sexta-feira, 29 de abril de 2022

 

 

 

INVENTÁRIO DE RISCOS:

DESCUBRA O QUE É E COMO ESTRUTURÁ-LO

 



O inventário de riscos é uma das exigências previstas pelas normas regulamentadoras (NR’s), fazendo parte das medidas de saúde e segurança do trabalho (SST). Ele integra a Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO), que visa prevenir e gerenciar os riscos existentes no ambiente de trabalho.

 

Assim, seria possível identificar situações de insalubridade ou periculosidade e medidas para reduzi-los ou eliminá-los, além de permitir a determinação do pagamento dos respectivos adicionais aos colaboradores.

 

No entanto, no momento de elaborar o inventário de riscos, podem surgir dúvidas sobre como ele deve ser estruturado. Se você também tem esse questionamento, continue a leitura e esclareça o assunto!

 

O que é o inventário de riscos?

 

A NR1 foi alterada em 2020 para incluir o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) entre as obrigações das empresas. Assim, existem diversos procedimentos que a empresa deve seguir para criar e implementar o PGR.

 

Uma dessas medidas é a elaboração do inventário de riscos, que consiste na consolidação dos dados sobre perigos e avaliações de riscos ocupacionais identificados, incluindo o nível de exposição. A elaboração é de total responsabilidade da empresa, devendo ser datada e assinada pelos responsáveis.

 

Vale ressaltar que o descumprimento dessa obrigação pode gerar penalidades, que vão desde multas até a interdição do estabelecimento. Além disso, em caso de acidentes de trabalho, a empresa ainda pode ser responsabilizada e ter que arcar com indenizações para as vítimas. Logo, deixar de observar a norma traz diversos riscos para o negócio, além de prejudicar os trabalhadores. 

 

O que o inventário deve conter?

 

Para que o inventário atenda aos requisitos legais e a empresa garanta o cumprimento de suas obrigações, ele deve seguir os parâmetros indicados na NR1.

 

De acordo com a norma, o documento deve apresentar, no mínimo, estes dados: 

 

·       caracterização dos processos da empresa, do ambiente de trabalho e das atividades que são exercidas;

·       descrição de perigos e possíveis lesões ou danos à saúde — aqui, é preciso identificar também as fontes dos riscos ou circunstâncias envolvidas, os riscos gerados pela ameaça, os grupos de colaboradores afetados;

·       descrição das medidas de prevenção implementadas — questões como uso de equipamentos de proteção individual (EPI) ou coletiva (EPC), treinamentos, e outras práticas preventivas devem compor o documento;

·       dados da análise preliminar ou do monitoramento aos agentes físicos, químicos e biológicos, além da avaliação de riscos ergonômicos.

·       avaliação dos riscos e sua classificação para a elaboração de um plano de ação;

·       critérios adotados para avaliar os riscos identificados e na tomada de decisão.

 

Saiba, também, que todos os processos de identificação de perigos e avaliação de riscos devem se basear nos critérios e regras estabelecidos em outras normas regulamentadoras e exigências legais vigentes. 

 

O que fazer após concluir o inventário de riscos?

 

Não basta elaborar o inventário de riscos para que a empresa cumpra todos os seus deveres. Também existem outros passos que devem ser implementados.

 

Veja só: 

 

·       é preciso consultar os colaboradores sobre a percepção dos riscos;

·       a empresa deve comunicá-los sobre os riscos consolidados e as medidas de prevenção;

·       ter um plano de ação para cada um dos perigos identificados e classificados como riscos que necessitam de controle;

·       adotar medidas que permitam melhorar o desempenho em SST;

·       atualizar o inventário com frequência, a fim de garantir o melhor gerenciamento de riscos;

·       manter o histórico das atualizações por, no mínimo, 20 anos — exceto caso exista norma específica em contrário. 

 

 

Embora pareça desafiador, é possível contar com o suporte da tecnologia para auxiliar na criação e na atualização do inventário de riscos da empresa. Você tem acesso a uma plataforma completa para gestão de riscos ocupacionais, com diversas funcionalidades para adequar a sua empresa às exigências das NR’s. 

 

Conhecendo o inventário de riscos e as regras sobre a sua estruturação, fica mais fácil para a empresa implementar a medida. Assim, também é possível otimizar o GRO e buscar melhorias no ambiente de trabalho, reduzindo os riscos de acidentes de trabalho e garantindo o cumprimento da legislação trabalhista. 

 

 

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RISCOS BIOLÓGICOS:

COMO IDENTIFICAR E PREVENI-LOS?

 



Os profissionais de segurança do trabalho precisam conhecer os riscos biológicos para desenvolver estratégias efetivas de prevenção. No passado, o tema era mais ligado a atividades específicas, como os serviços de saúde, laboratório e coleta de lixo, mas hoje se tornou uma preocupação de qualquer empresa.

 

Com a pandemia da Covid-19, fábricas, comércios, prestadoras de serviços e demais negócios têm uma série de novas regras para cumprir. Por isso, evitar a transmissão de doenças se tornou uma prioridade, e os profissionais de segurança do trabalho devem ter atenção.

 

Para entender o que são os riscos biológicos e receber dicas de como controlar esses agentes, continue a leitura. Esclarecemos as principais dúvidas a seguir!

 

O que são riscos biológicos?

 

Os riscos biológicos são a probabilidade de exposição a vírus e seres vivos microscópicos, que, em contato com outros organismos, podem causar doenças. Hospitais, necrotérios, laboratórios e coleta de lixo urbano são alguns exemplos de onde há probabilidade de exposição a esses agentes.

 

Por serem mais específicos que os riscos químicos e físicos, nem sempre os riscos biológicos estavam no radar das empresas. Porém, com a Covid-19, não só as organizações passaram a se preocupar com o tema, como o poder público realiza uma fiscalização mais intensa das medidas de saúde e segurança.

 

Qual a sua diferença para os riscos químicos?

 

Um ponto importante é não confundir os riscos biológicos e químicos. Conforme a NR-9, os riscos químicos são “substâncias, compostos ou produtos”, como “poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores”. Logo, não abrangem microrganismos vivos e vírus.

 

Ao lado desses, temos os riscos físicos, que são as formas de energia, como “ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes”.

 

Quais são os tipos de risco biológico?

 

Os tipos de risco biológico incluem praticamente todos os seres microscópicos que podem causar doenças. A NR-9 cita como exemplo “bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus”.

 

Já a NR-32 inclui a cultura de células, toxinas e príons. As culturas seriam células isoladas nos laboratórios; as toxinas são substâncias liberadas por microrganismos, como a causadora do tétano. Por fim, os príons são partículas de proteínas anormais e infecciosas, que podem causar doenças raras ligadas ao sistema nervoso.

 

De que forma eles podem afetar os colaboradores?

 

A transmissão dos agentes biológicos pode ser direta ou indireta. Na primeira, o contágio acontece sem nenhum veículo intermediário, como a transmissão pelo ar ou por gotículas expelidas pela boca. Na segunda, há um vetor, como água, alimento e superfícies.

 

Como devem ser evitados?

 

Os cuidados com os agentes biológicos seguem justamente essas duas linhas. É preciso adotar medidas preventivas, tanto no contato direto como nos possíveis veículos de transmissão e contágio. Confira quais são elas a seguir:

 

Defina as normas de segurança

 

A prevenção passa por adotar protocolos com base na legislação e procedimentos de segurança. Aliás, eles não estão restritos às situações em que existe o trabalho insalubre. Por exemplo, uma empresa que nada tem a ver com manuseio de agentes biológicos pode ter um refeitório e adotar normas sobre a higiene com os alimentos.

 

Adote os equipamentos de proteção individual (EPI’s)

 

Os EPI’s são outra medida indispensável. Aqui, a empresa está obrigada a fornecer e fiscalizar os equipamentos, devendo promover medidas para que os colaboradores sigam as normas, como treinamentos, Diálogos Diários de Segurança (DDS) e punição por infrações.

 

Ofereça treinamentos

 

Nesse contexto, as medidas de educação merecem destaque. As qualificações têm o objetivo de preparar e conscientizar os colaboradores, especialmente sobre os riscos de comportamentos inseguros e protocolos de higiene ocupacional, saúde e segurança.

 

Monitore de perto

 

A empresa também deve ter meios para gerir os riscos ocupacionais, monitorando os agentes biológicos e vetores de transmissão. Não à toa, a maturidade dos processos depende da tecnologia de segurança do trabalho, que traz os recursos para acompanhar os riscos e medidas preventivas de perto.

 

Como são as bonificações por tempo de exposição?

 

Um último ponto são os cuidados com a legislação sobre insalubridade, uma vez que os riscos biológicos geram direito ao adicional. No anexo XIV da NR-15, vemos que a exposição pode ser de grau máximo ou médio.

 

Grau máximo: concede o adicional de 40%. O direito está ligado ao manuseio ou contato com os microorganismos presentes no trabalho relacionado a pacientes com doenças infecto-contagiosas, lixo urbano e esgotos, entre outros.

 

Grau médio: concede o adicional de 20%. Nesse caso, a atividade do trabalhador não diz respeito ao manuseio ou contato direto com causadores de doenças infectocontagiosas, mas há o risco. É o caso de laboratórios biomédicos, cemitérios, resíduos de animais deteriorados, atendimento ao paciente em hospitais e serviços de saúde, entre outros.

 

Nos riscos biológicos, o tempo de exposição não afeta o recebimento dos adicionais e a aposentadoria especial, bastando o trabalho em contato permanente. A empresa deve ficar atenta à documentação sobre as condições dos profissionais, como laudo técnico e PPP.

 

O ideal é sempre monitorar os ambientes de trabalho e implementar medidas preventivas. Ao agir antes de ter problemas, você protege a saúde dos colaboradores, eliminando consequências negativas à imagem da empresa, bem como resultados financeiros indesejados, como multas e indenizações. Por isso, é importante investir em tecnologia para ter visibilidade, acompanhar e controlar os ambientes de trabalho.

 

 

 

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quinta-feira, 28 de abril de 2022

 

 

 

LIMITE DE EXPOSIÇÃO

OCUPACIONAL - LEO

O QUE É E QUAIS OS TIPOS?

 



Quando se trata de normas de medicina e segurança do trabalho, um conceito fundamental é o Limite de Exposição Ocupacional (LEO). Ele deve ser observado na adoção de medidas pela empresa, mas ainda gera muitas dúvidas.

 

Em grande parte, ele é resultado dos estudos sobre doenças ocupacionais, que ajudaram a estabelecer parâmetros sobre os riscos existentes e os limites que precisam ser observados para assegurar a saúde e integridade dos colaboradores.

 

Se você quer aprender mais sobre o assunto, continue a leitura e entenda o que é o Limite de Exposição Ocupacional (LEO) e seus tipos!

 

O que é Limite de Exposição Ocupacional (LEO)?

 

O LEO se refere aos valores padrões, definidos por uma regulamentação específica, que determina os níveis de exposição a agentes nocivos que não seriam suficientes para prejudicar a saúde. Assim, é importante que as empresas observem o limite para garantir a proteção dos trabalhadores. 

 

Para entendê-los, existem duas normas fundamentais:

 

·       Norma Regulamentadora 15 (NR-15), que detalha os limites em seus anexos;

·       O texto da American Conference of Governamental Industrial Hygienists (ACGIH): utilizada como base para a NR-15, é atualizada anualmente e deve ser usada diante de omissões.

 

Relação com higiene ocupacional

 

higiene ocupacional atua na prevenção, reconhecimento, avaliação e controle de riscos do ambiente de trabalho que tenham o potencial de causar doenças. No momento em que as ameaças são avaliadas, o conceito de LEO se torna essencial.

 

Isso porque, além de identificar os riscos existentes, é necessário verificar os níveis em que eles se apresentam. A partir disso, será possível determinar medidas de segurança e proteção visando reduzir os impactos dos agentes prejudiciais à saúde dos colaboradores.

 

Quais são os tipos de Limite de Exposição Ocupacional?

 

Ao tratar dos limites de exposição ocupacional, é essencial entender que ele pode ser de diferentes tipos.

 

Veja só:

 

o  Média Ponderada no Tempo: usado para definir os limites em relação aos trabalhadores que se expõem de maneira contínua aos riscos;

o  teto: trata de um limite que não deve ser atingido em nenhum momento da jornada;

o  STEL: traz um limite de curta duração para prevenção de efeitos agudos que a exposição prolongada poderia trazer;

o  valor máximo e pico: trata da multiplicação do limite de tolerância por um fator de desvio previsto na NR-15, ajudando a identificar as exposições máximas;

o  limites de superfície: se refere aos casos em que há substâncias prejudiciais nas superfícies de trabalho e que podem ser absorvidas pela pele.

 

Em complemento, quando não há dados suficientes no LEO, é possível recorrer ao Occupational Exposure Banding (OEB), ou faixa de exposição ocupacional. Nesse caso, há maior aplicação quando há relação com produtos químicos, possibilitando um melhor controle na ausência de regras específicas.

 

Quais cuidados adotar em relação aos dados referentes ao LEO?

 

Após aprender o que é Limite de Exposição Ocupacional, é possível perceber sua importância no dia a dia da empresa.

 

Portanto, é preciso adotar algumas medidas para garantir a aplicação das determinações legais e proteger a saúde dos funcionários.

 

Conheça as principais:

 

o  faça o mapeamento de riscos no ambiente de trabalho;

o  identifique os tipos de limites que devem ser observados na sua empresa;

o  tenha suporte de uma empresa especializada para realizar as análises;

o  elabore os documentos necessários com base nos dados coletados;

o  faça atualizações frequentes na documentação;

o  adote medidas para reduzir os níveis de exposição ou eliminar riscos.

 

Para facilitar a gestão de riscos, também vale a pena contar com uma solução especializada, como a Riskex, que conta com um módulo de avaliação de riscos quantitativa e qualitativa que soluciona esse tipo de necessidade de maneira rápida, segura e eficaz. Nossa plataforma de gestão em nuvem é focada em segurança do trabalho, atendendo a todos os requisitos da legislação específica para que sua empresa tenha mais praticidade ao implementar as medidas necessárias.

 

Agora que você sabe o que é o Limite de Exposição Ocupacional (LEO), seus tipos e os cuidados que devem ser adotados em relação aos dados, organize-se para implementar essas soluções. Assim, é possível proteger os trabalhadores e reduzir os riscos de doenças ocupacionais.

 

 

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O QUE É PLANO DE RESGATE PARA TRABALHO EM ALTURA?

 



Para manter a manutenção das estruturas prediais, é importante contar com a colaboração dos profissionais que trabalham em altura, seja para hidráulica, seja para rede elétrica, limpeza ou pintura. No entanto, em prol da segurança, é preciso tomar algumas medidas preventivas, e o plano de resgate para trabalho em altura é uma delas.

 

O uso de EPIs ajuda a reduzir os riscos de acidentes, mas não os elimina por completo. Desse modo, o plano de resgate é necessário para os casos em que essas eventualidades acontecem. Essa medida está estabelecida pela NR-35, que aborda os requisitos mínimos de proteção para a realização do trabalho em altura.

 

Para entender mais sobre esse assunto, continue lendo o artigo e veja o conceito de plano de resgate para trabalho em altura, sua importância e como realizar. Acompanhe!

 

O que é plano de resgate para trabalho em altura e para que isso serve?

 

Embora muitas empresas tenham boas políticas de prevenção, elas não eliminam por completo as possíveis eventualidades que podem acontecer no trabalho. Diante disso, as normas e leis preveem que as empresas disponham de um plano de resgate para elaborar ações e reduzir os danos das situações em que o acidente já ocorreu.

 

O plano de resgate para trabalho em altura compreende estabelecer sistemas de resposta para casos de emergências, incluindo descrição do planejamento, identificação de riscos e acompanhamento, organização e atuação da equipe, a fim de assegurar a saúde e a segurança dos que integram a atividade direta ou indiretamente.

 

Como o plano de resgate funciona?

 

De modo geral, as quedas são analisadas como o tipo mais comum de emergência no trabalho em altura, mesmo utilizando o protocolo padrão de segurança. Assim, o resgate de um trabalhador acidentado não deve ser demorado a ponto de que ele sofra possíveis lesões, como por exemplo síndrome da suspensão inerte, visto que os próprios equipamentos de prevenção utilizados para trabalho em altura podem proporcionar perigo ao colaborador.

 

Para exemplificar, imagine um trabalhador que sofre uma queda de um edifício, mas, devido ao uso do cinto, fica um longo período suspenso. Infelizmente, isso pode fazer com que ele tenha problemas de circulação sanguínea para respirar, como informado anteriormente, uma síndrome de suspensão.

 

Nesse caso, é preciso saber como proceder e retirá-lo de lá o mais breve possível e de modo eficiente, sendo necessário ter um plano de resgate prévio, além de profissionais treinados para isso, a fim de garantir a segurança no trabalho. Assim, mesmo com o problema em questão, o plano de resgate permite diminuir a propagação de danos à estrutura e à integridade física dos trabalhadores.

 

Por que ter um plano de resgate para trabalho em altura?

 

Mesmo que os colaboradores tenham em mente que é preciso manter o local de trabalho seguro para evitar qualquer tipo de acidente, nem sempre os meios utilizados os isentam de uma ocorrência.

 

Às vezes não é possível impedir uma queda — seja por mau uso dos dispositivos, seja por problemas na plataforma —, mas o cinturão pode evitar que o funcionário sofra risco de morte. Porém, como já menciona, ele poderá ficar suspenso em um local de difícil acesso.

 

Por isso, é fundamental que a empresa dê atenção e realize um plano de resgate para trabalho em altura, a fim de saber, de antemão, como proceder diante de cada caso.

 

Quais são as consequências de não realizar o plano?

 

Empresas que não têm um plano de resgate podem ter como resultado situações de desamparo e desespero diante de uma emergência. Além disso, na tentativa de resgatar o companheiro de trabalho, outros colaboradores, por não conhecerem meios efetivos de realizar o procedimento, podem colocar a sua própria vida em risco.

 

Para evitar passar por esse cenário, é importante entender como montar um bom plano de resgate para trabalho em altura, além de contar com equipamentos de qualidade e uma equipe devidamente treinada. Atualmente temos uma norma ABNT NBR 16710 de 2020 como parâmetro técnico a ser seguido para planos e formas de resgates.

 

Como montar o plano de resgate?

 

Para montar um plano de resgate para trabalho em altura, primeiramente é preciso verificar todo o ambiente de trabalho. Após levantar e conhecer os supostos riscos, chega o momento de criar estratégias para saber como proceder em caso de queda.

 

Essa etapa só poderá ser realizada depois que o local for mapeado, analisando a exposição dos riscos e os trabalhadores envolvidos, a fim de obter os meios para efetuar o resgate. Posteriormente, chega a hora de colocar o plano em ação, sendo que uma das possibilidades em reter a queda do colaborador é a instalação de redes no local.

 

No entanto, há outras formas de agir, como mostramos na sequência.

 

Manter os EPI’s de segurança

 

Todos os equipamentos de proteção individual (EPI) devem estar próximos e acessíveis, pois, para cada tipo de resgate, a agilidade é um fator diretamente ligado à prevenção de danos à vida do profissional. Assim, para um procedimento de salvamento rápido e eficaz, cada ambiente deve estar equipado com os acessórios que são essenciais para casos de emergência.

 

Estabelecer rotas de fuga

 

A rota de fuga e saída de emergência é outro ponto que deve ser estabelecido, acessível e bem visível no ambiente de trabalho. Também devem estar disponíveis as instruções de como acionar os alarmes e o telefone do Corpo de Bombeiros.

 

Providenciar simulações

 

Na hora de uma emergência, é comum as pessoas rapidamente se aglomerarem para tentar ajudar, o que pode acabar piorando a situação. Diante disso, cabe ao gestor juntamente com o profissional de segurança do trabalho escolher os colaboradores com o perfil mais adequado para essa função. A fim de que as interpretações do plano de resgate sejam feitas corretamente e haja boa comunicação diante da dificuldade, é fundamental realizar simulações e treinamentos constantes.

 

Com uma equipe de profissionais capacitados, é possível obter um bom plano de resgate para trabalho em altura no qual seja possível evitar acidentes que tragam consequências graves e o colaborador possa receber atendimento o mais rapidamente possível. Assim, a equipe não será pega de surpresa e saberá como agir de maneira segura.

 

Agora que você já sabe como proporcionar uma maior segurança para os seus trabalhadores, que tal continuar a se manter informado sobre esse e outros assuntos? Assine nossa newsletter e receba conteúdos valiosos diretamente em seu e-mail!

 

 

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quarta-feira, 27 de abril de 2022

 

 

 

IMPORTÂNCIA DO BLOQUEIO E ETIQUETAGEM

 



Imagine a seguinte situação: um colaborador de uma empresa precisa realizar um procedimento de manutenção em algum equipamento ou sistema, de forma rápida. Porém, é chamado para outra urgência e abandona o local às pressas, deixando o equipamento sem nenhuma sinalização quanto à manutenção.

 

Essa cena é propícia para o desencadeamento de um acidente sério, que é o temor de qualquer equipe de segurança do trabalho. Pensando justamente na segurança dos colaboradores é que muitas medidas de prevenção precisam ser consideradas, planejadas e respeitadas dentro das empresas.

 

Adotar procedimentos de bloqueio e etiquetagem faz parte desse conjunto de medidas que reforçam a segurança do ambiente laboral e atendem às normas exigidas pelo Ministério do Trabalho. Continue lendo e entenda um pouco mais a importância de aplicar esses procedimentos.

 



O que é o bloqueio e etiquetagem?

 

Dentro do contexto de segurança no ambiente de trabalho, o conceito LOTO é de grande importância para a prevenção de acidentes. Essa sigla, que significa “logout & tagout”, engloba um conjunto de procedimentos que realiza o travamento (logout) de equipamentos, dispondo de etiquetas de alerta (tagout), com a finalidade de prevenir acidentes.

 

O bloqueio nada mais é do que a aplicação de um dispositivo mecânico em um equipamento energizado, com o objetivo de evitar a transmissão dessa energia e, consequentemente, o acionamento acidental desse equipamento. Há vários exemplos de dispositivos de bloqueio que podem ser usados a depender do equipamento ou sistema, como cadeados, cabo de bloqueio geral, lacre de grupo, bloqueador para válvulas, caixa de travamento etc.

 

Já a etiqueta de bloqueio é uma ferramenta de alerta para os colaboradores que tem a intenção de informar visualmente que aquele equipamento não pode ser operado no momento. Ela precisa manter a padronização de formato do procedimento local e ser composta por material apropriado, que confira durabilidade, além de conter informações específicas, como data, hora e motivo do bloqueio.

 

Bloquear a transmissão de energia e realizar o alerta com a etiqueta adequada são ações que precisam acontecer de forma conjunta para a prevenção efetiva de acidentes em equipamentos e sistemas elétricos. É importante que os colaboradores sejam devidamente treinados e estejam cientes da razão da presença da etiqueta, além de não manusearem os equipamentos etiquetados.

 

Agora que nos aprofundamos nos conceitos de dispositivos de bloqueio e etiquetas na segurança do trabalho, siga lendo para entender um pouco mais sobre a importância de realizar esses procedimentos de maneira assertiva.

 



Qual é a importância dos procedimentos de bloqueio e etiquetagem e por que realizá-los?

 

Após entendidos os conceitos, não é difícil perceber o grande papel desses procedimentos para tornar o ambiente de trabalho mais seguro para os colaboradores. Realizar um bloqueio adequado e apresentar uma forma de alerta efetiva são ações de suma importância para prevenir acidentes, reduzindo custos para a empresa e mantendo o cumprimento das normas legislativas do Ministério do Trabalho.

 

Prevenção de acidentes

 

A prevenção de acidentes é um dos grandes objetivos de uma equipe de segurança do trabalho. Todas as ações devem ser estudadas, pensadas e organizadas de acordo com normas de segurança existentes para prover um ambiente de trabalho seguro para os colaboradores. Isso aumenta a confiabilidade da empresa, a satisfação dos funcionários e reduz custos.

 

Para isso, várias medidas de prevenção podem ser implementadas antes da realização do bloqueio e da etiquetagem. Realizar treinamentos e certificar-se de que os colaboradores que realizarão o bloqueio estão aptos a fazê-lo, utilizar os EPI e EPC corretos e confirmar se o bloqueio foi realizado no equipamento certo são algumas ações que podem ser adotadas para aumentar a segurança.

 

Um bloqueio realizado no equipamento ou sistema errado ou a etiquetagem inexistente ou indevida podem causar sérios acidentes dentro do ambiente de trabalho. Por isso, realizar esses procedimentos de forma efetiva é tão importante para garantir a segurança das atividades e dos colaboradores.

 

Cumprimento das normas de segurança exigidas

 

Em todo ambiente de trabalho há normas de segurança a serem cumpridas conforme a legislação vigente e os riscos que esse ambiente apresenta. Quando se trata de transmissão de energia, isso não é diferente. Empregar os procedimentos de bloqueio e etiquetagem é uma exigência contida em normas nacionais vigentes, como a NR 10 e a NR 12, regulamentadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

 

A NR 10 dispõe sobre as condições exigidas para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos com instalações elétricas. Já a NR 12 aborda a segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. Ambas apresentam a importância e exigência da aplicação de dispositivos de bloqueio e etiquetas de alerta para a prevenção de acidentes.

 

Redução de custos e aumento de produtividade

 

Quando falamos de prevenção de acidentes, automaticamente, isso é atrelado à redução de custos. Isso porque custear um colaborador acidentado, ainda mais envolvendo uso de energias perigosas, pode ser bastante dispendioso, considerando tratamento, afastamento do trabalho e substituição do funcionário acidentado.

 

Um levantamento da agência governamental norte-americana Occupational Safety and Health Administration (OSHA) em 2018 estimou que mais de US $ 170 bilhões de dólares eram gastos com cobertura de acidentes de trabalho, um custo bastante elevado. Além disso, a organização traz o dado de que mais de 10% dos acidentes considerados graves estão relacionados à falta de controle de energias perigosas.

 

Esses dados ilustram bem a necessidade de tornar assertiva a prevenção de acidentes dentro das empresas, principalmente quando lidam com energias perigosas. Realizar esses procedimentos de forma efetiva é parte imprescindível da operação de segurança do trabalho de uma organização.

 

Obviamente, se a premissa é evitar acidentes, consequentemente, há o aumento da produtividade de forma geral, uma vez que teremos menos colaboradores afastados/acidentados. Além disso, um ambiente de trabalho seguro aumenta a percepção positiva da marca da empresa e garante um grau maior de satisfação por parte dos funcionários, o que, por sua vez, se reflete também no aumento da produtividade.

 

 

 

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EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

À PROVA DE EXPLOSÃO

 



O ambiente da indústria é envolto de situações que representam grande perigo, e um risco que a empresa e os colaboradores enfrentam é o de ocorrerem explosões. Por essa razão, é primordial que a organização fique atenta à escolha dos equipamentos elétricos à prova de explosão na produção dos seus itens. Normalmente, produtos à prova de explosão são usados ​​em locais perigosos, a fim de reduzir o risco e aumentar a segurança das operações no local de trabalho. 

 

Eles são aqueles nos quais as partes internas centelhantes — podem desencadear a combustão de uma atmosfera explosiva de gases inflamáveis — são retidas dentro de um invólucro, que consegue suportar a pressão gerada em uma explosão interna de uma mistura explosiva e que também impede que essa explosão interna se propague para a atmosfera explosiva de gás externa. Mas você sabe quais são esses equipamentos?

 



1. Luminárias

 

As luminárias são aparelhos elétricos que podem representar perigo em alguns locais. As faíscas perdidas podem desencadear um acúmulo de gases e materiais inflamáveis, razão pela qual é importante ter iluminação à prova de explosão. Existem várias luminárias que proporcionam uma ótima iluminação, e sua construção durável garante que sejam perfeitamente seguras em qualquer ambiente.

 

Porém, as luminárias feitas à prova de explosão são projetadas para uso onde umidade, poeira, sujeira, corrosão e vibração podem estar presentes ou onde existe a possibilidade de haver água e vento. Elas podem ser usadas ​​em locais comuns e em locais perigosos pela presença de vapores inflamáveis, gases ou poeira combustível.

 

Esse equipamento elétrico pode ser utilizado ​​em fábricas e certas instalações de precessão química e petroquímica, estações de tratamento de esgoto, instalações offshore, depósitos, túneis, qualquer indústria, entre outras.

 

Essas opções à prova de explosão não apenas oferecem menos perigo, mas também podem ser contidas em um invólucro muito durável, que garante que fiquem protegidas do gás, detritos e outros elementos agressivos do ambiente industrial, enquanto o meio ambiente também é protegido deles.

 

Essas luminárias são fabricadas com os mais altos padrões de construção e qualidade e funcionarão na capacidade necessária para ambientes industriais, onde há riscos de incêndios e explosões. 

 



2. Plugues

 

Plugue é um conector móvel conectado a um dispositivo operado eletricamente, e a tomada é fixada em um equipamento ou estrutura de edifício e conectada a um circuito elétrico energizado. Plugues à prova de explosão foram projetados para conter qualquer explosão originada dentro da caixa devido a faíscas internas e para evitar a ignição de vapores, gases, poeiras ou fibras no ar ao redor.

 

Isso pode ser mortal, pois se qualquer faísca ou explosão originada de um plugue escapar para a atmosfera perigosa circundante, pode desencadear uma explosão maior ao inflamar o ar.

 

Logo, por questões de segurança, quando o equipamento está localizado em áreas perigosas, como em uma indústria, é importante utilizar equipamentos à prova de explosão certificados e de alta qualidade, pois isso reduzirá muito o risco de explosões e incêndios na fábrica.

 



3. Câmeras para circuitos fechados de TV

 

A câmera e o gabinete utilizados ​​em ambientes perigosos são projetados para evitar a ignição dos gases ou poeira ao redor. Disponibilizar câmeras intrinsecamente seguras com certificação oferece a garantia de que seu sistema funcionará com eficiência, mesmo quando o equipamento for exposto a condições extremas e ambientes perigosos da indústria.

 

As câmeras à prova de explosão são projetadas exclusivamente para utilização em áreas sujeitas a explosões. Considerando que o equipamento elétrico pode frequentemente criar faíscas internamente, as câmeras são especificamente fabricadas sem nenhum componente que produza essas faíscas. Isso é primordial, pois qualquer faísca em uma área de produção de uma indústria pode impactar substâncias inflamáveis ​​que estão presentes no ar.

 



4. Caixa de junção e extensões

 

Existem diferentes tipos de caixas de junção à prova de explosão, personalizadas de acordo com os requisitos exigidos por cada fábrica. O material de alta qualidade torna a caixa de junção à prova de explosões mais confiável e segura.

 

Principais locais onde são utilizadas as caixas de junção à prova de explosão:

 

*  plantas petroquímicas;

*  instalações de mineração;

*  perfuração de gás de petróleo e refinarias;

*  resíduos de óleo ou estações de tratamento de água.

 

A caixa de junção pode ser usada a fim de alojar outros componentes elétricos como por exemplo cabos blindados de vários diâmetros e comprimentos. Ela é ideal para ligação de condutores elétricos (plugues e cabos) em regiões da fábrica ou instalações industriais onde existe o risco eminente de explosão.

 



5. Conduletes

 

O condulete é utilizado como caixa de passagem, derivação ou conexão de cabos e fios elétricos. Ele é fabricado em alumínio com alta resistência mecânica, sendo fixado com a tampa criada com parafusos em aço inox.

 

Os encaixes de vedação do condulete à prova de explosão restringem a passagem de gases, vapores ou chamas de uma parte da instalação elétrica para outra em pressão atmosférica e temperatura ambiente normal. A construção desses encaixes é realizada em locais perigosos dentro da fábrica.

 



6. Sirenes

 

São constituídas por uma placa de circuito eletrônico para gerar e também amplificar o som agudo, feita em um invólucro à prova de explosão. Por meio do processo de injeção, o corpo da sirene é feito em alumínio fundido.

 

Elas são consideradas à prova de explosão em função da resistência mecânica de seu invólucro, da bucha resinada para passar os cabos de conexão elétrica e da junta roscada externa, para conectar a bucha a algum equipamento ou adaptador.

 

Como vimos neste post, é extremamente importante que indústrias façam uso de equipamentos elétricos à prova de explosões em suas instalações. Desse modo, fica mais fácil evitar incidentes no ambiente da fábrica e assegurar que os trabalhadores e a empresa estejam seguros, evitando acidentes de trabalho.

 

É importante ressaltar que, ao realizar a instalação de materiais elétricos para áreas classificadas, é essencial comprá-los de um fabricante que seja de confiança e possua produtos certificados pelo Inmetro. Jamais coloque em risco a segurança de sua fábrica e de seus colaboradores em prol da economia. Lembre-se de que reconstruir toda uma fábrica custa bem mais caro.

 

 

 

 

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