terça-feira, 23 de dezembro de 2025

 



 

NR 16 – CONHEÇA AS REGRAS PARA MOTOBOYS

 

 


 

A NR 16 é responsável por orientar a conduta de profissionais em relação a profissões perigosas. A partir da norma regulamentadora, são definidos os adicionais de periculosidade de profissionais que exercem funções como o de reparo na rede de fios elétricos, manipulação de explosivos e entregador que usa motocicleta para se deslocar.

Nós trouxemos mais informações sobre o que é a NR 16, quais são as atividades perigosas e vamos esclarecer até a diferença entre insalubridade e periculosidade. Dessa forma, você conseguirá entender quais são as regras para motocicletas e esclarecer suas dúvidas.

 

NR 16 – o que é?

A NR 16 é a norma regulamentadora responsável por definir os procedimentos de pagamento do adicional de periculosidade que alguns trabalhadores fazem jus.

A norma orienta as condutas adotadas pelas empresas, para que elas cumpram o que está disposto em Lei. Dessa forma, é possível evitar multas, processos trabalhistas e sanções.

O objetivo da NR 16 é detalhar todas as obrigações da empresa para com os profissionais que executam a atividade perigosa.

Além disso, a NR 16 também aborda os níveis de periculosidades em seus anexos, para deixar claro todas as funções que possuem direito ao pagamento de adicional.

 

Entenda mais sobre atividades perigosas descritas pela NR 16

A periculosidade abordada na NR 16 é a condição que coloca a vida do trabalhador em risco. Profissionais que atuam em carro forte transportando valores, motociclistas que se deslocam diariamente para fazer entregas da empresa e profissionais que trabalham com explosivos na construção civil são alguns dos exemplos de carreiras que exigem o pagamento de adicional.

É importante perceber que periculosidade é diferente de insalubridade. A insalubridade é uma normativa que descreve riscos de saúde, como um faxineiro que pode se contaminar durante o trabalho com produtos químicos.

Enquanto a periculosidade está associada ao risco de vida que a atividade expõe o trabalhador. O motociclista pode morrer em um acidente de trabalho, assim como o profissional que lida com explosivos.

Portanto, é necessário que exista o pagamento do adicional de periculosidade previsto na NR 16, para que o profissional esteja trabalhando devidamente regularizado.

É enquadrado como periculoso as atividades laborais com utilização de motocicleta ou motoneta no deslocamento de trabalhador em vias públicas.

Ou seja, profissionais que são contratados pela empresa para desempenharem atividades ligadas ao uso de motocicleta precisam receber o adicional de periculosidade.

 

E quais são os equipamentos de proteção indicados para motociclistas?

Além de receber adicional de periculosidade, o motociclista deve usar EPI’s que garantam sua circulação com segurança, como é o caso de:

1. Capacete

O capacete é o EPI mais importante quando se é motociclista. Afinal, ele poderá salvar a vida em caso de um acidente. Responsável por proteger a cabeça de lesões graves, o capacete também precisa ter fitas refletivas para que seja adequado ao que regula o CONTRAN.

Dessa forma, o motociclista poderá atuar na cidade, desenvolvendo suas funções com maior segurança por estar fisicamente protegido. Além disso, o profissional será facilmente visualizado por outras pessoas na pista graças ao uso das fitas refletivas.

2. Luvas

As luvas precisam ser usadas com o intuito de promover maior aderência aos manetes e controles da moto. Além disso, elas formam uma proteção em caso de quedas, evitando lesões nas mãos.

3. Botas

As botas são resistentes à água, promovendo maior conforto para uso, principalmente em dias de chuva.

Outro ponto importante sobre botas é que elas evitam o contato da pele com o asfalto em caso de queda. O profissional que se desloca de motocicleta sempre deve ter o cuidado de usar roupas e calçados que cobrem a maior parte da pele.

Dessa forma, é possível proteger a pele caso o profissional sofra algum acidente. Afinal, a pele não estará em contato diretamente com o asfalto em caso de acidente.

4. Protetor solar

O protetor solar também é um EPI para os motociclistas. Tendo em vista que, o profissional está constantemente exposto ao sol em suas atividades laborais.

Além de protetor solar, também é recomendado que o profissional utilize roupas com proteção solar. Dessa forma, terá uma camada adicional de proteção.

 

Faixas refletivas para motociclistas: é preciso respeitar o CONTRAN

Além de analisar os dados da NR 16, é preciso que a equipe responsável pelo motociclista também se atente ao uso de faixas refletivas.

Tendo em vista que, é preciso respeitar as normas do CONTRAN, seguindo a Resolução 940. É necessário que o profissional use viseiras ou óculos protetores.

Além disso, o adesivo refletivo no capacete precisa ser usado no capacete, além de usar também na moto e no baú da moto, para que seja possível visualizar o profissional durante entregas noturnas.

 

Quanto deve ser pago em adicional de periculosidade de acordo com a NR 16?

Entregadores, motoboys e mototáxis estão listados no anexo 5, classificados como profissionais que executam atividades perigosas em motocicleta.

Para efetuar o pagamento, a empresa precisará quitar 30% sobre o valor do salário do profissional. Isso significa dizer que é 30% sobre o salário base, livre de acrescimentos, prêmios e participações nos lucros da empresa.

Portanto, o cálculo deve ser sobre o salário base do profissional. Um entregador que recebe R$2.000, por exemplo, de salário base precisará receber R$600 de adicional de periculosidade.

Em outras palavras, o salário final do profissional é de R$2.600 com o adicional de periculosidade. Além disso, é possível que o profissional some valores como bônus e participações nos lucros que eventualmente o profissional poderá receber.

 

Conclusão

Em resumo, o cumprimento rigoroso da NR 16 é fundamental para prevenir problemas trabalhistas.

Quando a empresa necessita de profissionais que atuam efetuando entregas, por exemplo, é indispensável contar com todas as medidas necessárias para que o profissional esteja seguro.

Afinal, quando se fala em deslocamento de moto, é natural que o profissional esteja exposto às condições de trânsito e uma série de outros fatores que acabam aumentando o risco diário de desempenhar seu trabalho.

A utilização dos EPI’s adequados e adaptação da rotina de trabalho para que seja menos arriscada é fundamental. Dessa forma, é possível adotar uma rotina com produtividade saudável no cotidiano da empresa.

Portanto, o cumprimento da NR 16 e outras normas como as estabelecidas pelo CONTRAN se tornam indispensáveis para o dia a dia. Ter profissionais protegidos garante uma boa reputação para sua empresa.

 

 

 

 

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DESCUBRA OS PRINCIPAIS RISCOS DO TRABALHO COM SOLDA

 


 

Entender quais são os riscos com solda durante a jornada de trabalho é fundamental para que o profissional possa se resguardar.

Conhecendo os riscos laborais, o soldador consegue estabelecer uma rotina de trabalho mais saudável, fazendo uso das proteções necessárias e adotando as condutas adequadas.

Afinal, em um ambiente repleto de riscos como ocorre com quem trabalha com solda, todo cuidado possível deve ser adotado para a autopreservação.

Nós trouxemos alguns pontos para te auxiliar a reconhecer os riscos da rotina como soldador e os cuidados que precisam ser adotados. São informações valiosas para sua jornada profissional, confira mais detalhes a seguir.

 

Riscos com solda: Entenda quais são os perigos causados no processo de solda e corte

O processo de soldagem expõe o profissional a uma série de riscos ocupacionais, como é caso de:

Intoxicação: o profissional que atua com solda lida com gases tóxicos, como o monóxido e o dióxido de carbono. Portanto, é preciso adotar as proteções necessárias para evitar náuseas, tontura, fadiga e dores de cabeça;

Incêndios e explosões: os gases que são liberados pelo processo de soldagem são inflamáveis. Portanto, é preciso ter cuidado no armazenamento e manuseio de materiais, para evitar incêndios e explosões;

Danos à pele: as faíscas são comuns durante o trabalho, além da exposição intensa ao calor e da radiação emitida pelo equipamento de solda. Por isso, é preciso proteger a pele de queimaduras e danos permanentes;

Danos de visão: a radiação que é emitida durante o processo de soldar pode gerar queimadura nos olhos e lesões permanentes. A viseira é indispensável para a proteção;

Riscos posturais: durante o cotidiano de trabalho, é natural que o profissional se exponha ao risco de lesão da coluna, por causa da questão ergonômica do trabalho como soldador. Uma vez que, o profissional costuma trabalhar em superfícies muito baixas, o que aumenta o risco de lesões.

 

É indispensável se proteger dos riscos com solda no cotidiano de trabalho

Todo profissional que atua com solda precisa se proteger diariamente durante o expediente. Dessa forma, os cuidados adotados podem minimizar todos os riscos que são frequentes em sua jornada de trabalho.

Uma vez que, o ambiente em que se faz a soldagem expõe o soldador a uma série de riscos, como o risco ergonômico, o calor, radiação e outros elementos que pertencem ao cotidiano laboral.

Durante o processo de soldagem é indispensável que somente profissionais especializados estejam no local, para evitar acidentes. Assim como, é necessário que o soldador tenha consciência de que o uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s) é essencial.

Afinal, sempre que o profissional não respeita o uso de equipamentos de proteção é natural que sua carreira seja precocemente interrompida por lesões e danos. Se preservar é a melhor maneira de construir uma longa jornada como soldador.

 

A importância de um ambiente de trabalho adequado para minimizar os riscos com solda

Além de recorrer ao uso de EPI’s adequados para a rotina de atuação, o profissional precisa ter um ambiente apropriado para executar suas atividades com solda.

Portanto, a empresa precisa contratar bons técnicos de segurança do trabalho que sejam capazes de organizar o ambiente para minimizar os riscos com solda. Uma vez que, é dever da organização se precaver, para que o ambiente não seja um fator de risco adicional.

Afinal, toda empresa precisa se preocupar com os colaboradores para reduzir riscos. Além disso, é indispensável oferecer direcionamento sobre as condutas adequadas, fornece EPI e atuar continuamente para reduzir os riscos com solda.

 

Quais são os EPI’s de um soldador?

Entendendo quais são os riscos do trabalho como soldador, é preciso conhecer também quais são os EPI’s para soldador. Conheça a seguir os principais EPI’s que proporcionam uma rotina de trabalho segura:

1. Máscara de solda

máscara de solda é um dos EPI’s mais conhecidos e utilizados por soldadores, seja o modelo manual ou automático.

As soldas manuais não mudam seus graus de escurecimento durante o uso. Por isso, são adequadas apenas para algumas atividades em que há intensidade de luminosidade no local em que o soldador atua.

Enquanto as máscaras de solda automáticas podem ser usadas sob diferentes luzes, durante dia ou noite. Além disso, dependendo do modelo, a máscara pode cobrir a cabeça do usuário por completo, enquanto os outros modelos podem cobrir apenas o rosto, testa e o queixo.

2. Luva de segurança

As luvas de segurança para a rotina podem ser os modelos de vaqueta ou raspa, que são os mais populares entre os soldadores.

Dessa forma, as luvas impedem que as mãos do profissional entrem em contato com os abrasivos que comumente fazem parte da rotina de trabalho. Além disso, são modelos resistentes a cortes, o que gera a possibilidade de usar em diversas situações atuando como soldador.

3. Protetor auricular

Durante as oito horas de trabalho, o profissional não deve estar exposto a mais de 80 decibéis de ruído sem proteção. O trabalho com solda provoca muito ruído durante todo o expediente. Por isso, é aconselhado usar protetor auricular para evitar danos permanentes.

Além disso, é útil saber que existem diferentes modelos disponíveis. A compra do EPI sempre deve ser orientada pelo nível de ruído ao qual o profissional está exposto. Afinal, o objetivo é garantir o máximo de proteção possível.

4. Óculos de proteção

A rotina de trabalho como soldador conta com estilhaços, radiações e fagulhas, o que demanda o uso de óculos de proteção no dia a dia.

5. Avental

O avental usado pelo soldador é o modelo de raspa. O modelo protege de respingos cortantes e danos comuns durante o processo de soldagem.

6. Toucas

touca soldador impede que estilhaços atinjam as orelhas ou cabelo, geralmente é uma peça de tecido.

7. Perneiras

perneira confeccionada em raspa é utilizada pelo soldador para proteger a perna e os pés. Dessa forma, é possível evitar o contato com agentes abrasivos e térmicos, como respingos durante o trabalho.

8. Casaco para soldador

O casaco é uma opção para aquele profissional que não se adapta bem ao uso de blusão de raspa durante o expediente.

9. Mangote de proteção

Essencial durante o trabalho, o mangote oferece proteção para os trabalhadores que não se adaptam bem ao uso de blusão.

10. Blusão de raspa

O blusão de rapaz é um protetor para o tronco, impedindo que os estilhaços entrem em contato com a pele ou a roupa do colaborador.

11. Botas de couro

As botas de couro protegem os pés e tornozelos de pequenos acidentes durante a soldagem, como a queda de equipamentos sobre os pés.

12. Máscara de proteção respiratória

Por último, mas não menos importante, a máscara de proteção respiratória é usada por baixo da máscara de solda. Dessa forma, o EPI ajuda a impedir que o soldador tenha problemas respiratórios por inalar fumos metálicos e gases do ambiente de trabalho que são um dos principais riscos na soldagem.

 

Conclusão

São muitos EPI’s para utilizar visando proteger o profissional dos riscos com solda. Portanto, aproveite a praticidade de efetuar suas compras contando com o suporte de nossa equipe, para beneficiar seus soldadores.

Ter todos os equipamentos em boas condições de uso fará a diferença para evitar acidentes. Além do mais, seus colaboradores se sentirão respeitados e bem cuidados.

Portanto, faça uma compra rápida, prática e com excelente suporte entrando em contato conosco para obter a solução ideal para sua equipe de solda.

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

 



 

QUANDO NECESSÁRIO USAR A LUVA DE ALTA TENSÃO?

 

 


 

No contexto da segurança do trabalho, principalmente para quem lida com eletricidade, o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é essencial para a promoção da integridade física e preservação da saúde dos profissionais. A luva isolante, por exemplo, é um dos EPI’s mais importantes para quem trabalha com eletricidade de alta voltagem. Mas, afinal, quando usar a luva de alta tensão?

A dúvida é pertinente e, por isso, vamos explorar as situações em que é indispensável utilizar este EPI e o que levar em consideração na escolha do modelo ideal.

 

Quando é considerada alta tensão?

Antes de falarmos sobre quando usar esse tipo de luva, é essencial entender o que caracteriza a alta tensão. Em termos elétricos, a classificação da tensão é o que determina quais EPI’s são necessários para desempenhar aquela atividade.

Dessa maneira, considera-se alta tensão aquela que ultrapassa 1.000 volts em corrente alternada (AC) ou 1.500 volts em corrente contínua (DC). Portanto, é uma faixa ampla de voltagem e os riscos envolvidos na execução das tarefas podem variar dependendo da intensidade.

Agora que entendemos o que caracteriza esse trabalho, vamos detalhar quando luvas de alta tensão devem ser usadas para garantir a segurança dos eletricistas e outros profissionais.

 

Quando Utilizar a Luva de Alta Tensão?

luva de alta tensão precisa ser utilizada sempre que o trabalhador estiver em contato com instalações ou equipamentos elétricos que apresentem risco de choques elétricos. Algumas situações são mais comuns na rotina do eletricista, mas acabam gerando dúvidas sobre o uso do EPI.

 

Situações que Demandam o Uso de Luvas de Alta Tensão

Existem situações comuns que demandam o uso de luvas de alta tensão, como:

Manutenção e Reparos de Redes de Energia: Profissionais que realizam a manutenção de redes de transmissão de energia elétrica, muitas vezes atuam diretamente em postes ou cabos de alta tensão. Para promover bom desempenho e segurança, devem usar luvas de alta tensão durante toda a manutenção.

Trabalho em Subestações Elétricas: Com a operação em tensão muito elevada, as subestações são locais de grande risco. Eletricistas que trabalham nessas áreas devem usar luvas de alta tensão e outros EPIs durante o expediente.

Trabalho em Equipamentos de Alta Tensão: Em indústrias e instalações que utilizam equipamentos de alta voltagem, como o caso de transformadores e disjuntores, as luvas de alta tensão são essenciais para evitar acidentes laborais.

Testes e Inspeções: Engenheiros e eletricistas que realizam testes em circuitos de alta tensão também precisam usar luvas isolantes para garantir que não sofrerão choques enquanto realizam as medições necessárias.

 

Como escolher a Luva de Alta Tensão Ideal?

É preciso considerar a tensão elétrica da instalação ou equipamento no qual o profissional entrará em contato durante o trabalho que executará.

Uma vez que, as luvas isolantes são divididas em por diferentes classes, de acordo com a tensão elétrica que podem suportar sem conduzir eletricidade para as mãos. Entenda as classificações de acordo com o nível de proteção:

Classe 00: Protege contrachoques em tensões até 500V. Possuem uma etiqueta de cor bege.

Classe 0: Protege contrachoques de até 1.000V. A etiqueta desta luva é vermelha.

Classe 1: Protege contrachoques de até 7.500V. A luva tem etiqueta de cor branca.

Classe 2: Protege contrachoques de até 17.000V. Essa luva possui uma etiqueta amarela.

Classe 3: Protege contrachoques de até 26.500V. A etiqueta desta luva é verde.

Classe 4: Protege contrachoques de até 36.000V. Sua etiqueta é laranja.

 

O equipamento de proteção também pode ser classificado por tipo, sendo que o tipo A oferece maior proteção, o tipo B proteção mediana e o tipo C proteção básica.

 

Outros EPI’s para Quem Trabalha com Alta Tensão

Contudo, mais do que as luvas isolantes, existem outros EPI’s que são indicados em trabalhos com eletricidade de alta tensão, como é o caso de:

1. Capacetes com proteção dielétrica

Ao mesmo tempo que diminui o risco de choque elétrico, o capacete minimiza o impacto caso ocorra algum acidente de trabalho.

É interessante destacar que existem capacetes dielétricos de diferentes classificações. Os de classe B, por exemplo, costumam ter suporte jugular para que fiquem bem fixados na cabeça durante todo o expediente.

É fundamental analisar qual é a tensão na qual trabalha diariamente, para que possa escolher o modelo mais apropriado. Dessa forma, em caso de descarga elétrica estará melhor protegido.

2. Botas de segurança com isolamento elétrico

Não é raro que ocorram rompimentos de fios e descargas elétricas no solo. Por isso mesmo, o uso de botas de segurança para alta tensão é indispensável para que possa evitar que o choque acometa o profissional.

O objetivo é garantir que o corpo esteja totalmente isolado pela combinação de uso de calçado e outros EPI’s.

3. Roupas antichamas

As roupas antichamas são essenciais para a rotina de um eletricista que trabalha em alta tensão. Afinal, se um acidente ocorre é comum que a roupa convencional incendeie após a descarga elétrica.

Por isso, é indispensável que o vestuário de todo eletricista seja adequado para sua rotina de trabalho, com o intuito de garantir que não sofra nenhum dano ou queimadura ocasionado por uma eventual descarga elétrica.

4. Luva de Cobertura com Punho Raspa

luva de cobertura com punho raspa é uma excelente opção para complementar a proteção das luvas de alta tensão.

A raspa é um material que oferece maior durabilidade e resistência mecânica, protegendo as mãos contra abrasões, cortes e riscos durante o manuseio de cabos e outras ferramentas que são utilizadas durante o expediente.

O punho raspa é ideal para garantir uma vedação adequada no pulso, evitando que sujeiras ou elementos externos rasguem suas luvas de tensão e comprometam a segurança durante o trabalho com eletricidade.

5. Detector de Alta Tensão

detector de alta tensão é um equipamento utilizado para identificar a presença de eletricidade em fios e equipamentos. Portanto, ele é essencial para garantir a segurança do eletricista.

Existem dois modelos principais, o de aproximação, que permite detectar a tensão em equipamentos ou instalações de forma rápida e segura. E também há o modelo que exige o contato direto com o objeto, muito comum em atividades como linhas de transmissão, redes subterrâneas, subestações, entre outros.

 

Conclusão

O uso adequado das luvas de alta tensão é imprescindível para garantir a segurança dos profissionais que lidam com eletricidade em altas voltagens, o modelo ideal irá depender da classificação da tensão e riscos envolvidos na atividade.

As luvas em conjunto com outros EPI’s para eletricista como capacetes, botas isolantes e roupas antichamas proporcionam um cotidiano de trabalho seguro, livre de choques, queimaduras e acidentes fatais.

Aproveite que já sabe mais sobre quando usar luva de alta tensão e se proteja durante a rotina de trabalho. Realize um orçamento e mantenha seus colaboradores respeitando as Normas Regulamentadoras e protegidos em atividades de alta voltagem.

Afinal, empresas que contratam eletricistas para atuarem em alta tensão precisam disponibilizar todos os EPI’s necessários para que o colaborador esteja seguro durante a rotina de trabalho.

 

 




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EPI’s PARA ENFERMAGEM - COMO ESCOLHER E USAR PARA EVITAR RISCOS

 


Usar EPIs para enfermagem é crucial para que o profissional não esteja exposto a riscos de contaminação e adoecimento no local de trabalho.

Afinal, um enfermeiro atua diariamente em contato com pacientes acometidos por variadas doenças. O que demanda todo cuidado possível para a preservação de sua própria saúde.

Nós trouxemos algumas informações e orientações sobre o uso de EPI’s para enfermagem, visando a máxima proteção contra os riscos de contaminação, acidentes e exposição à agentes biológicos no ambiente laboral, visando cumprir o que determina a NR 32 que regulamenta o uso de equipamentos de proteção nesses casos.

 

Tipos de EPI’s para enfermagem e suas aplicações

Existem diferentes tipos de EPI’s para a rotina do enfermeiro, como é o caso de:

1. Óculos

Os óculos de proteção são responsáveis por evitar o contato com agentes biológicos e agentes químicos durante o expediente.

Além disso, é necessário usar óculos para a proteção de componentes radioativos. Os óculos são uma barreira, evitando que líquidos respinguem no enfermeiro. Dessa forma, é possível proteger os olhos do contato com qualquer tipo de contaminante.

2. Máscara

A máscara é um EPI essencial para o ambiente hospitalar e uso em clínicas. Dependendo do contexto de trabalho é possível usar N95, PFF1, PFF2, PFF3, face Shield e máscaras cirúrgicas para que seja possível promover maior proteção.  

3. Luvas

As luvas são essenciais para impedir o contato direto com agentes físicos e biológicos. Por isso, são usadas luvas de látex, nitrílica ou de vinil de acordo com o tipo de atividade a ser desempenhada.

Seja para administrar uma medicação ou prestar auxílio durante uma cirurgia, o enfermeiro precisará de luvas esterilizadas para proteger a si mesmo e aos pacientes.

4. Avental ou jaleco

O avental ou jaleco é utilizado para servir como uma barreira de proteção para a roupa e a pele do profissional.

Dessa forma, é possível evitar que respingos de fluidos corporais e até agentes químicos ou biológicos entrem em contato com o uniforme ou a pele do enfermeiro.

O avental sempre deve ser devidamente retirado e armazenado para lavagem após o uso. Além disso, jamais deve ser usado fora do ambiente de trabalho. Um avental sujo pode gerar a contaminação de terceiros.

5. Touca

Por meio do uso de touca é possível proteger a saúde do profissional e do paciente. Tendo em vista que, alguns agentes contaminantes podem penetrar no couro cabeludo.

Além disso, a touca evita que cabelos do enfermeiro caiam sobre o paciente durante o atendimento. O que é ainda mais importante em contexto cirúrgico, afinal, contaminaria o paciente.

6. Sapatos fechados

Tanto em hospitais quanto em clínicas, a legislação exige o uso de sapatos fechados. Dessa forma, é possível evitar contato dos pés com material infectante.

 

Escolha e uso adequado dos EPI’s para enfermagem

Cada atuação da enfermagem demanda um tipo adequado de EPI’s. Tendo em vista que, o ambiente de UTI é diferente do ambiente de uma clínica, o que expõe o profissional a diferentes agentes contaminantes e gera demandas diferenciadas.

Portanto, é importante considerar qual é a rotina de cada enfermeiro, com o intuito de promover a proteção adequada.

Em geral, variam os tipos de máscaras e luvas que são utilizadas no dia a dia em função da atividade desempenhada. Em ambiente de UTI, por exemplo, são necessárias máscaras com maior grau de eficiência como a PFF3, que protegem mais que uma PFF1.

Analisando a rotina de cada profissional é possível viabilizar a compra de EPI’s para enfermagem que proporcionam a proteção necessária para o colaborador. A partir disso, o profissional estará protegido e também os pacientes que são atendidos por ele.

Além disso, os profissionais precisam de orientação em relação à manutenção e descarte adequado de EPI’s para enfermagem. Muito embora luvas, máscaras e outros itens sejam descartáveis, o sapato e jaleco são reutilizáveis e precisam ser corretamente higienizados para garantir o uso seguro para o enfermeiro.

 

Consequências do uso inadequado de EPI’s para enfermagem e dicas de segurança

O uso inadequado de EPI’s para enfermagem coloca a segurança do profissional e do paciente que está sendo atendido em risco.

Por isso mesmo, é indispensável que exista um responsável que oriente o uso e faça inspeções diárias. Dessa forma, os colaboradores da equipe que são mais resistentes ao uso dos equipamentos de proteção passarão a cumprir o uso obrigatório.

O que é fundamental para evitar afastamento dos colaboradores por adoecimento causado por contaminação durante o expediente. Afinal, as gripes, resfriados e muitas outras doenças às quais os enfermeiros são expostos diariamente são transmissíveis.

Somente com o uso dos equipamentos apropriados formam-se barreiras de proteção que inviabilizam a contaminação. Se o profissional tirar a máscara durante o expediente e se expõe continuamente a riscos, é natural que tenha afastamentos mais frequentes por ser contaminado com maior facilidade.

É por isso que, sempre será necessário escolher os EPIs corretos para cada atividade, garantindo que o profissional utilize na rotina de trabalho. Dito isso, trouxemos algumas dicas práticas para enfermeiros utilizarem os EPI’s nos atendimentos, como:

Ofereça treinamento contínuo: Sua equipe precisa de treinamentos regulares para garantir o uso correto dos itens de proteção;

Verifique a integridade dos EPI’s: É fundamental avaliar a qualidade e integridade dos EPIs que serão usados. Somente materiais íntegros são capazes de proteger o colaborador;

Retire os EPI’s com o devido cuidado: Sempre retire os EPIs em ambiente adequado, onde possa fazer o correto descarte e higienização das mãos;

Limpe os EPI’s reutilizáveis: Todos os equipamentos que são reutilizáveis precisam ser higienizados e corretamente armazenados para o próximo uso;

Boa higiene das mãos: Sempre faça uma boa higiene das mãos, antes e depois de colocar os itens de proteção, para evitar contaminações durante esse processo.

 

Conclusão

Sabendo da importância de proteger a própria saúde e também seus pacientes com o uso de EPI’s para enfermagem, adote as melhores práticas como utilizar os itens corretamente durante todo o expediente.

Não se esqueça de também ter cuidado na retirada dos equipamentos de proteção individual, para que seja possível evitar a contaminação durante o momento da retirada do item de proteção.

Em resumo, a utilização de EPI’s para enfermagem é uma responsabilidade diária para si mesmo e também para seus pacientes.

Aproveite para fazer um orçamento como garantir a compra de EPI’s para enfermagem para todos os seus colaboradores, respeitando as normas regulamentadoras e garanta a proteção diária de todos.

 

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

 



 

#ESSELIVROÉOBICHO

 

Poucos são os livros informativos que apresentam às crianças – com arte, ciência e estética – a diversidade da #faunabrasileira

 


Diagrama Pantanal, da coleção Manual dos Bichos, de Manu Alves e Rafa Mayer: “Internamente [em cada livro] há uma ilustração de uma paisagem que representa o bioma, onde localizamos todos os animais presentes no livro. Essa arte funciona como uma espécie de brincadeira interativa, instigando o pequeno a identificar onde cada bicho está”.

 

 

Otávio Maia

Médico veterinário, doutor em Desenvolvimento Sustentável, divulgador e explicador vinculado ao Laboratório de Informação para a Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – Ibict 

 

 

Em 1974, eu precisei passar por uma cirurgia de emergência: apêndice supurado, peritonite aguda e toxemia. Aos cinco anos, eu me orgulhava – não de ter sobrevivido – de ser capaz de repetir para muitos curiosos o diagnóstico quase funesto, e mostrar o corte suturado com 52 pontos no abdômen infantil. Em casa, deixado o hospital, ao lado da minha cama – transferida do quarto que eu dividia com meus dois irmãos mais velhos para o da minha mãe –, encaixada entre ela e a mesa de cabeceira, uma sacola cheia de livros de histórias protagonizadas por animais.

 

Cresci acompanhado dos HQs da Disney – porque os personagens eram animais – e escutando histórias gravadas em LP’s coloridos que giravam na pequena vitrola enquanto eu folheava as revistinhas que os acompanhavam mesmo sem saber ler. Na mesma vitrola, minha mãe colocava uma agulha especial e selecionava a “rotação 78” (rpm) para os frágeis discos de goma-laca – um polímero natural que precedeu o vinil, e que tornava os discos pesados e quebradiços – com gravações de orquestras e cantores eruditos. Eu ainda os tenho, os discos – que não quebraram – e a vitrola vermelha – que funciona a pilha ou à eletricidade –, substituta da primeira, branca, à pilha. Na minha casa havia LP’s, violões, um piano Pleyel do século XIX, muitos livros e coleções, como os Clássicos da Editora Abril, capas vermelhas tipografadas em dourado, a obra de Érico Veríssimo, em capas azuis também tipografadas em dourado, uma coleção de Dostoiévski, outra dos Irmãos Grimm, os cinco pesados volumes do Dicionário Caldas Aulete que cedo aprendi a consultar. Havia uma segunda coleção da Editora Abril – cujas capas também eram vermelhas –, com dois volumes dedicados a histórias da Disney, praticamente desmantelados de tanto serem folheados. 

 

Na casa da Vozinha – avó materna –, onde eu gostava de estar porque tinha quintal e cachorro, uma prateleira fixada na parede de um dos quartos guardava A porquinha do rabinho enrolado, de Teresinha Casasanta, publicado pela Editora do Brasil em 1968, cujas ilustrações foram coloridas a lápis. Não sei dizer quantas vezes o folheei. Agora, ele descansa na minha estante, ao lado de os colegas, de Lygia Bojunga, publicado pela Editora José Olympio em 1972, outra obra que marcou a minha infância de leitor.

 


“E a gente canta » E a gente dança » E a gente não se cansa » De ser criança » A gente brinca » Na nossa velha infância” (Velha infância, do CD Tribalistas)

 

Eu gostava dos livros – talvez por crescer rodeado deles –, revistas e produções televisivas e cinematográficas “de bichos”, com bichos, sobre bichos. Muitas “memórias da divulgação científica”… Na TV – na “televisão” preto e branco, que tinha um tipo de acrílico azul sobre a tela para criar a ilusão de uma imagem colorida,  substituída por uma colorida na qual os canais eram selecionados em teclas ao invés do grande botão giratório que fazia um clique a cada canal selecionado –, O mundo animal apresentado por Bill Burrud – exibido nas manhãs da segunda metade da década de 1970 pela Rede Globo –, DaktariTarzanAs aventuras de Daniel BooneFlipperA turma do Zé Colméia – paródia ao comportamento dos ursos do Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA –, A História de Elsa (Born free) – 13 episódios baseados no livro (1960) e no filme homônimos (1966), que contam a saga da leoa que permaneceu sob os cuidados do casal Adamson no Parque Nacional de Meru, no Quênia (uma das primeiras experiências de reabilitação da história da conservação) –, os documentários do celebrado inglês David Attenborough, reunidos nas 18 “fitas de VHS”  da coleção Os Desafios da Vida, lançada pela Abril Coleções entre 1996-97, em parceria com a Time Life.

Na estante, os dez volumes de Fauna, os seis de O mundo submarino (de Jacques-Yves Cousteau) – editora Salvat –, os seis volumes de Vida Selvagem – editora Nova Cultural – foram encadernados a partir dos fascículos comprados sempre na mesma banca de jornal a três quadras da minha casa –, os livros de Eurico Santos, o divulgador esquecido – que eu tinha preguiça de ler – e o álbum Animais de Todo o Mundo, para colar os 20 cartões colecionáveis encontrados dentro das embalagens das barras de chocolate Surpresa, com a imagem de um animal  selvagem e informações como nome popular, nome científico, família, habitat, alimentação, reprodução e particularidades. Sem falar de outras encadernações – por exemplo, Conhecer Universal (Abril, 1982), Selos de Todo o Mundo (Nova Cultural, 1986), Patrimônio Mundial (Nova Cultural, 1987), revistas Globo RuralCiência Hoje e Superinteressante – e outra leituras marcantes – por exemplo, Brasil: nunca mais (1985), Perestroika: novas ideias para o meu país e o mundo (1988), A história da riqueza dos homens (1936), As veias abertas da América Latina (1971) e Genocídio americano: a guerra do Paraguai (1979).

 


Na primeira fileira, o divulgador da vida selvagem e influenciador Bill Burrud (1925-1990). Na segunda, o influenciado, autor desta coluna.

 

Dando um salto de canguru no tempo, ou melhor, de suçuarana – para privilegiar a #faunabrasileira –, em 2011, já servidor público, “caí de paraquedas” em “mares nunca dantes navegados”. Eu me envolvi na revisão de uma cartilha sobre sustentabilidade, para crianças, da qual saltei para ter com o “pai da Turma da Mônica”, editar um livro, editar um segundo livro, e dar outro salto – um reverso de 4,5 mortais na posição estendida – para o mundo imaginativo da literatura infantil, ou “literatura para as infâncias”, expressão, segundo o Gemini, preferida por especialistas em educação que adotam uma visão mais progressista e socioconstrutivista da criança e da educação, reconhecendo que não existe uma infância única e ideal, mas múltiplas infâncias, vividas de maneiras diferentes a depender do contexto social, cultural, econômico e geográfico de cada criança; a literatura, nesse contexto, deve ser diversa e inclusiva, respeitando essas diferentes realidades. Perdoem-me os “universitários”, mas eu prefiro o “infantil” de Caldas Aulete, referente ou inerente à infância ou à criança; próprio para crianças.

Comecei a farejar pelas livrarias e sebos procurando #livrodebicho da #faunabrasileira, porque livro com espécies exóticas – aquelas que não têm a sua distribuição natural compreendida dentro do território nacional e nas águas jurisdicionais brasileiras –, esses existem de montão. Um rápido exercício de busca na seção de livros infantis em português, de uma livraria virtual tão grande como a floresta Amazônica – antes do desmatamento e das queimadas –, vai resultar em 192 livros protagonizados por ursos, 191 por coelhos, 126 por leões, 89 por elefantes, 87 por borboletas, 81 por lobos (maus e bons), 70 por macacos, 62 por girafas, 57 por jacarés, 51 por tigres, 49 por baleias, 47 por tubarões, 45 por pandas-gigantes, 30 por papagaios, 29 por tatus, 25 por golfinhos, 16 por focas, 13 por onças, 13 por tucanos, etc. etc. A despeito da inquestionável imprecisão da busca, ela se presta para revelar a abundância de livros cujos protagonistas são espécies da fauna exótica em detrimento à fauna brasileira que, por acaso, é a mais diversa do planeta.

As editoras poderiam demonstrar pela fauna nacional o mesmo interesse comercial direcionado à fauna exógena, com os mesmos atrativos estéticos e precisão biológica – obrigatória nos livros informativos e desejável, na medida do possível, nos de ficção –, com frequência negligenciada. Penso ser um bom momento desta coluna para destacar pedrinhas brilhantes que ficaram na bateia. Em Animais da nossa terra (2003), “pela primeira vez um livro infantil traz informações precisas sobre animais dos diversos ecossistemas brasileiros. Ricamente ilustrado com esculturas de papel, a obra revela a beleza e o encantamento da nossa fauna. Uma leitura informativa e prazerosa para alunos e professores”. Em Brasil 100 palavras (2014), bichos e plantas de cada bioma são representados por caricaturas coloridas acompanhadas de curiosidades. Um livrão informativo que não pode faltar na estante da criançada.

Paulo Vanzolini (1924-2013), que se notabilizou como zoólogo, mas também como sambista, apresenta sua paixão pelos bichos brasileiros em 80 verbetes acompanhados de ilustrações expressivas que atraem cientistas e crianças em Terra Papagalorum (2019). E por falar em samba, Bichos de cá (2020) apresenta a fauna brasileira acompanhada de canções com ritmos regionais. No Youtube, é possível escutar todas as músicas do livro, gravadas pelo grupo Nhambuzim. Bicho que chama bicho (2025) – de Mateus Rios, um craque da retratação da fauna brasileira – é um dos livros mais incríveis e surpreendentes que tive a alegria de ler. E no Livro vermelho das crianças (2015), informações sobre a conservação da fauna, histórias e curiosidades sobre 50 espécies ameaçadas de extinção no Brasil. A obra tem mais de 60 mil downloads – então não é só um jabá.

 


Pedrinhas brilhantes que ficaram na bateia.

 

Em 2020, a consternação tomou conta do casal Manu Alves e Rafa Mayer frente às queimadas no Pantanal, quando cerca de 25% do bioma foi consumido pelo fogo. Artistas plásticos especializados em pintura e papéis de parede para decoração de ambientes para crianças – inconformados com produtos e imagem de florestas que misturavam “um leão, uma girafa, um urso-panda e um bicho-preguiça” por conta das infindáveis referências, sobretudo da fauna africana, em livros, filmes e animações –, decidiram criar e comercializar prints (reproduções de desenhos feitas em papel especial) de animais do Pantanal, transferindo os ganhos com as vendas para ONGs que estavam combatendo as queimadas: “Enquanto na Austrália as pessoas faziam campanhas direcionadas para determinados animais, no Pantanal, os brasileiros nem sabiam o que era um tuiuiúave símbolo do bioma”. Na plataforma de financiamento coletivo Catarse, na qual o projeto Manual dos Bichos foi divulgado, o casal relatou: “Mais de 70% das pessoas que viram a nossa campanha não conheciam pelo menos três dos nove animais que ilustramos. Foi assim que surgiu a ideia de criarmos um livro unindo o nosso trabalho lúdico, com uma proposta educativa”. Esse relato me fez lembrar de uma propaganda veiculada na TV, na década de 1990, salvo engano da Fundação Biodiversitas, na qual crianças eram convidadas a desenhar animais, como o leão, o elefante… e o tamanduá-bandeira; “Tamanduá?”, indaga uma das crianças no final da peça.

 



Os seis volumes – bonitos de ver e legais de ler – da coleção Manual do Bichos, de Manu Alves e Rafa Mayer, publicados entre 2022 e 2025 por meio de “vaquinha virtual”.

 

A coleção Manual dos Bichos é fruto do esforço do talentoso casal de artistas que apostou na escassez e na demanda por livros informativos sobre a #faunabrasileira. Em cada um dos seis volumes, 27 espécies – número que simboliza quantos são os estados do Brasil, mais o Distrito Federal – são apresentadas pelo nome comum, nome científico, minibiografia com dados biológicos e curiosidades – textos curtos e bem-humorados que tornam a leitura dinâmica –, e uma caricatura feita à mão, colorida com lápis de cor. Enriquecem o projeto gráfico da obra coisas e símbolos que fazem referência aos nomes, hábitos ou habitat dos bichos, criando conexões diretas ou imaginárias – por exemplo, o urucum enfeitando a página do lobo-guará, pincéis e paleta de madeira a da onça-pintada e um helicóptero a do morcego-beija-flor. Além disso, cada volume apresenta o bioma por meio do mapa do Brasil assinalando sua área de ocorrência e descrição das suas características (vegetação, clima, relevância ecológica, etc.). O resultado? Leitura prazerosa, quase uma brincadeira. 

Como fazedor de livro, fiquei com inveja, inveja boa que alimenta a coragem de quem tira da caixola e edita as próprias ideias, buscando apoio na coletividade, que valoriza obras impressas e quer consumir livros informativos que apresentem às crianças – com arte, ciência e estética – a diversidade da #faunabrasileira. Que a coleção Manual dos Bichos seja inspiração para que tenhamos mais e mais “livros de bicho”, de bichos brasileiros.

 


Procura-se livros informativos sobre a #faunabrasileira.

 


Histórias e brincadeiras de bichos brasileiros.

 


A onça-pintada: protagonista de mitos e lendas.

 


A caça faz parte da cultura, ora para suprir necessidades, ora pelo prazer. Então, não é estranho – e tampouco deveria ser motivo de “cancelamento” – que o escritor Monteiro Lobato tenha descrito, como algo comum ou natural, o violento e cruel encontro da turma do Sítio do Picapau Amarelo com a onça, narrado na obra «A caçada da onça», publicada em 1924.

 

A diversidade da fauna marinha em histórias ficcionais, versos e em obras informativas, editadas por editoras tradicionais ou disponibilizadas gratuitamente – geralmente em versão eletrônica – por instituições de pesquisa.

 

A #faunabrasileira nas pinturas de Laurabeatriz, rimas e versos “biológicos” de Lalau.

 

As opiniões e informações publicadas nas seções de colunas e análises são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente representam a opinião do site ((o))eco. Buscamos nestes espaços garantir um debate diverso e frutífero sobre conservação ambiental.

 

 

 

 

 

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