quarta-feira, 16 de novembro de 2022

 




 

EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS: COMO PREVENIR NO AMBIENTE DE TRABALHO?

 



Entre os principais riscos ambientais que podem afetar seriamente a saúde e a integridade física dos trabalhadores, um chama a atenção dos profissionais de segurança do trabalho: a exposição a produtos químicos. Ela é responsável por 14% dos acidentes de trabalho no Brasil, atingindo em sua maioria profissionais da enfermagem e da limpeza.

As medidas de prevenção e controle das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos estão descritos na NR 09 e se aplicam a todas as atividades que envolvem substâncias nocivas à saúde. Confira no artigo a seguir quais são essas atividades e como prevenir acidentes no ambiente de trabalho.

 

O que são produtos químicos?

 

Por produtos químicos compreendem-se todas as substâncias naturais ou artificiais capazes de causar prejuízos à saúde do trabalhador, seja por contato, inalação ou ingestão.

Eles são usados na fabricação de vários produtos, como medicamentos, alimentos, produtos de limpeza, peças de vestuário entre muitos outros. Sendo assim, estão presentes na indústria, no comércio, em clínicas, hospitais e em vários setores de mercado.

 

Além disso, a exposição a produtos químicos pode acontecer nos diferentes estados físicos dessas substâncias:

 

Ø Estado sólido: poeiras, fumos e fibras;

Ø Estado líquido: névoas, neblinas, combustíveis e inflamáveis;

Ø Estado gasoso: hidrogênio, nitrogênio entre outros gases e vapores.

 

Riscos relacionados à exposição a produtos químicos

 

A exposição a produtos químicos pode prejudicar a saúde e a integridade física dos trabalhadores a curto ou longo prazos. Isso porque de acordo com a classificação do agente químico e o tipo de exposição, os danos podem ser imediatos. Todavia, alguns danos se dão a longo prazo, mas seus malefícios podem ser devastadores.

É justamente por isso que a NR 09 estabelece que os riscos ambientais sejam primeiramente identificados e posteriormente avaliados. Somente após essa análise devem ser adotadas medidas preventivas para minimizar ou eliminar os danos ocupacionais, conforme os agentes físicos, químicos ou biológicos presentes no local.

 

Vários são os riscos oferecidos por produtos químicos e seus prejuízos à saúde são classificados conforme a natureza do agente:

 

Ø Irritantes: são produtos químicos que causam irritação das vias áreas superiores, como amônia, cloro, soda cáustica, ácido clorídrico e ácido sulfúrico;

Ø Anestésicos: nesse caso, os produtos químicos atuam sobre o sistema nervoso central causando dores de cabeça, sentimentos depressivos e sonolência. São exemplos de produtos químicos com efeitos anestésicos: acetona, benzeno, propano, butano, entre outros;

Ø Asfixiantes: atuam no sistema respiratório e na oxigenação do sangue, causando dores de cabeça, vômitos e convulsões. Em grandes concentrações podem levar o colaborador a óbito. O efeito asfixiante é causado por substâncias como dióxido e monóxido de carbono, hidrogênio, metano, nitrogênio, hélio e acetileno.

Ø Doenças respiratórias, pulmonares e intoxicações: são danos causados pela exposição a produtos químicos como poeiras minerais, vegetais, alcalinas e fumos metálicos. Por meio da inalação, essas substâncias penetram no organismo através das vias respiratórias e provocam doenças pulmonares como pneumoconioses, bagaçose, bissinose, asma, rinite ocupacional e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

 

Como evitar a exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho?

 

Dependendo da natureza da atividade, infelizmente não é possível evitar a exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho. Até mesmo porque os agentes químicos estão presentes em vários processos industriais, comerciais e de prestação de serviços.

Contudo, é possível evitar, mitigar ou eliminar os danos causados por esses agentes químicos, de forma a tornar as atividades mais seguras. Nesse contexto, o uso de EPIs surge como grande aliado para garantir o bem-estar, a saúde e a integridade física dos trabalhadores.  Veja adiante quais são os equipamentos de proteção recomendados para trabalhar com produtos químicos!

 

Equipamento de Proteção Respiratória - EPR

 

São respiradores que podem filtrar o ar do ambiente ou fornecer ar respirável para o colaborador. Ambas as soluções preservam a saúde do trabalhador e devem ser adquiridos conforme o risco químico presente no ambiente.

 

Óculos de proteção

 

Outro equipamento que protege o trabalhador da exposição a produtos químicos são os óculos de proteção. Ele impede que substâncias nocivas respinguem nos olhos dos colaboradores e causem danos oculares como queimaduras e cegueira.

 

Aventais de proteção

 

Confeccionados em PVC, material plástico impermeável, os aventais de proteção protegem o corpo do trabalhador de possíveis contatos com produtos químicos.

 

Luvas de segurança

 

Assim como os aventais de proteção, as luvas de segurança também impedem o contato direto do trabalhador com o produto químico. Só que nesse caso, as partes protegidas são as mãos. Geralmente confeccionadas em nylon e PVC, elas são impermeáveis, reforçadas e altamente resistentes.

 

Botas de proteção

 

Outro EPI que não pode passar despercebido quando o assunto é exposição a produtos químicos é o calçado de proteção. Ele deve ser produzido com materiais resistentes aos produtos químicos existentes no ambiente de trabalho de forma que impeçam que os pés dos profissionais entrem em contato com as substâncias derramadas no chão.

Querendo prevenir os danos causados por produtos químicos em sua empresa? Converse com nossos especialistas e obtenha soluções personalizadas para o seu negócio!

 

 



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EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL: 

O QUE É, COMO AVALIAR E TIPOS DE LIMITES

 



Você sabe o que é a exposição ocupacional? Há muito tempo a ciência do trabalho busca entender a relação entre o aparecimento de doenças e as atividades laborais.

Diversas profissões expõem trabalhadores a riscos durante o trabalho. E para medir isso, foram avaliados e definidos quais são os limites da exposição ocupacional.

E como é comum que existam dúvidas acerca do assunto, nós preparamos este artigo para esclarecer os principais pontos.

 

O que é exposição ocupacional?

 

A definição mais básica diz que a exposição ocupacional se caracteriza por manter o colaborador em situações que possam comprometer a sua integridade física e mental.

Por exemplo, um eletricista durante a execução de suas tarefas está exposto a diversos riscos.

 

Quais os tipos de exposição ocupacional?

 

A NR-9, faz a classificação de quais são os cinco tipos de exposição ocupacional.

 

Físicos: radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, ruído, calor, frio, pressão, umidade, e quaisquer outras formas de energia com potencial prejudicial a que possam estar expostos os trabalhadores; 

Químicos: compostos ou produtos que possam ser absorvidos pelo organismo, seja por inalação, ingestão ou contato com a pele;

Biológicos: fazem parte dessa categoria os vírus, bactérias e protozoários, sendo classificados de acordo com a patogenicidade;

Ergonômicos: levantamento e transporte de peso, além de postura inadequada durante a jornada de trabalho;

Acidentais: iluminação inadequada, não uso dos EPIs, estrutura ruim de trabalho, risco de choque elétrico, incêndio e quaisquer outras possibilidades de acidentes no ambiente de trabalho.

 

Como acontece a avaliação de exposição ocupacional?

 

A avaliação de exposição ocupacional é uma etapa fundamental e que tem como objetivo medir aspectos como a frequência, intensidade e duração da exposição dos trabalhadores a agentes nocivos.

É através dessa avaliação que é possível delimitar quais as margens de segurança das atividades, além do manuseio e aplicação de produtos que fazem parte da rotina laboral.

A avaliação é feita com base em regulamentos e diretrizes científicas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e demais órgãos reguladores.

 

O que é limite de exposição ocupacional?

 

Podemos dizer, de forma simplificada, que o limite de exposição é um valor padrão comparativo.

Ele estabelece que caso o trabalhador esteja encaixado abaixo do valor limite, não serão implicadas doenças ocupacionais, mal-estar ou exposição a quaisquer que sejam os tipos de riscos ocupacionais

 

Tipos de limite de exposição

 



Conhecer os limites de exposição é fundamental para que seja possível estabelecer medidas de controle e prevenção, tornando o ambiente mais seguro para os trabalhadores.

 

ACGIH

 

Esta medida tem como base o tempo. Ou seja, a quantidade de tempo em que os trabalhadores podem ser expostos (jornada de trabalho), sem que isso afete sua condição de saúde.

 

Elas se classificam em:

 

Ø Média Ponderada Pelo Tempo: jornada clássica de oito horas diárias, 40 horas semanais;

Ø Exposição de Curta Duração: tempo máximo de exposição de 15 minutos, limitada a uma frequência de 4 vezes por dia;

Ø Valor Teto: não pode ser excedida em pedido algum de trabalho, sendo fixado de acordo com a atividade;

Ø Exposição pico: indicado para substâncias em que os dados do potencial toxicológico ainda são escassos.

 

TLV-SL

 

Essa é a medida de Limite de Exposição para Superfícies, implantada em 2019. Estabelece a concentração máxima de agentes químicos nas superfícies de equipamentos e das áreas industriais.

Os valores aceitáveis são medidos em mg/100 cm² e correspondem à dose permitida para a jornada diária de 8 horas.

 

Nestes casos, os limites estabelecidos são:

 

Ø Limite de Tolerância;

Ø Valor máximo;

Ø Valor teto.

 

OSHA

 

A OSHA - Occupational Safety and Health Administration é o órgão oficial de controle de saúde dos Estados Unidos. Ele estabelece e fiscaliza quais são os limites de exposição permitidos no país.

 

O que deve ser analisado no limite de exposição ocupacional?

 

Até aqui já foi possível perceber que estabelecer o limite de exposição ocupacional é fundamental para a garantia de um ambiente de trabalho mais seguro.

 

E para isso alguns itens precisam ser avaliados no processo de definição, como:

 

·       identificação dos agentes físicos e químicos;

·       riscos ambientais;

·       quais as medidas de proteção cabíveis;

·       acompanhamento constante dos níveis de exposição e os impactos na saúde do colaborador.

 

Como é feita a proteção do trabalhador na exposição ocupacional?

 

Uma vez estabelecidos quais são os limites de exposição ocupacional, é possível desenvolver programas específicos para os riscos existentes, além de claro incentivar o uso correto dos equipamentos de proteção coletiva e individual.

Além disso, medidas educativas, como a promoção de treinamentos é fundamental para preparar os trabalhadores que convivem com a exposição aos agentes nocivos e riscos ambientais.

 

A importância da capacitação profissional em exposição ocupacional

 

Quanto melhor estiver preparada a equipe, menores as chances de acidentes e adoecimentos ligados à atividade laboral. Isso é fundamental tanto do ponto de vista legal quanto prático para o dia a dia da empresa. Afinal, ter um trabalhador afastado é sinônimo de prejuízo.

 

Conclusão

 

Como vimos, a exposição ocupacional é inerente a diversas profissões. Mas com a correta análise desses riscos e a implementação efetiva de medidas de prevenção, é possível manter os trabalhadores seguros e tranquilos para desempenharem as atividades relacionadas aos seus postos de trabalho.

 





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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

 




 

ACIDENTES ELÉTRICOS: COMO ACONTECEM, CAUSAS E COMO PREVENIR

 



Os acidentes elétricos são um risco constante para os profissionais que trabalham executando tarefas referentes a esse setor. Eles podem acontecer de diversas maneiras e a gravidade varia de acordo com a exposição à rede elétrica.

A energia elétrica é mais uma das maravilhas da modernidade.  Mesmo que traga alguns riscos com ela existem diversas medidas que visam proteger os trabalhadores desses perigos.

Além de evitar consequências mais sérias em caso de eventuais acidentes.

 

Neste artigo você vai ver:

 

Ø O que é um acidente elétrico?

Ø Quais são as principais causas de acidentes elétricos?

Ø Quais são os acidentes elétricos?

Ø Choque elétrico

Ø Eletrocução

Ø Queimaduras

Ø Quedas de altura

Ø Como ocorrem acidentes elétricos?

Ø Como prevenir acidentes elétricos?

Ø Evitar fios desencapados ou partidos

Ø Não deixar o carregador na tomada sem uso

Ø Utilizar tampas de proteção nas tomadas

Ø A importância da capacitação profissional em NR 10

 

O que é um acidente elétrico?

 

Os choques elétricos são o resultado da passagem de uma corrente elétrica pelo organismo. Eles podem causar desde a sensação de formigamento, até convulsões e paradas cardíacas.

 

Quais são as principais causas de acidentes elétricos?

 

Existem diversas causas para acidentes elétricos. Falta de treinamentos, materiais com qualidade questionável, uso incorreto ou falta de uso dos equipamentos de proteção. Todos são fatores que podem levar ao acontecimento de fatalidades.

Por isso é sempre muito importante se assegurar de que as medidas necessárias para evitar esses problemas foram devidamente tomadas.

 

Quais são os acidentes elétricos?

 

Em termos gerais, os acidentes elétricos possuem quatro naturezas:

 

Ø choque elétrico;

Ø eletrocução (fatal);

Ø queimaduras;

Ø quedas provocadas pelo choque.

 

Choque elétrico

 

O choque elétrico acontece quando uma corrente elétrica passa pelo corpo humano ou de qualquer outro animal. A intensidade e os riscos podem variar de acordo com a exposição à corrente elétrica.

O “pior” choque é aquele que tem origem em uma mão e termina na outra. Pois isso significa que a corrente elétrica atravessou o tórax, podendo afetar o coração e o sistema que garante a respiração da vítima.

 

Eletrocução

 

Este é o grau mais grave dos acidentes elétricos, que é quando a vítima morre em decorrência da exposição do corpo à uma dose mortal de energia elétrica.

Normalmente, os raios e os fios de alta tensão (com a voltagem superior a 600 volts), são os responsáveis por esse tipo de acidente.

No entanto, a eletrocução também pode ocorrer em baixa voltagem, caso haja a presença de poças d'água, umidade elevada, suor, roupas molhadas, etc.

 

Queimaduras

 

A pele pode apresentar alta resistência, e nesses casos a corrente elétrica pode causar grandes queimaduras externas, mas poucos danos aos órgãos internos. 

Por outro lado, se for baixa, a queimadura da pele será menos extensa, mas com maior possibilidade de danos aos órgãos internos.

 

Quedas de altura

 

Muitos dos trabalhos realizados com redes elétricas são em altura. Caso o profissional receba uma descarga elétrica é possível que se desequilibre e caia. Isso reforça a necessidade de usar os equipamentos de proteção individual.

 

Como ocorrem acidentes elétricos?

 

No caso dos acidentes elétricos domésticos, em geral, acontecem em virtude de instalações malfeitas e fiações com qualidade material ruim.

O mesmo vale para acidentes com profissionais do ramo. Fios corroídos, instalações perigosas, materiais ruins podem ocasionar um acidente. 

Todos esses fatores aumentam consideravelmente o acontecimento desse tipo de contratempo que, como vimos, podem ser fatais.

 

Como prevenir acidentes elétricos?

 



Como diz o ditado: é melhor prevenir do que remediar. Algumas medidas simples podem ajudar a evitar esse tipo de acidente. Abaixo listaremos algumas delas. Confira!

 

Evitar fios desencapados ou partidos

 

Esta é, sem dúvidas, uma das dicas mais importantes. Qualquer peça de fio desencapado ou partido deve ser prontamente substituída!

Eles representam uma ameaça real para as pessoas que transitam por perto e podem, a qualquer momento, causar um acidente elétrico grave.

 

Não deixar o carregador na tomada sem uso

 

Muitas pessoas acham mais prático manter os carregadores plugados às tomadas mesmo em momentos em que eles não estão sendo usados. No entanto, essa prática é totalmente desaconselhada.

Os carregadores originais apresentam baixos riscos, mas para que correr qualquer tipo de risco, não é?

 

Utilizar tampas de proteção nas tomadas

 

Essa medida é importante especialmente para as pessoas que têm crianças pequenas em casa. Elas impedem que os pequenos coloquem os dedos nos buracos da tomada e recebam uma carga elétrica.

 

Procure um especialista para fazer o serviço

 

Não, economizar uma graninha e fazer você mesmo definitivamente não é a melhor opção neste caso. Os serviços elétricos devem ser feitos por um profissional competente e que conheça as medidas de segurança.

Isso vai evitar muita dor de cabeça e possíveis acidentes elétricos.

 

A importância da capacitação profissional em NR 10

 

A Norma Regulamentadora 10 é a NR que trata das questões que envolvem a proteção de trabalhadores que durante as suas atividades lidam com a energia elétrica.

O objetivo dela é estabelecer as medidas de prevenção de acidentes e preservação do bem-estar, saúde e segurança dos profissionais. Portanto, é fundamental que os mesmos estejam atualizados quanto às mudanças e novas diretrizes da norma.

 

Conclusão

 

Evitar os acidentes elétricos é fundamental para empresas que trabalham no ramo. Para isso, investir em capacitação profissional é indispensável.

 

 

 

 

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PRIMEIROS SOCORROS PARA QUEIMADURA: O QUE FAZER EM EMERGÊNCIAS

 



As queimaduras são lesões que destroem os tecidos. Elas podem acontecer desde as camadas superficiais da pele até tecidos e órgãos mais profundos.

Podem ser causadas pelo calor excessivo, descargas elétricassubstâncias químicas e até pelo frio em excesso.

As queimaduras se classificam em primeiro, segundo e terceiro grau. É isso que determina a sua profundidade, se elas atingiram apenas as primeiras camadas de pele, as intermediárias ou também as mais profundas.

Mas além disso, outro fator que devemos nos preocupar, é a extensão das feridas. 

Saber realizar os primeiros socorros para queimadura pode ajudar a evitar complicações e até mesmo salvar a vida de uma pessoa. 

Mantenha as certificações da sua equipe em dia!

 

O que fazer em queimadura de 1º grau

 

As queimaduras de primeiro grau são as mais leves e superficiais. Elas atingem a primeira camada da pele, a epiderme.

Os sintomas da queimadura de primeiro grau são dor intensa e vermelhidão no local afetado. Não há formação de bolhas, mas pode haver um pequeno inchaço.

As queimaduras de primeiro grau não deixam cicatrizes na pele e não causam complicações.

Confira os primeiros socorros para queimadura de 1º grau: 

O primeiro passo é fazer com que o calor da pele não passe para outras camadas. Coloque a região afetada debaixo de água corrente fria por pelo menos 10 minutos.

Não aplique qualquer produto na região. Na internet você pode ler coisas como pasta de dente, pó de café etc., mas em vez de ajudar, esses produtos podem irritar a região e piorar a lesão. Como a barreira da pele está danificada, a chance de infecção é alta. Então tome muito cuidado.

Você pode colocar um pano limpo e úmido no local, principalmente se estiver em um local onde haja poeira, insetos ou onde tenha riscos de que alguma partícula toque a região afetada.

 

Exemplos de queimaduras de primeiro grau comumente ocorridas: queimadura do sol; queimadura ao encostar em uma panela quente.

 

O que fazer em queimadura de 2º grau

 

A queimadura de segundo grau pode causar, além da vermelhidão, bolhas e inchaços. Este tipo de queimadura é mais grave, pois atinge a derme, a segunda camada da pele.

Neste tipo de queimadura, há risco de destruição das camadas nervosas da pele, por isso, curiosamente ela pode ser menos dolorida que as de primeiro grau.

 

Confira os primeiros socorros para queimadura de 2º grau:

 

A primeira recomendação é, novamente, lavar o local com água corrente por pelo menos 10 minutos e não aplicar produtos caseiros.

Se a roupa estiver grudada é muito importante não tentar tirar. Caso isso aconteça, você pode acabar estourando as bolhas e retirando a pele que está lesionada, piorando o processo de cura.

 

Não toque a queimadura com as mãos.

 

Caso a queimadura de segundo grau seja muito extensa, é importante consultar um médico o quanto antes.

 

Exemplos de queimaduras de 2º grau: derramar água quente sobre a roupa.

 

O que fazer em queimadura de 3º grau

 

A queimadura de terceiro grau é muito grave e pode atingir músculos, nervos, gorduras, ossos e outros órgãos.

Nesse caso pode ser necessário enxerto de tecido e o tempo de recuperação varia muito, podendo ser necessários meses e até anos.

O ferimento pode levar à amputação de determinadas regiões do corpo. Quanto mais extensa as feridas, maiores os riscos de complicação e morte do paciente.

As queimaduras de terceiro grau não causam dor excessiva, mas são as mais perigosas e podem levar à morte.

Primeiros socorros para queimaduras de terceiro grau:

 

Chame uma ambulância imediatamente.

 

Se a queimadura for por eletricidade, sempre desligue a rede elétrica antes de tocar na pessoa afetada.

 

Não pressione a pele.

 

Não retire pele morta, tecido ou outras substâncias que estejam sob a ferida, pois isso pode acabar lesionando ainda mais o local.

Você pode proteger a região, caso necessário, com gaze umedecida limpa.

Não coloque algodão sobre a ferida ou outra substância que possa ficar aderida à pele.

Esfriar a região afetada com água corrente ou soro fisiológico por pelo menos 10 minutos.

 

Mitos sobre queimaduras

Deve-se aplicar gelo sobre a região afetada para cortar o calor. Durante os primeiros socorros para queimadura, nunca aplique gelo ou água gelada sobre a região, pois o gelo pode queimar e agravar o quadro. O correto é lavar o local com água fria.

Água sempre ajuda em casos de queimaduras. Nem sempre. Caso esteja em contato com alguém pegando fogo, não jogue água. Jogar um tecido firme sobre ela, como um cobertor, pode ajudar a apagar o fogo.

Estourar as bolhas ajuda na cicatrização. Mentira! Nunca estoure as bolhas formadas em queimaduras. Elas podem aumentar o risco de infecção, pois a pele já está sensibilizada.

 

Verdades sobre queimaduras

 

As queimaduras podem inchar a pele. Sim! Por isso, é importante retirar anéis e acessórios imediatamente após as queimaduras, para que esses objetos não fiquem presos ao corpo.

A queimadura pode deixar cicatriz. Sim, elas podem ocorrer de acordo com a gravidade da queimadura.

Quanto maior o grau da queimadura menor a dor. Desde que as terminações sejam destruídas, a pessoa não sente dor mesmo que a lesão seja mais perigosa.

Quando alguém com queimadura precisa de tratamento médico?

Sempre que as queimaduras afetarem camadas mais internas é necessário procurar um médico imediatamente.

Além disso, quando as lesões envolverem a extensão de mais de um palmo também é preciso chamar um médico para que ele indique o tratamento adequado.

Mantenha as certificações da sua equipe em dia!

 

Conclusão

 

As queimaduras são causadas por acidentes e a gente nunca sabe quando um acidente pode acontecer.

Por isso, é sempre muito importante que alguém no local de trabalho tenha conhecimento sobre os primeiros socorros para queimadura e também para outras situações.

São esses primeiros socorros que podem garantir a vida de uma pessoa, pois nem sempre a ambulância consegue chegar a tempo de fazê-los.

 

 




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