quarta-feira, 7 de maio de 2025

 



 

O QUE FAZER DEPOIS DE ELABORAR O LTCAT?

 

 


 

Uma das dúvidas mais comuns dos empregadores é o que fazer depois de implementar o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho).

Nesse sentido, o documento comprova que a empresa se encontra legal no que diz respeito às leis trabalhistas para prevenção de riscos ocupacionais.

Contudo, o LTCAT não é um documento que só deve ser elaborado, ele também precisa ser seguido à risca, para que possa ser útil na redução dos acidentes e na maior segurança do trabalho.

Por isso, veja como proceder e o que deve ser feito após a elaboração do LTCAT (com foco nas empresas).

 

1- Siga todas as recomendações do documento

Após a implementação do LTCAT, as medidas protetivas apontadas e sugeridas pelo engenheiro de segurança do trabalho devem ser adotadas e fazer parte da rotina dos trabalhadores.

Dessa forma, a empresa estará fazendo com que melhorias no bem-estar dos trabalhadores e na integridade física de cada um seja respeitada.

Caso a implementação do plano seja seguida apenas parcialmente, os riscos podem continuar existindo e a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais podem continuar existindo.

 

2- Garanta o uso dos EPI’s e EPC’s

Os equipamentos de proteção individual e coletivos são instrumentos necessários para diminuir o risco de acidentes graves.

Os acidentes trabalhistas aumentam o custo do trabalhador para a empresa e interferem na qualidade de vida da equipe.

Sendo assim, é importante a empresa conscientizar os trabalhadores sobre a importância do uso desses equipamentos e instruí-los para o uso correto.

 

3- Mantenha o LTCAT atualizado

A desatualização do LTCAT possibilita a aplicação de multas e sanções para a empresa, implicando até mesmo na paralisação das atividades.

Sendo assim, o documento deve ser atualizado sempre que ocorrer atualizações nas condições dos riscos referentes a execução do trabalho.

Além disso, o LTCAT não possui prazo de validade, portanto sua vida útil é indeterminada.

 

No entanto, a atualização deve ocorrer sempre que:

·       Mudanças forem implementadas no cenário do ambiente de trabalho;

·       Troca de máquinas ou de equipamentos (geradoras de risco) forem necessárias;

·       Nos casos de adoção ou alteração de tecnologia de proteção dos trabalhadores;

·       Nas respectivas mudanças acerca da execução do trabalho.

 

Prevenção de riscos e saúde ocupacional

A prevenção de riscos diz respeito às mudanças necessárias para diminuir o número de acidentes dos trabalhadores.

Em contrapartida, a saúde ocupacional trata-se do bem-estar físico e psicológico do trabalhador, com foco na não ocorrência de doenças causadas pelas atividades laborais.

Dessa forma, tanto a prevenção de riscos quanto a garantia da saúde ocupacional são pautas que a implementação do LTCAT assegura.

Todavia, para que isso ocorra, é fundamental que a empresa siga todas as instruções e recomendações descritas no laudo LTCAT, pelo profissional responsável pela avaliação.

 

Implementação de medidas de segurança no trabalho

A implementação das medidas de segurança proporciona maior segurança tanto para a empresa quanto para quem executa determinada atividade de risco.

Ao longo da história, já existiram diversos casos de acidentes fatais ocorridos em empresas que não seguiam as obrigações previstas na lei trabalhista.

No entanto, a situação ainda não está favorável, pois relatórios recentes indicaram que o número de acidentes de trabalho na pandemia tem aumentado.

Para garantir que o número de acidentes fatais ou graves continue caindo no país, é necessário que todas as empresas respeitem integralmente o LTCAT e implementem todas as medidas de segurança, sem exclusão de nenhuma.

Esta etapa é acompanhada de perto pela equipe de segurança do trabalho e deve ser feita com responsabilidade, evitando que a obrigação do LTCAT seja em vão.

 

LTCAT: Quem Deve Emitir?

A responsabilidade de emitir o LTCAT é inteiramente do empregador e não pode ser substituída por terceiros. 

Neste caso, a contratação do médico ou engenheiro do trabalho, assim como o processo de implementação das medidas que devem ser adotadas através do laudo são responsabilidade exclusiva da empresa.

É importante saber que embora seja o médico ou engenheiro do trabalho os responsáveis pela avaliação de riscos e avaliação ambiental, é a empresa quem responde por possíveis pendências ou negligências relacionadas ao documento.

Logo, mais do que se preocupar com a elaboração do LTCAT o empregador deve garantir que todas as mudanças previstas e necessárias sejam alcançadas o quanto antes.

 

O que acontece se a empresa apenas emitir e não seguir as mudanças previstas no Laudo LTCAT?

Caso a empresa apenas emita e elabore o LTCAT, mas não se preocupe em adotar um plano de prevenção eficiente, a mesma irá correr sérios riscos de sanções previstas legalmente.

Dentre essas sanções estão a aplicação de multas referentes a desatualização do documento ou a sua não existência.

Sem falar que em caso de acidentes e afastamentos, a empresa precisará não apenas cuidar dos custos trabalhistas, mas poderá ter que pagar indenização aos trabalhadores acidentados, caso esses entrem na justiça contra o empregador.

Portanto, depois de elaborar o LTCAT é necessário responsabilidade e ação, para que o documento gere resultados positivos e garanta a saúde de todos os trabalhadores.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


 



 

COMO GARANTIR A HIGIENE OCUPACIONAL NA EMPRESA POR MEIO DO LTCAT

 


 

A relação entre higiene ocupacional e LTCAT vai além da segurança e cuidados com a saúde e integridade física dos trabalhadores.

Esses dois assuntos andam sempre de mãos dadas, o que significa que o LTCAT é a base para garantir a higiene ocupacional no local de trabalho.

Por sua vez, a higiene no trabalho é garantida através de avaliações como a análise quantitativa de riscos e o gerenciamento de agentes nocivos.

Afinal, são as medidas protetivas e as adequações na empresa que proporcionam a diminuição das doenças ocupacionais, por exemplo.

 

Importância do LTCAT na saúde dos trabalhadores

LTCAT - Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho é um documento obrigatório para todas as empresas com atividades que podem gerar riscos à saúde dos trabalhadores.

Além disso, desde 2022 deve ser elaborado inclusive nas empresas de pequeno porte e nas microempresas.

Nesse sentido, o Laudo LTCAT é decisivo no futuro da empresa, pois evita multas, sanções e até mesmo impede a paralisação das atividades.

Isso acontece porque ele identifica todos os riscos e agentes nocivos que podem adoecer o trabalhador.

Dessa forma, medidas de controle são adotadas e adequações podem ser feitas, evitando acidentes de trabalho e doenças relacionadas às atividades laborais.

 

Análise quantitativa de agentes nocivos à saúde dos trabalhadores

A análise quantitativa é uma das etapas mais importantes na elaboração do LTCAT pois é através deste procedimento que se consegue a dimensão do que está certo e que precisa mudar na empresa.

A identificação da quantidade exata de inadequações e do total de agentes nocivos permite um controle eficiente dos mesmos.

Porém, não para por aí. O LTCAT garante a saúde dos trabalhadores, impedindo acidentes de trabalho e reduzindo a quantidade de doenças ocupacionais.

Um bom exemplo de como o LTCAT é importante são a adoção de medidas preventivas e cuidados para conter a disseminação do vírus da Covid-19 dentro das empresas.

O número de mortes e afastamentos causados pela doença teria sido bem maior se as ações propostas no documento não tivessem sido cumpridas com rigor nas empresas.

Tanto é que aqueles estabelecimentos que não seguiram as normas tiveram prejuízos com o afastamento de trabalhadores diagnosticados com a doença e indenizações em casos de morte.

 

LTCAT – Identificação de riscos ocupacionais

O laudo técnico do LTCAT identifica todos os agentes nocivos e todos os riscos ocupacionais que os trabalhadores estão expostos durante as atividades de trabalho.

Por riscos ocupacionais entende-se como aqueles riscos que contribuem para a ocorrência de acidentes e tragédias como a falta de equipamentos de proteção individual ou a falta de instruções de uso dos mesmos.

Por mais que uma empresa acredite que siga todas as normas estabelecidas pela legislação, o LTCAT vai a fundo e consegue identificar até mesmo os riscos não perceptíveis.

Portanto, a identificação dos riscos de trabalho só consegue ser alcançada através da elaboração do Laudo LTCAT, garantindo a saúde ocupacional dos trabalhadores e o gerenciamento de riscos.

 

Propostas de medidas preventivas com base nas análises do LTCAT

São todas as sugestões e orientações do responsável técnico pelo laudo, que leva em consideração a existência das normas regulamentadoras.

Dentre as propostas encontram-se o controle dos riscos químicos, físicos e biológicos, com foco na prevenção das doenças ocupacionais e melhoria do ambiente de trabalho.

 

Riscos Químicos

São aqueles causados pela exposição do trabalhador a produtos químicos, seja na manipulação ou pela falta de instruções.

Os riscos químicos podem causar queimaduras, irritação nos olhos, asfixia, convulsões, vômitos e dores.

 

Riscos Físicos

São causados através da emissão de energia mecânica, térmica, elétrica ou do som. Os principais exemplos de risco físico são as variações de calor e frio, pressão e umidade, emissão de ruídos, radiação ionizante ou não ionizante, vibração dentre outros.

 

Riscos Biológicos 

São riscos de natureza biológica que podem estar presentes em determinadas situações, como os vírus, bactérias, protozoários e fungos.

Um bom exemplo de vírus biológico é o Coronavírus, que se propaga por meio do ar, independente da adoção de medidas protetivas.

 

Melhoria das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores com o LTCAT

A melhoria das condições de trabalho possibilita a segurança do trabalhador e impede que o mesmo sofra por conta do trabalho executado em condições insalubres ou periculosos.

Como o LTCAT proporciona as mudanças necessárias e a adequação das normas de segurança do trabalho, a empresa passa a ter uma reputação positiva no mercado.

Por sua vez, a menor incidência de riscos ocupacionais mantém e resguarda a saúde dos trabalhadores.

O resultado final é que a chance de afastamentos provocados por acidentes e doenças diminui, a produtividade da equipe cresce e a empresa reduz custos com indenizações trabalhistas e assistência médica.

Em resumo, com o LTCAT a higiene ocupacional da empresa é garantida e as vantagens para trabalhadores e empregadores tornam-se realidade.

 

 

 

 


Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


terça-feira, 6 de maio de 2025

 



 

SONOLÊNCIA EXCESSIVA DIURNA - SED

 

 


 

Sonolência Excessiva Diurna - SED, também conhecida como hipersonia, trata-se da incapacidade de permanecer acordado (a) ou em alerta durante o dia.

Neste caso, a doença resulta em uma sonolência anormal e por lapsos de sono não intencionais.

No entanto, esta sonolência diurna não deve ser confundida com fadiga, outro distúrbio que diminui a eficácia do sistema motor e mental.

A fadiga diminui a produtividade da pessoa e faz com que as atividades sejam executadas de forma mais lenta, gerando doenças ocupacionais distintas.

Além disso, ao contrário da sonolência excessiva diurna, a fadiga exige apenas repouso e não o sono.

Pessoas que sofrem com apneia obstrutiva do sono, insônia e outras doenças do sistema nervoso central são as mais suscetíveis para a ocorrência da doença.

 

Porque a SED é considerada uma doença 

A Sonolência Excessiva Diurna possui gravidade variável em cada caso, atingindo desde o estado de sonolência leve até uma sonolência mais gravíssima.

Quando isso acontece, pode causar consequências como amnésia, comportamento automático e lapsos involuntários de sono.

Sendo assim, é considerada uma patologia quando os sintomas estão presentes a mais de 3 meses.

Por sua vez, os pacientes que sofrem de sonolência excessiva durante o dia devem passar por uma consulta com um especialista em sono.

 

Incidência e Sintomas 

A SED atinge de 10% a 25% da população geral e de acordo com pesquisas científicas têm maior incidência entre os homens.

 

Ela está associada a sintomas como:

·       Sono em excesso durante o dia;

·       Perda da capacidade de concentração;

·       Aumento do estresse e irritabilidade;

·       Piora da qualidade de vida.

Outros sintomas podem acontecer como tontura, vontade de desmaiar ou queda na pressão.

As pessoas diagnosticadas com a SED correm maior risco de acidentes no trânsito ou durante a execução de trabalhos com equipamentos de risco.

 

Como reconhecer a SED

A facilidade para pegar no sono durante o dia é o primeiro sinal de que a SED está acontecendo com o paciente.

Logo, outros sinais como estresse elevado ou olhos avermelhados na maior parte do tempo são sinais que não devem ser ignorados.

No entanto, a pessoa pode apenas apresentar sono excessivo, o que já é um sinal importante.

Além disso, noites mal dormidas, poucas horas de sono ou hábitos noturnos inadequados podem causar a SED e podem ajudar na maior facilidade dos sintomas.

Portanto, é preciso estar atento (a) para identificar se a SED não está sendo causada por algum destes motivos.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da análise clínica e por meio de exame físico detalhado, que inclui detalhamento do sono, abordagem temporal e o impacto da sonolência no dia seguinte.

Entretanto, fatores como obesidade, hipertensão arterial, e alterações na circunferência do pescoço e na anatomia do espaço retrofaríngeo e na estrutura do maxilar devem ser considerados.

Pois essas condições estão relacionadas à síndrome da apneia obstrutiva do sono, que pode ser uma das causas da sonolência diurna.

 

Avaliação Subjetiva

A avaliação subjetiva tem como propósito detalhar as causas da ocorrência da doença.

Dessa maneira, ela é feita com a ajuda de escalas e questionários como a Escala de Sonolência de Epworth e a Escala de Sonolência de Stanford, por exemplo.

Com relação aos métodos subjetivos, estes são aplicados quando necessários e incluem a polissonografia, teste das latências múltiplas do sono e o teste de manutenção da vigília.

Contudo, é importante saber que o diagnóstico da SED é bem complexo, pois ela pode ser causada por diversos motivos.

Todavia, a inexistência de marcadores biológicos contribui para a dificuldade no diagnóstico, com exceção da narcolepsia tipo 1.

 

Principais causas 

Existem 3 tipos de causa para o aparecimento dos sintomas da SED:

·       Hipersonias primárias de origem central: narcolepsia e hipersonia idiopática;

·       Hipersonias secundárias: privação de sono, distúrbios respiratórios, alterações no ciclo circadiano e distúrbios de movimento sono-relacionados;

·       Condições médicas e psiquiátricas: Doenças neurodegenerativas, depressão e efeito colateral de medicamentos.

 

Relação da SED com as doenças do sono 

As doenças e distúrbio de sono aumentam as chances da ocorrência da SED.

Por este motivo, a maior parte dos pacientes diagnosticados com a patologia apresentam algum tipo de distúrbio do sono.

Contudo, o destaque fica para a síndrome das pernas inquietas (SPI) e apneia do sono, as principais doenças do sono relacionadas a SED.

O tratamento para estes casos é feito de forma individualizada e baseado na gravidade dos sinais e sintomas.

 

SED desencadeada por Doenças Clínicas e Psiquiátricas

Diversas doenças clínicas e psiquiátricas podem ser o estopim para o aparecimento da SED.

Neste caso, a coexistência de qualquer uma delas agrava o quadro e favorece o aparecimento do sono diurno.

Por exemplo, um paciente que possui Hipotiroidismo pode ganhar peso e consequentemente piorar o quadro de apneia do sono, fazendo com os sintomas da SED apareçam com frequência.

Além disso, diversas outras causas clínicas podem piorar a SED, como anemia ferropriva, Parkinson, Síndrome de Cushing, insuficiência renal ou hepática, fibromialgia entre outras.

Também é necessária atenção às doenças psiquiátricas, como depressão, casos de ansiedade e doenças do humor.

A depressão por exemplo, pode gerar a SED, causando prejuízos funcionais nos pacientes. 

Da mesma forma que a SED pode gerar depressão, devido à diminuição da funcionalidade.

 

SED por uso de Medicamentos

Vários medicamentos podem aumentar o risco de aparecimento da doença. O uso de drogas lícitas e ilícitas deve sempre ser avaliado durante o diagnóstico da SED.

Nesse sentido, o profissional deve questionar o paciente sobre o uso de álcool, maconha, sedativos ou hipnóticos, antialérgicos, anticonvulsivantes e antidepressivos, que podem interferir no quadro da SED.

Caso algum desses medicamentos interfira na ocorrência dos sintomas, é indicado a retirada do uso, de acordo com cada quadro clínico.

Portanto, é necessário estabelecer uma relação risco X benefício segura, evitando a abstinência ou o aparecimento de reações indesejadas nos pacientes.

 

Sonolência Excessiva Diurna de Origem Central

Na hipótese dos sintomas da SED virem acompanhados de outros sintomas associados como cataplexia, hiperfagia ou hipersexualidade é preciso investigar a ocorrência da SED de origem central.

Por sua vez, as principais causas para a SED de origem central são a narcolepsia, hipersonolência idiopática e a Síndrome Kleine-Levin.

 

Tratamento

Independentemente do tipo de SED que for diagnosticada, o tratamento visa melhorar a qualidade de vida do paciente.

As principais opções apostam na terapia cognitivo comportamental e mudanças no estilo de vida do paciente e devem ser realizadas com a ajuda de uma equipe multidisciplinar.

Por fim, a prescrição de medicamentos antidepressivos e de ação estimulante como o Modafinil não é descartada.

Portanto, deve-se prestar atenção nos primeiros sinais da doença, para que uma avaliação seja feita o quanto antes e impeça a ocorrência de problemas graves na vida dos pacientes diagnosticados.

 

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


 



 

O QUE É AUDIOMETRIA E PARA QUE SERVE ESSE EXAME?

 


 

Veja o que é audiometria, para que serve o exame e qual sua importância na saúde dos trabalhadores.

A audiometria é um exame usado para avaliar a capacidade auditiva de um indivíduo.

Dessa forma, ela determina o limite de audição, ou seja, a capacidade máxima de suporte em ruídos emitidos de diversas frequências sonoras.

 

Sendo assim, a audiometria é usada para identificar problemas na audição, que incluem:

·       Perda da capacidade de ouvir;

·       Ocorrência de zunidos;

·       Distúrbios e doenças relacionadas ao sistema auditivo.

 

O exame é realizado com ajuda de aparelhos especializados e é feito por um profissional de saúde habilitado.

Por sua vez, este profissional pode ser um fonoaudiólogo ou um médico especialista no trabalho, como a otorrinolaringologia.

 

O que a audiometria consegue identificar?

Este exame serve para avaliar a capacidade auditiva de um paciente, identificando possíveis problemas na audição.

Além disso, é utilizada para monitorar a evolução da perda auditiva ao longo do tempo e avaliar a capacidade de ouvir e interpretar sons.

Contudo, consegue verificar a eficácia do tratamento e avalia as respostas do paciente nas doenças auditivas, ao mesmo tempo que possibilita ajuste no uso de aparelhos.

No entanto, a audiometria também consegue identificar diferenças no funcionamento entre os dois ouvidos e possibilita a análise de danos temporários ou permanentes das capacidades auditivas.

 

Tipos de exames de audiometria

Existem vários tipos de exame de audiometria e cada um deles apresenta algumas diferenças entre si.

1- Audiometria Tonal 

É o tipo de exame de audiometria mais comum. Consiste na análise da capacidade de audição em diferentes frequências. A audiometria Tonal é feita com o uso de fone de ouvido e um aparelho que emite sons de diferentes alcances e volumes.

2- Imitanciometria

A Imitanciometria é o exame de audiometria que analisa a resposta da cabine acústica do ouvido.

Assim, o exame distingue a capacidade de vibração do tímpano e a eficácia dos ossículos auditivos em transmitir vibrações para o nervo auditivo.

3- Audiometria Vocal 

A audiometria vocal é realizada através da comunicação verbal entre o examinador e o paciente, e tem como objetivo avaliar a capacidade de compreender as falas.

4- Audiometria de Campo Livre 

É feita em um ambiente sem ruído, sem fones ou cabos e analisa as capacidades auditivas em situações reais no dia a dia.

5- Audiometria Evocada

Detecta possíveis alterações auditivas e mede a resposta a diferentes estímulos sonoros, dessa forma, é usada no diagnóstico de casos de perda auditiva, por exemplo.

6- Audiometria Otoacústica Evocada 

Este exame verifica como anda as funções do ouvido interno, através das respostas a diferentes estímulos sonoros.

 

Como é feito o exame?

A audiometria é realizada da seguinte forma:

·       A pessoa é colocada em um ambiente silencioso, onde ouve uma série de tons e frequências variadas;

·       O paciente deve responder quando escutar qualquer som emitido, levantando a mão ou pressionando um botão;

·       O resultado do exame é registrado em um gráfico, que documenta a sensibilidade auditiva frente a diferentes frequências;

·       Ao final, o exame identifica a ocorrência de deficiência auditiva, localiza o local do problema ou avalia a eficácia do tratamento.

 

Importância da audiometria nas empresas com alto risco de ruídos 

O exame de audiometria deve ser realizado nas empresas com alto risco de ruídos por vários motivos. Dentre eles estão: 

1- Proteção dos trabalhadores

O excesso de ruído pode provocar perda da audição e a realização de audiometrias periódicas identifica qualquer problema relacionado, promovendo a saúde e proteção dos trabalhadores.

2- Cumprimento das leis do trabalho

No Brasil, existem regulamentos que exigem a realização de exames de audiometrias para trabalhadores expostos a ruídos excessivos.

 Neste caso, estas medidas impedem a aplicação de multas, como as multas do e-Social e impedem a imposição de sanções, por parte das entidades governamentais, como o Ministério do Trabalho.

3- Melhora da segurança

A presença constante de ruídos prejudica a comunicação entre os trabalhadores e afeta a concentração e a capacidade de produção.

Dessa forma, as audiometrias identificam esses problemas e melhoram a segurança no ambiente de trabalho.

4- Redução de custos e despesas

A audiometria reduz os custos associados a problemas de saúde originários do sistema auditivo do trabalhador, evitando afastamentos e gastos com tratamentos médicos.

Faça a avaliação de ruídos e descubra qual o risco presente na sua empresa

 

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


segunda-feira, 5 de maio de 2025

 



 

ERROS DE SEGURANÇA DO TRABALHO QUE SUA EMPRESA DEVE EVITAR

 

 


 

Uma grande parte dos acidentes ocupacionais poderia ser evitada se não acontecessem tantos erros de segurança do trabalho! 

Infelizmente, principalmente, por negligência, falta de conhecimento e preparo, muitas empresas acabam colocando em perigo a vida de seus colaboradores.

De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho, no Brasil, a cada 48 segundos um profissional sofre acidente enquanto desempenha sua função.

Os números são preocupantes e chamam a atenção para a importância que deve ser dada às normas de Segurança e Saúde no Trabalho - SST. 

Somente assim podem ser tomadas medidas capazes de evitar que os trabalhadores se acidentem.

E para ajudar na conscientização sobre o assunto, preparamos este conteúdo listando os erros mais comuns no que diz respeito à segurança no trabalho.

 

Confira quais são eles e evite que aconteçam na sua empresa!

Qual o papel das Normas de Segurança?

Antes de citarmos quais são os principais erros de segurança do trabalho, precisamos destacar a relevância das Normas Regulamentares (NRs) nesse contexto.

O papel das normas de segurança é estabelecer diretrizes obrigatórias que devem ser cumpridas pelas empresas, a fim de garantir condições adequadas de trabalho e evitar doenças e acidentes laborais.

São 38 normas aprovadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, as quais são destinadas a diferentes setores do mercado.

 

Entre as mais genéricas e, por isso, essenciais, estão:

NR 5: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);

NR 6: Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);

NR 7: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);

NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);  

NR 17: Análise Ergonômica.

 

É importante priorizar a Segurança do Trabalho?

Embora a importância de cuidar dos trabalhadores possa parecer óbvia, infelizmente, ela ainda não é.

 

Por isso, elencamos alguns objetivos de priorizar o tema:

·       Promover o cuidado com a saúde física e mental dos trabalhadores;

·       Conferir aos colaboradores maior qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho;

·       Evitar, ou ao menos reduzir o quanto possível, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais;

·       Aumentar a produtividade das equipes;

·       Reduzir custos provenientes de afastamentos médicos;

·       Prevenir processos trabalhistas, multas e penalidades por parte dos órgãos fiscalizadores.

 

Quais são os erros de Segurança do Trabalho mais comuns?

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o quanto é importante estar por dentro das normas regulamentadoras, é hora de conhecer quais são os principais erros de segurança do trabalho.

 

Acompanhe a seguir:

1. Falta de Sinalização

Um dos problemas mais recorrentes em áreas de trabalho é a falta de sinalização. Algumas vezes, ela até existe, porém, de maneira inadequada, o que gera tantas tragédias quanto se não existisse.

Dessa forma, o trabalhador e quem mais passa pelo local não consegue se informar corretamente sobre os riscos presentes na área.

 

Para evitar acidentes desse tipo, existem duas normas deve ser rigorosamente seguida:

NR-26: prevê o uso de cores para cada sinalização;

NBR-7195: estabelece cores específicas para cada sinalização e situação. Por exemplo, vermelho para identificar equipamentos de combate a incêndio, amarelo para sinal de alerta, branco para locais e setas para a circulação.

2. Uso incorreto de EPI

Parecido com o que acontece com a sinalização, os Equipamentos de Proteção Individual, muitas vezes, sequer são usados. Outras vezes, são usados, mas de forma equivocada.

Isso ocorre por falta de conhecimento, treinamento e fiscalização nas empresas.

É fundamental que a organização ofereça todo suporte necessário aos funcionários, a fim de garantir que todos os profissionais tenham equipamentos de proteção e saibam exatamente como usá-los.

É claro, de acompanhar e fiscalizar com todo rigor que o assunto merece, tendo como objetivo mitigar os riscos de acidentes de trabalho.

3. Ausência de DDS

Uma prática essencial à conscientização dos profissionais e, consequentemente, à prevenção de acidentes é o Diálogo Diário de Segurança (DDS).

Um dos maiores erros de segurança do trabalho é negligenciar esse tema.

Através dessa medida é possível relembrar, diariamente, os trabalhadores quanto à importância dos cuidados que devem ser tomados. 

O momento serve para analisar casos específicos e permitir que os colaboradores fiquem mais à vontade para tirar dúvidas referentes à rotina que seguem.

Para que seja realizado, o DDS deve contar com um responsável pela segurança de um grupo de trabalhadores, o qual precisa ter o conhecimento necessário para repassar à equipe todas as informações pertinentes.

4. Jornadas exaustivas

Outro erro muito comum nas empresas e que acarreta em graves acidentes é exigir que os colaboradores façam longas jornadas de trabalho.

Já é cientificamente comprovado que o cansaço físico e mental pode deixar as pessoas distraídas, o que é altamente prejudicial a qualquer atividade.

Funções que exigem foco absoluto, como aquelas desempenhadas em indústrias, por exemplo, não permitem deslizes. Um simples piscar de olhos mais demorado pode causar um acidente de trabalho gravíssimo!

As empresas devem estar atentas ao número de horas trabalhadas, bem como à pressão que esses colaboradores estão submetidos. Assim, é possível identificar qualquer situação de risco à saúde e à segurança.

5. Comunicação ineficiente

Não raro, também vemos acidentes que poderiam ser evitados a partir de uma comunicação mais clara e objetiva.

Não basta ter o conhecimento técnico necessário, é preciso saber transmitir as informações de forma simples, com linguagem adequada a cada grupo, usando termos que possam ser compreendidos por qualquer pessoa.

Independentemente de qual seja o momento, durante o DDS, um curso, treinamento ou em situações cotidianas, a comunicação não deve dar margens para contradições ou dúvidas.

Tudo deve ser explicado e detalhado quantas vezes forem necessárias!

6. Profissionais despreparados

Para encerrar, outro erro bastante cometido em muitas empresas é a falta de qualificação dos profissionais de SST.

Em muitos casos, a gestão alega tentar “economizar” recursos contratando funcionários despreparados e que não possuem a expertise que o tema demanda.

É preciso que a organização esteja ciente de que está lidando com vidas, precisa tratar com seriedade e máxima atenção os cuidados com os trabalhadores que estão sob sua responsabilidade.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


 



 

3 TIPOS DE ERGONOMIA QUE VOCÊ NÃO CONHECIA

 

 


 

Conheça os tipos de ergonomia que existem e sobre o que aponta cada um deles.

Ergonomia é a ciência que estuda a relação entre o ser humano e o trabalho, com foco no bem estar e prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, como a lesão por esforço repetitivo - LER.

Dessa forma, a ergonomia auxilia na tomada de decisões e garante condições de trabalho que assegurem segurança e saúde aos trabalhadores.

Todavia, existem diferentes tipos de ergonomia e cada um deles leva em consideração o treinamento e desenvolvimento de práticas saudáveis no ambiente de trabalho.

 

Por isso, veja 3 tipos de ergonomia que você não conhecia até então:

·       Ergonomia Física;

·       Ergonomia Cognitiva;

·       Ergonomia Organizacional.

 

Ergonomia Física 

A ergonomia física leva em consideração as principais características da anatomia humana.

Sendo assim, através de estudos como a fisiologia, antropometria e biomecânica do organismo, a ergonomia física estabelece padrões que oferecem segurança nos postos de trabalho.

Neste caso, este tipo de ergonomia preocupa-se com questões como a postura correta a ser adotada durante as atividades ou como devem ser feitos os movimentos repetitivos, por exemplo.

O maior exemplo do que é a ergonomia física é a NR 17, que dita as regras e deveres das empresas para garantir a saúde dos trabalhadores nas estações de trabalho.

No entanto, a ergonomia física também se relaciona com outras questões como o conforto, o tipo de mobiliário, a iluminação e temperatura do ambiente, controle de ruídos e etc…

Ao final, influencia diretamente sobre a saúde mental dos trabalhadores, complementando-se com a ergonomia cognitiva.

 

Ergonomia Cognitiva

A ergonomia cognitiva engloba as ações de treinamento e práticas que visam melhorar a carga mental e psicológica que acompanha os trabalhadores.

 

Dessa forma, ela se preocupa em garantir:

·       Exercício da memória;

·       Manutenção da concentração;

·       Estímulo ao raciocínio lógico;

·       Auxílio na tomada de boas decisões;

·       Melhora a percepção motora e ambiental.

 

Em outras palavras, a ergonomia cognitiva prioriza os aspectos mentais, psicomotores e emocionais do trabalhador.

Está ligada diretamente a aplicação de processos mentais com foco nas informações necessárias para a resolução de problemas ou execução de tarefas.

 

Além disso, a ergonomia cognitiva avalia aspectos como:

·       Pressão e carga mental exigida nos postos de trabalho; 

·       Estresse das atividades;

·       Confiança na equipe;

·       Interação social e afinidade com os equipamentos de trabalho.

 

Ergonomia Organizacional 

A ergonomia organizacional diz respeito aos processos e políticas da empresa que envolvem a organização das atividades, formas de comunicação interna, modelos de feedbacks, projetos multidisciplinares e colaborativos dentre outros.

Contudo, ela atinge outros elementos de um sistema que deve garantir a participação dos colaboradores, gestores e líderes da organização.

Assim, a organização das atividades é feita de forma segura e garante o aproveitamento total da ergonomia na empresa.

Esse conceito se refere à relação do colaborador com seu ambiente de trabalho, buscando o melhoramento das condições para benefício de todos os envolvidos.

 

Porém, a ergonomia organizacional não resume-se apenas aos móveis e ginástica laboral, ela também lida com:

·       Gerenciamento de projetos;

·       Processos de execução;

·       Políticas internas;

·       Cultura organizacional;

·       Comunicação;

·       Clima interno;

·       Relações intrapessoais;

·       Recursos Humanos.

 

É uma área abrangente e complexa, envolvendo desde a parte técnica e operacional até as relações humanas existentes na empresa.

Agora que você já conhece os 3 tipos de ergonomia que existem, é hora de saber quais as vantagens de aplicar cada tipo na sua empresa.

 

Vantagens da ergonomia física

Melhora a qualidade de vida dos colaboradores: as normas reguladoras exigem o uso de equipamentos e acessórios em conformidade com a legislação;

Reduz os gastos médicos: Menos acidentes significa menos afastamentos no trabalho;

Proporciona um ambiente de trabalho mais adequado e seguro: melhora a produtividade e proporciona a satisfação da equipe;

Reduz afastamento por lesões e outras complicações: Diminui os custos com recursos humanos e mão de obra;

Gera maior valorização profissional: o trabalhador sente-se respeitado(a) e bem acolhido(a);

Garante o aumento da produtividade: Gera mais lucro e consequentemente maior valorização do salário;

Reduz o cansaço: Trabalhadores cansados produzem menos e aumentam a chance de acidentes;

Previne acidentes: Acidentes atrapalham todo o cronograma das tarefas;

Possibilita processos de trabalho mais eficientes: Quanto mais eficiência, mais produtividade e maior força no mercado.

 

Vantagens da ergonomia cognitiva

·       Melhora a atenção dos trabalhadores;

·       Aumenta a capacidade de concentração e memória;

·       Mantém a saúde psíquica da equipe;

·       Contribui para melhorar a sociabilidade dos trabalhadores;

·       Diminui a incidência de doenças psicológicas e mentais como depressão, bipolaridade e estresse;

·       Diminui a ansiedade do trabalhador;

·       Estimula o aprendizado e a capacidade de aprender coisas novas;

·       Melhora a saúde física, já que a capacidade da mente não está comprometida.

 

Vantagens da ergonomia organizacional 

·       Melhora a comunicação entre a equipe, gestores e diretores;

·       Evita a exclusão de qualquer indivíduo;

·       Torna os processos mais ágeis e dinâmicos;

·       Possibilita que testes e novos modelos possam ser implementados e avaliados;

·       Evita a desorganização do trabalho;

·       Impede erros e divergências sérias no funcionamento da equipe e da empresa.

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


    COZINHAS INDUSTRIAIS - RISCOS E PREVENÇÃO DE ACIDENTES       As cozinhas industriais são locais onde cozinheiros, ajudantes e ...