terça-feira, 9 de agosto de 2022

 






 

 

RUÍDO NO AMBIENTE DO TRABALHO

 

 


 

O ambiente laboral pode apresentar algumas características prejudiciais aos colaboradores. É o caso do ruído no trabalho, situação que se configura como insalubridade quando supera os limites estabelecidos na legislação comum, principalmente, quando ele acontece de modo contínuo.

Dessa maneira, é importante que as empresas entendam o que é esse conceito e por que é importante implementar medidas de controle de ruídos. Por isso, conhecer os impactos que ele proporciona para os trabalhadores se torna fundamental.

Pensando nisso, preparamos este conteúdo esclarecendo as principais questões sobre o ruído no ambiente de trabalho e como ele afeta os colaboradores. Confira!

 

O que é o ruído no ambiente de trabalho?

 

O ruído no ambiente de trabalho, também conhecido como ruído ocupacional, é caracterizado por sons inquietantes gerados por diversos fatores que rodeiam os colaboradores. 

 

São várias situações que podem se encaixar nessa descrição, por exemplo:

 

Ø Uso de fones de ouvido com volume excessivo e tempo prolongado;

Ø Sons de veículos em movimento, que pode afetar motoristas e pessoas que trabalham próximas ao local de circulação;

Ø Barulho de motores, como maquinários e ferramentas utilizadas no ambiente.

 

Limites toleráveis

 

Devido aos riscos que isso proporciona, a legislação trabalhista prevê, em suas normas regulamentadoras, alguns limites que devem ser observados pelos empregados, além de um adicional remuneratório pela exposição às condições insalubres, se for o caso.

A NR15 traz em seus anexos os detalhes sobre os limites de tolerância para ruídos contínuos, ou intermitentes (anexo II), e de impacto (anexo II). Apenas para ilustrar, o limite previsto para jornadas de 8 horas é de 85 decibéis. Porém, se chegar a 115 decibéis, por exemplo, a exposição permitida é de apenas 7 minutos. 

 

Quais são os 4 principais impactos que ele traz?

 

A exposição aos ruídos de forma frequente e acima dos limites estabelecidos na lei gera a obrigação do pagamento adicional por insalubridade em grau médio equivalente a 20% do salário mínimo. Porém, os impactos ultrapassam as questões financeiras, sendo essencial que o empregador entenda de que maneiras isso pode prejudicar o trabalhador.

A seguir, confira os 4 principais impactos que o ruído no trabalho traz para os colaboradores!

 

1. Perda de audição

 

Como se tratam de ruídos, é certo que os problemas de audição podem ser uma consequência. 

Normalmente, isso acontece quando a exposição ao agente se torna rotineira e acima dos limites. Assim, acontece uma perda auditiva progressiva, que costuma ser percebida com maior sensibilidade a frequências de som muito altas. Com o tempo, ela pode se desenvolver outros sintomas, como:

 

Ø Zumbidos;

Ø Dificuldades de compreensão em relação aos sons;

Ø Perda completa da audição (surdez definitiva).

 

2. Problemas neurológicos e físicos

 

Essa situação também pode gerar problemas neurológicos, como dores de cabeça frequentes e insônia.

 

Ademais, existem alguns sintomas físicos que podem surgir e, até mesmo, o desenvolvimento de doenças, por exemplo:


Ø Hipertensão arterial;

Ø Cansaço excessivo;

Ø Problemas gástricos;

Ø Doenças cardíacas.

 

3. Sintomas psicológicos

 

A exposição contínua aos ruídos no trabalho também pode trazer alguns sintomas de ordem psicológica e colaborar com o surgimento de problemas de saúde mental.

 

Veja os principais: 

 

Ø Estresse;

Ø Irritabilidade;

Ø Depressão;

Ø Ansiedade.

 

4. Dificuldades no trabalho

 

Os problemas citados acima podem trazer outras dificuldades no trabalho, especialmente a falta de concentração.

 

Isso pode trazer diversas consequências, por exemplo: 

 

Ø Queda na produtividade;

Ø Redução na capacidade de aprendizagem;

Ø Aumento dos riscos de acidentes.

 

Como controlar a exposição dos trabalhadores?

 

Devido aos riscos existentes, cabe à empresa tomar medidas para eliminar ou, ao menos, reduzir a exposição aos ruídos, visando prevenir o desenvolvimento de problemas para o trabalhador. 

 

Para tanto, existem algumas dicas importantes. Veja só:

 

Ø Tenha um bom programa de gestão de riscos ocupacionais, garantindo a aplicação de todas as NR’s;

Ø Realize perícias para identificar os riscos existentes no ambiente, utilizando equipamentos próprios, como o decibelímetro e o dosímetro;

Ø Mantenha os maquinários com a manutenção em dia e, se for o caso, avalie a substituição por opções com menos impactos;

Ø Construa barreiras para isolar a fonte de ruído, quando possível;

Ø Implemente o rodízio de tarefas para reduzir o tempo de exposição dos colaboradores aos ruídos;

Ø Forneça e fiscalize o uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s);

Ø Adote uma rotina de verificação e reavaliação dos níveis de ruído.

 

Também é importante ter atenção aos limites legais para evitar exposições superiores ao estabelecido. Afinal, mesmo com o pagamento de adicional de insalubridade, ainda há riscos envolvidos e o trabalhador pode desenvolver problemas de saúde.

Como você viu, o ruído no trabalho pode causar diversos impactos na saúde, prejudicando o colaborador e a empresa. Portanto, vale a pena acompanhar os níveis de barulhos no ambiente e adotar medidas para reduzir a exposição dos empregados a essa condição.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2022

 



 

 

ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE GESTÃO DE RISCOS E COMPLIANCE

 

 


 

As empresas devem sempre estar em conformidade com as normas vigentes para evitar complicações legais e oferecer um ambiente adequado aos colaboradores. Por isso, a gestão de riscos de compliance merece a atenção dos profissionais de segurança do trabalho.

O descumprimento da legislação de saúde e segurança é uma das situações potencialmente perigosas. Por isso, gestão de riscos e compliance devem compartilhar processos e atividades em benefício da organização.

Para entender o que é gestão de riscos de compliance e qual o papel das duas áreas na empresa, continue a leitura deste conteúdo. A seguir, abordamos os postos-chaves para você melhorar as suas práticas. Confira!

 

Definição de compliance

 

Compliance se refere ao estado de conformidade com regras e princípios legais e éticos. O termo deriva do verbo “to comply” (“cumprir”), mas também é utilizado para se referir à unidade interna e às medidas de controle que garantem a conformidade. Assim, falamos em departamento e práticas de compliance.

No Brasil, o tema se tornou popular após o surgimento da Lei Anticorrupção, que trouxe as normas para elaborar o programa de integridade.

 

No entanto, o setor trata da conformidade com a legislação em diferentes níveis:

 

Ø Legislação de saúde e segurança do trabalho;

Ø Cumprimento das obrigações tributárias;

Ø Combate aos atos de corrupção;

Ø Proteção dos colaboradores contra assédio;

Ø Colaboração com as entidades públicas em caso de infrações;

Ø Respeito às leis ambientais.

 

No setor de saúde e segurança do trabalho, os profissionais lidam com a gestão de riscos e compliance mesmo se a empresa não tem um departamento específico. É que os padrões e critérios utilizados pelos especialistas estão previstos em normas, como a NR1 e a ISO 45001.

 

Conceito de gestão de riscos

 

Já a gestão de riscos é a organização dos recursos (humanos, tecnológicos, financeiros e materiais) para mapear as situações e atividades que podem causar danos às pessoas e às empresas, implementado as medidas necessárias para garantir a segurança.

Essa atividade também pode ser exercida por diferentes áreas e profissionais. Há riscos de o consumidor não gostar dos produtos, de o fornecedor não entregar os pedidos no prazo, de o crédito bancário não ser liberado, entre outros.

Na área ocupacional, o tema é uma prioridade absoluta. Com essa gestão, identificamos os fatores de risco e implementamos medidas para eliminar ou minimizar as probabilidades de eventos indesejados. Logo, prevenimos acidentes e doenças, em vez de apenas reagir aos acontecimentos.

 

Semelhanças entre Gestão de Riscos e Compliance

 

A figura que melhor representa a relação entre gestão de riscos e compliance é a intersecção. Temos dois círculos de atividades com um ponto de contato: a gestão de riscos de compliance. Isto é, certos eventos que potencialmente podem causar danos são igualmente responsáveis por violar normas legais e éticas.

Nesse ponto, a gestão de riscos funciona como uma medida de compliance. Identificamos quais fatores podem levar ao descumprimento das normas e como reforçá-las na organização, por meio de atividades de gerenciamento.

A conformidade é uma meta para a gestão de riscos. Os profissionais de segurança do trabalho, por exemplo, estão frequentemente atentos ao cumprimento das normas reguladoras, até mesmo em relação à documentação e à prestação de contas aos órgãos públicos.

Outra consequência é a integração de processos e atividades. Para ilustrar, a investigação de acidente de trabalho, os diálogos diários de segurança, os treinamentos são atividades que buscam reduzir riscos e ajudam a manter a conformidade com a lei, ou seja, lidam com a gestão de riscos de compliance.

 

Diferenças entre gestão de riscos e compliance

 

Tanto a gestão de riscos como o compliance podem ser utilizados para outros objetivos além dos pontos em comum. Consequentemente, existem distinções entre as duas áreas na empresa.

A gestão de riscos pode ser aplicada em áreas que não geram o descumprimento da legislação. Por exemplo, se a empresa deseja abrir um novo estabelecimento, existem riscos que nada têm a ver com as normas legais — como as pessoas simplesmente não estarem interessadas nos produtos e serviços.

Na gestão ocupacional, temos as empresas que tratam o bem-estar como benefício ou meio para aumentar a produtividade. Por exemplo, a organização pode não ter um risco legal ligado à alimentação do colaborador em casa, mas ao orientá-lo minimiza as chances de ausências ao trabalho por doenças.

Já o compliance lida com a reparação e colaboração, denúncias internas e comunicação da empresa quando os danos já foram implementados, entre outros exemplos. E, em relação ao gerenciamento de riscos ocupacionais, ele é mais amplo, lidando com corrupção, sustentabilidade, tributos etc.

Com o crescimento da empresa, a gestão de riscos ocupacionais e o departamento de compliance costumam ser unidades próprias, mas com integração. O motivo é tornar o setor de compliance independente, julgando atos contrários a normas legais e morais sem risco de interferência.

 

Benefícios de uma gestão integrada

 

A gestão de riscos ocupacionais integrada ao compliance gera benefícios para a empresa, porque os conceitos se encontram na maioria das atividades. Para finalizar, listamos as principais vantagens de adotar o modelo, confira!

 

Valorização da empresa

 

Uma empresa que respeita as normas de saúde e segurança do trabalho promove o bem-estar dos colaboradores e constrói uma imagem positiva junto ao mercado. Com isso, torna-se um lugar mais atrativo para os profissionais mais qualificados.

 

Maior gestão e alinhamento de processos

 

Internamente, é possível evitar retrabalhos e manter as atividades direcionadas para os propósitos comuns. Até porque, diversas medidas de saúde e segurança do trabalho também são ações de compliance, uma vez que se baseiam nos requisitos legais.

 

Integração entre departamentos

 

O conhecimento técnico dos profissionais de segurança é fundamental para fazer gestão de riscos de compliance, e os processos e atividades alinhadas favorecem essa comunicação.

Um bom exemplo de integração é a tecnologia na segurança do trabalho. O software especializado já traz as classificações de risco, programas e atividades dentro daquilo que preveem as normas regulamentadoras. E ambos os setores podem atuar em conjunto, com visibilidade dos processos e atividades em andamento.

 

Prevenção de riscos à atividade exercida

 

A gestão integrada favorece os resultados diretos, especialmente a prevenção de riscos adequada a cada atividade. As justificativas de compliance dão força para que as orientações dos profissionais de segurança sejam ouvidas junto à administração da empresa, como os investimentos em tecnologia, em mudanças nos ambientes de trabalho e em treinamentos.

 

Fortalecimento da cultura da empresa

 

As duas áreas fortalecidas e integradas ajudam a consolidar uma cultura de segurança na empresa. Tanto a gestão de riscos ocupacionais como o compliance realizam atividades para reforçar comportamentos seguros, e a integração permite que as medidas sejam implementadas em conjunto, otimizando as atividades e reduzindo custos.

 

Conclusão

 

Os benefícios apontados mostram a importância da integração entre gestão de riscos e compliance. Uma atividade depende da outra para que ambas tenham sucesso na empresa e contribuam para uma organização livre de processos judiciais, bem como para oferecer um ambiente de trabalho adequado aos colaboradores.

Sendo assim, vale a pena investir na gestão de riscos de compliance como uma meta para o setor de segurança do trabalho. Os profissionais de segurança conseguem interpretar os fatores de riscos, avaliando se a empresa obedece às leis e às normas regulamentadoras. Logo, contribuem para que a organização esteja em conformidade.

 

 

 

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CONFIRA O PASSO A PASSO PARA ELABORAR UMA ANÁLISE DE RISCO EFICIENTE

 

 


 

A análise de risco está entre as principais atividades da segurança do trabalho. A partir dela, identificamos as condições perigosas e levantamos quais são as suas circunstâncias. 

Com tudo documentado, geramos conhecimento para diversos processos, como compra de EPI's, projetos de implementação de medidas de controle, planos de ação e treinamentos. Portanto, o conhecimento dos riscos ocupacionais deve abranger situações que geram prejuízo imediato e potencialmente perigosas. Com isso, deixaremos de ser apenas reativos para também prevenir acidentes e doenças causadas no ambiente de trabalho.

Sendo assim, a análise de risco é um tema muito importante e você pode se beneficiar bastante ao aplicá-la na sua empresa. Continue a leitura deste conteúdo e confira o passo a passo para fazer uma pesquisa eficiente dos riscos da sua organização!

 

Conheça as rotinas de trabalho

 

O ponto de partida é definir em quais itens a análise de risco será aplicada. Para isso, precisamos conhecer os processos, fluxos de trabalho existentes, suas etapas, equipamentos, materiais, tarefas e pessoas envolvidas.

Na prática, existem diversas formas de mapear uma rotina de trabalho. Uma das mais interessantes é levantar informações sobre os 6M’s, utilizados no Diagrama de Ishikawa:

 

Ø Máquina: equipamentos, computadores, ferramentas, entre outros;

Ø Materiais: insumos, matéria-prima e produtos;

Ø Mão de obra: colaboradores que participam das atividades;

Ø Meio ambiente: contexto em que a rotina está inserida;

Ø Método: modelos de trabalho e processos adotados;

Ø Medida: ordens e decisões adotadas.

 

As informações podem ser dispostas em fluxogramas, gráficos de espinha de peixe, plantas do ambiente ou outro recurso visual que facilite sua análise.

Outra forma ainda mais eficiente seria utilizando um software mobile que realiza o mapeamento dos riscos ocupacionais.

 

Mapeie o ambiente de trabalho

 

Um ponto importante é que as rotinas de trabalho acontecem em um ambiente, e, ao lado dos comportamentos inseguros, temos as condições que representam riscos, que normalmente são visualizadas a partir das energias envolvidas com a condição de perigo. 

Por isso, a definição da sua análise de risco deve mapear todas as energias envolvidas, condições perigosas existentes, bem como as circunstâncias que o colaborador fica exposto a essa condição.

 

Identifique os riscos ocupacionais

 

Na prática, você deve observar o ambiente, identificar as energias potencialmente danosas e as rotinas em busca das condições perigosas originadas por essas energias.

 

Para isso, adotamos diversos procedimentos:

 

Ø Inspeções de trabalho e mapeamento das condições perigosas;

Ø Aconselhamento com especialistas;

Ø Pesquisa junto aos colaboradores;

Ø Reuniões de equipe;

Ø Obtenção de informações com a CIPA.

 

Os riscos observados podem ser diversos, porém os mais comuns são:

 

Ø Riscos de acidentes,

Ø Riscos ergonômicos,

Ø Agentes biológicos,

Ø Físicos e

Ø Químicos.

 

Liste as medidas preventivas

 

Posteriormente, levante quais são as medidas preventivas que já são adotadas no ambiente de trabalho e seus objetivos. É importante avaliar se elas vêm se mostrando efetivas para atenuar ou mitigar os riscos, bem como levantar novas melhorias que possam ser implementadas como novas medidas de controle diante de erros ou novas informações.

 

Defina os indicadores de saúde e segurança no ambiente

 

O processo também abrange fixar os indicadores-chave pelos quais serão avaliados o sucesso e o insucesso da prevenção de riscos. 

Normalmente, esses indicadores de desempenho se referem à quantidade e frequência das ocorrências, que, quanto menores, mais próximos estamos da direção certa. Porém, é muito importante adotarmos critérios de avaliação e uma matriz de risco adequada à realidade da empresa. 

Nesse caso pode ser utilizado a ferramentas que realizam a avaliação de risco de maneira objetiva, em que a avaliação de cada condição perigosa é feita por meio de variáveis com critérios específicos e padronizados gerando uma avaliação de risco mais objetiva e fidedigna em termos de valoração do risco.

Desta forma a empresa economiza recursos financeiros criando apenas planos de ação para projetos e medidas de controle, exatamente nos pontos onde o risco foi avaliado, como: intolerável ou substancial. Além disso, evita-se perdas com indenizações devido a ocorrências de incidentes ou acidentes graves que poderiam estar subjetivamente avaliados como controlados.

 

Elabore o mapa de riscos

 

Organize os riscos encontrados em uma planta representativa do ambiente de trabalho. 

 

Nela, as condições potencialmente perigosas são indicadas com círculos preenchidos por cores, conforme a Portaria 25 de 1994 do Ministério do Trabalho:

 

Ø Vermelho — riscos químicos;

Ø Azul — risco de acidente

Ø Marrom — risco biológico;

Ø Verde — risco físico;

Ø Amarelo — ergonômico.

 

Esse mapa facilita tanto a adoção de medidas preventivas e do plano de ação, como a conscientização dos colaboradores. Afinal, é mais fácil entender uma disposição visual do que listagens e tabelas.

 

Divulgue para equipe envolvida nos processos

 

O último passo é apresentar a documentação para os profissionais que dependem das informações para tomar decisões e implementar medidas. As consequências posteriores à análise de risco dependem do tipo de avaliação:

 

Ø Proativa;

Ø Preventiva;

Ø Reativa.

 

Um desafio das etapas apontadas é gerir o volume de informações levantadas, com eficiência, para produzir conhecimento. É preciso que os dados sejam organizados e disponibilizados de maneira simples e compreensível para os profissionais de segurança e demais envolvidos.

Atualmente, os investimentos em tecnologia existem soluções para reduzir a burocracia, automatizar tarefas e gerir essas informações. Com o software de gerenciamento de riscos, conseguimos integrar todos os processos, permitindo o acompanhamento dos riscos, medidas e ações em uma única plataforma.

 

 



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domingo, 7 de agosto de 2022

 



 

 

 

RISCOS BIOLÓGICOS:

COMO IDENTIFICAR E PREVENI-LOS?

 



Os profissionais de segurança do trabalho precisam conhecer os riscos biológicos para desenvolver estratégias efetivas de prevenção. No passado, o tema era mais ligado a atividades específicas, como os serviços de saúde, laboratório e coleta de lixo, mas hoje se tornou uma preocupação de qualquer empresa.

Com a pandemia da Covid-19, fábricas, comércios, prestadoras de serviços e demais negócios têm uma série de novas regras para cumprir. Por isso, evitar a transmissão de doenças se tornou uma prioridade, e os profissionais de segurança do trabalho devem ter atenção.

Para entender o que são os riscos biológicos e receber dicas de como controlar esses agentes, continue a leitura. Esclarecemos as principais dúvidas a seguir!

 

O que são riscos biológicos?

 

Os riscos biológicos são a probabilidade de exposição a vírus e seres vivos microscópicos, que, em contato com outros organismos, podem causar doenças. Hospitais, necrotérios, laboratórios e coleta de lixo urbano são alguns exemplos de onde há probabilidade de exposição a esses agentes.

Por serem mais específicos que os riscos químicos e físicos, nem sempre os riscos biológicos estavam no radar das empresas. Porém, com a Covid-19, não só as organizações passaram a se preocupar com o tema, como o poder público realiza uma fiscalização mais intensa das medidas de saúde e segurança.

 

Qual a sua diferença para os riscos químicos?

 

Um ponto importante é não confundir os riscos biológicos e químicos. Conforme a NR-9, os riscos químicos são “substâncias, compostos ou produtos”, como “poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores”. Logo, não abrangem microrganismos vivos e vírus.

Ao lado desses, temos os riscos físicos, que são as formas de energia, como “ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes”.

 

Quais são os tipos de risco biológico?

 

Os tipos de risco biológico incluem praticamente todos os seres microscópicos que podem causar doenças. A NR-9 cita como exemplo “bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus”.

Já a NR-32 inclui a cultura de células, toxinas e príons. As culturas seriam células isoladas nos laboratórios; as toxinas são substâncias liberadas por microrganismos, como a causadora do tétano. Por fim, os príons são partículas de proteínas anormais e infecciosas, que podem causar doenças raras ligadas ao sistema nervoso.

 

De que forma eles podem afetar os colaboradores?

 

A transmissão dos agentes biológicos pode ser direta ou indireta. Na primeira, o contágio acontece sem nenhum veículo intermediário, como a transmissão pelo ar ou por gotículas expelidas pela boca. Na segunda, há um vetor, como água, alimento e superfícies.

 

Como devem ser evitados?

 

Os cuidados com os agentes biológicos seguem justamente essas duas linhas. É preciso adotar medidas preventivas, tanto no contato direto como nos possíveis veículos de transmissão e contágio. Confira quais são elas a seguir:

 

Defina as normas de segurança

 

A prevenção passa por adotar protocolos com base na legislação e procedimentos de segurança. Aliás, eles não estão restritos às situações em que existe o trabalho insalubre. Por exemplo, uma empresa que nada tem a ver com manuseio de agentes biológicos pode ter um refeitório e adotar normas sobre a higiene com os alimentos.

 

Adote os equipamentos de proteção individual (EPI’s)

 

Os EPI’s são outra medida indispensável. Aqui, a empresa está obrigada a fornecer e fiscalizar os equipamentos, devendo promover medidas para que os colaboradores sigam as normas, como treinamentos, Diálogos Diários de Segurança - DDS) e punição por infrações.

 

Ofereça treinamentos

 

Nesse contexto, as medidas de educação merecem destaque. As qualificações têm o objetivo de preparar e conscientizar os colaboradores, especialmente sobre os riscos de comportamentos inseguros e protocolos de higiene ocupacional, saúde e segurança.

 

Monitore de perto

 

A empresa também deve ter meios para gerir os riscos ocupacionais, monitorando os agentes biológicos e vetores de transmissão. Não à toa, a maturidade dos processos depende da tecnologia de segurança do trabalho, que traz os recursos para acompanhar os riscos e medidas preventivas de perto.

 

Como são as bonificações por tempo de exposição?

 

Um último ponto são os cuidados com a legislação sobre insalubridade, uma vez que os riscos biológicos geram direito ao adicional. No anexo XIV da NR-15, vemos que a exposição pode ser de grau máximo ou médio.

Grau máximo: concede o adicional de 40%. O direito está ligado ao manuseio ou contato com os microorganismos presentes no trabalho relacionado a pacientes com doenças infecto-contagiosas, lixo urbano e esgotos, entre outros.

Grau médio: concede o adicional de 20%. Nesse caso, a atividade do trabalhador não diz respeito ao manuseio ou contato direto com causadores de doenças infectocontagiosas, mas há o risco. É o caso de laboratórios biomédicos, cemitérios, resíduos de animais deteriorados, atendimento ao paciente em hospitais e serviços de saúde, entre outros.

Nos riscos biológicos, o tempo de exposição não afeta o recebimento dos adicionais e a aposentadoria especial, bastando o trabalho em contato permanente. A empresa deve ficar atenta à documentação sobre as condições dos profissionais, como laudo técnico e PPP.

O ideal é sempre monitorar os ambientes de trabalho e implementar medidas preventivas. Ao agir antes de ter problemas, você protege a saúde dos colaboradores, eliminando consequências negativas à imagem da empresa, bem como resultados financeiros indesejados, como multas e indenizações. Por isso, é importante investir em tecnologia para ter visibilidade, acompanhar e controlar os ambientes de trabalho.

 

 




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LIMITE DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL (LEO):

O QUE É E QUAIS OS TIPOS?

 




 

Quando se trata de normas de medicina e segurança do trabalho, um conceito fundamental é o Limite de Exposição Ocupacional (LEO). Ele deve ser observado na adoção de medidas pela empresa, mas ainda gera muitas dúvidas.

Em grande parte, ele é resultado dos estudos sobre doenças ocupacionais, que ajudaram a estabelecer parâmetros sobre os riscos existentes e os limites que precisam ser observados para assegurar a saúde e integridade dos colaboradores.

Se você quer aprender mais sobre o assunto, continue a leitura e entenda o que é o Limite de Exposição Ocupacional (LEO) e seus tipos!

 

O que é Limite de Exposição Ocupacional (LEO)?

 

O LEO se refere aos valores padrões, definidos por uma regulamentação específica, que determina os níveis de exposição a agentes nocivos que não seriam suficientes para prejudicar a saúde. Assim, é importante que as empresas observem o limite para garantir a proteção dos trabalhadores. 

 

Para entendê-los, existem duas normas fundamentais:

 

Ø Norma Regulamentadora 15 (NR-15), que detalha os limites em seus anexos;

Ø O texto da American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH): utilizada como base para a NR-15, é atualizada anualmente e deve ser usada diante de omissões.

 

Relação com higiene ocupacional

 

A higiene ocupacional atua na prevenção, reconhecimento, avaliação e controle de riscos do ambiente de trabalho que tenham o potencial de causar doenças. No momento em que as ameaças são avaliadas, o conceito de LEO se torna essencial.

 

Isso porque, além de identificar os riscos existentes, é necessário verificar os níveis em que eles se apresentam. A partir disso, será possível determinar medidas de segurança e proteção visando reduzir os impactos dos agentes prejudiciais à saúde dos colaboradores.

 

Quais são os tipos de Limite de Exposição Ocupacional?

 

Ao tratar dos limites de exposição ocupacional, é essencial entender que ele pode ser de diferentes tipos.

Veja só:

 

Ø Média Ponderada no Tempo: usado para definir os limites em relação aos trabalhadores que se expõem de maneira contínua aos riscos;

Ø Teto: trata de um limite que não deve ser atingido em nenhum momento da jornada;

Ø STEL: traz um limite de curta duração para prevenção de efeitos agudos que a exposição prolongada poderia trazer;

Ø Valor máximo e pico: trata da multiplicação do limite de tolerância por um fator de desvio previsto na NR-15, ajudando a identificar as exposições máximas;

Ø Limites de superfície: se refere aos casos em que há substâncias prejudiciais nas superfícies de trabalho e que podem ser absorvidas pela pele.

 

Em complemento, quando não há dados suficientes no LEO, é possível recorrer ao Occupational Exposure Banding - OEB, ou faixa de exposição ocupacional. Nesse caso, há maior aplicação quando há relação com produtos químicos, possibilitando um melhor controle na ausência de regras específicas.

 

Quais cuidados adotar em relação aos dados referentes ao LEO?

 

Após aprender o que é Limite de Exposição Ocupacional, é possível perceber sua importância no dia a dia da empresa. Portanto, é preciso adotar algumas medidas para garantir a aplicação das determinações legais e proteger a saúde dos funcionários. Conheça as principais:

 

Ø Faça o mapeamento de riscos no ambiente de trabalho;

Ø Identifique os tipos de limites que devem ser observados na sua empresa;

Ø Tenha suporte de uma empresa especializada para realizar as análises;

Ø Elabore os documentos necessários com base nos dados coletados;

Ø Faça atualizações frequentes na documentação;

Ø Adote medidas para reduzir os níveis de exposição ou eliminar riscos.

 

Para facilitar a gestão de riscos, também vale a pena contar com uma solução especializada, que conta com um módulo de avaliação de riscos quantitativa e qualitativa que soluciona esse tipo de necessidade de maneira rápida, segura e eficaz. Nossa plataforma de gestão em nuvem é focada em segurança do trabalho, atendendo a todos os requisitos da legislação específica para que sua empresa tenha mais praticidade ao implementar as medidas necessárias.

 

 

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