segunda-feira, 5 de outubro de 2020

 



TRABALHO À CÉU ABERTO

RISCOS E PRECAUÇÕES.

 



Atenção à NR 21 Na Construção Civil

Normas Regulamentadoras, Segurança do Trabalho na Construção Civil

Durante a jornada de trabalho na Construção Civil é bastante comum que os trabalhadores dos Canteiros de Obras fiquem expostos aos diversos riscos ocupacionais como, por exemplo, a insolação, a exposição ao calor, frio umidade e ventos inconvenientes. E, para reduzir a exposição aos riscos no ambiente de trabalho é necessário dar atenção à NR 21 na Construção Civil.

A NR 21 que trata sobre Trabalhos a Céu Aberto é complementar aos requisitos exigidos pela NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Devemos ficar atentos a essa integração inclusive porque entra em vigor, no dia 11/02/2021, a nova redação da NR 18, que determinou de uma forma mais clara os procedimentos gerenciais para a Segurança e Saúde do Trabalho (SST) na Construção Civil.

É importante dar atenção aos riscos que os trabalhadores da indústria da Construção Civil são expostos, porque com a adoção de ações ou medidas que protegam os trabalhadores conseguimos tornar o ambiente de trabalho mais seguro e produtivo. Além disso, promovemos um clima organizacional propício as mudanças e melhorias relacionadas com a Cultura de Segurança.

A exposição excessiva ao sol, a imprevisibilidade do clima e diversos outros fatores ambientais que podem ocorrer em trabalhos a céu aberto, pode prejudicar a saúde dos trabalhadores e é para prevenir os problemas advindos desses fatores que existe a NR 21.

Na construção de rodovias, edifícios, obras, redes de esgoto, água, etc., entre outras obras do Brasil, no período de 2012 a 2018, foram registradas 1.125 mortes e em 21% destas fatalidades foi apontado como agente causador a Queda de Altura.

São acidentes de trabalho nos quais as principais vítimas são os serventes de obras (29%), pedreiro (22%), mestre de obra (6%), carpinteiro (5%) e pedreiro de edificações (4%), totalizando 66% dos registros, conforme dados disponíveis no Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho (SmartLab, 2020).

As quedas de altura dos profissionais são associadas a vários fatores, inclusive aos ambientais como, por exemplo, excessiva exposição ao sol, ventos fortes e chuvas, portanto, é necessário analisar os riscos das atividades e as condições do ambiente.

Informações que permitem oferecer medidas adequadas para o descanso e proteção do trabalhador. Inclusive, recomendações específicas foram elaboradas e publicadas na Cartilha Trabalho em Altura pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

A NR 21 que trata sobre trabalhos a céu aberto é de extrema importância na indústria da Construção Civil e é sobre esta importância que iremos falar no post a seguir.

Visão geral da NR 21

A NR 21 é a Norma Regulamentadora que estabelece requisitos de segurança e de cunho administrativo para ambientes de trabalho a céu aberto, com o intuito de prevenir os trabalhadores contra os riscos que este tipo de trabalho fornece.

É uma norma que se aplica para qualquer trabalho a céu aberto, não só nas construções, mas também em atividades rurais, etc. e dispõe desde ações de proteção até as recomendações para a construção de abrigos, alojamentos e condições sanitárias mínimas que devem existir no local de trabalho.

A NR 21 exige que em todos os serviços realizados a céu aberto é obrigatória a existência de abrigos, mesmo rústicos, capazes de proteger os trabalhadores contra qualquer intempérie.

Além disso, a norma exige “medidas especiais que protejam os trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos inconvenientes”. E, também descreve recomendações sobre o dimensionamento e regras dos alojamentos, incluindo em quais locais devem ser instalados, requisitos de condições sanitárias e quais materiais devem ser usados.

A análise da exposição aos riscos ocupacionais é uma ação preventiva que os profissionais da SST devem sempre seguir e, para ajudar nessa conscientização a nossa equipe vem publicando uma série que explica e detalha melhor as medidas e procedimentos para a segurança e saúde do trabalhador quando está exposto ao calor.

Quais os riscos do trabalho a céu aberto?

Os riscos que o trabalho a céu aberto fornece, muitas vezes acabam passando despercebidos, pelo fato de que geralmente não são associados como causas do acidente de imediato e das doenças provenientes deles que podem ser desenvolvidas a longo prazo como, por exemplo, a dermatite solar, gripe, câncer de pele, entre outras.

Preservar a saúde do trabalhador é o nosso principal objetivo e para isso é necessário sempre analisar os diversos riscos e sinais que aparecem, desde manchas na pele até insolações e câncer de pele, problemas que geralmente são causados pelas longas jornadas de exposição ao sol. Outros pontos ou sinais que os profissionais da SST devem ficar atentos sobre a saúde do trabalhador são:


✔Insolação;

✔Desidratação;


✔Cataratas;


✔Queimaduras;


✔Manchas na pele;


Além dos problemas de saúde que podem ser desenvolvidos, os colaboradores que desempenham suas funções a céu aberto ficam à mercê do clima e podem passar por situações adversas como:


✔Extremos de temperatura, como clima muito frio ou muito calor;


✔Volume elevado de chuva;


✔Exposição a ventos fortes;


✔Risco de incidência de raios;


✔Exposição à poeira;


✔Exposição excessiva ao sol.


Todos esses riscos prejudicam a qualidade de vida do trabalhador e quem trabalha na indústria da construção civil é exposto a tudo isso diariamente, por isso a importância da NR 21 neste segmento.

Os riscos da exposição ao Sol

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) destaca que “…Pequenas manchas avermelhadas ou acastanhadas de crescimento lento. Pintas que mudam de cor ou de formato. Feridas que não cicatrizam. ” São sintomas ou sinais do surgimento de uma doença na pele e que em 90% dos casos é uma doença provocada, basicamente, pela exposição excessiva ao sol.

Dados disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) demonstram que o Câncer Relacionado ao Trabalho no período de 2007 a 2018 aumentou exponencialmente no Brasil e que apenas em 2018 foram registrados 417 casos.

Observa-se também que o Estado do Paraná, com 45 % dos casos e o Mato Grosso do Sul, que registrou 40%, acumularam 85%, indicando que existem atividades industriais nestes estados que adotar medidas mais efetivas para reduzir à exposição a radiação solar 

 e/ou outras causas como, por exemplo, defensivos agrícolas com um contato prolongado do trabalhador, conforme destacado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

 

 


Câncer Relacionado ao Trabalho – Série Histórica – Fonte: SmartLab (2020)

 

 

Câncer Relacionado ao Trabalho – Distrib. Geográfica – Fonte: SmartLab (2020)

 

A SBOC e o INCA ressaltam que a melhor proteção contra o sol é a barreira física, uma vez que não existem limites de frequência ou de intensidade seguros para a exposição aos raios ou substâncias cancerígenas.

Neste caso, uma medida preventiva é fornecer EPI’s adequados como, por exemplo, vestuários que proteja a pele do trabalhador, modelos de óculos que possuam fator de proteção solar, protetores solares apropriados ao tipo de pele do indivíduo, entre outros itens.

A NR 21 na construção civil

Como os trabalhadores da construção civil geralmente enfrentam longas jornadas de trabalho e os canteiros de obra são a céu aberto durante basicamente todas as etapas, a NR 21 é parte da Segurança do Trabalho na Construção Civil.

Além de todos os riscos que a NR 18 já engloba, a atenção dos empregadores quanto a esses riscos da NR 21 não deve ser deixada de lado, justamente pelo fato da construção civil ser um setor crítico no assunto SST.

Protegendo os trabalhadores

Os principais meios de proteção dos trabalhadores para este caso são o uso adequado de EPI’s e a construção dos abrigos e alojamentos, tal qual a NR 21 prevê.

Os EPI’s necessários para a prevenção são:

Vestimentas adequadas: Roupas confeccionadas em tecidos leves, camisetas de manga longa e calças para cobrir a maior parte do corpo para evitar o contato direto da pele com o sol;

Óculos de proteção: Com lentes que devem ser capazes de proteger contra os raios UV;

Capacete: Obrigatório em todos os canteiros de obra, porém se for no caso de trabalho a céu aberto, ele deve possuir revestimento do tipo que não acumule calor para evitar aquecimento da cabeça.

A proteção corporal demanda uma análise detalhada dos riscos do ambiente de trabalho e do perfil dos trabalhadores, por isso, fique atento ao tipo de EPI e ação adotada para evitar acidentes de trabalho.

Os empregadores devem fornecer gratuitamente protetor solar para uma aplicação a cada 3 horas, programar intervalos para hidratação e descanso, e se possível dar preferência para que as atividades sejam executadas em horários de menor incidência solar.

Fora os equipamentos de proteção, as áreas de vivência, que já são colocadas como obrigatórias pela NR 18, também são amparadas pela NR 21, podendo ser enquadradas como abrigos aos trabalhadores.

Para a proteção da saúde do trabalhador vale tudo como, por exemplo, manter em dia as vacinas, adotar boas práticas alimentares e manter cuidados especiais com trabalhadores que necessitam de medicamentes controlados. Além disso, tomar cuidados redobrados com a água que é consumida no local de trabalho e evitar a exposição de trabalhadores a situações desnecessárias.

A importância destes cuidados

Os riscos do trabalho a céu aberto são inúmeros e não são percebidos facilmente, portanto, seguir as diretrizes da NR 21 deve ser algo constante, principalmente, na indústria da construção civil.

Trabalhadores expostos ao sol possuem o dobro de chances de desenvolver algum tipo de câncer de pele, fora outros problemas críticos e prejudiciais, como, queimaduras na pele e aparecimento de manchas.

Prevenir os trabalhadores dos riscos que o trabalho a céu aberto fornece é mais uma das práticas cruciais para a manutenção da saúde do trabalhador da construção civil.

Por se tratarem de riscos que acarretam em problemas a longo prazo e não tão visíveis, o monitoramento das ações deve ser constante e não deve, em hipótese alguma, ser negligenciado pelo empregador.

O profissional da Segurança e Saúde do Trabalho deve adotar práticas que permitam acompanhar o desempenho da área no Canteiro de Obras, entre as quais destacamos a execução de auditorias ou aplicação de check-list de SST, o controle de entrega de EPI’s e treinamentos dos trabalhadores.

 

 

 

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Fonte


https://onsafety.com.br/atencao-a-nr-21-na-construcao-civil/


terça-feira, 29 de setembro de 2020


OS AGROTÓXICOS E NOSSA SAÚDE

 

Os agrotóxicos são responsáveis por milhares de mortes todo o ano ao redor do mundo.

 


É comum o uso de agrotóxicos na agricultura não somente no nosso país, como no mundo todo. Geralmente usados para evitar algum tipo de praga em uma plantação, esses produtos acabam sendo utilizados inadequadamente, gerando riscos à saúde das pessoas. As mortes e intoxicações pelo uso desses produtos acabaram tornando-se um grande problema de saúde pública.

 

Os riscos são grandes e podem ocasionar problemas em curto, médio e longo prazo, a depender da substância utilizada e do tempo de exposição ao produto. Pesquisas apontam que ocorrem mais de 200 mil mortes por ano no mundo em virtude de problemas gerados pelo uso de agrotóxicos, sendo que a maioria ocorre em países em desenvolvimento.

 

A intoxicação por agrotóxicos pode ocasionar tonturas, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, tremores, irritações na pele, nariz, garganta e olhos; convulsões, desmaios, coma e até mesmo a morte. As intoxicações crônicas — aquelas causadas pela exposição prolongada ao produto — podem gerar problemas graves, como paralisias, lesões cerebrais e hepáticas, tumores, alterações comportamentais, entre outros. Em mulheres grávidas, podem levar ao aborto e à malformação congênita.

 


Toda a população em alguma fase da vida será exposta a agrotóxicos, seja através do consumo ou durante o trabalho. Entre os grupos que mais sofrem com os efeitos dessa substância, podemos destacar os trabalhadores rurais que manuseiam frequentemente esse tipo de produto.

 

É possível observar com frequência trabalhadores do campo utilizando essas substâncias sem nenhuma proteção adequada. Além disso, muitas vezes a intoxicação desses trabalhadores não é levada a sério, além de, sequer, procurarem atendimento médico. Por isso, é comum a morte dessas pessoas, que muitas vezes não conhecem o verdadeiro risco de tais substâncias.

Entre alguns sintomas que podem surgir em virtude do manuseio de agrotóxicos, podemos destacar dores de cabeça, desmaios, convulsões, náuseas, falta de ar e vômitos. Por, normalmente, serem sintomas pouco específicos, é comum que não sejam associados a possíveis intoxicações. Entretanto, ao senti-los, é extremamente importante procurar um médico e informá-lo a respeito dos produtos que foram recentemente manipulados

 

Além dos problemas graves gerados aos trabalhadores rurais, agrotóxicos podem ser encontrados nos alimentos, prejudicando assim outras pessoas. Apesar de todos os cuidados do consumidor, que lava o alimento muitas vezes até com água sanitária, os agrotóxicos não são totalmente removidos dessa maneira. Algumas vezes, essas substâncias penetram nos tecidos vegetais, fazendo com que a lavagem remova apenas partes delas. Já a água sanitária é bastante útil para matar alguns micro-organismos, mas não é eficaz na eliminação de agrotóxicos.

 

Para diminuir o consumo dessas substâncias, a população pode optar por comprar produtos orgânicos. Esses alimentos caracterizam-se por não serem produzidos com a utilização de agrotóxicos.

 

Ao utilizar agrotóxicos sem a devida proteção, 

o trabalhador rural coloca em risco sua saúde

 

Assista às nossas vídeo

 




Fonte:

 

https://mundoeducacao.uol.com.br/saude-bem-estar/os-agrotoxicos-nossa-saude.htm




quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 



RSS

RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE

 

Benefícios da Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde RSS




A Nova Ambiental considera que o benefício da classificação dos resíduos de serviços de saúde RSS, está em possibilitar a correta manipulação, por parte dos geradores, sem oferecer riscos aos trabalhadores, à saúde coletiva e ao meio ambiente.

De acordo com a RDC Anvisa número 306/2004 e a resolução CONAMA 358/2005 são definidos como geradores de resíduos de serviços de saúde rss, todos os serviços relacionados com o atendimento a saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; produtores de materiais e controles para diagnósticos in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde.

 

A classificação Anvisa 306/2004 subdivide-se em cinco grupos:

 

Grupo A) – Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção.

 

Grupo B) – Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características com inflamabilidade, Corrosividade, reatividade e a toxicidade.

 

Grupo C) – Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da comissão nacional de energia nuclear CNEN.

 

Grupo D) – Resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.

 

Grupo E) – Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidros quebrados no laboratório e outros similares.

 

Autoclaves para Esterilização de Resíduos de Serviços Hospitalares.

 

O processo de esterilização dos Resíduos dos Serviços de Saúde RSS ou Lixo Hospitalar, mais recomendado, é o tratamento a pressão/Vácuo com aplicação de alta temperatura com vapor saturado em um circuito rigorosamente protegido e monitorado.

 

Características Técnicas do tratamento de resíduos de serviços de saúde RSS

 

• Construção com base em Normas de Vasos de Pressão: Código ASME e NR-13;

• Moto bomba de Vácuo;

• Filtro esterilizador de líquidos e Ar;

• Painel de Acionamento com Impressora;

• Conjunto de Válvulas e Tubulações;

• Cestos e Trilhos para movimentação;

• Prontuário de Vaso de Pressão, Certificados e Manual.

 

Tratamento de resíduos de serviços de saúde

 

São muitas as tecnologias para tratamento de resíduos de serviços de saúde RSS.  Até pouco tempo, a disputa no mercado de tratamento de resíduos de serviços de saúde era entre a incineração e a autoclavagem, já que, em muitos países, a disposição em valas sépticas não é aceita.

Recentemente, com os avanços da pesquisa no campo ambiental e a maior conscientização das pessoas, os riscos de poluição atmosférica advindos do processo de incineração fizeram com que este processo tivesse sérias restrições técnicas e econômicas de aplicação, devido à exigência de tratamentos muito caros para os gases e efluentes líquidos gerados, acarretando uma sensível perda na sua parcela de mercado.

Existem muitas opções para o tratamento e eliminação de resíduos médicos. Alguns funcionam melhor em grandes instalações apropriadas para grandes hospitais ou instalações centralizadas, e outras são melhores para países de baixa a média renda, pequenas instalações e recursos restritos.

O primeiro passo em qualquer gestão de resíduos é minimizar o desperdício e garantir que ele seja devidamente segregado na fonte. Se os resíduos em geral forem misturados com quaisquer resíduos infecciosos ou perigosos não podem ser segregados e todos devem então ser tratados como se fossem infecciosos ou perigosos.

 

Resíduos infectantes: este é o fluxo de resíduos que atrai mais atenção e para o qual há mais opções de tratamento.

 

Resíduos de materiais cortantes: O potencial para que as agulhas de seringa e outros desperdícios de agulhas para espalhar o HIV e a hepatite levantem preocupações reais. Em alguns países, os vendedores de pano os procuram e eles são ilegalmente reembalados para venda.

 

Resíduos farmacêuticos: Os hospitais devem procurar negociar acordos de retoma com os seus fornecedores para produtos farmacêuticos não utilizados e / ou vencidos. Caso contrário, existem várias maneiras de neutralizar ou conter os resíduos farmacêuticos.

 

Resíduos radioativos: nem todas as instalações produzem resíduos radioativos, mas podem resultar do tratamento (por exemplo, marcadores radioativos) ou estar presentes no equipamento de diagnóstico e analítico.

 

Resíduos patológicos e anatômicos: Tecidos humanos, sangue, placenta – este desperdício pode ser difícil de manusear e sensível, particularmente para qualquer coisa reconhecidamente humana. No entanto, várias opções diferentes estão disponíveis para diferentes situações.

 

Resíduos biodegradáveis: Até 25 por cento dos resíduos de uma instalação de cuidados de saúde podem ser sucatas de cozinha e comida. Estes podem ser compostados ou biodigestados para produzir compostagem e biogás, um combustível renovável.

 

Resíduos recicláveis: Papel, plástico, metal e vidro são os materiais mais reciclados. A segregação, a reutilização e a reciclagem desses resíduos podem fazer uma diferença significativa na economia da operação de eliminação de resíduos da instalação.

 

Segurança

 

A segurança e a aceitabilidade de muitas práticas de gestão de resíduos sólidos largamente utilizadas constituem uma preocupação grave do ponto de vista da saúde pública.

Essa preocupação decorre tanto da desconfiança das políticas e soluções propostas por todos os níveis de governo para a gestão de resíduos sólidos como da percepção de que muitas instalações de gestão de resíduos sólidos utilizam procedimentos operacionais deficientes.

A prática de gestão de resíduos que atualmente abrange a eliminação, tratamento, redução, reciclagem, segregação e modificação tem desenvolvido nos últimos 150 anos.

Antes disso e em numerosas situações mais recentes, todos os resíduos produzidos eram manipulados pelos seus produtores utilizando métodos simples de eliminação, incluindo o dumping terrestre, as águas doces e marinhas e as queimadas descontroladas. Apesar da crescente industrialização e urbanização, o despejo de resíduos sólidos, particularmente em aterros, continua a ser um meio proeminente de eliminação e tratamento implícito.

Ocorreram importantes desenvolvimentos no que diz respeito à tecnologia de aterro e no controlo legislativo das categorias de resíduos que podem ser sujeitos a deposição em aterro. Mesmo assim, muitos aterros permanecem primitivos em sua operação.

As tecnologias de tratamento alternativas para a gestão de resíduos sólidos incluem incineração com recuperação de calor e limpeza de gases residuais e compostagem acelerada, mas ambas são sujeitas a críticas por ambientalistas devido a possíveis emissões perigosas, à não eliminação de agentes patogénicos ou à incapacidade de imobilizar pesados Metais ou pelos operadores de aterros e empreiteiros com base na economia de gestão de resíduos, enquanto questões-chave sobre os efeitos das várias práticas sobre saúde pública e segurança ambiental permanecem sem resposta

 

Efeitos

Os efeitos prováveis e relativos da segurança pública e da segurança ambiental da tradição e das modernas tecnologias de aterro serão avaliados em relação às tecnologias de tratamento alternativas propostas.

 

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Fonte

 

https://www.novaambiental.com.br/residuos-de-servicos-de-saude-rss/?gclid=CjwKCAjw5Kv7BRBSEiwAXGDEldHVwsJTz-mnBoUrztv_B14t_lNhQtpbzzxY0lJUGZjviKbAgJz-lhoCQOoQAvD_BwE

 


terça-feira, 22 de setembro de 2020

 


CONHEÇA OS 8 PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS 

DE MEDIÇÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

 


A legislação trabalhista brasileira é bastante complexa e abrange diversas regulamentações sobre saúde e segurança do trabalho todas com a finalidade de garantir o bem-estar dos colaboradores.

No dia a dia, muitos profissionais estão expostos a uma série de agentes externos, que variam de acordo com o ramo de atuação da empresa. Para que essa exposição não cause problemas, é fundamental localizar os perigos reais.

Nesse sentido, as avaliações quantitativas e qualitativas são indispensáveis. Com os equipamentos de medição de segurança do trabalho, é possível identificar as ameaças presentes em cada ambiente. O mapa de riscos resultante deve embasar a definição de ações corretivas e preventivas em todas as etapas do processo produtivo.

Vale lembrar que acidentes e doenças ocupacionais podem gerar responsabilidade penal, civil, administrativa e trabalhista. Assim, o empregador é obrigado a arcar com indenizações, despesas médicas e fica sujeito a outras penalidades.

Além da repercussão negativa, essas ocorrências também provocam impactos em vários indicadores de produtividade e de desempenho, nos custos gerais e na imagem perante o mercado.

Porém, para utilizar corretamente os equipamentos de medição de segurança do trabalho, é preciso, primeiramente, compreender quais são os principais riscos que envolvem os colaboradores. Acompanhe!

 

Situações de risco


Existem, basicamente, cinco grupos de risco que devem ser observados:


✔riscos físicos: ruídos, vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade;

✔riscos químicos: exposição a gases, poeira, vapores ou produtos químicos;

✔riscos biológicos: exposição a vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas, bacilos ou outros microrganismos;

✔riscos de acidentes: ambientes e comportamentos inseguros, como layouts inadequados, armazenamento incorreto de materiais, uso de matéria-prima fora de especificação, maquinário sem proteção, iluminação excessiva ou insuficiente, instalações elétricas defeituosas, contato com animais peçonhentos ou chance de incêndio;

✔riscos ergonômicos: dependem da forma como a tarefa é executada, do esforço físico, de posturas incorretas, de jornadas de trabalho prolongadas, da repetitividade e de circunstâncias causadoras de estresse.

 

Equipamentos de medição de segurança do trabalho


Depois de conhecer todos os riscos, é preciso identificar quais equipamentos de medição de segurança do trabalho podem ser utilizados na empresa.

É importante salientar que esses equipamentos são ferramentas de apoio e devem suportar o desenvolvimento de programas internos, tais como o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), o PCMSO, (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), o PCA (Programa de Conservação Auditiva) e o PPR (Programa de Proteção Respiratória).

Saiba para que servem e como funcionam 8 desses aparelhos:

 

1. Anemômetro


O anemômetro mede a velocidade do ar e a direção do vento, e é bastante usado no caso de trabalhos em áreas abertas. Podem ser classificados em diversas categorias, tais como: anemômetros de concha, de hélice, de rotação, de veleta, de tubo de pressão e de ultrassom.

2. Decibelímetro

Os decibelímetros mais simples oferecem apenas a leitura imediata dos níveis de ruído do ambiente. Já os mais modernos, possuem memória para armazenamento de dados, o que permite a criação de um histórico de medições.

Por ressonância, um oscilador interno vibra na frequência do som que chega pelo microfone, gerando uma leitura precisa. Em geral, os decibelímetros comercializados no Brasil operam entre 30 a 140 decibéis.


3. Dosímetro


O dosímetro é utilizado para verificar o nível de ruído ao qual o profissional está submetido, durante determinado período. Esse equipamento de medição de segurança do trabalho é fixado no corpo do colaborador e por isso, permite uma avaliação ainda mais exata.

Na verdade, o dosímetro toma como base parâmetros preestabelecidos e inseridos em sua programação, indicando apenas uma comparação entre os valores encontrados e o padrão.

 

4. Luxímetro



O luxímetro mede a Iluminância, ou seja, a luz distribuída em uma superfície ou área. De acordo com as normas técnicas, cada ambiente tem um nível de iluminação adequado que deve ser garantido.

O aparelho funciona transformando a luz captada, natural ou artificial, em corrente elétrica e assim, a quantidade de luz é mostrada no visor.

 

5. Higrômetro


O higrômetro é usado para medir a umidade relativa do ar. Esse aparelho é especialmente importante para estudos do clima e para verificar as condições de ambientes fechados, onde altos níveis de umidade poderiam causar danos como museus ou bibliotecas.

 

6. Monitor de IBUTG (Índice de Bulbo Úmido e Termômetro de Globo)

O monitor de IBUTG também é conhecido como medidor de stress térmico e permite a avaliação do calor. Esse equipamento é mais utilizado em siderúrgicas, espaços confinados com temperaturas elevadas ou ainda para acompanhamento de trabalhos realizados sob o sol.

O uso do IBUTG é fundamental para que a empresa atenda às exigências da NR15 e NHO 06 (Norma de Higiene Ocupacional), que determinam os limites de exposição máxima permitidos no país.

 

7. Explosímetro


O explosímetro é um equipamento de medição de segurança do trabalho usado para avaliar a presença de misturas inflamáveis ou explosivas na atmosfera. Para realizar o teste, o aparelho coleta os gases do ambiente e os mantém em contato com um filamento aquecido. A partir da queima desses gases, é possível determinar a presença ou não de agentes perigosos.

 Entretanto, o explosímetro gera apenas resultados quantitativos, e não qualitativos. Ou seja, o equipamento pode detectar a presença e a concentração de um gás ou vapor inflamável na amostra, mas não consegue diferenciar um elemento específico na composição.

 8. Medidores de vibração




Os medidores de vibração são utilizados para avaliar a intensidade das vibrações nos braços, mãos e corpo do colaborador, durante a realização das atividades de rotina. Os compactadores, britadeiras, marteletes e lixadeiras estão entre os principais causadores desse tipo de efeito. Esse aparelho mede tanto as vibrações localizadas, como as que são reproduzidas em máquinas de grade porte, como tratores e guindastes.

Desse modo, é fácil compreender a necessidade por equipamentos de medição de segurança do trabalho em todas as empresas. Com essas análises, é possível definir medidas protetivas e ações preventivas, visando a saúde e o bem-estar dos colaboradores.

Investimentos em infraestrutura e treinamento das equipes, adoção de novos EPIs e a implantação de pausas programadas e rodízios de tarefas, são atitudes que contribuem para uma gestão mais inteligente do capital humano.

Paralelamente, ao reduzir a incidência de acidentes e doenças ocupacionais, a empresa também consegue aumentar a produtividade e evitar despesas adicionais.

 

 

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quarta-feira, 16 de setembro de 2020






FISPQ
O QUE SIGNIFICA E QUAL SUA IMPORTÂNCIA



A FISPQ é um documento essencial para o manuseio seguro de produtos químicos. Nela podemos encontrar todas as características do produto, que vão desde a sua composição, até as recomendações sobre o armazenamento do produto.

Todos os produtos químicos possuem o potencial de gerar riscos para o ambiente, podendo causar danos as pessoas, trabalhadores e ao meio ambiente.

Desta forma, é obrigatório a elaboração da FISPQ para todos os produtos químicos utilizados no ambiente de trabalho. Deve ser elaborada de forma simples, clara e de fácil compreensão.




Além disso, deve estar disponível para consulta nos ambientes aonde forem utilizados os produtos químicos.
Os trabalhadores devem receber os devidos treinamentos sobre os produtos que irão manusear, além de noções sobre como utilizar a FISPQ.

O que significa FISPQ?

A Ficha de Informações de Segurança dos Produtos Químicos, FISPQ, é uma ficha que deve conter as informações relativas a produtos químicos, detalhando-o e descrevendo as orientações que devem ser utilizadas, desde o manuseio até o armazenamento.

Finalidade do FISPQ

A FISPQ tem a finalidade de identificar e descrever os produtos químicos, informando e orientando a sua forma de utiliza-lo e armazena-lo de forma segura.

Além disso, a FISPQ também descreve:

  • Origem do produto, composição e suas características;

  • Perigos relativos ao manuseio do produto;

  • Medidas de primeiros socorros que devem ser adotadas em caso de contaminação;

  • Métodos de combate ao incêndio;

  • Medidas de controle a serem adotadas em situações aonde ocorra um vazamento do produto;

  • Informações e orientações sobre como deve-se transportar e armazenar o produto;

  • Informações sobre as regulamentações legais que devem ser aplicadas.



Importância da FISPQ

A FISPQ é um documento utilizado para a identificação dos produtos químicos e suas características, sendo a sua elaboração de extrema importância para a segurança das pessoas, trabalhadores e meio ambiente.

Nela podemos encontrar as orientações necessárias que devem ser adotadas ao manusear produtos químicos, e quais são as medidas de segurança que devem ser adotadas.

Desta forma, a utilização do produto torna-se mais segura, evitando possíveis contaminações que afetem os trabalhadores ou ao meio ambiente.

Além disso, a FISPQ detalha quais são os procedimentos que devem ser seguidos para o transporte e armazenamento do produto, evitando a contaminação do ambiente, e em casos de vazamento, incêndio ou contaminação, quais devem ser os passos adotados para o controle da ocorrência.

Portanto, todos os locais que possuam produtos químicos, devem possuir uma cópia da FISPQ dos mesmos, orientando a todos os trabalhadores sobre quais são as medidas que devem adotadas sobre o produto.

A elaboração da FISPQ é obrigatória, e deve-se manter uma cópia disponível para fins de fiscalização, sempre que necessária.

Como fazer uma FISPQ?

A Norma ABNT NBR14725 define quais são os procedimentos que devem ser adotados ao elaborar uma FISPQ.

De acordo com o artigo 4, dos Aspectos Gerais, a elaboração requer um profissional que possua conhecimentos técnicos específicos sobre o produto.

Ao elaborar uma FISPQ, devem ser informados:

1 – Identificação do produto e da empresa;

2 – Identificação de perigos;

3 – Composição e informações sobre os ingredientes;

4 – Medidas de primeiros-socorros;

5 – Medidas de combate a incêndio;

6 – Medidas de controle para derramamento ou vazamento;

7 – Manuseio e armazenamento;

8 –  Controle de exposição e proteção individual;

9 –  Propriedades físicas e químicas;

10 –  Estabilidade e reatividade;

11 –  Informações toxicológicas;

12 –  Informações ecológicas;

13 –  Considerações sobre tratamento e disposição;

14 –  Informações sobre transporte;

15 –  Regulamentações;

16 – Outras informações.

De acordo com a norma, não deve ser feita nenhuma alteração quanto aos títulos, numeração e ordem destas informações.

Deve ser preenchida por sessões, sendo que cada uma deve possuir seus respectivos subtítulos apresentados em destaque.

Também deve ser elaborada em português (pt-br), utilizando de linguagem compreensível, clara e concisa.

Suas páginas devem ser numeradas, sendo que o sistema de numeração deve indicar qual é o número total e qual é a última página da FISPQ. Em todas as páginas deve conter o nome do produto que é utilizado no rótulo, junto com a data indicando qual foi a última revisão.

A norma também disponibiliza um modelo padrão a ser seguido para a elaboração desse documento.

Treinamento de FISPQ

De acordo com a NR 26, artigo 2.6.4, todos os trabalhadores que manusearem produtos químicos devem receber treinamento de:

Noções sobre os perigos, riscos e quais são as medidas preventivas que devem ser adotadas para o manuseio seguro do produto, bem como os procedimentos de atuação em situações emergenciais.

Compreensão da FISPQ e da rotulagem preventiva.


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DIAGRAMA DE HOMMEL

O diagrama de Hommel, mundialmente conhecido pelo código NFPA 704 — mas também conhecido como diamante do perigo ou diamante de risco —, é uma simbologia empregada pela National Fire Protection Association (Associação Nacional para Proteção contra Incêndios), dos Estados Unidos da América. Nela, são utilizados quadrados que expressam tipos de risco em graus que variam de 0 a 4, cada qual especificado por uma cor (branco, azul, amarelo e vermelho), que representam, respectivamente, riscos específicos, risco à saúde, reatividade e inflamabilidade.





Quando utilizada na rotulagem de produtos, o Diagrama é de grande utilidade, pois permite num simples relance, que se tenha ideia sobre o risco representado pela substância ali contida. Para o preenchimento do Diagrama pode-se utilizar diversas bases de consulta que contenham as FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico), em que a classificação de cada produto químico pode ser encontrada. A Ficha fornece informação sobre diversos aspectos dos produtos químicos, quanto à segurança, saúde, proteção e meio ambiente. Elas não podem ser consideradas “FISPQ” quando não forem elaboradas em conformidade integral com a Norma Técnica NBR-14.725 da ABNT. Um exemplo de base de dados para consulta das fichas é o www.abtlp.org.br.

A recém-lançada edição de 2017 da NFPA 704 oferece ao usuário a justificativa para a manutenção do sistema de resposta de emergência e também teve a adição do anexo G (Comparação da NFPA 704 com a OSHA HazCom 2012). De forma resumida, OSHA e NFPA estão de acordo que há diferenças entre HazCom 2012 e NFPA 704 com dois conjuntos distintos de números desenvolvidos para diferentes fins. HazCom 2012 utiliza um sistema de classificação de perigo enquanto NFPA 704 utiliza um sistema de classificação de risco.

A NFPA 704 tem sido usada por mais de 50 anos e foi desenvolvida para fornecer um sistema padrão para indicar a toxidade, a inflamabilidade e a reatividade de produtos químicos perigosos, facilmente reconhecido e de fácil compreensão para fornecer informações de forma concisa para a equipe de emergência.

Em comparação, o sistema de classificação de perigo de OSHA fornece informações para os trabalhadores expostos a materiais perigosos, principalmente em condições normais de uso. Estes números são então usados ​​para determinar os pictogramas corretos, sinais e as advertências de perigo para as etiquetas dos recipientes.

No Brasil, a NR-20 estabelece requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.


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