quarta-feira, 5 de agosto de 2020





ENTENDA COMO DESENVOLVER A CULTURA
DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA EMPRESA


Quando você lê o termo cultura de segurança do trabalho o que vem à sua cabeça? Se você imagina diversas regras para manipular maquinário pesado, está certo, mas se pensa em palestras para toda a equipe sobre conscientização, segurança e bons hábitos no ambiente profissional, acertou também.


Vale saber que, quando falamos de cultura, seja de segurança no trabalho ou qualquer outro assunto, o termo se justifica em algo que a empresa inteira acredita, persegue e pratica. Isso quer dizer que tal postura (determinada pelos gestores, líderes ou especialistas ligados à organização) deve estar em todos os colaboradores de todos setores da organização.


Sabendo de tudo isso, já podemos partir para algumas dicas de implementação. Você está preparado? Então vamos lá!


Qual é a importância da cultura de segurança do trabalho?


Você certamente já presenciou ou ouviu falar sobre algum caso de acidente de trabalho. Muitas vezes esses infortúnios provocam danos sérios e irreversíveis ao colaborador, o que causa grande prejuízo tanto para o trabalhador quanto para a instituição.


Dessa forma, implementar ações que possam prever tais acidentes e diminuir os riscos na rotina de trabalho é sinônimo de garantia de benefícios e vantagens, como:

  • menores prejuízos;
  • diminuição de incidentes prejudiciais;
  • retenção de talentos;
  • melhora dos resultados
  • aumento da confiança dos colaboradores sobre a instituição;
  • valorização da marca e melhoria da imagem institucional, entre outros.


Como implementar a cultura de segurança na empresa?


Agora que você já sabe o que é cultura de segurança do trabalho e quais são os benefícios da implementação, já deve ter compreendido que essa mudança não está categorizada como “prioridades da organização” e sim como “valores da empresa”. Perceba: ações prioritárias podem mudar frequentemente, mas os valores são mais perenes, quase que imutáveis.


Sendo assim, quer conhecer as melhores e mais eficientes ações para desenvolver esse ativo? Sim, se bem implementada, a “Cultura da Empresa” passa a ser um ativo de altíssimo valor para a organização. Confira agora as sugestões que preparamos!


Envolver todos os colaboradores da empresa

Retornando ao ponto da introdução deste material, para que determinadas ações se encaixem no rótulo de desenvolvimento da cultura da empresa é extremamente necessário que todos que estejam ligados à organização compartilhem do mesmo entendimento e acreditem no que é necessário para vivenciar e espalhar essa cultura.


Uma boa maneira de garantir que os colaboradores se envolvam é abrir espaço para que opinem e auxiliem no processo de criação de regras de segurança. Isso provoca um sentimento de “pertencimento”, ou seja, algo que o colaborador ajudou a criar. É dele também. Além disso, você pode responsabilizar todos, esclarecendo que qualquer um da empresa poderá ser cobrado a assumir uma postura segura (desde o presidente até o colaborador mais simples).


Manter a abordagem racional


Quando o assunto é mudança de postura sobre segurança no trabalho, o ideal é que a abordagem de conscientização seja racional e matemática. Geralmente, palestras e discursos que apelam para o lado emocional (falando de família ou comentando sobre o valor da vida) são importantes, mas não são suficientes e não raras vezes não surtem os resultados esperados.


Por isso, para evitar acidentes e danos, o ideal é que, em momentos de conscientização, a liderança apresente dados, fotografias, detalhes e números aos colaboradores para, então, definir processos simples e viáveis para serem aplicados na rotina de serviço.


Garantir o comprometimento da liderança


Todos os processos da empresa precisam estar cercados da filosofia de diminuir riscos e isso também tem a ver com a responsabilidade social. As grandes empresas do mundo têm oferecido bons exemplos sobre resultados sustentáveis dentro da organização.


O compromisso dos líderes da sua empresa deve ser notado através da presença em eventos sobre o assunto, postura receptiva sobre as mudanças e, é claro, motivar os funcionários a assumirem a mesma conduta.


Agora você já está pronto para desenvolver a cultura de segurança do trabalho na sua empresa. Arregace as mangas e solicite o apoio de todos os colaboradores envolvidos na organização, como você pôde perceber, isso é muito importante!



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SEGURANÇA COMPORTAMENTAL
NÃO SE TRATA DE BÔNUS E
DOCES PARA COLABORADORES “BONS”


Se cada vez que um rato virar à esquerda em um labirinto ele recebe uma delícia, e cada vez que ele vira à direita recebe um choque elétrico, ele aprenderá a virar à esquerda com mais frequência.

Esta é a base na qual a segurança comportamental funciona.

Pessoas são mais complicadas que ratos e as questões do que a recompensa para boas práticas de trabalho e punição para as más práticas são complexas.

Programas de segurança comportamental sem base tratam as pessoas como ratos de laboratório: uma recompensa por serem vistas fazendo a coisa certa e uma punição por serem pegas fazendo a coisa errada.

Um processo-chave é representado como ABC, para ficar mais fácil a compreensão dos colegas

Onde o B é o comportamento observável, que pode ser qualquer coisa que um indivíduo faz (ou não faz), escreve ou diz.

A é o antecedente, o estímulo ou evento que levou ao comportamento, políticas, demonstrações de método ou projeto de equipamento, por exemplo.

Uma abordagem tradicional para lidar com o comportamento no local de trabalho foi mudar os antecedentes: escrever políticas mais firmes, fornecer mais treinamento, instrução e supervisão, exibir muitos sinais.

No entanto, como acontece com os ratos, precisamos entender o C, as consequências do comportamento.

O rato sabe apenas que é tratado ou punido: em muitos casos os colaboradores sabem que, embora possam ser punidos se forem pegos se comportando de forma insegura, se não terminarem o trabalho a tempo porque atrasam para uma verificação de segurança, eles definitivamente serão punidos, mesmo que seja apenas uma repreensão de um supervisor.


''AS CONSEQUÊNCIAS DE NÃO USAR ÓCULOS DE SEGURANÇA PODEM DEPENDER DO COMPORTAMENTO DO SUPERVISOR QUE IGNORA A OMISSÃO E DOS COLEGAS QUE RIEM DO USUÁRIO USA''


Algumas das consequências são inerentes ao comportamento.

Se os óculos de segurança baratos forem fornecidos, o colaborador pesa as consequências de usá-los: ficarei desconfortável, mas ficarei protegido

Com as consequências de não os usar: ficarei mais confortável, mas posso perder um olho em um acidente.

Se a probabilidade de um acidente parece remota, as consequências imediatas ditam o comportamento.

No local de trabalho, o comportamento de uma pessoa pode ser um antecedente ou consequência para outra pessoa.

Os antecedentes do comportamento “usando óculos” dependem do comportamento das pessoas que especificaram, adquiriram e testaram.

As consequências podem depender do comportamento do supervisor que ignora a omissão e dos colegas que riem do que usa.

Os programas de segurança comportamental são criticados quando se concentram no comportamento dos colaboradores, como usar Equipamentos de Proteção Individual ou seguir regras do local, sem referência a antecedentes e consequências enraizadas na liderança e na conduta gerencial.

A outra armadilha dos programas de segurança comportamental é o risco de que eles possam ser usados como substituto para fornecer um local de trabalho seguro e um sistema de trabalho seguro que siga a hierarquia dos controles.

Se uma organização tem uma alta incidência de pessoas escorregando em um piso molhado, a solução não é introduzir imediatamente um programa de segurança comportamental que exige que as pessoas caminhem com cuidado.

Se o chão estiver molhado porque o maquinário vaza, conserte o vazamento.

Se o ambiente é tal que o chão vai ficar molhado, limitar o número de pessoas que precisam passar por cima dele ou aumentar a frequência de limpeza.

Sapatos antiderrapantes podem ser adicionados como um controle para aqueles que precisam passar pelo chão.

Somente quando o risco subjacente foi reduzido tão baixo, quanto razoavelmente praticável, faz sentido aplicar a segurança comportamental.

No caso do piso molhado, você deve considerar porque as pessoas usam o calçado errado, porque eles pegam um atalho pela área restrita, ou porque sentem que precisam correr em vez de andar.

Nós utilizamos seis etapas para a implementação de um programa de segurança comportamental, aqui aplicado a uma operação de manuseio manual.

Passo 1

Estabeleça o resultado desejado: ninguém sofre uma lesão manual de manuseio.

Passo 2

Especifique o comportamento crítico: a técnica de manuseio manual correta é usada.

Passo 3

Estabeleça que o grupo alvo pode realizar o comportamento: eles são corretamente treinados e aptos.

Passo 4

Conduzir a análise do ABC. O que acontece se eles pedirem a alguém para ajudar com um elevador e pedir uma pausa depois de um período intenso de tentar alçar ou atrasar um movimento para buscar um carrinho?

O que acontece se eles continuarem em insistir em alçar na mão grande que é muito pesado para eles e completar um trabalho mais cedo?

Passo 5

Alterar consequências para reforçar o comportamento desejado: elogiar aqueles que fazem o trabalho corretamente.

O reforço positivo do bom comportamento tem um efeito mais poderoso do que o reforço negativo da má prática, então você precisa encontrar as pessoas acertando.

Passo 6

Avaliar o impacto: há menos dias de licença médica por lidar com lesões? As pessoas estão demonstrando a técnica correta?

Você pode inserir um passo extra entre o primeiro e o segundo para revisar avaliações, registros de acidentes e incidentes, sistemas de trabalho para garantir que tudo razoavelmente viável tenha sido feito para eliminar o manuseio manual e para fornecer um ambiente de trabalho onde os objetos possam ser manuseados com segurança.

Segurança comportamental não se trata de bônus e doces para colaboradores “bons”.

Não é um substituto para a eliminação de riscos, mas uma maneira de reforçar o comportamento necessário para gerenciar o risco residual quando outras ações razoavelmente viáveis foram tomadas.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2020







PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP)
NA SEGURANÇA DO TRABALHO



A padronização das atividades através do Procedimento Operacional Padrão, ou POP, é uma das melhores formas de melhorar o desempenho, qualidade e a segurança das tarefas do dia a dia e atividades críticas da empresa.

O POP deve ser feito para as atividades de rotina da empresa, além das atividades críticas que necessitam de uma atenção especial no seu passo a passo, garantindo a segurança do trabalhador e prevenindo acidentes de trabalho.

Através da aplicação dos procedimentos padrões, as atividades podem ser otimizadas, reduzindo muito o tempo de realização da tarefa, o desperdício de recursos, melhorando a qualidade do produto final, a segurança da realização da atividade e garantindo que todos os resultados possuam um padrão especifico de qualidade.




O que é procedimento operacional padrão?

O POP (Procedimento Operacional Padrão) é um documento elaborado através de pesquisas e estudos, descrevendo o procedimento operacional que deve ser seguido, principalmente, nas atividades críticas e as atividades de rotina, que devem ser realizadas no dia a dia, padronizando-as e otimizando as atividades, departamentos e rotinas de trabalho.


Para que serve o procedimento operacional padrão

O POP tem o intuito de padronizar as atividades que serão realizadas, descrevendo o passo a passo que deve ser seguido para cada tarefa a ser executada, criando desta forma um padrão de qualidade e segurança que deve ser mantido nas atividades críticas, diárias, ou nas atividades no qual exista uma necessidade, de acordo com a avaliação da empresa.

Objetivos do procedimento operacional padrão

O POP tem o objetivo de:

  • padronizar as atividades e tarefas a serem executadas;

  • gerar um padrão de qualidade para todas as atividades;

  • otimizar as tarefas, efetuando passo a passo detalhado de cada atividade;

  • reduzir custos e desperdícios;

  • criar uma rotina de trabalho;

  • melhorar a produtividade.


Procedimento operacional padrão dentro da segurança do trabalho

O POP é uma das principais ferramentas da segurança do trabalho e da produção. Ao criar uma padronização das atividades, é possível tratar cada risco presente na realização da tarefa, otimizando a forma mais segura possível de realiza-la.


Uma das grandes vantagens de implementar o POP é a possibilidade de análise do passo a passo da tarefa. Desta forma, é possível isolar cada elemento da atividade, verificando o risco presente em cada passo, corrigi-los ou controla-los, e assim desenvolver o método mais seguro e eficiente possível.

Elaborar um fluxograma da atividade, definindo cada passo da atividade é uma boa maneira de separar e identificar os riscos presentes, sendo recomendado a sua elaboração em conjunto com o POP.

Quem faz o procedimento operacional padrão de segurança do trabalho?

O POP é um documento que deve ser elaborado em conjunto entre a produção e a segurança do trabalho, além da participação de outros setores envolvidos (qualidade, meio ambiente, etc).

Na segurança do trabalho, o engenheiro ou técnico de segurança é o responsável pelo desenvolvimento e aplicação das medidas de controle dos riscos e medidas de segurança que devem ser adotados para a realização das atividades.


É importante ressaltar que, apesar de descrever o passo a passo de cada atividade, o POP é um documento que necessita de constante revisão, sendo adaptado e otimizado para oferecer sempre o melhor resultado e qualidade possível para cada atividade.

Como elaborar um bom procedimento operacional padrão em segurança do trabalho

Um bom POP deve conter algumas informações básicas, sendo elas:

  • Nome do executor e do responsável pela POP;

  • Nome da atividade a ser realizada;

  • Objetivo da POP;

  • Documentos referenciais;

  • Local de aplicação da POP;

  • Siglas que serão utilizadas no POP;

  • Descrição da atividade no qual se baseia o POP;

  • Passo a passo da atividade;

  • Frequência de realização da atividade;


Qual o resultado deve ser obtido em cada atividade.

Porém, além das informações básicas, o ideal é acrescentar o máximo de informações que auxiliarão na aplicação do POP. Alguns itens recomendados a serem acrescentados são:

  • Fluxograma da atividade;

  • Descrição das ferramentas e equipamentos utilizados na atividade;

  • Gestor e responsável pela atualização do POP;

  • Descrição dos riscos presentes em cada etapa da atividade;

  • Periodicidade da revisão da POP;


Local de armazenamento para fins de fiscalização.

Desenvolver e aplicar um bom POP é um ponto importante para garantir a segurança e a qualidade da produção, da realização das atividades e da prevenção de acidentes. É importante ressaltar que a participação dos executores da atividade na elaboração do POP é primordial, pois os mesmos podem fornecer detalhes práticos sobre cada atividade.

O POP é um documento que deve ser mantido atualizado, sendo sempre revisado periodicamente e a cada identificação de nova característica da atividade (nova etapa, risco, processo, ferramenta, equipamento e outros).

É importante também ressaltar que os trabalhadores tenham conhecimento do que é o POP, sendo orientados e treinados sobre o seu uso, e participem ativamente de todas as elaborações, aplicações e atualizações do POP.


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RISCOS QUÍMICOS:
VEJA EXEMPLOS E DICAS PARA
PREVENÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO


Os riscos químicos estão presente em praticamente todas as atividades de trabalho, sendo composto por diversas formas.

Sua presença tem potencial de causar danos à saúde dos trabalhadores, e em alguns casos, pode até mesmo gerar risco de acidentes, de acordo com a sua intensidade.

A origem dos riscos químicos pode variar, dependendo do local e da atividade realizada. Pode ser encontrada em forma de poeiras, nevoas, neblinas, líquidos, gases, fumos, dentre outros meios.




É possível elaborar medidas de controle para combater a presença dos riscos químicos nas atividades, sendo necessário a implantação de medidas coletivas e individuais nos locais em que existir a maior concentração dos riscos químicos.


O que são riscos químicos?

Os riscos químicos são riscos ambientais que podem causar danos à saúde do trabalhador. Eles podem ser encontrados no ambiente de trabalho em forma de poeiras, líquidos, sólidos, aerodispersóides, neblinas, névoas, gases e fumos.


De acordo com a origem do risco e de sua concentração, os danos causados pelos agentes de risco podem ser leves ou de extrema gravidade, podendo ser fatal na pior das situações.

A presença de agentes de risco químico no ambiente do trabalho pode ser devido a presença de fatores naturais (poeiras devido à natureza da atividade realizada, por exemplo) ou devido a presença de produtos químicos, que eliminam os agentes químicos das mais variadas formas.

Exemplos de risco químico mais comum no ambiente de trabalho

Os riscos químicos podem ser apresentados de variadas formas, dependendo da natureza da atividade, e dos materiais e produtos utilizados.

Desta forma, a presença mais comum poderá variar, sendo comum encontrar setores dentro da mesma indústria ou empresa que possua riscos químicos de naturezas diferentes.

Em empresas de mineração, por exemplo, a poeira é um dos principais riscos presentes, devido à natureza da atividade.

É necessário a utilização de máscaras com filtro PFF2, para inibir a inalação, além de ser recomendado a umidificação do solo.

Já em indústrias químicas, os riscos presentes podem ser encontrados em formas de neblinas, névoas ou líquidos.

Em pontos aonde são realizadas atividades de solda a quente, existe a presença de fumo metálico, que é extremamente prejudicial à saúde dos trabalhadores.

Em lojas, comércios, escritórios, secretarias e pontos comerciais, os riscos mais comuns são os de produtos de limpeza.

Portanto, deve-se sempre manter a FISPQ dos produtos químicos utilizados, para orientar sobre os procedimentos em caso de contaminação devido ao contato com esses produtos.

Prevenção contra riscos químicos




A prevenção contra os riscos químicos deve ser realizada de modo neutralizar os efeitos negativos causados pelos agentes de riscos.

A prioridade deve ser sempre nas ações que neutralizam coletivamente. Podemos citar como exemplo, a instalação de exaustores em ambientes fechados, que contenham poeiras, névoas, fumos, dentre outros.

A sinalização dos produtos e materiais também é de extrema importância na prevenção, além de que a FISPQ fornece os procedimentos e meios seguros de manuseio e armazenamento dos produtos.

Após a implementação dos meios coletivos de prevenção, os trabalhadores expostos deverão utilizar os meios individuais, através do uso de EPI's, que reduzirão ou eliminarão completamente o contato com os produtos, evitando que os mesmos se contaminem com ele.

Medidas de controle

As medidas de controle para evitar a contaminação dos trabalhadores com os riscos químicos presentes devido ao uso de materiais ou agentes de risco, devem ser adotados sempre que forem constatados a presença dos mesmos no ambiente de trabalho, ou devido à natureza da atividade.

As medidas deverão priorizar a eliminação coletiva, através de sistemas de neutralização e eliminação dos agentes.


Essas medidas poderão variar, de acordo com o tipo e a presença dos riscos, sua natureza e concentração no local.

Alguns exemplos de medidas de controle que podemos utilizar para neutralização de agentes químicos são:

  • Exaustores e ventiladores;

  • Isolamento da área contaminada;

  • Substituição do produto ou material utilizado;

  • Umidificação do local em atividades que resultem em excesso de poeira;

  • Instalação de chuveiro, lava-olhos, vestiários, sanitários, e medidas de higiene pessoal e coletiva.

Após a implementação das medidas de controle coletivo, deverá ser implementado as medidas de controle individuais, com intuito de reduzir e eliminar toda exposição do trabalhador aos agentes químicos.

Essas medidas devem ser adotadas de acordo com o risco presente, por exemplo:

  • Uso de mascarás semi faciais com filtros para poeiras, gases, fumos em atividades em que exista grande concentração dos mesmos;

  • Uso de mascarás com filtro PFF2 em atividades que contenham concentração de poeira;

  • Uso de macacão Tyvek em ambientes que exista a presença de poeira;

  • Uso de macacão Tychem para atividades que envolvam ácidos;

  • Uso de luvas nitrílicas ou de manipulação especifica de químicos em atividades que exista contato direto com a pele;

  • Uso de creme protetor para atividades de lubrificação (luvex).


A partir da implementação das medidas de controle coletivo e individual, é necessário realizar a análise da eficácia das medidas, através da realização de exames periódicos.

Ao ser constatado exposição do trabalhador a riscos químicos, deve ser feito uma alteração nas medidas, para que o mesmo não venha a contrair danos a sua saúde.

Desta forma, é possível neutralizar completamente os danos causados pelos riscos químicos no ambiente de trabalho.



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sexta-feira, 31 de julho de 2020






RISCO FÍSICO:

ENTENDA O QUE É E QUAIS OS TIPOS EXISTENTES



Os riscos físicos estão presentes em praticamente todos os ambientes de trabalho e atividades que envolvam a utilização de ferramentas, máquinas e, dependendo da atividade, até mesmo nas condições do meio ambiente.

Por se tratarem de riscos que afetarão principalmente a longo prazo, os riscos físicos demandam uma atenção especial por parte da equipe de segurança do trabalho, que deverá adotar as medidas necessárias para sua neutralização e controle.

A presença dos riscos físicos em uma atividade de trabalho ou ambiente poderá tornar a atividade insalubre, caso não seja adotada as medidas necessárias para seu controle.

É importante ressaltar que é possível manter as atividades dentro de níveis seguros quanto aos riscos físicos, desde que sejam os mesmos avaliados periodicamente e que as medidas de controle adotadas sejam implementadas e seguidas corretamente.


O que é risco físico?

Riscos físicos são riscos ambientais que tem origem em diversas fontes de energia, propagadas pelo ambiente de trabalho.

Estes riscos podem possuir diversas fontes de origem, sendo necessário a avaliação técnica do local e da atividade a ser realizada para a implementação das medidas de controle necessárias.

Em geral, os riscos físicos podem causar danos a curto, médio e longo prazo, porém, é mais comum a constatação de danos à saúde do trabalhador após a exposição prolongada aos riscos acima do limite de tolerância.

Desta forma, os riscos físicos são uma das principais causadoras de doenças ocupacionais, tais como perda de audição em ambientes muito ruidosos.

Tipos de Riscos Físicos

Os riscos físicos podem estar presentes em diversas formas no ambiente de trabalho e sua fonte de risco pode ser devido as condições do local ou da natureza da atividade. 

Dentre os riscos, podemos citar:

  • Vibrações causadas em atividades que envolvam equipamentos e ferramentas de impacto, tal como britadeiras;
  • Ruídos causados por equipamentos, ferramentas ou originados na atividade, podendo o ruído ser de impacto, constante ou intermitente;
  • Radiação ionizante devido a exposição ao Sol;
  • Radiação não ionizante devido a atividades de solda, por exemplo;
  • Iluminação excessiva ou baixa iluminação do ambiente de trabalho;
  • Exposição a umidade em determinados locais de trabalho;
  • Temperaturas extremas (calor ou frio excessivo) devido ao ambiente ou a atividade a ser realizada;

Pressões atmosféricas anormais.

Riscos Físicos x Segurança do Trabalho: como preveni-los?

Os riscos físicos estão presentes em praticamente todas as atividades e ambientes de trabalho. Porém, é possível determinar as fontes de risco e controlar a exposição dos trabalhadores.

Para isso, a equipe de segurança do trabalho deverá implementar as devidas medidas de controle para neutralizar os riscos, ou mantê-los abaixo dos limites de tolerância.

O primeiro passo a ser seguido e a realização da APR (Análise Preliminar dos Riscos), fazendo um levantamento qualitativo de todos os riscos presentes em cada ambiente de trabalho da empresa.

Após a realização da APR, deverá ser feito uma avaliação quantitativa dos mesmos, formulando o LTCAT (Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho).

A partir dessas informações, será elaborado então o PPRA e PCMSO, que são programas que atuam em conjunto, elaborando as medidas de controle dos riscos e realizando os exames médicos para constatação da eficácia das medidas implementadas.

As medidas de controle deverão ser implementadas seguindo a ordem de:

Medidas de controle coletivo – instalações de equipamentos de controle coletivo (EPC), alterações de layout, alterações nas atividades ou procedimentos, adaptação de ferramentas, máquinas ou equipamentos, implementação de estruturas de proteção coletiva no local, sinalização dos riscos presentes no ambiente de trabalho, etc.

Medidas de controle individual – fornecimento, treinamento e utilização de equipamentos de controle individual (EPIs) adequados para cada risco presente no ambiente de trabalho.

Ao realizar os procedimentos de segurança, neutralizando e controlando os riscos físicos presentes no ambiente abaixo dos limites de tolerância, a atividade poderá ser realizada de forma segura, em um ambiente não insalubre.

Qual a diferença entre riscos físicos, químicos e biológicos?

Tanto os riscos físicos, como os riscos químicos e biológicos são considerados riscos ambientais, e estão presentes em praticamente todos os ambientes de trabalho, e podem ser controlados através das medidas de controle.

A principal diferença entre eles é a sua fonte de origem.

Os riscos físicos são riscos que originam de fontes de energia atuando sobre o ambiente de trabalho, e expondo o trabalhador a vibrações, calor, ruídos, umidade, baixa luminosidade e etc.

Riscos químicos são riscos que originam de produtos químicos ou através dos resíduos eliminados na realização de uma atividade, tais como gases, fumos, névoas, neblinas, poeiras, dentre outros.

Riscos biológicos estão presentes na forma de agentes biológicos (potencialmente patológicos) que podem causar doenças ou acidentes, tais como vírus, bactérias, protozoários, fungos, animais peçonhentos, parasitas, dentre outros.

Durante a realização da APR, é possível identificar a presença de cada um dos tipos de agentes de riscos e adotar medidas especificas para a neutralização e controle de cada risco, tornando o ambiente de trabalho seguro.

É importante ressaltar que a atuação dos agentes de risco pode ocorrer a longo prazo, devido a exposição prolongada aos mesmos.

Portanto, é necessário sempre realizar avaliações médicas periódicas e avaliar as condições do local de trabalho, através de avaliações técnicas dos riscos presentes.

Desta forma, é possível manter todos os riscos, sejam eles químicos, biológicos ou físicos dentro dos limites de tolerância.



Fonte


    COZINHAS INDUSTRIAIS - RISCOS E PREVENÇÃO DE ACIDENTES       As cozinhas industriais são locais onde cozinheiros, ajudantes e ...