terça-feira, 12 de dezembro de 2023

 




 

O QUE SÃO COMPORTAMENTOS DE RISCO?

 



COMPORTAMENTOS DE RISCO são ações e atitudes de cada indivíduo em situações específicas. Isso significa que o comportamento de risco é individual, varia de pessoa para pessoa e depende dos atos de cada um, enquanto

 

COMPORTAMENTOS DE RISCO NO TRABALHO podem ser associados à falta de percepção do risco ou ainda ao fato de os colaboradores não terem se adaptado a situações de riscos mais comuns – além, é claro, quando há ausência de medidas de controle eficientes para proteção e prevenção de acidentes.

 

Os COMPORTAMENTOS DE RISCOS podem ser:

 

CONSCIENTE (proposital): em decorrência de uma ação deliberada de infringir normas;

HABITUAL (automático): em decorrência da repetição regular, tende a ocorrer inconscientemente;

NÃO-INTENCIONAL (erro): em decorrência de equívoco, distração ou negligência.

 

São exemplos de COMPORTAMENTOS DE RISCO NO TRABALHO, mas não limitado à/ao:

·       Falta de atenção ou esquecimento;

·       Ritmo acelerado de trabalho ou fazer várias coisas ao mesmo tempo;

·       Pleno sentimento de segurança ou excesso de confiança;

·       Utilização de equipamentos ou materiais obsoletos ou defeituosos;

·       Operação de máquinas e equipamentos sem capacitação;

·       Brincadeiras impertinentes no local de trabalho;

·       Cansaço (físico ou mental), falta de atenção ou esquecimento;

·       Não usar os equipamentos de proteção (individual ou coletiva) adequados;

·       Para evitar ou reduzir acidentes e lesões, busque uma MUDANÇA COMPORTAMENTAL e uma CONSCIENTIZAÇÃO DE SEGURANÇA, seguindo estas orientações:

·       Preste atenção aos perigos e situações de riscos em seu local de trabalho, em casa, na escola, no trânsito ou em qualquer lugar;

·       Analise os quase erros (near misses) e pequenos erros (batidas, pancadas, cortes etc.) e tente aprender com eles, para evitar sofrer com os grandes;

·       Melhore seus hábitos, como olhar por onde está andando e segurar nos corrimões das escadas.

 

Algumas operações no trabalho têm riscos inerentes à atividade, o que requer a adoção de medidas de segurança mais intensas. Por sua vez, mesmo atividades bem simples podem se mostrar arriscadas em razão dos comportamentos de risco dos colaboradores envolvidos direta ou indiretamente com a operação.

Quer entender o que caracteriza esse tipo de atitude e quais as melhores práticas para minimizar sua incidência na empresa? Continue a leitura e confira!

 

O que é comportamento de risco?

O comportamento de risco é um evento de interesse da segurança do trabalho, abordado pela segurança comportamental e que pode surgir em qualquer empresa, mas que precisa ser eliminado. Trata-se da atitude individual (às vezes, exigida) inadequada do colaborador diante da tarefa que deve realizar no seu expediente.

A postura inadequada faz surgir o risco na atividade ou amplia suas possibilidades antes atenuadas. Assim, seja por introduzir uma atitude insegura, seja por desconsiderar medidas de prevenção e precaução previstas nos protocolos de segurança, o comportamento de risco aumenta a probabilidade de acidentes.

É importante considerar que tal comportamento é capaz de levar insegurança ao trabalho de colegas de outros setores, de modo indireto. Assim, por exemplo, o responsável pela manutenção de equipamentos, que executa sua função com desleixo, leva o risco para os operadores que farão uso do instrumento.


Quais os comportamentos de risco mais recorrentes nas empresas?

 

Alguns comportamentos de risco são mais comuns entre as empresas. Conheça os principais:

·       usar ferramentas inadequadas: ferramentas impróprias ou sem a devida manutenção representam um grande risco;

·       trabalhar em ritmo muito acelerado: independente das razões para tal, o trabalho realizado com pressa ou em ritmo maior para aumentar a produção, assim como a jornada excessiva, é sempre fator de risco;

·       trabalhar em condições de estresse: trabalhadores estressados ou em atividade estressante, invariavelmente, podem conduzir a falhas e erros perigosos;

·       não usar equipamentos de proteção individual - EPI’s adequados: a falta ou o uso incorreto de EPI adequado resgata os riscos da atividade que seriam eliminados ou atenuados;

·       operar sem habilitação ou capacitação: algumas atividades não podem ser exercidas sem a devida capacitação e, por vezes, habilitação do operador, em razão dos riscos que representam.

 

Como evitar o comportamento de risco no trabalho?

 

Existem maneiras de trabalhar para reduzir comportamentos de risco na empresa. Acompanhe estas dicas:

·       seguir os protocolos de cada operação: protocolos podem ser constituídos por normas e regras internas de procedimentos para redução de riscos;

·       conscientizar os colaboradores: mais que capacitar, é preciso conscientizar cada colaborador da importância de eliminar os comportamentos de risco;

·       melhorar a fiscalização: além dos trabalhos de conscientização, é essencial fiscalizar a aplicação das orientações;

·       manter o ferramental em condições adequadas: um controle de qualidade interno deve ser implementado não apenas para o produto da empresa, mas também para o ferramental utilizado;

·       implementar uma cultura de segurança: a consolidação das ações preventivas se dá com o desenvolvimento e a implementação de uma cultura de segurança envolvendo toda a empresa.


Como você pôde ver, comportamentos de risco podem ser uma grave ameaça à segurança dos colaboradores e outros envolvidos com as atividades da empresa. Portanto, é necessário adotar medidas para reduzir ou mesmo eliminar sua incidência na organização.

 

 

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ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE LTCAT E LAUDO DE INSALUBRIDADE!

 



A diferença entre LTCAT e Laudo de Insalubridade é fácil de ser percebida, mas ainda existe dúvida sobre esses dois documentos. Ambos procuram avaliar as condições ambientais de trabalho e se apresentam riscos para a saúde e integridade física dos trabalhadores de uma empresa.

A natureza e a função de cada um é diferente, assim como outros aspectos desses laudos. Como os dois são de elaboração obrigatória por força da legislação aplicável, você deve conhecê-los bem.

Quer saber mais? Continue a leitura e entenda a diferença entre LTCAT e Laudo de Insalubridade.

 

O que é LTCAT?

A sigla LTCAT se refere ao Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho, um documento que avalia o ambiente laboral onde operam os colaboradores. Seu principal objetivo é identificar as situações de risco e de insalubridade existentes que podem ameaçar a saúde ou a integridade física dos trabalhadores.

 

O que é Laudo de Insalubridade?

O Laudo de Insalubridade é um documento que avalia se os colaboradores de uma empresa que desempenham determinada atividade estão sob condições operacionais consideradas insalubres além dos limites impostos.

Os parâmetros avaliados, assim como os limites definidos, constituem matéria da NR 15, do Ministério do Trabalho e Previdência.

 

Qual a diferença entre LTCAT e Laudo de Insalubridade?

Embora ainda exista confusão a respeito desses dois documentos, suas diferenças são bastante claras. Dizem respeito principalmente à natureza, à função, à periodicidade e ao fundamento de cada um desses laudos. Veja, a seguir.

 

Natureza do documento

Enquanto o Laudo de Insalubridade é um documento trabalhista, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o LTCAT tem natureza e origem previdenciárias.

 

Função do laudo

O Laudo de Insalubridade vai caracterizar ou não a condição insalubre para fins de pagamento do adicional de insalubridade, enquanto o LTCAT é a referência da Previdência Social para a concessão da aposentadoria especial.

 

Periodicidade do documento

Não há periodicidade prevista para elaboração do Laudo de Insalubridade, enquanto o LTCAT deve ser elaborado anualmente.

 

Fundamento dos laudos

O Laudo de Insalubridade tem seu fundamento no Decreto-Lei No 5.452/1943 (CLT) e seus parâmetros na NR 15, enquanto o LTCAT encontra sua previsão no Decreto No 3.048/1999 que aprova o Regulamento da Previdência Social.

 

Como se faz a atualização desses documentos?

O LTCAT, como mostrado, deve ser atualizado anualmente. Na prática, alguns ajustes são realizados sobre o mesmo laudo do ano anterior sempre que houver alterações nas atividades desenvolvidas pelos colaboradores, como na mudança de função ou no caso de criação de novos cargos ou funções na organização.

Por sua vez, a atualização do Laudo de Insalubridade não tem periodicidade prevista, mas, se houver alteração nas condições do colaborador (transferido para um setor com sons elevados, por exemplo), deve ser emitido novo laudo. É um cuidado importante para a empresa, pois, não havendo mais o risco na nova atividade, não há que se continuar pagando o adicional por insalubridade.

Como você pode ver, é clara a diferença entre LTCAT e Laudo de Insalubridade, dois documentos de elaboração obrigatória, voltados para a avaliação das condições ambientais de trabalho, mas com finalidades e natureza diferentes.

 

 

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

 





 

AUDITORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO: ENTENDA COMO FUNCIONA!

 


 

Realizada de forma sistêmica e documentada, a auditoria em segurança do trabalho é um processo indispensável e que precisa ser feito por toda empresa. Ela é responsável por fazer uma avaliação completa do cumprimento das definições, das ações desenvolvidas e de seus resultados.

Por meio desse processo, é possível avaliar se a organização atende aos requisitos das NR’s, assim como a outros critérios importantes. Este é o principal objetivo da auditoria: verificar se a empresa executa seus processos de acordo com o regramento formal e a legislação pertinente à atividade exercida.

Uma vez que realiza essa avaliação da realidade praticada, o estabelecimento consegue obter melhor controle sobre os riscos aos colaboradores. O resultado é uma melhoria significativa na segurança do ambiente de trabalho.

Quer saber mais? Neste artigo, separamos alguns pontos importantes sobre o tema. Vamos conferir?

 

O que é uma auditoria?

Auditoria, de maneira geral, pode ser conceituada como uma averiguação formal e sistematizada conduzida nas instalações da empresa, a fim de avaliar o atendimento às disposições normativas e legais pertinentes. Trata-se de uma inspeção minuciosa nas práticas e nos equipamentos adotados e nos documentos emitidos, entre outras medidas.

Você pode perceber que uma auditoria é um importante instrumento de gestão, como um sensor que mede a realidade à sua volta. Assim, pode-se diagnosticar situações de risco, medidas inadequadas ou ausentes, tanto quanto observar a eficiência das atividades desenvolvidas.

 

No caso de uma auditoria em segurança do trabalho, são avaliados alguns aspectos específicos. A seguir, listamos os principais:

·       relação função × atividade exercida;

·       condições do ambiente laboral;

·       condições de máquinas, equipamentos e ferramentas utilizados;

·       capacitação do colaborador para a atividade desenvolvida;

·       implementação de equipamentos de proteção coletiva (EPC’s);

·       utilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s) adequados;

·       regularidade da documentação de saúde e segurança do trabalho emitida.

 

Qual é o objetivo de uma auditoria?

O objetivo de uma auditoria é levantar dados e obter informações, com base em evidências, sobre a confiabilidade e a eficiência do seu sistema de gestão. Esse mesmo raciocínio se aplica à auditoria em segurança do trabalho.

A relevância da auditoria está, principalmente, na identificação de parâmetros fora de conformidade ou de procedimentos inadequados ou incompletos. Não se trata de uma “caça às bruxas”, mas esse olhar atento é necessário, ainda que seja para confirmar que está tudo correto e dentro dos padrões de segurança.

Esses pontos consideram os riscos de acidentes, de desenvolvimento de doenças ocupacionais e até de danos ao meio ambiente, sendo um dever de cada organização prevenir essas situações. Com esses dados, é possível especificar medidas para corrigir os aspectos levantados como em desacordo com as normas.

 

Quais as vantagens de uma auditoria?

Após entender a função específica, convém conhecer as principais vantagens obtidas com a realização de uma auditoria. Assim, é mais fácil se convencer da importância de adotar essa prática. Por isso, veja por que auditar a segurança do trabalho em seu empreendimento.

 

Identifica falhas de vários tipos

Ao passar o pente-fino em todas as ações do negócio, é viável encontrar o que está em desacordo com as obrigações de segurança. É possível identificar tanto os erros graves quanto os menores, mas que podem desencadear diversos problemas.

É, principalmente, um jeito de achar o que não atende aos padrões mínimos de conformidade. É uma forma de saber, por exemplo, se ocorrem falhas no uso de EPIs ou se há riscos não previstos no mapeamento. Ao levantar os pontos divergentes, a gestão verifica quais são as maiores dificuldades.

 

Ajuda a prevenir doenças ocupacionais

Ao reconhecer e corrigir as falhas existentes, a qualidade de vida dos colaboradores é favorecida, podendo ser ainda mais aprimorada. Se falta ergonomia no ambiente de trabalho ou cuidado com a qualidade do ar, a correção é determinante para minimizar problemas recorrentes.

Uma auditoria em segurança do trabalho, portanto, auxilia na prevenção das doenças ligadas ao espaço ou à função, o que impacta o absenteísmo e os afastamentos por parte dos profissionais. O mesmo vale para o bem-estar e a satisfação dos colaboradores no ambiente laboral.

 

Diminui os riscos de acidentes

Do mesmo modo, a identificação dos pontos divergentes conduz à redução dos riscos de acidentes de trabalho. Como resultado, é possível criar um ambiente realmente protegido e que favoreça o desempenho de funções.

A auditoria atua para avaliar se a execução do planejamento tem sido conforme o esperado e se houve uma redução de riscos. Ao encontrar elementos em desacordo com as normas, é viável buscar novas soluções para diminuir acidentes de trabalho.

 

Sustenta a elaboração do plano de ações

A partir dos resultados levantados pelos auditores, dá para identificar onde estão os maiores problemas. Com essas informações, fica fácil definir as ações corretivas e preventivas. A auditoria, portanto, é essencial para orientar a criação de um plano de ações que realmente funciona.

 

Quando o processo deve ser executado?

Não existe um momento adequado para fazer uma auditoria em segurança do trabalho — na verdade, quanto antes, melhor. Desse jeito, tomamos conhecimento e gerenciamos os riscos, o que possibilita maior proteção aos trabalhadores.

Quanto à frequência de repetição, é algo que depende do volume de erros achados inicialmente e das ações implementadas. O período varia para cada empreendimento, e isso é definido com os auditores. No entanto, é importante que seja encarado como um processo, e não como um fato isolado.

 

Quais são os principais tipos de auditoria?

Uma auditoria pode ser realizada em todos os setores de uma organização ou apenas em alguns deles — especialmente nos mais problemáticos. É importante frisar que os objetivos diferem em cada área analisada.

 

Além disso, há três diferentes tipos que podem ser executados em uma empresa. São eles:

·       auditoria de primeira parte ou interna: executada pela própria organização que deseja melhorias em desempenho e diminuição das não conformidades em saúde e segurança do trabalho;

·       auditoria de segunda parte: realizada pela própria organização ou por uma contratada que preste os serviços;

·       Auditoria de terceira parte ou externa: realizada exclusivamente por empresas

·       Independentes e acreditadas para emissão de certificados com maior relevância.

 

Existem outros tipos de auditorias, como as de segmento, conjuntas, combinadas, de concessão, de acompanhamento e de renovação. Porém, não vamos abordá-las neste post, por terem características e objetivos bem definidos.

 

Como planejar e implantar uma boa auditoria?

Considere que essa não é a expertise da maioria das empresas. Portanto, de maneira geral, o primeiro passo é contar com uma parceria especializada e experiente na elaboração e condução de auditorias em segurança do trabalho.

De toda forma, uma auditoria nesse campo é composta essencialmente de três fases.

Primeiramente, é fundamental que seja elaborado um plano de auditoria, elencando qual é o objetivo desse processo, assim como atividades e documentos que serão analisados.

Além disso, o escopo deve ser bem definido. Estabeleça, exatamente, quais operações serão auditadas, em qual hora e local. Também é nessa etapa que um checklist deve ser elaborado.

Em seguida, a empresa já está pronta para realizar a auditoria em segurança do trabalho, a qual deve ser feita por profissionais habilitados para avaliar os critérios definidos, como técnicos ou engenheiros, chamados de auditores.

Para maior confiabilidade das informações obtidas, os auditores não podem estar envolvidos com as operações ou os processos analisados. Esses profissionais aplicam o checklist e anotam observações, além de registrar evidências por meio de entrevistas, fotos, vídeos e as próprias documentações avaliadas.

Por último, ocorre a construção de um relatório que descreve as atividades que foram realizadas na auditoria e com uma lista contendo todas as inconformidades encontradas. Essa lista também apresenta os pontos fortes que foram visualizados, nos quais é possível investir para reduzir custos e aumentar a qualidade e a produtividade da empresa.

 

Resumo das fases de uma auditoria

·       fase de planejamento: levantamento dos itens que serão inspecionados e elaboração do Plano de Auditoria, com todos os dados necessários à sua condução;

·       fase de execução: condução da inspeção e verificação dos itens componentes do checklist elaborado na fase anterior; produção de fotos, vídeos e registro de informações e dados pertinentes;

·       fase de conclusão: elaboração do relatório de auditoria com as não conformidades encontradas e apresentação de um plano de ação com medidas de curto, médio e longo prazos para implementação.

 

Qual a importância da auditoria em segurança do trabalho?

Saúde e segurança do trabalho são temas de grande relevância no Brasil, sobretudo pelos elevados índices de acidentes do trabalho registrados todos os anos. Ao longo do ano de 2021, foram mais de 570 mil ocorrências registradas.

Essa realidade, por si, já é suficiente para vermos a importância dos trabalhos de auditoria em segurança do trabalho. Afinal, o processo é capaz de identificar erros cometidos e ausências de medidas preventivas necessárias, que aumentam as situações de risco de acidentes e de desenvolvimento de doenças ocupacionais.

Sendo assim, olhe para a auditoria como um instrumento que permite a construção de um ambiente seguro e saudável para a empresa e seus colaboradores. Considere-a uma ferramenta a mais para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção e segurança na organização.

 

Como escolher a auditoria certa?

Para que a auditoria em segurança do trabalho corresponda à realidade, o melhor é ter atuação externa. Ao mesmo tempo, nem todo tipo de organização é capaz de oferecer bons resultados.

Na escolha, o primeiro elemento a ser avaliado é a reputação da empresa. Nesse sentido, veja o que outros clientes têm a dizer sobre a atuação e potencial parceira e quais são as boas características que ela apresenta.

Além disso, confira os serviços disponíveis. Veja se a auditoria está entre eles e, inclusive, a possibilidade de desenvolver, implementar e acompanhar um bom plano de ações. Com a centralização de tarefas, a gestão é simplificada e os resultados são otimizados.

Outro fator que você precisa observar é a capacidade de atuação. Aqui, ter times especializados e que oferecem exatamente o que o seu negócio precisa é determinante para que o resultado seja o melhor possível.

Por fim, para não ter dúvidas, faça um contato inicial com a empresa e veja quais são as sugestões para as suas necessidades e como é o atendimento. Ao considerar todas essas informações, você certamente tomará a decisão certa.

Realizar uma auditoria em segurança do trabalho é a melhor maneira de identificar quais pontos precisam ser otimizados e quais são as oportunidades para sua empresa. Para isso, você pode contar com as vantagens de contratar uma empresa especializada nesse serviço.

 

 

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VALIDADE DO LTCAT: ENTENDA QUANDO REVISÁ-LO

 



Não há dúvidas da importância de as empresas se preocuparem em evitar que seus funcionários fiquem expostos aos riscos advindos do exercício de suas atividades laborais. Isso porque a exposição a agentes causadores de doenças laborais e acidentes pode afetar diretamente a saúde, integridade física e segurança dos integrantes da equipe, podendo gerar, inclusive, o direito à aposentadoria especial.

Nesse caso, é fundamental cumprir com várias responsabilidades. Por esse motivo, você precisa entender o que é e a validade do LTCAT, sigla para Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho, bem como a sua importância. Quer entender melhor sobre o assunto? Então, continue a sua leitura!

 

Para que serve o LTCAT?

Trata-se de um documento estipulado por intermédio da Lei nº 8.213/91 e com redação disponibilizada por meio Lei nº 9.732/98. Nesse caso, o documento considera as necessidades do INSS de elaborar critérios de avaliações da situação do ambiente de trabalho com a finalidade de conceder a aposentadoria especial.

Dessa forma, é um tipo de registro de que o colaborador esteve exposto, ou não, a determinados riscos no decorrer do exercício de suas funções na empresa. Então, é essencial para a decisão de concessão ou não da aposentadoria especial.

 

Qual é a validade do LTCAT?

O LTCAT tem um prazo indeterminado de validade, porém, é necessário levar em conta um período. Afinal, o intuito é que seja atualizado uma vez no ano, no mínimo, ou sempre que ocorrer mudança no ambiente de trabalho ou nas atividades exercidas pela empresa.

Também, é preciso salientar que não existe um modelo padrão de documento. Outro ponto que deve ser ressaltado é que o laudo não substitui nenhum dos programas como PPRA, PCMSO, PGR e demais, já que se trata de um documento regido pela Previdência Social.

 

Quando o LTCAT deve ser atualizado?


Existem algumas mudanças no ambiente de trabalho e que devem ser consideradas a fim de atualizar o LTCAT, por exemplo:

·       troca de equipamento e/ou máquinas que geram riscos;

·       alteração no layout do ambiente laboral;

·       implementação ou modificação de proteção coletiva;

·       mudanças no nível de ação, aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, do MTE, se aplicável.

 

Qual a penalidade nos casos em que o LTCAT não for atualizado?

A empresa que deixar de atualizar o LTCAT em relação aos agentes nocivos presentes no ambiente laboral ou que expedir o documento referente à exposição em desconformidade com o respectivo laudo fica sujeita ao pagamento de multas, cujo valor vai depender da gravidade da infração.

Agora que você entende o que é, a importância e a validade do LTCAT, é fundamental estar atento à exposição que os colaboradores sofrem ao desempenhar suas funções, bem como as condições que levam à obrigatoriedade de atualização do documento e, dessa forma, evitar a aplicação de penalidade e demais prejuízos para a empresa.

Este conteúdo foi útil para você? Então, aproveite sua visita em nosso blog para entender o que é o gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO), sua importância, como implementar e esclarecer outras dúvidas a respeito do assunto!

 

 

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

 





 

SAIBA COMO FUNCIONA O PLANO DE RESGATE PARA TRABALHO EM ALTURA

 



Existem diversos trabalhos nos quais os riscos sempre estarão presentes, por mais que a sua empresa invista em EPI’s e EPC’s, assim como capacitações adequadas para os colaboradores. Esse é o caso do trabalho em altura, definido como toda atividade que é executada a mais de 2 metros acima do chão.

Nesse tipo de trabalho, sempre há o risco de quedas ou outras situações adversas que não podem ser totalmente evitadas com as medidas de proteção. Dessa forma, é necessário contar com um planejamento de intervenção caso alguma delas aconteça, sendo esse o objetivo do plano de resgate para o trabalho em altura.

Quer saber como funciona e qual a importância do plano de resgate para trabalho em altura? Então continue a leitura e entenda mais sobre o assunto!

 

O que é o plano de resgate para trabalho em altura?

O plano de resgate para trabalho em altura é um documento no qual são descritas as principais situações de risco para o trabalhador que atua nessas condições e os procedimentos para resgatá-lo em caso de acidentes. Ele norteia todo o salvamento que a equipe deve realizar caso o trabalhador caia ou sofra alguma outra situação adversa enquanto está atuando em altura.

Vale lembrar que o trabalho em altura é regulamentado pela NR 35, sendo que o plano de resgate está previsto nessa norma. Segundo o texto, a equipe que atua no trabalho em altura ou suporte a esse trabalhador deve ser capacitada para realizar o resgate inicial e para cada circunstância no qual o trabalho em altura ocorre deve ser criado um plano de resgate adequado.

 

Como funciona o plano de resgate para trabalho em altura?

O plano de resgate para o trabalho em altura deve abordar alguns tópicos. Ele deve, em primeiro lugar, levantar todos os riscos envolvidos no trabalho em altura, diferenciando cada uma das situações nas quais eles estão presentes.

Dessa forma, você deve ter um plano de resgate para os trabalhadores que atuam em andaimes, por exemplo, e outro diferente para aqueles que atuam na limpeza dos vidros dos prédios. Afinal, são situações diferentes que, dessa forma, envolvem riscos distintos.

A partir disso, são determinados todos os procedimentos no caso de situações adversas. Determine os EPIs que devem ser usados na situação de resgate, assim como rotas de fuga. Determine responsáveis pelo resgate e o papel de cada um dos membros do time nesse momento. Você também deve usar o plano para oferecer treinamentos, assim como as simulações de situações reais.

 

Qual a importância do plano de resgate para trabalho em altura?

Contar com um plano de resgate completo e de qualidade é essencial para garantir a saúde e a segurança de quem trabalha em altura. Veja agora alguns dos principais motivos que evidenciam essa importância:

·       norteia o treinamento e capacitação dos colaboradores que atuam no salvamento;

·       aumenta os níveis de segurança e proteção do time;

·       permite a identificação de riscos envolvidos no trabalho em altura;

·       evita lesões e consequências mais graves no caso de acidentes;

·       garante que a sua empresa cumpra a legislação, evitando processos trabalhistas;

·       pode ser o diferencial para que o colaborador seja salvo no caso de quedas.

 

Como você pode perceber, o plano de resgate para o trabalho em altura é extremamente importante para a sua empresa e equipe. Vale lembrar que não contar com essa documentação pode acarretar em problemas legais e ainda colocar os seus trabalhadores em riscos sérios quanto à saúde e segurança.

 

 



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TENDÊNCIAS DE TECNOLOGIA PARA A SEGURANÇA DO TRABALHO

 



Todo gestor deseja para sua empresa um crescimento de modo sustentável, não é mesmo? Por essa razão, a maioria dos líderes busca principalmente na inovação e nas tendências tecnológicas as respostas para elevar sua capacidade competitiva.

Nesse cenário, a informatização das rotinas ajuda a controlar a performance do time e a melhorar os processos. Do mesmo modo, a tecnologia para a segurança do trabalho também tem trazido diversos benefícios, embora haja muito para evoluir: segundo o Ministério do Trabalho, um acidente de trabalho é registrado a cada 48 segundos.

Por essa razão, ficar atento às novidades de tecnologia na segurança do trabalho faz muita diferença nos índices de uma empresa. Quer saber mais? Então, confira neste post 7 das principais tendências tecnológicas para o setor!

 

Realidade virtual

Programas de realidade virtual têm sido usados na indústria para simular tarefas e realizar treinamentos voltados a locais onde há risco de acidentes. Essa tecnologia faz uma réplica de um ambiente profissional com elevada exatidão, permitindo simular diferentes situações, identificar riscos e estudar soluções.

Assim, é viável imitar experiências interativas com aparelhos de alto desempenho e conhecer, em detalhes, as possibilidades existentes. Com isso, o usuário se sente realmente imerso em determinada situação, trazendo a força da experiência que facilita a identificação e a adoção dos cuidados preventivos.

Desse modo, a capacitação técnica consegue ser feita de forma mais atraente do que a teórica. Isso significa que o time passa a assimilar melhor as informações. Vale ressaltar que esse mecanismo não pode substituir os cursos presenciais impostos pelo Ministério do Trabalho. No entanto, trata-se de um grande reforço para a queda no número de acidentes.

 

Drones

Os drones também vêm se mostrando grandes aliados da tecnologia na segurança do trabalho, principalmente para inspeções em áreas de risco, assim como para avaliação da realidade onde um acidente já ocorreu. Desse modo, lugares com chance de haver vazamentos tóxicos, desmoronamentos ou, mesmo, com alturas elevadas podem ser facilmente percebidos.

Considere, por exemplo, o telhado de um galpão industrial com cerca de dez metros de altura e que necessite ser refeito ou requeira alguma manutenção. Pelo método convencional, profissionais seriam enviados para fazer uma vistoria prévia antes que toda equipe subisse para realizar o serviço.

Em tarefas dessa natureza, por mais que sejam tomados os cuidados preventivos necessários, sempre haverá um grau importante de risco. Situações como a de um colaborador pisando em uma telha quebrada ou a própria resistência da estrutura fragilizada não suportar o peso e levar a uma queda podem ocorrer.

Por outro lado, com a realização de sobrevoos com um drone na área, é possível filmar e fazer imagens detalhadas e precisas de qualquer ponto do local. Assim, não é necessário expor os trabalhadores aos riscos inerentes à atividade. Drones, portanto, ajudam a maximizar as vantagens da segurança do trabalho.

 

Robôs

Outro importante apoio à segurança do trabalho são os robôs. Assim como os drones, eles entram em áreas perigosas ou de difícil acesso para fazer mapeamentos. Além disso, essas máquinas executam tarefas em espaços complexos, como a manutenção de uma tubulação subterrânea.

Existem, ainda, joysticks para o içamento de cargas que permitem o controle de um guindaste a distância. Sendo assim, os operadores não precisam mais ficar dentro do raio de ação do levantamento desse material. Nessa situação, o menor descuido pode significar um acidente grave e, até, fatal.

Além dos robôs, softwares de gestão em segurança também são bastante aproveitados nas políticas de prevenção de acidentes. Eles produzem relatórios estatísticos sobre as ocorrências em uma companhia. Assim, a tomada de decisão se torna mais simples, ágil e eficiente. Com isso, a qualidade de vida no trabalho se amplia de modo expressivo.

 

IoT

A IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas) é mais um recurso tecnológico a serviço da segurança do trabalho. Um exemplo disso é o Beacon, que já vem sendo amplamente adotado em segmentos como óleo e gás, agroindústria, mineração e varejo.

Trata-se de aparelhos pequenos que transmitem informação por Bluetooth Low Energy (BLE). Com essa estratégia, permitem localizar trabalhadores dentro de espaços imensos, como minas, florestas e barragens. O Beacon pode facilmente ser inserido no capacete ou no crachá do colaborador.

Dessa forma, em situações de emergência, todos os trabalhadores podem ser localizados rapidamente e as operações de resgate conduzidas com maior facilidade. Além disso, também possibilita que o gestor consiga supervisionar o deslocamento do time durante a jornada.

A tecnologia na segurança do trabalho, portanto, tem ampliado a produtividade, potencializando a ação das políticas preventivas e reduzindo afastamentos e interrupções de tarefas. Ou seja, a empresa melhora seu desempenho, e os colaboradores ganham mais qualidade de vida e segurança no trabalho.

 

Digital twin

Literalmente, digital twin significa “gêmeo digital”. Conceitualmente, trata-se de um elenco de tecnologias capazes de espelhar o mundo real e viabilizar simulações capazes de aprimorar o desenvolvimento de projetos, sobretudo mais recentemente com o desenvolvimento do metaverso.

A ideia, no entanto, não é recente, já tendo sido utilizada pela NASA desde os anos 1960. Ocorre que o seu aprimoramento com a tecnologia atual permite criar modelos virtuais conectados ao seu protótipo físico (real), fazendo uso, inclusive, da IoT anteriormente referida.

A adoção do digital twin melhora principalmente a eficiência e a segurança do uso de estruturas. Graças à sua capacidade preditiva, situações de fragilidade de um projeto, assim como da existência de riscos, podem ser identificadas de modo preciso.

 

Exoesqueleto

O exoesqueleto é uma estrutura externa que fornece sustentação para o corpo do operador, oferecendo aprimoramentos biológicos e auxiliando na realização de diferentes tarefas. Sua utilização constitui iniciativa cada vez mais adotada, com grandes vantagens para a saúde e segurança ocupacional.

O seu emprego traz benefícios imediatos, por exemplo, a redução na incidência de lesões provocadas por esforço repetitivo. Do mesmo modo, facilita o carregamento manual de material muito pesado, reduzindo significativamente o número de acidentes do trabalho e os custos envolvidos.

Sua utilização é particularmente importante no ambiente industrial, no qual as tarefas rotineiras envolvem situações onde o exoesqueleto viabiliza o trabalho de modo seguro. Montadoras da indústria automobilística têm encontrado nessa tecnologia respostas para muitas questões operacionais.

 

Plataforma específica de monitoramento e gestão

Uma plataforma de monitoramento e gestão específica para a segurança do trabalho permite, entre outros, o acompanhamento em tempo real das condições operacionais no campo. Facilita, por exemplo, a avaliação do cumprimento das normas previstas pela legislação aplicável à atividade.

Além do acompanhamento, permite a completa digitalização dos processos de saúde e segurança do trabalho, sinaliza alertas de datas limite para a substituição de EPI’s realização de manutenções e muito mais.

 

Sua utilização pode ser feita por empresas de qualquer porte e segmento, com benefícios como:

·       adoção de medidas preventivas e corretivas em tempo hábil;

·       atuação proativa do gestor;

·       redução de custos relacionados a acidentes e afastamentos;

·       regularidade com a legislação trabalhista;

·       digitalização dos processos de saúde e segurança do trabalho.

 

Como você pôde ver, as tendências tecnológicas em segurança do trabalho trazem facilidades para a gestão, maior precisão e melhor previsão de riscos com aprimoramento significativo da identificação das situações que demandam ações preventivas. Desse modo, permite construir uma segurança bem mais efetiva e eficiente, facilitando os trabalhos da equipe de SST e trazendo vantagens para a organização.

 

 



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