serve o dispositivo DR?

Entender o dispositivo DR para que serve é fundamental para garantir a sua segurança e da sua família. Ele foi desenvolvido para proteger pessoas e animais contrachoques elétricos, seja por contato direto ou indireto:

Ø contato direto: quando alguém toca um condutor que está eletricamente carregado e com funcionamento normal;

Ø contato indireto: quando o indivíduo toca algo que não costuma conduzir eletricidade, mas se transformou em um condutor por acaso. Normalmente, isso acontece devido a uma falha no isolamento do condutor. 

 

Como funciona um dispositivo DR? 

Mais acima, explicamos que o aparelho desarma o disjuntor, impedindo a passagem de energia elétrica. Com isso, o indivíduo não corre o risco de levar choques elétricos graves, por contato direto ou indireto. 

Porém, vale destacar que esse dispositivo só funciona em correntes elétricas de baixa tensão; aqueles não detectados por disjuntores tradicionais, mas que ainda podem causar danos ao ser humano e aos animais. 

Existem diversas categorias de DR — seja ele um dispositivo DR bipolar ou dispositivo DR tripolar —, mas todos funcionam da mesma forma. Para exemplificar, imagine um dispositivo com corrente de 30mA.

Isso significa que o aparelho só desarmará o disjuntor se a diferença entre as correntes nos terminais dor igual ou maior que 30mA. 

 

A importância de utilizar um dispositivo DR

Ter um dispositivo DR instalado na rede elétrica é fundamental para se proteger contrachoques elétricos graves e outros danos.

Você sabia que cerca de 30% dos incêndios domésticos são gerados por falhas elétricas?

Os defeitos elétricos mais comuns são resultado da deterioração dos isolantes condutores, além de outros fatores.

Nesse sentido, foi estabelecida em 1997 a Norma NBR 5410, que tornou obrigatório o uso de DR’s de alta sensibilidade (30mA) em locais e circuitos específicos, a fim de oferecer proteção contra acidentes elétricos.

 

São eles:

Ø circuitos que alimentam tomadas em áreas externas;

Ø circuitos de iluminação externa, como jardins etc.;

Ø todos os pontos de iluminação e de tomadas nos banheiros;

Ø circuitos de tomadas em áreas externas, mas que podem alimentar equipamentos no exterior;

Ø todos os pontos de uso em cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, áreas internas molhadas em uso normal em durante lavagens.

 



Riscos que o dispositivo DR previne 

Usar um aparelho DR na instalação elétrica oferece inúmeras vantagens, além da segurança física dos seres humanos e animais, como a economia de energia por impedir o vazamento de correntes. Confira os perigos que esses mecanismos previnem abaixo. 

 

Curto circuito 

Evita a ocorrência de curtos circuitos e o vazamento de energia, que provoca o aumento no consumo elétrico. 

 

Super aquecimentos dos equipamentos elétricos 

Protege contra o superaquecimento de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos, que podem gerar danos permanentes ou mesmo incêndio acidentais. 

 

Choque elétrico

Por fim, mas não menos importante, previne contrachoques elétricos e suas consequências:

Ø paralisia parcial ou total dos movimentos durante a ocorrência, que pode gerar uma série de acontecimentos, como quedas, falhas na condução de máquinas etc.;

Ø queimaduras graves ou fatais;

Ø fibrilação cardíaca;

Ø parada respiratória com paralisia dos músculos que atuam na respiração, que pode ser fatal caso o indivíduo não receba atendimento em tempo hábil;

Ø parada cardíaca.

 

Como instalar um dispositivo DR? 

Depois de entender como esse aparelho funciona, chegou o momento de aprender outra etapa do dispositivo DR: como instalar.

 

Porém, antes de começar a instalação, é necessário tomar algumas precauções:

Ø faça um teste prévio em locais seguros para se certificar de que os dispositivos estão funcionando corretamente;

Ø desligue o disjuntor geral e informe a todos no ambiente que você estará trabalhando no local para que ninguém religue o circuito até o fim da instalação;

Ø tranque o medidor com um cadeado para evitar religações acidentais e, assim, prevenir choques elétricos antes de finalizar a instalação do dispositivo;

Ø faça o dimensionamento prévio para ter certeza de que a caixa disjuntora aguentará os componentes necessários para a instalação do DR.

 

Feito isso, reúna todas as ferramentas, equipamentos e materiais necessários — que sejam de qualidade e boa procedência — para minimizar possíveis riscos durante a instalação, além de oferecer um ótimo acabamento.

 

São eles:

Ø dispositivo DR;

Ø cabos;

Ø etiquetas;

Ø alicate desencapador;

Ø alicate de corte;

Ø chave de fenda ou “Philips”;

Ø chave de teste;

Ø multímetro.

 

Reunidos os materiais, o primeiro passo é verificar qual o padrão de posicionamento dos outros dispositivos localizados no QDC - Quadro de Distribuição de Circuitos em que o DR será instalado.

Assim, você segue o padrão de organização e minimiza as chances de erros. Em seguida, fixe o dispositivo seguindo seu modelo, de forma que ele seja alimentado por cima e suas saídas fiquem por baixo. 

Com a ajuda de um alicate desencapado, desencape os condutores e comece a alimentação do dispositivo não existe polaridade certa para o DR, seguindo o padrão dos outros componentes.

O único requisito é o local onde o condutor neutro deve ser fixado. Geralmente, ele pode ser ligado em um DPS - Dispositivo de Proteção contra Surtos e conectado ao DR logo em seguida. 

Todos os conectores devem estar bem fixados; puxe levemente os cabos para verificar se estão bem presos. Antes de fechar o QDC, realize todos os testes para garantir que o DR está funcionando corretamente. 

 

Conclusão

Um dispositivo DR é crucial para evitar acidentes elétricos domésticos. Nesse sentido, a grande maioria dos edifícios e casas residências já são projetados com os DR’s inclusos no plano de construção. 

 

 

 

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