terça-feira, 12 de setembro de 2023

 




 

DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO:

O QUE SÃO, SINTOMAS E O QUE FAZER!

 

 

Doenças respiratórias crônicas

As doenças respiratórias são doenças que podem afetar estruturas do sistema respiratório como boca, nariz, laringe, faringe, traqueia e pulmão.

 

Elas podem atingir pessoas de todas as idades e, na maioria das vezes, estão associadas ao estilo de vida e qualidade do ar, ou seja, à exposição do organismo a agentes poluentes, produtos químicos, cigarro e até infecções por vírus, fungos ou bactérias, por exemplo.

 

Dependendo da sua duração, as doenças respiratórias são classificadas como:

ü Agudas: têm início rápido, duração com menos de três meses e o tratamento curto;

ü Crônicas: têm início gradual, duram mais de três meses e muitas vezes é necessária utilização de remédios por longos períodos.

 

Algumas pessoas podem nascer com uma doença respiratória crônica, que para além das causas externas, podem ser genéticas, como por exemplo asma. Enquanto que as doenças respiratórias agudas surgem mais frequentemente a partir de infecções do sistema respiratório.

 

Principais doenças respiratórias crônicas

As doenças respiratórias crônicas afetam geralmente estruturas do pulmão e podem estar ligadas com algum tipo de inflamação de duração mais longa. Pessoas que fumam, mais expostas a poluição do ar e poeira, e alérgicas tem mais riscos de desenvolver esses tipos de doenças.

 

As principais doenças respiratórias crônicas são:

 

Rinite crônica

A rinite crônica é uma inflamação da parte interna do nariz que em alguns casos é causada por uma alergia à pelo de animais, pólen, mofo ou poeira, sendo conhecida como rinite alérgica. No entanto, a rinite também pode ser causada por poluição do ambiente, alterações rápidas do clima, estresse emocional, uso excessivo de descongestionantes nasais ou ingestão de alimentos picantes e, nestes casos, é conhecida como rinite crônica não alérgica.

Os sintomas da rinite crônica alérgica e não alérgica são basicamente os mesmos, incluindo espirros, tosse seca, coriza, nariz entupido e até dor de cabeça. A coceira no nariz, olhos e garganta é muito comum quando a rinite crônica é causada por alergia.

O que fazer: deve-se consultar um otorrinolaringologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que é baseado principalmente no uso de anti-histamínicos e spray nasais. Em alguns casos, o médico pode indicar cirurgia, mas é raro, sendo normalmente indicado quando os outros tratamentos não são mais eficazes.

É recomendado que pessoas que sofrem de rinite crônica alérgica e não alérgica evitem contato com fumaça do cigarro, uso de tapetes e pelúcias, mantenham a casa arejada e limpa, e lavem as roupas de cama com frequência e em água quente. Veja aqui outras formas naturais de aliviar os sintomas de rinite.

 

Asma

A asma é uma doença muito comum em crianças do sexo masculino e ocorre devido a uma inflamação nas partes internas do pulmão, provocando inchaço e reduzindo a passagem do ar nestas estruturas. Por isso, os principais sintomas da asma são falta de ar, dificuldade para respirar, tosse sem catarro, chiado no peito e fadiga.

A causa da asma é desconhecida, mas sofrer com alergias, ter pai ou mãe com asma, ter tido outras infecções respiratórias e estar exposto a poluição do ar podem estar relacionadas com o surgimento de crises asmáticas.

O que fazer: a asma não tem cura, por isso é importante realizar acompanhamento com pneumologista e utilizar medicamentos indicados, como broncodilatadores, corticoides e anti-inflamatórios. Fazer exercícios respiratórios com auxílio de fisioterapeuta podem ajudar. É indicado que a pessoa com asma se exponha o menos possível aos produtos que provocam crise asmática. Saiba mais sobre o tratamento da asma.

 

DPOC

Doença pulmonar obstrutiva crônica é um conjunto de doenças pulmonares que obstruem a passagem de ar nos pulmões.

 

As mais comuns são:

 

Enfisema pulmonar: acontece quando a inflamação obstrui estruturas no pulmão parecidos com sacos de ar, os alvéolos;

Bronquite crônica: ocorre quando a inflamação obstrui os tubos que levam ar para os pulmões, os brônquios.

 

Pessoas que fumam ou que estão expostas a produtos químicos por muito tempo estão mais propensas a desenvolver estes tipos de doenças. Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente há mais de três meses, com catarro e falta de ar.

O que fazer: é recomendado procurar atendimento de um médico pneumologista, pois essas doenças não têm cura, mas é possível controlar os sintomas. Alguns medicamentos que poderão ser indicados pelo médico são os broncodilatadores e os corticoides. Além disso, parar de fumar e reduzir a inalação de agentes químicos evitam que essas doenças piorem. Entenda melhor o que é DPOC, quais os sintomas e o que fazer.

 

Sinusite crônica

A sinusite crônica acontece quando os espaços vazios do nariz e da face ficam obstruídos por causa de muco ou inchaço, por mais de doze semanas e não melhoram mesmo realizando o tratamento. A pessoa que tem sinusite crônica sente dores na região do rosto, sensibilidade nos olhos, nariz entupido, tosse, mau hálito e dor de garganta.

Pessoas que já trataram de sinusite aguda, que tenham pólipos nasais ou desvio de septo estão mais propensas a desenvolver este tipo de sinusite.

O que fazer: o médico otorrinolaringologista é o mais indicado para acompanhar pessoas que tenham esse tipo de doença. O tratamento para sinusite crônica consiste no uso de remédios como antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides e antialérgicos. Saiba mais sobre os tratamentos para sinusite crônica.

 

Tuberculose

A Tuberculose é uma doença contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, mais popularmente conhecida como bacilo de Koch (BK). Esta doença afeta os pulmões, mas dependendo do grau, pode afetar outros órgãos do corpo como rins, ossos e coração.

No geral, esta doença causa sintomas como tosse com mais de três semanas, tosse com sangue, dor para respirar, febre, suor noturno, perda de peso e falta de ar, entretanto, algumas pessoas podem estar infectadas com a bactéria e não apresentar sintomas. 

O que fazer: o tratamento para tuberculose é indicado pelo médico pneumologista e é baseado no uso de uma combinação de vários antibióticos. Os remédios receitados pelo médico devem ser tomados conforme orientação e geralmente o tratamento duro por mais de 6 meses. Saiba mais sobre remédios caseiros para tratar os sintomas da tuberculose.

 

Principais doenças respiratórias agudas

As doenças respiratórias agudas normalmente estão ligadas a algum tipo de infecção do sistema respiratório. Essas doenças surgem rapidamente e devem ser tratadas e acompanhadas por um médico.

É importante lembrar que muitas vezes as doenças respiratórias agudas podem se tornar crônicas dependendo do estado de saúde da pessoa ou se ela não realizou o tratamento corretamente. Além disso, a maioria das doenças respiratórias são contagiosas, ou seja, passam de uma pessoa para outra.

 

As principais doenças respiratórias agudas são:

 

Gripe

A gripe é uma infecção causada pelo vírus Influenza e dura em torno de 7 a 10 dias. Os sintomas da gripe são conhecidos como a tosse, dor de cabeça, febre e coriza. Geralmente, no inverno, as pessoas ficam em locais aglomerados, por isso os casos de gripe aumentam. O resfriado é frequentemente confundido com a gripe, mas é provocado por outro tipo de vírus, entenda melhor as diferenças de gripe e resfriado.

O que fazer: na maioria das vezes os sintomas da gripe melhoram com tratamento em casa. Entretanto as crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa devem ser acompanhadas por um clínico geral. O tratamento da gripe é baseado no uso de medicamentos para aliviar os sintomas, ingestão de líquidos e repouso.

Atualmente, existe campanhas de vacinação contra a gripe pelo SUS para pessoas com mais riscos de contrair a gripe, mas também está disponível em clínicas particulares.

 

Faringite

A faringite é uma infecção causada por vírus ou bactérias que atinge uma região do fundo da garganta, também conhecido como faringe. Os sintomas mais comuns da faringite são dor para engolir, garganta com sensação de arranhar e febre.

O que fazer: o tratamento para faringite vai depender se ela for causada por vírus, chamada de faringite viral ou se for causada por bactérias, conhecida como faringite bacteriana. Se os sintomas continuarem após 1 semana, é importante procurar um clínico geral ou otorrinolaringologista que vai indicar antibióticos se a faringite for bacteriana. No caso da faringite viral, o médico poderá receitar medicamentos para aliviar a dor de garganta.

É sempre importante lembrar que a pessoa com faringite deve manter repouso e ingerir bastante líquido. Saiba mais o que fazer para aliviar a dor e queimação na garganta.

 

Pneumonia

A pneumonia é uma infecção que atinge os alvéolos pulmonares que funcionam como sacos de ar. Essa doença pode atingir um ou os dois pulmões e é causada por vírus, bactérias ou fungos. Os sintomas da pneumonia podem variar de pessoa para pessoa, principalmente se for criança ou idoso, mas em geral são febre alta, dor para respirar, tosse com catarro, calafrios e falta de ar. Confira aqui outros sintomas de pneumonia.

O que fazer: é preciso consultar o clínico geral ou pneumologista, pois a pneumonia pode piorar se não tratada. O médico vai receitar medicamentos que tem função de eliminar a infecção, que podem ser antibióticos, antivirais ou antifúngicos. Além disso, o médico poderá receitar alguns medicamentos para aliviar a dor e reduzir a febre.

Algumas pessoas têm maior riscos de sofrer com a pneumonia como crianças menores de 2 anos, adultos com mais de 65 anos, pessoas com imunidade baixa por alguma doença ou que estejam em tratamento com quimioterapia. Por isso, nestes casos ao surgir os primeiros sintomas de pneumonia é importante procurar atendimento médico o quanto antes.

 

COVID-19

A COVID-19 é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus SARS-CoV-2, que atinge o sistema respiratório e que pode levar ao aparecimento de sintomas até 14 dias após a infecção. Inicialmente os sintomas de COVID-19 são semelhantes aos da gripe, no entanto à medida que o vírus se multiplica no organismo, pode haver perda de olfato e paladar, dor no peito e dificuldade para respirar. Saiba reconhecer os sintomas de COVID-19.

O que fazer: na presença de suspeita de COVID-19, é recomendado ligar para o sistema de saúde para que possam ser dadas as orientações necessárias a fim de evitar o risco de transmissão da doença. Nos casos em que é indicado ir ao hospital, é importante que seja utilizada uma máscara descartável e que seja feita a lavagem e desinfecção das mãos de forma frequente, pois assim é possível prevenir a transmissão do vírus para outras pessoas.

No hospital, serão feitos exames que ajudem a verificar a confirmar a gravidade da doença e a necessidade de internamento, o que pode ser recomendado nos casos mais graves de COVID-19. Nos casos mais leves, pode ser apenas indicado que a pessoa repouse, beba bastante líquidos ao longo do dia, tenha uma alimentação leve e fique em isolamento, podendo ser também indicado pelo médico o uso de analgésicos para aliviar os sintomas. Entenda como é feito o tratamento para COVID.

 

Bronquite aguda

A bronquite aguda acontece quando os tubos que levam ar da traqueia para os pulmões, chamados de brônquios, ficam inflamados. Esse tipo de bronquite tem duração curta e é causada, geralmente, por vírus. Muitas vezes, os sintomas de bronquite podem ser confundidos com sintomas de gripe e resfriado, já que são semelhantes, incluindo coriza, tosse, cansaço, chiado no peito, dores nas costas e febre.

O que fazer: a bronquite aguda dura em média de 10 a 15 dias e os sintomas tendem a desaparecer dentro deste prazo, mas o acompanhamento com clínico geral ou pneumologista é importante para que não ocorram complicações. Se os sintomas permanecerem, principalmente a tosse com catarro e a febre é necessário retornar ao médico. Descubra mais sobre remédios para bronquite.

 

Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)

A Síndrome do desconforto respiratório agudo acontece quando há acúmulo de líquido nos alvéolos, que são os sacos de ar dentro dos pulmões, o que faz com que não chegue oxigênio em quantidade suficiente no sangue. Esta síndrome surge geralmente em pessoas que já sofrem com outra doença pulmonar em estado mais avançado ou alguém que sofreu um acidente grave do tipo afogamento, ferimentos na região do tórax, inalação de gases tóxicos.

Outros tipos de doenças graves podem provocar a SDRA, como por exemplo doenças graves do pâncreas e coração. É importante lembrar que a SDRA acontece geralmente em pessoas muito debilitadas e hospitalizadas, exceto no caso de acidentes.

O que fazer: a SDRA requer atendimento de emergência e o tratamento é realizado por vários médicos e deve ser feito dentro de uma unidade hospitalar.

 

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

 





 

MUDANÇA DE HÁBITO:

CONFIRA COMO COMEÇAR




O começo de um novo ano encoraja muitas pessoas a se desafiarem e fazerem planos de comportamentos a mudar. Mas a mudança de um hábito é desafiadora e, nem sempre, essas promessas saem do campo das ideias.

Você já se perguntou o porquê de não conseguir alcançar algumas metas? Mesmo que a intenção de mudança seja verdadeira, o fato é que — depois de muitas tentativas frustradas — é preciso avaliar os hábitos que não nos fazem bem e traçar uma estratégia para uma mudança de hábito verdadeira.

Confira nesse material um passo a passo para cumprir as metas planejadas e a importância de repensar alguns hábitos. Boa leitura e comece o novo ano com atitudes e comportamentos renovados!

 

Por que mudar os hábitos

A ressignificação da existência e do modo de ver a vida se renova com a passagem para um novo ano. Essa atitude desperta em muitos a consciência de que oportunidades são perdidas pela dificuldade de mudança ou pelo apego a aquilo que não gera benefícios.

 

Insistir em velhos hábitos, que não fazem bem e não contribuem para o seu bem-estar, é o mesmo que fechar os olhos para não enxergar um problema maior que está por vir.

 

Comece uma mudança de hábito significativa em sua vida?

 

Siga agora o nosso passo a passo:

 

Faça uma avaliação sobre suas fraquezas

Mesmo que suas ideais sejam inovadoras e repletas de boas intenções, pode ser que alguma fraqueza esteja inibindo as ações do dia a dia. Avaliar os pontos fracos é de extrema importância para detectar em qual a etapa do planejamento há comportamentos de procrastinação ou estagnação.

Assim você terá a chance de adotar uma postura mais dinâmica e combativa, afastando todo o mal que impossibilita o crescimento e o desenvolvimento pessoal ou profissional.

 

Trace objetivos para vencê-los

Somente colocar os desejos na lista não é certeza de que serão realizados ao longo do ano. É preciso elencar objetivos reais, tangíveis e relevantes, além de estabelecer prazos para alcançá-los.

Seja no trabalho ou na vida pessoal ter objetivos é o que mantém o nível motivacional elevado. Imagine que todos os dias algo novo pode surgir e contribuir para que você alcance suas metas e resultados.

O pensamento positivo, a capacitação e a melhoria contínua são elementos que devem ser estimulados e utilizados diariamente ou em um momento oportuno. Inclusive, elaborar um planejamento estratégico possibilitará uma melhor visualização de todas as etapas a serem cumpridas.

 

Modere nas expectativas

Equilibrar a intensidade dos desejos e moderar as expectativas é essencial para não correr o risco de se decepcionar e desmotivar, principalmente se os objetivos traçados dependerem de terceiros.

Além disso, a rotina acelerada faz com que muitas oportunidades sejam perdidas, pelo simples fato de passarem despercebidas. Em muitos casos, dar prioridades às grandes realizações tirar o foco de pequenas interferências do dia a dia que poderiam se tornar mais expressivas. 

Criar expectativas é saudável e estimula a força de vontade, mas o excesso pode ser um fardo pesado e você se sentir culpado por não conseguir superá-las ao longo de 365 dias.

 

Repense sua rotina e alimentação

Dormir bem e ter uma alimentação balanceada ajudam a manter a mente e o organismo livres de problemas oportunistas. Quando a imunidade está baixa, por exemplo, a tendência é que toda a rotina seja afetada.

 Mas o que isso tem a ver com as metas e objetivos estipulados para o ano? Simples, como ser uma pessoa motivada se os hábitos diários e a alimentação não seguem um protocolo saudável? Você terá sempre a sensação de baixo rendimento e de que não está preparado para desafios pesados.

 

Invista na prática de atividades físicas que goste

A expressão “corpo são, mente sã”, faz todo o sentido nesse contexto. A fadiga mental, por vezes, pode neutralizar as ações e paralisar as atitudes. Quando o corpo entra em contato com alguma atividade física, libera a endorfina — a substância responsável pela sensação de bem-estar.

 

Escolha uma atividade que seja, ao mesmo tempo, prazerosa e eficiente, o que vai depender da sua personalidade e disposição. O importante é ter uma válvula de escape que permita descarregar a tensão para retomar a rotina, os projetos e os objetivos no dia seguinte.

 

Inspire-se em alguém

Busque inspiração em alguém que seja referência de força, coragem e realização. Tomar como exemplo uma personalidade — do ambiente profissional ou pessoal — que tenha obtido sucesso pelo modo como organiza a vida e persegue as metas, é uma estratégia inteligente.

Apesar de a mudança de hábito estar totalmente ligada aos conceitos pessoais e à vontade individual de vencer as barreiras impostas, é notável que as vitórias alheias funcionam como uma válvula propulsora.

Acordar pela manhã e agradecer por pequenas vitórias vão tornar o seu dia mais leve e refletir na relação com os colegas de trabalho. Atitudes gentis e empáticas voltarão para você com a mesma sintonia com que foram direcionadas.

Os momentos bons da vida são únicos, não importando se vivenciados em um círculo de amigos ou em uma sala de reunião. É fundamental refletir sempre sobre condutas e avaliar onde, como e quando refletem a necessária e transformadora mudança de hábito.

Vale ressaltar que passamos no ambiente corporativo uma grande parte do nosso dia e que a qualidade de vida no trabalho tem total relevância quando o assunto é mudança de hábito — a forma como você enxerga o trabalho e executa as tarefas de rotina diz muito sobre o seu estado de espírito e desejo real de mudança.

 

 

 

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COMPORTAMENTO SEGURO: 

4 DICAS PARA APLICÁ-LO NO SEU TRABALHO


 

Ninguém, infelizmente, está livre de sofrer acidentes. Você pode estar em casa e o seu prédio desabar, por exemplo. Exagero? Não mesmo! Um edifício residencial simplesmente desabou, no dia 15 de outubro, em Fortaleza, no Ceará. Mas você deve estar pensando: “mas existe um motivo e um culpado para que ele tenha caído”. Provavelmente sim.

No seu trabalho também podem ocorrer acidentes. E lá, a culpa é de quem? Pode ser da sua empresa, que não lhe entregou um Equipamento de Proteção Individual (EPI) correto ou até mesmo sua, que simplesmente não quis usá-lo.

Independentemente de quem é a culpa, muitos acidentes de trabalho podem ser evitados quando se tem consciência dos perigos e dos meios de controlá-los.

 

E por que estamos falando sobre isso?

Acidentes acontecem? Sim! Nem sempre podemos evitar? Certo! Mas se agirmos com segurança, com certeza podemos evitar muitos e muitos afastamentos e até mesmo que mortes aconteçam.

É fato: 90% dos casos de acidentes de trabalho podem ser evitados se houver comportamento seguro por parte dos trabalhadores.

Pensando nisso, nós separamos 4 dicas para que a sua empresa crie um comportamento seguro.

 

Realize treinamentos

Você é gestor de SST na sua empresa? Cabe a você unir profissionais periodicamente para que possam trazer novas e reforçar velhas informações que criem um comportamento seguro. As NR’s 1, 9, 5, além de outras, deixam bem evidente esta necessidade.

Sempre que o trabalhador for executar alguma atividade que envolva risco, é preciso que ele esteja treinado para saber evitá-los e contornar situações não programadas.

Mas lembre-se também: além de promover treinamentos é necessário criar condições de trabalho propícias à segurança.

A educação é a principal ferramenta para se criar uma cultura de segurança nas empresas.

 

Conscientize

Como falamos acima, treinamentos são importantes sim, porém, não são tudo! É necessário que haja conscientização constante.

Os gestores precisam conscientizar colaboradores da necessidade de um comportamento seguro e, por consequência, os trabalhadores “mais conscientes” reiteram esta necessidade aos demais.

A efetivação das políticas de SST dependerá dos esforços dos gestores. Fica muito difícil criar uma cultura de segurança se a alta direção da empresa não mostra empenho.

 

Recompense

Muitos colaboradores sentem-se desvalorizados. A recompensa pode ser uma forma de motivar a criação de um comportamento seguro nas empresas. Entretanto, atenção: nada de criar “corridas”. Há muitas empresas que liberam os colaboradores mais cedo caso eles não esqueçam de usar um EPI, por exemplo. Isso só prejudica!

Ele até pode usar o equipamento, mas com certeza fará o trabalho mais rápido para poder ir embora mais cedo, podendo correr riscos por desatenção e sabemos que ele não está 100% seguro apenas por utilizar o EPI. Afinal, a rapidez na execução da tarefa pode criar uma situação de risco para o trabalhador.

Então, utilize outros meios: ouça, agradeça, elogie, ache outra forma de recompensá-los.

 

Analise

É claro que um comportamento seguro precisa estar ligado diretamente ao que fazemos no trabalho, porém, você precisa analisar também como está sua vida fora dele. Seus hábitos fora do trabalho podem afetar sua segurança dentro dele.

Como estão seus relacionamentos pessoais? Você tem feito atividades físicas? E sua alimentação, está saudável? Mude hábitos!

 

 

 

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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

 




 

AS 10 MAIORES DÚVIDAS SOBRE EPI

 



A utilização de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s é fundamental para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores em diversas atividades laborais.

No entanto, muitas vezes surgem dúvidas sobre o uso correto, a escolha e a manutenção desses equipamentos.

Neste texto, vamos apresentar as 10 maiores dúvidas sobre EPI’s e esclarecê-las de forma objetiva e didática, para que você possa garantir a sua proteção e a de seus colegas de trabalho.

 

1 - Para começar: O que são Normas Regulamentadoras (NR)?

Normas Regulamentadoras (NR) são um conjunto de diretrizes e requisitos estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Isso para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores em diversas atividades laborais.

As NR’s estabelecem padrões mínimos de segurança e saúde ocupacional a serem observados por todas as empresas e empregadores, independentemente do porte, setor ou atividade econômica.

Ou seja, elas têm como objetivo prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, promovendo um ambiente de trabalho saudável e seguro para os trabalhadores.

 

Resumindo

“NR’s são normas que devem ser seguidas, tem o objetivo de prevenir acidentes e doenças do trabalho, estabelecem parâmetros para segurança do trabalhador.”

 

2 - O que acontece se não seguir as Normas Regulamentadoras?

O descumprimento das Normas Regulamentadoras (NR) pode acarretar em consequências graves para as empresas e empregadores, como:

·       Multas

·       Interdições

·       Embargos

·       Processos judiciais

 

As multas aplicadas pelo Ministério da Economia por infrações às NR’s podem variar de acordo com a gravidade da situação e o porte da empresa, podendo chegar a valores significativos.

Além disso, a empresa pode ser interditada ou embargada em caso de situações de risco iminente à saúde ou segurança dos trabalhadores.

 

3 - O que fala a importantíssima NR-06 sobre o uso dos EPI’s?

A NR-06 estabelece as diretrizes para o uso de Equipamentos de Proteção Individual em diversos tipos de atividades laborais.

 

De acordo com a NR-06, o empregador deve:

 

“É dever do empregador fornecer aos trabalhadores, de forma gratuita, os EPI’s adequados ao risco da atividade, em perfeito estado de conservação e funcionamento, e orientá-los sobre a forma correta de uso, guarda e conservação. ”

 

Além disso, o empregador também deve exigir o uso do EPI pelos trabalhadores em todas as situações em que há riscos à saúde e à integridade física.

 

Quanto ao empregado:

 

“A NR-06 também estabelece a responsabilidade do empregado em fazer o uso adequado do EPI fornecido, seguindo as orientações do empregador e utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina. ”

 

Ou seja, nada de usar como prato o capacete!

O empregado também deve comunicar ao empregador qualquer problema relacionado ao EPI, como defeitos ou mau funcionamento.

A norma também exige que os EPI’s tenham Certificado de Aprovação - CA emitido pelo Ministério da Economia, que comprova que o equipamento foi avaliado e aprovado para uso em atividades laborais.

 

4 - Quais são os EPI’s obrigatórios?

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) obrigatórios podem variar de acordo com o tipo de atividade laboral e os riscos envolvidos. No entanto, existem alguns EPIs que são considerados obrigatórios para a maioria das atividades, conforme estabelecido na NR-06.

 

Alguns exemplos de EPIs obrigatórios são:

·       Capacete de segurança

·       Óculos de proteção

·       Protetor auricular

·       Luvas de proteção

·       Calçados de segurança

·       Respirador

·       Máscara de proteção

·       Cinto de segurança

·       Protetor facial

·       Vestimenta de proteção, como macacão.

 

É importante destacar que a escolha dos EPIs adequados deve ser feita após uma análise detalhada dos riscos envolvidos em cada atividade laboral.

 

5 - Como é definido o tipo de EPI para cada função?

A definição do tipo de Equipamento de Proteção Individual que deve ser utilizado em cada função é responsabilidade do empregador, em conjunto com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT ou, na ausência deste, com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, de acordo com a NR-06.

Para definir os EPI’s necessários em cada atividade, o empregador deve realizar uma avaliação dos riscos existentes no ambiente de trabalho e das atividades realizadas pelos trabalhadores.

Com base nessas informações, deve ser selecionado o EPI adequado para proteger o trabalhador dos riscos identificados.

 



6 - Com que frequência é preciso substituir os EPI’s?

A substituição dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s deve ser realizada sempre que necessário para garantir a eficácia do equipamento na proteção do trabalhador.

A NR-06 não estabelece uma frequência específica para a substituição dos EPI’s, pois isso pode variar de acordo com o tipo de equipamento e o uso a que ele é submetido.

No entanto, é importante ressaltar que os EPI’s devem ser inspecionados regularmente para verificar seu estado de conservação e funcionamento.

Se for identificado qualquer defeito ou desgaste que possa comprometer a segurança do trabalhador, o EPI deve ser substituído imediatamente.

 

7 - Qual é o EPI mais importante?

Não é possível afirmar que existe um único Equipamento de Proteção Individual - EPI que seja o mais importante, pois a escolha dos EPIs necessários varia de acordo com a atividade laboral e os riscos envolvidos.

Todos os EPI’s são importantes e devem ser utilizados de forma adequada para proteger o trabalhador dos riscos do ambiente de trabalho.

Por exemplo, em atividades que envolvem a manipulação de produtos químicos, os EPI’s mais importantes podem ser os óculos de proteção, as luvas de segurança e os respiradores.

Já em atividades de construção civil, os EPI’s mais importantes podem ser o capacete de segurança, o cinto de segurança e os calçados de segurança.

O EPI mais importante irá variar de acordo com a função, por isso exige treinamento específico sobre uso para cada atividade.

 

8 - Quantos tipos de EPI’s existem?

Existem diversos tipos de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s disponíveis, cada um com uma finalidade específica na proteção do trabalhador.

 

A NR-06, que trata da utilização de EPI’s, estabelece as seguintes categorias de equipamentos:

 

Proteção da cabeça

·       Capacetes de segurança, capuzes, gorros de proteção, bonés de proteção, entre outros.

Proteção dos olhos e face

·       Óculos de proteção, protetores faciais, máscaras de solda.

Proteção respiratória

·       Respiradores purificadores de ar, máscaras semifaciais, máscaras faciais inteiras.

Proteção auditiva

·       Protetores auriculares, abafadores de ruído.

Proteção do tronco

·       Coletes de segurança, aventais de segurança, jaquetas de segurança.

Proteção dos membros superiores

·       Luvas de segurança, mangotes, braçadeiras.

Proteção dos membros inferiores

·       Calçados de segurança, botas de segurança, perneiras.

Proteção contra quedas com diferença de nível

·       Cintos de segurança, talabartes, travaquedas.

 



Além desses exemplos, existem muitos outros tipos de EPIs que podem ser utilizados em situações específicas.

Não se atenha apenas aos itens mencionados.

 

9 - Quanto tempo vale o treinamento sobre EPIs?

O treinamento sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s deve ser realizado no momento da admissão do trabalhador, sempre que houver mudança nos equipamentos utilizados ou nos riscos presentes no ambiente de trabalho e, no mínimo, uma vez por ano.

 

O treinamento deve ser ministrado pelo empregador ou por profissional qualificado em segurança e saúde no trabalho e deve abordar os seguintes temas:

·       A finalidade dos EPI’s

·       Limitações dos EPI’s

·       Forma de uso correto dos EPI’s

·       Conservação e higienização dos EPI’s

·       Armazenamento dos EPI’s

·       A obrigatoriedade do uso dos EPI’s

 

Penalidades em caso de não cumprimento das normas

O treinamento deve ser registrado e documentado, com a assinatura do trabalhador e do responsável pelo treinamento, e o registro deve ser mantido em arquivo na empresa por pelo menos cinco anos.

É importante destacar que a simples realização do treinamento não é suficiente para garantir a efetiva proteção do trabalhador.

Para isso é necessário que a empresa forneça os EPIs adequados, fiscalize o seu uso e promova a manutenção e a reposição dos equipamentos quando necessário.

 

10 - De quem é a responsabilidade de guardar e conservar os EPI’s?

A responsabilidade de guardar e conservar os Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s é do empregador.

Isso inclui a adoção de medidas para garantir a integridade dos equipamentos, como o armazenamento adequado, a manutenção e a reposição dos equipamentos quando necessário.

O empregador deve ainda promover a higienização, manutenção e guarda dos equipamentos, disponibilizando local apropriado para o armazenamento e conservação dos mesmos.

Cabe ao empregador adotar medidas de fiscalização e controle para garantir o uso correto dos EPIs pelos trabalhadores, bem como a realização de treinamentos periódicos para garantir o uso adequado dos equipamentos de proteção.

O não cumprimento das normas de fornecimento, manutenção e conservação dos EPIs pode sujeitar o empregador a sanções e penalidades previstas em lei.

 



O hábito de usar EPI’s para o seu bem

A utilização adequada dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s é uma questão fundamental para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores em diversas atividades laborais.

Esperamos que este texto tenha esclarecido as principais dúvidas sobre os EPI’s, desde a escolha dos equipamentos adequados até a forma correta de utilização e manutenção.

Lembre-se sempre de que a utilização dos EPI’s deve ser um hábito constante, para que os riscos de acidentes e doenças ocupacionais sejam minimizados.

 





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