quarta-feira, 20 de agosto de 2025

 



 

REVEZAMENTO ENTRE POSTOS DE TRABALHO

 


Os programas de revezamento surgiram destinados a aumentar o desempenho e a flexibilidade dos trabalhadores. As motivações iniciais para a implementação dos programas faziam parte de um sistema focado na necessidade de trabalhadores com mais autonomia.

Com foco na Ergonomia, podemos considerar o revezamento como uma atividade que tem por objetivo minimizar as exposições acumuladas em determinado posto de trabalho. Essa ação é utilizada porque nem sempre é possível eliminar demandas físicas ou mentais adversas do trabalho, portanto, minimizar as exposições por meio da rotação de trabalho é uma alternativa. Para deixar claro, o revezamento não elimina a presença dos fatores de risco, mas os distribui entre vários trabalhadores “diluindo” a intensidade. Dessa forma, o risco para alguns indivíduos pode ser reduzido, enquanto para outros, aumentado. No entanto, não haverá mudança líquida nos fatores de risco presentes, ou seja, a empresa deve sempre implantar melhorias nos postos de trabalho para realmente eliminar ou minimizar de forma efetiva esses fatores de risco.

O revezamento permite atuar na duração e frequência da exposição, sem alterar o desenho do sistema produtivo.

Além disso, o planejamento deve considerar, além das demandas físicas, as mentais, ambientais e organizacionais, para avaliar os níveis de exposição e definir como será realizada a rotação de cargos.

Estes alertas são importantes, pois quando falamos de revezamento muitos acreditam ser um procedimento simples, pois bastaria realizar as análises ergonômicas, identificar os postos com maior criticidade e de menor criticidade e implantar o revezamento entre eles. Porém, realizar este procedimento sem um estudo amplo pode acarretar em diversas falhas e consequentemente em prejuízos para a empresa e para os colaboradores.

É essencial considerar que o revezamento pode impactar diretamente na produtividade e na qualidade do trabalho, além de gerar desconforto e desgaste físico e mental para os trabalhadores envolvidos.

 

Mas o que precisa ser planejado para implantar o revezamento?

Um dos primeiros passos é a definição de um responsável pela implementação do programa e designação de uma equipe de apoio para auxiliar na implementação.

 

Após essa definição inicial pode-se partir para os passos da implantação do programa de revezamento.

 

A seguir as principais etapas:

a) Identificação de cargos: devemos iniciar fazendo a identificação e listagem de todos os cargos existentes na empresa (ou pelo menos daquele que já consideramos como prioritários para o revezamento), incluindo descrições detalhadas de suas funções, habilidades necessárias e responsabilidades. Durante este passo precisamos reconhecer quais os fatores de risco de carga física, mental, ambiental e organizacional relacionados a falta de Ergonomia está afetando os postos sob análise, ou seja, precisamos realizar a análise ergonômica do trabalho dos postos.

b) Identificação dos trabalhadores: após identificar os postos de trabalhos precisamos fazer avaliação das habilidades, conhecimentos e experiências de cada funcionário, com o objetivo de identificar suas aptidões em relação aos diferentes cargos. Por exemplo, precisamos saber se têm os treinamentos obrigatórios em quais funções, se têm alguma limitação física, seu salário (o revezamento só pode ser realizado para trabalhadores com o mesmo salário) e quais suas atribuições para que em função do revezamento não ocorra desvio de função.

c) Definição dos objetivos: com em qualquer projeto, precisamos iniciar sabendo qual o nosso objetivo, dentre outros possíveis podemos pensar: no desenvolvimento das habilidades dos trabalhadores, no aumento da produtividade, na melhoria do clima organizacional e na diminuição da carga física e mental decorrente de postos de trabalho concebidos sem o foco na Ergonomia.

d) Treinamento dos trabalhadores: capacitação dos trabalhadores em relação as habilidades necessárias dos postos que serão revezados, como por exemplo, procedimentos do novo posto, responsabilidades e tecnologias e também orientação dos trabalhadores sobre os objetivos, benefícios e procedimentos do programa.

e) Criação do plano de rotação: após os passos anteriores pode ser definida a ordem de rotação dos cargos, levando em consideração a adequação dos cargos para os trabalhadores e a complexidade das tarefas envolvidas. Nesta etapa um ponto essencial é a de estabelecer a duração do tempo de cada rotação. É recomendado obter a planta baixa com o layout do setor a ser implantado, com o objetivo de auxiliar na visualização e distribuição dos postos.

 

Qual metodologia pode ser utilizada para auxiliar na implementação do revezamento?

Esse é um dos principais desafios na aplicação de um sistema de revezamento, mas como o texto já está longo continuarei na próxima semana.

 




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ACIDENTE SÃO REALMENTE ACASO?

 


Abro os olhos com dificuldade e vejo uma gota silenciosa caindo da bolsa de soro. Sinto um tubo na minha boca e, sem forças, volto a dormir.

Pi… Pi… Pi…

Acordo com o barulho clássico de um hospital. Isso significa que meu coração ainda está batendo. Tento me mover, mas não consigo. Só vejo o teto branco com finas rachaduras ao redor das placas de gesso. Resisto por alguns minutos, mas o sono me vence novamente.

Acordo com a enfermeira trocando a bolsa de soro. Ela me olha com um sorriso e diz: “Não se preocupe, você está melhorando e sua família está torcendo e orando por sua recuperação”.

Penso em minha família e na Diana, que deve estar desesperada. Tento perguntar à enfermeira o que aconteceu e se a Diana não pode me visitar, mas não consigo falar.

Novo dia ou, talvez, o mesmo. Não tenho mais noção do tempo. Sinto uma coceira no nariz, mas ainda não tenho forças para levantar o braço. Fico neste desespero até dormir novamente. Tento lembrar o que aconteceu, mas só me lembro de ter saído para o trabalho. Será que sofri um acidente de carro?

Cara leitora (você também é convidado, caro leitor), infelizmente ainda vai demorar para o Sr. Nonato se lembrar com detalhes do seu acidente. Mas vou adiantar o que aconteceu: era segunda-feira e ele chegou à empresa com uma forte dor de cabeça. Foi direto para o refeitório, tomou um café puro, comeu um pão com manteiga e acompanhou as notícias pela TV. Chegou esgotado, como se tivessem desligado a chave geral de seu corpo. Tinha uma sensação desesperadora e o trabalho não ajudava, com tantas demissões, todo mundo estava no limite. Pensou em pedir demissão, mas também se perguntava o que faria se saísse. Despertou dos seus pensamentos e se encontrou com Duarte, o chefe da manutenção, para buscar a ordem de serviço com as tarefas do dia. Teria que fazer a manutenção dos motores localizados em uma plataforma no telhado da empresa.

Era o tipo de trabalho que o incomodava. Teria que usar o cinto de segurança e ele o detestava, era muito desconfortável e quente, mas sabia que, mesmo sendo uma tarefa rápida, o chato Técnico de Segurança não permitiria o serviço sem o cinto. Passou no SESMT e foi acompanhado pelo estagiário para preenchimento da Permissão de Trabalho. Serviço liberado, colocou o cinto e subiu pela escada de marinheiro que daria o acesso a plataforma, engatou na linha de vida e começou a subir. A empresa era imensa e o pé direito era em torno de doze metros. Saiu da escada e pisou na plataforma, deu dois passos e lembrou que precisava engatar a porcaria do talabarte na linha de vida. Ia ser a penitência do dia, mas, enfim, tinha que seguir o procedimento.

Iniciou a abertura do motor e percebeu que não tinha a chave na bitola adequada. Tirou todas as ferramentas do cinto, mas não encontrou nenhuma que servisse. Resolveu usar a ponta do alicate para afrouxar o parafuso e, depois de muito esforço, conseguiu, mas sabia que não conseguiria fixá-lo de volta sem a chave adequada. Decidiu descer para pegar a ferramenta. Quando deu o primeiro passo, desequilibrou-se e começou a cair. O cinto estava preso ao cabo de aço na altura dos seus pés, então ele caiu com certa velocidade, batendo a cabeça na lateral do prédio e ficando pendurado. O impacto foi forte e ele ficou desacordado por vários minutos até ser resgatado.

Esse foi o motivo, minha cara leitora, dele estar prostrado na cama do hospital. Mas vamos voltar ao leito do Nonato.

Estava em outro quarto, acordei com dor de cabeça, ainda com o tubo na boca, com a cabeça coçando e sem forças para levantar os braços, preso às limitações de um corpo doente. Tentei gritar e sacudir, mas sem forças, só conseguia chorar. Neste momento, a porta abriu e eu escutei a voz da Diana e de um homem. Envergonhado, fingi estar dormindo e escutei quando ela perguntou: “Ele não vai melhorar?”.

O homem respondeu: “Sim, ele já está bem melhor. Ainda ficará fraco por alguns dias, mas não corre mais riscos”. Quando perguntou sobre os movimentos, o médico respondeu: “Infelizmente, a queda prejudicou a vértebra cervical e ele não terá mais movimentos”. Tentei batucar os braços, gritar, mas não consegui contradizer o médico. O máximo que consegui, foi fazer com que as lágrimas corressem pelo meu rosto e caíssem no interior do meu ouvido.

Após escrever esse texto, comecei a pensar nos erros nos procedimentos que levaram ao acidente. Pense um pouco na situação: a permissão de trabalho foi aberta por um estagiário, talvez não tenha sido bem avaliada a necessidade de realizar a atividade com acompanhamento do SESMT ou, pelo menos, em dupla. O uso de cinto de retenção teria sido uma escolha mais apropriada, pois impediria que o trabalhador chegasse à beira da edificação e evitaria uma possível queda. Se fosse possível, um guarda-corpo poderia ser instalado. Em outras palavras, apesar da palavra “acidente” nos remeter a um acontecimento casual, fortuito e inesperado, ao estudar as ocorrências, percebemos que raramente elas são realmente acidentais.

 

 



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terça-feira, 19 de agosto de 2025

 



 

O QUE É UM EPI EFICAZ?

 


Em uma reunião na Secretaria do Trabalho, em outubro de 2019, em Brasília, representando a ANIMASEG – Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho – fui abordado por um Auditor Fiscal do Trabalho, com a seguinte pergunta: “qual é a definição de EPI eficaz? ”. Isso fez com que conversássemos em busca de uma resposta correta e compreensível para o público em geral.

 

Após avaliarmos a questão, concluímos que EPI eficaz é aquele adequado para neutralizar ou reduzir um determinado risco, quando utilizado conforme suas capacidades e limitações.

 

Na época, estendemos o tema fazendo comparações para qualquer produto ou sistema criado pelo ser humano, pois a eficácia é um atributo sem o qual eles não teriam motivo para existir, citando como exemplos: automóveis, escova de dentes, guarda-chuvas, equipamentos de proteção coletiva e sistemas de gestão. Cada um desses produtos pode ser qualificado como eficaz, quando utilizado conforme suas capacidades e limitações.

 

A questão continua sendo oportuna para refletirmos diante do atual cenário de pandemia do COVID-19, quando todos querem algo que seja eficaz para se protegerem da contaminação. Na busca ansiosa por produtos de proteção, as máscaras respiratórias e cirúrgicas se tornaram itens escassos em âmbito global, impactando o fornecimento destes aos profissionais de saúde.

 

Na emergência, todos deixaram de tergiversar sobre o tema e passaram a buscar fornecedores de máscaras PFF2 (N95), vestimentas, óculos de segurança, protetores faciais, luvas de procedimento cirúrgico, ou seja, de EPI’s.

 

Quarenta anos após os “especialistas” menosprezarem a utilização dos EPI’s como meio eficaz de proteger os trabalhadores dos diversos riscos aos quais estão sujeitos em seu dia a dia, com ou sem o COVID-19, estão, eles próprios, tentando comprar uma máscara, uma luva ou uma vestimenta para se proteger.

 

Todo o setor de fabricantes de EPI’s está mobilizado para suprir a demanda atual, qual seja, para equipar os profissionais da saúde e dos setores essenciais da economia com equipamentos de proteção, mesmo com as restrições impostas pelas quarentenas decretadas por municípios e estados.

 

Com o sacrifício de todos, certamente, conseguiremos passar por essa provação, mas é importante que a experiência faça com que nossos especialistas passem a se preocupar não somente com os 2% das médias e grandes empresas, mas com os trabalhadores de 98 % das empresas brasileiras onde o EPI é a única barreira entre o trabalhador e o acidente; o qual, no presente momento, pode ser uma contaminação.

 

 

 

 

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ENTENDENDO O PAPEL DO SESMT NA AVALIAÇÃO DE FATORES PSICOSSOCIAIS

 


Noto que ainda há muita dúvida sobre a avaliação dos fatores de riscos psicossociais por parte do profissional de SST. Vou tentar uma nova abordagem para elucidar essa questão.

Imagine que, na sua empresa, há ruído elevado em determinado setor. Como o profissional de segurança irá agir? Digamos que ele tem um dosímetro: ele fará uma avaliação quantitativa, verificará a intensidade do ruído, registrará no PGR e, com base nessa informação, o médico do Trabalho elaborará o PCMSO. A partir disso, o médico pode concluir que seja interessante realizar exames audiométricos naquele setor devido à presença deste risco. Assim, será possível verificar se há trabalhadores com perda auditiva. Perceba que, nesse caso, não foi necessário fonoaudiólogo, ou médico otorrinolaringologista nem nenhum outro especialista, o profissional de segurança fez o levantamento inicial.

Com os fatores de risco psicossociais, o raciocínio é bem similar. O profissional de segurança tenta identificar se, no ambiente de trabalho, há esse tipo de fator, registra isso no PGR, e a partir daí o médico pode verificar a necessidade de uma avaliação psicossocial individualizada — que aí sim pode ser feita por um psicólogo ou por um médico especializado.

 

A principal dúvida que sempre surge é: “Mas eu consigo fazer esse levantamento? ”

Sua empresa não reconhece os trabalhadores que realizam boas atividades? Isso é um fator psicossocial. Os trabalhadores não são valorizados, não recebem feedback, não têm reconhecimento, isso é um agente de risco.

 

MAIS EXEMPLOS
“Ah, professor, queria outros exemplos”… Ok, então imagine que na sua empresa tem gestores que usam uma forma agressiva de gestão, com gritos, ameaças, pressões excessivas. Isso pode ser definido como assédio moral. Nesse caso, é interessante que uma comissão, de preferência até externa, faça uma análise mais profunda. Mas quem pode iniciar essa identificação? O profissional de segurança.

A avaliação vai ser sempre em parceria com os outros setores, com o RH, com a CIPA, e assim por diante.

Percebo que você quer mais um exemplo: determinado posto de trabalho exige muita atenção, é uma tarefa extremamente detalhada e repetitiva, muito monótona. Isso você consegue identificar. E, a partir disso, pode propor ações para enriquecer a atividade, dar mais autonomia, mais responsabilidade, assim como faríamos no caso do ruído, em que propomos revestimento acústico, enclausuramento de equipamentos, EPI etc. Para os fatores de riscos psicossociais, o médico do Trabalho vai avaliar isso também. Ele pode dizer: “Olha, vocês identificaram o problema, fizeram algumas ações, mas ainda estou vendo aqui que tem trabalhadores com queixas, possíveis distúrbios ou mesmo afastados. ” Então a gente pode pensar em mais ações. A partir desse ponto, em que já foi identificado e avaliado, talvez seja o momento de envolver o psicólogo de forma mais direta, junto com a equipe da psicologia e com o médico do Trabalho.

 

RESUMINDO
Acho que agora ficou mais claro que a dinâmica é a mesma: o profissional de segurança identifica, faz uma pré-avaliação, passa a informação para o médico, que verifica a necessidade de exames mais específicos. Se esses exames derem alterados, a informação volta para o profissional de segurança, que percebe que as melhorias implantadas não foram suficientes. Assim como no caso do ruído, em que podemos reforçar o revestimento ou o isolamento acústico, nos fatores psicossociais podemos propor novas ações. Se as mudanças surtirem efeito, reduzindo a significância do fator de risco, isso também se registra no PGR e no PCMSO, por exemplo, quando o número de trabalhadores com alterações diminui.

E claro, sempre pode ser interessante envolver o psicólogo. Sempre. Mas, num primeiro momento, já conseguimos executar bastante coisa. Espero que esse pequeno texto tenha deixado um pouco mais claro como é a dinâmica da avaliação dos fatores de risco psicossociais.

 

 

 

 

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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

 



 

IoT NA SEGURANÇA DO TRABALHO: AVANÇOS E DESAFIOS

 

 


 

A Internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things), é uma tecnologia que conecta objetos do dia a dia à internet, permitindo que eles coletem e troquem dados automaticamente. Com isso, máquinas, sensores, equipamentos e até mesmo roupas ganham a capacidade de se comunicar entre si e com sistemas centrais, transmitindo informações em tempo real. Na Segurança do Trabalho, a IoT surge como uma ferramenta poderosa, pois possibilita a integração de sensores, dispositivos e sistemas para monitorar riscos ambientais com maior eficiência e precisão, prevenindo acidentes e promovendo a saúde ocupacional.

Imagine, por exemplo, um operário em uma linha de produção exposto a níveis excessivos de ruído. Sensores inteligentes podem medir continuamente a intensidade sonora e emitir alertas assim que os limites de segurança forem ultrapassados, garantindo ações corretivas imediatas. O mesmo se aplica à exposição ao calor: sensores térmicos monitoram a temperatura ambiente e sinalizam quando ela atinge níveis críticos, ajudando a evitar casos de exaustão térmica.

Outro exemplo são os dispositivos vestíveis, como relógios inteligentes ou sensores acoplados aos uniformes, que rastreiam batimentos cardíacos e padrões de movimento para detectar sinais de fadiga e sugerir pausas no momento ideal. Essa tecnologia é especialmente valiosa em setores como construção civil e indústria pesada, onde o cansaço pode levar a acidentes graves.

A IoT também revoluciona a segurança em espaços confinados. Sensores de gases, por exemplo, identificam vazamentos tóxicos antes mesmo que os trabalhadores os percebam, acionando alarmes automáticos e isolando áreas contaminadas, o que reduz drasticamente riscos de intoxicação ou explosões. Além disso, os dados coletados em tempo real permitem análises preditivas, transformando a Segurança do Trabalho em uma prática proativa. Em vez de agir apenas após um incidente, os gestores podem identificar padrões e tendências, antecipando ameaças e tomando decisões estratégicas.

 

ATENÇÃO AOS DESAFIOS
“Mas são só vantagens, professor?”

Infelizmente, não. Apesar dos benefícios, a IoT traz desafios. Um deles é a privacidade e a proteção de dados, uma vez que a tecnologia coleta informações dos trabalhadores, como frequência cardíaca, localização e nível de fadiga, criando o risco de uso indevido ou vazamento. Outra preocupação é a segurança cibernética: se os dispositivos não forem adequadamente protegidos, podem ser alvo de hackers, comprometendo, não apenas os dados, mas também a integridade física dos trabalhadores. Basta imaginar um sensor de gás que falha ou um sistema de alerta sabotado para entender o potencial de tragédias. Há ainda o perigo da dependência excessiva da tecnologia. A IoT deve ser um complemento, nunca um substituto para a supervisão humana e o treinamento em segurança. Confiar cegamente nos dispositivos, sem verificações manuais ou capacitação adequada, pode mascarar falhas com consequências graves.

Portanto, embora a IoT represente um avanço, sua implementação exige planejamento para equilibrar benefícios e riscos. Com uma gestão bem estruturada, essa tecnologia pode elevar a segurança ocupacional a um novo patamar, protegendo os trabalhadores e, ao mesmo tempo, impulsionando a eficiência das empresas.

 

 

Para aprofundar o conhecimento sobre o tema, leia estes dois artigos que serviram de base para o texto:

ZORZENON, Rafael; LIZARELLI, Fabiane L.; BRAATZ, Daniel. The impact of the internet of things on health and safety performance at work: An empirical study of Brazilian companies. Safety Science, v. 187, p. 106866, 2025.

BAVARESCO, Rodrigo et al. Internet of Things and occupational well-being in industry 4.0: A systematic mapping study and taxonomy. Computers & Industrial Engineering, v. 161, p. 107670, 2021.

 

 

 

 

 

 

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FATORES DE RISCO PSICOSSOCIAIS: O INIMIGO “INVISÍVEL” NO TRABALHO

 

 


 

Com a nova redação da NR 1, passei a estudar os já famosos fatores de risco psicossociais e percebi que já conhecia vários deles, pois já havia convívio com esses problemas no meu ambiente de trabalho. Na verdade, nas minhas atividades profissionais, posso citar dois exemplos que ilustram bem como esses fatores podem afetar a vida de qualquer pessoa.

O primeiro exemplo ocorreu quando eu trabalhei em um órgão público do Estado, no final do mandato de um governador. Naquela época, muitas das atividades já haviam sido concluídas e não havia mais projetos em andamento. Lembro-me de perguntar ao meu chefe o que eu deveria fazer e ela respondeu: “Mário, você pode carimbar os processos”.

Carimbar os processos consistia basicamente em ficar sozinho em uma sala, batendo carimbos e escrevendo manualmente números sequenciais nas páginas. Era um trabalho mecânico, repetitivo e sem qualquer desafio intelectual. Apesar de ser relativamente bem remunerado e não ter uma pressão por produção, comecei a me sentir completamente inútil nessa função. A sensação de que eu não estava contribuindo para nada relevante se tornou insuportável, e após pouco mais de um mês, pedi demissão.

Hoje, com uma visão mais clara sobre os fatores de risco psicossociais, percebi que aquela situação estava diretamente relacionada à falta de significado no trabalho. Esse é um dos fatores que podem gerar impactos negativos na saúde mental dos trabalhadores, pois, quando não vemos intencionalmente no que fazemos, nossa motivação despenca.

 

REALIDADE OPOSTA
O segundo exemplo que vivi foi em uma grande empresa em que a realidade era oposta ao órgão público: ali, a pressão era constante. Eu era responsável por diversas tarefas simultaneamente, participando de processos de verificação, projetos relacionados à Segurança do Trabalho e outras atividades.

Em um desses momentos de alta demanda, durante a revisão de um projeto de proteção para um esmeril, percebi que o engenheiro mecânico responsável pela execução da peça havia sido feito algo completamente diferente do que eu havia especificado. Aquilo poderia comprometer a segurança da operação. O acúmulo de tensão, o cansaço e a pressão fizeram com que eu reagisse de uma forma que nunca imaginei: perdi completamente a calma. Em um acesso de luxo, dei um berro para o engenheiro, algo totalmente incomum para a minha personalidade.

Poucos minutos depois, a ficha caiu. Pedi desculpas a ele, fui direto ao meu chefe e disse a ele: "Chefe, peço demissão. Acabei de fazer algo que não é da minha natureza".
E assim, sem pensar duas vezes, saí da empresa.

 

ADOECIMENTOS
O que quero destacar com essas duas situações é que eu tive a sorte de poder sair desses empregos. Na época, achei que era o momento de fazer uma pausa, e como eu tinha uma certa estabilidade financeira, isso me permitiu tomar essa decisão. Mas o que acontece com aqueles que não têm essa opção? O que ocorre com milhares de trabalhadores que enfrentam diariamente altos níveis de estresse, sobrecarga, falta de reconhecimento e desmotivação, mas que não podem simplesmente conseguir uma pausa, ter a esperança de mudanças nas atividades ou mesmo pedir demissão?

Infelizmente, para muitas dessas pessoas, o destino é o adoecimento. Os fatores de risco psicossociais, quando ignorados, podem levar a transtornos psicológicos graves, como síndrome de burnout, depressão e ansiedade. Além disso, há efeitos físicos associados, como dores musculares, insônia e fadiga crônica. A saúde mental dos trabalhadores precisa ser levada a sério, pois seu impacto vai muito além do ambiente de trabalho, no que diz respeito à vida pessoal, aos relacionamentos e à qualidade de vida como um todo.

 

DESAFIOS
A NR 1 trouxe avanço importante ao dar destaque a esses riscos e ao exigido que sejam considerados na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho. No entanto, a aplicação prática ainda enfrenta desafios, pois muitos desses riscos são subjetivos e difíceis de mensurar. Na maioria das empresas, elas são tratadas como invisíveis, o que permite que continuem causando danos silenciosos à saúde dos trabalhadores.

É necessário, portanto, ampliar esse debate, conscientizar gestores e colaboradores sobre a importância do bem-estar mental no trabalho e agir para que a prevenção dos fatores de risco psicossociais seja uma prioridade.

 

 

 


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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

 



 

NÃO DEIXE A PRESSA COMPROMETER A SEGURANÇA

 

 

A Pressa faz parte da vida moderna, e o torna uma verdadeira correria. É trabalho, filhos, casa e muitas outras tarefas que nos fazem sentir a falta de tempo constantemente.

É um ritmo de vida frenético e que pode ser muito prejudicial se não for bem administrado.

A sensação de estar sempre atrasado é muito comum, mas é preciso cuidado, pois a pressa é um dos principais fatores que levam a acidentes e incidentes, tanto no trabalho quanto no trânsito ou até mesmo em casa.

É importante entender que a pressa não é uma solução e pode ser uma grande causa de problemas.

Neste artigo, abordaremos os problemas que podem ser causados pela pressa, assim como algumas estratégias que podem ajudar a reduzir a pressa e melhorar a qualidade de vida.

Continue lendo e não perca a oportunidade de aprender como a pressa pode afetar sua vida e como preveni-la pode lhe trazer mais qualidade e bem-estar.

 

Diferenças entre a Pressa e a Prevenção

 


A pressa e a prevenção são duas atitudes opostas que podem influenciar significativamente nossas vidas.

Enquanto a pressa pode causar estresse, ansiedade e danos à saúde, a prevenção pode proporcionar paz de espírito, bem-estar e um estilo de vida mais saudável.

A pressa muitas vezes leva a decisões precipitadas, erros e acidentes. Por outro lado, a prevenção envolve uma abordagem cuidadosa e deliberada para lidar com os desafios e riscos da vida.

Ao invés de tomar decisões impulsivas, a prevenção nos encoraja a pesar as opções, analisar as possíveis consequências e tomar medidas cuidadosas e conscientes.

Enquanto a pressa pode levar a procrastinação, a prevenção nos incentiva a agir com antecedência.

Em vez de esperar até que um problema se torne grande demais para ser resolvido, a prevenção nos encoraja a tomar medidas preventivas antes que as coisas saiam do controle.

Isso pode incluir a criação de um plano de ação, estabelecendo metas realistas e desenvolvendo hábitos saudáveis para evitar problemas futuros.

A pressa muitas vezes leva a um estilo de vida caótico, onde o tempo é escasso e o estresse é constante.

Por outro lado, a prevenção nos permite desacelerar, concentrar em nossas prioridades e aproveitar melhor o nosso tempo.

Com uma abordagem preventiva, podemos ser mais eficientes, produtivos e ainda ter tempo para relaxar e desfrutar da vida.

Enquanto ter pressa muitas vezes leva a uma falta de comunicação e conexão com os outros, a prevenção nos encoraja a estabelecer relacionamentos saudáveis e significativos.

Em vez de correr de uma tarefa para outra, a prevenção nos incentiva a dedicar tempo e esforço para construir relações pessoais e profissionais mais fortes.

Isso pode incluir a comunicação aberta e honesta, o estabelecimento de limites saudáveis e a demonstração de empatia e compaixão.

Em última análise, a pressa e a prevenção são duas maneiras diferentes de abordar a vida.

Enquanto a pressa pode trazer resultados imediatos, muitas vezes vem com um custo emocional e físico e até financeiro.

Por outro lado, a prevenção nos permite enfrentar os desafios da vida de forma mais cuidadosa, deliberada e sustentável, proporcionando-nos uma vida mais feliz e saudável a longo prazo.

 

Os Perigos da Pressa

 


Acidentes de trânsito: A pressa é um dos principais fatores que levam a acidentes de trânsito, pois o motorista acaba desrespeitando regras de trânsito e dirigindo de forma imprudente para chegar mais rápido ao seu destino. Além disso, a pressa também aumenta a probabilidade de distração ao volante, diminuindo a capacidade de reação em situações de risco.

Acidentes de trabalho: A pressa no ambiente de trabalho pode levar a acidentes graves, como quedas, cortes, queimaduras, entre outros. Quando se está com pressa, é comum não prestar atenção aos detalhes e não tomar as medidas necessárias para evitar acidentes.

Problemas de saúde: O estresse causado pela pressa pode desencadear uma série de problemas de saúde, como hipertensão, problemas cardíacos, ansiedade, depressão, entre outros. Além disso, a falta de tempo para se alimentar corretamente e fazer exercícios pode comprometer a saúde física e mental.

Relacionamentos interpessoais: A pressa também pode prejudicar os relacionamentos interpessoais, pois muitas vezes as pessoas são ríspidas e impacientes com as outras por causa da falta de tempo. Isso pode levar a conflitos, brigas e até mesmo o rompimento de amizades e relacionamentos.

Baixa produtividade: Quando se está com pressa, é comum que as tarefas sejam feitas de forma apressada e sem atenção aos detalhes, o que pode levar a erros e retrabalho. Além disso, a pressa pode levar à procrastinação, pois muitas vezes as pessoas deixam de fazer o que é importante para fazer o que é urgente.

Falta de qualidade: A pressa também pode comprometer a qualidade do trabalho, dos produtos e dos serviços. Quando se está com pressa, é comum que a atenção aos detalhes seja menor e que os processos sejam feitos de forma apressada, comprometendo a qualidade final.

Estresse: A pressa é um dos principais fatores que levam ao estresse, pois as pessoas se sentem sobrecarregadas e pressionadas pelo tempo o tempo todo. O estresse pode levar a problemas de saúde física e mental, além de comprometer a qualidade de vida das pessoas.

Perda de oportunidades: A pressa também pode levar à perda de oportunidades, pois muitas vezes as pessoas não conseguem aproveitar as oportunidades que surgem por causa da falta de tempo. Além disso, a pressa pode levar a decisões impulsivas e mal pensadas, que podem prejudicar a carreira e os negócios.

 

Dicas Para Prevenir a Pressa

 


Organização: A organização é fundamental para prevenir a pressa. Ter um planejamento diário ou semanal, com horários definidos para cada tarefa, ajuda a evitar a sensação de estar sempre correndo atrás do tempo. Isso também ajuda a identificar as tarefas que são realmente importantes e priorizá-las.

Antecedência: Deixar as coisas para a última hora é um dos maiores fatores que contribuem para a pressa. Por isso, é importante antecipar as tarefas e compromissos. Assim, é possível fazer tudo com calma e evitar a correria de última hora.

Estabeleça limites: Estabelecer limites é fundamental para prevenir a pressa. É preciso aprender a dizer “não” quando necessário, e definir um tempo para cada tarefa. Isso ajuda a manter o foco e evita a sobrecarga de trabalho.

Pratique a meditação: A meditação é uma excelente técnica para combater a pressa. Ela ajuda a acalmar a mente e reduzir o estresse, tornando mais fácil lidar com as tarefas diárias com tranquilidade.

Reduza as distrações: As distrações são uma das maiores inimigas da produtividade. Para prevenir a pressa, é importante reduzir as distrações, seja desligando o celular durante o trabalho ou evitando redes sociais durante as horas de trabalho.

Planeje suas atividades com antecedência: Planejar as atividades do dia seguinte ou da semana é uma ótima forma de prevenir a pressa. Isso ajuda a identificar as tarefas mais importantes e definir um tempo para cada uma delas, evitando a sensação de sobrecarga.

Mantenha o foco: Manter o foco é fundamental para prevenir a pressa. Quando estamos focados em uma tarefa, é mais fácil fazer tudo com calma e evitar a correria. Para isso, é importante eliminar distrações e criar um ambiente propício para a concentração.

Aprenda a delegar tarefas: Delegar tarefas é fundamental para prevenir a pressa. Muitas vezes, tentamos fazer tudo sozinhos, o que pode ser muito estressante e gerar uma sensação de sobrecarga. Aprender a delegar tarefas pode ajudar a manter o equilíbrio e evitar a correria.

 

Conclusão

A pressa é uma realidade na vida moderna, mas é possível evitar seus efeitos negativos adotando algumas mudanças de comportamento.

É importante aprender a planejar e organizar o tempo, estabelecer prioridades, adotar hábitos saudáveis, delegar tarefas e ter paciência e flexibilidade.

 

 

 


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RAZÕES PARA INDICAR USO DE EPI

 

Quando não for possível eliminar ou controlar os riscos no ambiente de trabalho por meio da adoção de EPC, medidas administrativas ou outra medida adotada, é então necessário indicar uso de EPI – Equipamento de Proteção Individual para atenuar os riscos que o trabalhador está exposto.

 

E quais as situações que irão mostrar que é preciso indicar uso do EPI?

Continue lendo esse artigo e conheça situações que indicam que é necessário indicar uso de EPI.

Quando o agente de risco for identificado por meio de avaliação quantitativa.

 


Se há uso de produtos químicos, os quais possuam agentes agressivos à saúde do trabalhador ou há muita poeira no ambiente, por exemplo, estes agentes possuem limites de tolerância, portanto, é obrigatório uma avaliação quantitativa no local para saber se o agente está dentro do limite permitido.

A NR 09 determina algumas condições para fazer avaliação quantitativa dos riscos, e essas condições podemos encontrar o subitem 9.4.2 da NR 09, que traz o seguinte texto:

“A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser realizada para:

a) comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes identificados;

b) dimensionar a exposição ocupacional dos grupos de trabalhadores;

c) subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção”.

 

Segundo o texto da NR 09, mencionado acima, a avaliação quantitativa serve para comprovar o controle da exposição do trabalhador aos agentes identificados.

Dimensionar a quantidade, ou seja, quantificar a presença do agente no local de trabalho.

E com base no resultado da avaliação quantitativa, irá subsidiar o equacionamento. Resumindo, irá definir as medidas de prevenção e proteção do trabalhador.

 

Limite de Tolerância e Nível de Ação

 


Vale ressaltar que, independentemente das medidas de prevenção ou proteção adotadas, a ideia é trabalhar com Limite de Tolerância (LT) e Nível de Ação (NA).

 

Segundo NR 15, subitem 15.1.5, limite de tolerância é:

 

“Entende-se por “Limite de Tolerância”, para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral”.

 

Em outras palavras, limite de tolerância é a quantidade de agente agressivo, identificado na avaliação e que numa jornada de trabalho de 8 horas diárias não seja prejudicial à saúde do trabalhador, durante sua vida laboral.

O “Nível de Ação”, é utilizado na higiene ocupacional para definir o valor acima do qual as medidas de controle devem ser adotadas, sejam elas coletivas, individuais ou administrativas, visando a proteção do trabalhador.

Por exemplo: o limite de tolerância do ruído para uma jornada de trabalho de 8 horas é 85 Decibel (dB), enquanto que o nível de ação é 80 Decibel (dB).

As medidas adotadas a partir do nível de ação servem para evitar que o limite de tolerância seja ultrapassado.

Quando as medidas coletiva, administrativa e individual adotadas para proteção do trabalhador forem ineficazes, este passa a ter direito ao adicional de insalubridade.

 

Vale ressaltar que o trabalhador perde o direito ao adicional de insalubridade, uma vez que o empregador eliminar sua exposição aos agentes agressivos, seja pela implementação do EPC – Equipamento de Proteção Coletiva, adoção de medidas administrativa e por último, indicação do uso de EPI.

 

Plano de ação

 


O subitem 1.5.5.2.1 do novo texto da NR 01, diz que:

 

“A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas”.

 

De acordo com o texto acima, extraído do novo texto da NR 01, a empresa deverá ter um plano de ação e esse plano deve conter medidas de controle, e em último caso, indicar uso de EPI é uma medida de controle.

 

Reclamação dos trabalhadores.

 


Se algum trabalhador apresentar alguma reclamação, como por exemplo, irritação da pele devido uso de algum tipo de produto químico, pode ser motivo para indicar uso de EPI

Para isso, a primeira ação que pode ser tomada é consultar a FISPQ do produto e verificar se sua composição pode causar algum tipo de alergia ou irritação na pele.

Se confirmado, indicar uso de EPI para aquela atividade é uma opção de controle do agente agressor ao trabalhador.

 

Observando a FISPQ

 


Como mencionado acima, consultar a Ficha de Segurança dos Produtos Químicos – FISPQ é indispensável para adoção de medidas de controle contra agentes químicos.

Portanto, verifique a FISPQ dos produtos químicos utilizados em sua empresa para saber qual a composição desses produtos e se há agentes agressivos à saúde do trabalhador e que possam gerar o pagamento de insalubridade.

Entendo que na maioria das vezes o setor de compras ou setor de qualidade fazem a troca de matéria prima com base no custo e/ou qualidade e nem sempre se preocupam com os riscos que determinado produto irá gerar no processo produtivo.

Daí a importância de o profissional de segurança conversar com o pessoal do setor de compras e orientá-los a consultar o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT antes de efetuar a compra, ou sempre solicitar FISPQ ao vendedor e repassar ao SESMT para avaliação prévia.

Pois a redução de custo na produção de determinado produto, poderá custar o dobro ou triplo do valor para a segurança, o que acaba gerando prejuízo à empresa.

É importante ressaltar que de imediato, indicar uso de EPI é uma opção, mas é importante saber que precisa ser feita uma avaliação mais aprofundada em busca de outra medida, como por exemplo, mudar o tipo de produto no processo de produção, quando possível.

 

 

 

 

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