quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 



 

EQUILÍBRIO, HARMONIA E ESTABILIDADE PODEM TRANSFORMAR OS CUIDADOS COM INCÊNDIOS EM GESTÃO DE FOGO

 

A longa travessia entre a teoria do manejo integrado e sua prática no território brasileiro

 

Brigadistas do PrevFogo em operação

 para combater incêndios na

 Amazônia. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

 

Parte inferior do formulárioA cada estiagem que passa, mais se elogia, critica, pesquisa e – que bom –, se pratica o Manejo Integrado do Fogo, ou MIF. Isso não apenas no insólito mundo dos profissionais da área da Biologia da Conservação. O MIF está sendo evidenciado das ações de produtores rurais no interior do cerrado baiano às conclamações políticas assinadas por dezenas de países na COP 30.

 

Segundo a Lei nº 14.944/2024, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, o “manejo integrado do fogo” é um modelo de planejamento e gestão que integra aspectos ecológicos, culturais, socioeconômicos e técnicos. Ele envolve a execução, a integração, o monitoramento, a avaliação e a adaptação de ações relacionadas ao uso de queimas prescritas e controladas, bem como à prevenção e ao combate aos incêndios florestais. Seu objetivo é reduzir emissões de material particulado e gases de efeito estufa, conservar a biodiversidade e diminuir a severidade dos incêndios florestais, respeitando o uso tradicional e adaptativo do fogo.

 

Uma rápida análise do emprego da expressão Manejo Integrado do Fogo no acervo de ((o))eco evidenciou que, desde 2017, cinquenta e nove matérias (dentre reportagens, notícias e outras) discutiram diretamente ou utilizaram indiretamente a expressão em seu conteúdo. O jornal cada vez mais tem discursado em prol do MIF e, também de maneira ascendente, começou a aprimorar a aplicação de termos que costumam gerar confusão em jornalistas, população e mesmo técnicos da área ambiental, além de buscar cobrir mais aspectos da agenda de MIF, como a restauração de ambientes atingidos por incêndios e, por fim, valer-se do MIF como um tema transversal a ocupar outras pautas.

 

Controlar o fogo para ele não escapar e combater o fogo que controla

Como algo novo (na verdade, não tão novo assim) observa-se que o Brasil está a experienciar desde a primeira década dos anos 2000 uma espécie de “letramento” em MIF. Portanto, naturalmente, tem quem pense que ele é sinônimo de realizar queima planejada, tem quem pense que é integração de esforços para prevenir e combater incêndios considerando o uso do fogo e tem quem ache que nem vale a pena pensar o que pode vir a ser.

 

Sua popularidade e, pode-se afirmar, carisma atuais remetem à esperança premente que nele tem sido depositada frente o imenso desafio global para lidar com incêndios mais extensos, intensos e severos nos continentes livres de gelo. Contudo, talvez o MIF pudesse significar mais do que isso, mais do que reaprender a conviver com esse fogo a cada estiagem mais fugidio e que está sapecando tudo, afinal de contas, se sua abordagem for aplicada de forma mais integral e orientada para causas, por certo nos levará a refletir mais e, assim, chegaremos à conclusão de que existe um outro fogo a ser combatido: o fogo que não está na vegetação, mas preso em caldeiras e motores, queimando combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás). Combater esse fogo fóssil significa enfrentar grandes estruturas sociais e econômicas, como: superconsumos, acumulação excessiva de riqueza, além de modelos sociais centralizadores e concentradores de poder.

 

Como de costume, a Europa e a América do Norte, com seus sistemas políticos e econômicos, legaram bastante opinião, regra e outras coisas mais aos territórios que dominaram. Já no século XIX, países desses continentes e da Oceania exportaram um paradigma “incendiocêntrico” para lidar com fogo, ou seja, focado na supressão de incêndios e, assim, gestão de emergências, marginalizando e até criminalizando inumeráveis interações econômicas, ecológicas, culturais, de saúde e segurança que nossa espécie desenvolveu ao longo do tempo em distintas geografias.

 

Paulatinamente, sobretudo a partir da década de 1950, manejadores e pesquisadores começaram propor a mudança desse paradigma porque, dentre outras sequelas: estava ocorrendo extinção de espécies em ecossistemas onde naturalmente ocorrem regimes de fogo específicos; houve aumento de grandes incêndios ocasionado pelo acúmulo de material combustível (vegetação) porque era proibido usar o fogo e por conta de êxodo rural; o aumento das cidades gerou o aumento de zonas periurbanas e, dessa maneira, maior exposição de pessoas a incêndios, assim como maior risco de ignição; criminalizou-se práticas indígenas e tradicionais de uso do fogo; quanto mais se investia com foco em combate a incêndios, mais investimento era necessário. 

 

O MIF mais parece um triângulo escaleno, só que o concebemos para ser equilátero

Quem trabalha com fogo gosta demais de esquematizar e explicar conceitos fazendo uso de figuras geométricas, notadamente os triângulos equiláteros, com lados do mesmo tamanho. Tem o triângulo do fogo, o triângulo do comportamento do fogo, o triângulo do manejo do fogo, o triângulo do manejo integrado do fogo e estejam certos de que daqui a pouco alguém inventa outro, se é que já não inventaram.   

 

Não é fortuita a escolha de um triângulo com lados e ângulos de mesma medida. Essa figura tem sido usada há milênios, estando seu simbolismo bastante, mas não unicamente, associado a: i. equilíbrio e harmonia pois a igualdade de seus lados e ângulos confere mesmo peso e importância aos elementos que o compõem; ii. estabilidade porque sua base larga dificilmente possibilita que ele tombe. 

 

Também não é fortuito que na base do triângulo do MIF figure uma ciência, a Ecologia do Fogo, assim como não seria fortuito afirmar que no Brasil e em outros lugares do mundo triângulos escalenos, com lados com tamanhos diferentes, figurem como a melhor representação geométrica da situação de implementação do MIF, uma vez que a maior parte das instituições ainda atua principalmente de forma restrita ao conceito de Manejo do Fogo e, ainda assim, não plenamente, uma vez que organiza seus esforços para suprimir, prevenir incêndios florestais e utilizar o fogo, nesta ordem decrescente de assiduidade.

 

Por que é difícil moldar o trabalho para que ele seja equilibrado, harmonioso e estabilizado por conhecimento científico? Por que necessidades socioeconômicas, integridade cultural e ecológica ainda seguem exiladas no tempo futuro?

 

Suspeita-se que por uma mesma razão o triângulo do MIF ainda esteja escaleno. Tanto quanto, se a restauração ecológica fosse representada por triângulo, ele estaria escaleno, a sustentabilidade idem.

 

Implementação da política nacional de MIF para maximizar avanços na conservação da sociobiodiversidade

Bem, de maneira gradual, às vezes mais vagarosa e tortuosa do que se espera, experiências se moldam em ideias, que cunham definições, que figuram em discussões, que encontram barreiras, que exigem negociações, que, se não emperram, podem consumar políticas.

 

A política nacional de MIF publicada representou uma vitória perseverante e proeminente de profissionais técnicos e políticos bem-intencionados a favor do país. Sua implementação está se consumando como uma oportunidade desafiadora de condução de processos para a redução de assimetrias historicamente estabelecidas, recondução de governanças mais participativas, além de reconhecimento da inegável, forte e inversamente proporcional correlação que comunidades, sociedade civil organizada e instituições públicas, quando atuando harmoniosamente, detêm em relação ao risco de incêndios e à degradação de eco e agrossistemas.

 

Poderá tal eventual harmonia suscitar um meio ambiente mais equilibrado, um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida? Incerto. Obtusos são os não poucos interesses que ainda ditam como funciona nossa economia, nossa política, nossa educação e cultura. E enquanto prevalecerem, destacado será um ângulo obtuso em nosso triângulo.

 

Mas, porque o trabalho se constrói no dia a dia e é preciso dar passos concretos, elencou-se despretensiosamente o que se acredita serem necessidades tangíveis para o desenvolvimento do trabalho com MIF no Brasil ao longo dos próximos anos (bem próximos, espera-se). Trata-se de uma visão compartilhada a partir de profissionais da área da conservação que atuam em organizações da sociedade civil.

 

As necessidades para o aperfeiçoamento do MIF no Brasil incluem:

·       Implementar a Política Nacional de MIF de forma ampla e participativa, além de incidente sobre a criação e implementação de políticas e governanças em âmbito estadual e municipal, de maneira a reconhecer, valorizar e instrumentalizar o trabalho de comunidades locais;

·       Reconhecer, valorizar, robustecer e padronizar o trabalho de brigadas e brigadistas, inclusive voluntárias e comunitárias;

·       Incrementar esforços e investimentos para promover pesquisas e monitoramento sobre ecologia e efeitos do fogo em todos os biomas, considerando ecossistemas e agrossistemas, além de amplificar a importância de brigadas florestais e comunidades na produção e difusão de conhecimento;

·       Efetivar ainda mais o Sistema Nacional de Informações sobre o Fogo (SISFOGO) para promover, por meio de gestão participativa e compartilhada, a integração e a coordenação de instituições públicas, privadas e da sociedade civil e de políticas públicas e privadas na promoção do MIF;

·       Tornar o MIF uma abordagem prática transversal que fortaleça a implementação de Soluções Baseadas na Natureza relacionadas a políticas e planos de recuperação da vegetação nativa e produção florestal, gestão de bacias hidrográficas, adaptação a mudanças climáticas, pagamento por serviços ambientais, combate à desertificação e gestão de risco;

·       Comunicar para fomentar harmonia entre os diferentes setores e instituições públicas e privadas brasileiras, assim como maior entendimento sobre as dimensões ecológica, socioeconômica e cultural que o MIF enseja, induzindo um espaço propício para o exercício da cidadania. 

 

Para concluir

Amadurecemos ainda de maneira imatura nossa forma de lidar com o fogo ou grandes incidentes e suas sequelas são condições sem as quais não rompemos inércias? Em pequenas propriedades e em grandes países, o desafio de transicionar de um modelo de gestão de incêndios para uma modelo de gestão de fogo está posto, sendo o recrudescimento do MIF no Brasil um avanço muito importante, porém premente de maior capilaridade e transversalidade com outras agendas. Quanto maior fica a terra a se cuidar, mais intrincadas vão ficando as relações de poder e interesses que operam em prol do contrário, portanto, é preciso não parar de atuar para equilibrar investimentos, participação social e responsabilidades, diversificar temas, comunicar bem, valorizar o trabalho em campo, além de calçar tudo isso em pesquisa, monitoramento, avaliação e adaptação periódica. 

 

 

 

 

 

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A HERANÇA MALDITA DA PESCA PREDATÓRIA NO BRASIL DESDE A COLONIZAÇÃO

 

Com base em registros históricos desde 1500, pesquisa revela efeitos de longo prazo da pesca nas populações de espécies marinhas brasileiras, como baleias, peixe-boi e garoupas

 

Séculos de pesca predatória diminuíram

 o tamanho de espécies de peixes brasileiras.

Foto: Daiju Azuma/CC BY-SA 4.0

 

 

Séculos de pesca predatória deixaram marcas ainda não superadas na fauna marinha brasileira. Um time de pesquisadoras mostrara que populações atuais de baleias, peixes-boi e garoupas, vítimas seculares da exploração humana, sofreram com redução populacional, diminuição de tamanho e até mudanças comportamentais, que prejudicam o papel ecológico desempenhado por elas.

Os resultados desta investigação fazem parte de um estudo produzido por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), publicado em novembro na revista Ocean & Coastal Management.

 

A pesquisa se baseou na análise de mais de 200 documentos históricos, como livros e relatórios, até desenhos, pinturas e fotografias, produzidas entre o ano de 1500 até 1950 sobre a fauna vertebrada marinha do país. O material reúne dados que vão do litoral de Santa Catarina até o Amazonas.

 

O trabalho incluiu visitas aos acervos do Museu Nacional e Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro; Instituto Ricardo Brennand e da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, além de acervos digitais, a exemplo do Instituto Moreira Salles.

 

Tais registros históricos sobre o passado populacional destas grandes espécies de fauna marinha foram comparados com estatísticas atuais publicadas em relatórios pesqueiros.

 

A pesca de muitas destas espécies passou a ser proibida somente na segunda metade do século XX. A caça às baleias, visadas tanto pela carne quanto pelo óleo, foi proibida apenas em 1986. Já a captura de peixe-boi se intensificou no começo do século XIX e só desacelerou a partir dos anos 1970. Cem anos antes, em 1870, a pesca de garoupa se mostrou tão intensa que foram registrados desembarques de 3,2 mil toneladas somente em uma região portuária no litoral do estado da Bahia. 

“O oceano brasileiro já foi muito mais rico do que enxergamos hoje”, lamenta a bióloga Carine Fogliarini, uma das autoras da pesquisa.

 

Para além da queda populacional, as pesquisadoras relatam que a pressão seletiva da pesca desencadeou um processo de encolhimento destes animais. Afinal, aqueles de porte avantajado estavam mais sujeitos à predação humana. Exemplares atuais de peixes como os camurupim (Megalops atlanticus) e o beijupirá (Rachycentron canadum) são, em média, 64% menores em comparação aos indivíduos documentados nos registros históricos. Antes, estes peixes superavam os três metros de comprimento – hoje tendem a medir menos de 1,5 metro.

Apesar da pesca comercial de baleias e peixes-boi ter se tornado ilegal, outros desafios têm se somado à caça. Dentre as ameaças estão a perda de habitat, colisões com embarcações, mudanças climáticas, além de ruídos submarinos, que impactam seus movimentos migratórios.

As cientistas defendem que as leis em vigência precisam ser atualizadas para refletir os desafios modernos enfrentados pela fauna marinha. 

 

Fogliarini diz ainda que é preciso entender como as populações destas espécies mudaram ao longo do tempo, e quais são os cenários possíveis de recuperação dessa biodiversidade marinha. “Só conseguiremos planejar a conservação de forma realista quando entendermos o que se perdeu, o que ainda pode ser recuperado, e qual era o papel dessas espécies nos ecossistemas”, conclui.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

 



 

NR 16 – CONHEÇA AS REGRAS PARA MOTOBOYS

 

 


 

A NR 16 é responsável por orientar a conduta de profissionais em relação a profissões perigosas. A partir da norma regulamentadora, são definidos os adicionais de periculosidade de profissionais que exercem funções como o de reparo na rede de fios elétricos, manipulação de explosivos e entregador que usa motocicleta para se deslocar.

Nós trouxemos mais informações sobre o que é a NR 16, quais são as atividades perigosas e vamos esclarecer até a diferença entre insalubridade e periculosidade. Dessa forma, você conseguirá entender quais são as regras para motocicletas e esclarecer suas dúvidas.

 

NR 16 – o que é?

A NR 16 é a norma regulamentadora responsável por definir os procedimentos de pagamento do adicional de periculosidade que alguns trabalhadores fazem jus.

A norma orienta as condutas adotadas pelas empresas, para que elas cumpram o que está disposto em Lei. Dessa forma, é possível evitar multas, processos trabalhistas e sanções.

O objetivo da NR 16 é detalhar todas as obrigações da empresa para com os profissionais que executam a atividade perigosa.

Além disso, a NR 16 também aborda os níveis de periculosidades em seus anexos, para deixar claro todas as funções que possuem direito ao pagamento de adicional.

 

Entenda mais sobre atividades perigosas descritas pela NR 16

A periculosidade abordada na NR 16 é a condição que coloca a vida do trabalhador em risco. Profissionais que atuam em carro forte transportando valores, motociclistas que se deslocam diariamente para fazer entregas da empresa e profissionais que trabalham com explosivos na construção civil são alguns dos exemplos de carreiras que exigem o pagamento de adicional.

É importante perceber que periculosidade é diferente de insalubridade. A insalubridade é uma normativa que descreve riscos de saúde, como um faxineiro que pode se contaminar durante o trabalho com produtos químicos.

Enquanto a periculosidade está associada ao risco de vida que a atividade expõe o trabalhador. O motociclista pode morrer em um acidente de trabalho, assim como o profissional que lida com explosivos.

Portanto, é necessário que exista o pagamento do adicional de periculosidade previsto na NR 16, para que o profissional esteja trabalhando devidamente regularizado.

É enquadrado como periculoso as atividades laborais com utilização de motocicleta ou motoneta no deslocamento de trabalhador em vias públicas.

Ou seja, profissionais que são contratados pela empresa para desempenharem atividades ligadas ao uso de motocicleta precisam receber o adicional de periculosidade.

 

E quais são os equipamentos de proteção indicados para motociclistas?

Além de receber adicional de periculosidade, o motociclista deve usar EPI’s que garantam sua circulação com segurança, como é o caso de:

1. Capacete

O capacete é o EPI mais importante quando se é motociclista. Afinal, ele poderá salvar a vida em caso de um acidente. Responsável por proteger a cabeça de lesões graves, o capacete também precisa ter fitas refletivas para que seja adequado ao que regula o CONTRAN.

Dessa forma, o motociclista poderá atuar na cidade, desenvolvendo suas funções com maior segurança por estar fisicamente protegido. Além disso, o profissional será facilmente visualizado por outras pessoas na pista graças ao uso das fitas refletivas.

2. Luvas

As luvas precisam ser usadas com o intuito de promover maior aderência aos manetes e controles da moto. Além disso, elas formam uma proteção em caso de quedas, evitando lesões nas mãos.

3. Botas

As botas são resistentes à água, promovendo maior conforto para uso, principalmente em dias de chuva.

Outro ponto importante sobre botas é que elas evitam o contato da pele com o asfalto em caso de queda. O profissional que se desloca de motocicleta sempre deve ter o cuidado de usar roupas e calçados que cobrem a maior parte da pele.

Dessa forma, é possível proteger a pele caso o profissional sofra algum acidente. Afinal, a pele não estará em contato diretamente com o asfalto em caso de acidente.

4. Protetor solar

O protetor solar também é um EPI para os motociclistas. Tendo em vista que, o profissional está constantemente exposto ao sol em suas atividades laborais.

Além de protetor solar, também é recomendado que o profissional utilize roupas com proteção solar. Dessa forma, terá uma camada adicional de proteção.

 

Faixas refletivas para motociclistas: é preciso respeitar o CONTRAN

Além de analisar os dados da NR 16, é preciso que a equipe responsável pelo motociclista também se atente ao uso de faixas refletivas.

Tendo em vista que, é preciso respeitar as normas do CONTRAN, seguindo a Resolução 940. É necessário que o profissional use viseiras ou óculos protetores.

Além disso, o adesivo refletivo no capacete precisa ser usado no capacete, além de usar também na moto e no baú da moto, para que seja possível visualizar o profissional durante entregas noturnas.

 

Quanto deve ser pago em adicional de periculosidade de acordo com a NR 16?

Entregadores, motoboys e mototáxis estão listados no anexo 5, classificados como profissionais que executam atividades perigosas em motocicleta.

Para efetuar o pagamento, a empresa precisará quitar 30% sobre o valor do salário do profissional. Isso significa dizer que é 30% sobre o salário base, livre de acrescimentos, prêmios e participações nos lucros da empresa.

Portanto, o cálculo deve ser sobre o salário base do profissional. Um entregador que recebe R$2.000, por exemplo, de salário base precisará receber R$600 de adicional de periculosidade.

Em outras palavras, o salário final do profissional é de R$2.600 com o adicional de periculosidade. Além disso, é possível que o profissional some valores como bônus e participações nos lucros que eventualmente o profissional poderá receber.

 

Conclusão

Em resumo, o cumprimento rigoroso da NR 16 é fundamental para prevenir problemas trabalhistas.

Quando a empresa necessita de profissionais que atuam efetuando entregas, por exemplo, é indispensável contar com todas as medidas necessárias para que o profissional esteja seguro.

Afinal, quando se fala em deslocamento de moto, é natural que o profissional esteja exposto às condições de trânsito e uma série de outros fatores que acabam aumentando o risco diário de desempenhar seu trabalho.

A utilização dos EPI’s adequados e adaptação da rotina de trabalho para que seja menos arriscada é fundamental. Dessa forma, é possível adotar uma rotina com produtividade saudável no cotidiano da empresa.

Portanto, o cumprimento da NR 16 e outras normas como as estabelecidas pelo CONTRAN se tornam indispensáveis para o dia a dia. Ter profissionais protegidos garante uma boa reputação para sua empresa.

 

 

 

 

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DESCUBRA OS PRINCIPAIS RISCOS DO TRABALHO COM SOLDA

 


 

Entender quais são os riscos com solda durante a jornada de trabalho é fundamental para que o profissional possa se resguardar.

Conhecendo os riscos laborais, o soldador consegue estabelecer uma rotina de trabalho mais saudável, fazendo uso das proteções necessárias e adotando as condutas adequadas.

Afinal, em um ambiente repleto de riscos como ocorre com quem trabalha com solda, todo cuidado possível deve ser adotado para a autopreservação.

Nós trouxemos alguns pontos para te auxiliar a reconhecer os riscos da rotina como soldador e os cuidados que precisam ser adotados. São informações valiosas para sua jornada profissional, confira mais detalhes a seguir.

 

Riscos com solda: Entenda quais são os perigos causados no processo de solda e corte

O processo de soldagem expõe o profissional a uma série de riscos ocupacionais, como é caso de:

Intoxicação: o profissional que atua com solda lida com gases tóxicos, como o monóxido e o dióxido de carbono. Portanto, é preciso adotar as proteções necessárias para evitar náuseas, tontura, fadiga e dores de cabeça;

Incêndios e explosões: os gases que são liberados pelo processo de soldagem são inflamáveis. Portanto, é preciso ter cuidado no armazenamento e manuseio de materiais, para evitar incêndios e explosões;

Danos à pele: as faíscas são comuns durante o trabalho, além da exposição intensa ao calor e da radiação emitida pelo equipamento de solda. Por isso, é preciso proteger a pele de queimaduras e danos permanentes;

Danos de visão: a radiação que é emitida durante o processo de soldar pode gerar queimadura nos olhos e lesões permanentes. A viseira é indispensável para a proteção;

Riscos posturais: durante o cotidiano de trabalho, é natural que o profissional se exponha ao risco de lesão da coluna, por causa da questão ergonômica do trabalho como soldador. Uma vez que, o profissional costuma trabalhar em superfícies muito baixas, o que aumenta o risco de lesões.

 

É indispensável se proteger dos riscos com solda no cotidiano de trabalho

Todo profissional que atua com solda precisa se proteger diariamente durante o expediente. Dessa forma, os cuidados adotados podem minimizar todos os riscos que são frequentes em sua jornada de trabalho.

Uma vez que, o ambiente em que se faz a soldagem expõe o soldador a uma série de riscos, como o risco ergonômico, o calor, radiação e outros elementos que pertencem ao cotidiano laboral.

Durante o processo de soldagem é indispensável que somente profissionais especializados estejam no local, para evitar acidentes. Assim como, é necessário que o soldador tenha consciência de que o uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s) é essencial.

Afinal, sempre que o profissional não respeita o uso de equipamentos de proteção é natural que sua carreira seja precocemente interrompida por lesões e danos. Se preservar é a melhor maneira de construir uma longa jornada como soldador.

 

A importância de um ambiente de trabalho adequado para minimizar os riscos com solda

Além de recorrer ao uso de EPI’s adequados para a rotina de atuação, o profissional precisa ter um ambiente apropriado para executar suas atividades com solda.

Portanto, a empresa precisa contratar bons técnicos de segurança do trabalho que sejam capazes de organizar o ambiente para minimizar os riscos com solda. Uma vez que, é dever da organização se precaver, para que o ambiente não seja um fator de risco adicional.

Afinal, toda empresa precisa se preocupar com os colaboradores para reduzir riscos. Além disso, é indispensável oferecer direcionamento sobre as condutas adequadas, fornece EPI e atuar continuamente para reduzir os riscos com solda.

 

Quais são os EPI’s de um soldador?

Entendendo quais são os riscos do trabalho como soldador, é preciso conhecer também quais são os EPI’s para soldador. Conheça a seguir os principais EPI’s que proporcionam uma rotina de trabalho segura:

1. Máscara de solda

máscara de solda é um dos EPI’s mais conhecidos e utilizados por soldadores, seja o modelo manual ou automático.

As soldas manuais não mudam seus graus de escurecimento durante o uso. Por isso, são adequadas apenas para algumas atividades em que há intensidade de luminosidade no local em que o soldador atua.

Enquanto as máscaras de solda automáticas podem ser usadas sob diferentes luzes, durante dia ou noite. Além disso, dependendo do modelo, a máscara pode cobrir a cabeça do usuário por completo, enquanto os outros modelos podem cobrir apenas o rosto, testa e o queixo.

2. Luva de segurança

As luvas de segurança para a rotina podem ser os modelos de vaqueta ou raspa, que são os mais populares entre os soldadores.

Dessa forma, as luvas impedem que as mãos do profissional entrem em contato com os abrasivos que comumente fazem parte da rotina de trabalho. Além disso, são modelos resistentes a cortes, o que gera a possibilidade de usar em diversas situações atuando como soldador.

3. Protetor auricular

Durante as oito horas de trabalho, o profissional não deve estar exposto a mais de 80 decibéis de ruído sem proteção. O trabalho com solda provoca muito ruído durante todo o expediente. Por isso, é aconselhado usar protetor auricular para evitar danos permanentes.

Além disso, é útil saber que existem diferentes modelos disponíveis. A compra do EPI sempre deve ser orientada pelo nível de ruído ao qual o profissional está exposto. Afinal, o objetivo é garantir o máximo de proteção possível.

4. Óculos de proteção

A rotina de trabalho como soldador conta com estilhaços, radiações e fagulhas, o que demanda o uso de óculos de proteção no dia a dia.

5. Avental

O avental usado pelo soldador é o modelo de raspa. O modelo protege de respingos cortantes e danos comuns durante o processo de soldagem.

6. Toucas

touca soldador impede que estilhaços atinjam as orelhas ou cabelo, geralmente é uma peça de tecido.

7. Perneiras

perneira confeccionada em raspa é utilizada pelo soldador para proteger a perna e os pés. Dessa forma, é possível evitar o contato com agentes abrasivos e térmicos, como respingos durante o trabalho.

8. Casaco para soldador

O casaco é uma opção para aquele profissional que não se adapta bem ao uso de blusão de raspa durante o expediente.

9. Mangote de proteção

Essencial durante o trabalho, o mangote oferece proteção para os trabalhadores que não se adaptam bem ao uso de blusão.

10. Blusão de raspa

O blusão de rapaz é um protetor para o tronco, impedindo que os estilhaços entrem em contato com a pele ou a roupa do colaborador.

11. Botas de couro

As botas de couro protegem os pés e tornozelos de pequenos acidentes durante a soldagem, como a queda de equipamentos sobre os pés.

12. Máscara de proteção respiratória

Por último, mas não menos importante, a máscara de proteção respiratória é usada por baixo da máscara de solda. Dessa forma, o EPI ajuda a impedir que o soldador tenha problemas respiratórios por inalar fumos metálicos e gases do ambiente de trabalho que são um dos principais riscos na soldagem.

 

Conclusão

São muitos EPI’s para utilizar visando proteger o profissional dos riscos com solda. Portanto, aproveite a praticidade de efetuar suas compras contando com o suporte de nossa equipe, para beneficiar seus soldadores.

Ter todos os equipamentos em boas condições de uso fará a diferença para evitar acidentes. Além do mais, seus colaboradores se sentirão respeitados e bem cuidados.

Portanto, faça uma compra rápida, prática e com excelente suporte entrando em contato conosco para obter a solução ideal para sua equipe de solda.

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

 



 

QUANDO NECESSÁRIO USAR A LUVA DE ALTA TENSÃO?

 

 


 

No contexto da segurança do trabalho, principalmente para quem lida com eletricidade, o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é essencial para a promoção da integridade física e preservação da saúde dos profissionais. A luva isolante, por exemplo, é um dos EPI’s mais importantes para quem trabalha com eletricidade de alta voltagem. Mas, afinal, quando usar a luva de alta tensão?

A dúvida é pertinente e, por isso, vamos explorar as situações em que é indispensável utilizar este EPI e o que levar em consideração na escolha do modelo ideal.

 

Quando é considerada alta tensão?

Antes de falarmos sobre quando usar esse tipo de luva, é essencial entender o que caracteriza a alta tensão. Em termos elétricos, a classificação da tensão é o que determina quais EPI’s são necessários para desempenhar aquela atividade.

Dessa maneira, considera-se alta tensão aquela que ultrapassa 1.000 volts em corrente alternada (AC) ou 1.500 volts em corrente contínua (DC). Portanto, é uma faixa ampla de voltagem e os riscos envolvidos na execução das tarefas podem variar dependendo da intensidade.

Agora que entendemos o que caracteriza esse trabalho, vamos detalhar quando luvas de alta tensão devem ser usadas para garantir a segurança dos eletricistas e outros profissionais.

 

Quando Utilizar a Luva de Alta Tensão?

luva de alta tensão precisa ser utilizada sempre que o trabalhador estiver em contato com instalações ou equipamentos elétricos que apresentem risco de choques elétricos. Algumas situações são mais comuns na rotina do eletricista, mas acabam gerando dúvidas sobre o uso do EPI.

 

Situações que Demandam o Uso de Luvas de Alta Tensão

Existem situações comuns que demandam o uso de luvas de alta tensão, como:

Manutenção e Reparos de Redes de Energia: Profissionais que realizam a manutenção de redes de transmissão de energia elétrica, muitas vezes atuam diretamente em postes ou cabos de alta tensão. Para promover bom desempenho e segurança, devem usar luvas de alta tensão durante toda a manutenção.

Trabalho em Subestações Elétricas: Com a operação em tensão muito elevada, as subestações são locais de grande risco. Eletricistas que trabalham nessas áreas devem usar luvas de alta tensão e outros EPIs durante o expediente.

Trabalho em Equipamentos de Alta Tensão: Em indústrias e instalações que utilizam equipamentos de alta voltagem, como o caso de transformadores e disjuntores, as luvas de alta tensão são essenciais para evitar acidentes laborais.

Testes e Inspeções: Engenheiros e eletricistas que realizam testes em circuitos de alta tensão também precisam usar luvas isolantes para garantir que não sofrerão choques enquanto realizam as medições necessárias.

 

Como escolher a Luva de Alta Tensão Ideal?

É preciso considerar a tensão elétrica da instalação ou equipamento no qual o profissional entrará em contato durante o trabalho que executará.

Uma vez que, as luvas isolantes são divididas em por diferentes classes, de acordo com a tensão elétrica que podem suportar sem conduzir eletricidade para as mãos. Entenda as classificações de acordo com o nível de proteção:

Classe 00: Protege contrachoques em tensões até 500V. Possuem uma etiqueta de cor bege.

Classe 0: Protege contrachoques de até 1.000V. A etiqueta desta luva é vermelha.

Classe 1: Protege contrachoques de até 7.500V. A luva tem etiqueta de cor branca.

Classe 2: Protege contrachoques de até 17.000V. Essa luva possui uma etiqueta amarela.

Classe 3: Protege contrachoques de até 26.500V. A etiqueta desta luva é verde.

Classe 4: Protege contrachoques de até 36.000V. Sua etiqueta é laranja.

 

O equipamento de proteção também pode ser classificado por tipo, sendo que o tipo A oferece maior proteção, o tipo B proteção mediana e o tipo C proteção básica.

 

Outros EPI’s para Quem Trabalha com Alta Tensão

Contudo, mais do que as luvas isolantes, existem outros EPI’s que são indicados em trabalhos com eletricidade de alta tensão, como é o caso de:

1. Capacetes com proteção dielétrica

Ao mesmo tempo que diminui o risco de choque elétrico, o capacete minimiza o impacto caso ocorra algum acidente de trabalho.

É interessante destacar que existem capacetes dielétricos de diferentes classificações. Os de classe B, por exemplo, costumam ter suporte jugular para que fiquem bem fixados na cabeça durante todo o expediente.

É fundamental analisar qual é a tensão na qual trabalha diariamente, para que possa escolher o modelo mais apropriado. Dessa forma, em caso de descarga elétrica estará melhor protegido.

2. Botas de segurança com isolamento elétrico

Não é raro que ocorram rompimentos de fios e descargas elétricas no solo. Por isso mesmo, o uso de botas de segurança para alta tensão é indispensável para que possa evitar que o choque acometa o profissional.

O objetivo é garantir que o corpo esteja totalmente isolado pela combinação de uso de calçado e outros EPI’s.

3. Roupas antichamas

As roupas antichamas são essenciais para a rotina de um eletricista que trabalha em alta tensão. Afinal, se um acidente ocorre é comum que a roupa convencional incendeie após a descarga elétrica.

Por isso, é indispensável que o vestuário de todo eletricista seja adequado para sua rotina de trabalho, com o intuito de garantir que não sofra nenhum dano ou queimadura ocasionado por uma eventual descarga elétrica.

4. Luva de Cobertura com Punho Raspa

luva de cobertura com punho raspa é uma excelente opção para complementar a proteção das luvas de alta tensão.

A raspa é um material que oferece maior durabilidade e resistência mecânica, protegendo as mãos contra abrasões, cortes e riscos durante o manuseio de cabos e outras ferramentas que são utilizadas durante o expediente.

O punho raspa é ideal para garantir uma vedação adequada no pulso, evitando que sujeiras ou elementos externos rasguem suas luvas de tensão e comprometam a segurança durante o trabalho com eletricidade.

5. Detector de Alta Tensão

detector de alta tensão é um equipamento utilizado para identificar a presença de eletricidade em fios e equipamentos. Portanto, ele é essencial para garantir a segurança do eletricista.

Existem dois modelos principais, o de aproximação, que permite detectar a tensão em equipamentos ou instalações de forma rápida e segura. E também há o modelo que exige o contato direto com o objeto, muito comum em atividades como linhas de transmissão, redes subterrâneas, subestações, entre outros.

 

Conclusão

O uso adequado das luvas de alta tensão é imprescindível para garantir a segurança dos profissionais que lidam com eletricidade em altas voltagens, o modelo ideal irá depender da classificação da tensão e riscos envolvidos na atividade.

As luvas em conjunto com outros EPI’s para eletricista como capacetes, botas isolantes e roupas antichamas proporcionam um cotidiano de trabalho seguro, livre de choques, queimaduras e acidentes fatais.

Aproveite que já sabe mais sobre quando usar luva de alta tensão e se proteja durante a rotina de trabalho. Realize um orçamento e mantenha seus colaboradores respeitando as Normas Regulamentadoras e protegidos em atividades de alta voltagem.

Afinal, empresas que contratam eletricistas para atuarem em alta tensão precisam disponibilizar todos os EPI’s necessários para que o colaborador esteja seguro durante a rotina de trabalho.

 

 




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EPI’s PARA ENFERMAGEM - COMO ESCOLHER E USAR PARA EVITAR RISCOS

 


Usar EPIs para enfermagem é crucial para que o profissional não esteja exposto a riscos de contaminação e adoecimento no local de trabalho.

Afinal, um enfermeiro atua diariamente em contato com pacientes acometidos por variadas doenças. O que demanda todo cuidado possível para a preservação de sua própria saúde.

Nós trouxemos algumas informações e orientações sobre o uso de EPI’s para enfermagem, visando a máxima proteção contra os riscos de contaminação, acidentes e exposição à agentes biológicos no ambiente laboral, visando cumprir o que determina a NR 32 que regulamenta o uso de equipamentos de proteção nesses casos.

 

Tipos de EPI’s para enfermagem e suas aplicações

Existem diferentes tipos de EPI’s para a rotina do enfermeiro, como é o caso de:

1. Óculos

Os óculos de proteção são responsáveis por evitar o contato com agentes biológicos e agentes químicos durante o expediente.

Além disso, é necessário usar óculos para a proteção de componentes radioativos. Os óculos são uma barreira, evitando que líquidos respinguem no enfermeiro. Dessa forma, é possível proteger os olhos do contato com qualquer tipo de contaminante.

2. Máscara

A máscara é um EPI essencial para o ambiente hospitalar e uso em clínicas. Dependendo do contexto de trabalho é possível usar N95, PFF1, PFF2, PFF3, face Shield e máscaras cirúrgicas para que seja possível promover maior proteção.  

3. Luvas

As luvas são essenciais para impedir o contato direto com agentes físicos e biológicos. Por isso, são usadas luvas de látex, nitrílica ou de vinil de acordo com o tipo de atividade a ser desempenhada.

Seja para administrar uma medicação ou prestar auxílio durante uma cirurgia, o enfermeiro precisará de luvas esterilizadas para proteger a si mesmo e aos pacientes.

4. Avental ou jaleco

O avental ou jaleco é utilizado para servir como uma barreira de proteção para a roupa e a pele do profissional.

Dessa forma, é possível evitar que respingos de fluidos corporais e até agentes químicos ou biológicos entrem em contato com o uniforme ou a pele do enfermeiro.

O avental sempre deve ser devidamente retirado e armazenado para lavagem após o uso. Além disso, jamais deve ser usado fora do ambiente de trabalho. Um avental sujo pode gerar a contaminação de terceiros.

5. Touca

Por meio do uso de touca é possível proteger a saúde do profissional e do paciente. Tendo em vista que, alguns agentes contaminantes podem penetrar no couro cabeludo.

Além disso, a touca evita que cabelos do enfermeiro caiam sobre o paciente durante o atendimento. O que é ainda mais importante em contexto cirúrgico, afinal, contaminaria o paciente.

6. Sapatos fechados

Tanto em hospitais quanto em clínicas, a legislação exige o uso de sapatos fechados. Dessa forma, é possível evitar contato dos pés com material infectante.

 

Escolha e uso adequado dos EPI’s para enfermagem

Cada atuação da enfermagem demanda um tipo adequado de EPI’s. Tendo em vista que, o ambiente de UTI é diferente do ambiente de uma clínica, o que expõe o profissional a diferentes agentes contaminantes e gera demandas diferenciadas.

Portanto, é importante considerar qual é a rotina de cada enfermeiro, com o intuito de promover a proteção adequada.

Em geral, variam os tipos de máscaras e luvas que são utilizadas no dia a dia em função da atividade desempenhada. Em ambiente de UTI, por exemplo, são necessárias máscaras com maior grau de eficiência como a PFF3, que protegem mais que uma PFF1.

Analisando a rotina de cada profissional é possível viabilizar a compra de EPI’s para enfermagem que proporcionam a proteção necessária para o colaborador. A partir disso, o profissional estará protegido e também os pacientes que são atendidos por ele.

Além disso, os profissionais precisam de orientação em relação à manutenção e descarte adequado de EPI’s para enfermagem. Muito embora luvas, máscaras e outros itens sejam descartáveis, o sapato e jaleco são reutilizáveis e precisam ser corretamente higienizados para garantir o uso seguro para o enfermeiro.

 

Consequências do uso inadequado de EPI’s para enfermagem e dicas de segurança

O uso inadequado de EPI’s para enfermagem coloca a segurança do profissional e do paciente que está sendo atendido em risco.

Por isso mesmo, é indispensável que exista um responsável que oriente o uso e faça inspeções diárias. Dessa forma, os colaboradores da equipe que são mais resistentes ao uso dos equipamentos de proteção passarão a cumprir o uso obrigatório.

O que é fundamental para evitar afastamento dos colaboradores por adoecimento causado por contaminação durante o expediente. Afinal, as gripes, resfriados e muitas outras doenças às quais os enfermeiros são expostos diariamente são transmissíveis.

Somente com o uso dos equipamentos apropriados formam-se barreiras de proteção que inviabilizam a contaminação. Se o profissional tirar a máscara durante o expediente e se expõe continuamente a riscos, é natural que tenha afastamentos mais frequentes por ser contaminado com maior facilidade.

É por isso que, sempre será necessário escolher os EPIs corretos para cada atividade, garantindo que o profissional utilize na rotina de trabalho. Dito isso, trouxemos algumas dicas práticas para enfermeiros utilizarem os EPI’s nos atendimentos, como:

Ofereça treinamento contínuo: Sua equipe precisa de treinamentos regulares para garantir o uso correto dos itens de proteção;

Verifique a integridade dos EPI’s: É fundamental avaliar a qualidade e integridade dos EPIs que serão usados. Somente materiais íntegros são capazes de proteger o colaborador;

Retire os EPI’s com o devido cuidado: Sempre retire os EPIs em ambiente adequado, onde possa fazer o correto descarte e higienização das mãos;

Limpe os EPI’s reutilizáveis: Todos os equipamentos que são reutilizáveis precisam ser higienizados e corretamente armazenados para o próximo uso;

Boa higiene das mãos: Sempre faça uma boa higiene das mãos, antes e depois de colocar os itens de proteção, para evitar contaminações durante esse processo.

 

Conclusão

Sabendo da importância de proteger a própria saúde e também seus pacientes com o uso de EPI’s para enfermagem, adote as melhores práticas como utilizar os itens corretamente durante todo o expediente.

Não se esqueça de também ter cuidado na retirada dos equipamentos de proteção individual, para que seja possível evitar a contaminação durante o momento da retirada do item de proteção.

Em resumo, a utilização de EPI’s para enfermagem é uma responsabilidade diária para si mesmo e também para seus pacientes.

Aproveite para fazer um orçamento como garantir a compra de EPI’s para enfermagem para todos os seus colaboradores, respeitando as normas regulamentadoras e garanta a proteção diária de todos.

 

 

 

 

 

 

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