quarta-feira, 21 de setembro de 2022

 




 

COMO DEVE SER UM TREINAMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS?

 



Entre os fatores que motivam os colaboradores e garantem que as atenções estejam voltadas apenas para o trabalho, podemos citar a segurança como um ponto primordial. Porém, mesmo que acidentes venham a acontecer, sua equipe precisa estar preparada para contorná-los. É aí que entra o treinamento de primeiros socorros.

Conforme a Normal Regulamentadora 7, a NR7, toda empresa precisa ter os materiais necessários para o primeiro atendimento. A lista de itens varia conforme a atividade desenvolvida e deve estar aos cuidados de pessoas treinadas para esse fim.

Ter noções de primeiros socorros é importante para preparar os colaboradores quanto aos procedimentos a serem tomados em caso de emergência, mas também é um conhecimento que se leva para a vida. Não sabe como planejar um treinamento? Então, este post é para você. Confira!

 

Como deve ser um treinamento de primeiros socorros

 

Selecione os trabalhadores

 

A NR7 exige que toda empresa tenha ao menos um colaborador treinado para manipular o material de primeiros socorros. Essa pessoa deve ter um bom raciocínio lógico, agilidade e vontade de ajudar o próximo. Afinal, quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de a vítima sobreviver.

O ideal é convidar os membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA e um funcionário de cada setor para potencializar os resultados, pois, já que você preparou um treinamento, por que escolher só uma pessoa para participar? Além disso, se esse colaborador for desligado e não tiver mais ninguém capacitado, será preciso realizar todo o processo novamente.

 

Planeje o conteúdo

 

Agora que você já sabe quem serão os participantes, o próximo passo é planejar o que será tratado no treinamento, qual será o tempo de duração e quais os materiais precisam ser comprados. Tudo isso é responsabilidade da empresa, ou seja, o funcionário escolhido não pode arcar com nenhum custo.

Alguns exemplos de conteúdo a serem trabalhados são: ações preliminares, avaliação primária, ABC da reanimação, transporte e manipulação da vítima, anatomia humana e suporte básico à vida.

 

Escolha o profissional responsável

 

É necessário que os treinamentos sejam ministrados por médicos ou enfermeiros qualificados, pois esses profissionais já dominam o conhecimento e lidam com primeiros socorros todos os dias. Certamente eles já contam com um material didático educativo que facilita a compreensão e fixação do conteúdo.

Como os novos socorristas precisam ser orientados para analisar o local do acidente antes de agir, é importante que a pessoa que ministra o treinamento entenda os riscos existes em sua empresa. Lembre-se que informações superficiais resultam em ações ineficazes. Em se tratando de vidas, quanto mais aprofundamento, melhor.

 

Garanta um treinamento de primeiros socorros interativo

 

Não caia no erro de achar que deixar o funcionário sentado algumas horas escutando a teoria vai garantir que vidas sejam salvas. A prática é a melhor forma de fixar o conteúdo e corrigir os procedimentos errados. Caso você tenha optado por selecionar mais de um colaborador, essa etapa fica mais fácil de ser realizada. Para motivar ainda mais o grupo, faça simulações e premie aqueles que acertarem desde a primeira tentativa.

 

Divulgue as informações na empresa

 

Como já foi dito, os funcionários prezam pela segurança no ambiente de trabalho. Trabalhar corretamente com a divulgação do treinamento de primeiros socorros ajuda a tranquilizar a equipe e mostrar que a empresa valoriza e se preocupa com a saúde ocupacional.

Uma boa dica é realizar o treinamento na Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT para englobar mais pessoas e economizar. Outra opção é escolher datas próximas a SIPAT e utilizar o evento para apresentar a equipe de primeiros socorros.

Além de preservar vidas, investir na capacitação de socorristas impede que sua empresa seja multada pelo Ministério do Trabalho. Lembre-se de conferir periodicamente a data de validade dos materiais para atendimento e de sinalizar bem o local, em caso de evasão.

 

 



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É NECESSÁRIO TER O LAUDO DE PERICULOSIDADE PARA PAGAR O ADICIONAL?

 



Toda situação que oferece riscos acentuados à integridade física ou à vida do trabalhador, seja por seus métodos ou por conta de sua natureza, apresenta um nível de periculosidade.

A legislação brasileira considera perigoso para o trabalhador seis principais agentes, os quais os assalariados estão expostos a risco grave e, por causa disso, devem receber o adicional por periculosidade.

Por isso, neste conteúdo, mostraremos o que você precisa saber sobre o laudo de periculosidade nas organizações, sua importância e se é necessário tê-lo para pagar o adicional. Quer saber mais sobre o assunto? Então não deixe de conferir o artigo!

 

Quais são as atividades de riscos segundo a NR-16?

 

De acordo com os anexos da Norma Regulamentadora de número 16, as atividades de risco aos quais os trabalhadores estão expostos, são:

 

·       Atividades e Operações Perigosas com Explosivos — Anexo 1 - http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/Nr16-anexo1.htm;

·       Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis — Anexo 2 - http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/Nr16-anexo2.htm;

·       Atividades e Operações Perigosas com Radiações Ionizantes ou Substâncias Radioativas — Anexo (*) - http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/Nr16-anexo.htm;

·       Atividades e Operações Perigosas com Exposição a Roubos ou Outras Espécies de Violência Física nas Atividades Profissionais de Segurança Pessoal ou Patrimonial — Anexo 3 - http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/Nr16-anexo3.htm;

·       Atividades e Operações Perigosas com Energia Elétrica — Anexo 4 - http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/Nr16-anexo4.htm;

·       Atividades Perigosas em Motocicleta — Anexo 5 - http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/Nr16-anexo5.htm;

 

O que é e para que serve o laudo de periculosidade?

 

É um documento obrigatório para todas as organizações cujas operações ou atividades laborais expõem o trabalhador a situações de periculosidade.

O objetivo do laudo de periculosidade é identificar e avaliar os riscos do ambiente de trabalho para que sejam minimizados ou até mesmo eliminados, com o intuito de prevenir os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, concluindo se há ou não periculosidade no local.

 

Qual a importância do laudo de periculosidade para as empresas?

 

Segundo a Norma Regulamentadora n° 6, referente às Atividades e Operações Perigosas, de acordo com a Portaria nº 3214/78 e a Lei n° 6514/77, a elaboração do laudo de periculosidade é obrigatória, e qualquer empresa que descumprir esta norma está sujeita a multas e penalizações.

O laudo de periculosidade também tem o objetivo de proporcionar um ambiente de trabalho mais seguro aos empregados, minimizando os riscos e garantindo a produtividade da empresa.

Ainda vale mencionar que organizações que demonstram preocupação com a segurança e a saúde de seus funcionários são bem vistas diante do mercado e da sociedade, agregando valor aos seus princípios. Além disso, é reduzido o índice de conflitos e causas trabalhistas na organização.

 

Quem tem direito ao adicional de periculosidade?

 

O adicional de periculosidade é um valor devido ao empregado que se expõe a atividades de risco, representando o salário do mesmo acrescido de 30%.

Segundo o artigo 193 da CLT, todos os trabalhadores que forem expostos a agentes periculosos (citados no primeiro tópico) têm direito ao adicional de periculosidade. Lembrando que o valor não deve considerar acréscimos resultantes de prêmios, gratificações ou participações nos lucros da empresa.

 

É necessário ter o laudo de periculosidade para pagar o adicional?

 

Como foi dito anteriormente, o laudo de periculosidade é um documento obrigatório para todas as empresas que submetem seus empregados a situações de risco por conta do exercício da atividade laboral.

Sendo assim, é necessário ter o laudo de periculosidade não apenas por causa do adicional, mas também porque qualquer empresa que descumprir o que as Normas Regulamentadoras estabelecem, não tendo posse do documento (ou tendo o documento vencido), está sujeita a multas e penalidades previstas na lei.

Apesar de ser uma determinação obrigatória, a elaboração do laudo não deve ser encarada apenas como uma forma de cumprir a lei, mas sim como uma ferramenta necessária para gerenciar os riscos inerentes ao processo de produção, além de minimizar conflitos e processos trabalhistas.

Como você pôde conferir, o laudo de periculosidade é um documento obrigatório e muito importante para que toda empresa que lida com riscos ocupacionais garanta a segurança de seus funcionários e a produtividade no ambiente de produção.

 

 


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terça-feira, 20 de setembro de 2022

 




 

A IMPORTÂNCIA DA ERGONOMIA NO POSTO DE TRABALHO

 



Seja qual for o porte ou o segmento de atuação da empresa, o fato é que o gestor tem a responsabilidade de se preocupar com a forma como os empregados realizam suas funções. Sendo assim, a ergonomia no trabalho tem papel fundamental para garantir saúde e segurança a toda a equipe.

Todas as profissões exigem algum nível de esforço físico, desde profissionais dos setores de construção civil e industrial que lidam com procedimentos pesados até aqueles que trabalham em escritórios e que passam o dia sentados na frente de um computador.

Por isso, neste conteúdo abordamos a importância da ergonomia no trabalho e os seus principais benefícios para a organização e os colaboradores. Quer saber mais sobre o assunto? Então, não deixe de conferir o artigo completo!

 

O que é ergonomia no trabalho?

 

Ergonomia consiste no estudo da relação entre o indivíduo e o seu ambiente de trabalho. É correto afirmar que a ergonomia no trabalho proporciona ao trabalhador conforto adequado e métodos de prevenção de patologias e acidentes decorrentes de cada tipo de atividade exercida nas empresas.

A má postura e as lesões consequentes de esforço repetitivo, com o decorrer do tempo, são responsáveis pelos mais variados males que afetam e comprometem a saúde do colaborador. Muitas vezes, isso impossibilita a execução de uma mesma atividade em decorrência, por exemplo, de deficiência motora.

 

Como a ergonomia impacta no desempenho do trabalhador?

 

A NR-17, estabelecida pelo MTE e regulamentada pela Portaria 3.214, tem o objetivo de estabelecer a obrigatoriedade de padrões que permitam as condições ideais de trabalho, adaptando-se às características psicofisiológicas dos colaboradores, de forma que eles tenham um ambiente laboral seguro, confortável e produtivo.

Dado o contexto, é importante destacar que aspectos como o nível de ruídos, a temperatura do ambiente de trabalho e a iluminação são alguns dos principais causadores de problemas que prejudicam de forma direta a saúde dos empregados de uma empresa.

Sendo assim, a ergonomia também pode contribuir para evitar que doenças ocupacionais ocorram, visando tornar os procedimentos de controle e regulação das condições adequadas de trabalho cada vez mais eficientes.

 

Quais são os benefícios da ergonomia no trabalho?

 

Reduz a rotatividade por afastamentos

 

É muito comum que ocorram afastamentos de funcionários por conta de acidentes e doenças do trabalho, gerando alta rotatividade de pessoas, o que prejudica a produtividade do negócio.

Assim, a ergonomia no trabalho está diretamente ligada à redução da rotatividade, diminuindo o número de ausências e afastamentos, já que contribui com a saúde e o bem-estar dos colaboradores durante a jornada de trabalho.

 

Proporciona melhora postural

 

Os ajustes na realização das funções laborais, por menores que pareçam, são capazes de proporcionar melhorias significativas na postura dos funcionários.

 

Alguns exemplos de melhoria postural que evitam lesões, dores e fadiga que podemos citar são:

 

·       Sentar corretamente na cadeira;

·       Alinhar pernas e braços de maneira adequada;

·       Ajustar o monitor na altura correta;

·       Manusear uma ferramenta ou maquinário de modo seguro.

 

Aumenta a produtividade no ambiente laboral

 

Sem dúvida, uma das maiores vantagens da ergonomia no trabalho é o notável aumento na produtividade dos empregados. Afinal, ninguém é capaz de realizar sua função laboral com eficiência se está se sentindo desconfortável ou com dores, concorda?

 

Torna o ambiente de trabalho mais seguro

 

Para finalizar, vale a pena citar um dos aspectos de maior importância que a ergonomia do trabalho promove nas organizações: maior segurança no ambiente de trabalho.

Vale lembrar que, ao demonstrar compromisso com a saúde e a segurança de seus funcionários, a empresa melhora sua imagem perante o mercado e a sociedade, além de aproximar os colaboradores e incentivá-los a ter ótimo desempenho.

Como você pôde conferir neste artigo, a ergonomia no trabalho é um assunto de extrema importância e uma das principais responsabilidades dos gestores das empresas. Garantir um local de trabalho seguro e confortável aos seus funcionários não é mero capricho, mas uma questão de garantir segurança e saúde a toda a equipe.

 



 

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SAIBA O QUE OBSERVAR AO CONTRATAR EMPRESA DE MEDICINA DO TRABALHO?

 


A segurança e a medicina do trabalho consistem na junção de uma série de requisitos necessários para tornar o ambiente laboral mais saudável e seguro. O objetivo é proporcionar benefícios como a redução de custos e rotatividade de colaboradores, prevenir acidentes e doenças ocupacionais, além de garantir a motivação e um alto índice de produtividade no dia a dia.

Mas é preciso ter cuidado na hora de implementar tudo isso. Neste artigo, mostraremos tudo o que você precisa considerar antes de contratar uma empresa de medicina do trabalho. Confira!

 

Qual é o papel da medicina do trabalho?

 

Não é nenhuma novidade que boa parte das organizações sofre com longos afastamentos de seus colaboradores devido ao tratamento de doenças ocupacionais ou recuperação de acidentes de trabalho, não é verdade?

É função da empresa oferecer um plano de saúde aos profissionais, mas isso não é o suficiente para garantir a segurança e a saúde no ambiente. Afinal, a decisão de fazer os exames e seguir o tratamento corretamente fica a critério de cada um.

Sendo assim, a implementação de um programa de medicina do trabalho dentro da própria companhia é fundamental, pois garantirá que todos os colaboradores sigam um cronograma de exames periódicos. Dessa forma, qualquer problema poderá ser diagnosticado a tempo de ser tratado — ou evitado.

Portanto, podemos afirmar que um dos principais papéis da medicina do trabalho é garantir a integridade física e psicológica de todos os colaboradores.

 

Quais são os benefícios de implementar a medicina do trabalho na empresa?

 

O gestor deve ter em mente que os gastos com medicina do trabalho são, na verdade, investimentos, já que, além de garantir que seus colaboradores trabalhem em um ambiente seguro, o programa traz uma vasta gama de benefícios.

 

Dentre as suas inúmeras vantagens, podemos citar:

 

·       Redução de custos: diminui a rotatividade e afastamento dos colaboradores (um dos maiores gastos para as organizações);

·       Prevenção estratégica: a empresa passa a se proteger de possíveis processos trabalhistas nas situações em que o colaborador alega ter a saúde comprometida por causa do trabalho;

·       Prevenção de acidentes e doenças ocupacionais: um programa de medicina do trabalho instaura padrões e medidas de segurança nos procedimentos operacionais, evitando acidentes ou doenças ocupacionais;

·       Garantia de produtividade e motivação: colaboradores que sabem que a empresa preza pela sua segurança e saúde sentem-se mais motivados — e isso reflete diretamente na produtividade;

·       Acompanhamento por especialistas da área: a organização ganha programas de orientação aos trabalhadores em relação aos cuidados com a saúde durante a execução de suas funções, além de poder contar com a avaliação de profissionais devidamente capacitados.

 

O que observar ao contratar uma empresa de medicina do trabalho?

 

Houve um crescimento exponencial no número de empresas de medicina do trabalho nas últimas décadas, o que pode tornar a tarefa de encontrar a melhor prestadora de serviços bastante complexa.

Para evitar aborrecimentos, transtornos, retrabalhos e até mesmo penalidades por falta de experiência ou negligência, é preciso considerar alguns aspectos antes de tomar a decisão final. Veja quais são:

 

Credibilidade no mercado

 

Contratar uma empresa com credibilidade em seu mercado de atuação é o melhor caminho para garantir serviços de qualidade e segurança no ambiente laboral.

Para isso, entre em contato com pelo menos três empresas de contabilidade diferentes que já tenham trabalhado com a prestadora de serviços, já que essas empresas conhecem profundamente as implicações dos serviços prestados de forma incompleta ou inadequada.

Além disso, solicite orçamentos com várias prestadoras para fazer uma comparação mais completa e ficar informado sobre o mercado.

Mas não foque somente no valor! Apesar de ser um item importante, é a relação de serviços oferecidos que vai demonstrar o nível de qualidade e expertise da empresa.

 

Profissional responsável

 

Procure saber quem é o médico responsável pela empresa e seu respectivo número de registro no conselho regional.

Descubra também se ele participa de maneira ativa no processo de implementação, montagem e revisão dos programas e laudos, ou se apenas assina pela responsabilidade.

 

Documentação

 

Cheque se a documentação da empresa está em dia, solicitando uma cópia do CNPJ, contrato social e consultando seu histórico em órgãos de proteção ao crédito como o SPC e SERASA e sites como o Tribunal de Justiça. A documentação técnica é de suma importância, por isto deve ser verificado se a empresa tem cadastros em dia no CREMESP (para medicina do trabalho) e CREA (para segurança do trabalho)

Vale lembrar, ainda, que é seu direito como contratante solicitar certidões de negativação junto à Receita Federal, Estadual e Municipal e ao Ministério do Trabalho. Afinal, essa empresa ficará responsável pelo maior bem do seu negócio: a saúde e segurança dos colaboradores.

Idoneidade não é um diferencial, mas um requisito obrigatório.

 

Disponibilidade

 

A prestadora deve contar com uma rede de médicos especializados em todas as clínicas e laboratórios parceiros para que os colaboradores possam ser encaminhados, caso haja necessidade de avaliação.

Esse aspecto pode reduzir o índice de ausências no mês, já que a dependência do sistema público de saúde está diretamente ligada ao aumento de faltas ao trabalho decorrentes de motivos de saúde.

 

Infraestrutura

 

Por fim, é muito importante verificar a infraestrutura da empresa que fará a prestação de serviços de medicina do trabalho.

 

Para isso, cheque se:

 

·       A companhia dispõe de uma clínica própria para oferecer atendimentos médicos e exames clínicos (periódicos, admissionais, demissionais, entre outros);

·       A prestadora tem especialização para realizar exames complementares (espirometria, eletrocardiograma, audiometria, eletroencefalograma, acuidade visual, dinamômetro, entre outros).

 

O encaminhamento para realizar exames em locais diferentes pode resultar no atraso em uma contratação, resultando até na desistência do candidato, gerar custos desnecessários e afetar a produtividade da empresa.

Como você pôde conferir neste conteúdo, implementar um programa de medicina do trabalho em sua organização é fundamental para assegurar a integridade física e a saúde de seus colaboradores, reduzir gastos e promover um ambiente laboral mais seguro.

Por isso, é muito importante contar com uma prestadora de serviços com expertise e credibilidade no mercado, que esteja realmente comprometida com seus resultados e tenha infraestrutura o suficiente para oferecer todo o suporte necessário.

 

 




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segunda-feira, 19 de setembro de 2022

 




 

O QUE É PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO?


 

A aplicação da psicologia dentro das empresas

 

A Revolução Industrial, processo de grandes transformações, que ocorreu entre 1760 e 1840, foi o grande marco nas relações de trabalho nos quesitos políticas, pessoas e processos.

A preocupação e o olhar para os indivíduos começaram nesta fase principalmente relacionados à forma de encontrar os profissionais mais adequados para as atividades. O viés da contratação estava fixo na produtividade e no esforço que cada um era capaz de exercer.  

Pontos como motivação, comportamento e relacionamento passaram a ser investigados e percebidos como aspectos relevantes para o ambiente organizacional. Mas isto foi acontecendo progressivamente, à medida que a convivência organizacional foi se desenvolvendo.

A Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945 foi, talvez, o fator preponderante para que a psicologia do trabalho pudesse emergir e contribuir para um universo corporativo salutar.

 

A psicologia organizacional

 

A psicologia organizacional é a área de estudo que está baseada na forma de aprimorar ações e metodologias para que o trabalhador possa encontrar uma organização saudável. Sendo a organização um organismo vivo, depende de várias pessoas para crescer e atingir os objetivos estratégicos.

A psicologia organizacional tem como princípio entender como a empresa se estrutura para ser capaz de aplicar sua missão, visão e valores, entender o modelo de gestão que é empregado no dia a dia, bem como a maneira como a cultura é disseminada. A subjetividade dentro do cenário da corporação precisa ser entendida para gerar novos modelos de relacionamento e comportamento no trabalho.

 

A psicologia do trabalho

 

Já a psicologia do trabalho está direcionada a entender como as atividades e rotinas diárias servem como caminho para que as pessoas encontrem sua realização e se sintam produtivas.

É pelo ofício que o homem contribui para a construção de um mundo melhor, produzindo bens e serviços e assim realiza trocas sociais. Observando o ciclo de vida, é por meio das atividades laborais que o indivíduo se insere dentro de uma comunidade, pois é dela que depende sua sobrevivência além da construção da sua própria identidade.

Com as constantes evoluções de mundo, hoje existem diferentes formas de atuar profissionalmente e estas questões geram impacto tanto no ambiente quanto no convívio dos especialistas. O estudo das conexões do homem com seu ambiente de trabalho e todas as correlações decorrentes deste contexto é o principal objeto de análise da psicologia do trabalho.

A psicologia do trabalho tem um campo de atuação bem abrangente e não se limita ao colaborador apenas dentro da empresa, mas sim, está direcionada ao homem como ser produtivo.

 

Os objetivos da psicologia organizacional e psicologia do trabalho

 

A psicologia dentro das organizações tem diferentes finalidades, mas todas elas voltadas aos resultados que a empresa busca e de que maneira a área de recursos humanos pode apoiar este desenvolvimento.

A psicologia organizacional, com a visão de macroprocessos, é responsável por identificar as melhores metodologias para a seleção de profissionais aderentes ao cargo, olhando pelo aspecto da qualidade de vida.

Outra característica é o estudo e a compreensão do capital humano e de que maneira ele pode influenciar no clima organizacional, por exemplo, gerando impactos positivos no atingimento dos resultados e no desenvolvimento pessoal.

Sendo o homem um ser social, toda interação que tem com o meio o influencia. Além disso, ele também influencia o meio. A psicologia organizacional é responsável em articular necessidades organizacionais com necessidades pessoais.

A psicologia do trabalho tem a perspectiva de diligência dos colaboradores para um ambiente agradável e que gere condições de que cada um desempenhe o seu melhor. É a psicologia do trabalho que pode orientar os colaboradores para programas estabelecidos pela psicologia organizacional para melhoria de aspectos pessoais.

 

A aplicabilidade da psicologia organizacional e do trabalho

 

Em linhas gerais, com a aplicabilidade de ações da psicologia organizacional e psicologia do trabalho todos saem ganhando – colaborador, empresa, clientes e comunidade.

Ao encontrar a solução para dilemas cotidianos no ambiente profissional, identificar as causas mais comuns de doenças e acidentes de trabalho e gerar ações preventivas é um exemplo concreto dos benefícios de como essas disciplinas ajudam na organização.

 

A utilização nas empresas

 

A psicologia organizacional pode ser utilizada em todos os subsistemas de RH, entre eles:

 

·       atração e retenção de talentos;

·       manutenção na qualidade de vida;

·       criação de condições favoráveis do ambiente;

·       aumento do engajamento;

·       planos de cargos e salários;

·       diagnóstico institucional;

·       gerenciamento dos dilemas organizacionais.

 

A psicologia do trabalho atua em situações bem pontuais como:

 

·       aplicação de ferramentas de desempenho;  

·       medidas de prevenção em saúde e segurança do trabalho;

·       trabalho em equipe e em grupos;

·       melhoria na comunicação e feedback;

·       ações de motivação.

 

Os contrastes entre psicologia organizacional e psicologia do trabalho

 

Mesmo fazendo parte do mesmo princípio e sendo complementares, a psicologia organizacional e do trabalho apresentam diferenças significativas tanto em relação a teoria quanto na prática.

O ponto de início do estudo da psicologia organizacional é a empresa e por meio de diagnóstico amplo, ela busca tornar a empresa mais preparada para enfrentar os desafios mercadológicos, ampliando seu olhar para o bem-estar geral.

A visão da psicologia do trabalho focaliza no indivíduo e seu ambiente na expectativa de diminuir comportamentos e situações que possam prejudicar a execução das suas tarefas. Isto significa que o intuito é proporcionar um ambiente seguro e com condições satisfatórias de trabalho.

Mesmo dentro de um cenário conhecido ou ainda independentemente do tamanho ou segmento da empresa, as pessoas sempre serão o ativo mais importante, pois são elas que podem garantir o avanço dos negócios.

 

 




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COMO MANTER A SAÚDE NO TRABALHO?

VEJA OS CUIDADOS

 


Vivemos grande parte do nosso dia no trabalho e é fato que a rotina corporativa tende a influenciar a saúde do colaborador. Um profissional de RH, que sabe como manter a saúde no trabalho, reduz o número de faltas e atrasos, aumenta a produtividade e garante a qualidade de vida dentro da empresa.

Isso ocorre porque, cuidar do bem-estar do colaborador fortalece a imagem da empresa, agregando um diferencial competitivo em um mercado que busca cada vez mais os melhores profissionais para a sua equipe. Além disso, não é novidade que profissionais satisfeitos produzem mais e melhor.

 

O que é saúde no trabalho?

 

Conhecida também como saúde ocupacional, tem por finalidade promover e proteger o profissional no local de trabalho, colaborando para seu bem-estar físico, mental e social. 

O fato que as pessoas são o mais importante para o sucesso empresarial, faz com que a saúde no trabalho se torne um conjunto de ferramentas fundamentais para garantir as adequadas condições de segurança e saúde nas organizações.

O que as empresas precisam garantir perante a lei?

A legislação brasileira é bem detalhista em relação à prevenção de acidentes no trabalho e saúde ocupacional, contando com 37 Normas Regulamentadoras - NR’s obrigatórias para empresas públicas e privadas. 

Mas mesmo com tantas regras, dados mais recentes da Previdência Social revelam mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano. Isso faz do Brasil o quarto país que mais registra acidentes, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho - OIT, ficando atrás apenas de China, Índia e Indonésia.

Isso ocorre porque, como não há uma fiscalização constante nas empresas, sucedem o descumprimento de várias normas que zelam pela saúde e segurança do colaborador. Perante a lei, as organizações devem oferecer para seus trabalhadores, ações de prevenção.

 

Dentre elas estão:

 

·       Cumprir todas as NR’s;

·       Implantar o Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);

·       Promover palestras e treinamentos específicos sobre segurança do trabalho e prevenção de doenças ocupacionais, de acordo com o segmento de atuação — uso de EPIs, prevenção de acidentes etc.;

·       Implantar ações de ergonomia que visem o bem-estar e a segurança dos colaboradores, tais como mobiliário, iluminação e temperatura adequados;

·       Incentivar as pausas para descanso durante a jornada de trabalho;

·       Reforçar as comunicações sobre prevenção de acidentes e doenças ocupacionais;

·       Divulgar informações e realizar treinamentos orientando sobre o que fazer em caso de acidente de trabalho.

 

Mais cuidados com a saúde no trabalho

 

Sabemos que muitos riscos estão presentes no ambiente de trabalho. Mas, se você, como profissional de RH, adotar algumas medidas para manter a segurança, vários deles serão reduzidos, melhorando a saúde do colaborador e o ambiente organizacional da sua empresa. 

 

Cultura organizacional focada em saúde 

 

A cultura organizacional é a base de toda empresa por definir os hábitos, crenças, valores e comportamentos compartilhados no ambiente corporativo. Dessa forma, criar uma cultura que incentive a qualidade de vida do colaborador, não só dentro, mas também fora da empresa, é fundamental para o aumento da produtividade da equipe e alcance de metas da organização.

 

Veja algumas estratégias que podem ajudar na implantação da cultura focada na saúde do colaborador:

 

·       Oferecer planos de academia, assistência médica e odontológica;

·       Incentivar mais o uso da escada, deixando de lado o elevador;

·       Mostrar os benefícios da ingestão de água;

·       Criar um espaço para descanso e lazer;

·       Realizar campanhas de conscientização antitabagismo, outubro rosa, novembro azul, contra a obesidade e sedentarismo etc.;

·       Montar grupos de ginástica laboral, corrida e ioga etc.

 

Jornadas de trabalho flexíveis

 

A era digital trouxe consigo muitos benefícios e, um deles, é a possibilidade de trabalhar fora do ambiente empresarial. Por meio de horários flexíveis, o colaborador pode, portanto, atuar em home office, de um local público e, até mesmo, de outra cidade, durante viagens.

Promovendo essa autonomia, o colaborador terá mais tempo para cuidar da sua vida pessoal, fazendo com que ele se sinta mais satisfeito e engajado em realizar suas tarefas no prazo estabelecido, uma vez que não desejará perder essa vantagem. 

Além disso, os horários flexíveis permitem ao profissional adequar suas responsabilidades de acordo com sua disponibilidade, colaborando para uma redução de atrasos e faltas sem justificativas. Todos esses benefícios melhoram a saúde física e mental do colaborador que terá mais tempo para cuidar de si.

 

Trabalhar a saúde emocional

 

Atualmente, as empresas estão extremamente focadas em metas e objetivos. Assim, é importante que isso não traga estresse, desmotivação e adoecimento ao colaborador. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS), globalmente, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão, principal causa de incapacidade. Além disso, mais de 260 milhões vivem com transtornos de ansiedade e muitas dessas pessoas vivem com ambos os transtornos. Ainda, que de acordo com a pesquisa, somente 18% das empresas mantêm um programa de saúde mental para os colaboradores.

Diante desses fatos, é importante que o gestor de RH trabalhe juntamente com seus líderes, para encontrar estratégias e ações que busquem maior qualidade de vida na rotina diária.

 

Veja algumas sugestões:

 

·       Neutralizar conflitos e intrigas entre os colaboradores;

·       Ter como foco as soluções e não os problemas;

·       Propor técnicas de relaxamento corporal e mental, como alongamentos e meditações;

·       Orientar a busca pelo tratamento de problemas de saúde mental independentemente da causa e oferecer total apoio ao colaborador.

 

Quais os benefícios de promover a saúde no trabalho?

 

Uma empresa que investe em manter a saúde no trabalho gera maior satisfação e engajamento por parte de seus colaboradores. Com uma boa cultura e um clima organizacional saudável, haverá redução nas doenças físicas e mentais, contribuindo para o alcance dos melhores resultados. 

Há, ainda, outros benefícios, como a diminuição do absenteísmo e turnover, o que contribui para uma boa imagem da marca diante do mercado. Isso ocorre porque os melhores profissionais buscam as empresas que se preocupam, principalmente, com o capital humano. Além disso, em um ambiente organizacional saudável, quem já faz parte da equipe, dificilmente vai embora. 

Diante dessas informações, podemos afirmar que um RH que se preocupa em entender como manter a saúde no trabalho, diminuirá os custos com contratações, afastamentos e demissões. Portanto, procure sempre estar por perto da sua equipe e promover o diálogo na empresa. Assim, você terá feedbacks constantes e a oportunidade de sempre melhorar o ambiente organizacional.

 





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