quinta-feira, 16 de novembro de 2023

 





 

PROCEDIMENTO PARA IÇAMENTO DE CARGAS

 


Como elaborar um procedimento para içamento de cargas

Neste artigo vamos abordar um assunto muito importante em nossa área: procedimento para içamento de cargas. O ideal é escrever um procedimento geral sobre cargas suspensas e procedimentos operacionais para cada tipo de içamento: com guindaste, grua, munk, ponte rolante, etc.

O procedimento que vamos tratar está relacionado a içamento com munck, guindaste ou ponte rolante. ATENÇÃO: Este é apenas um modelo que pode e deve ser adaptado às condições que você tem em sua empresa. A formatação fica por sua conta!!

 

Materiais que podem ajudar

Uso correto de lingas e correntes

 

CHECK LIST CAMINHÃO MUNCK

 

OPERADOR

 

 

REG:

1)               HORÁRIO

 

2)                     

DATA:

3)               SETOR

 

4)                     

TURNO

 

ITENS A SEREM OBSERVADOS

  SIM

   NÃO

O Operador está habilitado (curso de qualificação) para operar o equipamento ?

 

 

O sistema hidráulico apresenta algum aspecto que indique vazamento de óleo?

 

 

O Operador está portando os EPI’s (Calçados e Capacete de Segurança)  necessários à execução de suas atividades?

 

 

O veículo possui extintor de incêndio com carga plena e no prazo de validade para recarga?

 

 

As cintas de sustentação da carga estão em bom estado de conservação?

 

 

O equipamento  possui indicação de elevação da carga máxima permissível?

 

 

Existe no veículo material necessário para auxiliar na sustentação do equipamento, tais como : madeiras, e calços.

 

 

A capacidade de elevação de carga da cinta é compatível com a carga a ser içada?

 

 

Existe material de sinalização de segurança no veículo para atividades de içamento de cargas quando a situação exigir.

 

 

 

Diante dos pontos observados nesta inspeção, o Muck está em condições de operar normalmente? Em caso negativo  interditar o equipamento.

 

 

 

 

Obs: -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

 

   --------------------------                                ------------------------------                                    ----------------------

           SESMT                                                          Operador                                                            Supervisão

 

 

 

 

ETAPA 1

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Relacione em seu procedimento todos os EPIs que serão obrigatórios para a atividade. Reserve um campo para os EPIs específicos. Você poderá colocar uma descrição da função do EPI.

Neste exemplo os EPIs serão:

 

BÁSICOS:

Capacete com jugular: Para mitigar / atenuar o potencial de risco de incidentes com ferimentos / escoriações em casos de bater contra estruturas ou quedas de materiais protege contra respingos de líquidos quentes corrosivos químicos;

Calçado de Segurança com biqueira: Proteção dos pés do usuário contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos, contra agentes abrasivos e escoriantes e contra umidades provenientes de operações.

Óculos de proteção: Protegem os olhos contra ferimentos provenientes de impactos de partículas, materiais pontiagudos, poeiras e respingos químicos, evitar contato das lentes sobre superfícies abrasivas.

Protetor auricular tipo plug ou concha: Para mitigar / atenuar o potencial de risco voltado a perdas auditivas e demais patologias ou sintomas que podem acompanhar tais perdas;

Luvas de Lona - Protege as mãos contra agentes mecânicos.

 

ESPECÍFICOS:

Luvas de raspa de couro: Protege as mãos contra agentes mecânicos e térmicos.

Creme protetor: Para mitigar/ atenuar o potencial de risco de incidentes de irritação dermal por névoa de produtos químicos, óleos e graxa.

 

ETAPA 2

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

Descreva aqui todos os materiais e equipamentos que serão utilizados na atividade.

Materiais de sinalização: Fitas zebradas, cones, telas, barreiras físicas; etc

Equipamentos e dispositivos: Cintas, correntes, patolas, cabos de aço, laços, anilhas, olhal, balancim, lingas, levantador magnético, garras de elevação, cordas, etc

 

ETAPA 3

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

Realizar reunião de pré-trabalho com todos os envolvidos (executantes, supervisores da área, etc).

 

ETAPA 4

Descrição detalhada das fases da operação; fatores de risco, risco, consequência e medidas de controle.

4.1 Locomover-se até o local da atividade de içamento.

Fatores de risco:

Veículos; Piso irregular.

Risco:

Atropelamento, Queda de mesmo nível, atingido por Contato com, bater contra, pisar em falso.

Consequência:

Fratura, escoriações, traumatismos, torções, fatalidade.

Medidas de controle:

Estar atento na movimentação de veículos e equipamentos móveis, utilizar caminhos preferenciais, utilizar corrimãos ao subir e descer escadas, etc. (coloque outros controles que achar necessário).

4.2 passar o acessório (cinta, corrente, cabo de aço, etc) na peça / equipamento a ser içado e realizar o içamento.

Fatores de risco:

Acessório de içamento, Movimentação de carga suspensa, Espaço de trabalho, Arranjo físico, Obstáculo, Piso irregular, Veículo, Peça, subir/descer, etc.

Risco:

Queda de materiais/peça, Colisão, Prensamento, Posição anti Ergonômica, Contato com Atingido por, bater contra, Queda de mesmo nível, Atropelamento, Esmagamento, Abalroamento, etc.

Consequência:

Fratura, escoriações, traumatismos, torções, lombalgia, fatalidade.

Medidas de controle:

Somente pessoas treinadas e capacitas podem operar equipamentos de içamento de carga, fazer inspeção de pré uso no equipamento de içamento, fazer check list para acessórios de içamento, acionar sinal sonoro para alertar os demais empregados, não passar com o gancho da ponte (mesmo sem carga) sobre pessoas, não se posicionar ou passar  sob a carga suspensa, não manipular a carga com as mãos (fazer uso de equipamentos ou corda para guiar/posicionar a carga), evitar colocar as mãos em ponto de pensamento, fazer a comunicação por sinais para efetuar o içamento do equipamento (carga), atenção para não bater a carga em estruturas, vigas, equipamentos energizados e instalações elétricas, não subir na carga, não exceder a carga máxima do equipamento, transportar a carga o mais baixo possível, para içamento de carga crítica é obrigatório elaborar o Plano de Rigging, etc.

4.3 estacionar o equipamento de içamento (descreva qual equipamento), sinalizar a área e descarregar a carga.

Fatores de risco:

Acessório de içamento, Movimentação de carga suspensa, Espaço de trabalho, Arranjo físico, Obstáculo, Piso irregular, Veículo, Peça, subir/descer, etc.

Risco:

Queda de materiais/peça, Colisão, Prensamento, Posição Contato com Atingido por, Bater contra, Queda de mesmo nível, Atropelamento, Esmagamento, Abalroamento, etc.

Consequência:

Fratura, escoriações, traumatismos, torções, lombalgia, fatalidade.

Medidas de controle:

Somente pessoas treinadas e capacitas podem operar equipamentos de içamento de carga, fazer inspeção de pré uso no equipamento de içamento, fazer check list para acessórios de içamento, acionar sinal sonoro para alertar os demais empregados, não passar com o gancho da ponte (mesmo sem carga) sobre pessoas, não se posicionar ou passar  sob a carga suspensa, não manipular a carga com as mãos (fazer uso de equipamentos ou corda para guiar/posicionar a carga), evitar colocar as mãos em ponto de pensamento, fazer a comunicação por sinais para efetuar o içamento do equipamento (carga), atenção para não bater a carga em estruturas, vigas, equipamentos energizados e instalações elétricas, não subir na carga, não exceder a carga máxima do equipamento, transportar a carga o mais baixo possível, para içamento de carga crítica é obrigatório elaborar o Plano de Rigging, etc.

 

ETAPA 5

MEIO AMBIENTE

Fatores de risco:

Por exemplo: Caminhão munck ou guindaste

Risco:

Emissão de fumaça preta

Consequência:

Contaminação do ar

Medidas de controle:

Realizar medição de fumaça preta nos veículos antes de iniciar a atividade.

 

ETAPA 6

Resultados esperados:

Içamento e transporte de cargas sem ocorrência de incidente ou acidente.

 

ETAPA 7

Itens para correção imediata (vou colocar apenas um item, mas pode haver outros)

Anomalia:

Ruptura do acessório de içamento

Possíveis Causas:

Fadiga ou mal-uso do acessório

Soluções:

Troca do acessório e proceder a investigação das causas da ocorrência.

 

CONCLUSÃO

 

Este é um modelo básico de Procedimento Operacional para içamento de cargas e pode ser melhorado de várias formas:

o  Formatação em planilhas ou tabelas;

o  Fazer uso de imagens para o passo a passo, etc;

 

É importante lembrar que toda elaboração de procedimento deve obrigatoriamente contar com a participação dos executantes da atividade.

 

 



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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

 





 

TRABALHO PRONTO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

 


Qual a vantagem de pegar um trabalho pronto sobre segurança do trabalho

Este texto está direcionado aos estudantes dos cursos de Segurança do Trabalho.

Eu também já fui estudante do curso técnico de segurança do trabalho e faculdade e sei o quanto é difícil essa fase, pois a maioria de nós já trabalha e, no meu caso, já era casado. Sendo assim, temos muitos compromissos, mas os professores não têm nada a ver com isso e fazem a sua parte, exigindo dos alunos os famosos “trabalhos”.

 

TRABALHO PRONTO

Existem sites que têm trabalhos prontos ou trabalhos feitos, como vemos por aí na Net. Na minha época de faculdade havia colegas que pagavam para ter acesso aos “trabalhos feitos”. É óbvio que cada um é livre para fazer o que quiser, mas qual a vantagem de se pegar um trabalho pronto? O que você vai aprender com isso? Nada, suponho eu.

No entanto, usar um trabalho pronto como base para fazer o seu, eu não vejo problema algum, desde que você realmente faça um trabalho totalmente diferente (nada de CTRL C CTRL V).

 

PEDIDOS DE AJUDA

Já recebi e continuo recebendo muitos pedidos de ajuda para fazer trabalhos ou TCC. Como o objetivo deste blog é ajudar a quem precisa, nunca nego ajuda, porém jamais faço um trabalho para alguém. Vocês conhecem a frase: “Não dê o peixe. Ensine a pescar”. Essa é minha filosofia!

Certa vez recebi de uma estudante do curso de segurança do trabalho uma série de perguntas para responder. Ela não me informou no e-mail, mas era óbvio que se tratava de um trabalho escolar. Normalmente isso acontece no final de semana. Respondi todas as perguntas cintando onde ela poderia encontrar a resposta – tipo:

o  Resposta para a pergunta 1 você encontra na NR-18, por exemplo. É claro que eu poderia já colocar a resposta, mas isso seria muito cômodo para a estudante e eu estaria tirando a expectativa do professor quanto ao real aprendizado.

Vejam bem, estou falando de estudantes, pois quando se trata de colegas já formados, eu passo a resposta pronta (se eu souber, é claro!).

 

TRABALHOS GENÉRICOS

Cuidado com os trabalhos genéricos! Isso vale para os professores! Eu também já dei aula e sei o quanto é difícil preparar as aulas, pois os assuntos relacionados à segurança do trabalho são muito amplos.

 

Vejamos um exemplo:

Um professor solicita que você faça uma APR ou APT de uma caldeiraria.

Esse é um trabalho genérico, pois existem muitas atividades dentro de uma caldeiraria. O ideal é que a APR seja para uma atividade determinada. Ex. Corte de chapa com maçarico; Operação de guilhotina; Operação de furadeiras; etc.

Fazendo dessa forma o trabalho ficará muito mais consistente do que uma APR genérica para uma caldeiraria (nesse caso, teria que ser uma Avaliação de Risco ou Avaliação de Perigos e Riscos). Mas o que é isso Darcy! Tem diferença entre uma APR e uma Avaliação de Risco? Tem sim, mas esse é um assunto para outro artigo.

 

DICA:

Quando receber um trabalho dessa natureza, pergunte ao professor se não poderá escolher uma atividade determinada para fazer a APR. Isso poderá facilitar muito a sua vida, mas mesmo que você encontre na internet uma APR pronta de uma Operação de guilhotina, por exemplo, jamais copie e cole. Use como base e faça a sua APR. Veja se ela está realmente completa. Pergunte para alguém que trabalha nessa atividade;

 

CONCLUSÃO

Conforme mencionei no início deste artigo, não sou contra a utilização de trabalhos prontos como base para o seu trabalho. Se você quer ser um profissional de sucesso no futuro, procure aprender fazendo e não copiando.

 

 



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O QUE É ACIDENTE DE TRABALHO E SUAS CLASSIFICAÇÕES

 

 

Por que é importante saber o que é acidente de trabalho e suas classificações?

De modo geral, todas as pessoas que estão inseridas no ramo da Segurança do Trabalho ou Saúde Ocupacional, já sabem o que é acidente do trabalho e suas classificações, mas neste artigo vamos nos aprofundar um pouco mais nas Vamos tomar por base a NBR 14280 para apresentar algumas definições e também a Lei 8.213/91 – artigo 19. Então vejamos:

 

O que é Acidente de Trabalho?

Lei 8.213/91 – artigo 19

“acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

 

NBR 14280

2.1 acidente do trabalho: Ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal (NBR 14280).

 

Classificação dos acidentes

2.2 acidentes sem lesão: Acidente que não causa lesão pessoal.

2.3 acidentes de trajeto: Acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do empregado, desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho.

 

NOTA – Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles, independentemente do meio de locomoção, sem alteração ou interrupção por motivo pessoal, do percurso do empregado. Não havendo limite de prazo estipulado para que o empregado atinja o local de residência, refeição ou de trabalho, deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado.

2.4 acidentes impessoal: Acidente cuja caracterização independe de existir acidentado, não podendo ser considerado como causador direto da lesão pessoal.

2.4.1 acidentes inicial: Acidente impessoal desencadeador de um ou mais acidentes.

2.4.2 espécies de acidente impessoal (espécie): Caracterização da ocorrência de acidente impessoal de que resultou ou poderia ter resultado acidente pessoal.

2.5 acidentes pessoal: Acidente cuja caracterização depende de existir acidentado.

 

Parece um tanto complicado, mas em resumo teremos:

Acidente pessoal – requer que haja alguém com lesão (lembrando que a NBR 14280 diz em seu texto: “A lesão pessoal inclui tanto lesões traumáticas e doenças, quanto efeitos prejudiciais mentais, neurológicos ou sistêmicos, resultantes de exposições ou circunstâncias verificadas na vigência do exercício do trabalho. ”

Acidente impessoal – (algumas empresas chamam de Incidente pessoal) – São aqueles acidentes que envolvem pessoas, mas não há ninguém lesionado.

 



OUTROS TIPOS DE ACIDENTES

Acidente patrimonial – é aquele acidente que causa algum dano material;

Acidente ambiental – é todo acidente que causa algum impacto ao meio ambiente;

Acidente operacional – é todo acidente tem ou pode ter impacto na produção;

 

Em alguns casos é possível que tenhamos mais de um tipo de acidente em uma mesma ocorrência. Nesse caso, deve-se classificar a ocorrência em separado, ou seja, um registro para cada tipo.

 

MODO DE CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES

Para um melhor gerenciamento é recomendável classificar as ocorrências quanto ao Tipo, Nível e Gravidade. Para isso deve ser elaborada uma tabela com as definições para cada tipo, nível e gravidade.

 

Exemplo:

o  Tipo – Pessoal, Ambiental, Patrimonial, Operacional.

o  Nível – P1, P2, P3, P4, P5, P5X (para pessoal); A1, A2, A3, A4, A5, A5X (para ambiental), etc

o  Gravidade – I, II, III, IV, V e VI.

 

Exemplo de classificação dos níveis

o  P1 = Acidente pessoal onde a lesão é simples e não requer atenção médica;

o  P2 = Acidente pessoal onde a lesão requer atenção médica;

 

Nesses dois casos o funcionário retorna de imediato às suas atividades normais.

o  P3 = Acidente pessoal em que o funcionário retorna às suas atividades, porém com restrição.

o  P4 = Acidente pessoal em que o funcionário obrigatoriamente tem que ser afastado do trabalho;

o  P5 = Acidente pessoal em que haja deficiência física, parcial, total ou permanente ou fatalidade.

o  P5X = Acidente com mais de uma vítima e que cause deficiência física, parcial, total ou permanente ou fatalidade.

Para os acidentes patrimoniais a classificação pode ser em função do total dos custos gerados com o acidente.

Para os acidentes ambientais a classificação pode ser em função do impacto gerado para o equipamento, área, interno e/ou externo.

Para os acidentes operacionais a classificação pode ser em função das horas paradas de máquina/produção.

Respondendo à pergunta no início do texto, podemos dizer que: Ao trabalhar com as devidas classificações dos acidentes, teremos um gerenciamento com mais qualidade das ocorrências e suas implicações para a segurança, saúde e meio ambiente dentro da empresa.

Não tratei aqui das questões de imagem e legais, mas também é recomendado que haja classificação nesse sentido (por exemplo: temos que informar algum órgão legal? Temos que emitir boletim informativo oficial aos meios de comunicação? Isso pode gerar muita dor de cabeça se a empresa não possuir um bom gerenciamento de crise, onde haja detalhamento das ações a serem tomadas para cada situação.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 14 de novembro de 2023

 




 

IMPRECISÕES NO MONITORAMENTO DO RUÍDO GERAM PREJUÍZOS

 



O que fazer para que Imprecisões no monitoramento do ruído geram prejuízos.  O que fazer para evitar ou minimizar as falhas.

 

O título acima é de uma matéria da 213ª edição da revista Proteção e foi escrita por Nilson Ubirajara Almeida, Jair Mendes Marques e Ângela Ribas.

Muito oportuno o artigo, pois é sabido que muitas empresas contratam o serviço de monitoramento ambiental baseado apenas no valor a ser gasto. Contudo, realizar medições ambientais exige cuidados que vão além da financeira, pois como sugere o título, prejuízos podem ser o resultado de um trabalho mal feito.

Quando falamos de medições de ruído, os passos para se conseguir um trabalho de qualidade, vão desde a escolha do aparelho até o acompanhamento real do portador do aparelho. É comum ao término do período em que foi realizada a dosimetria, os técnicos conversarem com os funcionários e perguntarem quais as tarefas ele realizou. Ora, esse é o trabalho do técnico que faz as medições. Tem que ver de perto quais sãos atividades e onde estão sendo realizadas. É muito fácil para uma pessoa mal-intencionada, burlar o resultado das medições e, se aparecer casos em que haja dúvidas, as medições devem ser repetidas e com pessoas diferentes para a mesma atividade.

No entanto, as medições ambientais são sempre acompanhadas por um ou mais membros representante da classe trabalhadora. No que diz respeito à fiscalização dos trabalhos, parece que os sindicatos estão preocupados em ter certeza de que o resultado não seja favorável ao empregador. Porém só a presença de um fiscal não significa que os resultados venham a ser verdadeiros. Ao menos pelo que tenho observado, a fiscalização não é feita por pessoa tecnicamente capaz, e isso deixa a desejar se o intuito é ter um trabalho imparcial como resultado final. 

Quanto aos prejuízos que porventura venham a resultar das medições ambientais, seja para a empresa ou para a previdência social, fica claro que: contratar uma empresa idônea para o levantamento é muito importante, porém, mais do que isso, ter uma equipe técnica para acompanhar os trabalhos é imprescindível. Este pessoal tem o conhecimento das atividades rotineiras da empresa e, se for necessário, podem interferir nas questões que possa haver uma interferência incomum no dia da medição. 

Se todos os cuidados forem tomados, a possibilidade de erro vai diminuir muito e poderá evitar dor de cabeça mais tarde. Seja no momento da emissão de um PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) ou em uma reclamação trabalhista; ter os dados corretos podem fazer muita diferença e evitar gastos desnecessários. 

 



 

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CINCO PASSOS PARA UMA BOA AVALIAÇÃO DE RISCOS

 

 

Faça uma boa avaliação de riscos com essas dicas

Existem muitas maneiras de se fazer uma avaliação de risco com métodos muito eficientes. No entanto, este é o método mais simples para a maioria das organizações. 

Siga os cinco passos abaixo:

1.   Identificar os perigos e riscos;

2.   Levantar quem e como pode ser afetado pelo risco;

3.   Avaliar os riscos e definir ações para seu controle;

4.   Registrar as ações e implementá-las;

5.   Rever a avaliação e atualizar, se necessário.


Cuidado para não engessar o processo! Na maioria das vezes, os riscos já são conhecidos e as medidas de controle necessárias são fáceis de aplicar. Você provavelmente já sabe, se, por exemplo, você tem funcionários que movem cargas pesadas e por isso poderia prejudicar suas costas, ou onde as pessoas têm mais probabilidade de escorregar ou tropeçar. Se assim for, verifique se você tomou as devidas precauções para evitar lesões.

Se for uma empresa pequena e você tiver pleno conhecimento do processo, você mesmo pode fazer a avaliação. 

Utilize nosso modelo de Avaliação de Risco para ajudar você a começar e economizar tempo. Se já tem uma política de saúde e segurança, pode optar por simplesmente completar a parte de avaliação do risco no modelo. 

 

Quando se trabalha em uma organização maior, é sempre bom pedir a um conselheiro de saúde e segurança para ajudá-lo. Se você não está confiante, procure ajuda de alguém que é competente. Em todos os casos, você deve se certificar de que envolve sua equipe ou seus representantes no processo. Eles terão informações úteis sobre como o trabalho é feito, que vai fazer a sua avaliação do risco mais completa e eficaz. Mas lembre-se, você é responsável por assegurar que a avaliação é realizada corretamente 

 

Ao pensar sobre a sua avaliação de risco, lembre-se:

§  um risco é qualquer coisa que possa causar danos, tais como produtos químicos, energia elétrica, trabalhando a partir de escadas, uma gaveta aberta, etc, e

§  o risco é a possibilidade, alto ou baixo, de que alguém possa ser prejudicado por perigos que essas e outras, juntamente com uma indicação de quão sério é o dano poderia ser.

 

 

 

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