quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

 




 

ACIDENTES DE TRABALHO MAIS COMUNS E COMO EVITAR

 



Segundo um relatório do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil registrou uma taxa de seis mortes a cada 100 mil empregos formais, entre 2002 e 2020. Esses dados mostram como os acidentes de trabalho são bastante comuns, mesmo com tantas informações a respeito de cuidados para prevenção.

Neste artigo, você vai conhecer os principais acidentes nos ambientes de trabalho e saber como evitá-los. Continue a leitura!

 

4 acidentes de trabalho mais comuns e como evitá-los 

É indispensável que os colaboradores de uma empresa saibam quais são os acidentes de trabalho mais comuns e como evitá-los.

 

Confira quais são eles:

 

1. Quedas 

 

Trabalhadores que atuam em alturas elevadas, correm altos riscos de queda. Além disso, quanto maior for o local, maiores serão os riscos de danos sérios e, na maioria das vezes, irreversíveis.

As quedas, normalmente, são causadas por ambientes com falta de sinalização adequada, uso de equipamentos de baixa qualidade ou com defeitos e, principalmente, a falta de equipamentos de segurança.

 

Portanto, se você quer evitar esse tipo de acidente, é importante seguir alguns cuidados essenciais:

 

·       Uso de EPI’s - Equipamento de Proteção Individual;

·       Uso de Equipamentos de Qualidade;

·       Revisão e Manutenção Frequente dos equipamentos;

·       Ações para garantir que todos os colaboradores utilizem os EPI’s.


Mas as quedas não estão restritas a ambientes muito altos. Muitas vezes, lugares como escritórios também são propícios para esse tipo de acidente.

 

Nesse caso, as dicas de segurança são:

 

·       Tenha sempre um espaço limpo e bem organizado, com as passagens livres para as pessoas;

·       Instale corrimão e faixas antiderrapantes nas escadas;

·       Garanta um ambiente bem iluminado;

·       Utilize placas de sinalização quando os pisos estiverem molhados.

 

Além disso, as pessoas podem sofrer mal súbito. Por isso, é importante que todos os colaboradores passem por um treinamento de primeiros socorros.

 

2. Acidentes com máquinas e ferramentas 

 

O manuseio de máquinas e ferramentas, como empilhadeiras, prensas hidráulicas, serras, dentre outras, pode ser bastante perigoso se não for feito corretamente.

Os riscos são a incapacidade do colaborador, perda de membros e, em alguns casos, a morte.

 

Portanto, para evitá-lo, é preciso:

 

·       Garantir que o funcionário esteja capacitado para manusear o equipamento;

·       Disponibilizar equipamentos em boas condições;

·       Utilizar materiais para saúde e segurança no trabalho.

 

3. Lesões por esforço repetitivo 

 

As Lesões por Esforço Repetitivo - LER, são causadas por atividades repetitivas, como digitação intensa em computadores, condução frequente de veículos, carga e descarga de itens etc. Elas podem causar danos nos músculos, tendões e ligamentos do colaborador.

 

Elas podem ser evitadas com alguns cuidados:

 

·       Garantir uma ergonomia adequada;

·       Certificar-se que os funcionários terão pausas para descanso ao longo do dia;

·       Instruir os colaboradores a fazerem alongamentos.

 

4. Choques elétricos

 

Os choques elétricos podem causar desde queimaduras até paradas cardíacas, que podem levar o colaborador a óbito.

 

Portanto, a empresa deve se responsabilizar por:

 

·       Garantir que somente funcionários capacitados atuem em setores elétricos;

·       Utilizar EPI’s;

·       Garantir a manutenção na rede elétrica do local para evitar fios desencapados e realizar substituições, caso seja necessário;

·       Ter um desfibrilador cardíaco na empresa.

 

Além desses cuidados para evitar acidentes de trabalho, é importante que os funcionários estejam cientes das ações que devem ser tomadas para garantir um ambiente seguro. Portanto, deve ser feita uma conscientização e, se preciso, oferecer treinamentos. 

Mesmo com todas as ações de prevenção e conscientização que deve existir no ambiente de trabalho, também é indispensável que a empresa esteja preparada para lidar com as consequências desses acidentes, caso eles aconteçam. 

Portanto, para garantir um atendimento adequado às vítimas, é preciso ter um DEA - Desfibrilador Externo Automático para salvar vidas e proporcionar um espaço de trabalho ainda mais seguro.




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PRIMEIROS SOCORROS -  CONSEQUÊNCIAS DE NÃO REALIZAR A RCP CORRETAMENTE




A Reanimação Cardiopulmonar - RCP é uma prática utilizada nos atendimentos de primeiros socorros. Ela é uma sequência de manobras e massagens cardíacas feitas em vítimas de parada cardíaca e tem como objetivo manter a circulação sanguínea do coração e outros órgãos vitais.

Com isso, é evitado que o acidente leve a pessoa a óbito antes da chegada do resgate. Porém, existem algumas consequências perigosas quando o procedimento não é realizado corretamente, por isso, é importante conhecer algumas ações que devem ser evitadas.

Quer saber mais sobre o assunto para conhecer as consequências de uma RCP feita de maneira errada e evitá-las? Continue a leitura!

Erros durante a realização da RCP em primeiros socorros e suas consequências 

Confira quais são os erros no processo de primeiros socorros para evitá-los e não gerar consequências da parada cardíaca para a vítima:

1. Demora para iniciar o procedimento de primeiros socorros

É importante que a RCP seja feita o mais rápido possível após o acidente. Afinal, quanto mais tempo demorar para o socorro acontecer, menores serão as chances de obter sucesso na reanimação.

2. Realização da RCP em quem não sofreu parada cardiorrespiratória 

A RCP é uma técnica realizada para a reanimação cardiopulmonar com o objetivo de reverter uma Parada Cardiorrespiratória - PCR. Portanto, é preciso certificar-se de que o coração da vítima está realmente parado. Afinal, é perigoso comprimir o peito de alguém que não está nessa situação, podendo causar efeitos negativos para a saúde, como uma fratura óssea.

 

3. Fazer RCP com posicionamento errado 

 

Para que a RCP, de fato, tenha efeito positivo, é preciso que a vítima esteja deitada em uma superfície plana e firme, deitada de barriga para cima. Caso contrário, o procedimento não terá o resultado desejado.

 

4. Não manter um ritmo 

 

A RCP deve ser realizada sem pausas até que a assistência médica chegue ao local do acidente para evitar que a pessoa vá a óbito. Além disso, o ritmo adequado de compressões do tórax é de cerca de 100 movimentos por minutos.

Por ser um procedimento cansativo, é recomendado que duas pessoas o realizem, fazendo revezamentos, justamente para evitar interrupções no procedimento por cansaço.

 

5. Realizar o mesmo procedimento em pessoas com idades diferentes

 

A RCP pode ser feita em pessoas de qualquer idade que estejam sofrendo uma parada cardiorrespiratória.

 

Porém, existem algumas peculiaridades em cada fase para garantir sucesso:

 

·       RCP em adolescentes e adultos: deve ser realizada com as duas mãos;

·       RCP em recém-nascidos, bebês:  deve ser realizada apenas com o uso dos dedos, de preferência o polegar;

·       RCP em crianças: deve ser realizada somente com uma das mãos.

 

É importante tomar esse cuidado para que os adultos recebam a força adequada para a RCP ter efeito, mas também evitar que bebês e crianças acabem sendo machucados por excesso de força desnecessária.

 

 



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terça-feira, 3 de janeiro de 2023





 

 

VOCÊ SABE IDENTIFICAR OS INDÍCIOS DE UM ATAQUE CARDÍACO?

 


Quando uma forte dor no peito aparece é um indicativo de que há algo errado acontecendo e é comum associarmos imediatamente a dor com a possibilidade de que seja um infarto.

Mas nem sempre essa dor, tem a ver com um ataque cardíaco. Ela também pode estar associada a alta carga de ansiedade, adrenalina, ou até mesmo a um ataque de pânico.

No mundo mais de 17 milhões de pessoas morrem por ano vítimas de doenças cardiovasculares, segundo dados da Organização Mundial da Saúde - OMS, que relata ainda que esses problemas representam a maior causa de mortes no Brasil, com cerca de 360 mil casos por ano.

Muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas, ou prolongadas, com cuidados preventivos e/ou com o atendimento rápido e adequado. Afinal, alerta, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças cardiovasculares podem reverter essa grave situação.

Em geral, o problema pode surgir em pessoas de qualquer idade, mas acontece com maior frequência em pessoas com mais de 45 anos. Os principais inimigos do infarto são: o tabagismo e o colesterol em excesso, pois acumulados podem levar à formação de placas de gordura, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes.

“O importante é estar atento aos sinais. No caso do ataque cardíaco são vários. Ao perceber estar sentindo dois ou três deles, procure imediatamente ajuda médica” ressalta Marco Antônio Marques Félix, médico geriatra, instrutor de Suporte Avançado de Vida pela American Heart Association e consultor da CMOS DRAKE, empresa fabricante de desfibriladores cardíacos há mais de 30 anos...

Saber identificar os fatores de risco relacionados a ataques cardíacos ou como identificar os principais sintomas e como realizar o tratamento é de grande importância.

 

Os principais sintomas de um ataque cardíaco são:

 

1 – Dor no peito: A sensação é como se fosse realizada sobre o tórax uma grande pressão, como se algum objeto estivesse sendo pressionado. A direção deste aperto acontece em direção ao centro ou um pouquinho para a esquerda, bem no sentido do coração. Por isso, esse é um dos sintomas mais dolorosos e alarmantes de um infarto.

 

2 – Tonturas e vertigens: Outro fator importante para identificar um problema no coração é sentir tonturas e/ou vertigens. A sensação de perda de consciência momentânea ou permanente, que é o desmaio, aponta a fragilidade do corpo. Em geral, elas são o resultado de um quadro prévio de arritmia ou de mudanças súbitas no funcionamento do ciclo cardíaco.

 

3 – Sensação de enjoo e a perda do apetite: Uma pessoa que está em ameaça de sofrer um infarto ou algum desfalecimento cardíaco apresenta forte sensação de enjoo, além de perder completamente a vontade de comer. Mas os vômitos acontecem não somente antes do ataque, como também pode acontecer durante.

 

4 – Dificuldades para respirar: Um infarto ou outra questão no coração faz com que a pessoa sofra um colapso no pulmão, resultando assim em falta de ar. A parada cardiorrespiratória é quando o coração não consegue mais bombear sangue e oxigênio para o corpo, fazendo com que o pulmão perca a sua capacidade de trabalhar sozinho.

 

5 – Dores nos braços: Muito comum é ver pacientes de ataque cardíaco relatar que sentiram dores nos braços. Este é um sinal muito comum nos homens, quando a dor no peito irradia para os braços, cotovelos e ombros. Além disso, essas dores também podem ter reflexo no abdômen e pescoço. Isso acontece porque os sinais nervosos recebem grande tensão, gerando uma dor que pode ser contínua ou intermitente.

 

6 – Fraqueza: Devido ao corpo estar sob extrema pressão e por ter a possibilidade de haver algum tipo de tontura ou desmaio, a fraqueza é um dos sintomas mais característicos. Uma pessoa em ataque cardíaco muitas vezes não consegue segurar objetos leves com as mãos, como uma folha de papel.

 

7 – Dores na região do estômago: As dores abdominais e a sensação de queimação estomacal são sinais muito comuns nas mulheres. Este é um sintoma intenso e muito dolorido.

Como vimos, é fundamental reconhecer os sinais de um ataque cardíaco e, ao identificar a combinação de mais de dois desses sintomas, procurar auxílio profissional imediatamente. Além disso, a doença pode ser identificada precocemente. Então, não deixe de fazer um acompanhamento médico com um cardiologista e se informar sobre as formas de prevenção e também como agir em caso de uma emergência: situação em que a pessoa desmaia e perde a consciência. Nesses casos os passos são: iniciar imediatamente as compressões torácicas (massagens cardíacas) e procurar o Desfibrilador DEA mais próximo para garantir a sobrevida da vítima até a chegada do socorro especializado, que também deve ser acionado imediatamente.

 




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CHECKLIST DE MATERIAIS PARA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

 



De acordo com a legislação trabalhista, as empresas precisam garantir um ambiente de trabalho livre de riscos para os colaboradores. Nesse sentido, é preciso providenciar materiais para saúde e segurança do trabalho. 

 

4 Materiais para saúde e segurança do trabalho que são essenciais

 

Os materiais para saúde e segurança do trabalho agem de forma preventiva, evitando que os colaboradores sofram acidentes ou estejam expostos a riscos que podem comprometer a sua integridade física. Também é importante que a empresa tenha itens para auxiliar no atendimento de possíveis emergenciais, como os extintores e os kits de primeiro socorro.

Por isso, é dever das empresas minimizar os riscos existentes no local de trabalho, fornecendo Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s e outros itens necessários para a segurança de todos e prevenção de acidentes. Para te ajudar com isso, separamos a lista dos mais importantes:

 

1. Protetor auricular

 

A longo prazo, a exposição a ruídos em um volume alto pode danificar o canal auditivo, mas os danos só são percebidos com o passar dos anos. Para evitar problemas como surdez ou perda auditiva, é preciso fornecer protetores auriculares, como abafadores e tampões de ouvido. 

 

2. Luvas, botas e jalecos

 

As luvas são importantes para proteger as mãos e os braços. Porém, o tamanho e o material na sua composição vai variar de acordo com o risco que o colaborador está exposto. 

Por exemplo, quem trabalha com produtos abrasivos, o ideal são os modelos de raspas. Para aqueles funcionários que manuseiam cargas pesadas, as melhores opções são aquelas texturizada. 

Já os colaboradores que entram em contato com óleo e graxa, precisam utilizar luvas de PVC. As de borracha nitrílica são ótimas para quem lida com agentes químicos e biológicos.

As botas e jalecos também são essenciais. As primeiras protegem contra quedas, enquanto os segundos

 

3. Capacete

 

Os capacetes protegem contra objetos que podem cair, contra pancadas ou colisão com outros itens. Também existem aqueles para proteção da radiação solar e eletricidade, por exemplo. 

O uso desse item em conjunto com viseira e arco voltaico é fundamental para quem trabalha com soldagem ou está em contato com partículas em suspensão.

 

4. Colete de sinalização

 

Também conhecido como colete refletivo, esse é um dos materiais para saúde e segurança do trabalho que não pode faltar para aqueles colaboradores que trabalham em locais com pouca luminosidade, como estradas à noite. Esse EPI evita que ocorram acidentes, como atropelamentos.

 

5. Proteção para trabalho em altura

 

Aquelas pessoas que trabalham em altura, como limpadores de vidro, precisam contar com diversos tipos de EPI:

 

·       Talabarte: conecta o trabalhador a uma estrutura segura;

·       Cinto de Segurança do Tipo Paraquedista: ele possui material altamente resistente, garantindo a segurança do colaborador;

·       Travaquedas: como o próprio nome já sugere, é um dispositivo que trava a queda quase que imediatamente;

 

5. Kit de primeiros socorros completo 

 

O kit primeiro socorros deve conter itens básicos para atender desde pequenos cortes até ocorrências como uma parada cardíaca por exemplo.

 

Confira alguns itens importantes para um kit de primeiros socorros completo:

 

·       Gaze

·       Compressa

·       Atadura de crepom de 10 cm

·       Micropore

·       Esparadrapo

·       Bolsa Termogel

·       Luvas cirúrgicas descartáveis

·       Almotolia de Sabão Líquido

·       Soro fisiológico 0,9%

·       Tesoura

·       Termômetro Digital

·       Água oxigenada – volume 10

·       Algodão

·       Pinças

·       Pomada para queimadura

·       Remédios e medicamentos (ex: Paracetamol, ibuprofeno ou cetirizina) ​

·       Solução de iodo

·       Desfibrilador Externo Automático DEA

 

Desfibrilador Externo Automático - DEA

 

O item mais importante do kit de primeiros socorros é o Desfibrilador Externo Automático - DEA, pois é capaz de salvar uma vida em caso de uma emergência cardíaca. Além do risco de infarto causado por condições de saúde prévias, acidentes de trabalho, como quedas e choques, podem levar a uma parada cardíaca.

Levando em consideração esse risco eminente, é preciso que as empresas estejam preparadas e contar com o DEA é a única forma de prestar o socorro rápido (antes mesmo da chegada do atendimento médico especializado) para salvar a vida do funcionário, caso algo desse tipo aconteça.

O socorro de uma vítima de infarto deve ser ágil, já que 50% das vítimas que não recebem assistência a tempo não sobrevivem. Por outro lado, daquelas que são atendidas na primeira hora, 90% saem ilesas. 

Portanto, é preciso considerar o DEA como um dos materiais para saúde e segurança do trabalho mais importantes. Esse equipamento é fácil de ser utilizado e não precisa ser manuseado por um profissional de saúde.

 

 

 

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

 




 

SEGURANÇA DO TRABALHO NAS EMPRESAS

 



Guia simplificado sobre o que é segurança do trabalho e seus equipamentos

 

Por que hoje tantas empresas se questionam o que é a segurança do trabalho e como ela pode impactar em diferentes cenários dentro de uma estrutura organizacional? A resposta é simples, o colaborador é seu bem mais valioso, cuidar deste tema é planejar e garantir que a empresa siga normas, padrões e processos organizacionais.

Muito mais que avaliação do ambiente de trabalho ou realizar manutenção em equipamentos. É preciso proporcionar espaço salubre, que ofereça condições físicas, mentais e emocionais para a produtividade do trabalho.

A preocupação constante com o assunto não é para menos. Por exemplo, 45% dos colaboradores pensam em deixar o emprego em decorrência do clima organizacional. Ou seja, tais fatores podem levar a perda de talentos!

Em relação a questões físicas e a própria vida, os números são mais assustadores. No Brasil, no último ano, foram registrados cerca de 700 mil acidentes e a cada 3 horas e 40 minutos, um funcionário vem a óbito, segundo dados da OIT - Organização Internacional do Trabalho.

Então, o que pode ser feito para garantir a segurança do trabalho? Se você deseja entender mais a respeito desse assunto, continue a leitura do artigo e veja tudo o que precisa entender!

 

1. O que é segurança do trabalho?

 

Quando falamos deste assunto, estamos abordando um tema muito mais complexo do que parece ser. A segurança do trabalho é um grande pilar das organizações que visa garantir que um trabalhador de sinta bem, fisicamente e mentalmente, para realizar suas atividades profissionais.

São diferentes medidas que tange diferentes temas como segurança, higiene, legislação, psicologia e treinamento, normas técnicas, responsabilidade legal, ergonomia, iluminação e diversas outras.

De maneira prática, podemos exemplificar o assunto. Os acidentes de trabalho ocorrem quando alguma norma técnica ou procedimento operacional deixou de ser cumprido. Assim, o conceito de segurança de trabalho envolve entender o que levou o fato acontecer e o que poderá ser feito para cuidar da saúde daquele colaborador, evitando que novos incidentes ocorram.

Além disso, a existência desse tipo de problema, quando recorrente, proporcionam uma série de questões que envolvem a satisfação de trabalho, clima organizacional, baixa produtividade e até mesmo, perda de colaboradores essenciais.

Sendo assim, é da grande importância que líderes e gestores das empresas avaliarem os locais de trabalho e desenvolver políticas que os possibilitem progredir os pilares de segurança do trabalho e evitar diferentes obstáculos no caminho do desenvolvimento organizacional.

 

2. Como a segurança do trabalho ajuda a prevenir acidentes?

 

Como adiantado anteriormente, a segurança do trabalho envolve diferentes assuntos que tem como um objetivo principal: cuidar de seus colaboradores. E tal preocupação, além de ser algo natural dentro das empresas, são prometidos por leis e normas técnicas que contam com mesmo propósito.

Assim, com a implantação de políticas que visam garantir a segurança do trabalho, a redução de acidentes são consequência bem-vistas e geradas. A CIPA, também conhecida como Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, é um ótimo exemplo para o assunto que estamos abordados. Ela é assegurada pela NR 05.

Entre os princípios da segurança do trabalho está a transparência com todos. É importante garantir que todos conheçam os riscos existentes e quais são os fatores para mitigá-los, mas é uma excelente maneira para demonstrar como os gestores estão buscando evitar que acidentes aconteçam.

 

3. Qual a importância do uso dos equipamentos de proteção?

 

Apesar de existirem diferentes dispositivos para implementação da segurança no trabalho, como a CIPA e também o SESMT, que é o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, ambos reúnem diferentes tipos de especialistas que tem como intuito garantir a segurança do trabalho na organização, também temos uma importante prática para o tema.

Os equipamentos de proteção individual, os EPI’s, são instrumentos utilizados por diferentes profissionais que os protegem de qualquer risco iminente. Os EPI’s agem em vários níveis de risco.

Eles são tão importantes que a falta de seu uso são uma das principais causas que levam colaboradores a sofrerem acidentes. E é justamente por sua relevância que a Lei n.º 6.514/77 da CLT torna obrigatório o seu uso.

É de responsabilidade do empregador oferecer todos os EPI’s que são necessários para as atividades de trabalho, em quantidade suficiente para todos e, quando necessário realizar substituições ou reparos, garantindo o uso com eficiência. 

Na Lei, também fica expresso a proibição de descontar, de alguma maneira, o valor referente ao EPI, independentemente da quantidade que seja necessário. O empregador tem direito de cobrar apenas diante do mau uso dos equipamentos. 

A Lei tem como intuito criar estratégias de treinamento e conscientização dos colaboradores para que eles consigam enxergar nas possibilidades de acidentes e o que as entidades envolvidas — eles e empresas — podem realizar para evitá-los.

Ainda sobre a legislação, ela tem como objetivo garantir que as empresas instiguem seus profissionais de trabalho e também resguardam para aplicação de advertência em caso de não uso. Entretanto, também responsabilidade realizar a CIPA que reforçará a importância do uso do material.

A Lei também regulamenta o processo de fabricação dos equipamentos de proteção, garantindo que eles estejam conforme as normas técnicas de cada um dos itens. Outro item que é acompanhado dentro da lei é a forma como eles são comercializados.

É obrigatório que eles contenham certificação adequada, que garante ao usuário proteção e qualidade para utilização com segurança. Sendo assim, é fundamental que as empresas, ao adquirirem os equipamentos, analisem de estão em conformidade com a Legislação nacional vigente.

Em caso de descumprimento podem ser aplicadas multas e até mesmo o encerramento temporário — ou não — das atividades no local. Os valores de multas variam de 3 a 30 salários-mínimos! Assim, fica como dever das empresas fornecer o equipamento, como fiscalizar que seus funcionários façam o uso.

 



4. Quais os principais equipamentos de proteção individual?

 

Os equipamentos de proteção individual são itens que são utilizados dentro de indústrias, construção civil e empresas com objetivos de proteger os usuários e evitar que acidentes ocorram, e coloquem em risco a vida dos colaboradores.

Por exemplo, é considerado trabalho em altura o realizado a partir de 2,00 m do nível inferior, ou seja, é possível que o empregado corra risco de queda durante sua atividade laboral. Nesse caso, é necessário que a pessoa que tiver nessa situação, utilizar equipamentos para sua proteção.

Outra situação em que eles se fazem extremamente necessários são em áreas potencialmente explosivas. Nesse caso, é necessário que faça utilização de equipamentos especiais, como insufladores de ar à prova de explosão.

Como eles podem ser usados em diferentes atividades, os EPI’s são encontrados em várias formas diferentes dentro do mercado. Para que você conheça, neste artigo listamos hoje quais são os mais comuns no mercado, confira:

 

Protetores de Cabeça

 

Um dos maiores riscos existentes é a região do crânio. Impactos mais agressivos podem levar a morte instantaneamente. Para isso, é recomendado equipamentos de proteção individual, como capacetes. 

Eles são essenciais em situações como choques mecânicos, impactos com objetos ou queda de desníveis e alturas. A falta de seu uso pode ser fatal em determinados cenários.

A opção com aba frontal é muito utilizada na construção civil, protege a cabeça contrachoques elétricos e impactos nela também.

Quando o EPI é com a aba total na face do usuário, a proteção é normalmente para atividades elétricas e agentes meteorológicos. No caso, as abas impedem que peças elétricas energizadas encostem no rosto. Já o capacete com a aba frontal e viseira é indicado em situações de alta temperatura e com risco de explosão. 

 

Proteção das mãos e membros superiores

 

Essa parte do corpo é uma das mais propensas a sofrer algum acidente, isso porque as utilizamos frequentemente para exercer nossas atividades. Em decorrência disso, é necessário que sejam protegidas com os equipamentos de proteção. 

As luvas são os itens mais frequentes e são utilizados em diferentes contextos. As isolantes de borrachas são as mais indicadas para os profissionais que trabalham com circuitos elétricos.

Materiais abrasivos e escoriantes são protegidos com luvas mistas, compostas por raspa e vaqueta. Já o manuseio de produtos químicos e biológicos requerer luvas de borracha nitrílica. Outra muito comum é a de PVC, para tratar óleos e solventes.

Ainda sobre esse último material, mangas e punhos de PVC também são utilizados para mesma situação, mas oferecem maior proteção a outros níveis de exposição.  

 

Proteção de pés e membros inferiores

 

Não muito diferente, pés e pernas também precisam ser protegidos! Alguns exemplos frequentes de EPI para esse caso são: botinas de borracha, botas de couro com cano baixo ou médio e perneiras de segurança.

Os principais agentes que demandam esses equipamentos são elementos químicos que em contato na pele podem causar desde alergias e até mesmo queimaduras. Assim como as luvas, botas podem evitar descargas elétricas no corpo do trabalhador.

As perneiras de segurança já são mais indicadas para colaboradores que realizam atividades laborais com presença de animais peçonhentos, como aranhas e escorpiões.

 

Protetores auditivos

 

Um dos EPI’s mais comuns são os protetores de ouvidos e pode ser o primeiro relacionamento que fazemos quando tocamos no assunto. Além de conseguir abafar ruídos, conseguem proteger a audição dos trabalhadores, como locais com possíveis explosões.

Os protetores articulares são divididos em dois tipos: tipo concha e tipo plug. Cada um deles podem proteger entre 15 a 21 decibéis (na média). O primeiro tipo é parecido com headphones utilizado por usuários de computadores e podem ser acoplados a capacetes. Locais com possíveis explosões. Já o segundo se assemelha a simples fones de ouvido. 

 

Protetores respiratórios 

 

Um outro tipo de equipamento de proteção individual indispensável são os protetores respiratórios. A falta da utilização deste item é grave e pode levar a morte dos colaboradores em caso da sua ausência. 

Dentro desta categoria estão itens como filtros de ar, respiradores e máscaras de proteção. Uma das suas principais aplicabilidades são em locais com gases nocivos, que podem levar a intoxicação. Outros casos são névoas, vapores e particulados em suspensão.

 

Protetores em Áreas Explosivas

 

Além disso, uma outra importante utilização desses equipamentos é em áreas potencialmente explosivas. Os espaços confinados necessitam que o fluxo de ventilação sejam filtrados, evitando reações químicas que levam a explosão

Em decorrência desse cenário, é fundamental trabalhar com sistemas de ventilação, reduzindo as substâncias tóxicas presentes em espaços sem saída de ar. Regulamentação presente na NR-33 e NBR 16.577/2017, as empresas que realizam atividades nesses tipos de locais têm obrigação de fornecer o EPI com selo de qualidade do INMETRO.

Além de fazer o trabalho de eliminar a substâncias nocivas no ambiente, o sistema de ventilação tem como intuito fazer a manutenção do oxigênio do ar, o que facilita a respiração dos colaboradores. Na asfixia em questão, uma série de fatores podem gerar além da falta de ar, como fadiga, cansaço, queda de pressão, vertigens, desmaios e até mesmo o óbito.




5. Em quais situações os equipamentos devem ser usados?

 

De forma conceitual, todo equipamento de proteção individual ou de proteção coletiva, é necessário que colaboradores usem quando sua saúde é colocada em risco, independentemente do nível em questão.

São diversos tipos que ele é necessário, principalmente em decorrência da diversidade de atividades ergonômicas existentes no mercado. O setor de construção civil lidera a lista do tipo de trabalho que mais demanda o uso. Equipamentos como capacetes, testeiras, óculos, protetores articulares.

Os equipamentos chamados linha de vida também são utilizados nesse setor, no entanto, sua aplicação é necessária em toda situação que envolva atividades de altura. Nesse caso, qualquer atividade que tire o colaborador da sua altura para o piso.

Algumas outras profissões demandam o uso dos equipamentos. O setor de mineração, por exemplo, está na lista dos acidentes de trabalho. Isso porque além de envolver explosões e locais confinados, está relacionado ambientes de alta temperatura e com pouca ventilação.

O contato de alguns tipos de ferramentas com gases tóxicos leva a explosões. Nesse contexto, o equipamento mais recomendado são os sistemas de ventilação que eliminar as substâncias que geram reações químicas. Os exaustores e insufladores realizam o trabalho de renovação da atmosfera no ambiente confinado.

Existem profissões voltadas para indústria que exigem grandes cuidados por parte da empresa, como dos próprios funcionários. Indústrias químicas requer além de luvas, botas e respiradores, também necessitam de roupas especiais que evitem ao máximo a contaminação com substâncias nocivas e também cremes protetores, capuz, máscara e avental.

Ainda na indústria, temos casos de trabalho que envolvam grandes temperaturas e por isso exigem equipamentos específicos de proteção, como luvas, botas e protetores oculares específicos. 

Existem ainda diversos cenários diferentes que exigem o uso de cada um dos protetores individuais. Para cada um, existe uma norma regulamentadora que determina o que é necessário. Além de contextualizar o uso dos equipamentos, as normas também reforçam a necessidade do uso de equipamentos com certificações específicas para cada um dos casos. 




6. Por que essa certificação é importante?

 

A certificação é um dos principais pontos que empresas devem avaliar antes de fazer a compra de qualquer equipamento de segurança. Isso porque esses objetos quando apresentam validação, recebem garantia que foram produzidos com todos os critérios previstos nas normas de cada um dos segmentos envolvidos.

Para que as indústrias do setor de fabricação de equipamentos de proteção individual possam comercializá-los, é necessário que elas contenham a Certificação de Aprovação - CA, conforme Portaria n° 25, de outubro de 2001.

Esse certificado de numeração, emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, no intuito de avaliar a qualidade e a eficácia dos EPI’s. Essa numeração é a forma do INMETRO garantir que o equipamento ofereça a proteção esperada pelas empresas que devem fazer o seu uso.

O Certificado de Aprovação é fundamental tanto para fabricantes quanto para empregadores, trabalhadores e distribuidoras para garantir que o EPI foi testado e aprovado dentro dos parâmetros normativos de segurança previstos pelos órgãos regulamentadores do Brasil.

A indústria produtora deve garantir e comprovar que o item tenha sido produzido em conformidade com as exigências do DGSST/SIT - Departamento Geral de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Governo Federal.

Essa indústria deve propiciar a eficiência máxima de proteção sem deixar o de avaliar o nível de conforto e facilidade e prontidão. A concepção deve propiciar o nível mais alto de proteção, promover conforto e facilidade de uso.

 

7. Como funciona a certificação do INMETRO?

 

Hoje todos os equipamentos de proteção, seja ela individual ou coletiva, necessitam de uma série de validações normativas nacionais para garantir que ele esteja em conformidade para seu uso. Entre as certificações nacionais vigentes, está a certificação do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Esse tipo de certificação é indispensável para empresas que se preocupam com a qualidade do material que será comprado.

O Programa de Avaliação de Conformidade - PAC é um acordo realizado em 2007 entre o antigo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE com INMETRO. Dentro dele, existe uma série de regras e requisitos a serem avaliados para entender o grau de confiança dos equipamentos de proteção.

A validade do CA fica dependente aos EPI’s que são vinculados ao sistema do INMETRO, nesse caso, o PAC. Todos os equipamentos submetidos a certificação INMETRO servem como pré-requisito para que o EPI possa obter o CA emitido pelo Governo Federal.

Todavia, não são todos o EPI’s que fazem parte deste sistema de certificação. É necessário estar dentro da regulamentação de avaliação de conformidade, que é um item obrigatório. 

 

Entre os equipamentos que fazem parte desse sistema, são: 


·       Capacetes de segurança com aplicação dentro do cenário industrial; 

·       Luvas isolantes de borracha; 

·       Luvas de procedimento cirúrgico;

·       Luvas de procedimento não-cirúrgico;

·       Peças semifaciais filtrantes por partículas (PFF);

·       Calçados de borracha; 

·       Cinturões de segurança;

·       Dispositivos travaquedas;

·       Talabarte de segurança. 

 

Dessa maneira, é fundamental que possamos avaliar quais são as empresas no Brasil que oferecem esse tipo de equipamentos dentro dos requisitos em questão. Os equipamentos de proteção que não estão com prazo de validade adequado no sistema INMETRO são passíveis de aplicação de multa para a empresa que for identificada oferecendo esse tipo de produto não conforme.

 



8. Certificações internacionais são um diferencial?

 

Além da Certificação de Aprovação - CA e sistema de avaliação INMETRO, existem equipamentos que oferecem certificações internacionais. Entretanto, esse é um tema que deve ser avaliado e pode gerar problemas futuros, caso seja ignorado.

Cada país possui seu sistema interno de certificação de equipamentos de segurança e o Brasil também possui o seu. Entretanto, a certificação dos equipamentos, caso não contenha a validação de nenhum dos modelos de aprovação nacional, está desabilitado para seu uso.

Por exemplo, se você adquiriu uma trava quedas retrátil cuja produção tenha sido no Canadá, por mais que ela seja um produto de ótima qualidade e proteção aos usuários, é necessário que ele tenha a Certificação de Aprovação brasileira - CA.

É muito importante que estejamos atentos a essas questões, afinal, os equipamentos de proteção estão aqui para garantir que não exista nenhuma situação que coloque em risco a vida dos colaboradores de uma empresa. Essa preocupação inclui, inclusive, a certificação do equipamento!

Hoje é muito difícil que empresas (principalmente as indústrias) operem sem colocar entre suas rotinas ligadas à segurança do trabalho. Este é um tema fundamental para aquelas que enxergam seus colaboradores como um dos bem mais valiosos, o capital humano.

Agora que você está por dentro deste tema, compartilhe o texto para que mais pessoas saibam a importância dele e implementem nas suas empresas.

 

 

 

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