quarta-feira, 5 de julho de 2023

 





 

RISCO RUÍDO NO ESOCIAL

 



Hoje vamos falar sobre risco físico ruído e seu lançamento no eSocial. É um assunto que vem gerando dúvidas, inclusive muitas perguntas em nossas redes e já foi até sugerido como tema aqui para as “práticas”. Então, se você tem interesse em saber um pouco mais sobre o lançamento de ruído no evento S-2240, fica por aqui…

 

Ruído é um velho conhecido

Talvez este seja um agente presente na grande maioria dos ambientes de trabalho, principalmente se formos abordar o nicho fabril/industrial. Talvez seja por isso que o ruído é o agente mais comentado durante o curso técnico. O anexo I da NR-15 é visto desde sempre, inclusive sendo questão certa em provas de concurso público da área de SST.

Talvez porque, culturalmente falando, seja o agente mais “fácil” de ter sua exposição reduzida. Taca-lhe EPI no colaborador e pronto, está resolvido né? Inclusive, o uso de EPI ainda vai ser comentado por aqui, segura essa informação por enquanto.

 

Ruído no eSocial

A entrada em vigor dos eventos de SST no eSocial, mais especificamente o S-2240, deu uma balançada na árvore de dúvidas sobre ruído e elas começaram a aparecer. Dentro deste contexto, vamos abordar agora as informações referentes ao ruído nos envios do S-2240.

Vejamos o que diz o MOS (Manual de Orientação do eSocial) em seu item 3.5 referente ao evento S-2240:

 

“A exigência de registro, em relação aos agentes químicos e ao agente físico ruído, fica condicionada ao alcance dos níveis de ação de que trata a NR-09”.

Ou seja, deve ser registrado no evento S-2240 os níveis de ruído a partir do momento em que atingem seu nível de ação. E qual é esse nível de ação? Vamos pra NR-09, que considera: “como nível de ação para o agente físico ruído, a metade da dose”.

 

Que dose? A dose que a NR-15 considera como sendo “limite de tolerância”. Sabendo que a NR-15 considera 85 dBA como limite de tolerância para oito horas trabalhadas e utiliza Q=5 como fator de dobra, logo, entende-se que a metade desta dose é 80 dBA, estamos juntos até aqui?

Explicando: se o fator de dobra é 5, temos 90 dBA como o dobro da dose de 85 e, consequentemente, 80 dBA como metade da dose, conforme preconiza a NR-09. Certo?

 

Quando informar o ruído no S-2240

Como vimos acima, o MOS exige que a informação do ruído no eSocial esteja condicionada ao alcance dos níveis de ação. E como também vimos acima, o nível de ação para o ruído é 80 dBA. Então, assim como 2+2=4, fica simples afirmar que devemos considerar informar os níveis de ruído no evento S-2240 quando este atingir 80 dBA, certo?

 

Uma pergunta que eu ouço com muita frequência:

 

“Se o trabalhador utiliza EPI que atenua os níveis de ruído, preciso informar no eSocial? ”.

 

EPI atenua o ruído. Informo a medição no eSocial?

Por exemplo, a medição de ruído atingiu 84 dBA (portanto, acima do nível de ação) mas há utilização de EPI que atenua o ruído em 14 dBA. Fazendo a conta básica, em tese o que chega ao trabalhador é 70 dBA, ou seja, menos do que o nível de ação. Preciso informar no eSocial?

A resposta é SIM. Pelo simples fato de que a medição não utiliza EPI. A medição é o resultado da exposição “in natura”.

Outra pergunta:

 

“Fazendo isso eu vou falar que o trabalhador exerce atividade que enseja aposentadoria especial? Mesmo usando EPI, que pela legislação previdenciária descaracteriza este benefício? ”.

 

Não, porque há outras informações exigidas pelo evento S-2240 que vão definir isso. Como por exemplo, as perguntas sobre eficácia do EPI, observação do CA, dos períodos de troca, dentre outros…

 

Resumindo…

A dose de ruído deve ser informada ao eSocial quando atinge seu nível de ação: 80 dBA. Mesmo se o trabalhador usar EPI, porque dosímetro (ou decibelímetro) não usa protetor auricular. Deve-se informar ao eSocial as condições ambientais de trabalho. O nível de ruído encontrado é essa condição. O fato do trabalhador usar um EPI não muda esta condição, muda apenas o resultado desta condição para sua saúde. Mas o ruído está lá, a medição foi feita e é ela que deve ser informada ao eSocial. Ficou claro?

 

 

 


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SEU PROGRAMA DE SEGURANÇA É PRÁTICO PARA OS COLABORADORES OU PARA VOCÊ?

 



A história que vou contar a seguir é verdadeira. Preste bem atenção em como ela se desenrola.

Um programa de segurança não pode ser tudo para todos, mas esse ainda deve ser o objetivo. 

Na maioria das organizações, um programa de segurança tem muitos mestres. 

Cada área e função tem necessidades de segurança que devem ser abordadas. 

A administração quer resultados que permitam à organização competir e/ou benchmark favoravelmente. 

O jurídico quer regras e procedimentos específicos para limitar a responsabilidade se ocorrerem lesões graves ou danos.

 O RH quer diretrizes claras para a contratação e para chegada de novos colaboradores, além de políticas disciplinares justas para os infratores das regras de segurança.

O profissional de segurança ou departamento quer apoio de líderes e cooperação dos supervisores para reforçar os comportamentos de segurança desejados. 

Os supervisores querem funções e responsabilidades claras por sua contribuição à segurança e clareza sobre a prioridade de segurança em relação à produtividade. 

Os colaboradores querem treinamento suficiente, expectativas claras e assistência disponível na segurança quando necessário.

 

É difícil para um programa de segurança ser tudo para todos, mas esse deve ser o objetivo. 

Uma complicação comum para atingir esse objetivo é que as modificações do programa de segurança feitas para uma parte da organização têm impactos negativos em outras partes. 

Essas mudanças são muitas, vezes feitas, com boas intenções e o impacto negativo não é antecipado ou abordado. 

Para evitar tais complicações, é necessário projetar estrategicamente a segurança para antecipar como cada mudança afetará outras partes da organização. 

 

Gestão

Os problemas mais comuns que os líderes fazem para outros giram em torno de dar prioridade à produção sobre segurança.

Uma grande companhia petrolífera tinha 34 gráficos de produção e um gráfico de segurança postado nos locais, mas os líderes regularmente afirmavam que a segurança era a prioridade número um.

 

Os gráficos discordavam do diálogo. 

Outro gestor decidiu demonstrar sua dedicação à segurança e uma de suas ações escolhidas foi chamar todos que tiveram um acidente – ou quase – em seu escritório para discutir o evento e procurar lições aprendidas. 

Na mente do gerente isso enviaria uma mensagem de que a segurança tinha apoio da gestão e ele achava que estava sendo bem-sucedido à medida que o número de eventos diminuía.

 A realidade era que os colaboradores tinham medo de relatar acidentes, pois viam a entrevista como sendo “puxada de tapete” e deveriam ser evitadas a todo custo. 

 

Jurídico

Uma empresa química teve recentemente três ferimentos graves em seis semanas.

O departamento jurídico pressionou a equipe de liderança a tomar medidas imediatas e fortes para evitar ferimentos mais graves. 

Os líderes montaram uma equipe com membros da segurança e do jurídico, que decidiram tornar as regras e procedimentos mais específicos. 

A ideia era criar clareza, mas o resultado foi exatamente o oposto. 

 

Os procedimentos de uma e duas páginas com terminologia comum foram substituídos por procedimentos de 20 a 40 páginas com terminologia jurídica e técnica.

A reescrita dos procedimentos não se limitou aos que falharam, mas mesmo os procedimentos mais eficazes que haviam evitado lesões durante anos foram substituídos pelos novos procedimentos mais complexos. 

Quando os colaboradores da área solicitaram ajuda para entender os novos procedimentos, foi-lhes dito que não havia membros suficientes da equipe que haviam escrito os procedimentos para chegar a todas as unidades de negócio em tempo hábil. 

Quando eles então solicitaram uma sinopse de uma página de cada um desses procedimentos mais longos, o Jurídico se recusou a fornecê-los porque temia que tal documento pudesse desfazer a proteção da exposição que o documento mais longo forneceu. 

 

RH

O VP de RH da empresa com as três lesões graves decidiu que sua contribuição deveria ser focar no aumento das consequências negativas para violações de regras e procedimentos. 

Eles emitiram uma comunicação de que qualquer um pego na segunda infração de segurança grave seria encerrado. 

Eles pensaram que isso colocaria os trabalhadores em guarda para sempre estar em seu melhor comportamento. 

Colaboradores que foram disciplinados por sua primeira violação chamaram sua experiência de “ser meio demitido”. 

Eles começaram a ver os procedimentos mais longos como uma ferramenta para capturar colaboradores em violações, em vez de uma ferramenta para melhorar a segurança. 

Os colaboradores também deixaram de ver o departamento de segurança como os policiais de segurança cujo objetivo era punir os infratores. 

 

Segurança 

Os profissionais de segurança desta empresa trabalharam duro para convencer os colaboradores de que eram amigos e não inimigos. 

Eles aprenderam um modelo para o desempenho de coaching e foco dos trabalhadores em melhorias específicas. 

Os novos procedimentos e políticas disciplinares quebraram seus esforços.

 Eles estabeleceram metas para recuperar seu progresso anterior, mas tiveram pouco sucesso em superar o impacto das outras ações.

O departamento de segurança implorou à gerência para moderar seus esforços para enfrentar os acidentes, mas se viu culpado e suas sugestões ignoradas. 

 

Colaboradores

Os colaboradores viam os três acidentes graves como uma falta de treinamento de integração para novos e não achavam que os gestores, o Jurídico ou RH assumiram qualquer responsabilidade por isso. 

A partir de uma revisão das investigações do acidente, eles estavam certos em pelo menos dois dos três casos. 

Eles também sentiram que estavam sendo culpados pelos acidentes e seu próprio desempenho seguro não foi reconhecido e desvalorizado. 

Colaboradores de longa data que sentiram grande fidelidade à empresa estavam procurando emprego em uma empresa concorrente e compartilhando informações sobre posições abertas. 

 

Nenhum desses impactos negativos foi proposital, mas as ações que os produziram foram positivamente reforçadas. 

Isso é especialmente verdade quando os líderes não criam uma estratégia abrangente para direcionar os esforços.

Uma parte desse desenvolvimento estratégico deve incluir sempre uma análise de como cada ação pode impactar potencialmente outras partes da organização. 

Quando os gestores reagem sem analisar minuciosamente causalidades e influências sobre acidentes, eles podem tomar ações que não abordam as causas básicas e não melhoram a segurança. 

Quando o jurídico se concentra na exposição versus usabilidade dos procedimentos do trabalhador, eles podem prejudicar a competência e o desempenho do trabalhador. 

Quando o RH muda as políticas disciplinares, eles podem criar uma cultura de medo versus melhoria. 

Quando uma organização planeja uma mudança, ela deve bancar o advogado do diabo e garantir que não esteja reforçando positivamente algo que produzirá resultados negativos.

 




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terça-feira, 4 de julho de 2023

 





 

COMO FUNCIONA A CIPA

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COMO DEVERIA FUNCIONAR A CIPA

 



Como funciona a CIPA atualmente? É claro que não podemos generalizar porque sempre vai haver exceções à regra. Mas, de um modo geral, e, infelizmente, a CIPA hoje é um cabide de estabilidade.

Em muitas empresas é até difícil conseguir gente suficiente que queira se candidatar a membro da CIPA. Muitos acham que tem que trabalhar mais, que recebem mais atribuições, que tem que fazer hora extrapor causa da CIPA, dentre outros mitos que alguém falou e o pessoal acreditou.

Mas de um modo geral, como já falei, mesmo com a comissão formada, o “mindset” dos membros é voltado à estabilidade, com CIPA fake que não cumpre quase nenhuma atribuição exigida na NR-5 (em alguns casos nem as reuniões acontecem).

Veja bem, esta é uma visão pessoal minha, baseada na minha vivência profissional. Se na sua empresa ou na sua região a CIPA é levada a sério, meus sinceros parabéns, pois esses casos são exceções à regra, infelizmente. Mas, vamos falar um pouco sobre a estabilidade e tentar desfazer esse ponto de vista de parte dos trabalhadores.

 

“Falsa estabilidade”

Pegando esse gancho, deixo uma sugestão: quando ministro treinamento de CIPA eu sempre procuro minimizar essa questão da estabilidade, visto que a NR-5 orienta que o trabalhador não pode ser dispensado sem justa causa. Aí que vem o pulo do gato, porque a legislação permite que ele seja demitido por justa causa.

Você conhece os motivos pelos quais um funcionário pode ser demitido por justa causa? Não vou me alongar muito nisso aqui, mas deixo a dica: dá uma olhada no artigo 482 da CLT e vai ver que das treze alíneas, várias podem ser tranquilamente enquadradas em comportamentos do dia a dia.

 

Como a CIPA deveria funcionar?

Falar sobre isso é chover no molhado, visto que a própria NR-5 já traz as atribuições da comissão. Mas, em vez de usar o item que traz essas atribuições, quero falar sobre o que de fato pode ser feito. Afinal, na minha opinião, boa parte do que a NR-5 traz acaba não sendo realizado pela CIPA como, por exemplo,

 

“Participar no desenvolvimento e implementação de programas relacionados à segurança e saúde no trabalho”.

 

Na boa, eu nunca vi uma CIPA participar da elaboração do PGR (ou do extinto PPRA, como queiram).

 

Obviamente que no mundo ideal, vamos falar que a CIPA deveria funcionar exatamente como orienta o item 5.3.1 quando lista as atribuições da comissão. Mas, convenhamos que não vivemos no mundo ideal, então, quero trazer aqui como a CIPA deveria funcionar dentro das condições que temos.

 

Para isso, vou listar algumas atividades que a CIPA pode cumprir:

·       Identificar perigos e riscos dos processos de trabalho, levando essas informações ao SESMT (quando houver) ou ao conhecimento de quem cuida da SST (consultoria externa por exemplo);

·       Sugerir o uso de equipamentos de proteção em atividades nas quais não haja EPI. Ou, sugerir a troca por outro tipo/modelo que seja mais adequado. Gosto de frisar que ninguém melhor que o trabalhador para trazer esse tipo de informação, aumentando a assertividade nesse quesito;

·       Sugerir planos de ações de acordo com riscos e perigos identificados. Aqui também é importante contarmos com a participação dos trabalhadores, pois são eles que desempenham as atividades e que muitas vezes estarão diretamente ligados às ações do plano;

·       Caso haja acidente, os membros podem ter acesso ao relatório do mesmo, trazendo seus pontos de vista de acordo com suas experiências no âmbito operacional, contribuindo para a análise e sugestão de ações corretivas e preventivas.

 

Estes são alguns pontos básicos que, na minha opinião, podem servir de “start” para que a CIPA comece a funcionar. São ações simples que podem ser colocadas em prática no dia a dia dos membros, fazendo-os compreender que participar da CIPA pode ser simples, porém, extremamente importante.

Com o passar do tempo e com a habitualidade dessas ações, podemos inserir outras que julgarmos necessárias, de modo que a comissão vá ganhando corpo e passe a atuar cada vez mais em prol da prevenção e da Segurança do Trabalho dentro da empresa. Os membros ganham com isso, os outros trabalhadores ganham com isso e a empresa ganha muito com isso, pois estará, aos poucos, implementando uma cultura de atuação da sua CIPA e, consequentemente, de SST dentro da organização.

 

 



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5 ACIDENTES DOMÉSTICOS COMUNS

 


Acidentes domésticos são comuns de acontecerem e por isso estão presentes diariamente em nosso cotidiano.

Apesar de estarmos sempre cercados por perigos e riscos, inclusive em nossas casas, os acidentes domésticos acontecem com frequência e causam além de gastos com medicamentos e tratamentos, há também em muitos casos dor e sofrimento.

Com objetivo de orientar e conscientizar as pessoas sobre a importância e necessidade de adotar medidas de prevenção aos acidentes domésticos, listei nesse artigo 5 acidentes que acontecem com frequência no dia-a-dia e algumas medidas para preveni-los.

 

Considerações sobre os acidentes domésticos

 



Em nossas casas somos nós que criamos as regras, leis e procedimentos.

Não estamos submetidos às regras da empresa ou leis, as quais nos é imposta como medida preventiva aos acidentes e por isso não nos preocupamos com prevenção.

Em casa não temos ninguém nos cobrando adoção de medidas ou cuidados e é justamente por isso que acontecem muitos acidentes domésticos, pois fazemos prevenção na empresa onde trabalhamos por obrigação e não por conscientização.

Ou seja, a maioria das pessoas, independente de idade, classe social ou nível hierárquico, cumprem os procedimentos de segurança porque são obrigadas.

Por exemplo, os Equipamentos de Proteção Individual - EPI são utilizados por muitos devido ao fato de que a empresa exige, porque o Técnico em Segurança pode passar a qualquer momento e vai chamar atenção, porque pode ser punido com advertência, suspensão ou até mesmo demissão por justa causa.

Mas não fazem uso do equipamento porque este lhe proporciona segurança, garantindo menor risco de lesão ou na pior situação, reduz a gravidade de possível lesão.

 

Como prevenir os acidentes domésticos?

 



Não apenas os acidentes domésticos, mas também os acidentes do trabalho, os acidentes no trânsito, entre outros, podem ser evitados com conscientização.

Quando, independentemente de onde estivermos, independentemente de ser obrigatório ou não, adotarmos os devidos cuidados para a prevenção, então os acidentes terão número reduzido.

Resumindo, não há meio mais eficaz na prevenção dos acidentes domésticos do que a conscientização, principalmente dos pais em adotar medidas preventivas, em orientar os filhos menores e mais do que isso, dar bons exemplos de prevenção.

 

Os que mais se acidentam em casa

 



Os mais acometidos por acidentes domésticos são, principalmente os idosos e as crianças.

Portanto, há necessidade de muito cuidado por parte dos pais ou responsáveis pela casa.

Além de ser importante estar sempre atentos ao ambiente, devem orientar frequentemente as crianças e idosos sobre os perigos e riscos e especialmente sobre os cuidados para evitar o indesejado.

 

Entre os acidentes domésticos comuns, podemos citar:

·       Quedas;

·       Queimaduras;

·       Ferimentos;

·       Intoxicação;

·       Incêndios;

 

Quedas – as quedas estão entre os acidentes domésticos graves que causam mortes e envolve na sua maioria, crianças e idosos

 

Medidas para evitar quedas:

 



·       Use tapetes antiderrapante;

·       Instale guarda corpo e corrimão nas escadas;

·       Instale redes de proteção nas varandas/sacadas;

·       Não deixe bancos, escadas, cadeiras…próximo de janelas;

·       Instale barras de apoio no banheiro ao lado do vaso sanitário e nas paredes próximas ao chuveiro;

·       Mantenha áreas de circulação livres de objetos ou brinquedos;

·       Manter boa iluminação de acesso às escadas;

·       Manter acesso às escadas bloqueadas ou trancadas;

·       Evitar tapetes em escadas;

·       Não improvisar materiais para acesso a alturas;

 

A realização de trabalhos de manutenção em casa, podem também causar acidentes se não forem obedecidas regras básicas de segurança e bom senso.

Estes são apenas alguns cuidados que podemos ter para prevenir acidentes domésticos, como queda.

Dê uma boa observada em sua casa e procure identificar situações que possam causar quedas, especialmente se residirem crianças e idosos na residência.

 

Queimaduras – as queimaduras são tão comuns quanto as quedas e podem ocorrer com maior frequência em crianças, mas também é bastante comum a ocorrência com idosos, principalmente se eles se aventuram na cozinha.

Uma medida preventiva e muito eficiente na prevenção de queimaduras é manter as crianças afastadas da cozinha, especialmente durante o preparo das refeições.

 

Medidas de prevenção a queimaduras:

 



Há diversas medidas que podemos implementar em casa e que são eficazes na prevenção de queimaduras e uma delas é o cuidado com eletrodomésticos que são aquecidos, podendo atingir alto grau de temperatura, como por exemplo:

·       Torradeiras;

·       Churrasqueiras;

·       Fritadeiras;

·       Sanduicheiras;

·       Fornos de fogões;

·       Fornos elétricos;

·       Micro-ondas;

·       Aquecedores;

·       Fogões (gás/lenha, etc);

 

Tenha o cuidado de retirar os eletrodomésticos aquecidos de perto ou do alcance das crianças, ou retire as crianças de perto dos equipamentos aquecidos.

 

Outros cuidados que podemos adotar para prevenir queimaduras é que as crianças e idosos tenham contato com:

·       Fósforos;

·       Isqueiros (aviu, bingo…);

·       Produtos químicos (podem causar queimaduras cutâneas);

·       Produtos inflamáveis (álcool, solventes, tintas, querosene, etc));

·       Manter os cabos das panelas voltados para trás e para dentro;

 

Quanto aos idosos, alguns cuidados irão depender de suas condições físicas e principalmente psíquicas.

Ferimentos – muitos acidentes domésticos acontecem na cozinha, sendo comum os pequenos cortes, perfurações e esmagamentos.

 

Esse tipo de lesão pode ser evitado com cuidados como:

·       Ter atenção quando for usar objetos cortantes (faca, canivete, estilete, etc);

·       Sempre que possível, usar luva na mão oposta à faca;

·       Manter objetos cortantes/perfurantes longe do alcance de crianças;

·       Não retirar proteções dos equipamentos (serras, furadeiras, lixadeiras, etc);

·       Manter serras bem afiadas:

·       Usar os Equipamento de Proteção Individual – EPI necessários;

 

Intoxicação – crianças são especialmente propensas a envenenamento acidental em casa porque podem ingerir medicamentos ou produtos de limpeza encontrados em armários destrancados.

Para evitar envenenamento ou exposição acidental em casa, tenha os seguintes cuidados:

 



·       Mantenha os armários com medicamentos ou produtos de limpeza trancados e fora do alcance das crianças;

·       Ao comprar produtos alimentícios, certifique-se da validade do produto;

·       Não coloque veneno para insetos e/ou roedores em locais que podem ser acessados por crianças e animais de estimação;

·       Não use equipamentos ou máquinas à combustão em locais fechados e sem ventilação;

·       Não aquece o motor do carro na garagem se esta não for ventilada;

 

O uso de equipamentos ou máquinas à combustão e aquecimento de motores gera monóxido de carbono e, este por sua vez elimina o oxigênio do ambiente.

Incêndios – igualmente aos outros acidentes citados anteriormente, os incêndios também acontecem podem acontecer e suas consequências são elevadas, podendo gerar morte dos ocupantes, além dos danos materiais que são incalculáveis.

Como medidas para prevenir incêndios residenciais, podemos mencionar os cuidados adotados para prevenir queimaduras, pois objetos aquecidos, contato com fósforo, isqueiros, produtos inflamáveis, além de queimaduras podem provocar incêndios.

 

Além desses cuidados, também precisamos nos preocupar com:

·       Instalação elétrica de nossa casa;

·       Contratar eletricista capacitado e habilitado para qualquer manutenção elétrica;

·       Não improvisar nas instalações elétricas;

·       Não usar benjamim para conectar vários aparelhos eletrônicos simultaneamente;

·       Inspecionar e usar extensões em boas condições;

·       Não fumar deitado;

·       Não jogar chepa de cigarro acesa em lixeiras ou na rua;

·       Não deixar velas acesas sem supervisão;

·       Não dormir com celular carregando;

·       Apagar brasas da churrasqueira após o uso;

·       Instalar botijão de gás na área externa em local apropriado;

·       Não verificar vazamento no botijão com fogo;

·       Trocar mangueira de gás a cada 5 anos;

·       Cuidar para que a mangueira de gás não fique encostada no fogão;

 

A maioria dos acidentes domésticos podem ser evitados apenas com alguns cuidados simples e esses cuidados dependem de você mudar seu comportamento.

 




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