quinta-feira, 5 de outubro de 2023

 




 

SAIBA QUAIS OS IMPACTOS DENTRO DO CENÁRIO DA INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE

 


O tema indústria e meio ambiente pode ser sensível em alguns contextos. Isso porque enquanto discutimos os avanços incríveis da indústria ao longo dos séculos, trazendo a possibilidade de enriquecer a sociedade e suprir todas as demandas, precisamos ponderar também o impacto sobre o planeta.

Por mais que às vezes essa discussão seja binária e rasa, é preciso um convite ao aprofundamento. A reflexão profunda pode suscitar ações importantes que ajudam a reduzir os impactos.

Pensando nisso, criamos este artigo para abordar as questões envolvidas quanto aos impactos da indústria no meio ambiente e apresentar algumas das principais ações adotadas para amenizá-los.

 



A discussão sobre indústria e meio ambiente

O debate é válido. O avanço industrial sem freios e sem cuidado com a sustentabilidade pode gerar danos seríssimos e até irreversíveis ao meio ambiente. Sem alarmismo, é possível discutir isso de forma saudável e consciente, de modo que inspire alguma mudança de postura.

Ultimamente, empresas, organizações e governos vêm se mobilizando para entender isso e evitar que os danos aumentem. Com a mudança de atitude de algumas companhias, percebemos que é, sim, possível trabalhar para reduzir os impactos ao planeta. Contudo, para isso, é preciso ter uma visão adequada e coerente sobre quais são esses riscos de fato. Encarar isso de frente é o melhor caminho para chegar a uma solução clara e precisa que traga resultados concretos.

Indústria e meio ambiente podem trabalhar juntos, caso se tenha uma análise honesta sobre os possíveis problemas da operação industrial que não pensa no planeta e no futuro. Essa análise é o requisito inicial. Nesse sentido, é importante considerar que o cuidado com o planeta serve para viabilizar a continuidade da própria indústria. Além disso, gera benefícios amplos até para a saúde dos colaboradores.

 

Impactos da indústria no meio ambiente

A seguir, vamos comentar sobre os impactos da indústria no meio ambiente, com vários pontos de atenção que devem ser gerenciados com cuidado por cada organização. Compreender bem esses aspectos e enfrentá-los com a cabeça erguida é o passo essencial para que se resolvam os problemas.

 

Poluição do ar

O primeiro fator que vale destacar é a poluição do ar. A indústria gera gases que saem por canos e entram na atmosfera. Esses gases poluídos, frutos da própria produção, contribuem para reduzir a qualidade do ar que se respira e interferem na saúde das pessoas em seu entorno.

Isso torna o céu mais escuro, mais poluído, mais difícil de enxergar e facilita a proliferação de doenças respiratórias.

 

Contaminação da água

A indústria também contribui para a contaminação das águas, principalmente por conta do lançamento de resíduos inadequados nelas. Isso afeta o ecossistema dos mares, prejudicando diretamente os organismos e as formas de vida que residem lá. Em consequência, os animais já vêm contaminados para alimentação dos seres humanos e podem gerar doenças e problemas em série também.

Resíduos que em muitos casos demoram séculos para se degradar, se acumulam nas águas e são ingeridos pelas espécies aquáticas. Isso muda a cor e a qualidade das águas, tornando o espaço hostil para os seres vivos de lá.

 

Aquecimento global

A poluição também contribui com os gases do chamado efeito estufa, algo que reforça o fenômeno do aquecimento global. Em suma, isso contribui para gerar um forte desequilíbrio climático, que contribui para desorganizar o planeta como um todo e seus mecanismos automáticos de regulação.

 

Destruição da flora e da fauna

Também podemos mencionar a destruição da flora e fauna, com uma total devastação. Isso é, a indústria pode contribuir para devastar o ambiente onde residem os animais e afetá-los. Dessa forma, as condições se tornam piores para a sobrevivência, favorecendo a extinção das espécies.

Caso ocorra algum acidente, por exemplo, como um vazamento de determinados resíduos, o principal resultado é a morte de muitos animais, de modo que se perde a diversidade e a beleza naturais da flora e da fauna da região atingida.

 

Descarte incorreto de resíduos

Também é importante mencionar o descarte inadequado de resíduos não degradáveis, formando lixões em espaços que se tornam inabitáveis. Isso ocorre quando não há o cuidado com certos elementos, como matérias-primas, e com o devido descarte desses componentes. Assim, a indústria contribui para criar locais que mantêm lixos que não são decompostos com facilidade.

Além de gerar problemas para as espécies, o descarte inadequado contribui com um problema de higiene para quem transita pelo local. Afinal, todo o espaço fica marcado pelos lixos, com um cheiro desagradável, atraindo insetos e facilitando a disseminação de doenças.

 

Ações adotadas para reduzir esse impacto

Existem ações que fazem parte de um compromisso assumido pelas indústrias para prevenir essas situações e reduzir os danos ao meio ambiente.

Uma delas é o controle do uso de energia e de elementos escassos, como a água, no espaço fabril. Há até aplicações tecnológicas que contribuem nesse sentido, evitando desperdício e garantindo a eficiência necessária.

Algumas indústrias já investem no uso de matérias-primas sustentáveis, biodegradáveis, que podem ser descartadas em locais adequados e que não representarão um grande problema ao planeta.

Outra ação adotada por algumas empresas é o uso de energia solar, algo que diminui a incidência da energia elétrica.

O tratamento de efluentes é outra excelente iniciativa para evitar descarte inadequado de resíduos no mar ou na terra. Nesse caso, a indústria contribui com a eliminação dos lixões.

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.


 




 

A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO – QVT

 


Manter um bom índice de Qualidade de Vida no Trabalho traz benefícios não só para o colaborador, mas como para toda a organização.

A qualidade de vida é formada por um conjunto de condições nas quais engloba ter saúde, acesso a recursos essenciais, realização pessoal e profissional. Assim, a qualidade de vida é uma junção do bem-estar físico, mental e social.

Para medir a qualidade de vida, temos alguns índices como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que compara riqueza, qualidade do processo de alfabetização, educação, expectativa de vida, natalidade, mortalidade e outros fatores.

 

QVT – Índice de Qualidade de Vida no Trabalho                 

Além dos indicadores que fazem parte do IDH, há também o Índice de Qualidade de Vida no Trabalho, o QVT.  Esse é o indicador que irá medir o nível de satisfação e bem-estar dos colaboradores de uma empresa.

De acordo com pesquisa feita pela Sodexo, 54% dos colaboradores de uma empresa estão satisfeitos com seu emprego atual, já 37% possuem opinião neutra sobre seu emprego atual e os outros 9% estão insatisfeitos.

O nível de satisfação de um colaborador vai muito de acordo com a cultura da empresa, de valorizar o profissional, oferecer benefícios, compensações, ter um bom clima organizacional e uma boa comunicação. Funcionários saudáveis e felizes = produtividade e boa entrega.

Cada vez mais, as empresas estão tendo que valorizar mais sua equipe, visto que isso se tornou um requisito em troca de uma boa entrega no trabalho. Se tornando positivo para a empresa, que receberá um profissional com alta produtividade e para o colaborador, que se sentirá incentivado com todo esse “programa” de vantagens.

 

A ansiedade no trabalho

De acordo com pesquisa da OMS, o Brasil possui a população com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo. 9,3% dos brasileiros sofrem com ansiedade patológica.

Essa ansiedade pode acontecer por diversos motivos, e um deles, com certeza é o trabalho. A pressão do dia a dia e o cansaço mental são fatores que influenciam, atrapalhando o desempenho do colaborador.

E como as empresas podem ajudar nisso? Aplicando projetos que vão de encontro ao QVT, a fim de melhorar a qualidade de vida no trabalho.

 

Promovendo o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho

Se você possui uma empresa ou faz o papel de liderança, é hora de rever como está a cultura do local e promover um melhor ambiente para seus funcionários.

 

Veja só algumas iniciativas que podem ser tomadas:

·       Fornecer treinamentos para sua equipe: uma equipe bem treinada é uma equipe pronta para entregar resultados, afinal, cobrar resultados sem oferecer capacitação e preparação para isso, pode acabar com todo o processo. Por isso, ofereça treinamentos em grupo, pergunte à equipe se possuem dúvidas no ‘desafio’ proposto, e saiba designar bem as funções para cada um.

·       Remuneração justa e adequada: uma das recompensas para um funcionário que está entregando um bom trabalho com alta produtividade, é oferecer uma remuneração justa e adequada com a função que ele está exercendo.

·       Ambiente físico: o ambiente de trabalho é algo que influencia muito na qualidade de vida no trabalho, portanto, fornece um ambiente físico agradável para os colaboradores é indispensável.

 

Qualidade de vida no trabalho como um diferencial competitivo

·       Oferecer feedbacks: um dos principais pontos é a comunicação, portanto, oferecer feedbacks para o colaborador traz resultados positivos, já que essa pode ser uma troca, o líder pode falar para o colaborador o que ele espera e como ele está se saindo, e o colaborador pode falar ao líder o que está achando do trabalho. Faça isso regularmente e a comunicação ficará clara.

·       Organização: a organização no trabalho é primordial para a entrega de bons resultados. Por isso, um líder deverá deixar tudo bem organizado e fazer com que isso vire cultura em sua equipe. Hoje em dia, existem muitos programas e sites que podem ajudar uma equipe a se organizar.

·       Projetos para saúde do funcionário: promover uma cultura de saúde para o funcionário é de extrema importância, visto que, um funcionário saudável diminui a taxa de absenteísmo. Ofereça programas de exercícios, alimentos saudáveis e ginástica laboral.

·       Extras: ainda existem alguns extras que podem melhorar a qualidade de vida no trabalho, como por exemplo, projetos culturais, orientação nutricional, day off no dia do aniversário, plano de carreira, terapias e muito mais.

 

O papel do funcionário para a melhora do Índice de Qualidade de Vida no Trabalho – QVT

Para um bom índice de qualidade de vida no trabalho, o funcionário também deve desempenhar alguns papéis, afinal, esse é um trabalho em conjunto.

 

O colaborador deve:

·       Respeitar prazos: assim como o líder deve designar tarefas, o colaborador deve executá-las com êxito e nos prazos propostos. Visto que uma empresa é como uma grande engrenagem, em que precisa de todas as peças para conseguir rodar. Um trabalhador atrasando seu trabalho, atrasa de um time todo.

·       Evitar desavenças na equipe: fofocas, causar atraso no trabalho de um colega e jogar a ‘culpa’ de algo que você fez são atitudes reprovadas e que atrapalham a qualidade de vida no trabalho.

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


quarta-feira, 4 de outubro de 2023

 





ENGAJAMENTO PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO E SOCIOAMBIENTAIS

 


Mudanças bem, sucedidas são, quase sempre, uma série de passos, não um grande salto.

Cada vez mais meu trabalho de consultoria envolve equipes de gestão ou liderança que estabeleceram metas, mas estão lutando para que a força de trabalho se engaje para realizá-las.

Às vezes, o problema é a resistência simples, que, geralmente, é criada de uma ou mais de três maneiras: os colaboradores não entendem os objetivos; os colaboradores não gostam ou concordam com os objetivos; ou os colaboradores não gostam do mensageiro trazendo a mudança.

Mas, mais frequentemente, o problema é que os gestores não entendem o processo de construção de engajamento e propriedade.

 

Eles acham que comunicar os objetivos ou ditar que eles devem acontecer vai fazer o truque.

Ajudei algumas organizações nessas últimas décadas a obter o engajamento dos colaboradores que queriam em seus esforços de mudança ou melhoria.

 

E sempre segui esses princípios que mais frequentemente transmito:

 

1) Comece com estratégia

Francamente, a maioria dos líderes que estão tentando engajar os colaboradores não tem uma estratégia para fazê-lo.

Eles tendem a pensar que uma visão ou um conjunto de metas é uma estratégia, ou que uma lista de itens de ação é uma estratégia.

Eles não são! Estratégia é uma metodologia prescrita para vencer.

Uma boa estratégia cria uma posição única a partir da qual alcançar os objetivos desejados e alcançar a visão.

Quantos de seus colaboradores descreveriam suas ações de liderança como “únicas”?

Uma boa estratégia inclui um plano preciso para obter e utilizar o engajamento dos colaboradores. Ela direciona as ações dos colaboradores rumo aos objetivos e visões desejados e auxilia nas decisões de seu local de trabalho.

Uma razão pela qual os líderes lutam é precisamente porque eles não têm uma estratégia para direcionar seus esforços.

As pessoas apoiam o que ajudam a criar

Existem várias maneiras de começar a construir apoio para novos esforços, mas o envolvimento criativo é o que eu acho que funciona melhor e na maioria das vezes.

 

2) O envolvimento precoce nos esforços de mudança tende a construir um senso de propriedade e orgulho

Os colaboradores se esforçarão mais para fazer seus próprios planos funcionarem do que os planos entregues a eles pelos líderes.

Isso não significa que você deixe os colaboradores decidirem o que fazer.

Isso foi decidido na estratégia.

Você deixa os colaboradores ajudarem a decidir como fazê-lo.

Os líderes criam a estratégia e os colaboradores ajudam a preencher as táticas.

Sem qualquer contribuição criativa, é difícil ou impossível conseguir que os colaboradores se engajem adequadamente para garantir o sucesso do esforço.

 

3) Coma o elefante uma mordida de cada vez

Um dos erros mais comuns que os líderes cometeram na última década é tentar fazer muito ao mesmo tempo.

Mudanças bem, sucedidas são quase sempre uma série de passos, não um grande salto.

Tentar fazer muitas vezes cria uma sensação de sobrecarga e falha precoce.

A motivação é delicada nos estágios iniciais de algo novo e deve ser cultivada em vez de esmagada sob uma carga impossível.

O ditado de que “a maneira de comer um elefante é uma mordida de cada vez” deve ser um princípio orientador da mudança.

Mapeie a mudança para que todos saibam para onde estão indo e quanto tempo a viagem levará.

Os mapas de mudança também evitam que as pessoas se sintam perdidas e voltem ao terreno familiar e desfazendo o progresso.

Em seguida, dê um passo de cada vez na jornada, começando com etapas menores e mais fáceis e progredindo para etapas maiores e mais complicadas, à medida que o progresso é feito e as pessoas se tornam mais experientes e capazes.

Avalie o progresso e celebre marcos ao longo do caminho. Parabenize os envolvidos e os que ajudaram a manter a motivação alta.

Se você não entender isso em suas cabeças, você não entenderá em seus hábitos

Recentemente, uma equipe de líderes me disse que havia decidido três objetivos de melhoria da segurança e estava trabalhando duro para alcançá-los.

Perguntei-lhes se, ao sair pela fábrica, quantos colaboradores poderiam nomear os três?

Se eles não podem nomeá-los, eles não estão focados neles.

Se eles não estão focados neles, eles não estão trabalhando neles.

Se eles não estão trabalhando neles, eles não estão acontecendo.

Os hábitos de trabalho são formados através da repetição.

Repetir ações que ainda não são habituais requer concentração e esforço consciente.

Todos os esforços de mudança devem começar com a inclusão das metas de mudança na mentalidade das pessoas que precisam fazer a mudança acontecer.

Isso geralmente requer mais esforço do que os líderes esperam e requer a assistência de supervisores de primeira linha e líderes informais da cultura do colaborador.

As pessoas fazem as coisas por uma razão.

Mudança precisa de direção, mas também precisa de reforço.

Ações que recebem reforço positivo são repetidas e ações repetidas se tornam habituais.

Pegar colaboradores que fazem as mudanças direcionadas e reforçar positivamente seus esforços não é apenas bom, é necessário!

Quando você vê colaboradores não fazendo as alterações, a melhor resposta é descobrir o porquê.

Você pode estar trabalhando contra outras influências no seu local de trabalho e não poderá descobri-las a menos que peça.

 

4) Comunicar apenas métricas que motivam as pessoas.

Nem todas as métricas usadas pelos líderes devem ser comunicadas à base de colaboradores durante os esforços de mudança.

Métricas que estão além do controle do funcionário médio, métricas que podem fazer com que os colaboradores pensem que há um motivo oculto para os esforços de mudança, ou métricas que criam concorrência interna prejudicial devem ser mantidas entre os líderes.

Quando os esforços de mudança estão em andamento, as melhores métricas são medidas de melhoria em relação às metas das áreas de melhoria direcionadas.

Quanto mais clara a conexão entre esforços individuais e métricas de sucesso, mais colaboradores poderão ver como eles contribuem para o sucesso.

Com muita frequência, as métricas compartilhadas durante os esforços de mudança são sem sentido ou enganosas para os colaboradores.

Tente usar métricas de processo e evitar indicadores de atraso sempre que possível.

 





Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.


 




 

GRÁFICO DE GANTT:

O QUE É, COMO FUNCIONA E COMO MONTAR

 


O Gráfico de Gantt, também conhecido como Diagrama de Gantt, é uma ferramenta visual para controlar o cronograma de um projeto ou de uma programação de produção, ajudando a avaliar os prazos de entrega e os recursos críticos.

Para gestão de um projeto, o gráfico mostra visualmente um painel com as tarefas que precisam ser realizadas, a relação de precedência entre elas, quando as tarefas serão iniciadas, sua duração, responsável e previsão de término. Dessa forma fica mais simples conseguir fazer com que toda a equipe entenda suas responsabilidades, e acompanhar o andamento do projeto.

Para programação da produção, o gráfico pode ser utilizado para acompanhar o atravessamento de ordens de produção, em especial nas indústrias com produção sob encomenda com muitos níveis na lista de materiais dos produtos, e que precisa acompanhar o atravessamento de ordens pais e filhas.

O gráfico de Gantt também pode ser utilizado para acompanhar as operações programadas em cada máquina na fábrica, em especial na programação da produção com capacidade finita, entender os gargalos e as máquinas ociosas da fábrica.

Neste artigo vou explicar um pouco da história do Gráfico de Gantt, listar os benefícios, mostrar exemplos e finalmente explicar como montar o seu. Descubra:

 

Qual a origem do Gráfico de Gantt?

A primeira versão do gráfico era conhecida como Harmonogram e foi desenvolvida pelo engenheiro polonês Karol Adamiecki no início do século XIX. O Harmonogram era um documento capaz de acompanhar, de maneira visual, o fluxo de trabalho.

Mas foi um século depois, no século XX, que o norte americano Henry Gantt se inspirou no modelo de Ademiecki para criar o Gráfico de Gantt como conhecemos hoje. O objetivo era evitar atrasos na produção das fábricas americanas, auxiliando os supervisores industriais.

Atualmente o gráfico é usado amplamente no gerenciamento de projetos e na gestão da programação da produção por todo tipo de empresa e indústria.

 

Quais são os benefícios do Gráfico de Gantt?

Como falei acima, o principal benefício do Gráfico de Gantt é mostrar de maneira clara e visual como está o andamento das tarefas em um projeto e das operações das ordens de produção em uma fábrica, e assim facilitar a compreensão de todos os envolvidos no trabalho.

Esse objetivo é alcançado através de barras ou linhas que representam a linha do tempo e mostram a duração de cada tarefa e o tempo total que será necessário para cumprir todo o projeto ou a fabricação de um produto no caso de uma indústria.

 

Outros benefícios do Gráfico de Gantt:

·       Segmentar tarefas: a ferramenta desmonta um objetivo complexo em várias tarefas menores e assim torna a análise do que deve ser feito, por quem deve ser feito e quando deve ser feito, muito mais simples.

·       Distribuir responsabilidades: você pode incrementar o gráfico com informações dos responsáveis por cada tarefa ou operação facilitando a comunicação entre as pessoas.

·       Interdependência de atividades: com uma visão geral mais clara do projeto considerando a relação de interdependência entre as tarefas e operações, você poderá conscientizar sua equipe deixando claro que o cumprimento do prazo de uma tarefa ou operação é fundamental para a execução do próximo passo, e para o cumprimento do prazo de entrega do projeto ou de uma ordem de produção.

·       Definir prazos de entrega: o Gráfico de Gantt auxilia na definição de prazos, já que você terá uma visão geral de todas as tarefas, suas durações, relações de interdependência, e poderá assim definir prazos de entrega realistas para seus clientes, e realizar ações para reduzir os prazos de entrega.

·       Acompanhar o andamento: você pode usar a ferramenta também para permitir que toda sua equipe acompanhe o andamento do projeto ou de uma ordem de produção.

 

E apesar de parecer algo complexo, não é difícil entender e montar o seu próprio Gráfico de Gantt. Vou mostrar alguns exemplos de aplicação para que você entenda na prática como o diagrama funciona. Vamos lá:

 

Exemplo de gráfico de Gantt

Como o foco do nosso blog é a gestão industrial, vou dar um exemplo de aplicação do Gráfico de Gantt na programação da produção de uma fábrica.

 

Veja:

Gráfico de Gantt gerado por software ERP para gestão da programação da produção

 

 

Exemplo de Gráfico de Gantt sendo usado no Nomus ERP Industrial para a programação da produção

Na imagem acima podemos ver um exemplo de aplicação de Gráfico de Gantt na programação das máquinas e recursos de uma fábrica têxtil, e cada barra representa uma operação de uma ordem de produção programada em uma máquina ou recurso.

É interessante notar que mesmo com centenas de operações programadas, com a distribuição visual das operações em Gráfico de Gantt, fica muito fácil enxergar quando uma operação será terminada, como está a programação de cada máquina e recursos, e até mesmo onde estão os gargalos na fábrica.

Veja como é fácil perceber no gráfico acima que o gargalo está no centro de trabalho de Corte de tecido, onde todas as máquinas estão 100% programadas por pelo menos 6 semanas a frente.

Alguns softwares ERP, como o Nomus ERP Industrial, são capazes de gerar Gráficos de Gantt da programação da produção de forma automática, utilizando o algoritmo de programação da produção com capacidade finita, e assim facilitam a identificação visual de gargalos de produção e o atravessamento das ordens de produção na fábrica.

 

Como fazer um Gráfico de Gantt

Existem diversas formas de fazer um Gráfico de Gantt para controlar o cronograma de um projeto, você pode usar um ERP com gestão integrada a sua produção para gerá-lo automaticamente, ferramentas online ou até mesmo o próprio Excel.

 

Independente da forma que escolher, existem algumas tarefas que são obrigatórias para montar qualquer Gráfico de Gantt, são elas:

·       Fazer a lista de materiais: Para utilizar o Gráfico de Gantt na gestão de materiais e programação da produção em uma indústria, é necessário fazer a lista de materiais de todos os produtos fabricados, em especial para as listas de materiais complexas, com vários níveis na estrutura.

·       Listar as atividades: Para utilizar o diagrama de Gantt na gestão de projetos, é preciso listar todas as tarefas do projeto, e no caso de uma indústria, é preciso definir os roteiros de fabricação dos produtos listando todas as suas operações.

·       Identificar Interdependências: É preciso definir a relação de interdependência entre as tarefas em um projeto, e a relação de interdependência entre as operações nos roteiros de fabricação de produtos.

·       Definir responsáveis e tempos: Para cada tarefa de um projeto, será necessário definir uma pessoa responsável, o tempo planejando e duração para a tarefa. Já para cada operação de um roteiro de fabricação, será necessário definir os recursos habilitados e o tempo de setup e operação planejados por recurso.

 

1. Como fazer um Gráfico de Gantt integrado ao meu ERP

Dependendo do seu software ERP, é possível integrar os tempos de produção cadastrados e registrados no software e então montar um gráfico de Gantt automaticamente.

O Nomus ERP Industrial é capaz de fazer isso e você pode entender melhor como isso funciona em uma demonstração online da ferramenta.

 

2. Como fazer um Gráfico de Gantt com ferramentas online

Caso precise do Diagrama de Gantt de forma mais esporádica, mas não quer mexer com Excel, recomendo que utilize uma ferramenta online como o Team Gantt ou Canva.

O benefício dessas ferramentas é que você pode criar rapidamente seu gráfico sem precisar saber nada de Excel e sem precisar de uma ferramenta mais completa como um ERP.

A desvantagem é que normalmente estas ferramentas são limitadas e normalmente acabam gerando retrabalho por não serem integradas.

 

3. Como fazer um Gráfico de Gantt no Excel

Para mostrar como você pode começar a trabalhar com o seu Gráfico de Gantt hoje mesmo, vou escrever aqui um tutorial para fazer o Gráfico de Gantt simples no Excel.

 

Passo 1 – Inserir os dados

A primeira etapa é inserir os dados do seu Gráfico de Gantt. Para isso, monte uma tabela com três colunas dividas da seguinte forma:

·       Atividades

·       Data de início da atividade

·       Duração da atividade

 

Você pode usar durações de horas, dias ou semanas dependendo do seu caso específico.

Nota importante: deixe a célula título da primeira coluna em branco para que o Excel entenda que se trata da lista de atividades. Nas outras você poderá escrever Início e Duração.

 



Passo 2 – Criar o gráfico

Agora selecione todas as células preenchidas e vá até o menu INSERIR > GRÁFICOS e selecione a opção BARRAS.

Escolha a segunda opção, BARRAS EMPILHADAS, na caixa que abrir. Nesse momento o seu gráfico será montado e ficará mais ou menos assim:

 



Passo 3 – Configurar o gráfico

Para ter uma noção visual melhor, vamos configurar corretamente o gráfico.

·       Dê dois cliques na lista de atividades no lado esquerdo e na caixa de FORMATAR EIXO que aparecer marque a opção CATEGORIAS EM ORDEM INVERSA, para que as atividades sejam ordenadas por data de início.

·       Agora clique duas vezes na lista de datas do gráfico e na opção RÓTULOS > POSIÇÃO DO RÓTULO selecione a opção SUPERIOR. Dessa forma as datas ficarão na parte inferior do gráfico.

·       Agora clique com o botão direito na parte azul da esquerda das barras do gráfico e selecione FORMATAR SÉRIE DE DADOS. Na caixa que abrir determine a sobreposição em 100%.

·       Ainda na mesma caixa em PREENCHIMENTO marque a opção SEM PREENCHIMENTO e selecione SEM LINHA na categoria COR DE BORDA. Isso faz com que o gráfico fique de fato com a aparência de uma Gráfico de Gantt.

 


 

Passo 4 – formatar datas

Para fechar, agora vamos ajustar as datas do seu Gráfico de Gantt

·       Clique com o botão direito na parte das datas, na parte inferior do gráfico e em MÁXIMO e MÍNIMO você precisa informar quais as datas da operação.

o  OBS: caso tenha problema e seu Excel não converta automaticamente sua data, use a fórmula =DATA.VALOR(“__/__/__”) em qualquer célula para converter uma data em um número especial do Excel. Depois coloque esse valor no campo MÁXIMO ou MÍNIMO

·       No campo UNIDADE PRINCIPAL você pode definir qual o intervalo de tempo de exibição das datas. Por exemplo: 1 dia, 7 dias para uma semana e 30 para um mês.

 

Para concluir, você pode mudar cores e a aparência do seu gráfico para ter a identidade visual da sua empresa.

 



 




Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


terça-feira, 3 de outubro de 2023

 





 

VANTAGENS DE ATUAR COMO INSTRUTOR

 



Quais são as vantagens de atuar como instrutor em SST?

É muito comum que os meus alunos que são profissionais de segurança do trabalho ministrem treinamentos, especialmente aqueles que são previstos nas NR’s. Mas, você já parou para pensar nas vantagens de atuar como instrutor? Isso mesmo, quais seriam as vantagens para você ao atuar como instrutor? Que pergunta estranha, não é?

Geralmente, nós que somos da área de saúde e segurança ocupacional, precisamos explicar porque é importante dar treinamento aos funcionários. Mas você já parou para pensar, que nós, para a nossa carreira e crescimento pessoal, também somos importantes exercermos essa função, essa tarefa de dar os treinamentos?

 


 

Vantagens de atuar como instrutor

Antes de entrar nas vantagens, vamos primeiro ver uma pequena lista de treinamentos de segurança do trabalho. Essa lista está longe de ser completa, mas é apenas para dar alguns exemplos. Na verdade, a demanda por treinamentos na área de SST é enorme. A diversidade de treinamentos também é muito grande.

 

Exemplos de treinamentos de segurança do trabalho

Como eu ia dizendo, as NR’s determinam que as empresas precisam treinar seus colaboradores. Porque é mais do que comprovado que um trabalhador bem treinamento tem muito menos chances de se acidentar ou adoecer.

Existe uma grande diversidade de treinamentos possíveis, porque é necessário adaptá-los para a necessidade prática. Por exemplo, não existe um treinamento de NR-12 que seja único, porque ele precisa ser adaptado para cada máquina e realidade de trabalho.

 

Portanto, a lista a seguir não é completa, é apenas ilustrativa:

·       Uso dos equipamentos de proteção individual

·       Integração de novos funcionários

·       Prevenção e combate a incêndios (NR-20)

·       Formação de cipeiros (NR-05)

·       NR-10 básico

·       NR-10 SEP

·       NR-12 (específico para cada máquina)

·       Trabalhador em espaços confinados (NR-33)

·       Trabalhos em altura (NR-35)

 

Como eu disse, a lista acima é um pequeno exemplo. Só para situar melhor nossa reflexão. Pois bem. Você já entendeu que existem muitos treinamentos. E de fato, muitos profissionais de SST trabalham só ministrando treinamentos.

 

4 vantagens de atuar como instrutor Vantagem 1) aprender

As pessoas que mais estudam são os professores. Quando vamos dar um curso ou treinamento é necessário se preparar. E mesmo que você tenha muito conhecimento sobre um tema muito específico, você irá sempre buscar se atualizar.

 



Vantagens de atuar como instrutor – aprender

Claro, nós que somos professores somos os mais expostos. E também não temos memória de elefante. Principalmente depois de certa idade. Então, por isso, antes de dar qualquer treinamento, é sempre importante dar uma refrescada na memória.

 

Vantagem 2) desenvolver técnicas de apresentação e perder o medo de falar em público

Dizem por aí que medo de falar em público é um dos maiores medos do ser humano. As pessoas têm mais medo de falar em público do que de morrer. É o que dizem as pesquisas. Então, quando você vai dar um curso você pode pegar plateias pequenas. Esses tipos de situação são bons para desenvolver as técnicas de apresentação.

 

Existem muitos cursos por aí sobre técnicas de apresentação e oratória. Se você sente medo de falar em público, tenho três recomendações:

·       Procurar cursos de oratória e técnicas de apresentação

·       Estudar e se preparar bem antes de ministrar o treinamento

·       Praticar, praticar e praticar muito

 

Vantagem 3) financeira

Mesmo se você for empregado, funcionário de uma empresa, e dar treinamentos já faz parte da sua remuneração, você pode também dar treinamentos em outras empresas, fora do seu horário de trabalho, para obter uma renda extra, ampliar a sua rede de relacionamentos, ser mais reconhecido.

Afinal de contas, uma grana a mais sempre ajuda, não é? Seja para fechar as contas no final do mês, seja para acelerar aquele projeto que estamos economizando para poder executar.

 

Vantagem 4) reconhecimento

Uma vez eu ouvi uma frase assim: “quem não é visto, não é lembrado”. Os professores, os instrutores são pessoas que conquistam muita visibilidade.

E se você for um professor ou instrutor realmente bom, fera mesmo, então você vai cativar uma audiência de pessoas que vão te reconhecer como um bom profissional e te indicar para futuras oportunidades.

 

 

Vantagens de atuar como instrutor – reconhecimento

Bom, essas foram as 4 vantagens de atuar como instrutor que eu separei para você, mas com certeza tem outras mais. 

 

 

 



 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


    CHOQUE ELÉTRICO - O QUE SABER SOBRE PRIMEIROS SOCORROS       Choque elétrico é o resultado da passagem de corrente elétrica at...