quinta-feira, 20 de abril de 2023

 




 

10 MITOS EM GESTÃO DA SEGURANÇA DO TRABALHO

 



Pandemia passando (ufa!), viagens começando e, de volta ao trecho…

 

Estava sentado no aeroporto vendo meu avião parar em no portão. A tripulação de terra se posicionou para garantir uma chegada segura.

O caminhão de tanque de abastecimento estava parado a uma distância segura.

Todos os tratores e transportadores estavam em suas posições designadas.

Ver esse cenário acontecer me levou a refletir sobre minha experiência como gestor de linha de frente com a segurança e com uma visão ampliada do cenário.

Por trabalhar no trecho por vários anos adquiri esse hábito de olhar a árvore e também a floresta antes de iniciar as rotinas.

Como gestor, gerenciei a segurança principalmente baseado em ações disciplinares por um bom tempo (triste).

Eu gostava de usar uma ação disciplinar para corrigir um incidente, não porque eu particularmente gostava de punir um membro da equipe, mas porque isso transferia a minha culpa para outra pessoa.

Afinal, eu era gestor, então não pode ser minha culpa, então deve ser culpa de outra pessoa.

Fui chamado para embarcar.

Passageiros a bordo, guardavam suas malas, sentavam-se e foi completamente tranquilo.

Quase imediatamente cochilei até ouvir o “ding” quando o avião chegou a 13.000 pés.

O primeiro pensamento que me veio foi o quão grato eu estava por ser mais experiente e a minha visão de, como gestor, tinha evoluído, deixando para trás minhas ações baseadas em só chamar atenção. Com o passar do tempo percebi que uma ação disciplinar não resolve um sistema falido ou qualquer problema para esse assunto.

Estou na segurança há mais de 35 anos e felizmente não levei 20 anos para descobrir isso.

Aprendi algumas outras lições ao longo do caminho e compilei essas lições em uma lista dos meus 10 melhores mitos da Gestão da Segurança.

 

Aqui eles não estão em nenhuma ordem particular, exceto como eles vieram à mente:

 

1) A segurança deve ser gerenciada de forma diferente 

 

Você gerenciaria suas finanças ou processo de contratação jogando bingo? Claro que não.

A segurança é gerenciada como qualquer outro aspecto do negócio: estabeleça metas e métricas, estabeleça expectativas, responsabilize as pessoas, etc.

 

2) Minha operação é diferente, então a gestão tradicional de segurança não funciona

 

Os estilos de gestão variam e as culturas corporativas podem ditar variações específicas, mas a segurança deve ser gerenciada da mesma forma que qualquer outra função de negócio.

 

3) Segurança é chata

 

Falar sobre segurança em termos de conformidade regulatória, auditorias, investigações e ações disciplinares vai torná-lo não só chato, mas dar à segurança uma conotação negativa.

Segurança é um serviço para os outros. Como isso pode ser chato?

 

4) Se estamos em conformidade com as normas e a ISO, não devemos ter problemas. 

 

Os regulamentos e a ISO são uns bons pontos de partida ao estabelecer um programa de segurança, mas são padrões mínimos. Parar aqui deixa muito espaço para melhorias.

 

5) Segurança é um centro de custos

 

Este é um mito comum entre os líderes seniores.

Um programa eficaz de gestão de segurança pode reduzir os custos e os prêmios de seguro dos trabalhadores. Em algumas indústrias, a segurança pode ser um diferencial de mercado quando posicionada com precisão.

 

6) A segurança não contribui para as metas da empresa

 

Há muitas maneiras de a segurança contribuir para as metas da empresa. Infelizmente, os líderes de segurança nem sempre fazem essa conexão.

Por exemplo: os Recursos Humanos podem ter um objetivo de melhorar o engajamento dos funcionários.

A segurança é uma excelente plataforma para engajar os funcionários através de comitês de segurança, programas de reconhecimento, etc.

Simplesmente vendo os funcionários como parte da solução, em vez do problema, estabelecemos as bases para seu envolvimento na resolução de problemas.

 

7) Você não pode ter os dois, segurança e produção.

 

Infelizmente, muitas vezes eles são vistos como agendas concorrentes.

A realidade é que quando não acertamos as coisas do ponto de vista da segurança, isso afeta a eficiência e aumenta os custos.

 

8) Segurança é apenas senso comum, “se nosso povo seguir as regras…” 

 

Há muitos problemas aqui além do fato de que o bom senso não é tão comum.

A maioria dos gerentes, supervisores, etc. que usam essa linguagem estão procurando uma desculpa para não gerenciar proativamente a segurança.

 

9) A ação disciplinar resolve o problema

 

A ação disciplinar é, muitas vezes, vista como sinônimo de ações corretivas.

Na verdade, isso só nos faz sentir melhor porque temos alguém para culpar e fizemos algo sobre isso.

Culturas de segurança bem-sucedidas veem um incidente como uma oportunidade para fazer uma correção e melhorar.

 

10) Programas de reconhecimento custam muito dinheiro

 

Um simples “obrigado” para um “obrigado” oportuno e específico é de alto impacto, baixo custo.

Estes são apenas alguns que me vieram durante o voo, mas existem mais, afinal em quase quatro décadas, a gente aprende alguma coisa e evolui (assim espero).

Quantos outros mitos sobre gestão da segurança ou cultura de segurança são aceitos como fato?

 

 

 

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SEGURANÇA DO TRABALHO:

6 PRINCIPAIS RISCOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

 



O controle e a minimização de riscos na construção civil são preocupações primordiais do profissional de segurança do trabalho que atua nesse setor. O desafio começa no planejamento da obra e permeia todas as suas etapas, até o término da desmobilização.

Para estabelecer medidas de controle eficazes, que otimizem a segurança do trabalho, é essencial embasar as ações nas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, mais conhecidas como NR’s.

Neste artigo, vamos destacar os 6 principais riscos do ambiente construtivo, entre outras informações relevantes.

 

Por que é importante ter atenção aos riscos?

 

Os riscos na construção civil são muitos e variados. Eles podem ser causados por atividades como escavações, demolições, trabalhos em altura, trabalhos com máquinas e equipamentos, entre outras. Além disso, a exposição a produtos químicos, ruídos, poeira e radiação também pode ser perigosa para a saúde dos trabalhadores.

A atenção aos riscos é fundamental para garantir a segurança dos colaboradores. Caso contrário, é possível que haja acidentes graves, que podem causar lesões permanentes ou até mesmo a morte. Além disso, a prevenção de acidentes na construção civil é importante para evitar danos ao patrimônio público ou privado, que podem gerar prejuízos financeiros significativos.

 

Quais os 6 principais riscos na construção civil?

 

Existem diversos riscos na construção civil, e você precisa ficar atento a eles. A seguir, listamos os principais. Veja! 

 

1. Movimentação de cargas

 

Os materiais de construção são movimentados de diversas formas em uma obra: carrinhos de mão, caminhões, empilhadeiras, elevadores de carga e guindastes. Esses meios oferecem riscos que vão desde ferimentos simples até acidentes fatais.  

Para a preservação da segurança, a área de movimentação de cargas deve ser devidamente sinalizada e isolada, e os trabalhadores não envolvidos no processo devem ser alertados a não transitarem nesses locais.

A NR-11 é o guia específico para definir medidas de controle ao lidar com cargas.    

 

2. Choques elétricos

 

As instalações elétricas na construção civil merecem especial atenção. Durante a execução dos serviços, os eletricistas estão sujeitos a acidentes. Fios desencapados e expostos em locais de circulação também podem ocasionar risco de choque elétrico.

É necessário que haja proteção adequada para toda a fiação e que a equipe de elétrica receba treinamentos baseados na NR-10.

 

3. Falhas em máquinas e equipamentos

 

A operação de máquinas e equipamentos deve ser precedida da capacitação do operador para o seu manejo adequado e para que ele conheça as medidas de segurança específicas, especialmente para manutenções preventivas periódicas, o que vai assegurar o bom funcionamento das máquinas e dos equipamentos.

Lembre-se sempre: na construção civil, não há lugar para improvisos. Para saber mais detalhes sobre esse assunto, consulte a NR-12.

 

4. Ataques de animais peçonhentos

 

O surgimento de animais peçonhentos, como cobras, abelhas, aranhas e escorpiões, é comum nos ambientes de obras. Sendo assim, é fundamental a análise preliminar do local para detectar os riscos e tomar as medidas protetivas (uso de EPI adequado, acionamento do Corpo de Bombeiros para retirada de colmeias etc.).

A Análise Preliminar de Riscos - APR é exigida em diversas normas regulamentadoras, tais como: NR-10, NR-18, NR-33 e NR-35.

 

5. Ruídos excessivos

 

Esmerilhadeira, empilhadeira, serra circular, caminhão, furadeira, marreta, guindaste, entre outros equipamentos, são fontes de ruídos no ambiente de obra.

A combinação de todas essas emissões sonoras pode gerar perda auditiva no trabalhador, caso este não utilize o protetor auricular adequado. Paute suas ações de segurança contra ruídos pelas NR-9 e NR-15.

 

6. Quedas de nível

 

A execução de trabalho em altura potencializa os riscos na construção civil, com a possibilidade de o trabalhador cair. Aplique as recomendações da NR-35 para ter tranquilidade no ambiente da obra e evitar a queda de pessoas ou ferramentas que possam causar danos e ferimentos.

 

Como é possível se proteger dos riscos na construção civil?

 

A proteção contra os riscos na construção civil começa com a conscientização dos trabalhadores e a adoção de medidas preventivas. As empresas devem fornecer treinamento adequado para os trabalhadores, com informações sobre os riscos associados às atividades e os procedimentos de segurança a serem adotados.

Entre as medidas preventivas mais importantes estão o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), a adoção de medidas de segurança coletivas e a manutenção adequada dos equipamentos e máquinas utilizados.

Os EPI’s são essenciais para a proteção dos trabalhadores na construção civil. Eles incluem capacetes, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, calçados de segurança, cintos de segurança, máscaras respiratórias, entre outros. A escolha do EPI adequado deve ser feita de acordo com o tipo de atividade e os riscos envolvidos.

Além dos EPI’s, é importante adotar medidas coletivas de segurança, como a instalação de guarda-corpos em locais elevados, a delimitação de áreas de trabalho e a sinalização de áreas de risco. A manutenção adequada dos equipamentos e máquinas também é essencial para garantir a segurança dos trabalhadores.

 

Qual a importância de contar com bons equipamentos de proteção?

 

Contar com bons equipamentos de proteção é fundamental para garantir a segurança dos trabalhadores na construção civil. Eles ajudam a reduzir os riscos de acidentes e lesões, além de protegerem a saúde dos trabalhadores contra exposição a produtos químicos, ruídos, poeira e radiação.

Os EPI’s devem ser de boa qualidade e adequados ao tipo de atividade e aos riscos envolvidos. Além disso, é importante que sejam utilizados corretamente, seguindo as instruções de uso e as normas de segurança estabelecidas pela empresa. A falta de EPI’s ou a utilização inadequada podem comprometer a segurança dos trabalhadores e aumentar os riscos de acidentes.

Contar com bons equipamentos de proteção vai além da segurança dos trabalhadores. As empresas que fornecem EPI’s adequados e incentivam o seu uso demonstram comprometimento com a saúde e a segurança dos seus funcionários, o que pode resultar em um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Outro aspecto importante é a responsabilidade legal das empresas em garantir a segurança dos trabalhadores na construção civil. As Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego estabelecem as medidas de segurança que devem ser adotadas pelas organizações para garantir a proteção dos trabalhadores. O não cumprimento dessas normas pode resultar em multas e processos judiciais para as empresas.

Os empreendimentos também devem investir em treinamento e conscientização dos trabalhadores, fornece EPI’s adequados e incentivar a sua utilização, além de adotar medidas de segurança coletivas e garantir a manutenção adequada dos equipamentos e máquinas utilizados. A proteção dos trabalhadores na construção civil é fundamental para garantir a saúde e a segurança de todos, além de promover um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Como vimos neste artigo, os riscos na construção civil são variados. Mapear criteriosamente os riscos reais e potenciais da obra, capacitar os trabalhadores para a percepção desses riscos e para que conheçam formas de proteção individual e coletiva e seguir rigorosamente as normas regulamentadoras aplicáveis é o melhor caminho para tornar as medidas de segurança do trabalho eficazes.

 

 



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quarta-feira, 19 de abril de 2023

 




 

RDC 727: SAIBA TUDO SOBRE A ROTULAGEM DE ALIMENTOS

 



Em uma ida ao supermercado, talvez essa informação passe despercebida, mas a listagem de ingredientes nos rótulos de alimentos embalados é extremamente importante, especialmente para pessoas que têm alergia a certos alimentos, como glúten. Tendo isso em vista, a RDC 727 é uma resolução da Anvisa que dispõe sobre a rotulagem dos alimentos embalados e suas especificações.

Neste artigo você entenderá melhor sobre o que é a RDC 727, para que ela serve e como essa norma se relaciona com equipamentos de proteção individual que contêm o látex em suas composições. Acompanhe a leitura para saber mais!

 

A RDC 727 e a rotulagem de alimentos embalados

 

A RDC nº 727 é uma regulamentação do Conselho Nacional de Saúde (CNS) brasileiro que estabelece diretrizes para a rotulagem de alimentos embalados fora da presença dos consumidores, incluindo bebidas, ingredientes, aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia destinados exclusivamente ao processamento industrial ou aos serviços de alimentação.

A referida norma, além de especificar pontos importantes como o que são aditivos alimentares, alergênicos, alergias, entre outras informações, também estabelece os princípios gerais para a rotulagem de alimentos, bem como as informações obrigatórias nas embalagens de alimentos, as facultativas e aquelas que de modo algum devem estar presentes.

 

Para que serve a RDC 727

 

A RDC 727 regulamenta os princípios para os rótulos de todos os alimentos embalados na ausência dos consumidores. Essa norma define as responsabilidades dos fabricantes em identificar as informações pertinentes aos alimentos nos rótulos das embalagens.

Enquanto ela dispõe sobre itens obrigatórios expostos nas embalagens, ela também proíbe certas informações, como a indicação de que certos alimentos têm propriedades medicinais ou terapêuticas.

Entre as informações obrigatórias estão a lista de ingredientes, advertências sobre alimentos causadores de alergias alimentares, advertências sobre lactose, nova fórmula do alimento, uso de aditivos alimentares, identificação do lote, da origem, do prazo de validade e outras informações correlatas.

 

Normas revogadas a partir da RDC 727

 

Com uma redação completa e mais extensa, abrangendo diversos tópicos, outras resoluções anteriores referentes à rotulagem de alimentos embalados foram revogadas, conforme artigo 40 da RDC 727.

 

São elas:

 

ü RDC nº 259, de 20 de setembro de 2002, que tratava a respeito do regulamento técnico sobre a rotulagem de alimentos embalados;

ü RDC nº 123, de 13 de maio de 2004, que dispunha sobre aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em vinhos;

ü RDC nº 340, de 13 de dezembro de 2002, que dispunha sobre as alterações de informações nos processos de regularização de dispositivos médicos;

ü RDC nº 35, de 17 de junho de 2009, que estabelecia o Regulamento Técnico para produtos com ação antimicróbicos utilizados em artigos críticos e semicríticos;

ü RDC nº 26, de 2 de julho de 2015, que estabelecia os requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos causadores de alergias alimentares;

ü RDC nº 136, de 8 de fevereiro de 2017, que estabelecia os requisitos para declaração obrigatória da presença de lactose nos rótulos dos alimentos;

ü RDC nº 459, de 21 de dezembro de 2020, que estabelecia instruções de preparo, uso e conservação obrigatórias na rotulagem de produtos de carne crua suína e de aves;

ü IN nº 67, de 1° de setembro de 2020, que dispunha sobre a inclusão de declaração sobre nova fórmula na rotulagem de alimentos quando houvesse alteração de sua composição.

 

Todos esses tópicos já estão estabelecidos na RDC 727 que, em seus anexos, também apresenta uma lista dos alimentos isentos da declaração obrigatória do prazo de validade; dos principais alimentos causadores de alergias alimentares; e das instruções de preparo, uso e conservação de produtos de carne crua suína e de aves.

 

Látex: um fator alergênico

 

Nos anexos da RDC 727, o látex consta como um dos principais alimentos que causam alergias alimentares. Você pode pensar que isso tem a ver com a “síndrome látex-fruta”, causada por uma proteína muito similar ao látex da seringueira e que é encontrada em algumas frutas como banana, mamão, figo e abacate, certo? Mas não se trata disso.

Conforme disposto na RDC 26, que também entrou na lista das resoluções revogadas, o látex é uma das substâncias alergênicas que deve constar na rotulagem de alimentos. Isso porque pode ocorrer contaminação cruzada pela manipulação de alimentos com materiais fabricados com látex, como luvas feitas desse material.

Para pessoas sensíveis a esse componente e que utilizam luvas no trabalho, o simples pó lubrificante ou talco que envolve as luvas de látex já pode desencadear reações alérgicas. Nesses casos, para preservar o profissional e evitar complicações e lesões na pele, o ideal é optar por luvas fabricadas em outro material.

 

Vantagens em substituir luvas de látex pelas nitrílicas

 

Para quem sofre com alergias ao látex e trabalha no setor de saúde, fazendo uso constante das luvas de látex, é importante aderir à substituição desse equipamento de proteção individual pelas luvas nitrílicas.

Confira, a seguir, algumas vantagens de optar pelas luvas feitas desse material.

 

Evitam reações alérgicas

 

As luvas nitrílicas são livres de toda proteína do látex e, por isso, são extremamente seguras para serem utilizadas, sem o risco de reações alérgicas.

 

Maior resistência química

 

Para colaboradores que trabalham expostos ao risco químico, as luvas nitrílicas oferecem maior resistência, podendo ser utilizadas ao manipular substâncias como óleo, combustível, tintas e solventes orgânicos.

 

Impedem a contaminação cruzada de alimentos

 

As luvas nitrílicas garantem mais proteção, impedindo a contaminação cruzada de alimentos com potencial alergênico. Além disso, evitam o risco da contaminação cruzada com o próprio látex.

 

Maior durabilidade

 

Luvas nitrílicas têm mais durabilidade e são até três vezes mais resistentes à punção, garantindo que o produto será utilizado por mais tempo, economizando recursos.

Como você viu, a RDC 727 foi atualizada, revogando diversas resoluções anteriores e dispondo sobre a correta rotulagem dos alimentos embalados fora da presença do consumidor. Seu cumprimento é extremamente importante para pessoas que apresentam alergias alimentares e o látex também está incluso nas informações descritas.

 

 



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PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

 


Prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles ocorrem.

Início de incêndio e outros sinistros de menor vulto podem deixar de transformar-se em tragédia se forem evitados e controlados com segurança e tranquilidade por pessoas devidamente treinadas. Na maioria das vezes, o pânico dos que tentam se salvar faz mais vítimas que o próprio acidente.

O primeiro passo é solicitar ao setor competente, a elaboração do Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCIP), onde estarão detalhados os procedimentos que deverão ser distribuídos para todos, contendo informações sobre todas as precauções necessárias, como: os cuidados preventivos; a conscientização sobre o planejamento de como atuar na hora do abandono do local de trabalho; a indicação de medidas práticas sobre o combate e o abandono.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o mais correto inclusive é que todos coloquem em prática as normas estabelecidas sobre os cuidados preventivos e o comportamento diante do incidente, promovendo exercícios, através da simulação de incêndios. Esse tipo de prática contribui suficientemente para a prevenção e a segurança de todos. Mas para efetuar essa operação é necessário um fator indispensável: a existência em perfeito estado de uso e conservação de equipamentos destinados a combater incêndios.

 



Extintor com água pressurizada: indicado para incêndios de classe A (madeira, papel, tecido, materiais sólidos em geral). A água age por resfriamento e abafamento, dependendo da maneira como é aplicada.

 



Extintor com gás carbônico: indicado para incêndios de classe C (equipamento elétrico energizado), por não ser condutor de eletricidade. Pode ser usado também em incêndios de classes A e B.

 



Extintor com pó químico seco: indicado para incêndio de classe B (líquido inflamáveis). Age por abafamento. Pode ser usado também em incêndios de classes A e C.

Extintor com pó químico especial: indicado para incêndios de classe D (metais inflamáveis). Age por abafamento.

 

A prudência também é outro fator primordial no combate aos incêndios. Todos sabem que qualquer instalação predial deve funcionar conforme as condições de segurança estabelecidas por lei, que vão desde a obrigatoriedade de extintores de incêndios, hidrantes, mangueiras, registros, chuveiros automáticos (sprinklers) e escadas com corrimão. Entre esses equipamentos, o mais utilizado no combate a incêndios é o extintor, que deve ser submetido a manutenção pelo menos uma vez por ano, por pessoas credenciadas e especializadas no assunto. É importante também, além de adquirir e conservar os equipamentos de segurança, saber manuseá-los.

 

Regras Básicas

 

1.   Mantenha sempre à vista o telefone de emergência do Corpo de Bombeiros – 193;

2.   Conserve sempre as caixas de incêndios em perfeitas condições de uso e somente as utilize em caso de incêndio;

3.   Os extintores devem estar fixados sempre em locais de fácil acesso, devidamente carregados e devem ser revisados periodicamente, através da utilização do ChekList de inspeção mensal; 

4.   Revisar periodicamente toda a instalação elétrica do prédio, procurando inclusive constatar também a existência de possíveis vazamentos de gases;

5.   Evitar o vazamento de líquidos inflamáveis;

6.   Evitar a falta de ventilação;

7.   Não colocar trancas nas portas de halls, elevadores, porta corta-fogo ou outras saídas para áreas livres. Nem as obstruís com materiais ou equipamentos;

8.   Não deixar estopas ou flanelas embebidas em óleos ou graxas em locais inadequados;

9.   Alertar sobre o ato de fumar em locais proibidos (como elevadores) e sobre o cuidado de atirar fósforos e pontas de cigarros acessos em qualquer lugar;

10.                    Aconselhar os trabalhadores para que verifiquem antes de sair de seus locais de trabalho, ao término da jornada de trabalho, se desligaram todos os aparelhos elétricos, como estufas, ar condicionado, exaustores, dentre outros;

11.                    Em caso de incêndio, informar o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível: a ocorrência, o acesso mais fácil para a chegada ao local e o número de pessoas acidentadas, inclusive nas proximidades;

12.                    Nunca utilizar os elevadores no momento do incêndio;

13.                    Evitar aglomerações para não dificultar a ação do socorro e manter a área junto aos hidrantes livre para manobras e estacionamento de viaturas.

 

Normas de Segurança

 

Entre as normas de segurança estabelecidas por lei para as instalações prediais, estão a conservação e a manutenção das instalações elétricas. Existem vários tipos de sistemas de proteção das instalações elétricas, como fusível tipo rolha, disjuntor, entre outros. Todos devem estar funcionando perfeitamente, pois qualquer princípio de incêndio pode ser ocasionado por descargas de curto-circuito.

Qualquer edificação possui um projeto de circuito elétrico, que dimensiona tipos e números de pontos de corrente (tomadas) ou luz, conforme suas características de consumo. Quando na presença de uma sobrecarga este circuito não dimensionado para uma corrente de curto-circuito eleva-se em muito a temperatura, iniciando o processo de fusão do fio, ou pior, o início de um incêndio. Por este motivo cuidado com a utilização de benjamins.

Todos os trabalhadores devem estar sempre atentos às normas básicas de segurança contra incêndio para evitar acidentes. Prevenir é a palavra de ordem e todos devem colaborar, pois é mais importante evitar incêndios do que apagá-los.

 

Alarme Geral

 

Ao primeiro indício de incêndio, transmita o alarme geral e chame imediatamente o Corpo de Bombeiros.

 

Combate ao Fogo

 

Desligue a chave elétrica geral, em caso de curto-circuito. Procure impedir a propagação do fogo combatendo as chamas no estágio inicial.

Utilize o equipamento de combate ao fogo disponível nas áreas comuns da edificação.

 

Evacuação da Edificação

 

Não sendo possível eliminar o fogo, abandone o edifício rapidamente, pelas escadas. Ao sair, feche todas as portas atrás de si, sem trancá-las.

Não utilize o elevador como meio de escape.

Não sendo possível abandonar o edifício pelas escadas, permaneça no pavimento em que se encontra, aguardando a chegada do Corpo de Bombeiros.

Somente suba ao terraço se o edifício oferecer condições de evacuação pelo alto, ou se a situação o exigir.

 

Instruções complementares

 

1.   Desligue imediatamente o equipamento que estiver manuseando e feche as saídas de gás;

2.   Procure sempre manter a calma e não fume. Não tire as roupas. Dê o alarme;

3.   Mantenha, se possível, as roupas molhadas;

4.   Jogue fora todo e qualquer material inflamável que carregue consigo;

5.   Em situações críticas feche-se no banheiro, mantendo a porta umedecida pelo lado interno e vedada com toalha ou papel molhados;

6.   Em condições de fumaça intensa cubra o rosto com um lenço molhado;

7.   Não fique no peitoril antes de haver condições de salvamento, proporcionadas pelo Corpo de Bombeiros. Indique sua posição no edifício acenando para o Corpo de Bombeiros com um lenço;

8.   Aguarde outras instruções do Corpo de Bombeiros;

9.   Em caso de incêndio, se você se encontra em lugar cheio de fumaça procure sair, andando o mais rente possível do piso, para evitar ficar asfixiado;

10.                    Em regra geral, uma pessoa cuja roupa pegou fogo procura correr. Não o faça: a vítima deve procurar não respirar o calor das chamas. Para o evitar, dobre os braços sobre o rosto, apertando-os: jogue-se ao chão e role, ou envolva-se numa coberta ou num tecido qualquer;

11.                    Vendo correr uma pessoa com as roupas em chamas, não a deixe fazê-lo. Obrigue-a a jogar-se ao chão e rolar lentamente;

12.                    Use de força, se necessário, para isso;

13.                    Se for possível, use extintor ou mangueira sobre o acidentado;

14.                    No caso de não haver nada por perto, jogue areia ou terra na vítima, enquanto ela está rolando. Se puder, envolva o acidentado com um cobertor ou com panos grossos;

15.                    Envolva primeiro o peito, para proteger o rosto e a cabeça. Nunca envolva a cabeça da vítima, pois assim você a obriga a respirar gases;

16.                    Ao perceber um incêndio não se altere. Estando num local com muitas pessoas ao redor, não grite nem corra. Acate as normas de prevenção e evite acidentes;

17.                    Trate de sair pelas portas principais ou de emergência, de maneira rápida, sem gritos, em ordem, sem correrias. Nunca feche com chaves as portas principais e as de emergência;

18.                    Não guarde panos impregnados de gasolina, óleos, cera ou outros inflamáveis;

19.                    Após o uso do extintor, notificar o setor responsável para recarregamento.

 



 

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