sexta-feira, 3 de outubro de 2025

 



 

INTEGRAÇÃO ENTRE SST E ESG: SINERGIA PARA A SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA

 

 


 

A Segurança e a Saúde no Trabalho - SST vai muito além do cumprimento de normas e regulamentações. Ela é fundamental para a sustentabilidade empresarial, impactando diretamente a produtividade, a reputação e a responsabilidade social das organizações.

No cenário atual, a adoção dos critérios ESG - Environmental, Social and Governance vem reforçando essa relação, ampliando a importância de práticas que garantem condições dignas e seguras para os trabalhadores. Vamos entender a intersecção entre SST e ESG?

Podemos dizer que ela se traduz em iniciativas que vão desde a redução de impactos ambientais até a valorização do capital humano. Empresas que investem nessa sinergia colhem benefícios financeiros e institucionais, minimizando riscos, evitando penalidades e criando um ambiente corporativo mais atrativo para investidores e talentos.

Entender a importância dessa integração é essencial para aumentar os resultados e consolidar uma cultura empresarial sustentável. Continue a leitura e veja como SST e ESG caminham juntos e quais são os benefícios dessa união!

 

Definição e importância de SST e ESG

A SST abrange um conjunto de normas, processos e ações voltadas para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Estamos falando de prevenção de acidentes, da ergonomia, do uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s, da gestão de riscos ocupacionais e da garantia de um ambiente de trabalho saudável. A sua aplicação reduz afastamentos, aumenta a produtividade e ainda melhora a percepção da empresa no mercado.

Por sua vez, ESG é uma abordagem que avalia as práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. Os critérios ambientais englobam a gestão de resíduos, emissões de carbono e uso de recursos naturais; já os sociais incluem condições de trabalho, diversidade e segurança ocupacional. Por fim, a governança trata a transparência, ética e conformidade regulatória.

A relevância da SST dentro do ESG é inquestionável, pois a proteção da força de trabalho é um dos pilares da responsabilidade social corporativa. Empresas que negligenciam a segurança ocupacional podem sofrer impactos negativos, como processos trabalhistas, multas e desvalorização de sua imagem no mercado.

 

Inter-relação entre SST e ESG

O elo entre SST e ESG está na necessidade de criar ambientes de trabalho seguros e sustentáveis, refletindo um compromisso com o bem-estar humano e a responsabilidade ambiental. Para que isso ocorra, algumas ações podem ser implementadas, tais como:

·       treinamentos contínuos para capacitar os funcionários sobre práticas seguras e sustentáveis;

·       gestão de resíduos eficiente, reduzindo desperdícios e garantindo o descarte correto;

·       monitoramento da qualidade do ar e das condições de trabalho;

·       investimentos em tecnologias limpas e processos otimizados para diminuir riscos ocupacionais e impactos ambientais.

 

A integração de SST e ESG também contribui para um ambiente corporativo mais transparente, alinhando-se às expectativas de investidores, consumidores e colaboradores.

Benefícios da integração para a sustentabilidade corporativa

A adoção de uma abordagem integrada entre SST e ESG proporciona diversas vantagens para a sustentabilidade corporativa. Um dos principais benefícios está na redução de custos operacionais, uma vez que a minimização de acidentes e afastamentos impacta diretamente a produtividade, bem como evita despesas com indenizações e substituições de funcionários.

Além disso, empresas que investem nessa sinergia passam a ser mais valorizadas no mercado, atraindo investidores que buscam organizações comprometidas com boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Outro ponto relevante é o cumprimento das regulamentações trabalhistas e ambientais, o que reduz de forma expressiva o risco de penalidades e sanções por não conformidades.

A integração de SST e ESG também fortalece a cultura organizacional, fazendo com que os colaboradores se sintam valorizados e protegidos. Paralelamente, essa estratégia contribui para a redução da pegada de carbono.

 

Desafios e barreiras na implementação

Apesar dos inúmeros benefícios, essa integração ainda enfrenta desafios que precisam ser superados para garantir seu sucesso. Um dos principais entraves é a resistência organizacional, já que muitas empresas ainda enxergam essas práticas como um custo adicional, em vez de um investimento estratégico capaz de gerar retorno a longo prazo.

Outro obstáculo é a falta de conhecimento sobre como alinhar SST e ESG de forma eficiente. A integração exige uma formação contínua e capacitação de gestores e funcionários para que possam compreender a importância dessas iniciativas e aplicá-las corretamente no dia a dia da empresa.

Além disso, a adequação regulatória representa um grande desafio, pois o cumprimento das normas ambientais e de segurança do trabalho pode ser complexo e exigir um bom planejamento, afinal, cada setor apresenta regulamentações específicas que demandam adaptação às atualizações legislativas.

 

Exemplos de empresas que obtiveram sucesso

​Integrar as práticas de SST aos critérios ESG é uma estratégia que diversas empresas têm adotado para promover ambientes de trabalho mais seguros e sustentáveis. Conheça alguns exemplos de organizações que implementaram com sucesso essa integração!

 

Vulcabrás

Reconhecida como uma das indústrias calçadistas mais sustentáveis do Brasil, a Vulcabrás investe em diversas iniciativas que integram SST e ESG.

A partir de janeiro de 2022, suas unidades fabris passaram a ser abastecidas com energia eólica, proveniente do complexo Rio do Vento, no Rio Grande do Norte.

Esse acordo de 13 anos impede a liberação de 15 mil toneladas de CO₂ na atmosfera, o que corresponde ao plantio de 67 mil árvores.

Além disso, a empresa criou uma área de preservação ambiental de 30 mil metros quadrados em Itapetinga (BA), onde plantou duas mil mudas de árvores nativas e recicla 100% dos resíduos produzidos na unidade.

 

TOTVS

A TOTVS está comprometida com uma agenda ESG que busca impactar positivamente a sociedade. Signatária do Pacto Global das Nações Unidas desde 2014, a empresa atualiza periodicamente sua agenda ESG com base em uma matriz de materialidade, considerando os temas mais relevantes para seus stakeholders.

Além disso, a TOTVS apresentou seu segundo inventário ao CDP (Carbon Disclosure Project), destacando os impactos ambientais e os desafios relacionados às mudanças climáticas. Também, a empresa passou a integrar o Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3.

 

Simpar

A Simpar, holding que controla empresas em setores como logística e mobilidade, tem a sustentabilidade no centro de sua estratégia.

A empresa foi a primeira do seu setor no mundo a emitir um Sustainability-Linked Bond em janeiro de 2021 e, no mesmo ano, obteve avaliação B no Carbon Disclosure Project (CDP), contribuindo para sua inclusão na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

 

Banco do Brasil

Em 2020, o Banco do Brasil foi reconhecido como líder nacional em sustentabilidade, ocupando a nona posição na lista das 100 empresas mais sustentáveis do mundo, elaborada pela Corporate Knights.

A instituição se destacou por ser a primeira a utilizar energia solar em suas operações, construindo uma usina em Porteirinha (MG) com capacidade de gerar 14 GWh para abastecer 100 agências.

 

Natura Cosméticos

A Natura é reconhecida por seus produtos veganos, ausência de testes em animais e diversas iniciativas sustentáveis. O projeto “Amazônia Viva” é um exemplo, contribuindo para a conservação de dois milhões de hectares da Floresta Amazônica e investindo US$ 400 milhões desde 2010 na proteção da região.

Além disso, a empresa promove a gestão sustentável de resíduos e a inclusão social, alinhando suas práticas de SST aos princípios ESG. ​

Esses exemplos mostram que a sinergia entre SST e ESG melhora a sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas, além de resultar em benefícios financeiros e operacionais.

 

Recomendações e perspectivas futuras

Para que a integração entre SST e ESG seja eficaz, é essencial:

·       criar programas de capacitação focados em segurança e sustentabilidade;

·       investir em tecnologias para monitoramento e controle de riscos;

·       desenvolver uma cultura organizacional baseada na prevenção e transparência.

A tendência é que as empresas que adotarem a integração entre SST e ESG de forma estratégica se destaquem no mercado e conquistem muitas vantagens competitivas.

 

 

 

 

 

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9 DICAS PARA AUMENTAR A SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE EMPILHADEIRAS

 

 


 

A operação de empilhadeiras é uma atividade indispensável em diversos setores, sendo essencial para o transporte e organização de cargas pesadas. No entanto, o que muitas vezes é visto como rotina, carrega inúmeros riscos. Acidentes envolvendo empilhadeiras, como capotamentos, colisões e esmagamentos, não são incomuns e podem gerar impactos graves, tanto para os operadores quanto para a produtividade da empresa. Por isso, a segurança nesse tipo de operação deve ser prioridade.

Conhecer os riscos e as melhores práticas para minimizá-los é muito importante para garantir um ambiente de trabalho mais seguro. Além de proteger vidas, medidas preventivas também ajudam a evitar custos desnecessários com multas, processos trabalhistas e danos ao patrimônio.

Neste artigo, você vai conhecer algumas dicas para aumentar a segurança na operação de empilhadeiras. Confira e boa leitura!

 

1. Realize inspeções regulares nas empilhadeiras

Antes de iniciar qualquer operação, é preciso inspecionar o equipamento. Para isso, verifique pneus, freios, direção, sinalizadores e o funcionamento geral da máquina, pois assim você pode prevenir falhas durante o uso. Além disso, é importante checar o sistema hidráulico e os dispositivos de segurança, como alarmes sonoros e luzes.

Tenha em mente que uma rotina de manutenção preventiva reduz significativamente os riscos de acidentes. Afinal de contas, equipamentos em más condições aumentam as chances de falhas operacionais. Logo, pequenas irregularidades que passam despercebidas podem levar a sérios acidentes, além de gerar custos elevados com reparos emergenciais.

 

2. Invista no treinamento dos operadores

Não basta apenas saber dirigir uma empilhadeira. É necessário entender as especificidades do equipamento e as suas limitações. E como garantir isso? Bom, treinamentos regulares capacitam os operadores a identificar riscos, seguir normas de segurança e reagir corretamente em situações de emergência.

Além disso, os treinamentos devem abordar legislação, como a NR-11, que regulamenta a operação de transportes e movimentação de cargas. Promova reciclagens periódicas e ofereça treinamentos específicos para os diferentes modelos de empilhadeiras utilizados na sua empresa.

 

3. Implemente sinalização adequada no ambiente

Áreas onde empilhadeiras operam devem contar com sinalização clara e visível. Placas indicando zonas de circulação, limites de velocidade e áreas restritas são fundamentais.

Além disso, pintar faixas no chão para delimitar rotas de pedestres e máquinas ajuda a evitar colisões e garante que cada um saiba onde é seguro transitar. Outra dica valiosa é investir em sinalizadores luminosos e sonoros nas empilhadeiras, especialmente em locais com pouca iluminação ou alto fluxo de pessoas.

 

4. Defina e respeite limites de velocidade

Velocidade excessiva é uma das principais causas de acidentes com empilhadeiras. Portanto, estabeleça limites claros de velocidade e garanta que todos os operadores os respeitem.

Sem contar que o uso de tecnologias como limitadores de velocidade nas máquinas pode ser uma solução eficaz. E, claro, é importante lembrar que operar com velocidade reduzida não é apenas uma questão de segurança, mas também de economia, já que reduz o desgaste do equipamento e aumenta sua vida útil.

 

5. Crie zonas de separação entre pedestres e empilhadeiras

A circulação simultânea de pedestres e empilhadeiras é algo perigoso e precisa ser evitado. Para minimizar os riscos, crie zonas de separação bem delimitadas: barreiras físicas, como corrimões ou grades, ajudam a evitar que pedestres acessem áreas de operação de máquinas.

Estabeleça rotas exclusivas para empilhadeiras e treine os pedestres para respeitarem essas áreas. O uso de coletes refletores por todos no ambiente também aumenta a visibilidade e reduz riscos.

 

6. Utilize os EPI’s adequados

O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é indispensável para qualquer operador de empilhadeira. Capacetes, botas com biqueira de aço, luvas e protetores auriculares são exemplos de EPI’s que devem ser utilizados durante a operação.

É fundamental ainda que os operadores estejam com roupas ajustadas para evitar que fiquem presas em partes móveis da máquina.

 

7. Evite sobrecarga e distribua o peso corretamente

Um erro comum e extremamente perigoso é o excesso de carga. Cada empilhadeira apresenta um limite máximo de capacidade, e ultrapassá-lo compromete a estabilidade do equipamento, aumentando as chances de capotamento. Além disso, a distribuição inadequada do peso pode gerar desequilíbrios, mesmo dentro da capacidade permitida.

Para evitar, oriente os operadores a sempre consultar o manual do fabricante e realizar o empilhamento de forma equilibrada, respeitando os limites de altura e peso.

 

8. Adote tecnologias de monitoramento

Atualmente, existem sistemas que monitoram em tempo real as operações de empilhadeiras, alertando para comportamentos inseguros ou irregularidades. Sensores de proximidade, câmeras e telemetria são ferramentas úteis para reduzir riscos e otimizar a operação.

Além de aumentar a segurança, essas tecnologias ajudam na gestão de desempenho e na redução de custos operacionais.

 

9. Mantenha o ambiente organizado

A desorganização no local de trabalho também pode causar acidentes. Paletes mal empilhados, pisos escorregadios e áreas com pouca visibilidade acabam deixando a operação de empilhadeiras mais perigosa. Então, o ideal é investir na organização e manter os corredores livres para facilitar a movimentação.

 

10. Bônus: o que fazer em caso de acidente com empilhadeiras?

É fato que, mesmo com todas as medidas preventivas, acidentes podem acontecer, e agir de forma rápida faz toda a diferença.

A primeira medida é priorizar a segurança e o bem-estar das pessoas envolvidas. Por isso, é preciso isolar imediatamente a área do acidente para evitar novos incidentes. Em seguida, preste os primeiros socorros ao operador ou a qualquer outra pessoa ferida, acionando o serviço de emergência, caso necessário.

Além disso, é preciso comunicar o acidente ao setor responsável pela segurança do trabalho na empresa para que as medidas corretivas e investigativas sejam iniciadas. Essa investigação é essencial para identificar as causas do ocorrido e implementar melhorias nos processos, evitando que algo semelhante volte a acontecer. Por fim, registre o evento de forma detalhada, seguindo as exigências legais e normativas aplicáveis.

A segurança na operação de empilhadeiras não deve ser tratada como um item secundário, mas como prioridade. A adoção de práticas preventivas, treinamentos e tecnologias pode salvar vidas, evitar prejuízos financeiros e aumentar a produtividade. Lembre-se: cuidar da segurança é cuidar do futuro da sua empresa.

 

 


 

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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

 



 

SEGURANÇA NO TRABALHO: O QUE É E QUAIS OS DEVERES DA EMPRESA

 


A segurança no ambiente de trabalho deve ser prioridade para qualquer empresa. Apesar das iniciativas para prevenir acidentes, eles ainda ocorrem e podem impactar diretamente a saúde do trabalhador, além de gerar implicações legais e financeiras para a organização.

Por isso, é fundamental compreender o que caracteriza um acidente de trabalho e quais são as responsabilidades das empresas nesse contexto.

 

1. O que é um acidente de trabalho?

Um acidente de trabalho é um evento inesperado que acontece durante o exercício de atividades profissionais e que pode causar lesões, doenças ou até mesmo o óbito do trabalhador.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei nº 8.213/91, o acidente de trabalho é definido como qualquer lesão corporal ou perturbação funcional que resulte em perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade de trabalho.

 

Os acidentes de trabalho podem ser classificados em 3 diferentes categorias:

1. Acidente típico

Ocorre no local de trabalho e durante o expediente, como quedas, cortes, queimaduras ou acidentes com máquinas e equipamentos.

Em geral, estão associados a falhas nos processos, falta de manutenção ou descuido na execução das atividades.

2. Acidente de trajeto

Acontece no percurso entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, ou vice-versa, desde que o trajeto não tenha sido alterado por motivos pessoais. Apesar de ocorrer fora do ambiente empresarial, é legalmente considerado um acidente de trabalho.

3. Doenças ocupacionais

São enfermidades desenvolvidas em decorrência das condições adversas no ambiente de trabalho, como exposição prolongada a ruídos, produtos químicos, poeira ou situações ergonômicas inadequadas.

Para que um incidente seja reconhecido como acidente de trabalho, é necessário comprovar o nexo técnico entre as atividades desempenhadas e o ocorrido, o que assegura os direitos do trabalhador e define as obrigações da empresa.

2. Deveres da empresa em caso de acidente de trabalho

Quando um acidente de trabalho ocorre, a empresa precisa tomar medidas imediatas e cumprir obrigações legais. Entre as principais responsabilidades, destacam-se:

1. Comunicação do acidente

A empresa deve emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT até o primeiro dia útil após o acidente, ou imediatamente em casos de morte. Essa comunicação formal é indispensável para que o trabalhador tenha acesso aos benefícios previdenciários, como o auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

2. Assistência ao trabalhador

A organização deve oferecer atendimento médico imediato e garantir que o colaborador receba tratamento adequado para sua recuperação. Além disso, é necessário acompanhar a evolução do caso até que o trabalhador esteja apto para retornar às suas funções.

3. Prevenção de novos acidentes

Após um acidente, a empresa deve realizar uma análise detalhada das causas para evitar a repetição do incidente. Isso pode incluir:

·       Revisão dos procedimentos de segurança;

·       Treinamento da equipe para reforçar as boas práticas;

·       Substituição ou manutenção de equipamentos defeituosos.

4. Cumprimento das normas de segurança

A empresa precisa seguir as Normas Regulamentadoras (NR’s) do Ministério do Trabalho, implementar programas como o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e realizar exames médicos periódicos nos trabalhadores, visando identificar riscos e reduzir a exposição a situações perigosas.

3. Benefícios de uma gestão preventiva

Adotar uma postura preventiva em relação à segurança no trabalho não apenas reduz os riscos de acidentes, mas também promove benefícios para a empresa e os trabalhadores:

Para os funcionários: Um ambiente seguro aumenta o bem-estar e a confiança, além de reduzir afastamentos causados por acidentes ou doenças;

Para a empresa: A prevenção reduz custos com indenizações, processos trabalhistas e afastamentos, além de melhorar a imagem corporativa como uma organização responsável e comprometida com a saúde dos colaboradores.

4. Por que a prevenção deve ser o foco?

Embora seja crucial agir corretamente em caso de acidente, a prevenção é o caminho mais eficaz para minimizar riscos. Investir em segurança no trabalho significa adotar medidas como:

·       Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s);

·       Realização de treinamentos regulares;

·       Criação de uma cultura organizacional focada em práticas seguras.

O acidente de trabalho, quando ocorre, traz impactos significativos. Portanto, além de assegurar o cumprimento da legislação, a empresa deve priorizar ações preventivas para garantir a segurança dos colaboradores e evitar prejuízos legais, financeiros e humanos.

Empresas que investem em segurança no trabalho constroem uma relação de confiança com seus funcionários, aumentam a produtividade e se destacam como exemplos de responsabilidade corporativa no mercado.

 

Saiba como prevenir acidentes de trabalho, suas classificações e as responsabilidades das empresas para garantir um ambiente seguro.

 

 

 

 

 

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ACIDENTES DE TRABALHO NO BRASIL

 


Mais de 1,6 mil pessoas morreram por acidente de trabalho em 2025

No Brasil, mais de 1,6 mil trabalhadores e trabalhadoras morreram, por acidentes de trabalho, no primeiro semestre deste ano. É o que aponta o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que realizou, nesta segunda-feira (28), um encontro virtual para marcar o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado no domingo. 

As mortes foram causadas pela prática do trabalho em si, em acidentes no trajeto até o local de trabalho ou por doenças geradas pelo ambiente laboral.  

Durante o encontro, a Coordenadora geral de fiscalização em segurança e saúde do trabalho do MTE, Viviane Forte, explicou que os casos aumentaram nos últimos anos. Mesmo assim, muitas situações não ficam registradas como acidente trabalhista.

O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho registrou, entre 2012 e 2024, mais de 8,8 milhões de notificações de acidentes de trabalho, no país.

Ainda no debate virtual, a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Juliane Mombelli, citou os setores que demandam mais atenção, devido a condições precárias ou jornadas exaustivas. E a questão da saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores.  

Ainda segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, somente no ano passado, mais de 470 mil pessoas se afastaram do trabalho por causa da saúde mental, principalmente com diagnósticos de transtornos de ansiedade e depressivos. 

Os acidentes de trabalho também provocam impactos nos cofres públicos. Entre 2018 e 2022, mais de 770 mil trabalhadores e trabalhadoras afastados passaram a receber os benefícios da previdência, que somaram mais de R$ 54 bilhões em auxílios e pensões por acidentes trabalhistas ao INSS.

 

 



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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

 



 

PRAZO PARA REGULARIZAÇÃO DO EXAME TOXICOLÓGICO VAI ATÉ 28 DE DEZEMBRO

 


O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão - SEPLAG-MG, alerta os condutores habilitados nas categorias C, D e E sobre a relevância do exame toxicológico periódico, cujo prazo para realização é até o dia 28 de dezembro, conforme a deliberação 268/2023 do Conselho Nacional de Trânsito - Contran. Esta análise, agora obrigatória para motoristas dessas categorias, com idade inferior a 70 anos, a cada dois anos e meio, independentemente da validade da habilitação, tem o propósito de avaliar a presença de substâncias psicoativas no organismo.

Não realizar o exame toxicológico no período estipulado configura infração gravíssima, de acordo com o artigo nº 165-B do Código de Trânsito Brasileiro - CTB. Além da multa de R$ 1.467,35, há a suspensão do direito de dirigir por três meses. Portanto, é imperativo que os condutores estejam atentos a este requisito legal para evitar penalidades e garantir a continuidade de suas atividades no trânsito.

O procedimento do exame toxicológico envolve a coleta de amostras capilares, geralmente de cabelo ou pelos, para identificar o uso de substâncias psicoativas nos últimos 90 dias. Essa abordagem oferece uma visão mais abrangente e histórica do consumo de drogas, tornando-se uma ferramenta eficaz para a promoção da segurança nas estradas.

Muitos condutores têm dúvidas sobre o exame toxicológico, desde o método de coleta até a confidencialidade dos resultados. Ciente dessas preocupações, destaca-se como uma parceira confiável. Nosso processo é seguro, eficiente e seguimos rigorosamente todas as normas e regulamentações estabelecidas pelos órgãos competentes.

Para muitos, o exame toxicológico pode gerar ansiedade e dúvidas. É natural questionar como a amostra é coletada, como os resultados são interpretados e quais as implicações legais. Estamos comprometidos em fornecer informações claras e suporte, aliviando as preocupações dos condutores e contribuindo para um processo transparente. 

 

Para realizar seu exame toxicológico, você não apenas cumpre as obrigações legais, mas também tem a garantia de um serviço de qualidade. Nossa equipe altamente qualificada está pronta para responder a todas as suas perguntas e tornar o processo o mais tranquilo possível.

Portanto, se você ainda não realizou o seu exame toxicológico ou possui dúvidas sobre o procedimento, entre em contato conosco. Estamos aqui para oferecer um serviço de excelência, contribuindo para um trânsito mais seguro e para a preservação da saúde e bem-estar de todos. Não deixe para a última hora, cuide da sua habilitação e evite transtornos desnecessários.

 

 

 

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O QUE É ESPAÇO CONFINADO E TUDO QUE DEVEMOS SABER SOBRE

 


O trabalho em Espaço Confinado é uma atividade que expõe os trabalhadores a riscos que podem causar acidentes de trabalho e agravar a saúde do trabalhador. São espaços perigosos à vida ou à saúde e demandam uma série de procedimentos para garantir a segurança dos trabalhadores como, por exemplo, a emissão da PET.

Entre os principais riscos associados ao espaço confinado está o risco de afogamento e aprisionamento para o trabalhador. Neste caso, é necessário identificar e avaliar os riscos à segurança nos espaços confinados, adotar treinamentos para espaços confinados, implantar tecnologias que permitam monitorar a segurança do trabalhador e inserir ações preventivas relacionadas com o uso de EPI’s.

 

É frequente que os trabalhadores enfrentem dificuldades de mobilidade, limitação de acesso e saída no ambiente, iluminação e ventilação insuficiente ou deficiência de oxigênio, presença de contaminantes, isolamento ou outras condições que aumentam os níveis de exposição aos riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e mecânicos nos espaços confinados.

A normatização do espaço confinado é regida por uma NR própria, neste caso, é a NR 33, semelhante ao caso de trabalho em altura e trabalhos com eletricidade que são regidos pela NR 35 e NR 10, respectivamente.

A NR 33 tem como finalidade “estabelecer os requisitos para a caracterização dos espaços confinados, os critérios para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais em espaços confinados e as medidas de prevenção, de forma a garantir a Segurança e Saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com estes espaços”.

Para saber mais sobre as medidas preventivas, prevenção e controle de riscos no espaço confinado preparamos este artigo, confira a seguir.

 

O que é um espaço confinado?

O espaço confinado é uma área inadequada ou que não foi projetada para a ocupação humana por períodos longos. Afinal, são ambientes com acesso limitado de entrada e saída e possuem uma atmosfera perigosa ou ventilação inadequada. Podendo haver deficiência ou excesso de oxigênio nesses locais.

Outra forma de caracterizar o espaço confinado é pelo fato de não ser destinado à ocupação humana. Por exemplo, considere que um silo de grãos está sempre cheio durante todo o ano. Quando o local é fechado para reparos, uma vez vazio ele se torna um espaço confinado até que a equipe possa trabalhar lá dentro.

Mesmo que o espaço confinado não tenha atualmente uma atmosfera perigosa, existe a possibilidade de vazamentos perigosos de poeira ou gás, portanto precauções extras devem ser tomadas ao realizar atividades neste tipo de ambiente.

 

Tipos de espaço confinado

Definir o que é um espaço confinado pode não ser tão simples, alguns exemplos são:

·       tanques;

·       silos;

·       redes de esgoto;

·       bueiros;

·       cisternas;

·       fornos;

·       asas de avião;

·       dutos de ventilação;

·       trincheiras;

·       reatores;

·       diques;

·       contêineres;

·       vagões; etc.

Na lista de ambientes de trabalho destacado é necessário identificar e elaborar o cadastro de espaços confinados, adaptar o modelo da Permissão de Entrada e Trabalho (PET), elaborar os procedimentos de segurança relacionados ao espaço confinado, indicar os equipamentos de trabalho, elaborar o plano de resgate e coordenar a capacitação inicial e periódica de todos os trabalhadores e supervisores.

 

Quais normas tratam sobre eles?

A principal norma que rege esse tipo de ambiente é a NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, nela, temos as informações sobre as responsabilidades de cada um, sobre os riscos, as medidas de prevenção e também sobre a PET.

 

E, além da NR 33, também temos a NBR-16577, que inclusive, é essa normativa que define o que é o espaço confinado e define os principais requisitos para identificação e classificação dos espaços.

 

A equipe de trabalho do espaço confinado

Quando um serviço vai ser iniciado em um espaço confinado, é preciso definir a equipe para este serviço, e por se tratar deste tipo de ambiente, a equipe possui membros específico que são:

 

Responsável técnico

Esta é a pessoa designada por escrito pelo empregador. Os responsáveis são treinados para definir espaços confinados e desenvolver medidas técnicas preventivas de acordo com os diferentes aspectos da atividade: administrativo, recursos humanos, emergência e resgate.

 

Supervisor de entrada

Trabalhador inteiramente responsável pela PET, desde sua emissão até seu encerramento.

 

Vigia

A função deste membro é supervisionar e proteger os trabalhadores autorizados, monitorar o desempenho do trabalho e implementar procedimentos de emergência em caso de situações anormais durante as atividades. 

Os vigias devem se dedicar exclusivamente a essa tarefa no período, sem nenhuma distração, pois seu desempenho está diretamente ligado a segurança do trabalhador autorizado a entrar.

Após o evento, os vigias devem contar os trabalhadores que deixaram o local e garantir que todos saiam do local no final do seu turno.

 

Trabalhador autorizado

É quem adentra o local e segue os procedimentos e instruções dados no treinamento para garantir a qualidade e segurança do trabalho.

 

Riscos do trabalho em espaço confinado

Devido às características como a falta de ventilação, espaço reduzido, saídas e entradas pequenas e escassas, um trabalho realizado dentro de um espaço confinado é repleto de riscos.

·       Riscos físicos: Calor, umidade, ruídos, etc;

·       Riscos químicos: Devido a falta de ventilação, o uso de produtos químicos nestes ambientes pode provocar asfixia e envenenamento;

·       Riscos biológicos: Ratos, Insetos, cobras, morcegos, etc;

·       Riscos ergonômicos: A movimentação é extremamente limitada, exigindo posturas inadequadas com frequência;

·       Riscos mecânicos: Inundação, engolfamento, explosões, soterramento, etc.

 

Como se proteger dos riscos

Uma parte da proteção contra os riscos de um espaço confinado é o padrão da SST, atitudes como a utilização de EPI’s, organização do ambiente de trabalho e capacitações em dia são indispensáveis para a realização de um trabalho seguro.

 

Porém o espaço confinado possui suas peculiaridades, e alguns outros fatores também são extremamente importantes como:

·       Elaboração correta da PET;

·       Seguir os procedimentos indicados na PET a risca;

·       Descontaminação do espaço, dependendo do caso;

·       Resgatistas bem treinados;

·       Equipamentos de resgate em bom estado;

·       Medir o nível de oxigênio e de outros gases antes de adentrar o espaço;

 

O que é a PET?

A Permissão de Entrada e Trabalho, ou PET, é um documento de segurança para o trabalho em espaços confinados que tem como objetivo informar os trabalhadores sobre os riscos daquele serviço, sobre quais procedimentos devem ser adotados e sobre o que deve ser feito em caso de acidente.

Bem semelhante à uma Permissão de Trabalho, porém específica para o espaço confinado

 

 



 

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