quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

 




 

NORMA REGULAMENTADORA -  NR 38

 



Em resumo, a saúde e segurança do trabalho passa por constantes atualizações. Graças aos avanços na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Dessa forma, as normas são atualizadas sempre que algum ponto de melhoria é identificado. Assim como, novas NR’s são criadas e planejadas, como é o caso atualmente da NR 38.  

Antes de mais nada, a NR 38 é uma norma que tratará diretamente sobre como devem ser feitos os trabalhos da limpeza urbana. Nesse sentido, tem o objetivo de regulamentar de forma segura e sadia as atividades feitas por trabalhadores dessa área.  

Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre essa norma e há um motivo para isso. Sendo assim, é importante entender e estar a par das mudanças. Dessa forma, você está se adiantando e poderá orientar suas empresas clientes com mais facilidade. Continue lendo esse artigo para conhecer essa norma.    

 

O QUE FALA A NR 38?   

 

Em primeiro lugar, a NR 38 tem o objetivo de definir os requisitos mínimos e as diretrizes da limpeza urbana. Que, afinal de contas, são as atividades que envolvem todo o processo de:  

 

·       Coleta de resíduos sólidos;  

·       Varrição;  

·       Transbordo;  

·       Manutenção de áreas verdes;  

·       Tratamento de resíduos;  

·       Ecoponto;  

·       Triagem de recicláveis;  

·       Destinação final;  

·       Pintura de meio-fio;  

·       Capina e roçagem de terrenos;  

·       Lavagem e conservação de monumentos públicos;  

·       Limpeza e conservação de túneis;  

·       Limpeza de feiras, vias e praças.  

 

E por outro lado, o trabalho que envolve essas atividades trazem riscos à saúde e segurança dos trabalhadores. Pois o contato com resíduos perigosos e não perigosos é constante. Então o objetivo da NR 38 é regulamentar a:  

 

·       Atividade;  

·       Disponibilização;  

·       Manutenção de infraestrutura;  

·       Instalação operacional de coleta, varrição manual e mecanizada;  

·       Asseio;  

·       Conservação urbana;  

·       Transporte;  

·       Transbordo;  

·       Destinação dos resíduos sólidos e de limpeza urbana.  

 

Além disso, essa norma exige a elaboração do PGR. Que, em resumo, é um documento que determina que o espaço deve ser adaptado até que as funções preservem a saúde do trabalhador em meio aos riscos. Assim como, a NR 38 abrange questões ergonômicas nas atividades desempenhadas.  

Antes de mais nada, essa norma tem o papel de auxiliar na compreensão do problema regulatório que tem a atividade de limpeza urbana. Além disso, a NR 38 define como responsabilidade da empresa a implementação de ações de SST para as funções executadas pelos trabalhadores.     

 

PUBLICAÇÃO DA NR 38 

  

Apesar de já sabermos que o objetivo da NR 38 é estabelecer os requisitos mínimos e as diretrizes do trabalho com limpeza urbana. Bem como o objetivo de garantir e preservar a saúde e a vida dos trabalhadores. Essa norma regulamentadora ainda não foi publicada.  

Pois o Ministério do Trabalho e Previdência realizou uma consulta pública entre 27 de dezembro de 2021 e 27 de janeiro de 2022. Sendo assim, teve o objetivo de colher subsídios para a elaboração da NR 38.  

Em outras palavras, foi uma etapa prévia de estudo do impacto regulatório, então não teve o objetivo de coletar sugestões sobre a redação de itens e subitens específicos das NR’s já existentes ou outras propostas sobre esse tema.   

Ou seja, o objetivo desta consulta pública foi recolher informações, dados e evidências para a elaboração da Análise de Impacto Regulatório – AIR.  Por fim, preservando a segurança dos trabalhadores que atuam no manejo de resíduos sólidos (perigosos e não perigosos) da limpeza urbana.    

 

Árvore de Problemas – Setor Limpeza Urbana    

 

Além disso, essa pesquisa trouxe um texto complementar chamado Árvore de Problemas – Setor Limpeza Urbana. Com questionamentos voltados para o diagnóstico, causa e consequências. Sendo:    

 

PROBLEMA REGULATÓRIO    

 

Que basicamente é as condições de trabalho sem adoção de medidas de controle e prevenção nas atividades de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos que causam:  

 

·       Deficiências nas medidas de controle e proteção dos riscos ocupacionais;  

·       Exposição ocupacional aos agentes físicos, químicos e biológicos;  

·       Descumprimento das regras gerais de saúde e segurança do trabalho;  

·       Lesões provenientes de acidentes diversos;  

·       Trabalho em condições ergonômicas inadequadas;  

·       Informalidade dos trabalhadores;  

·       Licitações e contratos com poucos critérios em termos de SST;  

·       Falta de segurança jurídica do setor;  

·       Produção de resíduos sólidos com diversos perigos;  

·       Condições de trabalho sem higiene e conforto em SST.    

 

CONSEQUÊNCIAS    

 

Como resultado das causas do problema regulatório surgem situações que são os exemplos listados abaixo:  

 

·       Acidentes e doenças do trabalho;  

·       Interdição do serviço de coleta;  

·       Danos à imagem do setor;  

·       Danos ao meio ambiente;  

·       Riscos sanitários;  

·       Redução ou interrupção da coleta do lixo;  

·       Custos para o estado e para as empresas;  

·       Prejuízos aos trabalhadores;  

·       Suspensão da contração da empresa.    

 

Nesse sentido, juntamente com a Árvore de Problemas, a consulta pública da NR 38 trouxe questões como, por exemplo:  

 

·       Você considera que as causas do problema regulatório apresentado acima estão completas? Em caso de negativa, justifique sua resposta.  

·       Você acredita que a exposição dos trabalhadores aos perigos ocupacionais sem a adoção de medidas de controle e proteção é o principal problema no setor de limpeza urbana? Em caso de negativa, justifique sua resposta.    

 

ESTAMOS AGUARDANDO A CHEGADA DA NOVA NR 38   

 

Então, como você pode ver ao longo desse artigo, a NR 38 vem chegando para agregar muito à saúde e segurança do trabalho. Tornando a vida dos trabalhadores que lidam com limpeza urbana mais segura e sadia. Assim como, facilitar a fiscalização dessas atividades.  

Portanto, a NR 38 vai tratar também sobre o treinamento obrigatório. E devem ser ministrados e organizados por profissionais qualificados em SST.  

Então, seguimos acompanhando as notícias da NR 38, para compreender seu texto e as exigências que devem ser cumpridas para as empresas que se encaixem nesse trabalho.  

Por aqui, no Sistema Escudo, estamos constantemente nos atualizando nas normas regulamentadoras para ajudar nossos parceiros nessa jornada de conhecimento.  

Assim como, entregamos serviço de excelência em treinamentos obrigatórios, com um catálogo de mais de 70 cursos, em total conformidade com a NR 1. Clique no banner abaixo e comece a vender com a plataforma líder de mercado em SST.  

 




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FATOR DE QUEDA NO TRABALHO EM ALTURA:

O QUE É E COMO CALCULÁ-LO?

 



Um dos principais de geradores de acidentes fatais no mundo é o trabalho em altura. No Brasil, a norma que regulamenta essa atividade é a NR 35, estabelecendo medidas de segurança e equipamentos obrigatórios para prevenir esse tipo de acidente. Além disso, há um conceito de avaliação conhecido como fator de queda no trabalho em altura, que deve ser calculado com precisão de modo a proporcionar saúde e bem-estar dos funcionários.

Dessa forma, antes de executar qualquer atividade em altura a atenção dos colaboradores deve ser redobrada, pois é preciso realizar uma análise de risco para verificar os níveis aceitáveis de segurança no decorrer do trabalho. Contudo, apesar da importância, muitas pessoas desconhecem fator de queda e a necessidade do cálculo para assegurar a segurança dos trabalhadores envolvidos.

Por isso, preparamos este artigo para que você entenda sobre as principais informações a respeito do fator de queda trabalho em altura e como calculá-lo. Continue com a gente e confira!

 

O QUE É O FATOR DE QUEDA TRABALHO EM ALTURA?

 

É uma razão que diz respeito sobre a existência da distância entre a queda do trabalhador e o comprimento do talabarte ou cabo que evitará o choque proveniente de uma queda. Assim, em decorrência de uma queda é possível calcular a ação do impacto realizado pelo corpo do trabalhador no exato momento do acidente.

Dessa forma, é fundamental utilizar esse conceito para determinar os possíveis riscos de queda no decorrer de um trabalho em altura. Isso é calculado independentemente do tempo ou força gravitacional, pois não há variações referentes a esses aspectos, somente o ponto de conexão do dispositivo de retenção da queda e seu respectivo ponto de ancoragem.

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DE CALCULÁ-LO?

 

Por meio do cálculo do fator de queda é possível ter certa precisão das consequências causadas pelo sistema de segurança no corpo do usuário e, principalmente pelo dispositivo que suporta a queda. Diante disso, os fatores envolvidos em uma queda são decorrentes do peso, fator de queda e do tipo de equipamento utilizado. O talabarte, por exemplo, reduz consideravelmente a força de uma queda sobre o trabalhador, devido a sua capacidade em absorver a energia de maneira antecipada através de seu absorvedor integrado.

 

COMO O CÁLCULO DEVE SER FEITO?

 

O fator de queda no trabalho em altura deve ser calculado em todas as condições que possam colocar em risco a saúde e segurança do trabalhador. Essa é uma análise que tem como objetivo resguardar a integridade física do indivíduo, além de evitar que possíveis acidentes ocorram ao longo da jornada de trabalho.

No entanto, o comprimento ou a distância da possível queda precisa ser o mínimo para que o fator de queda também seja diminuído. Para isso, a operação matemática deve ser feita usando a seguinte equação:

 

FQ = altura da queda / comprimento do talabarte/trava queda

Diante disso, é necessário atentar para alguns detalhes relacionados com a classificação do fator de queda para interpretar os resultados obtidos.

 



CLASSIFICAÇÕES DO FATOR DE QUEDA

 

MENOR QUE 1 – o ponto de ancoragem do talabarte/trava queda é usado acima da cabeça. Exemplo: O indivíduo conecta o gancho do talabarte com o comprimento de 1,5 m a uma altura de queda 0,30 m, logo a equação será:

FQ = 0,3/1,5

FQ = 0,2

Dessa forma, na ocorrência de uma queda, a distância percorrida pelo dispositivo será de apenas 30 cm, com o fator em 0,2, obtendo um impacto reduzido no corpo do trabalhador.

 

IGUAL A 1 – quando o talabarte é fixado em um ponto de ancoragem que condiz com a altura do ombro. Exemplo: O talabarte fixado pelo trabalhador tem o comprimento de 1,5 m e a distância de queda com também 1,5 m ( altura do ombro do usuário) , obtendo a seguinte equação:

FQ = 1,5/1,5

FQ = 1

Na queda, o indivíduo vai se locomover descendo 1,5 m, tendo a mesma dimensão do talabarte e o fator de queda igual a 1. O impacto no corpo do funcionário vai ser ampliado, devido ter a mesma proporção ao tamanho do talabarte, porém com uma força de impacto no corpo aceitável.

 

MAIOR QUE 1 – quando fixa o talabarte em um ponto de ancoragem bem abaixo do seu centro de gravidade. Exemplo: O trabalhador usa o talabarte com um comprimento de 1,5 m e a altura de queda com 3 m (conexão do gancho do talabarte no piso onde usuário está) , resultando em:

FQ = 3,0/1,5

FQ = 2

Na queda, o trabalhador distancia o dobro do comprimento do talabarte, gerando um fator de 2. Já o impacto sofrido vai ser correspondente a duas vezes o tamanho do talabarte, gerando uma força de impacto ainda maior no corpo do colaborador. Além disso, o cálculo do fator de queda resultando a 2 é o limite máximo de choque que o talabarte e o corpo humano podem suportar.

Por isso, o ideal para guardar a integridade física do funcionário é que o fator de queda trabalho em altura seja sempre igual ou inferior a 1. O equipamento ideal para ser utilizado é portanto o trava quedas pois reduz substancialmente a distância de uma eventual queda e consequentemente o fator de queda.

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DE INVESTIR EM EPIS DE QUALIDADE?

 

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) precisam ser priorizados pelos funcionários e pela empresa. No trabalho em altura, a importância de investir em EPIs de qualidade é ainda maior, pois em qualquer atividade realizada com dois metros ou mais de desnível entre o acesso e o local de trabalho, é fundamental garantir a saúde e integridade física dos funcionários envolvidos.

Dessa forma, é possível assegurar operações e processos de qualidade, diminuir riscos e aumentar a motivação da equipe. Além disso, investir em segurança significa evitar possíveis prejuízos ao trabalhador e à própria empresa que enfrentará com tranquilidade uma eventual fiscalização ou auditoria externa. A empresa passa a ser vista com bons olhos pelos seus colaboradores e funcionários, devido a sua ação em reconhecer a integridade da saúde e segurança de todos os funcionários envolvidos.

Por isso, vale a pena optar pelos equipamentos de proteção individual como trava quedas e talabartes cujo fabricante tenha boa reputação no mercado e forneça informações adequadas sobre os riscos, visto que atividades em altura que contemplam um fator de queda 2 pode comprometer a integridade tanto do equipamento quanto do próprio colaborador.

 

 

 

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

 




 

ERGONOMIA NO TRABALHO: 

VEJA COMO PROMOVER E SEUS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS!

 



Em uma época onde os colaboradores cada vez mais são considerados como principal recurso das empresas, é imprescindível que eles tenham acesso à saúde física e mental no ambiente de trabalho. Através da ergonomia no trabalho as organizações conseguem oferecer ambientes mais seguros para os seus funcionários.

Garantir que os colaboradores tenham ergonomia no ambiente de trabalho sempre foi um dos grandes desafios para a equipe de Recursos Humanos. E, com a necessidade de migração para modelo home office, estar alinhado com esta preocupação ficou ainda mais desafiador para as empresas.

Neste material, compilamos tudo o que você precisa saber sobre ergonomia. Entenda qual é a sua importância, os seus impactos, e os riscos que as empresas e funcionários correm em caso de não cumprimento desta Norma.

 

Conceito de ergonomia

 

A origem da palavra “ergonomia” vem da soma de duas palavras do grego: ergon (trabalho) e nomos (normas). Em linhas gerais, ergonomia é uma ciência que visa o entendimento da relação das pessoas com as máquinas, equipamentos e condições de trabalho.

As normas foram criadas para que os colaboradores sejam submetidos a menos riscos no ambiente de trabalho e tenham conforto para executar suas atividades. Isso faz com que as chances do desenvolvimento de doenças ocupacionais, ou seja, transtornos ou problemas de ordem física ou mental, sejam reduzidas.

A ergonomia no trabalho tem como objetivo proporcionar maior bem-estar aos colaboradores, e com isso os ganhos da empresa com a produtividade dos funcionários tendem a ser consideráveis. 

 

O que é ergonomia no trabalho?

 

A ergonomia no trabalho é a ciência que estuda e desenvolve normas que visam proporcionar aos funcionários um ambiente compatível com as suas necessidades físicas, emocionais e mentais, reduzindo a exposição dos colaboradores a riscos ergonômicos.

É importante que os ergonomistas entendam o perfil dos colaboradores das empresas e as condições de trabalho a que são submetidos. Os especialistas afirmam que essa prática deve ser desenvolvida de maneira personalizada, dado que cada empresa possui suas especificidades.

Aplicada no trabalho, a ergonomia possibilita que os colaboradores utilizem os recursos disponíveis, e o ambiente que estão inseridos a seu favor. Dessa forma os funcionários melhoram suas performances e, ao mesmo tempo, cuidam de sua saúde física e mental.

 

Qual a importância da ergonomia no trabalho?

 

Como vimos até aqui, a ergonomia no ambiente de trabalho é importante porque trata-se de uma ferramenta que garante o cuidado da saúde física e mental dos colaboradores.

A implementação e acompanhamento da ergonomia no trabalho também traz resultados positivos para a empresa, dado que os colaboradores aumentam a sua capacidade produtiva.

Agora que sabemos os ganhos macros desta ferramenta, vamos nos aprofundar em alguns pontos que reforçam sua importância? Veja como a ergonomia contribui com as empresas e seus respectivos funcionários:

Prevenção de lesão por esforço repetitivo (LER): Esta é uma das doenças ocupacionais mais recorrentes. Ela pode ser tão grave a ponto de levar os colaboradores à aposentadoria por invalidez.

Prevenção de doenças psicossociais: As doenças psicossociais geralmente são desencadeadas em ansiedade e depressão, mas patologias cardíacas e transtornos alimentares também são muito frequentes devido ao alto nível de estresse que os funcionários são expostos.

Algumas formas de prevenir os colaboradores dessas doenças são: melhora na gestão, redução de demanda, diminuição da cobrança excessiva e atenção à jornada de trabalho.

Elas são os principais motivos de afastamento dos colaboradores de seu ambiente de trabalho, o que nos leva ao próximo tópico;

Redução de afastamentos médicos e absenteísmo: Se a empresa tomar cuidado com a saúde dos colaboradores, eles tendem a gastar menos tempo com consultas médicas e idas a hospitais.

Mas sabemos que o absenteísmo nem sempre se dá por problemas de saúde. Colaboradores que não estão satisfeitos com sua função, gestão ou ambiente de trabalho tendem a se ausentar com maior frequência.

A importância da ergonomia no trabalho neste ponto se dá pelo maior engajamento e satisfação do colaborador dentro da empresa. Quanto mais forte a cultura e mais leve o clima organizacional, menores são os indicadores de absenteísmo.

Qualidade de vida e produtividade: A aplicação da ergonomia no ambiente de trabalho, no curto prazo, é capaz de proporcionar uma melhora na qualidade de vida dos colaboradores. Isso impacta diretamente na velocidade de entrega dos funcionários, que melhoram sua produtividade.

A prevenção de saúde física e mental dos colaboradores são perceptíveis no longo prazo, fortalecendo a cultura e melhorando o clima organizacional.

Redução do cansaço dos colaboradores: Fazer com que os funcionários respeitem a carga horária, é uma responsabilidade da empresa. Como a produtividade está diretamente relacionada com a saúde física e mental dos membros da equipe, é importante que a organização tome este cuidado.

Dessa forma o colaborador fica com a saúde em dia e a empresa melhora seus indicadores de performance.

Redução de custos com planos de saúde: A aplicação dessa ferramenta, quando bem executada, pode reduzir a taxa de acionamento do plano de saúde por parte dos colaboradores. Isso impacta a taxa de sinistralidade dos planos, trazendo uma queda significativa nos gastos da empresa com esse benefício.

Vale lembrar que os pontos citados acima são importantes para que os colaboradores estejam saudáveis e, ao mesmo tempo, melhoram os principais indicadores de performance do time de Recursos Humanos.

 

Ergonomia no trabalho é uma exigência legal?

 

Sim, ergonomia no trabalho é uma exigência legal. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), criou uma norma que obriga que as empresas apliquem a ergonomia no ambiente de trabalho.

A decisão da criação dessa norma foi tomada porque qualidade de vida, saúde e segurança dos colaboradores podem ser diretamente afetadas se o ambiente de trabalho não estiver alinhado com algumas regras, que você verá no próximo tópico.

Essa regulamentação apoia tanto os empregados quanto os empregadores, visto que os empregados passam a trabalhar em um ambiente mais seguro tanto no âmbito físico quanto no psicológico, e os impactos disso são superpositivos no quesito produtividade, que é um ponteiro superimportante para o empregador.

Agora que você já sabe que ergonomia no trabalho é uma ferramenta garantida por lei aos colaboradores das empresas, entenda maiores detalhes na Norma Regulamentadora Nº17, conhecida popularmente como NR17!

 

NR17 e a Ergonomia no trabalho

 

A Norma Regulamentadora Nº17, criada em 1978 pelo MTE, faz com que as empresas reduzam a exposição dos funcionários a riscos ergonômicos.

A NR17 exige que os próprios funcionários realizem a Análise Ergonômica no Trabalho (AET). Com base no resultado das informações coletadas, a empresa receberá um laudo que contribuirá com a eliminação ou redução dos riscos no ambiente de trabalho.

Depois que todas as medidas forem tomadas e as informações documentadas na própria AET, fica mais fácil da empresa entender quais são as relações existentes entre os acidentes ocupacionais com o meio em que estão inseridos, por exemplo.

Esse acompanhamento deve ser feito de maneira recorrente para que os números de incidência de doenças ocupacionais sejam cada vez menores, garantindo um ambiente seguro ao funcionário e melhorando indicadores de engajamento e cultura, que são dois dos principais indicadores-chave da área de Recursos Humanos.

Em linhas gerais, a NR17 “visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”, como consta no parágrafo primeiro da Norma.

 

Vale destacar que o não cumprimento da NR17 pode gerar problemas para ambas as partes.

 

As empresas que não utilizarem da ferramenta serão notificadas para que as mudanças sejam implementadas. Elas possuem um prazo de 60 (sessenta) dias para fazer as correções, mas caso elas não sejam feitas a empresa receberá uma multa, podendo responder judicialmente sobre o ocorrido.

Já os colaboradores que não cumprirem as regras da Norma, correm o risco de serem demitidos por justa causa.

Principais benefícios da ergonomia no ambiente de trabalho

Como vimos anteriormente, tanto os funcionários quanto as empresas se beneficiam da aplicação da ergonomia no ambiente de trabalho.

 

Que tal explorarmos melhor quais são esses benefícios?

 

·       Para o colaborador:

·       Fortalecimento do trabalho em equipe;

·       Maior bem-estar;

·       Redução de estresse;

·       Prevenção de Distúrbios Osteo musculares Relacionados ao Trabalho;

·       Melhor qualidade de vida;

·       Prevenção de Lesões por Esforço Repetitivo;

·       Redução das chances de desenvolvimento de doenças psicossociais.

·       Para a empresa:

·       Queda na taxa de absenteísmo;

·       Redução de atestados médicos;

·       Cultura fortalecida;

·       Ambiente de trabalho que engaja e motiva;

·       Redução no turnover;

·       Diminuição no cansaço físico e mental dos colaboradores;

·       Melhor performance das equipes;

Criação da mentalidade de saúde e prevenção na organização.

 

Agora que você teve uma visão geral, vamos mergulhar nos principais benefícios que a implantação da ergonomia traz para as empresas e seus funcionários!

 

Quais os tipos de ergonomia?

 

Que ergonomia é um assunto que está cada vez mais evidente, a gente já sabe. Mas você conhece quais são os tipos de ergonomia e as principais diferenças entre eles?

É importante que as empresas atendam uma série de campos da ergonomia. Cada um destes campos é específico para que sejam oferecidas condições adequadas para os funcionários de acordo com as suas funções. Dessa forma eles podem exercer suas respectivas atividades de maneira segura e eficiente.

 

Chegou a hora de conhecer os tipos de ergonomia e as diferenças entre eles, vamos lá?!

 

Ergonomia física

 

Este tipo de ergonomia estuda a relação entre a anatomia dos seres humanos e o ambiente de trabalho, ou seja, como o corpo humano se adapta às condições a que está sendo submetido. 

A ergonomia física garante a postura no ambiente de trabalho, a redução dos movimentos repetitivos e adequação do ambiente de acordo com as necessidades individuais dos colaboradores.

 

Ergonomia organizacional

 

Ela está diretamente relacionada à cultura, clima, valores e políticas organizacionais. As pessoas são consideradas parte do sistema. 

São feitos estímulos de trabalhos em grupos, melhora nos processos comunicativos, implementação de projetos participativos e atenção ao tempo de trabalho. Um exemplo de aplicação da ergonomia organizacional são os feedbacks entre os membros das equipes.

 

Ergonomia cognitiva

 

Ela é usada pelos funcionários na realização de suas funções e impactam diretamente em fatores como confiabilidade humana, tomadas de decisão, interação entre pessoas e máquinas, estresse profissional e carga mental.

 

A ergonomia cognitiva está diretamente relacionada a processos mentais como memória e raciocínio.

 

Quando fatores como estresse e cansaço dos colaboradores estão controlados, eles podem impactar positivamente na gestão de conflitos internos. O contrário também é verdadeiro, ou seja, quando a empresa não consegue controlar estes fatores, os conflitos internos tendem a ser mais recorrentes.

Para que o clima seja o melhor possível, é importante que a empresa estabeleça uma rotina de treinamento e desenvolvimento de seus colaboradores.

 

Ergonomia de correção

 

Este tipo de ergonomia trata-se da adequação do ambiente de trabalho às necessidades dos colaboradores. Ou seja, se algum “detalhe” gera desconforto, dores ou incômodos aos funcionários, é papel da empresa usar a ergonomia de correção para ajustar o que for necessário, garantindo um ambiente funcional e adequado para que as tarefas sejam executadas.

 

Ergonomia de conscientização

 

Ela foi desenvolvida com foco no engajamento dos colaboradores quando o assunto for Ergonomia. Como o próprio nome diz, trata-se da “conscientização” dos colaboradores sobre a importância da ergonomia e quais os impactos de sua implementação.

 

Ergonomia participativa

 

Esse tipo de ergonomia foi criada com o intuito de conscientizar e fiscalizar se essa prática está realmente sendo executada. Neste ponto, os colaboradores trabalham em prol de si mesmos, fortalecendo ainda mais a cultura. Cabem às pessoas envolvidas neste núcleo solicitar e cobrar a diretoria para que as melhorias sejam feitas quando necessárias.

 

Ergonomia operacional

 

Focada em oferecer boas condições de trabalho aos funcionários, a ergonomia operacional tenta evitar ao máximo a sobrecarga dos colaboradores. Ela projeta as estruturas necessárias para que a performance dos times aumente, garantindo qualidade no trabalho mesmo com o crescimento no volume das demandas.

 

Ergonomia no trabalho home office: como manter e promover para sua empresa?

 

A implementação da ergonomia no ambiente de trabalho é um grande desafio para as empresas. Garantir que os colaboradores estejam trabalhando seguindo a NR17 no modelo home office é um desafio ainda maior.

Com a pandemia, muitos profissionais passaram a trabalhar de casa e as organizações começaram a olhar com ainda mais cuidado para a saúde física e mental de seus colaboradores.

Na tentativa de proporcionar maior conforto para seus funcionários, algumas empresas adotaram medidas como envio de cadeiras de escritório, implementação de programas de saúde e bem-estar, além de treinamentos e conscientização sobre ergonomia.

Veja, no detalhe, algumas medidas que podem ser tomadas pelas organizações a fim de amenizar os impactos de se trabalhar de casa:

Investimento em programas de saúde: Colaboradores que possuem, com frequência, problemas de saúde relacionados às condições de trabalho acabam causando alguns malefícios para a organização. Como forma de demonstração de cuidado com os seus funcionários, as empresas oferecem programas de saúde.

Treinamento e conscientização sobre ergonomia: Isso parece simples, mas muitas empresas não tomam esse cuidado. O investimento em treinamentos é uma das principais formas de reduzir as chances de riscos ergonômicos no ambiente de trabalho. Profissionais treinados sabem como devem se portar em situações as quais são submetidos a riscos ergonômicos.

O entendimento destes riscos é superimportante, e os impactos de uma boa implementação desta ferramenta pode ser bem positivo para as organizações e seus respectivos funcionários.

 

Estímulo para que os colaboradores se exercitem com maior frequência: 

 

A “falta de tempo” deixou de ser uma desculpa para que os colaboradores de determinadas empresas deixassem de fazer exercícios físicos. Muitas organizações estão implementando boas práticas como aulas de ginástica laboral, alongamentos e exercícios leves. O impacto de ações como esta é muito positivo, tanto para os colaboradores quanto para as empresas.

 

Principais dicas para manter a ergonomia no home office

 

Agora acompanhe algumas dicas que podem melhorar a qualidade de vida de pessoas que trabalham no modelo home office:

 

·       Mantenha uma postura ereta;

·       Tome cuidado com a repetição de movimentos;

·       Busque por uma iluminação eficiente;

·       Não passe dos limites: Tenha um ritmo de trabalho saudável;

·       Permita-se ter mais dinamismo em sua agenda;

·       Tente não exceder sua carga horária.

 

Quais os riscos de não promover ergonomia para os colaboradores?

 

Como vimos até aqui, são muitos os benefícios da aplicação da ergonomia no trabalho para as empresas e colaboradores.

 

Mas o que a falta dessa ferramenta pode causar para os funcionários? Veja quais são os principais pontos abaixo:

 

·       Níveis de estresse elevados;

·       Dores no corpo;

·       Queda na produtividade;

·       Insegurança;

·       Crises de ansiedade;

·       Depressão;

·       Aposentadoria precoce por invalidez;

·       Piora na qualidade de vida.

 

Como o RH pode auxiliar para promover a ergonomia no trabalho?

 

A área de Recursos Humanos pode elaborar as medidas de prevenção de doenças ocupacionais. Para que isso aconteça de forma organizada, deve-se fazer um plano de ação, por isso a importância de conhecer quais são os riscos ergonômicos a que os funcionários são expostos.

Quanto melhor a empresa conhecer seus colaboradores e os riscos a que eles estão expostos, maior será a eficiência destes programas de prevenção. 

Acompanhar todo o processo após a sua implementação é primordial para o sucesso desses projetos.

 

Agora veja algumas dicas rápidas de como o RH pode promover a ergonomia no ambiente de trabalho:

 

·       Comunicação interna clara e acolhedora;

·       Programas de treinamentos sobre Ergonomia;

·       Estimular o trabalho em equipe;

·       Gamificação;

·       Valorização dos colaboradores.

 

Conclusão

 

Em suma, pudemos observar que a ergonomia é uma ciência que melhora a relação das máquinas com os seres humanos e os benefícios de sua aplicação impactam tanto as empresas quanto os colaboradores.

Ela é garantida aos funcionários por meio de uma NR17, e a falta de seu cumprimento pode gerar consequências negativas tanto para os empregados quanto para os empregadores.

Passamos rapidamente sobre os tipos de ergonomia, onde entendemos as diferenças e a aplicabilidade de cada um deles.

Sabemos que os desafios de manter a ergonomia no home office são muito grandes, mas ferramentas de controle de ponto, por exemplo, podem contribuir com o acompanhamento desse indicador.

O profissional de recursos humanos é um dos principais recursos na implementação e manutenção dessa ferramenta. É importante que todos sejam treinados sobre a pauta e acompanhados de perto para que a ergonomia seja garantida.

 




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