quinta-feira, 10 de agosto de 2023

 





 

SEU PROGRAMA DE SEGURANÇA É PRÁTICO PARA OS COLABORADORES OU PARA VOCÊ?

 


A história que vou contar a seguir é verdadeira. Preste bem atenção em como ela se desenrola.

Um programa de segurança não pode ser tudo para todos, mas esse ainda deve ser o objetivo. 

Na maioria das organizações, um programa de segurança tem muitos mestres. 

Cada área e função tem necessidades de segurança que devem ser abordadas. 

A administração quer resultados que permitam à organização competir e/ou benchmark favoravelmente. 

O jurídico quer regras e procedimentos específicos para limitar a responsabilidade se ocorrerem lesões graves ou danos.

 O RH quer diretrizes claras para a contratação e para chegada de novos colaboradores, além de políticas disciplinares justas para os infratores das regras de segurança.

O profissional de segurança ou departamento quer apoio de líderes e cooperação dos supervisores para reforçar os comportamentos de segurança desejados. 

Os supervisores querem funções e responsabilidades claras por sua contribuição à segurança e clareza sobre a prioridade de segurança em relação à produtividade. 

Os colaboradores querem treinamento suficiente, expectativas claras e assistência disponível na segurança quando necessário.

Muitas organizações têm outros grupos com necessidades especiais e desejos. 

É difícil para um programa de segurança ser tudo para todos, mas esse deve ser o objetivo. 

Uma complicação comum para atingir esse objetivo é que as modificações do programa de segurança feitas para uma parte da organização têm impactos negativos em outras partes. 

Essas mudanças são muitas, vezes feitas, com boas intenções e o impacto negativo não é antecipado ou abordado. 

Para evitar tais complicações, é necessário projetar estrategicamente a segurança para antecipar como cada mudança afetará outras partes da organização. 

 

Gestão

Os problemas mais comuns que os líderes fazem para outros giram em torno de dar prioridade à produção sobre segurança.

Uma grande companhia petrolífera tinha 34 gráficos de produção e um gráfico de segurança postado nos locais, mas os líderes regularmente afirmavam que a segurança era a prioridade número um.

 

 Os gráficos discordavam do diálogo. 

Outro gestor decidiu demonstrar sua dedicação à segurança e uma de suas ações escolhidas foi chamar todos que tiveram um acidente – ou quase – em seu escritório para discutir o evento e procurar lições aprendidas. 

Na mente do gerente isso enviaria uma mensagem de que a segurança tinha apoio da gestão e ele achava que estava sendo bem-sucedido à medida que o número de eventos diminuía.

 A realidade era que os colaboradores tinham medo de relatar acidentes, pois viam a entrevista como sendo “puxada de tapete” e deveriam ser evitadas a todo custo. 

 

Jurídico

Uma empresa química teve recentemente três ferimentos graves em seis semanas.

O departamento jurídico pressionou a equipe de liderança a tomar medidas imediatas e fortes para evitar ferimentos mais graves. 

Os líderes montaram uma equipe com membros da segurança e do jurídico, que decidiram tornar as regras e procedimentos mais específicos. 

 

A ideia era criar clareza, mas o resultado foi exatamente o oposto

Os procedimentos de uma e duas páginas com terminologia comum foram substituídos por procedimentos de 20 a 40 páginas com terminologia jurídica e técnica.

 A reescrita dos procedimentos não se limitou aos que falharam, mas mesmo os procedimentos mais eficazes que haviam evitado lesões durante anos foram substituídos pelos novos procedimentos mais complexos. 

Quando os colaboradores da área solicitaram ajuda para entender os novos procedimentos, foi-lhes dito que não havia membros suficientes da equipe que haviam escrito os procedimentos para chegar a todas as unidades de negócio em tempo hábil. 

Quando eles então solicitaram uma sinopse de uma página de cada um desses procedimentos mais longos, o Jurídico se recusou a fornecê-los porque temia que tal documento pudesse desfazer a proteção da exposição que o documento mais longo forneceu. 

 

RH

O VP de RH da empresa com as três lesões graves decidiu que sua contribuição deveria ser focar no aumento das consequências negativas para violações de regras e procedimentos. 

Eles emitiram uma comunicação de que qualquer um pego na segunda infração de segurança grave seria encerrado. 

Eles pensaram que isso colocaria os trabalhadores em guarda para sempre estar em seu melhor comportamento. 

Colaboradores que foram disciplinados por sua primeira violação chamaram sua experiência de “ser meio demitido”. 

Eles começaram a ver os procedimentos mais longos como uma ferramenta para capturar colaboradores em violações, em vez de uma ferramenta para melhorar a segurança. 

Os colaboradores também deixaram de ver o departamento de segurança como os policiais de segurança cujo objetivo era punir os infratores. 

 

Segurança 

Os profissionais de segurança desta empresa trabalharam duro para convencer os colaboradores de que eram amigos e não inimigos. 

Eles aprenderam um modelo para o desempenho de coaching e foco dos trabalhadores em melhorias específicas. 

Eles começaram a construir relacionamentos e confiança. 

Os novos procedimentos e políticas disciplinares quebraram seus esforços.

 Eles estabeleceram metas para recuperar seu progresso anterior, mas tiveram pouco sucesso em superar o impacto das outras ações.

O departamento de segurança implorou à gerência para moderar seus esforços para enfrentar os acidentes, mas se viu culpado e suas sugestões ignoradas. 

 

Colaboradores

Os colaboradores viam os três acidentes graves como uma falta de treinamento de integração para novos e não achavam que os gestores, o Jurídico ou RH assumiram qualquer responsabilidade por isso. 

A partir de uma revisão das investigações do acidente, eles estavam certos em pelo menos dois dos três casos. 

Eles também sentiram que estavam sendo culpados pelos acidentes e seu próprio desempenho seguro não foi reconhecido e desvalorizado. 

Colaboradores de longa data que sentiram grande fidelidade à empresa estavam procurando emprego em uma empresa concorrente e compartilhando informações sobre posições abertas. 

Nenhum desses impactos negativos foi proposital, mas as ações que os produziram foram positivamente reforçadas. 

Isso é especialmente verdade quando os líderes não criam uma estratégia abrangente para direcionar os esforços.

Uma parte desse desenvolvimento estratégico deve incluir sempre uma análise de como cada ação pode impactar potencialmente outras partes da organização. 

Quando os gestores reagem sem analisar minuciosamente causalidades e influências sobre acidentes, eles podem tomar ações que não abordam as causas básicas e não melhoram a segurança. 

Quando o jurídico se concentra na exposição versus usabilidade dos procedimentos do trabalhador, eles podem prejudicar a competência e o desempenho do trabalhador. 

Quando o RH muda as políticas disciplinares, eles podem criar uma cultura de medo versus melhoria. 

Quando uma organização planeja uma mudança, ela deve bancar o advogado do diabo e garantir que não esteja reforçando positivamente algo que produzirá resultados negativos.

 

 



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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

 





 

8 CURSOS NA ÁREA DE SST PARA TURBINAR O SEU CURRÍCULO

 



Aqui no #Práticas a gente aborda o cotidiano dos profissionais da área de SST, principalmente dos técnicos de Segurança do Trabalho. Falamos sobre documentos, procedimentos, comportamentos, enfim, algo relacionado ao dia a dia do TST.

 

Cursos para turbinar o currículo

 

O tema de hoje veio através de sugestões do nosso público. Muita gente pede dicas sobre cursos que podem ser feitos para agregar conhecimento e impulsionar a carreira de profissionais e futuros profissionais.

Mas antes de começarmos, eu preciso comentar que a área de Segurança do Trabalho é altamente ampla, com um grande leque de possibilidades. Portanto, não tem como indicar meia dúzia de cursos certeiros pra todos. Não é como uma receita de bolo da Palmirinha que vai servir para todo mundo fazer.

 

Precisamos analisar os objetivos

 

Quando dei aula no SENAC, muitos alunos pediam dicas de cursos para fazer ao longo do curso técnico, de modo que o currículo estaria mais “robusto” quando se formassem. Todos, sem exceção, esperavam uma resposta pronta, mas ela não vinha. Por quê?

Porque simplesmente um curso indicado pra quem quer trabalhar na construção civil pode não ser tão útil pra quem quer trabalhar com auditorias em empresas terceirizadas pela Petrobrás. Percebe a diferença? São mercados diferentes que exigem conhecimentos diferentes.

 

Sem mais delongas

 

Vamos ao que interessa: sugestão de alguns cursos que podem contribuir com o crescimento profissional e turbinar o currículo de um candidato a uma vaga.

Inglês técnico: algumas instituições ministram curso de inglês voltado para área de SST, o chamado “inglês técnico”, enfatizando termos técnicos utilizados na área de Segurança do Trabalho. É altamente indicado para quem pretende fazer carreira no mercado offshore. Além disso, para as demais áreas, é bom ter boa noção de inglês também né, vai que…

Bombeiro Civil: muitos profissionais da área de SST possuem formação de bombeiro civil (eu sou um deles, inclusive). É um curso que agrega bastante conhecimento, principalmente nas áreas de primeiros socorros e combate e prevenção contra incêndios. Mais indicado para quem pretende atuar na área de treinamentos.

CIPA: aqui não me refiro ao curso para cipeiros. Me refiro a curso para formadores de CIPA, cursos que vão agregar conhecimento para que o profissional de SST possa ministrar o treinamento exigido pela NR-05, afinal, muitas empresas devem formar suas comissões e vão precisar de instrutor. Além disso, pequenas (e algumas médias) empresas também precisam da CIPA na figura do chamado “designado”. Entender sobre a NR-05, processo eleitoral, treinamento e demais exigências relacionadas à CIPA pode ser um diferencial.

Cursos de perícias: a quantidade de ações trabalhistas e previdenciárias que envolve a Segurança do Trabalho é enorme e existe um vasto campo a ser explorado pelos profissionais. Os cursos de perícias normalmente abordam as atividades do perito e do assistente técnico. São funções e atividades diferentes, fazendo um bom curso pode-se levantar um bom dinheiro extra, ou fazer desta atividade a sua principal fonte de renda.

Cursos de auditoria: abordam a gestão das ISO 9001, 14001 e 45001, que estão integradas e alinhadas para direcionar as empresas no caminho da prevenção. É um curso que vai servir tanto para desmembrar as normas ISO (e entender melhor sobre gestão de riscos, por exemplo) quanto para quem pretende atuar no ramo de auditorias. Também é possível encontrar curso de alguma ISO separada, mas a integração entre elas faz com que o conhecimento das três seja um diferencial.

Cursos sobre documentação: atualmente há muitos cursos que abordam documentos de forma separada. Curso sobre PCMSO, PGR, análise ergonômica, enfim…. Algum documento desses amplamente utilizado na área de SST. Esses cursos são excelentes e muito válidos, pois ensinam métodos e o conceito de cada documento. Sendo assim, aprende-se a elaborar um documento, para qualquer empresa de qualquer nicho, sem precisar ficar pedindo modelo pronto.

E-Social: aos poucos o conhecimento em e-Social será cada vez mais cobrado, visto que já é uma realidade importantíssima para as empresas. Entender as nuances de cada evento, as informações exigidas, os tipos de erros e como solucioná-los será exigência padrão dentro de algum tempo.

Legislação previdenciária: esse talvez seja o meu preferido. Conhecer a legislação previdenciária e os impactos atrelados à SST com toda certeza é um tremendo diferencial para qualquer profissional da área. Falar sobre os tributos e o que pode ser feito para sua redução. Falar sobre como aumentar a lucratividade da empresa através dos investimentos em SST, definitivamente, é um caminho sem volta.

Além desses, existem diversos outros cursos que podem turbinar um currículo. Cursos relacionados a “soft skills”, por exemplo, com ênfase em questões comportamentais; cursos de alguma NR específica, como EPI, trabalho em altura ou espaço confinado; cursos de desenvolvimento pessoal, criatividade, oratória, enfim… São muitas as possibilidades que existem hoje em dia para buscar aprimoramento profissional.

Agora eu quero saber o seguinte: você já fez algum curso que mudou o rumo da sua carreira? Conta pra mim aqui nos comentários. Ah, aproveita e me diz o que achou desses cursos que foram citados, e se tiver alguma dúvida, coloca aí embaixo também.

 

 

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DDS: COMO FAZER ISSO FUNCIONAR NA SUA EMPRESA

 


O Diálogo Diário de Segurança, chamado carinhosamente de DDS, é uma das principais ferramentas da Segurança do Trabalho na busca por evitar acidentes.

Utilizado com frequência (ou pelo menos deveria, pois chama-se “diário”) requer algumas habilidades específicas para que possa cumprir seu papel, afinal, não é tão fácil prender a atenção do pessoal durante 10 ou 15 minutos todo santo dia.

Eu sei que em algumas situações não há disponibilidade para o diálogo ser diário, e acaba rolando o “DSS” (Diálogo Semanal de Segurança), mas isso não diminui a importância desta ferramenta. Aliás, pelo contrário, pois o diálogo passa a ser mais “raro” e precisamos otimizar aquele tempo.

Mas calma que é exatamente por isso que trouxemos este conteúdo, fica com a gente e acompanha as dicas que trouxemos. Vamos lá?

 

Utilize local adequado.

DDS é um tipo de treinamento onde os colaboradores devem prestar máxima atenção no conteúdo ministrado. É ideal que seja feito no “habitat natural” da equipe, em seu setor de trabalho. Caso não seja possível, utilize uma sala ou recinto que comporte o pessoal. Por se tratar de um treinamento importante e muito curto, evite locais com ar condicionado ligado e luz apagada.

 

Fale para o seu público.

Utilize linguagem condizente com o público que está lhe assistindo. É isso que vai fazer total diferença no trabalho a ser executado. Eles precisam entender e compreender o que está sendo dito, senão, é tempo perdido e trabalho jogado fora. Comunicação assertiva é responsabilidade do emissor. Faça-se entender!

 

Postura.

Evite imprimir temas prontos para fazer leitura. Caso imprima, utilize como base. Estude o que você imprimiu e fale com propriedade. Leia apenas em último caso. Uma notícia, uma história ou algo que foge do seu entendimento, mas que seja fundamental que o pessoal tome conhecimento. Evite falar olhando pra cima, pra baixo ou pro nada. Olho no olho passa confiança e credibilidade, “encare” os colaboradores cobrando atenção deles naquele momento.

 

Incentive a participação de todos.

Alguns vão querer participar mais, outros menos, mas é importante deixá-los falar para que sintam que possuem voz ativa. O nome da ferramenta é “diálogo” e não “monólogo”. Traga o pessoal pra palestrar, faça-os falar. Uma boa sugestão é fazer com que alguns também ministrem DDS de vez em quando, sob sua supervisão. Quem ensina precisa aprender antes, portanto, esta participação vai otimizar o aprendizado deles também.

Ouvimos falar sobre DDS desde a época do curso técnico, mas o que vejo, de um modo geral, é que as empresas utilizam esta ferramenta apenas para cumprimento de protocolo. Passam uma lista de presença e não dão tanta importância ao resultado, o que vale é “provar que o DDS aconteceu”.

 

 

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terça-feira, 8 de agosto de 2023

 





 

 

5 PERGUNTAS E RESPOSTAS QUE VOCÊ PRECISA CONFERIR SOBRE A VARÍOLA DOS MACACOS (MONKEYPOX)

 



Nós esperamos de todo o nosso coração – que essa postagem não seja uma daquelas tramas repetidas que vemos em novelas…, mas, assim como fizemos quando o Coronavírus surgiu no mundo, cá estamos nós para falarmos sobre a Varíola dos Macacos, conhecida no mundo como Monkeypox. Afinal, é preciso que nossas empresas liguem um alerta?

 

Bom, a resposta é curta: SIM!

 

Qualquer risco de uma epidemia viral merece cuidados redobrados, não é mesmo?! A pandemia de Covid-19 nos ensinou tanta coisa (ao menos deveria ter ensinado). O próprio Ministério da Saúde brasileiro já lançou um documento com o Plano de Contingência Nacional para a Monkeypox.

Portanto, separamos algumas informações importantes e que vocês precisam saber sobre a Varíola dos Macacos.

 

1)  Como ela é transmitida?

Segundo informações contidas no site do Ministério da Saúde, a Varíola dos Macacos ou é uma doença causada pelo Monkeypox vírus e trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com:

·       animal silvestre (roedores) infectado

·       pessoa infectada pelo vírus monkeypox

·       materiais contaminados com o vírus.

 

2)  Quais são os sintomas?

O contato da pessoa com o vírus até o aparecimento dos primeiros sintomas pode levar de 3 a 21 dias e é comum que as pessoas infectadas apresentem febre, dores no corpo, dores de cabeça, ínguas, calafrios, fraqueza e, sobretudo, erupções cutâneas ou lesões na pele que são características da doença.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, a pessoa continua doente no período em que erupções na pele ou as crostas continuem “ativas”, “machucadas” Quando elas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas.

As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus.

 

3)  E como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico laboratorial é realizado por detecção molecular do vírus por reação em         cadeia 

Da polimerase em tempo real (qPCR).

Atualmente, existem oito Laboratórios de Referência realizando os exames: dois no estado do Rio de Janeiro e um nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul Amazonas e um, ainda, no Distrito Federal.

 

4)  Como prevenir a Varíola dos Macacos?

O uso de máscara, assim como na prevenção da Covid-19, é um dos melhores métodos a serem adotados, porém, é preciso ficar atento ainda:

·       Evite contato íntimo e ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;

·       Evite beijar, abraçar, ou fazer sexo com alguém com Monkeypox;

·       Higienize as mãos com frequência;

·       Não compartilhe: roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais e brinquedos sexuais.

 

5)  Existe vacina para a Monkeypox?

Felizmente sim! Inclusive, a Anvisa já aprovou a dispensa de registro para que o Ministério da Saúde importe e utilize no Brasil a vacina Jynneos/Imvanex, para imunização contra a doença. O imunizante é destinado a adultos com idade igual ou superior a 18 anos. Na situação epidemiológica atual de surtos de monkeypox fora dos países endêmicos, a OMS recomenda que somente contatos próximos de um caso da enfermidade devem ser oferecidos para vacinação.

Está em nossa memória recente todos os prejuízos que uma pandemia traz em nossas organizações, portanto, sigamos todas as indicações do Plano de Contingência do Ministério da Saúde para que evitemos a maior propagação do vírus.

 

 



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ROUPAS DE PROTEÇÃO QUÍMICA

 

Roupa Encapsulada

 

Os EPI de proteção química não reduzem o risco ou perigo, apenas adequam o bombeiro ao meio e ao grau de exposição ao risco.

A finalidade desses equipamentos é preservar a saúde dos bombeiros em ambientes hostis, proporcionando proteção cutânea e respiratória. As roupas devem ser utilizadas em conjunto com a proteção respiratória.

É fundamental selecionar uma roupa confeccionada em material que apresente a maior resistência possível ao ataque de produtos químicos. O estilo da roupa é também importante e varia de acordo com a possibilidade de contaminação (se existe possibilidade de contato com contaminante gasoso presente no ar ou a possibilidade de contato direto com contaminante líquido através de respingos).

 



Outros critérios para seleção devem ser considerados, incluindo a probabilidade da exposição, facilidade de descontaminação, mobilidade com a roupa e durabilidade da roupa.

Uma variedade de materiais de confecção está disponível para a fabricação das roupas de proteção química. Cada um desses materiais fornece um grau de proteção à pele contra uma gama de produtos, mas nenhum material fornece a máxima proteção contra todos os produtos químicos.

A roupa de proteção selecionada deve ser confeccionada em material que forneça a maior resistência contra o produto conhecido ou que possa estar presente no local da emergência. A seleção adequada da roupa de proteção pode minimizar o risco de exposição a produtos químicos, mas não protege contra riscos físicos tais como fogo, radiação e eletricidade.

O uso de outros equipamentos de proteção também é importante para fornecer completa proteção aos bombeiros.

A proteção à cabeça é fornecida por capacetes rígidos; proteção para os olhos e face por máscaras resistentes a impactos; a proteção aos pés e mãos é fornecida pelas botas e luvas resistentes a produtos químicos.

 

ROUPA DE PROTEÇÃO QUÍMICA

As roupas são classificadas quanto ao estilo, uso, material de confecção e níveis de proteção.

 

 QUANTO AO ESTILO

a) Roupa Encapsulada

 



Totalmente encapsulada, esta roupa é confeccionada em peça única que envolve (encapsula) totalmente o usuário.

 

Botas, luvas e o visor:
Estão integrados à roupa, mas podem ser removíveis. Se assim forem, essas partes são conectadas à roupa por dispositivos que a tornam à prova de gases e vapores.

 

O zíper:
Deve fornecer perfeita vedação contra gases e vapores. Obrigatoriamente a roupa deve ser submetida a testes de pressão para assegurar sua integridade e máxima proteção contra gases.

A proteção respiratória e o ar respirável:
São fornecidos por um conjunto autônomo de respiração com pressão positiva utilizado internamente à roupa, ou por uma linha de ar mandado que mantém pressão positiva dentro da roupa.

 

A roupa de encapsulamento:
É utilizada, principalmente, para proteger o usuário contra gases, vapores e partículas tóxicas no ar. Além disso, protege contra respingos de líquidos.
A proteção que a roupa fornece contra uma substância química depende do material utilizado para a sua confecção.

Uma vez que a roupa não possui ventilação, há sempre o perigo de acúmulo de calor, podendo resultar numa situação de risco para o usuário.

 

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

Devido à complexidade de colocação, o usuário precisa de auxílio para vestir a roupa. 

Há uma grande variedade de acessórios que podem ser utilizados em conjunto com esta roupa, visando dar conforto e praticidade operacional, como, por exemplo, colete para refrigeração, sistema de rádio e botas com tamanho dois números acima do usual.


Quanto ao uso

As roupas de proteção química podem ser de uso permanente ou descartável.

Geralmente as roupas descartáveis apresentam um custo mais baixo, podendo ser usadas uma única vez e serem descartadas após o uso.

No caso das roupas de uso permanente, pode-se utilizá-las quantas vezes seu estado de conservação permitir.

 

 

FONTE:  Diretoria de Engenharia da Aeronáutica – DIRENG (DP-31)

 

 



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segunda-feira, 7 de agosto de 2023

 



OS 5 ERROS MAIS COMUNS SOBRE O GRO E COMO EVITÁ-LOS

 



O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) representa o atendimento de uma empresa a determinadas diretrizes, com a finalidade de melhorar o seu desempenho de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

 

Este atendimento não está ligado ao atendimento à legislação, mas na melhoria contínua de SST.

Talvez a não compreensão disso é o que leva para alguns erros sobre o tema. Por isso, vou discorrer alguns parágrafos para falar a respeito dos 5 erros mais comuns sobre o GRO e como evitá-los:

·       GRO é uma novidade?

·       GRO é um documento?

A Nova NR-1 é um modelo de GRO?

O GRO é atendido pelo PGR?

Esperar a Nova NR-1 entrar em vigência para fazer o GRO?

 

 1 – GRO é uma novidade

O GRO, abordado pelo texto da Nova NR-1 NÃO é nenhuma novidade.

Há diversas referências, inclusive mais robustas sobre o tema, como:

·       BS 8800 (1996)

Diretrizes da OIT sobre Sistemas de Gestão de SST (2001)

·       OHSAS 18001 (2007)

·       ISO 45001 (2018)

 

2 – GRO é um documento

O GRO não é um documento, mas um conjunto de ações que as organizações precisam implementar. Embora não seja um documento, tais ações precisam ser documentadas. Não para atender legislação, mas para que se possa acompanhar a melhoria do desempenho de SST e ter rastreabilidade das informações.

 

3 – A Nova NR-1 é um modelo de GRO

Não, a Nova NR-1 não é um modelo de GRO, mas apresenta alguns requisitos legais MÍNIMOS que as empresas precisam atender. Ou seja, só tendo como base a Nova NR-1 você não implementa um GRO.

 

4 – O GRO é atendido pelo PGR

O GRO não é e nem será atendido apenas pelo PGR. O GRO deve constituir um PGR, mas isso não significa que o GRO é atendido apena por um PGR.
O PGR é o norte/direção para o GRO, entretanto outras ações precisam ser implementadas para um GRO eficaz.

 

5 – Esperar a Nova NR-1 entrar em vigência para fazer o GRO

Esperar um dispositivo legal obrigar a fazer algo que deveria ser espontâneo, por trazer diversos benefícios é inexplicável.

O que deveria motivar as empresas e os profissionais de SST a implementar o GRO, independente de NR é:

·       Aumento da produtividade

·       Redução do absenteísmo

·       Redução de custos

 

Preservação da sua imagem/reputação da empresa

Preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores, ou seja, você integrante de SESMT ou prestador de serviços de SST, deve começar a implementar o GRO na sua empresa ou cliente o mais rápido possível.

Não para estar em conformidade com a Nova NR-1, mas pelos resultados que um GRO eficaz pode trazer.

Abaixo seguem algumas sugestões do que você pode fazer frente a cada um destes problemas listados.

 

Compreenda…
Outras referências sobre o tema.

O conjunto de ações que contempla um GRO.

O que vem a ser um modelo (referencial) de GRO.

A diferença entre um PGR e o GRO.

Todas as vantagens proporcionadas pelo GRO e use isso como argumento.
 

 

 

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VOCÊ SABE COMO INFORMAR OS RISCOS SOCIOAMBIENTAIS DA SUA ORGANIZAÇÃO?

 



Uma boa comunicação é essencial para qualquer estratégia eficaz de gestão de riscos. A comunicação clara das informações sobre riscos associados aos impactos socioambientais e medidas de controle é um componente essencial e integral dentro do processo de avaliação de riscos.

O objetivo fundamental de comunicar o resultado de sua avaliação de risco posteriormente ao resto da organização, contribui para a excelência na gestão do ESG/QSMS-RS & Sustentabilidade.

Uma avaliação de risco geralmente é executada por você como um profissional de QSMS, sendo parte de uma organização.

Para você, o resultado da avaliação de risco é, muitas vezes, bastante claro e simples de seguir.

No entanto, sempre surgem dificuldades para informar da importância desses riscos e seu tratamento.

Como você se comunica com diferentes níveis organizacionais de forma eficaz?

Como você garante que todos na sua organização não estão apenas cientes, mas também entendendo os riscos com os que estão lidando?

A gestão de riscos começa com o estabelecimento do contexto e continua por meio de seções de avaliação de risco, tratamento de risco, registro e emissão de relatórios, comunicação e consultoria e monitoramento e revisão.

Você deve comunicar sobre os riscos e seu tratamento, mas como você lida com isso?

Se você se comunicar demais, ninguém saberá o que ouvir nem se lembrar dele. 

Se você comunicar muito pouco, ninguém entenderá o contexto ou detalhes das informações. 

Use as dicas abaixo para superar essas barreiras para buscar uma melhor informação sobre os riscos elencados

 

Tenha um ponto em comum

 

Antes de falar sobre riscos, as pessoas precisam entender os conceitos básicos.

Não assume que todos estão na mesma página em relação aos riscos.

Defina conceitos claramente para evitar confusão.

Certifique-se de que existe uma definição comum de risco estabelecida para que os colaboradores gerenciem o risco com base no conceito comum e na visão do que constitui como riscos.

Informe sua organização sobre a natureza da gestão de riscos e o porquê você está fazendo isso.

 

Certifique-se de que todos possam entender

 

À medida que você se comunica com diferentes níveis e departamentos de organização, é conveniente adaptar sua mensagem para quem recebe a mensagem.

Um dos objetivos da comunicação de risco é fornecer informações significativas, relevantes e precisas em termos claros e compreensíveis.

Esteja ciente de que esses critérios podem ser diferentes para as pessoas no andar de trabalho operacional do que para uma gestão superior.

Ajuste suas informações ao seu público-alvo para que todos na organização saibam seu papel na gestão dos riscos que enfrentam. Isso irá ajudá-lo a filtrar as informações de forma eficaz.

 

Considere a forma de comunicação

 

Quantas vezes você quer se comunicar com seus colegas?

Dependendo de quais colegas, isso pode ser todos os dias, todas as semanas, mensais ou anualmente.

Se a frequência for anual, escrever um relatório não será muito problema.

Se a frequência for semanal, escrever um relatório provavelmente será muito demorado para criar e ler.

Não vai demorar muito até que os colaboradores sejam desmotivados, o que provavelmente levará a uma comunicação menos clara ou pior, comunicação confusa!

Pense em outras formas de comunicação, como vídeos, pôsteres ou meios interativos.

É provável que uma estratégia de comunicação unilateral seja menos eficaz.

 

Construa um senso de inclusão e propriedade

 

Você sabe que gerenciar riscos não é um trabalho de uma pessoa só. ”

 

Esse processo envolve diferentes departamentos e colegas.

É impossível gerenciar o risco efetivamente se não houver comunicação e consolo com cada colega envolvido com cada parte interessada.

Para otimizar a comunicação e a consulta, você precisa ter certeza de que cada stakeholders entende, conhece e concorda com o que é esperado deles em relação à gestão do risco.

Ao se comunicar sobre gestão de riscos, você envolverá seus colegas e criará inclusão e propriedade.

A propriedade é importante porque vamos enfrentá-la: riscos que não são de propriedade, muitas vezes não são gerenciados.

A clareza sobre as responsabilidades pessoais é muito importante para evitar que incidentes aconteçam.

Não há necessidade de acidentes que poderiam ter sido evitados através de uma comunicação eficaz entre as partes interessadas.

 

 

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