segunda-feira, 1 de maio de 2023

 




 

PPRA, PGR E GRO

QUAL DELES É OBRIGATÓRIO NO CONDOMÍNIO?

 

 

As conhecidas siglas PPRA, PGR e GRO são utilizadas para se referir a diferentes programas relacionados à saúde e segurança do trabalho, inclusive nos condomínios residenciais.

A primeira representa o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, que foi substituído pelo Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR e pelo Gerenciamento de Riscos Ocupacionais - GRO.

No novo post, você vai saber tudo que precisa para adequar o seu condomínio às normas vigentes e melhorar a segurança de todos os condôminos.

 



PPRA, GRO e PGR falam sobre Riscos no Condomínio Residencial

 

A preservação do meio ambiente é uma preocupação cada vez mais presente na sociedade. Com isso, diversas leis e normas foram criadas para garantir a proteção do meio ambiente e prevenir riscos à saúde humana.

As principais são o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, o Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais - GRO. Os dois últimos são regrados pela NR 1 e NR 9 (portarias 6.730 e 6.735), respectivamente.

 

O que é PPRA?

 

Entre as principais normas de segurança, está o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA. Instituído através da Portaria 3.214 de 8 de junho de 1978, ele é um marco para a segurança e a medicina do trabalho no Brasil.

A norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE tem como objetivo identificar, avaliar e controlar os riscos ambientais presentes nos locais de trabalho, incluindo condomínios.

Essa norma estabelece medidas de prevenção e controle de riscos ambientais, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores e moradores do condomínio.

 

Quando é necessário fazer o PPRA?

 

Com a revisão das Normas Regulamentadoras NR1 e NR9, houveram mudanças no que diz respeito ao PPRA em um condomínio.

Desde o começo de janeiro de 2022, o PPRA não é obrigatório nos condomínios e já não possui mais validade em todo o Brasil. O documento deve ser substituído de forma integral pelo PGR (veja abaixo).

 

O que é PGR?

 

O Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR é importante para condomínios porque ajuda a identificar, avaliar e controlar os riscos associados às atividades realizadas no local. Diferente do PPRA, ele possui uma visão mais ampla dos riscos, não se limitando aos riscos ambientais.

Ao implementar um PGR, o condomínio pode reduzir a probabilidade de ocorrência de acidentes, minimizar os danos em caso de incidentes e garantir a segurança dos moradores, visitantes e funcionários.

Algumas das atividades que podem ser contempladas pelo PGR em condomínios incluem a manutenção e operação de equipamentos, o armazenamento de produtos químicos, o uso de elevadores e escadas rolantes, a manipulação de alimentos em áreas comuns, entre outras.

Além de garantir a segurança das pessoas, o PGR também pode trazer benefícios financeiros para o condomínio, uma vez que a redução de riscos pode levar à diminuição dos custos com seguros e com a reparação de danos em caso de acidentes.

 

Quando o PGR é exigido?

 

De acordo com a Norma Regulamentadora NR 38, o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é obrigatório em condomínios residenciais.

 

Quem está dispensado do PGR?

 

Empresas que não atuam em setores que possuem riscos ou que não lidam com produtos perigosos, não precisam ter um PGR.

De acordo com o Governo Federal, ficam dispensadas de elaborar o PGR e o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) as microempresas e os negócios de pequeno porte, que se enquadrem nos graus de risco 1 e 2 e que não identifiquem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos.

No entanto, é importante ressaltar que é sempre recomendável que qualquer empresa, independentemente do seu ramo de atuação, adote boas práticas de gestão de riscos e segurança do trabalho para garantir a saúde e a segurança de seus funcionários e colaboradores.

 

De quem é a responsabilidade do PGR?

 

O PGR deve ser elaborado e implementado por um profissional especializado em segurança do trabalho, em conjunto com a administração do condomínio.

O PGR deve conter uma análise dos riscos presentes no condomínio, um plano de ação para mitigar esses riscos, treinamentos para os trabalhadores e usuários, e um sistema de gestão para monitorar e avaliar continuamente a eficácia das medidas de segurança adotadas.

 

Quem tem PPRA precisa de PGR?

 

Como destacado acima, o PPRA não possui mais validade, sendo necessário apenas o PGR.

 

O que é GRO?

 

O GRO, ou Gerenciamento de Riscos em Condomínios, é um programa que estabelece um conjunto de medidas e procedimentos que tem como objetivo identificar os riscos presentes em um condomínio. Estabelecido através da Norma Regulamentadora NR 01, ele deve garantir a segurança dos moradores, visitantes, funcionários e do patrimônio do condomínio.

O GRO é importante porque permite que os condomínios possam antecipar e prevenir acidentes, como incêndios, desabamentos, quedas, entre outros.

Ele engloba uma série de atividades, como a identificação dos riscos presentes no condomínio, a elaboração de planos de contingência e de prevenção, a realização de treinamentos com os moradores e funcionários, entre outras medidas.

 

O que é a norma NR 01?

 

A NR 01 determina que todas as normas regulamentadoras (NR’s) relativas à segurança e medicina do trabalho passem a ser obrigatórias a todas as empresas, públicas e privadas, que mantenham funcionários contratados pelo regime CLT.

Ela entrou em vigor no começo de 2022 como parte da implementação do PGR (citado acima).

 

Qual deles é obrigatório no condomínio?

 

Tanto o PGR quanto o GRO são obrigatórios em um condomínio residencial. Isso porque um faz parte do outro.

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) faz parte do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), sendo considerada uma das etapas do processo em si.

Apesar de muitas pessoas entenderem que um programa pode substituir ou acabar com o outro, não é esta a situação: o GRO agrega funções ao PGR. Tanto é que cada um deles é regrado através de diferentes Normas Regulamentadoras.

 

Riscos ambientais presentes no condomínio

 

Antes de falar sobre a elaboração do PGR, que atualmente é o principal documento ligado aos riscos de um condomínio, é importante destacar os riscos ambientais que podem afetar a saúde dos moradores de um condomínio.

 

Entre os principais riscos ambientais presentes em condomínios estão:

 

·       Ruído: gerado por equipamentos e maquinários utilizados na limpeza, manutenção e construção do condomínio;

 

·       Poeira: proveniente da atividade de limpeza, obras e reformas;

 

·       Agentes químicos: produtos de limpeza e manutenção, tintas, solventes, entre outros;

 

·       Temperatura elevada ou baixa: presente em ambientes sem ventilação adequada ou com sistemas de climatização que não estão funcionando corretamente;

 

·       Iluminação inadequada: em áreas comuns sem iluminação suficiente ou excessiva;

 

·       Vibração: gerada por equipamentos e maquinários utilizados na manutenção e construção do condomínio.

 



PPRA, GRO e PGR falam sobre riscos no condomínio

 

Qual a importância do PGR no condomínio?

 

Entre as principais vantagens de implementar o PGR em condomínios estão:

 

·       Garantia da saúde e segurança dos trabalhadores e moradores: ao controlar os riscos ambientais, é possível evitar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, além de prevenir danos à saúde dos moradores;

 

·       Redução de custos: ao prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, é possível reduzir os custos com afastamentos, tratamentos médicos e indenizações;

 

·       Atendimento às normas regulamentadoras: o PGR é uma norma regulamentadora do MTE, portanto, é obrigatório para todos os condomínios que possuem funcionários registrados;

 

·       Valorização do condomínio: ao investir na prevenção de riscos ambientais, o condomínio se destaca pela preocupação com a segurança e saúde dos moradores, aumentando a valorização do local.

 

É importante lembrar que a implementação do PGR em condomínios deve ser feita por profissionais especializados em segurança do trabalho e que a norma deve ser cumprida de acordo com as legislações vigentes.

 

Como fazer um PGR passo a passo?

 

‍Um Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR para condomínios é importante para identificar e mitigar possíveis perigos que possam afetar a segurança dos moradores, visitantes e funcionários.

Lembre-se de que o Programa de Gerenciamento de Riscos deve ser personalizado para as necessidades específicas do seu condomínio.

Antes de iniciar o programa, considere contratar uma consultoria especializada em segurança para ajudá-lo na criação e implementação do mesmo.

 

Abaixo, confira o passo a passo para criar um programa de gerenciamento de riscos para condomínios:

 

·       Identifique os riscos: Comece identificando os riscos potenciais para o condomínio. Alguns exemplos incluem incêndios, desabamentos, inundações, quedas, crimes, entre outros.

 

·       Avalie os riscos: Avalie a probabilidade de cada risco ocorrer e a sua gravidade caso aconteça. Use essa avaliação para priorizar quais riscos precisam ser tratados primeiro.

 

·       Desenvolva estratégias de mitigação: Crie um plano para reduzir ou eliminar os riscos identificados. Isso pode incluir a instalação de equipamentos de segurança, treinamento dos funcionários e moradores, contratação de empresas especializadas, entre outras medidas.

 

·       Implemente as estratégias: Coloque em prática as estratégias desenvolvidas, garantindo que todos os moradores, visitantes e funcionários estejam cientes e participem das medidas de segurança.

 

·       Monitore e atualize o programa: Monitore o programa de gerenciamento de riscos regularmente e faça atualizações sempre que necessário. Inclua as lições aprendidas após qualquer incidente ou risco identificado.

 

·       Comunique-se com os moradores: Comunique-se regularmente com os moradores do condomínio, fornecendo informações sobre as medidas de segurança adotadas e promovendo a conscientização sobre a importância de seguir as orientações de segurança.

 

·       Faça treinamentos: Promova treinamentos regulares para os funcionários e moradores, a fim de garantir que todos estejam cientes dos procedimentos de segurança e saibam como agir em caso de emergência.

 

·       Documente o programa: Mantenha um registro detalhado de todo o programa de gerenciamento de riscos, incluindo os riscos identificados, as estratégias de mitigação, a implementação e os resultados. Isso permitirá que o programa seja revisado e atualizado de forma eficiente.

 

Qual será a validade do PGR?

 

De acordo com a NR que regulamenta o PGR, a validade do documento é de 1 (um) ano. Após esse período, é necessário revisar e atualizar o documento, sempre contando com um profissional qualificado em segurança no trabalho.

 

Utilize a tecnologia a seu favor

 

Para manter o controle de um programa com tantos passos, o síndico precisa manter o seu ambiente organizado e, principalmente, manter cuidados constantes com cada ponto.

Para isso, sempre existe a possibilidade de utilizar um aplicativo de gestão condominial, que permite disponibilizar todos os documentos relativos ao PGR via app, acessível pelo computador, tablet ou smartphone.

Os condôminos poderão acessar os documentos e entender o passo a passo de cada ação tomada pelo gestor ou síndico, tornando o processo mais transparente e seguro.

 

 



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quinta-feira, 27 de abril de 2023

 





 

RUÍDO  

CONHEÇA OS DANOS QUE CAUSA À SAÚDE

 

 

Pode ser tentador pensar que o ruído não é um sério problema de saúde, afinal, é apenas ruído. Não vai nos matar…certo? Bem, talvez.

O ruído está presente em nossas vidas diariamente e para muitas pessoas este se faz presente 24 horas por dia, sete dias por semana. É o caso de pessoas que moram próximas à aeroportos, vias de trafego constante e intenso, independente de dia e horário, etc.

O que a maioria das pessoas não sabem é que, dependendo de sua intensidade e tempo de exposição, são prejudicais à saúde e podem provocar doenças graves, como as cardiovasculares, por exemplo.

 

Mas afinal, o que é ruído?

 



Uma definição aceitável é que ruído é qualquer som indesejável, desagradável e que perturba, tanto de forma física como de forma psicológica àquele que o ouve.

Varia na sua composição naquilo que se refere à frequência, intensidade e duração.

Podemos conceituá-lo como som ou a mistura de sons que são capazes de causar danos à saúde de quem o percebe.

Ou seja, é um som ou um conjunto de sons desagradáveis ao ouvido dos indivíduos.

 

O ruído pode ser produzido por muitas fontes, como por exemplo:

 

·       Motor em funcionamento;

·       Máquina em funcionamento;

·       Turbina de avião;

·       Buzina;

·       Alarme, etc.

·       Tipos de ruído

·       Basicamente há três tipos de ruído e estes são:

·       Intermitente;

·       Contínuo e;

·       Impacto.

 

Diferença entre os tipos de ruído

 



Segundo a NR 15 Anexo I, “entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de Tolerância, o ruído que não seja de impacto”.

Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

 

“Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no Quadro deste anexo”, conforme imagem abaixo:

 



Ruído contínuo é o produzido continuamente. Pode ser causado por máquinas que funcionam de forma ininterruptas (sem parar) durante toda uma jornada de trabalho.

Ruído intermitente é um nível de ruído que aumenta e diminui rapidamente. Para exemplificar podemos citar a passagem de um metro ou trem.

Outro exemplo é o trabalhador que faz uso de alguma máquina ruidosa durante alguns períodos de sua jornada de trabalho.

Ruído de impacto, segundo anexo II da NR 15 “é aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo”.

Podemos citar como exemplo de ruído de impacto, aquele provocado por bate estacas, pois o ruído da batida é inferior a 1 (um) segundo e o intervalo entre uma batida e outra é superior a 1 (um) segundo.

Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear). Nos intervalos entre os picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo.

Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto, será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de compensação “C”.

Neste caso, o limite de tolerância será de 120 dB(C).

 

Quando o som passa a ser prejudicial à saúde?

 



O som deixa de ser considerado som quando este se torna desagradável. A partir daí este passa a ser considerado ruído e é prejudicial à saúde.

Especialistas dizem que o som acima de 80 decibéis – dB (que é a unidade utilizada para medir a intensidade de um som), já é prejudicial.

O anexo I da NR 15, que trata dos limites de tolerância e tempo de exposição do trabalhador ao ruído contínuo ou intermitente, diz que para uma jornada de trabalho de 8 horas, o nível de ruído não pode exceder 85 decibéis – dB.

Se o trabalhador estiver exposto a níveis de ruído superior a 85 decibéis – dB, o tempo de exposição deve ser reduzido, conforme mostra a imagem do anexo I da NR 15, acima.

 

Exame audiômetro

 

O exame audiômetro é utilizado para identificar possíveis perdas auditivas antes do trabalhador ser contratado, durante o período de seu contrato com empregador e após o trabalhador se desligar da empresa.

 



O exame audiômetro deve ser realizado antes da contratação do empregado (Exame Admissional), seis meses após contrato de trabalho e na sequência a cada 12 meses ou conforme definido no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO pelo médico coordenador (Exame Periódico) e no término do contrato de trabalho (Exame demissional)

O exame de audiometria é benéfico tanto para a empresa quanto para o empregado, pois identifica no ato da contratação do empregado se este apresenta perdas auditivas ou se está apresentando perda após contrato de trabalho, possibilitando medidas preventivas.

 

Danos provocados a saúde

 

Alguns efeitos negativos para os seres humanos, provocados pelo ruído são:

 

·       Estresse;

·       Depressão;

·       Insônia;

·       Agressividade;

·       Perda de atenção;

·       Perda de memória;

·       Dor de cabeça;

·       Cansaço;

·       Gastrite;

·       Problemas cardiovasculares;

·       Queda de rendimento no trabalho;

·       Zumbido;

·       Perda de audição temporária ou permanente;

·       Surdez;

·       Impotência sexual, etc.

 

Como se proteger?

 



·       Em local de trabalho ruidoso devemos utilizar protetores auditivos, que podem ser do tipo pulg de inserção ou tipo concha/abafador;

·       Seguir as orientações do empregador quanto a guarda, conservação e uso do Equipamento de Proteção Individual – EPI;

·       Escutar música no aparelho portátil com um volume baixo e não o utilizar por um período muito longo;

·       Evitar ficar perto das caixas acústicas de shows e casas noturnas e etc.

 

 



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MÁQUINAS PESADAS

11 DICAS DE SEGURANÇA

 

 

Os trabalhos que necessitam do uso de máquinas pesadas para serem executados, devem ter os cuidados relacionados à segurança redobrado.

Um simples descuido durante execução de algum trabalho que envolva o uso de máquinas pesadas pode causar acidentes graves, como fraturas, lacerações, amputações, perda de vida humana, além dos danos materiais e financeiros causados pelo acidente.

É de extrema importância que o operador verifique as condições do equipamento antes de iniciar o trabalho de operação.

 



Este deve conhecer bem o funcionamento da máquina, sua capacidade de carga, elevação, riscos no entorno da atividade, características do terreno onde irá trabalhar e também as características do material a ser transportado, se for o caso, etc.

Este artigo destaca abaixo algumas dicas e cuidados a serem observados para prevenir acidentes do trabalho envolvendo máquinas pesadas.

Continue lendo e saiba mais sobre segurança nos trabalhos com máquinas pesadas.

 

1º – Pontos cegos

 

Os operadores de equipamentos pesados ​​precisam ter 100% de certeza de que ninguém está atrás deles ou em seus pontos cegos ao se mover, mesmo que isso envolva sair da máquina e verificar.

Se a visão for limitada, mantenha um observador em uma posição visível e segura para guiá-lo e direcioná-lo.

Informe sobre os pontos cegos às pessoas que o rodeiam durante o dia de e exija que eles façam contato visual antes de chegar nas proximidades do equipamento.

É de extrema importância que todos que dividem espaço de trabalho com máquinas pesadas, façam uso de coletes de refletivos, facilitando sua visibilidade pelo operador.

 

2º – Comunicação

 



Sempre esteja em constante comunicação com as pessoas que trabalham ao seu redor.

Um rádio bidirecional é a melhor forma de comunicação.

Se essa opção não estiver disponível, use sinais manuais pré-definidos e que seja de conhecimento de todos, facilitando a compreensão e a prevenção.

A comunicação com os operadores deve ser abordada em todas as reuniões de segurança e reforçada pelo superior imediato no local.

 

3º – Cintos de segurança

 

Cintos de segurança não são apenas uma sugestão. Eles podem salvar sua vida.

No caso de o equipamento começar a inclinar ou rolar, o cinto de segurança provavelmente irá mantê-lo vivo.

Se o equipamento começar a inclinar ou rolar, você pode instintivamente ser forçado a pular para fora da cabine. Infelizmente, essa é a pior coisa que você poderia fazer.

O equipamento pode tombar para o outro lado e cair enquanto você faz a sua fuga ou você pode ser pego ou atirado para fora quando ele rola e se machucar seriamente.

Usar o cinto de segurança em equipamentos pesados ​​é tão importante quanto em um veículo a motor em movimento.

Não há desculpa, mas preguiça de não o usar o tempo todo.

Não apenas salvará sua vida em caso de capotamento, mas também o manterá firme em seu assento ao operar em terrenos acidentados, economizando energia e reduzindo a probabilidade de incidentes ou acidentes ao longo dia.

 

4º – Montagem e Desmontagem

 

Nunca entre ou saia do equipamento em movimento ou em operação.

Certifique-se de desligar completamente o equipamento, engatar o freio de estacionamento e liberar qualquer pressão dos controles hidráulicos.

Certifique-se de levar as chaves consigo para evitar qualquer uso não autorizado.

Quedas são algumas das maiores causas de lesões registradas pela OSHA e outros departamentos de segurança.

Isso inclui entrar e sair da cabine de uma máquina.

Uma boa regra é sempre manter três pontos de contato ao entrar ou sair do seu equipamento.

Nunca pule.

Lembre-se de que a regra dos três pontos exige que três ou quatro pontos de contato sejam mantidos com o veículo o tempo todo – duas mãos e um pé, ou ambos os pés e uma mão.

Se degraus houver defeitos nos degraus, faça ou solicite manutenção, pois isso poderá evitar um acidente com uma lesão grave.

 

5º – Esteja ciente do seu entorno

 



Ao operar equipamentos pesados, você deve ter em mente a área em que está trabalhando e os obstáculos que encontrar.

As linhas elétricas aéreas devem ser desenergizadas ou, se isso não for possível, estabelecer barreiras para evitar o contato com elas.

Se cavar, certifique-se de que todos os serviços públicos subterrâneos, como esgoto, água, gás e eletricidade, tenham sido identificados e claramente sinalizados para evitar danificá-los e criar atrasos e mais trabalho.

Sempre que possível, os trabalhadores devem ser mantidos fora das áreas onde o equipamento pesado está em operação.

Os operadores devem estar cientes de seu raio de giro, especialmente ao trabalhar em espaços mais apertados, para evitar atingir outros trabalhadores, espectadores ou outros veículos ou equipamentos nas proximidades.

Ao deixar buracos nos quais os trabalhadores ou o público possam cair, não deixe de criar barreiras e cercas de neve.

 

6º – Bloqueio / etiquetagem

 

De acordo com a OSHA, os empregadores devem treinar e implementar procedimentos para garantir que, antes que qualquer funcionário realize serviços ou manutenção em uma máquina, está seja bloqueada/etiquetada.

Este procedimento se faz necessário para evitar que a inicialização ou liberação inesperada de energia elétrica ou acionamento da máquina ocorra sem prévia autorização.

Avisos de imagem, bloqueios e etiquetas devem ser usados ​​para evitar incidentes.

 

7º – Limites de carga

 



Esteja ciente dos limites de carga de equipamentos variados ao operar máquinas diferentes ao longo do dia.

Dependendo da configuração e tamanho do equipamento, os limites de carga podem mudar drasticamente.

Ao levantar objetos com uma máquina, certifique-se de que as cargas estejam seguras com os acessórios adequados e sempre verifique se estão em boas condições de funcionamento.

Como na maioria das operações de equipamentos, confirme se todos os trabalhadores estão a uma distância segura ao levantar e mover cargas.

 

8º – Conhecendo seus limites

 

A operação de equipamentos pesados pode ser um trabalho estressante em algumas situações, mesmo para um veterano experiente.

Nunca se coloque em uma situação em que não se sinta à vontade, independentemente de suas instruções.

Saia da cabine e olhe em volta se não tiver certeza sobre o trabalho em uma ladeira ou em torno de riscos.

Ficar calmo e alerta durante todo a execução da atividade permitirá que você seja mais produtivo e se traduza em um ambiente de trabalho positivo para as pessoas ao seu redor.

 

9º – Inspeção geral

 



O equipamento deve ser inspecionado pelo menos uma vez ao dia antes de operar.

Isso envolve andar com uma lista de verificação (Check List) pré-desenvolvida de componentes para verificar o bom funcionamento.

Mangueiras hidráulicas, material rodante, níveis de óleo, pontos de tensão, etc., são todas as áreas que precisam ser inspecionadas e relatadas ao departamento de manutenção / segurança antes da partida da máquina.

O simples fato de ter um check list com itens a serem verificados e essa verificação ser realizada previamente à operação, permite que o operador identifique possíveis danos ou falhas nos sistemas da máquina, evitando acidentes com perdas materiais e físicas.

Lembre-se que o check list é apenas uma orientação geral sobre o que deve ser lembrado.

Acidentes podem acontecer, mas a maioria são incidentes evitáveis.

Realizar reuniões regulares de segurança, procedimentos atualizados e treinamento manterá os incidentes baixos e os dias úteis mais eficientes.

 

10º – Utilize apenas equipamentos para o fim a que se destina

 

Cada equipamento foi projetado para realizar uma tarefa específica.

Escavadeiras não são guindastes e carregadeiras de rodas não foram feitas para transportar trabalhadores na concha ou lança ou usadas como um elevador aéreo.

Escolha o equipamento certo para a tarefa e use-o conforme recomendação do fabricante.

Não sobrecarregue o equipamento.

Esteja atento à carga útil ou capacidade de elevação do equipamento. Isso pode exigir um equipamento maior se o que você tem não for suficiente para fazer o trabalho.

Se levantar o material, certifique-se de que o mesmo está bem apoiado e seguro.

Não tente ir muito rápido ao operar equipamentos, especialmente em encostas.

 

11º – Faça uso dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI

 

Ao executar qualquer atividade, não esqueça de usar os Equipamentos de Proteção Individual – EPI.

Certifique-se de usar o EPI de segurança adequado e verificar se o mesmo não está danificado, diminuindo a probabilidade de você se machucar.

Siga estas dicas de segurança ao trabalhar com equipamentos pesados ​​no canteiro de obras para garantir que você continue produtivo e mantenha um local de trabalho sem acidentes

 

 



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