terça-feira, 19 de agosto de 2025

 



 

O QUE É UM EPI EFICAZ?

 


Em uma reunião na Secretaria do Trabalho, em outubro de 2019, em Brasília, representando a ANIMASEG – Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho – fui abordado por um Auditor Fiscal do Trabalho, com a seguinte pergunta: “qual é a definição de EPI eficaz? ”. Isso fez com que conversássemos em busca de uma resposta correta e compreensível para o público em geral.

 

Após avaliarmos a questão, concluímos que EPI eficaz é aquele adequado para neutralizar ou reduzir um determinado risco, quando utilizado conforme suas capacidades e limitações.

 

Na época, estendemos o tema fazendo comparações para qualquer produto ou sistema criado pelo ser humano, pois a eficácia é um atributo sem o qual eles não teriam motivo para existir, citando como exemplos: automóveis, escova de dentes, guarda-chuvas, equipamentos de proteção coletiva e sistemas de gestão. Cada um desses produtos pode ser qualificado como eficaz, quando utilizado conforme suas capacidades e limitações.

 

A questão continua sendo oportuna para refletirmos diante do atual cenário de pandemia do COVID-19, quando todos querem algo que seja eficaz para se protegerem da contaminação. Na busca ansiosa por produtos de proteção, as máscaras respiratórias e cirúrgicas se tornaram itens escassos em âmbito global, impactando o fornecimento destes aos profissionais de saúde.

 

Na emergência, todos deixaram de tergiversar sobre o tema e passaram a buscar fornecedores de máscaras PFF2 (N95), vestimentas, óculos de segurança, protetores faciais, luvas de procedimento cirúrgico, ou seja, de EPI’s.

 

Quarenta anos após os “especialistas” menosprezarem a utilização dos EPI’s como meio eficaz de proteger os trabalhadores dos diversos riscos aos quais estão sujeitos em seu dia a dia, com ou sem o COVID-19, estão, eles próprios, tentando comprar uma máscara, uma luva ou uma vestimenta para se proteger.

 

Todo o setor de fabricantes de EPI’s está mobilizado para suprir a demanda atual, qual seja, para equipar os profissionais da saúde e dos setores essenciais da economia com equipamentos de proteção, mesmo com as restrições impostas pelas quarentenas decretadas por municípios e estados.

 

Com o sacrifício de todos, certamente, conseguiremos passar por essa provação, mas é importante que a experiência faça com que nossos especialistas passem a se preocupar não somente com os 2% das médias e grandes empresas, mas com os trabalhadores de 98 % das empresas brasileiras onde o EPI é a única barreira entre o trabalhador e o acidente; o qual, no presente momento, pode ser uma contaminação.

 

 

 

 

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