quinta-feira, 18 de julho de 2024

 





 

10 RISCOS ASSOCIADOS AO USO DE GASES NO AMBIENTE DE TRABALHO

 

 


 

No mundo industrializado de hoje, os gases desempenham um papel crucial em uma ampla gama de operações, desde processos de fabricação até a geração de energia. Presentes em atividades de diversos tamanhos, desde pequenas oficinas até grandes indústrias multimilionárias, esses gases são essenciais, mas carregam consigo um espectro de perigos que podem comprometer seriamente a segurança e o bem-estar dos trabalhadores. Reconhecer esses riscos é o primeiro passo essencial para criar um ambiente de trabalho mais seguro.  

 

Gases Perigosos no Local de Trabalho 

É fundamental garantir que todas as operações envolvendo gases sejam conduzidas de maneira segura e eficiente. Compreender os perigos associados à presença de gases nos locais de trabalho é crucial, pois eles podem representar sérias ameaças à segurança e à saúde dos trabalhadores. 

  

Gases Reativos

Alguns gases são extremamente reativos e podem provocar incêndios ou explosões ao entrar em contato com certos materiais ou substâncias. O oxigênio puro, por exemplo, pode fazer materiais como óleo e graxa entrarem em combustão espontânea. 

 

Deficiência de Oxigênio

Locais de trabalho que armazenam ou utilizam grandes quantidades de gases enfrentam o risco de queda nos níveis de oxigênio para abaixo do limite seguro. Isso é particularmente preocupante em espaços confinados, onde a ventilação pode ser limitada. Uma queda significativa nos níveis de oxigênio pode causar sufocamento por falta de ar respirável. 

  

Exposição a Gases Tóxicos

Processos industriais, especialmente em setores como petroquímico, manufatura e tratamento de resíduos, podem liberar gases tóxicos. A inalação desses gases pode causar uma série de problemas de saúde, desde irritação respiratória leve até danos pulmonares graves. 

  

Cilindros de Gás de Alta Pressão

O armazenamento de gás sob alta pressão permite reter uma maior quantidade de gás em um recipiente, mas também apresenta riscos significativos. Danos, exposição a calor excessivo ou manuseio inadequado de cilindros podem resultar em explosões devastadoras. 

  

Explosões

Gases como propano, metano e hidrogênio possuem propriedades explosivas. Se acumulados em certa concentração, uma pequena faísca pode provocar uma explosão poderosa. A importância de armazenar, manusear e ventilar adequadamente gases explosivos é fundamental para evitar acumulações perigosas. 

  

Gases Corrosivos

Gases como cloro e amônia, com suas propriedades corrosivas, podem causar queimaduras químicas ao contato com a pele ou danificar o sistema respiratório se inalados. É essencial que locais de trabalho com gases corrosivos sigam procedimentos adequados de armazenamento e manuseio. 

  

Envenenamento por Monóxido de Carbono

O monóxido de carbono, um subproduto da combustão incompleta, é particularmente perigoso por ser inodoro e incolor. A inalação deste gás interfere na capacidade do sangue de transportar oxigênio, causando sintomas como tontura, fraqueza e, em altas concentrações, até morte. 

 

Asfixia

Gases inertes como nitrogênio e argônio podem deslocar o oxigênio em um ambiente, especialmente em espaços confinados. A diminuição gradual dos níveis de oxigênio pode levar à inconsciência súbita e, em casos graves, à morte, sem sinais detectáveis sem equipamento especializado. 

  

Vazamentos de Gás

Vazamentos de gás representam um dos riscos mais frequentes e graves em ambientes de trabalho, especialmente nas indústrias que lidam com gases inflamáveis. Quando o gás escapa de tubulações, tanques ou equipamentos, pode formar uma atmosfera inflamável. Se esta atmosfera encontrar uma fonte de ignição, como uma faísca ou chama aberta, poderá causar incêndios ou explosões. 

  

Queimaduras de Frio e Congelamento

Gases liquefeitos liberados rapidamente de seus recipientes causam uma queda acentuada na temperatura, tornando o gás extremamente frio. O contato direto com esses gases super-resfriados, ou mesmo com seus recipientes, pode resultar em queimaduras de frio ou congelamento, causando danos imediatos aos tecidos. 

A natureza dinâmica dos gases e sua utilização generalizada em diversas indústrias sublinha a importância de compreender e abordar os perigos associados. Com estratégias e medidas proativas, esses riscos podem ser substancialmente reduzidos. Empregadores e funcionários devem colaborar, enfatizando a educação contínua, a manutenção regular dos equipamentos e a implementação de protocolos de segurança robustos.

 

 

 

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COMO CONVENCER EMPRESAS A INVESTIR EM SST

 


 

Embora focadas em lucratividade, as empresas que procuram seus serviços de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) não são organizações beneficentes; elas visam resultados tangíveis e sustentáveis. Frequentemente, esses investimentos se concentram em ativos de capital, funcionários e infraestrutura. No entanto, muitos gestores ainda subestimam a segurança no local de trabalho, um componente crítico que pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma organização. Como empresário de SST, seu desafio é destacar a importância vital desses serviços, não apenas para a segurança dos funcionários, mas como um pilar que prepara a empresa para crescer de forma segura e produtiva.   

Acompanhe este artigo para argumentos convincentes que ajudarão a transformar a perspectiva de seus clientes sobre o investimento em segurança no trabalho.  

 

Por que investir em SST? 

Essa é uma pergunta comum nas orelhas de todo empresário de SST, frequentemente reduzida à simples emissão de um laudo de insalubridade. No entanto, as estatísticas não mentem: empresas que florescem são aquelas que implementam sistemas robustos de gestão de saúde e segurança. Transcender a mera conformidade com laudos e olhar para SST como um investimento estratégico traz benefícios palpáveis e duradouros. 

  

Quais os benefícios de investir em SST? 

Primeiramente, uma política eficaz de SST minimiza custos e complicações legais. Processos judiciais não só consomem tempo e dinheiro como também podem danificar severamente a reputação de uma empresa no mercado. Evitar acidentes de trabalho é, portanto, essencial para proteger a empresa contra reclamações legais. 

  

Além disso, investir em segurança no local de trabalho reduz significativamente o absentismo. Menos funcionários faltam ao trabalho devido a problemas de saúde ou lesões, economizando custos substanciais para a empresa e evitando atrasos de produtividade. Por fim, empresas que negligenciam a segurança tendem a sofrer com alta rotatividade de pessoal, o que aumenta os gastos com recrutamento, integração e treinamento, ao mesmo tempo em que diminui a moral da equipe e a eficiência operacional. 

  

Sustentação através de dados 

Para convencer ainda mais seus clientes do valor de investir em SST, apresente dados concretos. Por exemplo, na Voith Hydro, uma fabricante de equipamentos em São Paulo com cerca de 2 mil funcionários, desde 2007 líderes são treinados em gestão de segurança no trabalho, o que levou a uma redução significativa nos acidentes — de 25 para apenas 2 acidentes por mil horas trabalhadas em dez anos, atingindo padrões globais de segurança. Em algumas unidades, a ausência de acidentes permitiu reduzir o Fator Acidentário de Prevenção (FAT) de 3% para 1,8% sobre a folha de pagamento, gerando economias substanciais. 

 

Em suma, o investimento em Segurança e Saúde no Trabalho transcende a mera conformidade regulatória; é um passo estratégico essencial para o sucesso empresarial. Como empresário de SST, sua missão é clara: demonstrar de forma convincente como os serviços de SST não apenas protegem o bem-estar dos funcionários, mas também trazem benefícios econômicos significativos. Redução de custos com litígios, diminuição do absenteísmo e melhoria na retenção de funcionários são apenas alguns dos benefícios diretos que fortalecem o caso de negócio para o investimento em sistemas eficazes de gestão de saúde e segurança. Ao apresentar esses benefícios de forma clara e com dados comprovados, você não apenas vende um serviço, mas oferece uma solução fundamental que contribui para a sustentabilidade e o crescimento a longo prazo de seus clientes. 

 

 


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quarta-feira, 17 de julho de 2024

 





 

DESAFIOS DA EXPOSIÇÃO A NANOPARTÍCULAS E A SAÚDE OCUPACIONAL

 

 


 

A exposição ocupacional a nanopartículas representa um risco emergente, simultaneamente novo e em ascensão. As nanopartículas entram no corpo humano por diversas vias, desconhecendo-se ainda a total dimensão dos danos que podem causar à saúde dos trabalhadores expostos. Embora a informação sobre a exposição dos trabalhadores e seus respectivos efeitos na saúde seja muito limitada, é crucial implementar os princípios básicos de prevenção desde já.   

Os métodos tradicionais de amostragem de partículas podem ser utilizados para medir as nanopartículas; no entanto, esses métodos apresentam limitações e requerem uma interpretação cuidadosa. A pesquisa sobre técnicas de amostragem mais específicas e sensíveis está em franco desenvolvimento, visando uma avaliação mais precisa da exposição ocupacional a nanopartículas.  

 

O que são nanopartículas?  

Conforme a norma ISO/TS:2008, um nano-objeto é definido como um material com uma, duas ou três dimensões externas variando de aproximadamente 1 a 100 nanômetros (nm). Para ilustrar, imagine um fio de cabelo com cerca de 1 metro de comprimento. Agora, divida esse fio em 1 bilhão de partes. O resultado é que você terá 1 bilhão de segmentos de um único fio de cabelo.    

Existem três principais categorias de nano-objetos: nanotubos, nanofibras e nanopartículas. Tanto as nanopartículas quanto as partículas ultrafinas são tridimensionais e têm um diâmetro nominal inferior a 100 nm. Embora esses termos sejam frequentemente usados como sinônimos, “nanopartícula” geralmente se refere a partículas produzidas intencionalmente para aplicações industriais. Em contraste, “partículas ultrafinas” descreve aquelas que são geradas como subprodutos ou resíduos de processos industriais. Muitos processos industriais geram partículas que possuem dimensões de nanopartículas, mas que são classificadas como partículas ultrafinas. 

 

Vias de Exposição e Impactos na Saúde 

A exposição a nanopartículas e nanomateriais apresenta riscos significativos, associados principalmente a três vias potenciais de exposição: inalação, ingestão e contato dérmico. O sistema respiratório é a principal via de entrada para nanopartículas no corpo humano, sendo essa via especialmente relevante para indivíduos que praticam atividades físicas ou têm função pulmonar comprometida. Uma vez inaladas, as nanopartículas podem se depositar em diferentes regiões do sistema respiratório, com a distribuição variando conforme o diâmetro, grau de agregação e comportamento das partículas no ar.   

Atualmente, as pesquisas sobre os efeitos das nanopartículas na saúde e segurança são insuficientes. As nanopartículas podem apresentar propriedades muito diferentes em comparação com os mesmos materiais em escala macro, o que requer uma nova abordagem na avaliação de riscos. Estudos indicam que, uma vez dentro do corpo, as nanopartículas podem migrar para órgãos ou tecidos distantes do local de entrada. Devido à sua biopersistência e capacidade de bioacumulação, especialmente nos pulmões, cérebro e fígado, as nanopartículas representam um desafio significativo. Embora a base da toxicidade não esteja completamente estabelecida, parece que a capacidade de causar inflamação é um dos principais mecanismos de impacto. 

 

Medidas de prevenção 

No ambiente industrial, a perturbação de nanopartículas e partículas ultrafinas depositadas, especialmente durante operações de limpeza e manutenção, é uma fonte típica de dispersão e inalação dessas partículas. Dado que a informação sobre os riscos para a saúde ainda é limitada, é prudente adotar medidas para minimizar a exposição dos trabalhadores, conforme previsto na Diretiva Quadro, seguindo os princípios gerais de prevenção. 

 

Para a maioria dos processos e tarefas, o controle da exposição a nanopartículas e partículas ultrafinas dispersas no ar pode ser alcançado através de várias medidas: 

·      Encapsulamento da fonte; 

·      Ventilação exaustora localizada, dimensionada adequadamente para evitar super aspiração; 

·      Adoção de boas práticas de trabalho para evitar a dispersão das partículas; 

·      Proteção individual (máscaras com vedação e filtros adequados, luvas, óculos, trajes de proteção, tampões de ouvido), complementada por medidas de controle de engenharia e/ou administrativas (como rotatividade de trabalhadores); 

·      Vigilância da saúde, apesar das limitações de conhecimento sobre como realizá-la efetivamente; 

·      Substituição de produtos perigosos por alternativas menos perigosas; 

·      Manuseio apenas da quantidade indispensável ao processo; 

·      Limpeza por aspiração com filtros adequados ao tamanho das partículas presentes ou por métodos líquidos, evitando o uso de pistolas de ar comprimido para limpeza. 

 

Esses princípios devem estar integrados em um programa de controle de riscos, incluindo medidas de informação e formação dos trabalhadores, com destaque para as informações fornecidas por meio de rótulos e fichas de dados de segurança. 

 

 

 

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POR QUE INVESTIR EM CAPACITAÇÃO TÉCNICA, MAS NÃO EM GERENCIAL?

 


 

Quantos cursos você já fez para elaborar laudos, entender atualizações de normas regulamentadoras, ou aprender a utilizar um novo equipamento? Agora, reflita: quantos cursos você realizou focados em gestão de equipe, comunicação ou liderança? Muitos empresários no setor de Saúde e Segurança no Trabalho (SST) subestimam a importância desses cursos gerenciais. Em um mercado cada vez mais competitivo, onde apenas os mais preparados se destacam, desenvolver habilidades de liderança e gestão é essencial.   

O papel de um empresário de SST não é ter o maior conhecimento técnico, mas sim a liderar e capacitar uma equipe de forma que ela seja a mais qualificada possível. Isso eleva não só o desempenho das equipes, mas também o potencial do negócio como um todo. Quer saber mais sobre como aprimorar suas competências gerenciais? Continue lendo.  

 

O que é Capacitação Gerencial? 

Capacitação gerencial envolve um conjunto de treinamentos destinados a aprimorar as habilidades e conhecimentos que um empresário necessita para liderar sua empresa de maneira eficiente e eficaz. Esse processo abrange desde técnicas avançadas de gestão até planejamento estratégico, passando por liderança de equipes, gestão financeira, marketing e outras áreas vitais para o sucesso empresarial. 

  

Para os empresários, especialmente no dinâmico setor de Saúde e Segurança no Trabalho, essa capacitação é crucial. Ela os prepara para enfrentar os desafios do mercado, antecipar tendências, gerenciar riscos e capitalizar oportunidades. Adicionalmente, promove melhorias na comunicação interna, na otimização de processos e no aumento da eficiência operacional. 

  

Quais são as Competências Gerenciais Essenciais para um Empresário de SST? 

Um empresário no setor de SST deve possuir um conjunto de competências gerenciais que abrangem habilidades, conhecimentos e atitudes essenciais para liderar eficazmente sua equipe e atingir os objetivos organizacionais. 

  

Habilidades, incluem comunicação clara, solução criativa de problemas, tomada de decisões assertiva e gestão de conflitos. Estas habilidades permitem ao líder coordenar as operações diárias e navegar pelos desafios com sua equipe. 

  

Conhecimentos, devem cobrir as melhores práticas do setor, regulamentos relevantes e tendências de mercado, capacitando o líder a orientar sua equipe de maneira informada e eficaz. 

  

Atitudes, como ética de trabalho, integridade e resiliência, são cruciais. Um líder eficaz inspira e motiva, promove um ambiente de trabalho colaborativo e produtivo, e cultiva um senso de propósito comum entre seus colaboradores. 

  

Como aprimorar as Competências Gerenciais? 

Estude constantemente: O campo de SST, como qualquer outro setor, está em constante evolução. Manter-se atualizado através de cursos, seminários e literatura especializada é fundamental para uma gestão eficaz e informada. 

Esteja Presente: A presença física e ativa nas atividades diárias é crucial. Isso não só oferece um entendimento profundo da dinâmica de trabalho, como também demonstra seu comprometimento com o negócio e com a equipe. 

Forneça e Receba Feedbacks: Estabelecer um diálogo aberto sobre desempenho e expectativas é vital. Feedbacks construtivos e uma abertura para receber críticas e sugestões promovem a melhoria contínua e fortalecem o ambiente de trabalho. 

 

 

 

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terça-feira, 16 de julho de 2024

 




 

PLANO DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA

 

 


 

Nos ambientes hospitalares temos um risco bastante incomum nos demais ambientes de trabalho, e este risco é a radiação ionizante, um risco extremamente perigoso que exige inúmeros cuidados, incluindo um plano de proteção próprio denominado de Plano de Proteção Radiológica.

As radiações ionizantes, dependendo da intensidade e do tempo de exposição ao material, podem trazer benefícios ou riscos a saúde. Isto é, pode provocar efeitos agudos ou crônicos à saúde do trabalhador, por isso, o gerenciamento e o planejamento das atividades que serão desenvolvidas em ambientes de trabalho deve ser meticuloso.

No ambiente hospitalar é comum encontrar equipamentos e aplicar tratamentos que emitem a radiação ionizante e, consequentemente, trabalhadores recebem uma quantidade de radiação ou dose de radiação que precisa ser estimada, controlada e registrada de uma forma individual.

Sabendo da importância no manejo de agentes ionizantes e da implantação do Plano de Proteção Radiológica (PPR), preparamos este artigo falando sobre este importante tema que é integrante da Norma Regulamentadora – NR 32.

 

O que é a radiação ionizante?

A radiação ionizante é uma radiação com uma grande quantidade de energia, o suficiente para remover elétrons de átomos e assim alterando estruturas moleculares.

 

No ambiente hospitalar temos algumas fontes desse tipo de radiação, são elas:

·     Raio X: Radiação mais fraca é usada para o diagnóstico através da imagem;

·     Medicina nuclear: Usado também para diagnósticos como na cintilografia e também em medicamentos com o Iodo-131 que se acumula na tireoide para matar células cancerígenas;

·     Pesquisas científicas na área.

 

Apesar dos benefícios encontrados no uso da radiação para a medicina, se ela não for utilizada de forma segura, perigos são apresentados, como:

·      Danos ao DNA: A radiação pode alterar o relógio biológico das células, sendo capaz de influenciar no DNA, levando a mutações genéticas e ao desenvolvimento de câncer.

·      Síndrome da radiação aguda: Em casos de exposição descontrolada, a radiação pode causar esta síndrome, com sintomas como náuseas, vômitos, perda de cabelo, fraqueza, hemorragias, lesões na pele, podendo ser fatal. Um caso famoso em que houve este tipo de exposição, foi o caso com o césio-137 em Goiânia, em 1987, onde o contato com uma máquina de Raio X descartada incorretamente causou algumas mortes.

·      Problemas reprodutivos: A exposição à radiação pode afetar a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres.

·      Efeitos a longo prazo: A exposição à radiação pode aumentar o risco de doenças como catarata, doenças cardíacas e derrames cerebrais, mesmo anos após a exposição. Além disso, também pode causar defeitos genéticos em gerações posteriores, com filhos de pessoas expostas podendo nascer com problemas físicos.

 

E é bastante comum questionar sobre como os trabalhadores do setor da saúde podem melhorar sua proteção, de forma a diminuir as doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais deste tipo de risco.

 

O que é o Plano de Proteção Radiológica?

O PPR é um documento obrigatório para qualquer instalação que utilize fontes radioativas. Ele lista todas as medidas de proteção necessárias para minimizar a exposição à radiação dos trabalhadores e do público.

 

Quais são os objetivos do Plano de Proteção Radiológica?

Os principais objetivos do PPR são:

Proteção dos trabalhadores: A superexposição à radiação pode levar a vários problemas de saúde, como câncer, doenças cardíacas e até morte. O PPR foi projetado para garantir que os níveis de radiação permaneçam dentro de limites seguros e para que eles estejam protegidos, por meio de EPI’s, EPC’s e capacitações. 

Proteção do meio ambiente e a população: O descarte inadequado de materiais ou equipamentos contendo radiação também pode poluir a terra, a água e o ar, causando danos ao meio ambiente e também a pessoas que podem ser expostas a esta radiação inadvertidamente, como o caso de Goiânia que citamos anteriormente. O PPR prevê medidas para prevenir esta contaminação indicando a maneira adequada de descarte e armazenamento.

Garantia na segurança das operações: O PPR implementa procedimentos seguros para o manuseio, armazenamento e transporte de fontes radioativas, minimizando o risco de acidentes. 

 

O que um PPR deve conter?

Um PPR completo deve conter as seguintes informações:

·      Descrição da instalação: Informações detalhadas sobre a instalação, como tipo de atividades, fontes radioativas utilizadas, layout das áreas de trabalho, etc. 

·      Plano de Proteção Radiológica: Descreve as medidas de proteção que serão tomadas, como monitoramento de radiação, controle de acesso a áreas restritas, uso de equipamentos de proteção individual (EPI), treinamento de funcionários, etc. 

·      Plano de emergência: Define os procedimentos a seguir em caso de incidente, como liberação radioativa ou incêndio. 

·      Responsabilidades: Especifica quem é responsável por cada tarefa relacionada à segurança radiológica.

 

Quem elabora o Plano de Proteção Radiológica?

O PPR deverá ser elaborado por profissionais qualificados em radioproteção, com experiência na área e conhecimento da legislação em vigor.

Pesquisas realizadas no Mestrado em Engenharia Biomédica da UFU utilizam a simulações para estimar a quantidade de radiação que os trabalhadores recebem e quais medidas para minimizar a exposição.

Simulação sobre a quantidade de radiação ionizante absorvida por paciente e dois profissionais durante um procedimento de Radiologia Intervencionista do Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU/UFU). Os cilindros em torno dos profissionais representam os aventais plumbíferos, os colares são os protetores de tireoide e eles usam óculos de vidro plumbífero também. Esses simuladores de pessoas foram feitos por outros pesquisadores a partir de imagens de tomografia e modelagem 3D com superfícies poligonais. As linhas vermelhas representam as trajetórias da radiação ionizante (raios X).

 

Como manter o PPR atualizado? 

Pesquisas indicam que usar corretamente os EPI e EPC, manter distância do paciente, ficar o mínimo de tempo possível dentro da sala e fazer rodízio entre os trabalhadores, são boas práticas que garantem que a radiação ajude o paciente e minimizam a exposição do trabalhador.

Como o PGR, o PPR é um documento que deve ser revisto e atualizado periodicamente sempre que haja alterações no funcionamento da instalação ou na legislação. Além disso, o empregador deve observar as disposições estabelecidas pelas normas específicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

 

 


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OS RISCOS DA EXPOSIÇÃO À SÍLIC


 



A longa exposição a quantidades consideráveis de sílica pode causar uma irreversível doença denominada silicose, que atinge grande número de trabalhadores pelo mundo. Pensando nisto, trouxemos tudo sobre a exposição ocupacional à sílica, prevenção e malefícios.

 

O que é?

A sílica, também denominada ‘dióxido de silício’, é um óxido de metal do grupo 6 que se encontra na textura cristalina ou na forma de sílica amorfa (estrutura que não têm ordenação espacial à longa distância, como os sólidos regulares). A sílica cristalina é quimicamente considerada o segundo mineral mais comum na crosta terrestre, sendo um componente encontrado em areias, rochas e alguns minérios. É, também, uma das matérias-prima para fabricação de vidro e louças, sendo amplamente usada na indústria de base.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a sílica como um material cancerígeno pertencente ao Grupo 1, ou seja, com alto teor cancerígeno para pessoas e animais. A poeira de sílica é encontrada quando ocorrem cortes, serragens, polimentos, o ato de moer, esmagamentos e todo ato de divisão de sílica cristalina (quartzo e cristobalita) como a areia, concreto, certos minérios e rochas, jateamento de areia e transferência ou manejo de certos materiais em forma de pó.

 

Silicose

A silicose é uma doença pulmonar crônica e incurável, causada pela inalação de poeira contendo partículas finas de sílica livre e cristalina. A evolução é progressiva e irreversível, podendo incapacitar a pessoa para o trabalho, aumentar as chances de o paciente desenvolver tuberculose ou, até mesmo, levar à morte.

A silicose é uma doença ocupacional, ou seja, ligada ao tipo de trabalho que a pessoa realiza, sendo considerada uma pneumoconiose. Estima-se que, no Brasil, mais de 6 milhões de trabalhadores estejam expostos à sílica, sendo 4 milhões na construção civil, 500 mil na mineração e no garimpo e mais de 2 milhões nas indústrias de transformação de minerais, metalurgia, química, de borracha, cerâmicas e de vidro.

 

Tipos de Silicose

Silicose crônica simples: é a forma mais comum de silicose, resultante da exposição a pequenas quantidades de sílica por mais de 20 anos. Os pulmões incham e a pessoa pode apresentar linfonodos no peito. O principal sintoma é a dificuldade em respirar.

Silicose acelerada: acontece quando a pessoa é exposta a quantidades maiores de sílica cristalina em um período mais curto, que pode ser de 5 a 15 anos. A diferença da forma crônica simples é que os sintomas surgem de maneira mais repentina.

Silicose aguda: ocorre quando a pessoa é exposta a grande quantidade de sílica cristalina em um curto espaço de tempo. Os pulmões inflamam e podem encher de líquido, causando, além da dificuldade em respirar, dores e níveis baixos de oxigênio no sangue.

Além da divisão em tipos, a silicose pode acarretar a fibrose massiva progressiva, que além de destruir as estruturas pulmonares, gera cicatrizes nos pulmões, podendo ocorrer tanto na forma simples quanto na acelerada.

 

Sinais e Sintomas da Silicose

O primeiro sinal da silicose é a dificuldade em respirar. A pessoa pode ainda apresentar febre e pele azul-arroxeada (cianose). Apesar desses sinais serem comuns, a silicose tem 3 formas de apresentação e cada uma delas tem sintomas específicos.

A silicose crônica causa a formação progressiva de excesso de tecido fibroso nos alvéolos pulmonares (fibrose). Isso acarreta dificuldade em respirar, problemas de oxigenação no sangue, o que pode provocar tontura, fraqueza e enjoo.  Outro órgão afetado pela silicose é o coração, que precisa trabalhar de forma mais intensa para assegurar a oxigenação do organismo. Com isso, o portador da silicose pode desenvolver insuficiência cardíaca.

 

Prevenção

Em 1995, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram um programa, em conjunto, para eliminar globalmente a silicose. O principal objetivo da iniciativa é aplicar conhecimentos nas ações de prevenção primária da doença. Além disso, o programa busca a colaboração dos países membros, visando estabelecer medidas para erradicar a silicose até 2030.

 

E como tratar as exposições à sílica?

 

Seguindo a hierarquia prevista na NR-9:

·         Se for uma opção, eliminar o uso de sílica;

·         Evitar a formação de sílica no ambiente, como o jateamento de areia (proibido pela NR-15);

·         Não permitir a propagação de sílica no ambiente;

·         Fornecer os EPI’s e respiradores adequados.

 

O fornecimento de máscaras deverá seguir as diretrizes do Programa de Proteção Respiratória, da Fundacentro, conforme já contamos aqui no blog, incluindo a realização dos ensaios de vedação.

 

A Analytics Brasil é o único laboratório, no Brasil, acreditado AIHA a utilizar o método de análise de difração de raios x para análise de sílica cristalina. Esse método é o único específico para a fração cristalina, o que pode melhorar significativamente a confiabilidade dos resultados em sua empresa. Podemos auxiliá-lo a escolher o melhor e mais econômico método de amostragem, que inclui métodos ativos e métodos de amostragem passiva.

 




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segunda-feira, 15 de julho de 2024

 





 

PGR E ASO: COMO DEFINIR OS FATORES DE RISCO QUE PRECISAM IR AO DOCUMENTO

 

 


 

Com a entrada do PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, o preenchimento do ASO – Atestado de Saúde Ocupacional - ASO trouxe muitas dúvidas aos empresários. Isso porque, embora a resposta seja simples e ambos os documentos caminhem em paralelo, a aplicação de fato é um pouco complexa.

 

PGR e ASO: O que é importante saber sobre eles?

Antes de sabermos de fato a relação do PGR e do ASO, vale pontuar separadamente o que são esses dois documentos importantes envolta da segurança e medicina do trabalho.

 

Programa de Gerenciamento de Riscos 

O Programa de Gerenciamento de Riscos, frequentemente abreviado como PGR, é um conjunto de procedimentos e políticas implementados por uma empresa para identificar, avaliar e controlar os riscos relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho.

Dessa forma, ele é uma parte essencial da gestão de segurança e saúde ocupacional nas organizações e visa prevenir acidentes, doenças ocupacionais e garantir um ambiente de trabalho seguro. Dentre seus principais componentes, por exemplo, estão: Identificação de Riscos, Avaliação de Riscos, Controle de Riscos, Monitoramento e Revisão e Documentação e Comunicação.

Também vale pontuar que o documento é obrigatório para todas as empresas, independentemente do porte ou do setor de atuação.

 

Atestado de Saúde Ocupacional 

Por outro lado, o Atestado de Saúde Ocupacional, conhecido como ASO, é um documento médico que atesta a exigência de um trabalhador para exercer suas atividades laborais segundo os requisitos da função e as condições de saúde do indivíduo. Dessa forma, o ASO é emitido por um médico do trabalho após a realização de exames médicos específicos.

Vale ressaltar que nele devem estar informações sobre os riscos aos quais o trabalhador está exposto e os exames complementares necessários para a avaliação de sua saúde.

 

A relação entre o PGR e o ASO

Os fatores de risco, no entanto, que precisam ir ao PGR e ao ASO são aqueles que podem causar danos à saúde ou à integridade física do trabalhador. E é aí que está a relação entre eles.

A NR-07, por exemplo, é a legislação brasileira que determina esse passo. Ela pontua que devem ir para o ASO todos os perigos e fatores de risco que estão no PGR que necessitem de controle médico.

 

Os fatores, por sua vez, são definidos em três categorias como:

 

Fatores de risco físicos

 

Os quais estão relacionados a agentes físicos, como:

§  Ruído

§  Vibração

§  Eletricidade

§  Calor

§  Frio

§  Radiação ionizante

§  Radiação não ionizante

 

Fatores de risco químicos

 

Aqueles que estão relacionados a agentes químicos, como:

§  Poeiras

§  Névoas

§  Fumaças

§  Gases

§  Vapores

§  Solventes

§  Inalantes

 

Fatores de risco biológicos

 

Aqueles que estão relacionados a agentes biológicos, como:

§  Bactérias

§  Vírus

§  Fungos

§  Parasitas

 

Para definir os fatores de risco que precisam ir ao PGR e ao ASO, no entanto, é necessário realizar uma análise detalhada do ambiente de trabalho.

 

Por que na prática a aplicação não é fácil? 

Embora na teoria a relação entre PGR e ASO seja simples, a aplicação não é tão fácil. Isso acontece porque a legislação não define o que é um perigo ou fator de risco que necessite de um controle médico.

E é aí então que entra a figura do médico do trabalho e da documentação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO. Se a legislação não define, o médico responsável pelo PCMSO, a organização e seus protocolos, deverão documentar no programa quais os critérios estão sendo utilizados ao definir se um determinado perigo ou fator de risco necessita de controle médico

 

Essa análise deve considerar os seguintes aspectos:

Natureza das atividades desenvolvidas: quais são as atividades realizadas pelos trabalhadores? Quais são os riscos envolvidos nessas atividades?

Infraestrutura da empresa: quais são as condições físicas do ambiente de trabalho? Quais são os equipamentos e materiais utilizados?

Comportamento dos trabalhadores: como os trabalhadores utilizam os equipamentos e materiais? Quais são os hábitos e atitudes que podem aumentar os riscos?

 

Após a análise do ambiente de trabalho, é possível identificar os fatores de risco que precisam ser controlados. Esses fatores devem ser classificados de acordo com sua gravidade e probabilidade de ocorrência. Portanto, vale pontuar que o médico do trabalho tem um papel importante na definição dos fatores de risco que precisam ir ao PGR e ao ASO. Ele deve avaliar as condições de saúde dos trabalhadores e apontar possíveis inconsistências nas análises realizadas.

 

 


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