terça-feira, 24 de outubro de 2023

 




NR-14

ENTENDA O QUE DIZ A NORMA, IMPORTÂNCIA, CUIDADOS E COMO SEGUIR!

 


Garantir a saúde dos empregados é um dever de toda empresa que preza pela proteção dos seus funcionários e pelo respeito à legislação trabalhista. No Brasil, há 36 normas regulamentadoras para garantir a segurança dos trabalhadores. Dentre elas, destaca-se a NR-14, criada para proteger trabalhadores que atuam em ambientes com altas temperaturas.

Entender a NR-14 e a sua importância é fundamental para toda empresa que realiza atividades que envolvam calor. Essa norma ajuda a construir um ambiente de trabalho mais seguro e evita que a empresa tenha problemas legais e financeiros decorrentes de acidentes de trabalho.

Sabendo da necessidade de compartilhar conhecimento acerca da norma NR-14 e das práticas adequadas para sua implementação no ambiente de trabalho, este artigo tem como objetivo explicar os assuntos mais importantes sobre o tema, a partir dos seguintes tópicos:

 

O que é a NR-14?

A Norma Regulamentadora 14 (NR-14) foi criada em 1978 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para definir as regras de segurança que devem ser adotadas em todos os processos em trabalhos que envolvam altas temperaturas, como aqueles com a presença de fornos industriais e estufas. 

A NR-14 faz parte das 38 NR’s existentes no Brasil que possuem como objetivo estabelecer os requisitos de segurança para o trabalho em diversos setores. Assim, a NR - 14 traz especificações para o grupo de empregados que possuem contato com trabalhos próximos a temperaturas elevadas.  

Entre os principais pontos presentes na norma, está a garantia de que os funcionários tenham acesso à água potável, para evitar o aparecimento de desidratação, além do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual -EPI’s e um ambiente de trabalho adequado.

 

Por que ela existe?

Trabalhos realizados com exposição a altas temperaturas podem ocasionar uma série de riscos ao empregado, como queimaduras, irritações na pele, desidratação e insolação. Para evitar essas enfermidades, a NR-14 surge para guiar as empresas sobre como garantir a segurança nessas situações.  

As diretrizes apresentadas na Norma Reguladora 14 existem com o propósito de evitar acidentes no trabalho e proporcionar um ambiente mais seguro, com o resguardo da lei. Devido à regulamentação, as empresas são obrigadas a adotarem medidas de segurança para seus trabalhadores.

 

Qual o objetivo da NR-14?

O principal objetivo da NR-14 é diminuir e prevenir riscos à saúde ocupacional dos trabalhadores que realizam serviços em ambientes com temperaturas elevadas, como fornos industriais e fundições siderúrgicas. 

Dessa forma, a NR-14 tem como missão apresentar métodos, equipamentos e processos que as empresas precisam adotar ao contratar e manter funcionários trabalhando em locais de altas temperaturas. 

Por se tratar de uma medida obrigatória, ela serve para garantir que as empresas adotem soluções para preservar a saúde dos profissionais, já que o não cumprimento pode acarretar multas. Sem essa norma regulamentadora, as empresas poderiam adotar medidas próprias de segurança, o que facilitaria riscos aos trabalhadores.

 

O que diz a NR-14?

A NR-14 apresenta medidas que vão desde o momento da instalação do forno até o início dos trabalhos no local.

 

Os principais tópicos presentes na norma e de importante conhecimento são:

·       Os fornos devem ser feitos com uma construção robusta e um revestimento interno feito de material refratário;

·       A instalação de fornos precisa seguir rigorosamente os padrões técnicos oficiais estabelecidos;

·       Deve-se avaliar o impacto de gases perigosos e temperaturas extremas nas regiões adjacentes à operação;

·       A colocação de fornos deve ser restrita a áreas que priorizem a segurança e o conforto dos funcionários;

·       Os limites de tolerância ao calor radiante não podem ultrapassar os valores já estabelecidos pela NR-15, que trata de atividades e operações consideradas insalubres;

·       Se uma fornalha for alimentada por combustíveis líquidos ou gasosos, é preciso que exista um mecanismo de proteção para evitar possíveis explosões, sejam elas resultantes de uma falha ou de um flashback;

·       De acordo com as normas técnicas oficiais, é obrigatório que todos os fornos possuam uma chaminé suficientemente dimensionada para permitir a liberação desimpedida de gases que possam inflamar;

·       Para garantir a segurança dos trabalhadores, é imperativo que escadas e plataformas sejam construídas com cuidado. Essas estruturas devem ser criadas com o objetivo de fornecer acesso seguro e confiável.

 

Em resumo, a norma prevê que seja garantido o acesso à água potável e ao descanso para os funcionários em ambiente fresco e arejado, acompanhado da adoção de medidas de controle do calor e monitoramento da temperatura. Também devem ser fornecidos equipamentos de proteção individual adequados para a realização do trabalho. 

 

Qual a estrutura da Norma Regulamentadora 14?

A primeira versão da Norma Regulamentadora 14 foi publicada na Portaria MTb n. º 3.214, de 08 de junho de 1978, e sua versão mais atual é apresentada pela Portaria MTP Nº 2.189 (NR-14). Ela é apresentada com uma estrutura simples, sendo dividida em objetivo, campo de aplicação e medidas de prevenção. 

A NR-14 foi construída com uma estrutura simplificada para orientar as empresas a tomar as medidas necessárias para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que operam em ambientes de alta temperatura.

 

A NR-14 se aplica a quais empresas?

Pode haver incerteza quanto às empresas que devem seguir a NR-14, mas, em termos gerais, empresas de todos os portes, tanto do setor público como do privado, que realizem atividades em locais de trabalho com condições de calor extremo devem estar em conformidade com a norma.

 

Entre as principais empresas possuem ambientes de calor extremo, estão:

·       Indústrias siderúrgicas e metalúrgicas;

·       Fábricas de vidro;

·       Fornos e padarias;

·       Fundições;

·       Frigoríficos;

·       Siderúrgicas;

·       Usinas termelétricas;

·       Empresas de construção civil;

·       Minas de extração de minério;

·       Indústrias petroquímicas, etc.

 

Qual a importância da NR-14?

A segurança no trabalho deve ser uma das maiores preocupações de toda a empresa, já que proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável é importante para evitar acidentes e para evidenciar o cuidado com seus funcionários. 

Dessa forma, a NR-14 é de extrema importância, pois é uma norma regulamentadora que visa estabelecer normas e medidas para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais relacionadas à exposição a altas temperaturas no ambiente de trabalho.

Além de ser uma norma que instrui a empresa a manter-se de acordo com a legislação trabalhista, ela é um importante guia para evitar gastos com multas e processos trabalhistas ou prejudicialidade da reputação por um acidente de trabalho.

 

Quais os cuidados e equipamentos as empresas devem possuir?

Apenas conhecer e implementar as regras da NR-14 pode não ser o suficiente para garantir a segurança dos funcionários. É preciso manter alguns cuidados para que a proteção permaneça sendo efetiva. 

É necessário, por meio de educação corporativa, explicar a todos os funcionários a importância da NR-14 para eles e para a empresa. Afinal, de nada adianta os trabalhadores possuírem o material de segurança se não o utilizarem ou não souberem como manuseá-lo. 

Também é preciso realizar avaliações técnicas com constância para checar a integridade dos equipamentos de trabalho e verificar o dia a dia na empresa para observar se os funcionários estão cumprindo com as determinações de segurança. 

Os profissionais também precisam desfrutar de um espaço com sistema de ventilação, da disponibilização de EPI’s individuais para uso e do acompanhamento de saúde para verificar se o trabalho não está causando nenhum malefício. 

 

EPI’s necessários

A NR-14 determina que devem ser utilizados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para proteger os trabalhadores da exposição ao calor excessivo.

 

Entre os equipamentos, estão:

·       Avental aluminizado tipo barbeiro para proteger o tronco;

·       Capuz forneiro para resguardar a cabeça;

·       Calça aluminizada para salvaguardar as pernas;

·       Perneira aluminizada para proteção dos membros inferiores;

·       Óculos de proteção para preservação dos olhos contra partículas, faíscas e poeira;

·       Luvas de proteção para proteger as mãos contra cortes e queimaduras.

 

Tais equipamentos são de uso obrigatório e estão descritos na Norma Regulamentadora 14, ou seja, é preciso comprar os equipamentos com os materiais de fabricação corretos para garantir a eficácia e o respeito ao que foi orientado pela Norma. 

 

Conclusão

 

A partir da leitura desse artigo, ficou evidente como a segurança no trabalho é importante e que seguir as normas regulamentadoras é uma forma de garantir a saúde dos funcionários no ambiente de trabalho.

Idealizada para proteger profissionais que trabalham próximos de altas temperaturas, a NR-14 é sucinta, direta e fácil de entender. Assim, para evitar acidentes e manter as medidas de segurança, boas opções são sempre reler este texto e conferir a norma na íntegra. 

Por fim, é importante lembrar que também é necessário criar uma cultura de segurança na empresa, incentivando a participação dos funcionários na identificação e na prevenção de riscos, além de investir em treinamento e desenvolvimento. 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


 




 

PERCEPÇÃO DE RISCO DEVE SER TRABALHADA PARA EVITAR ACIDENTES

 


No mundo real, o risco zero não existe. Isso porque, em tudo que fazemos, há sim a possibilidade de ocorrer um imprevisto, um erro, e tudo muda em uma simples tarefa rotineira. Corremos riscos todos os dias e eles estão presentes em nossas vidas. No ambiente industrial, ao lidar com máquinas e equipamentos, o objetivo de gestores e colaboradores deve ser o de estar mais próximo possível do risco zero. Essa é melhor forma de evitar acidentes de trabalho e garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de todos.

No entanto, arriscar-se faz parte da natureza humana. Por isso é tão importante trabalhar a percepção de risco com a sua equipe: conhecer, perceber os riscos que estão à nossa volta e minimizá-los ao máximo possível.

Quer um exemplo prático? Atravessar a rua é um risco. Atravessá-la sem olhar para os lados aumenta muito esse risco. Reconhecer que ao atravessar a rua, por mais calma que ela seja, existe a possibilidade de atropelamento é ter a percepção do risco. Agora, a atitude de parar, olhar para os lados, esperar os carros passarem e aí sim atravessar com segurança é fazer o gerenciamento do risco existente. É um exemplo simples, mas que precisa ser entendido por todos que lidam com riscos ocupacionais diariamente.

 

O que é risco?

No sentido mais utilizado, o risco está associado à probabilidade de ocorrência de um acidente e a intensidade dos danos ou perdas causadas por essa ocorrência. Ou seja, é a possibilidade de acontecer algo. O risco também pode estar associado a uma ocorrência positiva, mas não vamos tratar desse tema aqui.

Já a percepção de riscos, como exemplificado anteriormente, é o ato tomar consciência, por meio dos sentidos (audição, tato, visão, olfato, paladar), de algum perigo eminente, tomando a decisão adequada para evitá-lo. Isso é muito importante para o trabalhador uma vez que qualquer atividade produtiva tem em si um risco em potencial, mas que não necessariamente vá causar um acidente.

Por mais que se faça a prevenção, as condições de trabalho podem mudar ao longo dos anos ou em algumas situações diversas. Por isso, é sempre importante que todos os envolvidos em uma determinada atividade trabalhem para evitar acidentes, identificando uma situação de risco.

A empresa, por outro lado, precisa ter o domínio sobre todas as potenciais situações de acidentes existentes para que sejam sanadas com rapidez. Por isso, quando uma situação de risco é identificada em sua rotina, o trabalhador precisa informar à gerência, que deve tomar todas as medidas cabíveis.

 

Comportamentos de risco no ambiente de trabalho

Muitos comportamentos de risco no trabalho podem ser associados à falta de percepção do risco, à ausência de medidas de controle eficientes para prevenção de acidentes e até à falta de comprometimento dos colaboradores com a sua segurança e de seus colegas. O comportamento de risco é individual, isto é, depende dos atos de cada um, mas a atitude de um pode afetar todos os outros.

 

Conheça alguns comportamentos de riscos na rotina industrial:

- Falta de atenção;

- Ritmo acelerado de trabalho;

- Fazer as coisas no "modo automático";

- Atitudes muito confiantes (sentimento de segurança em tudo o que se faz, devido à rotina);

- Desrespeito aos procedimentos e normas de segurança;

- Uso inadequado de ferramentas ou máquinas;

- Uso de ferramentas ou materiais estragados;

- Uso de equipamentos sem manutenção;

- Operar equipamento sem treinamento adequado;

- Tentar realizar manutenção em um equipamento sem treinamento adequado;

- Falta de uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e coletiva (EPC’s);

- Comportamentos inadequados no ambiente de trabalho, como brincadeiras que coloquem em risco a vida de outros trabalhadores.

 

Cultura de segurança

Você sabe quais são os fatores de riscos aos quais os colaboradores estão expostos nas rotinas de trabalho? Esse é um passo importante para a identificação dos pontos críticos dentro da indústria. Além de analisar as atividades e áreas, é preciso levantar os riscos e estabelecer as prioridades de segurança. O objetivo é garantir a implantação de uma cultura de segurança dentro da empresa, com um plano de ações para contornar esses problemas e medidas que visam reduzir acidentes e doenças ocupacionais, protegendo a integridade dos trabalhadores.

A legislação brasileira prevê que as empresas sigam as Normas Regulamentadoras (NR’s), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para garantir a saúde dos seus colaboradores. O primeiro passo é compor uma equipe multidisciplinar focada na segurança do trabalhador, formando um Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Esta equipe deve ser composta por diversos profissionais, dentre os quais: técnico de Segurança do Trabalho, engenheiro de Segurança do Trabalho e médico, enfermeiro do Trabalho e outros profissionais que possam contribuir para a elaboração de um plano de segurança.

 

A importância de reportar riscos

Reportar riscos é uma forma de aumentar a segurança na sua empresa. Por isso, quando ocorre algo fora do previsto durante a execução de um trabalho, tudo precisa ser relatado aos líderes e repassado ao restante da equipe, como forma de fortalecer a cultura interna de segurança.

Para isso, a empresa deve incentivar o reporte de riscos por um meio oficial, que pode ser anônimo. Reportar é informar ao gestor qualquer situação que possa colocar a sua saúde ou a de outro colaborador em perigo. No reporte deve ser descrita a ocorrência ou risco, como o funcionamento anormal de uma máquina ou equipamento, uma postura inadequada de um colaborador, a falta de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) ou Individual (EPI) e até uma sugestão de melhora em um processo. Esta ocorrência deve ser levada para a área de Segurança do Trabalho, que irá investigar as causas, potenciais riscos e formas de solução. Quanto menos riscos a equipe estiver exposta, menos acidentes ocorrerão.

Segundo a OSHA (Occupational Safety and Health Administration), órgão que regulamenta as relações de segurança e saúde no trabalho nos Estados Unidos, o “quase acidente” é “uma ocorrência imprevista que não resultou em ferimentos, doença ou dano, mas tinha o potencial para fazê-lo”. Por isso, está ocorrência não deve ficar restrita ao conhecimento apenas dos envolvidos. É a partir deste “quase acidente” que os acidentes verdadeiros podem ser evitados.

 

Veja abaixo alguns pontos para incentivar os colaboradores sobre a importância de relatar riscos:

- Evita novos acidentes;

- Aprimora processos internos;

- Facilita a fiscalização da conduta de todos os trabalhadores, já que a sua segurança depende também da atitude de um colega;

- Colabora com o aperfeiçoamento das atividades desempenhadas na empresa;

- Contribui com as ações da CIPA.

 

O mais importante é que todos entendam a importância da percepção de riscos e o que o seu reporte não é um incentivo para punições e sim uma oportunidade de aprendizado e aprimoramento!

 





Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

 





 

RISCOS DURANTE AS ATIVIDADES DE SOLDAGEM

 



Dentre todas as atividades profissionais, a Soldagem, sem dúvida alguma, é uma das que mais envolvem Riscos à saúde do trabalhador. Isso porque além de o trabalho consistir no manuseio de uma tocha flamejante, existem os riscos invisíveis como as radiações.

Ao mesmo tempo, essa atividade é uma das mais exercidas pelos ramos industriais em todo o país. Por isso, mesmo com as Medidas de Controle de Riscos existentes, ainda ocorrem muitos Acidentes do Trabalho que muitas vezes acontecem por falta de informação, falta dos equipamentos corretos para a proteção, entre outros.

A verdade é que a primeira coisa a ser feita pela Segurança do Trabalho nessas situações é conhecer cada um dos riscos existentes durante a Soldagem. Somente tendo consciência de cada um deles, que se pode desenvolver as medidas preventivas e conscientizar a todos da sua importância. 

Por isso, se você deseja saber mais sobre as atividades do Soldador, quais os riscos da profissão, as principais Medidas de Controle, EPIs e muito mais, este artigo é para você! Continue conosco para descobrir tudo que precisa sobre os riscos da Soldagem.

 

O que é a Soldagem e por que possui Riscos? 

Soldagem é o processo de unir certos tipos de metais através do derretimento das peças. Logo, é feito um enchimento que varia de acordo com a necessidade para que seja feita uma junta. Essa atividade se desenvolve através de uma fonte de energia, chama de gás, arco elétrico, laser ou ultrassom. 

Antes do século XX, soldadores utilizavam um processo que se chamava Soldagem forjada. Funcionava assim: aquecia-se as peças a serem consertadas e depois martelava-se até que se formassem amálgamas. Logo, com o advento da eletricidade, essa atividade foi evoluindo e se tornando mais rápida e fácil. 

O Soldador é o profissional responsável por realizar os cortes e soldagens dos materiais a serem trabalhados. Como lida diariamente com a exposição ao risco, este trabalhador deve estar apto e habilitado para realizar os processos em segurança. Além disso, deverá fazer uso dos equipamentos de proteção de acordo com o recomendado. 

O uso dos EPI’s é fundamental para a segurança física dos profissionais. Por este motivo, é necessário utilizar não somente um, como todos os equipamentos de proteção necessários para proteger cada parte do corpo do usuário. 

A decisão de quais equipamentos utilizar deverá partir do PGR, que irá avaliar e identificar cada um dos riscos do ambiente. Esses riscos irão variar de acordo com alguns fatores como material que é utilizado, tipo de soldagem, entre outros.

Vamos ver abaixo quais os principais tipos de Soldagem para depois conhecermos seus riscos. 

 

Quais os Tipos de Soldagem?

Existem muitos tipos de solda atualmente. No entanto, podemos elencar aqui 6 principais. 

 

São eles: 

·       Soldagem Arco Manual;

·       TIG;

·       MIG;

·       Soldagem a Arco com Arame Tubular;

·       Utilizando Oxigás;

·       Soldagem com Eletrodo Revestido. 

 

Cada um destes tipos possui suas características que os deixam mais ou menos apropriados para determinadas atividades. Vamos ver um pouco mais sobre eles abaixo. 

 

Soldagem com Arco Manual

De todas as Soldagens Industriais, a que é realizada com o Arco Manual é a mais antiga. Também chamada de MMA ou SMAW, este é o processo mais comum quando o assunto é soldagem em locais de trabalho, indústrias ou trabalhos domiciliares. 

Atualmente, é muito utilizado na indústria siderúrgica, automobilística, mineração e metalúrgicas. Esse tipo de solda pode ser utilizado em diversos tipos de metal. No entanto, é geralmente utilizada em aço e aço inoxidável.

 

TIG

A Soldagem TIG também pode ser chamada de Gás Tungsten Welding e é o método considerado o mais difícil e, por isso, requer mais habilidade e experiência do profissional. Por ser um tipo de solda de alta qualidade e grande eficiência, pode ser aplicada em vários tipos de metais. No entanto, geralmente é utilizada em metais exóticos com o titânio. 

 

MIG

A Soldagem MIG ou Metal Inert Gás é um tipo de solda considerada semiautomática. É comumente utilizada na fabricação e indústrias automotivas além de outros tipos de fábricas. É um dos tipos de solda considerados rápidos e de fácil utilização, podendo ser utilizado em aço, aço inoxidável ou até mesmo alumínio. 

Este tipo de solda é muito procurado também por ser de baixo custo, possuir processo automatizado e manuseio simplificado. Dessa forma, oferece uma melhor qualidade final e menor distorção nas peças, sem a necessidade da remoção de escória no final do processo. 

 

Soldagem a Arco com Arame Tubular

Considerado o método mais rápido de Soldagem Industrial, a solda à Arco com Arame Tubular é o processo mais comum e aplicado nas mais diversas indústrias e áreas profissionais. É o método preferido, inclusive, quando há a necessidade de soldagem em grandes quantidades como, estaleiros, construção de navios, etc. 

 

Soldagem oxigás

A Soldagem Oxigás utiliza energia como combustível para produzir calor capaz de fundir o material a ser trabalhado. Geralmente ocorre da seguinte forma: une-se os dois metais com um outro metal de enchimento, através de uma chama proveniente do maçarico. 

Assim, o metal fundido e o metal de enchimento formam um líquido que se solidifica quando é resfriado. Por este motivo, este tipo de Soldagem é o mais utilizado em consertos, peças finas ou mesmo tubos de diâmetros pequenos. É muito usada em ferros fundidos, alumínio, aço galvanizado, latão, chumbo, entre outros. 

Dessa forma, tem um custo baixo se comparado a outros tipos de solda e o equipamento é quase sempre portátil e bem versátil. É utilizado o acetileno durante o processo, devido às altas taxas de propagação da chama ou das altas temperaturas. 

 

Soldagem com Eletrodo Revestido

Este tipo de solda é muito utilizado e indicado para o trabalho com o aço. O Eletrodo Revestido faz com que as substâncias dos materiais sejam trituradas e misturadas, formando, assim, uma massa homogênea que liga os materiais. 

 

Riscos da atividade de Soldagem

Todos os tipos de Soldagem envolvem muitos riscos para a saúde dos trabalhadores. Dessa forma, cada um deles deve ser previamente identificado e medidas devem ser tomadas para atenuá-los.

 

Primeiramente, podemos dividir os principais riscos da atividade de Soldagem em dois grupos:

·       Riscos Físicos;

·       Riscos Químicos.

 

Nos fatores físicos podemos mencionar os raios ultravioletas e infravermelhos emitidos pelo arco da soldagem em altas temperaturas. Esses raios podem causar diversos tipos de danos à saúde do trabalhador se o mesmo não estiver devidamente protegido. 

Quanto aos fatores químicos, é possível citar as composições sólidas / poeiras decorrentes do processo de soldagem que podem ser inalados pelo trabalhador. Assim, podemos citar: diversos tipos de metais, níquel, ferro, manganês, chumbo, etc. E também no estado gasoso, como óxido de manganês, óxido de nitrogênio, fluoreto de hidrogênio, etc. 

 

Estes elementos são decorrentes ao que chamamos de fumo da solda, e são alguns dos riscos que o processo de soldagem traz para o trabalhador. Além disso, existem outros riscos como: 

·       Má postura;

·       Falta de Ventilação;

·       Ruído e vibrações;

·       Desconforto térmico;

·       Má iluminação;

·       Choques elétricos;

·       Queimaduras;

·       Queda de objetos;

·       Possibilidade de trabalho em espaço confinado.

 

Para cada um destes riscos, Medidas de Controle de Risco deverão ser aplicadas. Assim, é possível atenuar os agentes e assegurar a saúde e a segurança física dos trabalhadores. 

·       EPC’s e EPI’s para os Riscos da Soldagem 

·       EPC é a sigla para Equipamentos de Proteção Coletiva e EPI, Equipamento de Proteção Individual. Ambos os produtos são indispensáveis, além de obrigatórios, para a Segurança do Trabalho nas atividades que envolvem Soldagem. 

 

Dentre os principais EPC’s, estão: 

·       Cortina Especial para Solda;

·       Sistema de Exaustão;

·       Extintor de Incêndio;

·       Sinalização do ambiente;

·       Entre outros.

·       Quanto aos EPI’s, os principais utilizados são: 

·       Avental de Raspa;

·       Máscara de Solda (podendo ser automáticas);

·       Luva de Segurança;

·       Proteção Auditiva;

·       Óculos para Solda;

·       Perneiras;

·       Manga de Raspa;

·       Avental de Raspa tipo Barbeiro (com mangas);

·       Touca Árabe.

·       Precisando de algum destes equipamentos? É só contar com a Prometal EPI’s!

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.


 





AR COMPRIMIDO: 

SAIBA DOS RISCOS

 



Confira os riscos do ar comprimido e saiba como se proteger

Ar comprimido é muito útil em todas as atividades de produção industrial, sendo uma das mais elementares no processo de pintura, aplicação de revestimentos, entre outros processos industriais. Neste artigo, você verá também os cuidados e os principais perigos no manuseio do Ar Comprimido.

 

O que é ar comprimido?

Ar comprimido é uma fonte de energia como outra qualquer. É utilizado para realizar infinidade de trabalhos igual outras formas de energia, como a energia elétrica ou hidráulica.

O ar comprimido é o ar atmosférico com pressão superior à da pressão atmosférica. Ele ao ser produzido através de um processo mecânico acumula energia cinética e ao ser liberado realiza trabalho mecânico. Ele necessita ser armazenado em recipientes como cilindros ou botijões. A compressão do ar se dá pela redução do volume, sendo que para isto é necessário o auxílio de equipamentos como um compressor.

O ar atmosférico, quando aspirado pelo compressor, contem impurezas que podem ser invisíveis a olho nu, a exemplo partículas solidas ou invisíveis como vapores de água (umidade), hidrocarbonetos de gases existente no ambiente.

No processo de compresso pode ocorrer também a contaminação do ar pelo óleo lubrificante do compressor. No processo de compressão é gerado calor que eleva a temperatura do ar e transforma os vapores de agua em gás.

Para a eliminação destes inconvenientes é necessário tratar o ar comprimido. O tratamento se da inicialmente pela redução da temperatura através de resfriadores e secadores, que transformam os vapores em líquidos, o que facilita sua eliminação através de separadores de unidade e filtros.

 

Quais são os riscos que o ar comprimido oferece?

Apesar de sua inegável utilidade, o sistema de ar comprimido deve ser manuseado com cautela para que não ocorram problemas com quem o utiliza. As principais complicações decorrentes de um mau uso do ar comprimido são:

 

Riscos de explosões.

Caso não seja adequadamente armazenado em recipientes corretamente dimensionados para resistir à pressão a que está submetido e capazes de resistir até uma elevação de pressão de 1.5 vezes a pressão de trabalho, pode ocorrer rompimento dos recipientes de contenção do ar comprimido causando destruição e danos e até morte de pessoas.

 

Danos à pele

Caso haja contato direto do jato de ar comprimido com a pele humana, há a possibilidade de o ar penetrar através dos poros da pele, provocando ferimentos graves, descolamento da pele hemorragia pelo rompimento de artérias e infecções cutâneas.

 

Complicações em órgãos internos e externos

Um jato de ar comprimido no rosto pode provocar deslocamento da retina e o rompimento do tímpano.

Além disso, ao atingirem órgãos internos, o ar comprimido pode atingir o coração e gerar sintomas semelhantes ao de um ataque cardíaco. Se atingir o cérebro, pode provocar um derrame e pode causar danos irreversíveis aos pulmões.

 

Quais cuidados devem ser tomados com o ar

Localização: O reservatório com ar comprimido deve ser instalado em um local aberto e ventilado. Protegidos de acidentes mecânico ou colisões que possam danificar sua estrutura física.

Além disso, os reservatórios de ar devem ser instalados de modo que possam ser inspecionados quanto ao funcionamento dos itens de segurança e a cada cinco anos devem passar por uma inspeção conforme estabelecido na norma NR13 mecânicos.

 



 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

 


sexta-feira, 20 de outubro de 2023

 




 

PLANEJAR, É PRECISO, EXECUTAR É TUDO!

 



Em qualquer projeto, o planejamento é o primeiro passo, afinal, é necessário colocar no papel tudo o que você precisa para realizar alguma ação. Ao mesmo tempo, ela só se concretiza se você reunir o suficiente para executar os planos. Para te ajudar nos dois processos, nós trazemos dicas sobre os benefícios de cada um deles. Confira!

 

A importância do planejamento

O planejamento – para a abertura de uma empresa ou para a sua carreira profissional, por exemplo – é o primeiro passo para mapear as ações que você precisa fazer para alcançar os objetivos. Além disso, oferece outros benefícios como:

 

Planejamento: Tempo

Quando você se planeja com antecedência para determinado acontecimento, consegue estar a alguns passos à frente da execução, contando com tempo hábil para se preparar e realizar todas as ações necessárias para tal evento.

 

Planejamento: Mobilidade

Em muitos casos, é possível pensar em diferentes caminhos para se alcançar o mesmo objetivo. Quando você está adiantado no planejamento, consegue tirar um tempinho para raciocinar, exercitar a criatividade e pensar na inovação.

 

Segurança

Imagine que você irá abrir uma nova empresa, para cumprir todos os passos necessários é preciso se planejar, né? São tantos impostos e certificações a serem concluídos, além do mapeamento de todo o fluxo financeiro! Se você começa bem antes, consegue ter a segurança de realizar tudo e não deixar pendências.

 

Planejamento: A importância da execução

Ao mesmo tempo em que é importante planejar tudo com detalhes, é necessário focar na execução e manter o foco para tirar os projetos do papel e torná-los uma realidade atingível. Para tal, você pode seguir nossas dicas:

 

Acredite no que faz

Independentemente dos objetivos, é fundamental que o seu planejamento esteja alinhado com as coisas que você acredita! Seja a criação de um novo aplicativo, ou seja, o projeto de uma empresa, o importante é fazer algo que te deixará bem e motivado!

 

Crie objetivos tangíveis

Não é muito efetivo estabelecer uma série de metas difíceis demais de cumprir no planejamento. É necessário pensar em ações possíveis de se realizar a curto e a longo prazo.

 

Manter-se motivado

É preciso encontrar a motivação para continuar firme no seu planejamento, dia após dia! Assim, você consegue reunir a força necessária para cumprir todos os passos e rumar aos seus objetivos.

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


    COMO USAR A TECNOLOGIA A FAVOR DA SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO       Quando falamos de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), p...