sábado, 27 de abril de 2024

 





 

 

FATORES HUMANOS NO AMBIENTE DE TRABALHO:

A IMPORTÂNCIA PARA SST

 


Os fatores humanos referem-se à interação entre três aspectos inter-relacionados que devem ser considerados: o trabalho, o indivíduo e a organização.

Durante a Segunda Guerra Mundial, época em que nasceu a preocupação com os fatores humanos (e ergonômicos), ocorreu uma série de incidentes em pista com o modelo de avião F-13.

 



Os pilotos foram encontrados acionando o trem de pouso em vez de acionar os flaps das asas. Os relatos contam que vários desses incidentes por pouco não se converteram em acidentes graves.

Será que os pilotos foram bem selecionados e treinados para tarefa? Seria um caso típico de “erro humano”? Se não for, então, o que estava errado?

Alphonse Chapanis que é considerado um dos pais da ergonomia ou dos fatores humanos, foi o responsável por conduzir algumas investigações para tentar buscar e encontrar a causa do ocorrido entre homem e sistema/máquina.

As investigações se basearam em entrevistas gravadas e relatórios escritos, eles construíram um grande corpo de relatos de erros no uso de controles de aeronaves.

Eles descobriram que praticamente todos os pilotos da Força Aérea e do Exército, independentemente da experiência e habilidade, relataram que às vezes cometiam erros ao usar os controles da cabine.

O erro encontrado foi que o comando para levantar o trem de pouso e para acionar os flaps era idêntico!

 

A saída foi modificar os comandos e os lugares dos comandos do avião. Colocaram então:

·       Um comando em formato de alavanca que se movia unicamente para cima e para baixo.

·       Um comando em formato de alavanca que só poderia ser movido de forma giratória.

 

E pronto, problema resolvido!

A saída para resolver o que poderia ser chamado de “erro humano” passava unicamente para melhorar o sistema! O que chamamos de erro humano normalmente é causado por uma má configuração do sistema de trabalho.


Alguns elementos relacionados aos fatores humanos

Os fatores humanos envolvem uma ampla gama de elementos que podem afetar o desempenho humano, a segurança e o bem-estar em diferentes ambientes de trabalho. Alguns dos elementos mais significativos dos fatores humanos incluem:

Erro Humano: Refere-se a erros, lapsos ou desvios de procedimentos padrão cometidos por operadores humanos em ambientes de trabalho complexos ou dinâmicos. Erros humanos podem ser causados por fatores como fadiga, estresse, carga de trabalho, distrações ou falta de treinamento e podem levar a acidentes, lesões e falhas de equipamentos.

O sistema de trabalho deve estar preparado para o erro humano, estar preparado não colapsar em caso de erro humano, afinal, essa é uma variável impossível de controlar. Por melhor que seja o trabalhador, mais cedo ou mais tarde ele vai errar!

Comunicação: A comunicação é um elemento crítico dos fatores humanos, pois envolve como as pessoas trocam informações e interagem umas com as outras em ambientes de trabalho. A comunicação eficaz pode melhorar a consciência sobre o que está ocorrendo no ambiente de trabalho, o trabalho em equipe e a tomada de decisões, enquanto a comunicação deficiente pode levar a mal-entendidos, conflitos e erros.

Projeto e design: O projeto de sistemas de trabalho, equipamentos e ambientes pode impactar significativamente o desempenho humano, a segurança e o conforto. Sistemas ou equipamentos mal projetados podem levar a tensão física e cognitiva, erros e lesões, enquanto sistemas bem projetados podem melhorar a usabilidade, a eficiência e a segurança.

Ouvir o trabalhador que operará o sistema é fundamental na concepção do mesmo! Mas infelizmente muitas empresas ignoram o trabalhador e pagam caro por isso.

 



Fatores Humanos e Organizacionais da Segurança Industrial

·       Um Estado da Arte

 

Treinamento e Educação: O treinamento e a educação são elementos essenciais dos fatores humanos, pois podem ajudar os funcionários a adquirir os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para realizar suas tarefas de trabalho com segurança e eficácia. O treinamento também pode ajudar os funcionários a desenvolver habilidades de consciência situacional, resolução de problemas e tomada de decisão, o que pode melhorar seu desempenho e segurança em ambientes de trabalho complexos.

Cultura Organizacional: A cultura de uma organização pode impactar significativamente o desempenho humano, a segurança e o bem-estar. Uma cultura de segurança positiva que enfatiza a comunicação, a colaboração e a melhoria contínua pode levar a um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, enquanto uma cultura negativa tende, por exemplo, a estimular ou tolerar comportamentos inseguros (de forma consciente ou inconsciente), desencoraja o relato de incidentes.

Carga de Trabalho e Fadiga: A carga de trabalho e a fadiga podem afetar significativamente o desempenho humano, a segurança e o bem-estar em vários ambientes de trabalho. Alta carga de trabalho, horas de trabalho prolongadas e descanso insuficiente podem levar à fadiga, estresse e diminuição do estado de alerta, o que pode aumentar o risco de erros, acidentes e lesões.

 

Teoria sobre as medidas de controle

Existem várias teorias/modelos que podem ajudar as organizações a encontrar o caminho para as medidas preventivas, uma delas é a teoria de Reason, conhecida como a Teoria do Queijo Suíço.

 



A ideia de Reason com esse modelo é analisar como os seres humanos interagem com os sistemas de trabalho e os fatores que contribuem para as falhas do sistema.

Ele descreve o acidente como uma resultante da combinação entre condições latentes (aspectos organizacionais), muitas vezes invisíveis e falhas ativas (desempenho humano).

As barreiras, ou seja, as fatias do queijo seriam as barreiras, e cada buraco é uma falha na barreira. O acidente é o evento que tenta atravessar as barreiras.

Quando o acidente encontra buracos alinhados nas barreiras de defesa, e as atravessa, o acidente ocorre.

 

 A controvérsia sobre as barreiras e a complexidade do sistema

Como as empresas são atualmente sistemas sociotécnico complexos, há quem defenda que a Teoria do Queijo Suíço não é aplicável, afinal, as barreiras são lineares, previsíveis e um tanto inflexíveis. É mesmo? Quem disse isso? Aonde na teoria Reason escreveu algo parecido com isso?

É lógico que qualquer barreira de defesa precisa se mover junto com o sistema. Assim como um escudo só funcionaria se colocado na direção da bala.

Não vejo problema em utilizar a Teoria do Reason ou qualquer outra desde que adequemos as barreiras às ameaças do sistema.

 

Os fatores humanos e a teoria do iceberg

As condições latentes e até mesmo as falhas ativas nem sempre serão tão evidentes quando parece ser. Um erro normalmente cometido nas análises de acidente é acreditar que o acidente seria facilmente evitável. Olhando em retrospectiva tudo fica mais fácil e simples.

 



Encontrar as falhas no sistema é fundamental para evitar que evoluam para eventos graves, que seria o topo.

 

É importante evitar as condições ou falhas latentes. É importante também buscar saber o que está acontecendo quando o acidente não está acontecendo, ou seja, perceber e documentar o dia que deu certo, e tentar entender porque mesmo com tantos desafios, riscos e falhas humanas e de sistema, o acidente não aconteceu. Isso se consegue com abordagem proativa.

 



Fatores Humanos e Organizacionais da Segurança Industrial

·       Um Estado da Arte

 

Fatores humanos e a segurança no trabalho

No geral, os elementos dos fatores humanos são diversos e complexos e podem variar dependendo do ambiente de trabalho, do tipo de trabalho e dos indivíduos envolvidos. Compreender e abordar esses elementos pode ajudar as organizações a criar ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e produtivos, além de melhorar o bem-estar geral dos trabalhadores.

Entender a importância que a organização dá ao tema cultura de segurança nos diz muito sobre os resultados de SST (saúde e segurança no trabalho) que ela terá. Empreender tempo e energia no entendimento dos fatores humanos que se relacionam com o ambiente de trabalho é peça fundamental para ter a chance de criar um ambiente favorável ao comportamento seguro e bem estar. Isso pode ser conseguido com um trabalho consciente e de médio para longo prazo. Precisando de ajuda, entre em contato.

 

 



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O CUIDADO ATIVO, O SENTIMENTO DE DONO E O ADOECIMENTO DO SESMT

 



Nesse artigo falamos sobre o Cuidado Ativo, o sentimento de dono, e por fim, sobre o adoecimento do SESMT.

Falar em sentimento de dono pode parecer um tanto utópico, mas não é.

 

Quando a organização investe em segurança psicológica, quando deixa de fazer segurança para o trabalhador e passa a fazer segurança com o trabalhador ela cultiva esse sentimento, aqui vão alguns exemplos:

·       Quando abandona os eventos de segurança monólogos investem em eventos de segurança participativos;

·       Quando as regras de segurança e check lists deixam de ser escritos no escritório e passam a ser criadas no pé do andaime com a participação do trabalhador;

·       Quando dá instrução para as equipes tomarem a frente em trabalhos como liberar trabalhos em espaço confinado, em no trabalho em altura, ou outros de risco;

·       Quando deixa de perguntar quem errou e passa a perguntar o que podemos fazer para diminuir os erros;

·       Quando a empresa e setor de segurança se preocupam em criar uma cultura de segurança participativa, existe sim, uma grande chance de ativar o sentimento de dono, a atitude de dono, o sentimento de pertencimento.


O cuidado ativo é o ápice do que se entende por sentimento de dono na gestão de segurança dos outros e aceitar que cuidem de você.

HOMEM, Eduardo M., 2022.

Quando o trabalhador não sente liberdade para se manifestar, quando ele sente que a sua opinião e o que ele pensa não são bem-vindos, ele tem de adotar aquela posição conhecida de “isso não é comigo, aqui eu só compro ordens”.

Felizmente algumas organizações já entenderam que não há como contratar apenas a mão de obra das pessoas, isso porque quando você contrata uma pessoa você contrata também as ideias dela, os sonhos dela, as qualidades dela e as limitações dela.

As organizações que querem apenas a mão de obra possivelmente terão muita dificuldade de contratação nos próximos anos já que a nova geração de trabalhadores é mais idealista do que a anterior. As empresas que entenderam isso estão criando culturas organizacionais mais inclusivas, estão entendendo que o trabalhador tende a estar mais motivado quando ele pode participar, quando sente que é ouvido, quando sente que sua opinião é considerada. Nesse caso tende a sentir que genuinamente pertence a aquela organização, pertence a aquela comunidade.

Trabalhadores e líderes devem ser estimulados a encontrar formas de colaborar com os assuntos de saúde e segurança. Como diria grande Scott Geller “O trabalhador só apoia aquilo que ele ajuda a criar”.

 



 

A organização normalmente ganha muito quando o trabalhador adquire o sentimento de dono, e se sente confortável para atuar utilizando os princípios do cuidado ativo que são, cuidar de si, cuidar do outro, e se deixar cuidar.

Ele tende a se sentir confortável para atuar em qualquer situação abaixo do padrão na sua área ou em outra área. Essa atuação pode ser tanto numa questão de qualidade, meio ambiente ou segurança no trabalho.

Até pela quantidade de profissionais de segurança e de liderança (se comparado aos demais trabalhadores), eles possuem uma visão muito limitada. Quando apenas eles possuem poder para dar as cartas, há muito risco de ocorrer em situações abaixo do padrão, e ele sequer ficarem sabendo.

O excesso de controle por parte da liderança e setor de segurança torna a cultura de segurança imatura, isso porque as pessoas nesse contexto também tenderão a agirem como imaturas.

Líderes e profissionais de segurança não devem se deixarem ser seduzidos pela ilusão do controle e do poder. Na verdade, o excesso de controle e poder, além de criar uma cultura imatura tende a formar prisioneiros, tornar as pessoas sobrecarregadas de trabalho e isso pode acabar lhe sugando a saúde e provocando inúmeras doenças como estresse, Burnout e outros. Isso provavelmente explica o motivo de haver tantos profissionais de segurança doentes atualmente.

Investir em ter uma cultura organizacional tendo como prática constante o cuidado ativo é melhor para todos!

 

 



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sexta-feira, 26 de abril de 2024

 





 

3 SINTOMAS PERVERSOS DA BUSCA PELA PERFEIÇÃO NA GESTÃO DE SEGURANÇA

 



Na segurança do trabalho os líderes e profissionais da área, por vezes, são levados a linguagem, a busca pela perfeição, e não fazem por maldade, na verdade há boa intenção por trás disso, mas, a linguagem da perfeição atrapalha muito mais do que ajuda, se é que ajuda…

 

A busca pela perfeição pode causar transtornos mentais e emocionais e causar doenças.

Há vários colegas prevencionistas que adoecem por causa do trabalho, na verdade, adoecem mais por causa das crenças pessoais ou organizacionais do que por causa do trabalho em si. São colegas que querem cuidar da segurança dos outros, mas acabam esquecendo da segurança pessoal, ou da própria saúde mental.

A busca pela perfeição possui pelo menos três características principais, que podem ser encontradas juntas ou de forma individual:

 

A tendência de estabelecer padrões e metas e irrealistas

 

“Nossa meta é fazer com que todos os trabalhadores utilizem os equipamentos de segurança de forma apropriada o tempo todo”.

 

O problema maior é que muitas vezes o setor de segurança determina uma meta como essa numa empresa que tem uma cultura de segurança e imatura!

Se numa empresa que possui uma cultura de segurança madura já é impossível conseguir a perfeição de algum elemento, imagine uma empresa que tem uma cultura de segurança imatura.

A cultura sempre vence a estratégia! Por isso a estratégia deve ser suficientemente sóbria para não ignorar a cultura da organização. Qualquer ação de segurança terá chance de dar certo se estiver calibrada no nível da cultura organizacional.

A busca pela maturidade da cultura de segurança é uma maratona e não uma corrida de 100 metros. É um objetivo de longo prazo que pode ser alcançado com planejamento realista e dedicação, mas leva tempo.

A tendência de usar a linguagem do tudo ou nada

Zero acidente, zero incidente, risco zero, dano zero, 100% seguro são exemplos de metas extremistas. São metas boas para colocar na parede, mas só na parede mesmo… essas metas só poderiam ser alcançadas dentro de ambiente com temperatura e pressão controladas. Coisa impossível de conseguir em empresas com sistemas sociotécnico complexos.

No ambiente de trabalho as prioridades estão competindo umas com as outras o tempo todo. A segurança compete com a qualidade, a qualidade compete com a produção, a produção compete com estoque, o estoque compete com a entrega e por aí vai.

O conceito VUCA - Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity explica muito do que experiências atualmente, ele foi criado em 1980 pelo Army War College, dos Estados Unidos. O mundo hoje é VUCA, ou seja, Volátil, Incerto, Caótico e Ambíguo! E assim como o sistema de produção não é linear, muitas vezes nem o ambiente psicológico é.

As máquinas não são perfeitas, o ambiente de trabalho não é perfeito, a gestão de segurança não é perfeita, as pessoas não são perfeitas. Como em ambientes de tamanha imperfeição poderíamos ter controle absoluto a ponto de garantir o zero?

A verdade é que o zero só é alcançado no mundo das ideias, ou durante um curto (bem curto mesmo) espaço de tempo no mundo real.

A tendência de focar em pequenos erros e falhas e desprezar o progresso ou a realização no geral

Quem aí é marido talvez já tenha passado por algo do tipo, você pega a lista de compras e vai ao supermercado compra quase tudo, quase! Você esqueceu de trazer o cotonete, ou deliberadamente trocou o melão pelo mamão (o primeiro estava muito caro) … já era irmão!

Todo esforço que você fez ao escolher elemento por elemento, e colocar tudo no carrinho de compra foi jogado por água abaixo. Você esqueceu ou trocou um item, e sua esposa te crítica como se não houvesse amanhã. Irritada ela diz “Porque você nunca se lembra de nada”…

Em algumas organizações a sensação é parecida com a citada acima. Nesse caso o profissional de segurança é que faz o papel da esposa. De tudo o que foi programado quase tudo foi feito, quase, o problema é sempre o quase.

Enquanto ficarmos procurando a perfeição em nosso sistema de gestão de segurança estaremos fadados a frustração. E com a frustração vem o desânimo, a desilusão e o sentimento de incapacidade.

Na segurança do trabalho qualquer evolução deve ser comemorada, por menor que seja ela, afinal, na maioria das empresas não há sequer evolução, por algum motivo, elas estão estagnadas. O sentimento positivo, e o reconhecimento dos esforços de todos os que contribuíram, pode levar a organização a lugares ainda mais altos.

 

3 sintomas perversos da busca pela perfeição na segurança

Os perfeccionistas são rígidos, e essa rigidez fazendo-os ficar isolados ou doentes.

Muitas organizações dizem que valorizam a criatividade e a inovação. O problema é que a busca pela perfeição impede o aprendizado que só pode existir num ambiente de tentativa, experimentação e erro, quando isso não é possível a evolução acaba sendo sufocada e morre…

 



Eu sei que a busca pela perfeição e o objetivo das metas zero ou 100% é tentar motivar as pessoas. Mas quando o objetivo é inalcançável pode acabar surtindo o efeito contrário. Logo de início as pessoas tendem a torcer o nariz, isso porque ninguém é motivado por metas inatingíveis.

O time de segurança dentro das suas possibilidades deve trabalhar para promover a maturidade cultural e não a perfeição. Qualquer “slogan ou meta de segurança radical” deve ser evitado.

O objetivo da gestão de segurança não deve ser a perfeição, mas atingir a maturidade! Quando a gestão vai se tornando mais madura ela tende a ser mais lenta em criticar e mais rápida em parabenizar. E isso tende a se refletir no sentimento positivo e de realização de todos que fazem parte da equipe, inclusive do Time de Segurança!

 



 

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5 ELEMENTOS QUE DIFICULTAM A IMPLEMENTAÇÃO DE CUIDADO ATIVO

 

 


Nesse artigo veremos 5 elementos que dificultam a implementação de cuidado ativo na empresa. Ele é peça fundamental nas estratégias para aumentar no nível da cultura de segurança e com isso, diminuir acidentes e doenças do trabalho

O cuidado ativo é uma filosofia que leva as partes, no nosso contexto, trabalhadores e empregados a irem além do seu papel natural de meramente produzir. Ele prega que as pessoas se preocupem com o todo, ou seja, cuidar de si, cuidar do outro, e se deixar cuidar.

Logicamente que mesmo as melhores intenções podem fracassar quando se chocam com uma cultura organizacional (ou de segurança) imatura.

Sempre orientamos a nossos clientes que somente implementem ações que estejam adequadas ao nível da cultura de segurança. Em alguns casos vale a pena trabalhar a cultura antes de tentar implementar a ferramenta.

 

1. A empresa que não acredita em no ir além da função

A empresa que não acredita que o trabalhador possa ir além da sua função, ou seja, a empresa acredita que o trabalhador é apenas uma mão de obra, ele foi contratado para produzir e nada mais.

A empresa não acredita que o trabalhador consegue melhorar a própria performance, influenciar na performance do colega, acredita basicamente na limitação pessoal.

Em alguns casos o cuidado ativo ainda não foi vendido como ideia para a organização como política corporativa, então passa a ser visto como algo que o SESMT quer, o time de segurança quer.

Então, a dica que sempre damos aos colegas é, qualquer ação de segurança do trabalho na empresa, qualquer ação. Ela normalmente só vai ser exitosa se ela for salpicada de cima pra baixo. Se ela tiver a anuência, a permissão ou se for desejada pela liderança da empresa.

Caso contrário normalmente à iniciativa já nascerá morta.

Antes de tentar implementar qualquer estratégia de segurança, incluindo o cuidado ativo avalie se a liderança da sua empresa quer comprar, isso é vital para ter chance de sucesso.

 

2. A falta de um provedor confiável de informação

A falta de alguém que fornecerá informações, “o saber como” para aquelas pessoas ou equipe estão tentando implementar o cuidado ativo na empresa.

É preciso ser um provedor de informação que traga informação de qualidade e que tenha presença também, ou seja, que em algum momento ou em vários momentos vá até a empresa para entender o andamento da implementação, quais são as dificuldades, e no que ele poderá ajudar.

A presença do provedor de informação e a capacidade dele de influenciar o contexto, ou de entender as influências do contexto é fundamental para o próprio sucesso da implementação da cultura do cuidado ativo.

O provedor de informação normalmente influenciará o time envolvido na implementação, influenciará talvez indiretamente através do SESMT, da liderança da empresa e essa influência tem que chegar até onde?

Tem que chegar ao trabalhador, é ele que terá as ações mais práticas, no ramo do cuidado ativo.

 

3. Ausência de reforço positivo

As pessoas querem ser avaliadas, precisam ser avaliadas, elas precisam saber se elas estão ou não no caminho certo.

Quando há ausência de feedback a pessoa normalmente fica perdida e se questiona, “Será que era pra fazer desse jeito mesmo? ”.

É indispensável o feedback positivo para todas as equipes que estão implementando a utilização do cuidado ativo, ele é indispensável durante toda a jornada, e principalmente no início.

Um corpo em repouso tende a ficar em repouso. Um corpo em movimento tende a ficar em movimento. O momento de a pessoa sair da apatia, e decidir se tornar um agente ativo na criação da cultura do cuidado ativo, é muito custoso, vencer a inércia é muito difícil, o reforço positivo, tapinha nas costas, o elogio, “nesse ponto aqui você tá acertando. Nesse outro ponto aqui, pode ficar ainda melhor se você fizesse de tal forma, como isso soa para você? ”.

Abrir mão do detentor do saber pode ser amedrontador, mas certamente é fundamental para melhoria das ações de cuidado ativo na sua empresa.

 

4. A falta de resiliência organizacional

Quando começa a iniciativa, todo mundo quer, todo mundo tende a achar legal, mas quando começa o trabalho tende a começar as dificuldades, as pessoas podem começar a perder a empolgação…

Frases como “ah, mas é difícil”, “ah, mas é mais trabalho”. Aquilo que falamos antes, envolver a liderança é fundamental. Se a alta liderança estiver envolvida, chances são de que as demais estruturas da organização se envolverão mais facilmente.

 

5. O trabalhador passivo

Na cultura do cuidado o trabalhador precisa ter papel ativo, mas às vezes ele nunca teve esse papel na vida. Muita gente leva a vida quase toda de forma passiva. O cuidado ativo requer cuidar de si, cuidar do outro e se deixar cuidar, vencer essa inércia inicial pode ser difícil e dependendo da criação, estrutura familiar da pessoa a mudança pode levar algum tempo.

 

6. Os líderes que não foram avisados

Líderes odeiam saber se algo de supetão! Odeiam ser avisados de uma diretriz nova por meio dos seus liderados, e quando isso acontece, tendem a não abraçar a mudança. Acredito que ninguém vai querer a própria liderança sabotando uma melhoria organizacional, não é?

A mudança é algo que deve ser “vendido” primeiro para os líderes dos altos escalões e ir descendo de cima para baixo.

 

5. Elementos que dificultam a cultura do cuidado ativo

A gestão de mudanças é conhecida como sendo um “esporte de contato”. Valorize e estimula as pessoas a darem feedbacks ao longo da jornada. Quanto mais perto os patrocinadores da iniciativa estiverem às pessoas, maior a chance de sucesso.

Mudanças não são lineares, mas as pessoas precisam acreditar que a mudança é para melhor. Que a iniciativa não tomará emprego de ninguém, que os relacionamentos com os colegas serão melhorados.

Prevencionista, mantenha a fé, a paciência, continue motivando e reforçando os comportamentos de cuidado ativo e quando o comportamento de cuidado ativo se transformar em hábito, ele ocorrerá sem necessidade de ficar reforçando.

 

 



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quinta-feira, 25 de abril de 2024

 





 

COMO FAZER O TRABALHADOR SE LEMBRAR DAS REGRAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO

 



Como fazer o trabalhador se lembrar das regras de segurança no trabalho? Porque isso parece ser tão difícil?

O excesso de regras e burocracia é um enorme entrave na efetividade das ações de SST. Com frequência encontramos regras que não adicionam segurança do trabalho ao processo produtivo, mas que mesmo assim estão lá.

Há empresas que acreditam que as regras uma vez informadas ao trabalhador às protegerão na justiça em casos de acidentes de trabalho grave. Mas na verdade, a única proteção jurídica real é não ter acidentes graves! Papel não protege ninguém.

 

Certa vez numa sala de treinamento, os trabalhadores de uma empresa me disseram que gastam mais de 70% do tempo de trabalho apenas preenchendo papéis para cumprir a burocracia de segurança. Me disseram tem mais medo de esquecer de preencher um papel de segurança do que de esquecer de usar o EPI. Já que não preencher o papel gera punição, mas a falta de EPI não, uma vez que trabalham sozinhos, e assim, em campo, são fiscais de si mesmos…

Já imaginou algo assim? Gastar 70% do tempo de trabalho apenas gerando conformidade? Já imaginou o enorme prejuízo para o processo produtivo com todo esse enorme tempo gasto?

O alto volume de regras dificulta que as pessoas se lembrem delas e, sendo assim, não garantem a segurança.

 

Já parou para pensar em quantas regras se aplicam a um enfermeiro típico de enfermaria de um hospital?

Jeffrey Braithwaite, pesquisador da Universidade de Macquarie e seus colegas encontraram cerca de 600 regras que regem cada pequeno espaço no seu trabalho. Há regras para lavar as mãos, separar medicamentos, descartar perfurocortantes, não bloquear os equipamentos anti incêndio, modo de utilização da sala de descanso, etc., Mas quantas dessas regras os enfermeiros realmente conheciam? Quanto você acha, qual o seu chute?

Em média os enfermeiros conseguiam se lembrar de cabeça de apenas 3 regras! O restante era considerado como se fosse irrelevante na sua atividade cotidiana, ou já estava naturalmente incorporada nas suas rotinas de trabalho.

Curiosamente, mesmo se lembrando de tão poucas regras, o trabalho é realizado com segurança já que os pacientes não se machucam ao receber seus cuidados. E nas nossas empresas, será que o cenário é diferente? Faça uma análise sincera disso.

A burocracia não é um problema que afeta apenas os brasileiros. Em 1996 apenas 5,9% da força de trabalho australiana eram da área de compliance, já em 2014 a proporção já era de 9,6%. Um em cada onze australianos se ocupam apenas de observar o trabalho dos outros.

 

AS NORMAS SOCIAIS

Muitas vezes as regras escritas se chocam contra as regras informais. As normas informais, também conhecidas como normas sociais, são aquelas normas que não estão escritas, mas que são as que valem no final das contas.

Os procedimentos são legalmente considerados uma extensão da autoridade formal de uma organização, mas são frequentemente ignorados e desconsiderados pelas normas informais dessa mesma organização (Schulman, 2013, p 243).

As normas sociais são fortalecidas a partir dos comportamentos dos trabalhadores que a própria liderança espera, reconhece e valoriza.

Por mais que as regras escritas apontem na direção contrária, é preciso entender que as normais sociais sempre vencem as normas escritas, a cultura sempre vence o papel! Se você tem uma regra escrita dizendo para o trabalhador “não faça manutenção com a máquina ligada”, mas se na prática a liderança endossa por ação ou omissão que seja feita com a máquina ligada, ela tenderá a ser feita com a máquina ligada!

Mas o que podemos fazer para remar contra essa maré? Se todas essas regras não garantem a segurança, o que fazer então?

 

COMO FAZER O TRABALHADOR SE LEMBRAR DAS REGRAS DE SEGURANÇA?

 



O volume de regras deve ser mínimo: As regras devem existir para assegurar mais segurança ao processo produtivo, e não para defender o empregador em caso de acidente grave e reclamação na justiça. Até porque a única forma de proteção jurídica nesses casos é não ter acidentes graves.

Diminuir as regras de SST não é uma galáxia inexplorada. Outras empresas já fizeram isso, como a rede de supermercados australiana Woolworths, algo relatado no livro O Anarquista da Segurança: Apoiando-se na Perícia e Inovações Humanas, Reduzindo a Burocracia e Compliance. Autor Sidney Dekker. Eles fizeram o caminho reverso do que a maioria das empresas fazem, e colheram mais engajamento nas pautas de SST e diminuição nos acidentes de trabalho.

Envolva os executores na criação das regras: Há muitas empresas que criam regras que só funcionam no papel (até porque papel aceita tudo), mas que no dia a dia, na prática o próprio processo produtivo a força a ser letra morta.

Quando o executor participa da criação das regras a chance de encontrar o encaixe quase perfeito aumenta muito, digo “quase” porque como o processo produtivo nas grandes e médias empresas é complexo, cheio de micro etapas, acaba sendo complicado encontrar algo que possa que se encaixar em empresas diferentes com processos diferentes.

Avalie frequentemente, em parceria com os executores se as regras existentes fazem sentido: Os executores são os agentes perfeitos para avaliar se as regras existentes estão sendo utilizadas, e assim sendo, se estão sendo um peso, ou se adicionam segurança ao processo produtivo. A partir da análise pode ser tomada decisões de manter, retirar ou modificar as regras.

Divulgue as regras naturalmente: As poucas regras que sobreviverem aos filtros mencionados acima já estarão divulgadas aos trabalhadores já que eles ajudaram a criá-las!

Como diz o Scott Geller “as pessoas só apoiam aquilo que elas ajudam a criar”. As regras criadas com a participação dos trabalhadores farão com que eles se sintam os donos delas, e assim, serão os principais defensores e divulgadores delas.

 



 

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NBR 5410 - PRINCIPAIS EXIGÊNCIAS DA NORMA BRASILEIRA DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

 


A segurança e eficiência das instalações elétricas de baixa tensão são fundamentais para garantir o correto funcionamento e a proteção dos envolvidos. Nesse contexto, a Norma Brasileira NBR 5410, estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, desempenha um papel crucial. 

 

O que é a NBR 5410?

A NBR 5410, segundo a ABNT, estabelece condições adequadas para o funcionamento seguro de instalações elétricas de baixa tensão. Isso abrange qualquer sistema com até 1000 volts em tensão alternada e 1500 volts em tensão contínua.

A principal função e importância da NBR 5410 é estabelecer condições adequadas para instalações elétricas de baixa tensão, garantindo o funcionamento adequado, a conservação de bens e a segurança dos trabalhadores envolvidos. Essa norma desempenha um papel vital, orientando os profissionais sobre práticas seguras e eficientes.

 

Diferenças entre NR e NBR

É importante destacar as diferenças entre as Normas Regulamentadoras - NR’s), publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, e as Normas Brasileiras - NBR’s. 

Enquanto as NR’s regulamentam questões de saúde e medicina do trabalho, as NBR’s estipulam requisitos técnicos, garantindo segurança, qualidade e desempenho.

 

Quando a NBR 5410 deve ser aplicada?

A aplicação da NBR 5410 é essencial para garantir a segurança e eficiência das instalações elétricas de baixa tensão. Contudo, é importante compreender os cenários específicos nos quais a norma deve ser aplicada para assegurar o cumprimento adequado de seus preceitos.

 

Abaixo, exploramos os casos em que a NBR é particularmente relevante:

1. Instalações temporárias

A norma se aplica a instalações elétricas temporárias, como aquelas utilizadas em eventos temporários ou situações transitórias. Isso inclui diretrizes específicas para garantir a segurança nessas condições, abrangendo desde a distribuição de cargas até a utilização de equipamentos temporários.

 

2. Instalações novas ou em reforma

Quando se trata de construções novas ou já existentes que estejam passando por reformas, a aplicação da NBR 5410 é fundamental. A norma estabelece critérios para o projeto, execução e manutenção das instalações elétricas, garantindo que estejam em conformidade com as melhores práticas de segurança.

 

3. Áreas de edificações externas descobertas

Para áreas externas, de edificações que estejam descobertas, a aplicação da norma é indicada. Isso inclui espaços ao ar livre, sujeitos às intempéries, nos quais a NBR 5410 oferece orientações para assegurar a segurança elétrica contra a exposição à chuva ou inundações, por exemplo.

 

4. Linhas elétricas de sinal fixas 

A norma se aplica a linhas elétricas de sinal fixas, com exceção dos circuitos internos elétricos de equipamentos. Essas diretrizes específicas garantem a integridade e segurança das linhas de sinalização, assegurando o correto funcionamento de sistemas elétricos essenciais.

 

5. Circuitos elétricos fora de equipamentos com tensão superior a 1000 Volts

Quando se trata de circuitos elétricos fora de equipamentos que operam com tensão superior a 1000 volts, alimentados por uma instalação igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada, a aplicação da NBR 5410 é crucial. A norma orienta sobre as práticas seguras para garantir a segurança nesses casos específicos.

 

6. Locais de marinha, acampamento e instalações análogas

A norma se estende a locais de marinha, acampamentos e instalações análogas. Esses ambientes específicos demandam diretrizes particulares para garantir a segurança elétrica em contextos desafiadores, como instalações temporárias e áreas remotas.

 

7. Circuitos elétricos sob tensão nominal ou frequência específica

A NBR 5410 é aplicável a circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada, frequência inferior a 400 Hz ou a 1500 volts em corrente contínua. Essa abrangência da norma permite sua aplicação em diversos contextos, garantindo a segurança em diferentes configurações de circuitos elétricos.

 

Ao compreender esses cenários específicos, os profissionais podem aplicar a NBR 5410 de maneira precisa e eficiente, garantindo a conformidade com as normas de segurança elétrica em diversas situações.



Casos em que a norma não deve ser aplicada

Apesar da abrangência e importância da NBR 5410, há situações específicas em que sua aplicação não é adequada. Entender esses casos é crucial para evitar a implementação desnecessária da norma e garantir a eficiência nas práticas de instalações elétricas de baixa tensão.

- Instalações elétricas de automotores;

- Instalações de iluminação pública;

- Instalações de cercas elétricas; 

- Instalações elétricas de aeronaves e embarcações;

- Redes públicas de distribuição de energia elétrica;

- Instalações em minas e de proteção contra quedas de raios diretas.

 

Ao compreender essas exceções, os profissionais podem aplicar a NBR 5410 de maneira consciente, direcionando seu uso para situações em que ela é mais eficaz e relevante.

 

Como executar instalações de acordo com a NBR 5410

1. Separação dos circuitos: Um dos pontos críticos abordados pela norma é a separação adequada dos circuitos, evitando a combinação de circuitos de iluminação e tomadas. Essa prática contribui para a segurança e conformidade com a NBR 5410.

2. Potência mínima de iluminação: A norma estabelece critérios para a carga mínima de iluminação em diferentes ambientes. Ambientes com menos de 6m² devem possuir uma carga mínima de 100VA, e a norma define requisitos para locais maiores. 

3. Potência mínima e o dimensionamento de tomadas: A distribuição de tomadas, conforme a norma, deve seguir critérios específicos, incluindo a inclusão de tomadas de uso específico (TUE) quando necessário. O dimensionamento adequado evita sobrecargas.

4. Tipo ideal de aterramento: A NBR 5410 recomenda o uso de aterramento TT, TN-S ou TN-C em cada circuito elétrico. Essa prática contribui para a segurança das instalações elétricas.

 

Em síntese, a NBR 5410 desempenha um papel crucial na padronização e segurança das instalações elétricas de baixa tensão no Brasil. Ao seguir suas diretrizes, profissionais garantem a segurança, eficiência e durabilidade dessas instalações.

 

Programa de consultoria em controle de energias perigosas tem como objetivo primordial prevenir acidentes, estabelecendo um ambiente de trabalho seguro e é realizado em quatro etapas:

1. Diagnóstico inicial: avaliação do que já existe para alinhamento de expectativas do que será implantado, como procedimentos, normas internas e corporativas, dispositivos de bloqueio necessários e os profissionais que vão realizar o trabalho.

2. Elaboração de procedimentos e mapas de bloqueio: nessa etapa são realizados os mapas de bloqueio para cada equipamento, contendo as instruções de bloqueio e desbloqueio com fotos, lista de dispositivos de bloqueio e etiquetagem que devem ser utilizados, local de uso e tipos de energias envolvidas.

3. Treinamentos: são feitos treinamentos presenciais ou EAD, customizados de acordo com a necessidade de cada empresa (por exemplo: Treinamento NR- 33 ou Treinamento NR-12) também é aplicada uma avaliação com os participantes e emissão de certificado e ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

4. Auditorias periódicas: são realizadas auditorias internas com o objetivo de verificar se os procedimentos, instruções de trabalho e dispositivos estão adequados e sendo utilizados corretamente.

Explore os produtos e serviços que oferecemos para a segurança e bem-estar da sua equipe. Na Tagout, nos comprometemos com a excelência em segurança elétrica.

 

 



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