terça-feira, 5 de setembro de 2023

 





 

A TECNOLOGIA NA SEGURANÇA DO TRABALHO

 

É difícil citar algo do nosso dia a dia que não envolva tecnologia, hoje em dia ela é tão inserida no nosso cotidiano que podemos encontra-la em qualquer lugar e para qualquer situação que imaginarmos, das nossas casas ao nosso trabalho, e com SST não é diferente, a tecnologia na segurança do trabalho já é realidade e traz diversos benefícios.

O avanço tecnológico cada vez maior vem mudando nossos costumes, o tempo necessário para ligar para um ponto de táxi e aguardar ele chegar foi reduzido para um clique e em poucos minutos um uber já está na porta da sua casa e isso se estende para qualquer atividade rotineira.

As novas tecnologias são extremamente úteis e nos economizam tempo, agilizam processos e são simples de usar, da casa ao trabalho ela está do nosso lado, sistemas automatizados já são amplamente utilizados em diversas áreas profissionais há tempos e porque não os utilizas na Segurança do Trabalho?

 



Tecnologia no estabelecimento de uma Cultura de Segurança

A tecnologia é sempre um elemento que provoca resultados positivos quando é introduzida de uma forma adequada em ambientes organizacionais.

A área de Segurança e Saúde do Trabalho pode melhorar as condições de trabalho a partir do uso de várias tecnologias como, por exemplo, implantar uma iluminação adequada na indústria, exaustores, dispositivos de automatização até a aquisição de um software que ajude a melhorar a gestão de informações da área.

O principal objetivo de promover a Cultura de Segurança do Trabalho é criar uma atmosfera no ambiente organizacional na qual os trabalhadores são conscientes sobre os riscos envolvidos no trabalho, participam do processo de prevenção e avaliação e evitam atitudes ou situações inseguras.

O uso de uma tecnologia cria mudanças em várias dimensões ou aspectos tratados nas rotinas de trabalho dos profissionais. Por exemplo, a formação e qualificação dos trabalhadores é potencializada com o uso de Ambientes Virtuais de Ensino. Na plataforma do INBEP são disponibilizados vários módulos on-line específicos de treinamento para profissionais da área.

A tecnologia também é utilizada para simular as operações industriais e rotinas de trabalho, em um cenário virtual que melhora o aprendizado do trabalhador, simula as situações de riscos e consolida conhecimentos teóricos, reduzindo com isso o número de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

Algumas iniciativas de Tecnologia 3D (AR) já estão disponíveis para atender necessidades de diferentes indústrias: Oniria, ForgeFx Simulations e EON Reality.

A adoção de sistemas de gestão também pode ser extremamente benéfica na área, aplicativos, automatizam inúmeras funções que antes eram feitas à mão e demandavam muito tempo.

Os aplicativos de gestão já notificam quando EPI’s devem ser trocados, registram inspeções e entregas de equipamentos por meio de biometria, registram a CAT e enviam diretamente ao eSocial, geram relatórios, registram todas as informações necessárias para a gestão de SST, reduzindo muito o tempo gasto com isso e o volume de papéis e fichas que precisavam ser armazenados.

 

Principais benefícios da tecnologia na Segurança do Trabalho

·       Automatiza o processo de comunicação entre os membros da equipe de Segurança do Trabalho ou colaboradores da empresa;

·       Eliminam o tempo gasto na preparação dos relatórios, através da geração de relatórios automáticos e aumentam a produtividade da equipe de trabalho;

·       Agiliza a avaliação de riscos ou situações perigosas para os trabalhadores;

·       Reduz a probabilidade de erro no processamento de informações ou avaliação do elevado número de requisitos exigidos pela legislação;

·       Reduz o tempo de processamento dos dados coletados em campo, aumenta a produtividade dos profissionais e garante a comunicação dos gestores, engenheiros e técnicos da área de Segurança do Trabalho;

·       Monitora em tempo real o desempenho da área de Segurança e Saúde do Trabalho;

·       Automatiza e agiliza todo o processo de entrega, troca e devolução dos EPI’s e registra todas as ações;

·       Agiliza todo o processo de inspeção de segurança, registrando os fatores de risco por diversos meios (escrito, foto, etc) e já dando a oportunidade de criar um plano de ação para anular os riscos.

 

Influencias da Internet e da tecnologia nos dias atuais

As pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que o acesso à internet nos domicílios cresceu nos últimos anos. A inclusão digital acontece principalmente por meio de dispositivos móveis, isto é, um smartphone ou tablet para acessar a web.

Em 2015, foram mais de 114 milhões de brasileiros acessando a internet e é previsto que esse número seja cerca de 132 milhões, em 2020, que representará mais de 60% da população.

A agência internacional Statis destaca que no Brasil, em 2016, em média os usuários ficaram conectados na internet 25.7 horas por mês. No mesmo período, as vendas por e-commerce foram em torno de US$ 16.6 bilhões e para 2020 é previsto que o valor seja de US$ 26.4 bi.

Outra mudança nos usuários está relacionada com a forma de navegar pela internet, praticamente, acontece por meio de Apps – software projetados para rodar em smartphones, tablets ou outros dispositivos móveis. Em junho de 2016, apenas na Google Play e Apple App Store estavam disponíveis para download 2,2 e 2 milhões de softwares, respectivamente.

Interessados nos valores econômicos desse mercado, a agência estimou que os usuários americanos, em 2015, gastaram mais de 90% do tempo conectado nos dispositivos acessando Apps e 10% navegando na web.

Nos setores das indústrias também se observa que cada vez mais as máquinas e equipamentos estão se conectando com a internet. Isto é, temos mais dados disponíveis em qualquer lugar e a qualquer momento. A agência internacional que analisa o comportamento tecnológico IHS estima mais de 20 milhões de máquinas e equipamentos conectados em 2019.

 

Figura 1 – Quantidade de Dispositivos Conectados na Internet por Setor

 

E o uso de tecnologias se torna cada vez mais abrangente com a “Internet das coisas“, um conceito que se refere à conexão de objetos convencionais à internet, como carros, geladeiras, etc. Ou seja, basicamente tudo já pode se conectar à rede, registrar e transmitir dados.

Isso só nos mostra como já não existem barreira para a implantação de novas tecnologias e como elas podem ser úteis em diversas esferas da nossa vida, principalmente no trabalho.

 

Tecnologias Disponíveis para a Segurança do Trabalho

O cenário e comportamento dos usuários apresentam um futuro promissor e possibilitam a criação de soluções inovadoras para diferentes setores da economia.

Especificamente, na Segurança do Trabalho, a implantação de um software torna-se obrigatória agora com a chegada do eSocial. Iniciativa que cria uma nova era digital no dia-a-dia dos profissionais e favorece a Cultura de Segurança no Trabalho nas organizações.

Para gerenciar e buscar um padrão de desempenho na área de Segurança do Trabalho é necessário automatizar a análise de informações dos trabalhadores, a análise de riscos, acidentes de trabalho, entre outros dados obrigatórios que já são reunidos pelos profissionais da área.

A agilidade de tomar decisões também demanda a integração das informações, o envio de relatórios digitais, mobilidade e disponibilidade em tempo real.

Com muita facilidade a tecnologia já gera benefícios em práticas organizacionais de diversas esferas, e ao relacionarmos todo este panorama com a Cultura de Segurança do Trabalho, um software de gestão já pode automatizar inúmeras funções organizacionais da área, reduzindo drasticamente o tempo gasto no controle da SST e tornando os ambientes de trabalho mais seguros de maneira muito mais simples em comparação com processos manuais.

As principais tecnologias disponíveis no mercado (Sistemas web e Apps) para a área de Segurança do Trabalho foram recentemente avaliadas pela nossa Equipe. Observa-se que é um mercado que cresce todos os dias e, consequentemente, em pouco tempo você e a sua equipe de profissionais vão se deparar com a necessidade de selecionar um software.

 

 



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EXTRICAÇÃO 

(Com uso do KED)

 

A palavra extricação é um neologismo usada na nossa língua, oriunda da palavra em inglês

 “Extricate” que significa retirada de alguém de uma situação ou local difícil.

Desta forma definimos extricação, mais comumente, como a retirada de vítima presas nas ferragens dos veículos.

 



Nos casos de extricações há duas formas de abordagem e estabilização da coluna cervical: De lado e/ou por trás da vítima.

A abordagem lateral é feita pelo socorrista 01 apoiando uma das mãos na parte anterior do pescoço com o polegar e indicador na mandíbula e a outra mão na parte posterior do pescoço com o polegar e o indicador no osso occipital.

É importante usar os antebraços na parte posterior e anterior da vítima para um suporte adicional na hora da estabilização, principalmente quando a vítima estiver inconsciente, ou com a coluna muito desalinhada.

Na abordagem posterior o dedo médio toca o maxilar e as mãos ficam espalmadas e os antebraços do socorrista tocam os ombros da vítima como suporte adicional para neutralização da coluna cervical.

Estas duas abordagens serão empregadas de acordo com  as vias de acesso do carro sinistrado. Os procedimentos de extricações ora comentados estão baseados na abordagem posterior.

Principalmente nos casos de vítimas presas nas ferragens o socorrista 1 deverá ter uma visão de toda a cena do acidente, bem como estar em uma posição privilegiada para avaliar a vítima e decidir qual técnica adequada a ser aplicada.

 

Existem quatro técnicas de extricações:

·       Retirada com o uso do KED (Kendrick Extrication Device) ou colete de imobilização
dorsal.

·       Retirada Rápida com o uso da lona;

·       Retirada Rápida sem a lona e;

·       Chave de Rauteck.

 

RETIRADA COM USO DO KED:

Esta técnica é comumente utilizada para retirar vítimas estáveis do interior de veículos. Uma equipe treinada e com boas vias de acesso consegue retirar ou extricar uma vítima do interior do veículo em poucos minutos com uma imobilização adequada.

 

CONDUTA PARA USO DO KED:

1- Priorizar a segurança;

2- Realize o ABC verificando se a vítima está estável, decidindo o uso da técnica.
Caso a vítima esteja grave aplicar técnica de retirada rápida;

3- Socorrista 3: Realizar a estabilização da coluna cervical na abordagem posterior;

4- Socorrista 2: Colocar o colar cervical;

5- Socorrista 1 e 3: Em movimento monobloco, posicionam o corpo da vítima à frente para permitir a colocação do colete imobilizador. Este movimento tem que ser sutil não forçando a coluna na região da lombar e cintura pélvica;

6- Socorrista 1: Passar a mão nas costas da vítima até a região lombar para procurar ferimentos, fragmentos de vidro, objetos transfixados ou possível armamento;

7- Socorrista 1 e 2: Colocar o KED;

8- Socorristas 1 e 2: Colocam o KED entre a vítima e o banco, ajustando-o de maneira que as abas laterais fiquem abaixo das axilas. Procurar soltar os tirantes dos membros inferiores antes do encaixe do equipamento;

9- Socorristas 1 e 2: Passar os tirantes do colete, na seguinte ordem:

a) Tirante abdominal amarelo (do meio);

b) Estabilizar a lateral da cervical colocando a almofada entre a cabeça e o colete e fixando com os tirantes, ataduras ou bandagens;

c) Tirante torácico verde (superior), sem ajusta-lo demasiadamente;

d) Tirante pélvico vermelho (inferior);

e) Tirantes dos membros inferiores, passando-os de fora para dentro por baixo, um de cada lado;

10-Ajustar os tirantes a medida que são colocados.
O tirante torácico ou verde deve ser levemente ajustado

11-Revisar o aperto dos tirantes;
12- Socorrista 3 : Apoiar a extremidade dos pés da prancha longa sobre o banco do carro;

13-Fazer o giro da vítima em bloco para o lado de fora do veículo, da seguinte maneira:
a) Socorrista 1 Se possível, afastar o banco para próximo do banco traseiro puxando a alavanca. Movimentar a vítima puxando as alcas do KED girando em torno do eixo longitudinal da vítima juntamente com o socorrista 2;

b) Socorrista 2: Deverá liberar os membros inferiores da vítima;

14- Socorrista 3: Apoiar a prancha em suas coxas e flexiona os joelhos. Neste caso é importante que as mãos fiquem livres para auxiliar no processo de colocação da vítima na prancha;

15-Após a vítima estar posicionada na prancha longa, soltar os tirantes do KED. Após a colocação do imobilizador lateral de cabeça da prancha, soltar o tirante da cabeça;

16- Continuar com o atendimento e avaliação durante o transporte ou aguarde o Suporte Avançado.

Nota 1: Não fixar o tirante pélvico em gestantes.

Nota 2: O KED deve estar com os tirantes enrolados em forma de sanfona antes de ser usado.

Nota 3: Preferencialmente retirar a vítima pelo lado da porta de seu assento.

 

Fonte: Apostila de Primeiros Socorros Curso de Formação de Bombeiros Civis.

 

 



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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

 





 

CENÁRIOS DE EMERGÊNCIA: SUA EMPRESA ESTÁ PRONTA PARA LIDAR COM ELES?

 


Não existe local nem momento para ocorrer os cenários de emergência. A natureza de uma emergência é imprevisível e pode alterar seu escopo e impacto. Para proteger vidas, meio ambiente e propriedades, é fundamental estar preparado e planejar com antecedência. A forma como uma empresa se prepara para as situações emergenciais pode fazer toda a diferença nos resultados finais.

Dessa forma, é fundamental compreender os riscos, antecipar o que pode dar errado e implementar boas práticas para resolver esses problemas da maneira mais eficaz possível. Pensando nisso, confira neste artigo mais detalhes sobre quais são os cenários de emergência e como sua empresa pode se preparar para lidar com eles da melhor forma possível.

 

Quais são os cenários de emergência que podem surgir no seu negócio?

É crucial ficar de olho no ambiente e nas atividades em andamento para descobrir que tipo de emergência pode ocorrer no trabalho. Entre os mais comuns, podemos citar dois tipos: o primeiro são as emergências laborais, em que a empresa não é completamente afetada e ocorrem por causa do colaborador. Sendo assim, podemos listar casos como, desmaios, amputações, cortes, entre outros.

A segunda são as emergências ambientais, que ocorrem de forma mais ampliada, afetando a empresa e os demais.  Portanto, ela não tem nada a ver com o trabalho, mas sim com o ambiente em que está localizada, como inundações, desabamentos, descargas atmosféricas, incêndios de grande porte, etc. Seja qual for a emergência, ambiental ou laboral, é preciso que a empresa saiba como agir para evitar estragos maiores.

 

Como lidar com cenários de emergência na empresa?

Agora que você já sabe melhor quais são os principais tipos de cenários de emergência, chegou a hora de saber o que fazer para lidar com eles. Assim, você poderá agir de forma mais eficiente e preparada em situações desafiadoras, diminuindo os riscos potenciais ao ocorrer uma emergência.

1. Identifique riscos possíveis

Para entender a melhor maneira de lidar com situações de emergência no local de trabalho, você deve primeiro entender que tipo de cenários adversos podem ocorrer. Com base nesse diagnóstico, você poderá determinar quais ações são necessárias para preparar a organização e a equipe. Nesse sentido, você poderá fazê-lo consultando tanto o mapa de riscos como o PGR (Planejamento de Gestão de Riscos).

 2. Treine colaboradores para momentos de crise

A empresa é responsável pela preparação para eventuais emergências no local de trabalho, nesse sentido, é fundamental investir no treinamento dos funcionários. Com isso, mesmo que o colaborador não seja formado na área de saúde, o conhecimento dos procedimentos de primeiros socorros pode ser uma forma de salvar vidas dos outros colaboradores em momentos emergenciais.

Portanto, é essencial oferecer treinamentos e cursos para a equipe sobre como gerir uma situação emergencial com potencial de risco para a vida, tanto sua quanto do outro. Você pode, por exemplo, mostrá-los sobre como responder a primeiros socorros ou como agir em situações de emergência específicas.

Também é fundamental prepará-los para a evacuação da empresa em caso de acidentes, problemas ou outras adversidades dentro da organização. Por fim, vale ressaltar que segundo a NR 1, no item 1.4.4, é preciso que o colaborador ao fazer parte da empresa, ou caso mude para um cargo de risco, esteja ciente de todas as informações necessárias sobre os procedimentos que devem ser seguidos em situações emergenciais.

3. Desenvolvimento de um plano de ação

Com certeza, uma das melhores maneiras de lidar com emergências é elaborar um plano que leve em consideração as circunstâncias prováveis. O plano de resposta a emergências deve ser um documento escrito que forneça instruções claras sobre o que fazer em cada um dos cenários de emergência definidos.

Todas as condições e interações dos processos devem ser consideradas em uma análise minuciosa na definição dos cenários. O plano deve incluir as etapas de evacuação como se fosse uma crise, e deve ser escrita de forma simples e objetiva, para não gerar dúvidas nos colaboradores ao ler o material.

4. Envolva os líderes

É fundamental que haja líderes e gestores capacitados para lidar com a situação emergencial. Por isso, desenvolver nos líderes a capacidade de reconhecer o que pode dar errado e falar abertamente sobre riscos e situações de emergência é algo essencial.

5. Não esqueça das Normas Regulamentadoras

Por fim, quando o assunto é manter o cuidado de saúde e segurança dos trabalhadores na sua empresa, as Normas Reguladoras possuem diretrizes importantes a serem seguidas. Em se tratando de planos de emergência, vale destacar que isso passou a ser uma exigência das organizações, conforme a NR 01, após uma revisão da norma nos últimos anos.

 

 



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APRENDA COMO E QUANDO DESCARTAR EPI’S DA MANEIRA CORRETA!

 


 

Os EPI’s são instrumentos extremamente importantes e quase indispensáveis quando pensamos em segurança no trabalho. Seu papel na proteção contra agentes contaminantes, exposição a produtos tóxicos e possíveis acidentes faz com que esses equipamentos estejam presentes no dia a dia de muitos profissionais. Mas como fazer os descartes de EPI de maneira adequada?

Como qualquer produto, eles são de uso temporário e, portanto, devem ser descartados quando não forem mais adequados para uso. Aprender como e quando fazer o descarte da maneira correta é fundamental para proteger não apenas os indivíduos que poderiam entrar em contato de maneira inadequada com esse material, mas também para o meio ambiente, evitando a contaminação da água e do solo.

Quer saber mais sobre esse tema tão importante para garantir a segurança dos trabalhadores? Então fica aqui com a gente e confira tudo!

 

O que são EPI’s

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são materiais que vão ter como função garantir a segurança e a saúde de trabalhadores. Seu uso é muitas vezes indispensável, seja em áreas da saúde, engenharia ou construção civil.

Ao utilizar um EPI, é fundamental seguir as instruções de uso e manutenção fornecidas pelo fabricante. Além disso, é importante trocá-los regularmente para garantir que eles estejam em boas condições e protejam adequadamente o usuário.

 

Alguns exemplos de EPI’s incluem:

Luvas: dependendo do tipo, podem proteger as mãos de materiais abrasivos, tóxicos, de sangue contaminado e também de altas temperaturas.

Protetores Auriculares: ajudam a reduzir os ruídos recebidos pelo ouvido, sendo muito utilizado em locais de trabalho em que há exposição a sons altos e por muito tempo. Seu uso é importante para evitar que ocorra perda gradativa da audição.

Capacetes: muito usado em construção civil, protegem a cabeça do trabalhador contra queda de objetos ou de ferramentas.

Cinturões de segurança: são essenciais para evitar que o trabalhador sofra uma queda quando exposto a um trabalho em altura elevada.

 

Classificação

Os EPI’s são divididos em 3 classes, de acordo com a norma NBR 10004 da ABNT. São elas:

Classe 1 —> são os resíduos perigosos, ou seja, aqueles que podem ser contaminados durante o uso, seja por elementos tóxicos, químicos ou patógenos, como vírus e bactérias. São considerados perigosos por oferecerem risco de contaminarem o meio ambiente e riscos biológicos à população.

Classe 2A —> resíduos considerados não inertes, que apesar de não estarem contaminados, podem reagir com o meio ambiente e causar danos a este.

Classe 2B —> resíduos chamados de inertes, são aqueles que não causam qualquer dano ao meio ambiente ou à sociedade.

 

Quando fazer o descarte

Como foi dito anteriormente, os EPIs são equipamentos temporários. Tão importante quanto frisar a necessidade do seu uso para os trabalhadores, é saber quando fazer o descarte da maneira correta.

 

Expiração do prazo de validade

Alguns EPIs, como máscaras cirúrgicas e luvas, possuem um prazo de validade estabelecido pelo fabricante, que deve ser respeitado para garantir a eficácia e a segurança do equipamento.

 

Deterioração

Se o equipamento estiver danificado, rasgado, com buracos ou com outros problemas que possam comprometer a sua proteção, ele deve ser descartado.

 

Contaminação

Em caso de contaminação do EPI, ele deve ser descartado imediatamente. Isso é importante para evitar a propagação de doenças ou outros riscos à saúde.

 

Perda de peças

Se alguma peça do equipamento foi perdida durante o manuseio, e isso vai comprometer a segurança do seu uso, ele deve ser descartado.

 

Fim da utilização

Quando o EPI deixa de ser necessário para a atividade que está sendo realizada, ele deve ser descartado. Por exemplo, se um trabalhador está utilizando luvas de látex para manipular produtos químicos e termina a tarefa, as luvas devem ser descartadas.

 

Como fazer o descarte corretamente

Antes de mais nada, é importante lembrar que cada tipo de EPI tem suas próprias instruções de uso e descarte indicadas pelo fabricante, que devem ser seguidas de acordo com cada item.

Além disso, é fundamental seguir as normas e regulamentações municipais e estaduais de descarte específicas para cada tipo de EPI e para cada região. Em geral, os EPI’s devem ser descartados de modo a evitar a exposição de pessoas e do meio ambiente a possíveis riscos.

 

Armazenar em locais adequados até o momento do descarte

Os EPI’s devem ser armazenados em locais secos, limpos e ventilados, de modo a evitar a degradação ou contaminação dos itens e das pessoas que ainda vão entrar em contato com eles.

 

Verificar se existem locais específicos para o descarte na sua empresa ou instituição

Muitas vezes, esses locais são identificados com placas ou sinalizações específicas e devem ser utilizados exclusivamente para o descarte de EPI. Numa sala cirúrgica, por exemplo, todo material perfurocortante deve ser descartado em caixas amarelas específicas para isso, e com sinalização adequada.

 

Verificar postos de coleta

Se não houver um procedimento específico para o descarte de EPI em sua empresa ou instituição, verifique se existem postos de coleta de resíduos especializados na sua região. Nesses locais, é possível descartar EPIs de maneira adequada e segura.

 

Onde descartar cada tipo de EPI?

É importante lembrar que o descarte correto de EPI também inclui a destinação adequada dos itens após o seu descarte. Dependendo do tipo de equipamento e do material de que são feitos, os itens podem ser encaminhados para diferentes destinações, como reciclagem, reutilização ou destinação final.

 

Alguns exemplos de destinação dos EPI’s incluem:

Reciclagem: muitos EPI’s, como luvas de látex ou máscaras cirúrgicas, podem ser reciclados e transformados em outros produtos. Por exemplo, as luvas de látex podem ser transformadas em produtos químicos ou em borracha. A reciclagem desses materiais é importante para reduzir o consumo de recursos naturais e diminuir o impacto ambiental. Pode ser o caso da classe 2A e B.

Reutilização: alguns EPI’s podem ser reutilizados após o seu descarte, desde que cumpram os critérios de qualidade e segurança. Por exemplo, alguns tipos de aventais ou botas podem ser reutilizados após o seu descarte, desde que estejam em bom estado e não apresentem danos ou contaminação. A reutilização de EPI’s é importante para economizar recursos e diminuir o impacto ambiental. Também pode ser o caso dos equipamentos classe 2A e B.

Destinação final: para aqueles equipamentos que são descartados após um único uso e não podem ser reciclados ou reutilizados, são encaminhados para a destinação final, onde são tratados de maneira adequada para garantir a proteção do meio ambiente. É o caso dos equipamentos classe 1, que devem ter indicado no momento do descarte que são dessa classe.

Por fim, é importante lembrar que o descarte correto de EPI é uma responsabilidade de todos. Ao seguir essas recomendações, você poderá contribuir para a segurança e a saúde da população e para a proteção do meio ambiente.

 

 




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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

 





 

5 CARACTERÍSTICAS QUE UM BOM TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO TEM.

 



Não basta conhecer toda a NR e toda a legislação pertinente à nossa profissão. Só isso não fará de você um bom profissional.

É claro que o conhecimento é um diferencial em qualquer profissão, mas não é o suficiente para colocar ninguém no topo da categoria; principalmente quando se trata da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho. Nesta lista eu falarei um pouco sobre as 5 características que um bom técnico de segurança do trabalho tem e que considero importante para o TST.

1 – Ter autocontrole

Essa é uma característica primordial para quem quer ser um bom Técnico de Segurança, pois é o autocontrole que vai mostrar para os outros que você é capaz de resolver conflitos; de permanecer sereno, mesmo em situações difíceis. Não é algo simples, pois haverá situações extremas em que a vontade é de “soltar os cachorros”, mas isso só vai demostrar fraqueza. Então, conte até dez, respire fundo e assuma o controle da situação.

2 – Dominar o assunto

Se você quer ser um bom Técnico de Segurança, precisa dominar os assuntos principais que estão relacionados ao setor que você vai trabalhar. NRs aplicáveis, procedimentos internos, processo – enfim, tudo que você achar interessante, procure aprender. Não estou dizendo para decorar tudo, mas para ter conhecimentos básicos pelo menos. Se for participar de uma reunião, leve anotado tudo que achar interessante sobre a pauta. Não seja pego de calça curta se alguém lhe perguntar algo!

3 – Relatórios diários

Tire um tempo para fazer um relatório diário de tudo o que aconteceu. Se possível, anote o assunto, local e horário. Além de nomes de pessoas envolvidas. Isso é algo que falo por experiência própria. Certa vez fui questionado sobre alguma coisa e fui nos meus relatórios e mostrei: nesse dia e nessa hora, eu estava fazendo essa atividade! Acabou o problema! Esse é um relatório só seu!

4 – Seja solícito

Não fique achando que você deve fazer apenas pelo que está sendo pago. Isso só demonstra mediocridade e egoísmo. Nós não vivemos em uma caixinha. Cedo ou tarde vamos precisar de ajuda, e se você só “fazia a sua parte”, vai ficar sozinho. Ninguém vai querer te ajudar. Então, esteja disponível para auxiliar um colega que está com alguma dificuldade. Demonstre empatia com os colegas! Isso não significa fazer tudo para algum preguiçoso, mas ajudar quando realmente for necessário. Essa é uma característica que devemos tomar cuidado, pois alguém pode achar que você é bonzinho e começar a empurrar o trabalho duro prá você.

5 – Boa comunicação

Deixei por último por se tratar de uma característica importantíssima ao Técnico de Segurança do Trabalho. Saber se comunicar fará uma grande diferença na sua vida profissional.

Se comunicar bem não é sair falando tudo o que pensa igual um papagaio. Quem se comunica bem é porque sabe ouvir! Aliás, o bom comunicador ouve mais do que fala!

 

 



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ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NAS EMPRESAS

 

O que fazer para evitar acidentes por animais peçonhentos nas empresas?

 



Em matéria veicula no G1 em 30/08/2014, foi citado que os acidentes por animais peçonhentos dobraram no Brasil em 10 anos. O número de ocorrência pulou de 75.642 para 162.234, entre 2003 e 2013. Aumento de 114,5%. Dados do Ministério da Saúde.

 

Obs. Nos números apresentados acima estão incluídos todos os acidentes registrados, independente se é acidente de trabalho ou não.

 

Os riscos de acidentes por animais peçonhentos nas empresas, está ligado aos trabalhos em altura, espaço confinado, limpeza, jardinagem, etc

Entre os acidentes mais comuns estão as picadas de abelhas que, apesar de não parecer, pode ser muito grave, dependendo do local em que o funcionário se encontrar no momento do ataque.

 

CONTROLE DE ACIDENTES NAS EMPRESAS

Boa parte dos acidentes por animais peçonhentos, ocorrido nas empresas, sequer são tratados internamente, quanto mais informar o órgão legal. Um exemplo claro dessa situação, são as picadas de abelha. Alguém informa (emite CAT) para picadas de abelha?!!! Tirando os casos mais graves que envolvem pessoas alérgicas, a maioria nem chega ao conhecimento das equipes médicas e da segurança do trabalho.

Aliás, as abelhas nem mesmo são citadas nas matérias sobre animais peçonhentos. Dá-se pouca importância para nossas produtoras de mel.

 

PREVENÇÃO NAS EMPRESAS

O que pode ser feito para evitar acidentes por animais peçonhentos nas empresas?

 

É importantíssimo que a empresa tenha um procedimento geral que trate desse assunto com seriedade, tanto quanto qualquer outro procedimento.

 

Nesse procedimento deve constar:

·       O que é animal peçonhento e quais são eles;

·       O que animal venenoso;

·       Tipos de acidentes com serpentes;

·       Acidente crotálico;

·       Acidente elapídico;

·       Acidente por colubrídeos

 

Principais animais peçonhentos encontrados nas áreas (se houver registro) e/ou região onde a empresa está localizada;

 

Outros itens:

·       Responsáveis pela captura dos animais peçonhentos encontrados no interior da empresa;

·       Mapeamento das áreas com incidência de animais peçonhentos;

·       Sinalização dessas áreas.

 

Definição de papéis e responsabilidades para:

·       Gestores das áreas;

·       Segurança do Trabalho;

·       Meio Ambiente;

·       Serviço médico.

 

Também deve constar no procedimento:

·       Os meios de prevenção de acidentes por animais peçonhentos;

·       O que fazer em caso de constatação de um animal peçonhento na área;

·       O que fazer com o animal capturado;

·       O que fazer em caso de acidente.

 

TREINAMENTO

Todos os funcionários devem passar por treinamento no procedimento, enfatizando a importância de se informar todas as ocorrências (com abelhas também), para um maior controle das incidências de animais peçonhentos nas áreas.

 

CONCLUSÃO

A importância de ter um mapeamento da empresa com as áreas onde há incidência de animais peçonhentos, se dá pelo fato de que, sabendo onde eles estão, fica mais fácil prevenir.

Para trabalhos em altura e espaço confinado, esse é um risco potencial que deve sempre aparecer durante a análise prevencionista ou permissão para trabalho.

Manter o procedimento atualizado e, além dos treinamentos, fazer campanhas de prevenção envolvendo animais peçonhentos, também é uma boa medida. 

Além de tudo isso, é claro, manter áreas limpas e organizadas também ajuda muito na prevenção.

E na sua empresa – tem procedimento para prevenção de acidentes por animais peçonhentos?

 

 



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