sexta-feira, 18 de abril de 2025

 



 

CONHEÇA A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

 

 


A segurança do trabalho na construção civil é muito mais do que apenas um conjunto de normas e práticas. 

Por conta dos trabalhos pesados, arriscados e, muitas vezes de manuseio de matérias-primas prejudiciais à saúde, o setor de construção precisou implementar normas regulamentadoras para assegurar os processos de execução de obras e proteger os trabalhadores. 

Você sabe o que é segurança do trabalho na construção civil? Entende quais são as normas que potencializam e beneficiam o setor? Nesse artigo você irá descobrir. 

 

O que é Segurança do Trabalho na Construção Civil?

O conceito de segurança do trabalho na construção civil é inteiramente ligado ao sucesso de um empreendimento. Isso porque os parâmetros técnicos da ABNT são essenciais para a projeção, execução e habitação segura do edifício. 

Assim, para que as normas de segurança sejam cumpridas é necessário promover a qualidade da integridade física dos trabalhadores do canteiro de obras. No Brasil, os índices de acidentes na indústria da construção civil, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, entre 2012 e 2020 cerca de 119 mil acidentes foram registrados. 

A partir desses registros, a ANAMT levantou dados sobre os riscos da execução de projetos e colaborou com a criação de padrões técnicos para a ampliação da segurança dos trabalhadores. Portanto, a segurança do trabalho na construção civil se tornou uma norma regulamentadora que visa indicar quais equipamentos, medidas e ações devem ser tomadas para habilitar o canteiro de obras para o início dos trabalhos. 

Mas afinal, o que são essas normas regulamentadoras? Irei explicar, logo mais, esse conceito e como ele é responsável pela segurança do trabalho na construção civil. 

 

As Normas Regulamentadoras

As Normas Regulamentadoras, ou simplesmente NR’s, são diretrizes estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil. O MTE utilizou a Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, para construir parâmetros de segurança e saúde em todos os setores empregatícios. 

Assim, pode-se garantir a segurança do trabalho na construção civil e nas indústrias, comércios e nas áreas de agropecuária e agricultura. Em todos os casos de contratações de regime CLT é obrigatório que as NR’s sejam estabelecidas e cumpridas pelas empresas responsáveis. 

As normas regulamentadoras são atualizadas de forma periódica com o objetivo de manter as práticas de segurança alinhadas às inovações tecnológicas e as mudanças de múltiplos setores econômicos. Outro ponto é que o cumprimento das NR’s passa por fiscalização de auditores, fazendo com que penalidades e multas sejam aplicadas em casos de irregularidades. 

Para que você compreenda melhor as especificidades da NR e cada regulamento dessa, separei um material explicativo. 

 

Quais NR’s estão ligadas à Segurança do Trabalho na Construção Civil?

A construção civil e segurança do trabalho devem caminhar juntas, por isso, na execução de um empreendimento não há como deixar de pensar nas NR’s de segurança que são associadas especificamente a esse setor. Vamos conhecê-las? 

NR 1: Disposições Gerais, estabelece regras sobre a saúde no trabalho e apresentar as responsabilidades dos empregadores e empregados em aplicá-las. 

NR 6: Equipamentos de Proteção Individual, objetiva definir o fornecimento e uso de EPIs no dia a dia de trabalho. 

NR 7: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, torna obrigatória a implementação de PCMSO de monitoramento às condições físico-psicológicas dos trabalhadores. 

NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, desenvolve e obriga às empresas a implementarem ações para antecipar, avaliar e controlar os possíveis riscos ambientais. 

NR 12: Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, determina as medidas para instalar, operar e concluir manutenções de forma efetiva e segura. 

NR 18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, estabelece parâmetros de segurança para todas as etapas e processos do setor de construção civil. 

NR 35: Trabalho em Altura, objetiva a definição de critérios de segurança para trabalhos com ampla altitude. 

 

A Importância das NR’s na Segurança do Trabalho na Construção Civil

Como a segurança do trabalho na construção civil se tornou um fator essencial para execução de um projeto, é necessário entender quais os benefícios que essas trarão para a sua incorporadora ou construtora a longo prazo. Isso porque, as normas previnem acidentes, paralizações e até mesmo embargos de obras. 

A base da segurança do trabalho na construção civil visa, além de cumprir as obrigações legais, atestar que a saúde física dos trabalhadores permanecerá positiva. Também previne que esses contraiam doenças ocupacionais durante o período de execução de obras. 

Ao implementar medidas que potencializam a segurança dos espaços de trabalho a produtividade é maximizada, o tempo de finalização das tarefas é minimizado e o bem-estar dos trabalhadores proporciona um ambiente harmonioso, seguro e saudável. Também, prevenir os acidentes e doenças ocupacionais evita afastamentos, indenizações e ações de cunho jurídico, reduzindo assim os gastos adicionais. 

 

Os Objetivos da Segurança do Trabalho na Construção Civil

Como você pôde acompanhar, o conjunto de NR’s e regulamentos visam a proteção dos trabalhadores através das práticas de segurança. Na construção civil essas normas são essenciais para garantir que o manuseio de materiais, a operação de maquinários e todas as atividades do processo de edificação. 

 

Através dos parâmetros técnicos tornam-se obrigatórios: 

·       Equipamentos de Proteção Individual 

·       Equipamentos de Proteção Coletiva 

·       Análises de Riscos 

·       Treinamentos e Capacitações 

·       Criação de Planos Emergenciais 

·       Dentro desses objetivos, a construção de práticas de segurança se baseia em: 

·       Inspeções Periódicas 

·       Adequações de Sinalizações 

·       Organização do Canteiro de Obras 

 

Além disso, a promoção da cultura de segurança é essencial para que as normas e técnicas sejam conhecidas e implementadas pelos próprios trabalhadores. Que tal explorarmos mais sobre esses aspectos fundamentais para a assertividade da segurança no trabalho na construção civil? 

 

Componentes de Segurança:

Os equipamentos, EPIs e EPC’s, são os principais métodos de garantir a segurança do trabalho na construção civil.

 

Por isso, é essencial que a construtora providencie: 

·       Capacetes 

·       Luvas 

·       Botas 

·       Óculos de Proteção 

·       Cintos de Segurança 

·       Redes de Proteção 

·       Guarda-Corpos 

·       Andaimes 

 

Estruturas e dispositivos de proteção coletiva também são muito importantes para garantir que os trabalhadores estão seguros e prontos para executar suas tarefas. Outro ponto, são os treinamentos antes e durante as obras, garantindo a utilização adequada dos equipamentos, a implantação de práticas efetivas e, é claro, o conhecimento para a realização de procedimentos de emergência. 

É necessário identificar e avaliar os possíveis riscos dentro do canteiro de obras, através disso os responsáveis traçam planos de medidas de prevenção e correção para evitar acidentes durante a execução da construção. Outra medida que garante a segurança do trabalho na construção civil são os treinamentos para as ações em casos de incêndios, acidentes graves e desabamentos. 

 

Práticas de Segurança:

As práticas de segurança do trabalho na construção civil se resumem às verificações das condições em que o canteiro de obra se encontra, a manutenção regular dos equipamentos e maquinários e, é claro à organização, limpeza e harmonia do espaço.  

Sinalizar de forma assertiva também é uma preocupação, afinal, as placas e sinais colaboram com a orientação de fluxos de pessoas, os alertas sobre zonas de perigo e a indicação de saídas em casos de emergência.  

Assim, além de especificar com textos e imagens, é fundamental incentivar o engajamento dos trabalhadores para a promoção de um ambiente organizado, seguro e saudável. É através dessas ações que a construtora irá criar uma cultura organizacional e impulsionar a segurança do trabalho em cada um de seus projetos. 

 

O que você aprendeu nesse artigo: 

O que é a segurança do trabalho na construção civil? 

A segurança do trabalho na construção civil se resume às normas e práticas que objetivam a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores que executam obras. 

 

Quais são as responsabilidades do empregador em relação à segurança do trabalho na construção civil? 

Implementar programas de segurança, ofertar treinamentos e equipamentos eficientes, inspecionar regularmente o canteiro de obras, cumprir com as normas regulamentadoras e garantir segurança e saúde para seus trabalhadores. 

 

Qual a frequência das inspeções de segurança no canteiro de obras? 

Realizam-se frequentemente conforme a complexidade e a existência de riscos dentro do canteiro de obras. Recomenda-se que sejam feitas inspeções diariamente, semanalmente ou mensalmente de acordo com o andamento da estruturação da construção. 

 

Gostou desse artigo? Saiba mais sobre a construção civil em: 

·       Como melhorar o controle orçamentário da sua incorporadora

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CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA - QUAIS AS VANTAGENS PARA A SUA CONSTRUTORA?

 

 


 

Redução de prazos, diminuição dos custos e maior qualidade nas obras. Esses são alguns dos principais objetivos de qualquer construtora. E eles podem ser obtidos a partir de uma metodologia que alia tecnologia e processos otimizados: a construção industrializada. Mas o que significa a industrialização da construção civil? 

Por meio dela, uma série de etapas do processo é realizada em ambiente controlado, longe de imprevistos climáticos ou desperdícios, o que permite um ganho de agilidade e precisão. A consequência são obras mais seguras e duráveis, tendo em vista a padronização dos componentes, além de clientes mais satisfeitos e confiantes, o que reforça a credibilidade do seu negócio.  

A construção industrializada também se destaca na contribuição para a sustentabilidade, graças à contenção de resíduos e à otimização do uso de materiais. Uma abordagem inovadora, que se diferencia no mercado ao entregar projetos com mais eficiência. Vamos explorar essas vantagens e conhecer o caminho para o sucesso da sua construtora?

 

Redução de prazos e aumento da produtividade com a construção industrializada

Agilidade é a palavra-chave quando o assunto é a construção industrializada. Com grande parte da estrutura sendo pré-fabricada em ambiente controlado, o tempo de execução é reduzido significativamente. Como as etapas da obra tornam-se otimizadas, isso permite a entrega de projetos em prazos menores do que os fornecidos pelos métodos tradicionais.   

Ou seja, a industrialização da construção civil favorece, de uma só vez, os dois polos do negócio: para os clientes, a satisfação e a confiança ao ver o projeto ficar pronto mais rápido; para as construtoras, a capacidade de assumir mais projetos simultaneamente, ampliando o seu potencial de crescimento.  

Não para por aí. Condições climáticas adversas, dentre outras intempéries causadas por fatores externos, podem ocasionar atrasos no andamento previsto. No entanto, a produção em fábrica elimina esses riscos, o que possibilita uma gestão de tempo mais assertiva. Com processos padronizados e equipes especializadas, a produtividade e a eficiência na Gestão de Projetos Imobiliários aumentam.

 

Controle de custos e redução de desperdícios

Imprevistos e desperdícios são comuns na construção tradicional, o que torna o controle de custos dos maiores desafios deste setor. E quais as vantagens de um sistema construtivo industrializado? Sem dúvida, a redução de perdas e a otimização de recursos, graças à fabricação em ambiente controlado.  

Com a padronização de processos, é possível calcular, com maior precisão, a quantidade de materiais necessários, evitando a falta de insumos ou até mesmo compras excessivas. O resultado disso é um orçamento mais previsível e estável para o cronograma financeiro da sua construtora.  

Outro ponto importante que contribui para a uma economia significativa é a redução de retrabalho – afinal, serão necessários menos ajustes no canteiro de obras. São benefícios como esses que tornam a construção industrializada uma opção vantajosa, tanto para o cliente final quanto para a construtora.

 

Qualidade das obras com responsabilidade ambiental

Há mais um fator de relevância no que se refere à construção industrializada: qualidade superior. A ambientação controlada submete a fabricação dos componentes a um rigoroso controle de padrões e normas técnicas, garantindo maior precisão e durabilidade.   

Por meio da padronização dos processos, a industrialização da construção civil reduz erros humanos e falhas comuns na construção tradicional. Para o cliente final, isso resulta em imóveis de alto padrão, construídos com tecnologia de ponta.

 

Dessa forma, a construção industrial proporciona uma série de benefícios para todos os atores envolvidos:  

Controle de qualidade: Fabricação em ambiente controlado, livre de interferências externas.    

Estruturas mais seguras: Componentes fabricados com alta precisão, minimizando riscos.    

Reduz custos: Menor necessidade de manutenção a longo prazo, gerando economia.  

Padronização: Componentes produzidos com exatidão, seguindo normas técnicas rigorosas.    

Durabilidade: Materiais e processos que garantem estruturas mais resistentes e seguras.   

Menos retrabalho: Redução de ajustes e correções durante a execução da obra.  

 Satisfação garantida: Clientes mais felizes e propensos a indicar seus serviços. 

 Reputação fortalecida: Entregas de qualidade que aumentam a confiança dos clientes.  

Diferencial competitivo: Projetos que se destacam no mercado pela excelência.

 

Construção industrializada e sustentabilidade

É imprescindível ressaltar, ainda, como a construção industrializada favorece a sustentabilidade. A fabricação em ambiente controlado colabora para um uso mais vantajoso dos recursos naturais, visto que as possibilidades de reaproveitamento e reciclagem tornam o processo mais ecoeficiente.   

Além disso, ela diminui, significativamente, o desperdício de materiais, a exemplo da madeira, aço e concreto. A metodologia apresenta-se como um diferencial competitivo para as construtoras, demonstrando a responsabilidade ambiental do mercado imobiliário, atraindo clientes conscientes e agregando valor aos projetos.  

Desse modo, um sistema construtivo industrializado não apenas reduz o impacto ambiental, como também atende à crescente demanda por práticas sustentáveis no mercado imobiliário.

 

A industrialização da construção civil permite flexibilidade e personalização

Construções industrializadas também possibilitam o oferecimento de soluções personalizadas, aumentando a satisfação do cliente e fortalecendo a imagem da marca no mercado. A partir da utilização de tecnologias como o BIM (Building Information Modeling), é possível elaborar designs únicos e adequados às necessidades de cada cliente. Ou seja, a industrialização da construção civil não limita a criatividade ou a personalização dos projetos.  

Em empreendimentos residenciais modulares, as preferências dos clientes são consideradas na escolha de layouts, acabamentos, e até mesmo na integração de tecnologias sustentáveis. Já um projeto comercial com salas modulares poderia ser reconfigurado conforme a necessidade do cliente, como o caso de escritórios que se transformam em espaços de coworking.  

No mercado imobiliário atual, essa adaptabilidade desponta como mais um grande diferencial competitivo. A modularidade dos componentes se traduz numa variedade de combinações, garantindo a exclusividade de cada projeto.  

Por exemplo, uma construtora pode desenvolver um condomínio de casas modulares onde cada unidade tenha um design distinto, atendendo desde jovens profissionais que preferem ambientes compactos e modernos a famílias que buscam espaços amplos. Tudo isso, é claro, sem perder a agilidade e a qualidade do processo.

 

Tecnologia e inovação: setas para o futuro

Inovações tecnológicas e construções industrializadas são setas que apontam para o futuro.

 

Ferramentas como o já citado BIM - Building Information Modeling permitem um planejamento detalhado e integrado, garantindo maior precisão nos projetos e mais eficiência na execução.

 

Entre as principais tecnologias que impulsionam a construção industrializada, destacam-se:    

BIM: Integração de projetos em 3D para planejamento preciso e redução de conflitos.    

Drones: Mapeamento de terrenos e monitoramento de obras em tempo real.  

Realidade virtual: Tours imersivos para clientes explorarem projetos antes da construção.    

Softwares de gestão: Controle de prazos, custos e comunicação entre equipes.  

 

Antes de finalizar e para agregar o seu conhecimento, veja este episódio do `Podcast CV Na Prática, onde Daniel Simões destaca a necessidade de a indústria da construção ser mais inteligente.

A adoção de soluções inovadores é um sinal de que a sua construtora está à frente no mercado, oferecendo recursos de ponta que conquistam clientes e elevam o padrão dos empreendimentos. A industrialização da construção civil é, sem dúvida, a combinação prática entre eficiência, qualidade, sustentabilidade e inovação. 

 

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

 



 

DICAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

 


 
Está sem tempo para ler? Aperte o play abaixo e ouça o artigo sobre segurança no canteiro de obras em áudio!

 

Prevenir acidentes, cumprir com Normas Regulamentadoras e fazer manutenção preventiva dos equipamentos são apenas algumas das ações para garantir a segurança no canteiro de obras.

Por isso, confira nesse post as melhores práticas de gestão para evitar problemas no projeto e garantir um local de trabalho mais salubre.

A construção civil é um setor com serviços perigosos em diversas etapas e de diferentes naturezas. As ameaças vão desde quedas e choques, até Lesões por Esforço Repetitivo - LER.

Por isso, é preciso conhecer os perigos a fim de implementar medidas para garantir a proteção para associados, fornecedores e clientes.

Isso não só evita gargalos, mas também doenças relacionadas às atividades desempenhadas. Assim, é possível gerar um local mais produtivo para os trabalhadores.

 

Além disso, o investimento nesse processo evita gastos com substituições de pessoal e até indenizações.

A seguir, abordaremos temas essenciais, que ajudarão a ter um gerenciamento mais eficaz da construção. Eles também contribuirão para a maior segurança no canteiro de obras, beneficiando tanto as organizações quanto as equipes.

 

Qual a importância da segurança na construção civil?

Todas as atividades referentes a esse processo são de extrema importância para um projeto de edificação.

Prezar pela saúde e pelo bem-estar dos trabalhadores envolvidos não apenas é uma obrigação da construtora, como ainda traz diversas vantagens ao ambiente e aos resultados da empresa.

Independentemente da dimensão do empreendimento e do número de profissionais envolvidos, uma gestão eficaz resulta em aumento de produtividade.

Outros benefícios são entregas de maior qualidade, redução no volume de acidentes e casos de doenças ocupacionais, segurança de aprovações legais e economia de recursos.

 

Caso a proteção no Canteiro de Obras seja negligenciada, a companhia poderá arcar com algumas consequências, dentre elas:

·       Perda de desempenho das equipes;

·       Atrasos no cronograma, devido a falta de colaboradores;

·       Multas e indenizações em casos de irregularidades;

·       Embargos do projeto.

 

Além disso, processos inseguros causam uma má impressão e geram prejuízo à imagem da organização. Afinal, a preocupação com os funcionários reflete também na qualidade e segurança final da obra.

 

Principais riscos no canteiro de obras

Cada construção é diferente, com suas peculiaridades e serviços distintos. Além disso, um canteiro de obras conta com várias atividades acontecendo ao mesmo tempo, que podem oferecer riscos variados.

São muitos equipamentos, maquinários e materiais utilizados, além de situações insalubres e com periculosidade, como trabalhos em altura ou com eletricidade.

Por isso, para garantir a segurança no canteiro de obras, é preciso avaliar as ameaças para cada passo específico. Mas, existem alguns problemas que são mais comuns, como a falta de organização e a não aplicação das recomendações das Normas de Proteção.

Existem ainda os gargalos que provêm da falta de atenção dos associados na execução, ou dos coordenadores na hora de planejar os serviços. Por último, podemos citar os riscos causados pela falta, ou mau uso, de EPI’s e EPC’s.

 

Como o gerenciamento de obras impacta a segurança na construção civil?

O gerenciamento de obras é um dos fatores-chave para garantir a segurança na construção civil, principalmente no canteiro de obras, pois envolve o planejamento, a supervisão e a aplicação de boas práticas para minimizar riscos e prevenir acidentes.

Quando a gestão é eficiente, as equipes conseguem identificar pontos críticos, implementar medidas de segurança no trabalho na construção civil adequadas e assegurar que as normas regulamentadoras sejam seguidas corretamente.

 

Uma gestão bem estruturada permite que os responsáveis pelo projeto monitorem continuamente o andamento da obra, garantindo que aspectos fundamentais para a segurança sejam priorizados. Isso inclui:

Capacitação da equipe: a realização de treinamentos periódicos e o fornecimento de informações sobre riscos e boas práticas aumentam a conscientização dos trabalhadores e reduzem a incidência de falhas humanas.

Controle de EPI’s e EPC’s: a gestão eficiente assegura a distribuição correta dos equipamentos de proteção individual e coletiva, além de monitorar sua utilização e necessidade de reposição.

Prevenção de riscos: o acompanhamento constante da obra possibilita a antecipação de problemas, como falhas estruturais, exposição a agentes químicos ou instalações elétricas irregulares, que podem comprometer a segurança dos trabalhadores.

Organização do canteiro: uma obra bem organizada reduz a probabilidade de acidentes, garantindo que materiais, ferramentas e equipamentos estejam armazenados corretamente e sem obstruções.

 

Além disso, o uso de tecnologia para a gestão de obras na construção civil pode otimizar ainda mais a segurança no canteiro.

 

8 dicas para garantir a segurança no canteiro de obras

Para tentar minimizar os perigos, é possível adotar algumas medidas preventivas e técnicas de administração. Por isso, confira abaixo 8 dicas que garantem maior segurança e proteção nos seus projetos:

1. Coloque a segurança em primeiro lugar

Treinamento e conscientização. Essas são as prioridades para todo e qualquer profissional que visita à edificação, independentemente do tempo de permanência no local ou da função exercida.

As pessoas envolvidas devem receber orientações concisas e transparentes sobre a adoção de rotinas seguras, práticas adequadas, operação de maquinário, equipamentos obrigatórios e procedimentos em situações de emergência.

Estas são ações que exigem planejamento para garantir resultados eficientes. Tire as dúvidas dos envolvidos, mantenha-se atualizado sobre alterações em diretrizes e leis.

Também é importante oferecer capacitações periódicas, criar um canal de comunicação aberto e facilitar a troca de informações.

2. Garanta o uso de EPI’s e EPC’s

Muitos trabalhos feitos na construção civil oferecem ameaças aos profissionais. Por isso, o uso de EPI’s e EPC’s é obrigatório para garantir a segurança no canteiro de obras.

Portanto, disponibilize equipamentos de proteção em perfeito estado para os colaboradores contratados e terceirizados. A informação sobre o uso correto desses materiais, bem como um documento que ateste o seu recebimento, são etapas que não podem ser esquecidas.

Mantenha, ainda, estoques sobressalentes dos principais itens. Especialmente, aqueles que podem apresentar quebras, avarias ou perdas com maior frequência.

3. Siga as normas regulamentadoras

Existe uma infinidade de diretrizes e normas técnicas que jamais podem ser ignoradas na rotina do setor. Segundo o Guia de Gestão para Segurança nos Canteiros de Obras, desenvolvido pela CBIC, as que mais exigem atenção são:

NR 01: Disposições Gerais

NR 04: Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho

NR 05: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio - CIPAA

NR 06: Equipamentos de Proteção Individual - EPI

NR 07: Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional

NR 09: Programas de Prevenção de Riscos Ambientais

NR 10: Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

NR 12: Máquinas e Equipamentos

NR 13: Caldeiras e Vasos de Pressão

NR 15: Atividades e Operações Insalubres

NR 17: Ergonomia

NR 18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 21: Trabalho a Céu Aberto

NR 23: Proteção Contra Incêndios

NR 24: Condições Sanitárias e de Conforto.

NR 26: Sinalização de Segurança

NR 35: Trabalho em Altura

Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT

Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Inmetro

Corpo de Bombeiros

Código de Obras

 

 

 

 

 

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AS VANTAGENS DE USAR UM SOFTWARE DE GESTÃO PARA ACOMPANHAR AS ETAPAS DE UMA OBRA

 


Para que o trabalho não saia do controle e todos os processos funcionem bem, é necessário investir em uma boa cultura organizacional e na elaboração de um planejamento que vai nortear a execução da obra. Dessa forma, o software de gestão é um importante aliado por permitir que o gestor da obra visualize os processos como um todo, gerencie os recursos aplicados, analise o andamento do trabalho, confira a distribuição da mão de obra, controle a qualidade dos serviços executados, compartilhe documentos e informações, dentre outras ferramentas.

 

Integração de equipes

Durante os trabalhos, as equipes acabam se espalhando entre o canteiro de obras e o escritório — em atividades das mais distintas, desde a aquisição de insumos ou negociando com fornecedores até a fundação, reboco ou instalação de pisos. O tempo para alinhamentos, reuniões e tratativas acaba reduzido e a integração do trabalho fica comprometida.

Porém, com o uso de um software é possível trocar informações, tirar dúvidas, compartilhar documentos ou fazer solicitações por meio de um sistema integrado e acessível aos colaboradores e gestores.

 

Carga de trabalho operacional

A partir de um software de gestão, as pessoas envolvidas no projeto se tornam corresponsáveis por alimentar as informações dentro do sistema. Essa tarefa, portanto, não recai apenas sobre o gestor, o que abre espaço em sua carga horária de trabalho para que possa focar em outros aspectos da obra, como planejamento, redução de custos ou outras estratégias que possam impactar positivamente o projeto.

 

Melhor organização

São vários aspectos a serem observados em uma obra: tempo de condução, produtividade do trabalho, tempo de reposta, custos, dentre outros aspectos. Essas informações são compiladas e fornecidas por um software de gestão, que permite acompanhar todo o andamento do projeto e, com isso, verificar todos os dados gerenciais.

Isso ajuda a monitorar o trabalho, corrigir falhas, readequar planejamento e organizar todo o sistema de trabalho.

 

Melhora do controle

Dentre os aspectos que precisam ser observados e principalmente controlados em um canteiro de obras é a utilização de EPI’s e o cumprimento de normas de segurança, por exemplo. Com um software de gestão, a empresa consegue verificar a entrega e a troca dos EPI’s, controlar a participação dos colaboradores nos treinamentos exigidos, planejar reuniões sobre segurança, conferir o registro das documentações trabalhistas, assim como outras funções que garantem o correto cumprimento das exigências trabalhistas e legais.

 

Gestão de dados

Manter a documentação da empresa em formato digital garante sem dúvidas maior controle e segurança dos dados. Além disso um software de gestão abre possibilidade para editar, compartilhar e visualizar documentos, fornecer permissão de alteração para pessoas pré-determinadas, verificar pendências documentais, emitir cópias, dentre outras. Uma excelente maneira de organizar o trabalho e evitar a perda de documentos ou prazos.

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quarta-feira, 16 de abril de 2025

 



 

RISCOS PSICOSSOCIAIS

 

 


 

Entenda como os riscos psicossociais podem afetar a saúde dos funcionários de uma empresa.

Riscos psicossociais são deficiências encontradas nas etapas de conceção, organização e gestão do trabalho.

Dessa forma, eles evidenciam problemas decorrentes de um contexto social instável, com efeitos negativos na saúde do trabalhador (a).

Por sua vez, esses efeitos podem atingir o estado psicológico, físico e social, onde o resultado final gera estresse, esgotamento e pode provocar doenças como a síndrome do pânico, transtorno de estresse pós-traumático e até a depressão.

Em resumo, os riscos psicossociais são todos aqueles riscos que expõem os trabalhadores a uma fragilidade mental, física, social ou ergonômica, gerando malefícios à saúde.

 

Fatores de risco psicossociais

São todas as situações que geram impactos na saúde do trabalhador (a) favorecendo o surgimento de distúrbios:

·       Jornada de trabalho excessiva 

·       Horas extras não pagas 

·       Acidentes de trabalho 

·       Insegurança na execução das atividades

·       Exigências contraditórias

·       Assédio sexual ou psicológico

·       Violência física e verbal 

·       Tratamento injusto ou vantagens seletivas

 

Impactos dos riscos psicossociais na saúde dos trabalhadores

Organização Internacional do Trabalho - OIT é uma entidade da ONU que estuda e promove a igualdade de trabalho de homens e mulheres no que diz respeito à dignidade, segurança, equidade e liberdade no trabalho.

Neste caso, a organização tem a função de orientar, analisar e recomendar práticas e ações benéficas para a saúde psicossocial dos trabalhadores.

Por sua vez, as consequências dos riscos psicossociais interferem diretamente nos recursos humanos de uma empresa.

Em outras palavras, a inadequada gestão dos riscos psicossociais no trabalho favorece o aparecimento de transtornos mentais, variações negativas na inteligência emocional e impactos na qualidade de vida.

Entretanto, assegurar a saúde ocupacional e implementar um plano de atenção psicossocial nas empresas é a única maneira de diminuir os casos de afastamentos e licenças decorrentes desses eventos no ambiente de trabalho.

 

Contudo, os principais efeitos dos riscos psicossociais são:

·       Desempenho abaixo do esperado

·       Aumento da taxa de absenteísmo (afastamento por doenças)

·       Ocorrência do presenteísmo (trabalhador (a) indo trabalhar mesmo estando doente).

·       Ocorrência frequente de acidentes e lesões

·       Risco cardíaco e mental aumentado 

 

Quais são as Doenças Psicossociais?

Chama-se doenças psicossociais todas aquelas patologias que resultam em danos psicológicos que possuem relação com o ambiente de trabalho.

Além disso, é importante ter noção de que as doenças psicossociais podem desencadear outros problemas de saúde como artrite, AVC, problemas respiratórios e alterações hormonais.

 

Atualmente, as principais doenças psicossociais são:

Depressão

É caracterizada pelo desinteresse pelas atividades pessoais e profissionais, gerando desânimo, tristeza e desmotivação profunda no trabalhador (a).

 

Síndrome do Burnout 

A síndrome de Burnout acontece quando ocorre um esgotamento físico e mental no ambiente de trabalho, produzindo sintomas como isolamento, agressividade, baixa concentração e dificuldades na memória.

 

Transtorno do estresse pós-traumático - TEPT 

É um problema de saúde onde o trabalhador (a) não se recupera adequadamente de um trauma ocorrido no trabalho, como acidentes ou bullying. 

Como resultado, não consegue mais desempenhar a função como antes ou perde o interesse pelas atividades e na comunicação interpessoal.

 

Síndrome do pânico 

É um distúrbio psicossocial que gera medo, angústia, mal-estar e falta de ar em situações como falar em público ou ficar confinado (a) em um ambiente apertado.

 

Ansiedade Crônica 

A ansiedade crônica é resultado do excesso de preocupação, tanto na vida pessoal como no trabalho.

Neste caso, é caracterizada por sintomas como irritação, fadiga, falta de concentração ou distúrbios alimentares.

 

Dicas para manter a saúde psicossocial dos trabalhadores

1- Crie um programa de apoio a saúde mental e psicossocial

Uma das maneiras de controlar e diminuir os riscos psicossociais nas empresas baseia-se na criação de programas de apoio à saúde mental.

Neste caso, é interessante que os trabalhadores tenham à disposição profissionais capacitados capazes de ouvir suas dores e oferecer suporte.

Dessa forma, a ajuda de um psicólogo, terapeuta ou médico é fundamental para minimizar riscos como o estresse ou traumas.

2- Incentive atividades que promovam o bem-estar físico e mental 

Outra maneira de manter a saúde psicossocial dos trabalhadores consiste em benefícios voltados para o bem-estar físico e psicológico.

Nesse sentido, a empresa pode oferecer parcerias com massagistas, academias e clínicas particulares.

No entanto, medidas simples como a instalação de uma área de lazer e descanso, horta comunitária ou a compra de uma máquina de massagens são tão eficazes quanto.

3- Treine corretamente seus gestores e diretores

É comum encontrar lideranças que não entendem bem a relação entre o trabalho e saúde mental, tornando mais fáceis erros por parte da empresa.

Neste caso, é fundamental treinar as lideranças para que desenvolvam habilidades relevantes na resolução de conflitos e principalmente que saibam mediar os riscos mentais e psicológicos que o trabalho pode gerar.

Além disso, a comunicação e as condutas dos gestores e diretores vão influenciar diretamente o comportamento dos funcionários, o que pode ser algo positivo ou negativo, dependendo da capacitação de cada um desses membros.

4- Incentive a comunicação entre as equipes 

O isolamento é a porta de entrada para que os distúrbios psicossociais deem as caras, portanto, é preciso controlar esta questão diariamente.

Na prática, a comunicação deve ser vista como primordial na empresa e todos devem sentir-se seguros em compartilhar seus sentimentos e sensações.

Nesse sentido, faça com que as equipes sempre estejam trocando visões e experiências entre si, e incentive os funcionários a dizer tudo aquilo que concordam ou não.

5- Evite a cultura do “tudo bem não estar nada bem”

Outro erro atribuído a várias empresas é fazerem os funcionários acreditarem que é normal e natural o trabalho provocar abalos na saúde mental.

É comum encontrar líderes que gostam e aplaudem a pressão, competitividade, rivalidade e conflitos pessoais.

Na verdade, este erro pode custar a produtividade de um setor e aumentar os gastos com licenças e assistência. Incentive a equipe a sempre procurar ajuda e jamais normalize o “fora de controle”.

Portanto, os riscos psicossociais aparecem o tempo todo no ambiente de trabalho e é uma obrigação da empresa mediá-los ou eliminá-los, a fim de garantir a saúde física e mental de todos na equipe.

 

 

 

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