sexta-feira, 26 de setembro de 2025

 



 

E DE REPENTE A MP 905 FOI REVOGADA

 


No meio do turbilhão do enfrentamento da COVID-19, observa-se a total falta de conhecimento das autoridades e da população sobre as formas adequadas de proteção e um total desconhecimento das estruturas já existentes com capacidade para auxiliar no enfrentamento da situação.

Diante desse cenário, de fragilidade das lideranças, da falta de estratégia de país, o Congresso, por motivos políticos, deixa de aprovar Medidas Provisórias, dentre as quais a MP 905/2019.

Sem que nenhum dos congressistas tivessem conhecimento do assunto, pois o cerne da MP era o Contrato Verde-Amarelo, o Art. 167 da CLT teve a sua redação alterada, extinguido o Certificado de Aprovação (CA), que há 42 anos era emitido pela Secretaria do Trabalho como requisito para comercialização e utilização do Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Após cinco meses e 10 dias, a MP foi retirada da pauta e o CA passou a existir novamente, pegando de surpresa a Secretaria do Trabalho, fabricantes, importadores e todo o mercado de usuários de EPIs. Como a Secretaria do Trabalho não emitia o CA desde 11 de novembro de 2019, atendendo a Lei, cerca de 1.300 EPIs instantaneamente, na virada de 20/04 para 21/04, passaram a estar ilegais.

Todas as medidas tomadas pelo setor para se adaptar à ausência do CA, como utilização de laudos de ensaios ou de certificados de conformidade, ou ainda o Registro da Animaseg, criado para preencher uma lacuna da MP 905, a fim de manter o setor em funcionamento enquanto a MP 905 tramitava no Congresso, de repente passaram a não ter mais validade ou precisarão ser readaptadas.

Enfrentando uma pandemia mundial de Covid-19, o Congresso jogou na ilegalidade todos os fabricantes e importadores de EPI’s, muitos desses fornecedores de equipamentos de proteção para o combate ao novo coronavírus.

Felizmente, a reação dos fabricantes e importadores de EPI’s, que contou com auxílio da ANIMASEG, como também da própria Secretaria do Trabalho, foi imediata. Em 1º de maio, no DIA DO TRABALHO e data que escrevi este artigo, fazia 10 dias que o CA tinha retornado, e a boa notícia é que o setor aguarda a emissão de uma Portaria que concederá um prazo para as empresas e o mercado se adequarem, criando um sistema mais ágil de emissão e renovação do CA.

O Brasil, como diz o ditado popular: “Não é para amadores”. O próprio mercado teve a paciência de, neste período, entender a situação complexa que tanto a Secretaria do Trabalho quanto os fabricantes de EPIs ficaram.

Mas ainda estamos enfrentando a COVID-19 e faço um elogio para a sociedade civil brasileira que, apesar da ´pandemia política´, tem se unido para enfrentar o problema, juntando os esforços de entidades, associações, empresas, voluntários (muitos voluntários) para criação de soluções variadas, abrangendo novas tecnologias a projetos sociais, e assim superar a crise.

É nesse sentido que congratulo o lançamento da plataforma “EPIMatch” (epimatch.abdi.com.br), criada com o objetivo de conectar demandantes da área médico-hospitalar e serviços de apoio a fornecedores e fabricantes de EPI's. O projeto é uma iniciativa da sociedade com amparo da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e contou com a parceria da Microsoft e o apoio de voluntários de várias entidades.  

 




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EPI: A ÚLTIMA BARREIRA ENTRE O TRABALHADOR E O ACIDENTE

 


Nesse momento de emergência de saúde pública global relacionada à Covid-19, a importância da conscientização do uso de EPI'''''''s como as únicas barreiras entre os trabalhadores da saúde e a contaminação, ganhou relevância em toda sociedade em âmbito mundial, infelizmente, pela falta deles.

Nos últimos 40 anos, os EPI's foram negligenciados e muitos “especialistas” os trataram como forma de as empresas atenderem a lei (a um preço barato) e não serem multadas. Externavam que esses dispositivos de proteção eram apenas paliativos, e que no fundo prejudicavam a segurança maior dos trabalhadores, chegando ao ponto de questionarem sobre a eficácia dos EPI's.

Essa batalha dos especialistas contra os EPI's não foi bem-sucedida, simplesmente, porque é difícil ir na contramão do conhecimento e das boas práticas mundiais de saúde e segurança do trabalho. Mesmo assim, conseguiram plantar dúvidas, impactando em decisões judiciais Brasil afora, inclusive nos tribunais superiores. Decisões que prejudicaram não somente as empresas produtoras e consumidoras, mas, principalmente, os trabalhadores.

No contexto de guerra contra o novo coronavírus, sem sombra de dúvida, precisamos e devemos aplaudir os profissionais da área da saúde que enfrentam a pandemia dentro das limitações que os EPIs permitem, mas devemos aplaudir, sobretudo, todos os trabalhadores que diariamente enfrentam os riscos de acidentes e doenças no trabalho para plantar e produzir nossos alimentos, transportar cargas essenciais, continuar construindo moradias, manter a energia em funcionamento em nossas casas, e todos aqueles que atuam em atividades que permitem a todos nós viver.

No Brasil, considerando somente os acidentes comunicados de trabalhadores registrados, morrem anualmente 3.000 trabalhadores, e ficam com incapacidade permanente mais de 15.000 trabalhadores. Se computarmos os acidentes do trabalho nos últimos 10 anos, faleceram mais de 30.000 trabalhadores e mais de 150 mil ficaram incapacitados para o trabalho e, na grande maioria, para manter seus dependentes.

Esses dados são referentes ao registro de acidentes ocorridos por trabalhadores com carteira assinada. Um levantamento realizado, em 2013, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou uma quantidade de acidentes sete vezes maior que os registrados. Um assunto de suma importância, mas que não gera pauta de interesse da grande imprensa, ou um aplauso de reconhecimento da sociedade a esses também heróis, que batalham no dia a dia para o país funcionar. Eles também dependem desses EPI's tão mencionados atualmente para salvá-los de possíveis acidentes.

Sim, porque o EPI é a última e única barreira entre o trabalhador e o acidente, para a esmagadora maioria dos trabalhadores.

E os “especialistas”? Continuam pregando para “noruegueses”, sem lembrar que estamos no Brasil.

 

 

 

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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

 



 

INDÚSTRIA DE EPI: CRESCIMENTO, AUTOSSUFICIÊNCIA E OPORTUNIDADES

 

 


 

Após meses vivenciando uma realidade ainda desafiante em todos os sentidos, com os impactos gerados pela pandemia de Covid-19 na sociedade e na economia, é justo afirmar que somos uma nação altamente resiliente. Muitas empresas estão se reinventando e vários setores da economia estão se adaptando para enfrentar a crise. A indústria nacional de EPI, especificamente na área médico-hospitalar, é um exemplo do potencial empreendedor que o país tem, mas que tem sido negligenciado nos últimos 30 anos pela falta de uma política industrial que favoreça a produção nacional.

Hoje, as fabricantes brasileiras de máscaras respiratórias do tipo PFF2 têm a capacidade de produzir cerca de 480 milhões de unidades ao ano. Independente do apoio do governo, elas agiram rapidamente quando o EPI estava em escassez no mercado global no início da pandemia. Em medidas extremadas, alguns países fecharam suas fronteiras e proibiram a exportação de insumos hospitalares, enquanto esses mesmos reclamavam que os demais não forneciam os materiais. Ou seja, a solidariedade entre países deixou de existir rapidamente.

Mas a resposta da indústria nacional de EPI veio rápido. Empresas que fabricavam outros EPIs, por exemplo, investiram em infraestrutura, insumos e mão de obra para produzir máscaras PFF2 (N95). Outras aumentaram o volume de produção, comprando novos equipamentos para fabricação das máscaras.

Na cadeia de suprimentos, a principal fornecedora da matéria-prima lançou um produto 100% nacional, o que diminuiu a dependência da importação, antes de 70%. Para explicar, o material é um tipo de nãotecido com função filtrante, que garante a eficiência da máscara. O projeto, segundo fontes dessa empresa, já estava bastante adiantado e, por isso, foi possível colocar a matéria-prima rapidamente no mercado.

A soma de todos esses empreendimentos quase triplicou a capacidade de produção, saltando dos 15 milhões de máscaras PFF2 por mês para os atuais 40 milhões. Um volume muito maior do que o total de todas as importações do produto feitas pelo governo em caráter emergencial até o momento, seja pelo simples desconhecimento ou por não dar a devida importância à capacidade nacional.

Muitas importações desnecessárias foram feitas a preços superiores dos produtos nacionais, mesmo o setor sinalizando a todo momento a sua capacidade elevada em atender as demandas. Reforçando, não há falta de máscaras PFF2 (N95) no Brasil. O fornecimento está normalizado à demanda e os preços já estão voltando a uma regularidade.

Agora é necessário desenvolver uma política incentivadora para essa indústria no pós-pandemia. O Brasil adquiriu a sua autossuficiência e não dependente de importações. Pelo contrário, temos condições de exportar para os países vizinhos desde que o governo libere as exportações brasileiras.

 

 

 

 

 

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AVALIANDO CORRETAMENTE O CICLO DE EXPOSIÇÃO EM ANÁLISES DE CALOR

 

 


 

Nas avaliações de exposição ao calor no ambiente de trabalho é fundamental compreender que a correta caracterização do ciclo de exposição é um dos pilares para uma análise precisa e representativa da realidade. Entre os conceitos essenciais, destaca-se a necessidade de se analisar os 60 minutos mais críticos, considerando as diferentes situações térmicas envolvidas nas tarefas realizadas pelo trabalhador.

Um exemplo comum ocorre em áreas industriais onde múltiplas situações térmicas podem coexistir em um mesmo posto de trabalho.

 

Suponhamos uma rotina operacional composta por três etapas:

1. Abastecimento de forno — realizado próximo à fonte geradora de calor, com alta carga térmica, por 20 minutos;

2. Atividade auxiliar — executada a cerca de 10 metros do forno, com menor intensidade térmica, durante 10 minutos;

3. Monitoramento em sala de controle — com duração de 30 minutos, sendo possível inclusive que o ambiente seja refrigerado.

 

Esse ciclo total de 60 minutos reflete a verdadeira dinâmica da exposição térmica do trabalhador. No entanto, um erro bastante recorrente entre avaliadores é realizar a quantificação do IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo) apenas na situação térmica de maior carga térmica (por exemplo, o abastecimento do forno), mantendo a medição por 60 minutos contínuos nessa situação.

Essa abordagem desconsidera a variabilidade térmica ao longo do turno e acaba eventualmente superestimando a exposição térmica. O objetivo da avaliação não é avaliar apenas a situação térmica com a maior temperatura absoluta, mas sim determinar qual ciclo de 60 minutos apresenta o maior potencial de risco térmico, considerando a intensidade do calor, os tempos proporcionais em cada situação térmica e a respectiva carga metabólica de cada tarefa.

 

CICLO DE TRABALHO REAL
Em alguns casos, torna-se necessário avaliar diferentes ciclos de 60 minutos dentro da jornada para identificar qual intervalo é realmente o mais crítico. A partir daí, é possível estabelecer a taxa metabólica média ponderada, comparar os dados com os limites de exposição ocupacional (LEO), níveis de ação, região de incerteza e valor teto, conforme preconizado na NHO 06 da Fundacentro, e compatibilizar os resultados com os critérios estabelecidos no Anexo 3 da NR 9 (Exposição Ocupacional ao Calor) e no Anexo 3 da NR 15 (Atividades e Operações Insalubres – Calor).

Portanto, focar exclusivamente na situação térmica mais extrema, ignorando a alternância de atividades, compromete a fidelidade da avaliação e pode levar a decisões inadequadas sobre medidas de controle, bem como à caracterização incorreta do adicional de insalubridade e das condições especiais de trabalho. A avaliação deve ser fiel ao ciclo de trabalho real e baseada em critérios técnicos sólidos, refletindo a complexidade e a dinâmica do ambiente térmico ocupacional.

 

NOTA DE PESAR
Uma das coisas que eu mais aprendi, em quase 20 anos de atuação na área de  SST, é que as coisas simples, quando bem feitas surtem muitos resultados práticos.

Essa era uma das inúmeras virtudes do prevencionista Cosmo Palasio, que nos deixou recentemente. Uma pessoa que compartilhava o seu conhecimento de forma simples, objetiva e com uma didática ímpar.

Meus sentimentos a toda família, amigos e à nossa comunidade de SST, que perde um dos melhores profissionais que já tivemos em nossa área.

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

 



 

ENTENDENDO O PAPEL DO SESMT NA AVALIAÇÃO DE FATORES PSICOSSOCIAIS

 

 


 

Noto que ainda há muita dúvida sobre a avaliação dos fatores de riscos psicossociais por parte do profissional de SST. Vou tentar uma nova abordagem para elucidar essa questão.

Imagine que, na sua empresa, há ruído elevado em determinado setor. Como o profissional de segurança irá agir? Digamos que ele tem um dosímetro: ele fará uma avaliação quantitativa, verificará a intensidade do ruído, registrará no PGR e, com base nessa informação, o médico do Trabalho elaborará o PCMSO. A partir disso, o médico pode concluir que seja interessante realizar exames audiométricos naquele setor devido à presença deste risco. Assim, será possível verificar se há trabalhadores com perda auditiva. Perceba que, nesse caso, não foi necessário fonoaudiólogo, ou médico otorrinolaringologista nem nenhum outro especialista, o profissional de segurança fez o levantamento inicial.

Com os fatores de risco psicossociais, o raciocínio é bem similar. O profissional de segurança tenta identificar se, no ambiente de trabalho, há esse tipo de fator, registra isso no PGR, e a partir daí o médico pode verificar a necessidade de uma avaliação psicossocial individualizada — que aí sim pode ser feita por um psicólogo ou por um médico especializado.

 

A principal dúvida que sempre surge é: “Mas eu consigo fazer esse levantamento? ”

Sua empresa não reconhece os trabalhadores que realizam boas atividades? Isso é um fator psicossocial. Os trabalhadores não são valorizados, não recebem feedback, não têm reconhecimento, isso é um agente de risco.

 

MAIS EXEMPLOS
“Ah, professor, queria outros exemplos”… Ok, então imagine que na sua empresa tem gestores que usam uma forma agressiva de gestão, com gritos, ameaças, pressões excessivas. Isso pode ser definido como assédio moral. Nesse caso, é interessante que uma comissão, de preferência até externa, faça uma análise mais profunda. Mas quem pode iniciar essa identificação? O profissional de segurança.

A avaliação vai ser sempre em parceria com os outros setores, com o RH, com a CIPA, e assim por diante.

Percebo que você quer mais um exemplo: determinado posto de trabalho exige muita atenção, é uma tarefa extremamente detalhada e repetitiva, muito monótona. Isso você consegue identificar. E, a partir disso, pode propor ações para enriquecer a atividade, dar mais autonomia, mais responsabilidade, assim como faríamos no caso do ruído, em que propomos revestimento acústico, enclausuramento de equipamentos, EPI etc. Para os fatores de riscos psicossociais, o médico do Trabalho vai avaliar isso também. Ele pode dizer: “Olha, vocês identificaram o problema, fizeram algumas ações, mas ainda estou vendo aqui que tem trabalhadores com queixas, possíveis distúrbios ou mesmo afastados. ” Então a gente pode pensar em mais ações. A partir desse ponto, em que já foi identificado e avaliado, talvez seja o momento de envolver o psicólogo de forma mais direta, junto com a equipe da psicologia e com o médico do Trabalho.

 

RESUMINDO
Acho que agora ficou mais claro que a dinâmica é a mesma: o profissional de segurança identifica, faz uma pré-avaliação, passa a informação para o médico, que verifica a necessidade de exames mais específicos. Se esses exames derem alterados, a informação volta para o profissional de segurança, que percebe que as melhorias implantadas não foram suficientes. Assim como no caso do ruído, em que podemos reforçar o revestimento ou o isolamento acústico, nos fatores psicossociais podemos propor novas ações. Se as mudanças surtirem efeito, reduzindo a significância do fator de risco, isso também se registra no PGR e no PCMSO, por exemplo, quando o número de trabalhadores com alterações diminui.

E claro, sempre pode ser interessante envolver o psicólogo. Sempre. Mas, num primeiro momento, já conseguimos executar bastante coisa. Espero que esse pequeno texto tenha deixado um pouco mais claro como é a dinâmica da avaliação dos fatores de risco psicossociais.

 

 

 

 

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terça-feira, 23 de setembro de 2025

 



 

AGRICULTURA REGENERATIVA: CULTIVE O FUTURO DO SEU SOLO

 


Cuidar da terra vai muito além de produzir hoje. É também pensar no que ela poderá oferecer amanhã. E, nesse cenário, a agricultura regenerativa tem ganhado espaço como uma alternativa viável, inteligente e responsável para quem deseja produzir mais, com menos impacto, e garantir um solo saudável para as próximas gerações.

Mais do que uma tendência, essa forma de conduzir a produção rural representa um novo olhar para o campo. Um olhar que valoriza a terra, respeita o tempo da natureza e aposta em soluções que fazem bem para o produtor, para o meio ambiente e para toda a sociedade.

Ao longo deste artigo, você vai entender melhor o que é agricultura regenerativa, seus pilares, os benefícios para o solo e o meio ambiente, e como essas práticas podem gerar valor real para sua propriedade. E o melhor: vai descobrir como a Cresol pode ser sua parceira nesta jornada, oferecendo linhas de financiamento que apoiam quem aposta no futuro sustentável da agricultura.

 

O que é agricultura regenerativa?

A agricultura regenerativa é um modelo de produção que vai além da preservação: ela busca recuperar e revitalizar o solo, restaurar a biodiversidade e tornar o sistema agrícola mais equilibrado e resistente. É um jeito de cuidar da terra pensando no longo prazo e nos resultados que isso pode trazer tanto para o produtor quanto para o meio ambiente.

Enquanto muitos métodos convencionais podem empobrecer o solo ao longo do tempo, a agricultura regenerativa foca em criar um ciclo positivo: o solo fica mais vivo, as plantas mais saudáveis e o ecossistema mais estável.

 

E tudo isso com base em práticas regenerativas, como:

·       Reduzir a aração e o revolvimento excessivo do solo;

·       Alternar o cultivo de diferentes culturas (rotação);

·       Utilizar plantas de cobertura entre as safras.

 

Ao adotar práticas regenerativas, o produtor rural passa a ver sua propriedade de forma mais estratégica e sustentável, colhendo benefícios tanto ambientais quanto econômicos. 

 

Por que ela importa para o futuro da produção agrícola?

A agricultura está diretamente conectada ao solo, à água, ao clima e à biodiversidade. Quando esses recursos são explorados sem cuidado, os impactos aparecem: erosões, perda de fertilidade, aumento dos custos de produção e menor resiliência diante de eventos climáticos extremos.

É por isso que pensar no futuro da produção agrícola passa, necessariamente, por mudar a forma como produzimos. A agricultura regenerativa representa uma ponte entre produtividade e responsabilidade: um caminho alinhado com os princípios da agroecologia, que valorizam o equilíbrio entre o homem, a terra e os ciclos da natureza.

Com práticas que recuperam o solo e fortalecem os ecossistemas, o produtor deixa de depender exclusivamente de insumos externos e passa a contar com a força da natureza como aliada. Isso traz mais autonomia, mais saúde para o solo e mais estabilidade para enfrentar os desafios climáticos que já fazem parte da realidade no campo.

 

Quais são os pilares da agricultura regenerativa?

Para quem deseja adotar a agricultura regenerativa na prática, o primeiro passo é entender que ela se baseia em ações simples, mas poderosas, que respeitam os ciclos naturais e estimulam o equilíbrio do solo e do ecossistema como um todo.

A agricultura regenerativa é composta por um conjunto de estratégias que podem ser adaptadas conforme o tipo de solo, o clima da região e o perfil da propriedade. Ainda assim, alguns pilares são considerados fundamentais. A seguir, você conhece os principais!

 

Redução da aração

Durante muito tempo, a aração foi vista como uma etapa indispensável no preparo do solo. No entanto, estudos e experiências no campo mostram que o revolvimento frequente e profundo da terra pode causar mais prejuízos do que benefícios, especialmente quando o objetivo é preservar e melhorar a saúde do solo.

Ao reduzir a aração, o agricultor permite que o solo mantenha sua estrutura natural, evitando a perda de matéria orgânica, a compactação e a erosão. Além disso, protege os microrganismos benéficos que vivem ali e são responsáveis por boa parte da fertilidade e do equilíbrio do ambiente.

Sistemas mais conservacionistas, como o plantio direto ou o cultivo mínimo, ajudam a manter a umidade, controlar a temperatura e preservar os nutrientes, favorecendo o desenvolvimento das raízes e o aproveitamento dos insumos aplicados.

 

Rotação de culturas

Sabe aquele ditado antigo que diz que “o segredo está na diversidade”? Ele se aplica perfeitamente à agricultura regenerativa. A rotação de culturas é uma das práticas mais simples e eficientes para manter o solo produtivo por mais tempo — e ainda contribuir com a sustentabilidade agrícola.

Essa alternância quebra o ciclo de pragas e doenças, reduz a dependência de defensivos, melhora a estrutura do solo e potencializa o aproveitamento de nutrientes. Além disso, diferentes culturas têm raízes que exploram o solo em profundidades variadas, ajudando na descompactação e na oxigenação natural da terra.

 

Plantas de cobertura

Cultivadas entre as safras ou em áreas de pousio, elas não têm como objetivo principal a colheita, mas sim o cuidado com o solo, protegendo, nutrindo e revitalizando a terra para os próximos cultivos.

Espécies como aveia, crotalária, nabo forrageiro, milheto e ervilhaca são bastante utilizadas, e cada uma delas oferece benefícios diferentes: algumas fixam nitrogênio, outras ajudam a descompactar o solo ou a controlar nematoides, por exemplo.

Ao cobrir o solo, essas plantas evitam a erosão, mantêm a umidade, favorecem a vida microbiana e ainda competem com ervas daninhas, reduzindo a necessidade de herbicidas. Quando roçadas e incorporadas ao solo, transformam-se em matéria orgânica rica, melhorando a fertilidade e a estrutura da terra.

 

Quais os benefícios da agricultura regenerativa para o solo e o ecossistema?

A agricultura regenerativa traz impactos positivos que vão muito além da lavoura. Os benefícios se estendem ao solo, à biodiversidade, à água e ao clima, criando um sistema mais equilibrado e produtivo.

O solo, por exemplo, volta a ser um ambiente vivo e fértil, rico em matéria orgânica e microrganismos. Isso se traduz em plantas mais saudáveis, maior eficiência no uso da água e dos nutrientes e menor risco de erosões. Já o ecossistema ao redor ganha diversidade: mais insetos benéficos, mais pássaros, mais equilíbrio natural.

Essa forma de produzir se conecta com a essência do que muitos agricultores já buscam na prática: um campo produtivo, sustentável e resiliente. Não por acaso, quem aprende o que é agroecologia logo percebe como ela se aproxima da proposta da agricultura regenerativa: ambas promovem um modelo agrícola mais justo, consciente e duradouro.

Além dos ganhos ambientais, há também um impacto econômico: solos mais saudáveis exigem menos correções, menos defensivos e respondem melhor ao manejo. Ou seja, produzir com regeneração é também produzir com inteligência e visão de futuro.

 

Como as práticas regenerativas podem gerar valor para a sua propriedade rural?

A agricultura regenerativa mostra que é possível produzir com responsabilidade e, ao mesmo tempo, obter ganhos reais em produtividade, rentabilidade e valorização da terra.

Quando o solo é bem cuidado, ele entrega mais resultados com menos esforço: absorve melhor a água, retém os nutrientes, favorece o desenvolvimento das plantas e reduz a necessidade de correções químicas. Isso se reflete em menores custos de produção e mais estabilidade na colheita, mesmo diante de variações climáticas.

Além disso, propriedades que adotam práticas regenerativas passam a ter um diferencial competitivo no mercado. Consumidores e indústrias estão cada vez mais atentos à origem dos alimentos e à forma como são produzidos. Isso abre portas para certificações, parcerias e acesso a nichos de mercado que valorizam a sustentabilidade.

Outro ponto importante é a valorização do ativo mais precioso do produtor: a terra. Um solo vivo, fértil e produtivo representa segurança para o presente e um legado para o futuro. Por isso, investir em práticas agrícolas sustentáveis é também investir no patrimônio e na continuidade da atividade rural.

Apoiar a agricultura regenerativa: como acessar linhas de financiamento

Transformar a maneira de produzir exige, muitas vezes, investimento em novas tecnologias, capacitação, insumos e adequações no manejo. Por isso, contar com o apoio de uma instituição que entende o campo e acredita na sustentabilidade faz toda a diferença. E é exatamente aí que a Cresol se posiciona como parceira do produtor rural.

A Cresol oferece linhas de financiamento voltadas para práticas agrícolas sustentáveis, incluindo a adoção de técnicas da agricultura regenerativa. Isso abrange desde a aquisição de sementes para plantas de cobertura até a compra de máquinas e equipamentos para sistemas conservacionistas, como o plantio direto ou o manejo integrado do solo.

 

 

Créditos de custeio e investimento: entenda como funcionam

As duas modalidades de crédito rural têm diferenças. Conheça as vantagens e veja como contratar crédito de custeio ou crédito de investimento.

Além do crédito, a Cresol proporciona acompanhamento próximo, orientação técnica e soluções personalizadas, sempre considerando as características da sua propriedade, o seu momento e os seus objetivos. Tudo isso com condições acessíveis, prazos compatíveis com o ciclo agrícola e a confiança de uma cooperativa que caminha ao lado do produtor.

 

Comece com apoio de quem entende do campo

A agricultura regenerativa é um compromisso com o futuro do solo, da produção e da sua propriedade como um todo. É acreditar que é possível cultivar com respeito à terra, sem abrir mão da produtividade, e que práticas sustentáveis hoje são a base de um amanhã mais seguro e rentável.

E você não precisa fazer isso sozinho. A Cresol está junto ao produtor rural, oferecendo soluções financeiras, orientação e apoio para que a transição para práticas mais sustentáveis aconteça com segurança e tranquilidade.

Encontre a Cresol mais próxima, converse com nossa equipe de atendimento agro e saiba como acessar linhas de financiamento que apoiam a agricultura regenerativa. 

Porque cultivar o futuro começa agora!

 

 

 

 

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ENERGIA RENOVÁVEL: O FUTURO DO AGRO MAIS SUSTENTÁVEL

 


Nos últimos anos, o uso de fontes de energia renovável tem ganhado cada vez mais espaço no campo, e não é por acaso. Com os custos da energia elétrica aumentando e a preocupação com o meio ambiente crescendo, muitos produtores rurais estão buscando alternativas mais econômicas, sustentáveis e eficientes para suas propriedades.

Entre essas alternativas, a energia solar se destaca como uma solução viável, acessível e com grande potencial de retorno. Ela não só reduz os gastos com eletricidade, como também contribui para um agro mais limpo e consciente, sem abrir mão da produtividade.

Entenda de forma simples e prática como a energia solar funciona, quais os seus benefícios reais para o produtor rural, o meio ambiente e como a Cresol pode ser uma aliada nessa jornada rumo à sustentabilidade. Afinal, cuidar do presente é também garantir um futuro melhor para todos.

 

Energia solar: o que é e qual a importância?

A energia solar é gerada a partir dos raios de sol que atingem a superfície e é uma das fontes de energia renovável mais limpas disponíveis.

 

De modo geral, há três tipos principais de energia solar:

Energia fotovoltaica (FV): é o tipo mais comum, gerada a partir de painéis solares. As células fotovoltaicas desses painéis captam e convertem a luz do sol em eletricidade, que pode ser utilizada para iluminação, alimentar máquinas e mais;

Energia solar térmica: é o tipo que usa a energia do sol para gerar aquecimento, especialmente na água. Por suas características, ela é bastante utilizada em sistemas de aquecimento solar de chuveiros, piscinas e outras áreas;

Energia heliotérmica: também conhecida como energia solar concentrada (CSP), usa lentes para direcionar os raios solares para um ponto específico. Ela costuma ser utilizada para aquecer a água que movimenta turbinas e gera eletricidade em usinas de grande porte.

 

Por que investir em energia renovável no agro?

O setor agropecuário é um dos que mais consome energia no dia a dia, seja para irrigação, resfriamento, ordenha, secagem de grãos ou iluminação. Com tantos processos dependentes de eletricidade, contar com uma fonte de energia confiável, econômica e sustentável deixou de ser apenas uma opção, passando a ser uma necessidade.

Investir em energia renovável, como a solar, representa uma mudança inteligente e estratégica para o produtor rural. Além de reduzir custos no médio e longo prazo, essa escolha fortalece a autonomia da propriedade e contribui para a preservação do meio ambiente.

A seguir, você vai conhecer de forma detalhada os principais benefícios econômicos e ambientais de adotar uma fonte de energia limpa no campo e entender como essa decisão pode transformar o futuro do seu negócio.

 

Benefícios econômicos

Um dos maiores atrativos da energia renovável no campo é a economia. Ao produzir a própria energia, o produtor rural reduz e até elimina a dependência da rede elétrica tradicional, o que representa uma grande vantagem frente aos constantes aumentos na conta de luz.

 

Além da redução direta nos custos com energia, o investimento em sistemas como o solar fotovoltaico traz outros ganhos importantes:

Retorno financeiro garantido: embora a instalação exija um investimento inicial, o retorno costuma ocorrer em poucos anos, e os sistemas têm vida útil que pode ultrapassar 25 anos.

Valorização da propriedade: imóveis com geração de energia própria se tornam mais atrativos no mercado, agregando valor ao patrimônio.

Previsibilidade nos custos: produzir sua própria energia ajuda no planejamento financeiro da propriedade, com menos surpresa no orçamento.

 

No agro, setor em que cada centavo conta, investir em energia renovável é mais do que uma decisão sustentável: é uma estratégia econômica inteligente para garantir competitividade e estabilidade no campo.

 

Benefícios ambientais

Investir em energia renovável também é um gesto de cuidado com o planeta e com as futuras gerações. No campo, onde a natureza é parceira do dia a dia, essa escolha faz ainda mais sentido.

 

Ao optar por fontes limpas, como a energia solar, o produtor rural ajuda a:

Reduzir a emissão de gases poluentes: diferente da energia gerada por combustíveis fósseis, a energia solar não libera dióxido de carbono (CO₂) ou outros gases que contribuem para o aquecimento global.

Preservar recursos naturais: a geração solar não consome água nem causa impactos ao solo, ajudando a proteger nascentes, rios e a vegetação ao redor.

Evitar o desmatamento: quanto mais a energia limpa é utilizada, menor é a pressão sobre o meio ambiente, reduzindo a necessidade de novas áreas para geração elétrica convencional.

Promover uma produção mais sustentável: o uso consciente da energia reflete diretamente na imagem do produtor, que passa a ser reconhecido como alguém comprometido com o desenvolvimento sustentável e responsável.

 

Cada painel instalado é mais do que uma fonte de energia, é um compromisso com um agro mais verde, equilibrado e resiliente frente aos desafios climáticos. E quando o campo cuida do meio ambiente, ele também colhe melhores resultados a longo prazo.

 

E para o produtor, quais são os outros benefícios?

Além das vantagens econômicas e ambientais, um importante benefício da energia solar para os produtores rurais é a independência energética.

O que acontece é que, em áreas rurais, a rede elétrica convencional pode não estar disponível ou não ser estável. Nesse segundo caso, as quedas constantes de energia podem afetar a produção e gerar prejuízos. Com a energia solar, por outro lado, é possível ter mais autonomia, segurança e independência.

Para melhorar, esse tipo de energia também pode ser usado em diversas aplicações. Ela pode servir para a irrigação, iluminação de galpões, funcionamento de equipamentos e mais.

 

Como funciona a energia solar fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica é uma das formas mais acessíveis e eficientes de aproveitar a luz do sol para gerar eletricidade e tem se tornado uma aliada poderosa do produtor rural.

Nos próximos tópicos, você vai entender melhor os tipos de energia solar disponíveis, o princípio de funcionamento do sistema fotovoltaico, seus principais componentes e as formas de instalação mais indicadas para o agro.

 

Princípio de funcionamento

O funcionamento da energia solar fotovoltaica começa com um processo simples, mas muito eficiente: a conversão da luz do sol em eletricidade.

Tudo começa nos painéis solares fotovoltaicos, feitos de materiais semicondutores (como o silício). Quando a luz do sol incide sobre esses painéis, ocorre o chamado efeito fotovoltaico, que é uma reação que gera corrente elétrica em forma de energia contínua.

Essa energia gerada passa por um inversor solar, que transforma a corrente contínua em corrente alternada, tipo de energia usada na maioria dos equipamentos elétricos.

 

A partir daí a eletricidade pode ser:

·       Utilizada imediatamente na propriedade rural;

·       Armazenada em baterias (em sistemas off-grid, que não dependem da rede elétrica);

·       Ou injetada na rede elétrica (em sistemas conectados à rede), gerando créditos de energia para serem usados depois.

 

Esse processo é limpo, silencioso e ocorre todos os dias com a luz do sol. Vale lembrar que, mesmo em dias nublados, os painéis continuam gerando energia, ainda que em menor intensidade.

Com um bom dimensionamento do sistema, o produtor rural pode garantir energia suficiente para abastecer suas atividades com economia, praticidade e sustentabilidade.

 

Componentes do sistema

Um sistema de energia solar fotovoltaica é composto por alguns equipamentos essenciais que trabalham em conjunto para captar, transformar e distribuir a energia do sol. 

Painéis solares (módulos fotovoltaicos): são os responsáveis por captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica. Normalmente são instalados em telhados, galpões ou estruturas no solo com boa incidência solar.

Inversor solar: converte a energia gerada pelos painéis (corrente contínua) em corrente alternada, que é o tipo de eletricidade usada nos equipamentos e máquinas da propriedade.

Estrutura de suporte: sustenta os painéis solares, garantindo que fiquem bem posicionados e seguros. Pode ser instalada no telhado ou diretamente no chão, dependendo do espaço disponível.

Cabeamento e conectores: são necessários para conectar todos os componentes do sistema, levando a energia dos painéis até o inversor e, depois, até o ponto de uso.

String box (ou quadro de proteção): protege o sistema contra sobrecargas elétricas, curto-circuitos e outros riscos, garantindo segurança e durabilidade.

Medidor bidirecional: registra a energia consumida da rede e a energia injetada, permitindo o controle de créditos de energia junto à distribuidora.

Baterias: em alguns casos, especialmente em locais isolados, o sistema também pode incluir baterias para armazenar a energia gerada e usá-la em períodos sem sol ou à noite.

 

Entender esses componentes ajuda o produtor rural a acompanhar melhor a instalação, o funcionamento e a manutenção do seu sistema solar, aproveitando ao máximo os benefícios da energia renovável no campo.

 

Tipos de instalação no agro

No meio rural, a instalação de sistemas de energia solar pode ser adaptada conforme o tamanho da propriedade, o consumo de energia e os objetivos do produtor.

 

A seguir, conheça os principais tipos de instalação mais usados no agro:

Sistemas conectados à rede (on-grid)

São os mais comuns. Nesse modelo, a energia gerada é usada na propriedade e o excedente é enviado para a rede elétrica, gerando créditos que podem ser utilizados em até 60 meses. É ideal para quem já tem acesso à rede de energia e quer reduzir a conta de luz com segurança e retorno rápido.

Sistemas isolados (off-grid)

Funcionam de forma independente da rede elétrica, utilizando baterias para armazenar a energia gerada. São indicados para locais remotos, onde não há acesso à rede ou quando se busca maior autonomia energética. É muito útil em áreas de difícil acesso, como pastagens, galpões ou pontos de irrigação distantes.

Sistemas híbridos

Combinam as duas opções anteriores. Usam a rede elétrica como apoio, mas também possuem baterias para garantir energia mesmo em casos de instabilidade. Essa alternativa oferece mais flexibilidade e segurança, especialmente para atividades que não podem parar.

Além do tipo de sistema, é importante considerar o local da instalação dos painéis solares. 

 

No campo, é comum instalá-los: 

Sobre o telhado de galpões, estufas ou residências;

Em estruturas no solo, próximas a áreas de consumo;

Em carports ou coberturas de estacionamentos, unindo geração de energia e sombra para veículos e máquinas.

Cada propriedade tem sua particularidade. Por isso, contar com uma avaliação técnica especializada é fundamental para garantir o melhor aproveitamento da energia solar e o máximo retorno sobre o investimento.

 

O que considerar ao implementar energia renovável em propriedades rurais?

Investir em energia renovável no campo é uma decisão estratégica, mas que exige planejamento. Antes de instalar um sistema solar fotovoltaico ou qualquer outra fonte de energia limpa, é importante analisar alguns pontos que vão garantir a eficiência do projeto e o melhor aproveitamento do investimento.

 

Perfil de consumo da propriedade

Avaliar o quanto de energia é consumido mensalmente, em quais períodos há maior demanda (como colheita ou irrigação intensiva) e quais equipamentos precisam de abastecimento constante. Isso ajuda a dimensionar corretamente o sistema.

 

Espaço disponível para instalação

É preciso verificar se há área suficiente e com boa incidência solar para instalar os painéis, seja no telhado de galpões ou em estruturas no solo.

 

Tipo de sistema mais adequado

A escolha vai depender da localização da propriedade, do acesso à rede elétrica e das necessidades de autonomia energética.

 

Condições climáticas locais

A energia solar funciona mesmo em dias nublados, mas regiões com alta incidência de sol durante o ano garantem maior eficiência e retorno mais rápido.

 

Manutenção e durabilidade

Sistemas bem instalados exigem pouca manutenção, mas é importante saber como garantir a limpeza dos painéis, monitorar o desempenho e manter a segurança elétrica.

 

Parceiros e fornecedores confiáveis

Buscar empresas com experiência e credibilidade no mercado, é essencial para garantir um projeto seguro, com suporte técnico e acesso a boas condições de financiamento.

 

Financiamento de energia renovável: como ajudar o produtor

Entende que o futuro do agro passa pela sustentabilidade e pela modernização das propriedades rurais. Por isso, apoia de forma ativa os produtores que desejam investir em energia renovável, como a solar, oferecendo soluções de crédito com condições acessíveis e atendimento especializado.

Seja para instalar sistemas fotovoltaicos, modernizar a infraestrutura ou tornar a propriedade mais autônoma e eficiente, a Cresol está ao lado do cooperado com linhas de financiamento pensadas para o agronegócio sustentável.

 

Confira algumas das opções disponíveis:

Crédito para Energia Renovável: linha voltada especificamente para projetos de geração de energia limpa. Permite o financiamento de sistemas solares com prazos estendidos, carência e taxas competitivas.

Pronaf Mais Alimentos: para agricultores familiares que desejam investir em sustentabilidade e inovação na produção. Pode ser utilizado para aquisição de equipamentos de energia renovável.

Pronamp: voltado a médios produtores, essa linha também pode ser aplicada na adoção de tecnologias limpas no campo.

 

Além do crédito, o grande diferencial está no atendimento próximo e personalizado. A equipe da Cresol orienta o cooperado desde o planejamento até a contratação para encontrar a melhor solução conforme o perfil da propriedade.

Com apoio financeiro, a Cresol reafirma seu compromisso com um agronegócio mais forte, moderno e sustentável, ajudando o produtor a plantar hoje a energia que vai garantir o amanhã.

 

Dúvidas frequentes sobre energia renovável no campo – FAQ

A decisão de investir em energia renovável levanta muitas dúvidas, principalmente quando se trata de algo novo na rotina da propriedade rural. Pensando nisso, reunimos as perguntas mais comuns que recebemos de produtores como você — e respondemos de forma simples e direta.

 

A energia solar funciona em dias nublados?

Sim. Mesmo em dias nublados, os painéis solares continuam gerando energia, embora em menor quantidade. O sistema é projetado para atender à demanda anual da propriedade.

 

Qual é o tempo médio de retorno do investimento?

O retorno costuma acontecer entre 4 a 6 anos, dependendo do consumo e da estrutura instalada. Após esse período, a economia é integral do produtor.

 

Posso financiar 100% do sistema com a Cresol?

Sim. Oferecer linhas de crédito que permitem financiar integralmente a implantação de sistemas de energia renovável, com prazos e condições acessíveis para o produtor.

 

Hora de agir: conte com a Cresol para impulsionar sua produção

Ao chegar até aqui, você aprendeu como funciona a energia solar e, mais que isso, descobriu as vantagens que ela oferece. Para aproveitar todos esses benefícios na sua propriedade rural, ter o apoio das soluções de crédito certas é essencial.

 

 

 

 


 

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