terça-feira, 25 de abril de 2023

 




PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS – SAIBA MAIS

 

Produtos químicos perigosos podem ser sólidos, líquidos ou gases; podendo ser uma substância pura, composta por um ingrediente ou uma mistura de substâncias.

Têm origem biológica, química ou radiológica em sua composição e que representam algum risco aos seres vivos ou ao meio ambiente.

Todos os dias as pessoas são expostas a uma variedade de atividades ou produtos que, sob certas circunstâncias, podem causar danos à saúde.

É importante entender que tudo ao nosso redor, incluindo todo o corpo humano e tudo o que comemos e bebemos, é inteiramente composto de produtos químicos.

A chance real de danos causados ​​pela exposição a um ingrediente químico depende de vários fatores, inclusive quanto do ingrediente químico está em um produto, como o produto é usado, e que tipo de exposição ao produto químico normalmente ocorre ao usar um produto que contém o produto químico.

 

Definição de risco químico

 



Sempre que estamos expostos a algum produto químico, há um potencial de dano; seja na empresa onde trabalhamos, em casa realizando tarefas doméstica ou até mesmo durante o lazer.

Esse potencial de dano pode ser chamado de “risco químico”.

Risco é a possibilidade de um dano resultante de uma determinada exposição a uma substância química, sob condições específicas.

A exposição descreve a quantidade e a frequência com que uma substância química entra em contato com uma pessoa, grupo de pessoas ou o meio ambiente.

 

O risco associado a um produto químico depende de:

 

·       Qual é o produto químico específico;

·       Com que produto químico é misturado, se houver;

·       A proporção relativa do produto químico, se estiver em uma mistura ou solução com outras substâncias e produtos químicos;

 

Tipos de riscos químicos

 

Os riscos químicos incluem:

 

·       Irritantes da pele;

·       Cancerígenos;

·       Sensibilizadores respiratórios.

·       Os riscos físico-químicos incluem:

·       Explosões químicas e fogo;

·       Corrosão;

·       Reações químicas.

 

Esses riscos geralmente resultam das propriedades físicas e químicas de uma substância.

 

Grupos de riscos químicos

 



As embalagens de produtos químicos perigosos devem conter selos que indique em qual grupo de risco o produto está enquadrado, especificação de risco e o número do produto.

 

Os riscos químicos são agrupados em nove classes, que são:

 

·       Líquidos inflamáveis;

·       Sólidos Inflamáveis;

·       Corrosivos;

·       Explosivos;

·       Substâncias oxidantes;

·       Gases comprimidos;

·       Substâncias tóxicas e infectantes;

·       Substâncias radioativas;

·       Diversos.

 

Classificando produtos químicos perigosos

 

Os produtos químicos perigosos podem ser classificados de acordo com a sua classe de perigo, sendo estas:

 

·       Perigo físico;

·       Perigo à saúde e;

·       Perigo ao meio ambiente.

 

Identificando produtos químicos perigosos

 



Nem sempre é possível identificar um produto perigoso, podendo inclusive ser necessário a atuação de um técnico para determinar sua gravidade, principalmente se o produto estiver fora de sua embalagem de fábrica, a qual deve conter as indicações técnicas.

Isso é comum acontecer devido ao descarte inadequado ou acidentes envolvendo derramamento, onde as pessoas têm contato com o produto sem ter conhecimento dos riscos envolvidos.

Na impossibilidade de identificar produtos químicos como sendo perigosos, o ideal é evitar qualquer contato com a substância desconhecida.

 

Danos potenciais à saúde

 



Acidentes ou uso incorreto de produtos químicos, inclusive os domésticos, podem causar efeitos imediatos à saúde, como irritação ou queimadura na pele, nos olhos ou envenenamento.

Também pode haver efeitos a longo prazo à saúde, que geralmente resultam da exposição a certos produtos químicos por um longo período de tempo.

 

Dependendo do produto químico, esses efeitos na saúde a longo prazo podem incluir:

 

·       Dano de algum órgão;

·       Enfraquecimento do sistema imunológico;

·       Desenvolvimento de alergias ou asma;

·       Problemas reprodutivos e defeitos congênitos;

·       Efeitos no desenvolvimento mental, intelectual ou físico das crianças;

·       Câncer;

 

Medidas preventivas contra riscos químicos

 



Como mencionado anteriormente, a exposição a produtos químicos perigosos pode afetar seriamente a saúde.

No entanto, se forem tomadas as devidas precauções, esses produtos químicos podem ser manuseados com segurança.

 

Podemos citar como medidas preventivas as seguintes:

 

·       Treinamento sobre os riscos e procedimentos;

·       Autorização de trabalho;

·       Definir procedimentos de higiene;

·       Usar EPI necessário e de forma correta;

·       Adoção e EPC;

·       Avisar supervisores sobre algo que pareça errado;

·       Ler a FISPQ do produto químico, etc.

 

Medidas que devem ser adotadas:

 

·       Avaliações quantitativa no ambiente de trabalho;

·       Ventilação do local de trabalho;

·       Cabines com sistema de exaustão;

·       Procedimentos de emergência;

·       Descontaminação do ambiente;

 

FISPQ – Ficha de Informação de Produtos Químicos

 

Todos os produtos químicos possuem obrigatoriamente suas respectivas FISPQ, conforme ABNT-NBR14725:2009.

Você deve sempre seguir as instruções de saúde e segurança sobre o uso de um produto químico perigoso.

Leia sempre a ficha de segurança, denominada FISPQ, antes de usar produtos químicos perigosos pela primeira vez ou sempre que tiver dúvidas sobre os riscos ou as precauções necessárias a serem tomadas.

 

Nesta ficha deve conter as seguintes informações:

 

·       Identificação da empresa e do produto;

·       Identificação de perigos;

·       Composição e informações sobre os ingredientes;

·       Medidas de primeiros socorros;

·       Medidas de prevenção e combate a incêndios;

·       Medidas de controle para derramamentos ou vazamento;

·       Manuseio e armazenamento;

·       Controle de exposição e proteção individual;

·       Propriedades físico-químicas;

·       Informações toxicológicas;

·       Informações ecológicas;

·       Considerações sobre tratamento e disposição;

·       Informações sobre transporte, etc…

 

 

 

 

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SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO NÃO DEVE SER PRIORIDADE

 

 

É comum ouvirmos ou lermos em cartazes que segurança no local de trabalho é uma prioridade, mas, em sua opinião, está certo tratarmos o assunto como uma prioridade, ou você considera que não deveríamos tratar como tal?

Se você for como a maioria das pessoas, sua resposta certamente será que devemos considerá-la como uma prioridade sim.

E nesse artigo, eu lhe digo que segurança do trabalho não deve ser tratada como prioridade.

Continue lendo e saiba os motivos pelos quais não devemos priorizar a segurança no local de trabalho.


Porque a segurança no local de trabalho não deve ser prioridade?

 



Não é que a segurança não seja importante, mas pensar na segurança como uma prioridade é a abordagem errada. Em vez priorizá-la, devemos valorizá-la.

Para entender o porquê, precisamos entender a diferença entre valor prioridade.

Prioridade – está definido no Dicionário Aurélio como: “condição do que está em primeiro lugar em importância, urgência, necessidade, premência etc”.

 

Conheça o Blog Prevenção em Fogo

 

Quando aplicadas ao local de trabalho, as prioridades variam frequentemente, e o que é prioridade hoje, deixa de ser amanhã ou até mesmo após algumas horas.

Em um dia, a prioridade pode ser concluir uma fase específica de uma tarefa, enquanto no dia seguinte pode ser fazer o pedido de suprimentos para o próximo serviço.

Valor – definição pelo Dicionário Aurélio: “fundamentos éticos que norteiam o comportamento humano”.

O conjunto de valores de uma pessoa substitui qualquer situação específica, independentemente da hora ou do lugar.

Se alguém valoriza tratar os outros com respeito, é provável que o faça em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar.

Para essa pessoa, o respeito é um padrão pelo qual ela vive cada momento de sua vida, portanto, é muito improvável que mude devido às circunstâncias.

No trabalho não é diferente. Se você dá valor à segurança do trabalho, jamais deixará de usar os EPI – Equipamentos de Proteção Individual, independentemente do tipo de serviço e quanto tempo levará para concluí-lo.

Se for prioridade, vai haver situações em que usar o EPI não será prioritário, pois fazer uso do mesmo, dependendo do tipo de EPI, pode ser mais demorado vesti-lo do que executar a tarefa.

Se a segurança no local de trabalho for um valor central, você não deixará de fazer uma análise de risco da atividade, mesmo que a execução desta leve cinco minutos.

Ao contrário, se for prioridade, deixará de fazer em algumas condições ou situações.

Dar valor é colocá-la em prática, independentemente da situação e das condições.

 

Valor vs. Prioridade

 



Se você pensa na segurança como uma prioridade, você pensa nisso como mais importante do que outros fatores, mas isso varia conforme a situação e condições, portanto, prioridade é algo relativo.

Se você pensa na segurança como um valor central, você pensa nisso como um princípio orientador por trás de tudo o que você faz.

A segurança como prioridade trata a segurança como outro item da lista de tarefas pendentes, embora seja um item importante.

A segurança no local de trabalho como um valor fundamental trata a segurança como o item mais importante.

Mais do que isso, a segurança é o ponto em comum por trás de cada escolha e ação.

Pense desta forma, nossas prioridades mudam dependendo da situação, mas nossos valores centrais geralmente não.

Assim, se os resultados de segurança forem ruins, ela se tornará uma prioridade mais alta e se os resultados melhorarem, sua prioridade diminui.

Embora esse ponto filosófico básico seja legítimo, a medida real do sucesso está em como ele é implementado.

Em muitas organizações, tudo o que muda são as palavras. As práticas básicas de segurança no local de trabalho permanecem virtualmente inalteradas e a lacuna entre o que os líderes dizem e fazem aumenta.

Essa lacuna cada vez maior realmente prejudica a segurança. Isso demonstra falta de sinceridade e duplicidade. A segurança é falada, mas não praticada.

É fundamental que os líderes demonstrem o que pregam aos trabalhadores. Se você vai dizer que segurança é um valor, certifique-se de planejar estrategicamente como irá demonstrá-lo.

 

Como tornar segurança no local de trabalho em uma cultura?

 



As culturas de segurança bem-sucedidas têm várias coisas em comum.

Elas têm procedimentos bem escritos e fáceis de entender e seguir em todos os níveis da organização.

Elas têm uma liderança que interage com os funcionários e que resolvem rapidamente os perigos identificados.

E, por último, em uma boa cultura de segurança no local de trabalho, a segurança não é gerenciada de uma lesão a outra, nem o sucesso da cultura é gerenciado pelas taxas de lesões.

A chave é pensar na segurança da maneira certa, não como uma prioridade, mas como um valor e ter atividades e discussões significativas sobre segurança no local de trabalho o tempo todo, não apenas imediatamente após alguém sofrer um ferimento.

Concentrar-se nas atividades que envolvem a identificação e resolução de perigos, em vez de quantas lesões você já teve, é outra maneira de melhorar a cultura de segurança.

 

Estabelecendo a segurança como um valor fundamental

 



Como você estabelece a segurança como um valor central?

 

A boa notícia é que, se sua empresa tem um programa de segurança bem elaborado, você já está no caminho certo para construir uma boa cultura de segurança.

Mas para trazer seu programa um passo mais perto de pensar na segurança como um valor, você deve estar disposto a capacitar seus funcionários para colocar a si mesmos e sua segurança antes da produção e das vendas.

Isso significa capacitar os funcionários a fazerem as coisas certas e não os penalizar por isso quando o fazem.

Outra maneira de estabelecer a segurança como um valor central é vê-la como qualquer outro departamento.

 

·       Vendas;

·       Qualidade;

·       Produção;

·       Engenharia, etc.

 

Todos têm um lugar à mesa e a segurança também deve ter.

 

Em uma organização com um programa de segurança, a segurança faz parte da conversa tanto quanto qualquer outro departamento.

Isso só será eficaz se você puder fazer com que todos compartilhem a mentalidade de que para a segurança no local de trabalho ser um valor fundamental, ela deve ser incorporada a cada processo, programa e decisão.

Afinal, as comunidades são mantidas unidas por valores compartilhados.

Portanto, comece com uma grande equipe de gerenciamento que acredita totalmente na segurança como um valor essencial e está disposta a ir além para cumprir as promessas de segurança.

 




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segunda-feira, 24 de abril de 2023

 




 

5 PRINCIPAIS DOENÇAS OCUPACIONAIS E COMO PREVENI-LAS

 

 



Certamente, você já deve ter ouvido falar sobre as doenças ocupacionais, não é mesmo? Elas costumam acometer os colaboradores no ambiente de trabalho devido ao esforço repetitivo, às más condições de postura e de ergonomia e à exposição excessiva e constante a fatores nocivos, entre outros motivos.

Um ambiente de trabalho insalubre ou que não fornece devidamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) está sujeito a sofrer com altas taxas de rotatividade e de absenteísmo, com o adoecimento constante de seus funcionários.

Neste artigo, vamos explicar 5 das principais doenças ocupacionais, seus sintomas e o que deve ser feito para preveni-las, a fim de preservar a saúde dos colaboradores. Com isso, é possível melhorar a produtividade e os resultados do seu negócio. Acompanhe a leitura!

 

1. LER

 

A LER, sigla para lesão por esforço repetitivo, na verdade, é uma síndrome que constitui um grupo de doenças, como tendinite, bursite, síndrome do túnel do carpo e outras mialgias (dores musculares). Elas afetam os tendões, músculos e nervos dos membros superiores, causando uma sobrecarga no organismo.

A LER é causada por atividades que envolvem uma carga intensa de trabalho e a execução de movimentos repetidos por longos períodos. Pode ser intensificada em ambientes em que há grande cobrança por produtividade.

 

Os sintomas iniciais são:

 

Ø formigamento;

Ø dores nos membros superiores e nos dedos;

Ø inflamação;

Ø dificuldade nos movimentos;

Ø insensibilidade;

Ø dormência;

Ø falta de força nas mãos.

 

O diagnóstico e o tratamento são extremamente importantes, a fim de evitar que a situação se agrave. Se isso acontecer, pode levar a um processo degenerativo dos nervos, com dores agudas e dificuldade para realizar movimentos básicos, atrapalhando a realização do trabalho e de outras tarefas rotineiras.

 

Para prevenir a LER, algumas medidas podem ser adotadas, como:


Ø utilizar o mobiliário adequado, com apoio para o pulso;

Ø manter a postura correta ao se sentar para trabalhar;

Ø deixar o monitor do computador alinhado, conforme a altura do funcionário;

Ø adotar um ritmo adequado de trabalho, com as devidas pausas para descanso.


2. Asma ocupacional

 

A asma ocupacional é uma doença que acomete o sistema respiratório. Ela é acarretada pela inalação de agentes alérgeno presentes no local de trabalho. Entre eles, poeira de materiais diversos, sujeira de carpetes, vapores, pelos de animais, fungos e substâncias químicas, como cloro, amônia ou isocianato, utilizados na fundição de metais.

 

Seus sintomas incluem:

 

Ø falta de ar (dispnéia);

Ø tosse crônica;

Ø sibilos;

Ø espirros;

Ø rinorreia;

Ø sintomas conjuntivais.

 

É comum notar o desaparecimento dos sintomas durante os períodos de afastamento do trabalho, como nas férias ou nos finais de semana. Para realizar o diagnóstico, o histórico ocupacional do colaborador deve ser investigado e, em alguns casos, o teste clínico de provocação com o fator alérgeno pode ser necessário.

O tratamento para a asma ocupacional é realizado por meio do uso de medicamentos corticoides e broncodilatadores. Caso seja possível, o funcionário deve buscar uma troca de setor ou de ambiente, a fim de diminuir a exposição aos fatores alérgeno e evitar o desencadeamento de crises.

Mas para prevenir o problema, a melhor opção é manter o ambiente higienizado e evitar a exposição ao agente causal, utilizando máscaras de proteção no ambiente de trabalho, por exemplo.

 

3. Transtornos auditivos

 

Os transtornos auditivos por exposição a ruídos e a produtos químicos são comuns em ambientes de trabalho como indústrias. Por isso, para evitar as doenças ocupacionais e garantir a proteção da saúde, é obrigatória a devida utilização dos EPI’s.

A perda auditiva ocorre de forma gradual. Assim, é importante que o funcionário esteja atento a qualquer sinal de diminuição na acuidade auditiva e busque ajuda médica assim que notar os sintomas.

 

Os sintomas de transtornos auditivos incluem:

 

Ø dores de cabeça;

Ø dificuldade de compreensão;

Ø tonturas;

Ø irritabilidade;

Ø zumbido no ouvido;

Ø demanda da intensidade de sons.

 

Profissionais de trânsito, de áudio, dentistas, professores e operadores em indústrias são exemplos de ocupações que devem se prevenir contra a perda auditiva, por estarem constantemente expostos a ruídos em excesso.

Ainda não existe um tratamento para a perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Entretanto, a empresa pode disponibilizar um acompanhamento com fonoaudiólogo e deve fornecer protetores auriculares, que auxiliam na prevenção do problema.

 

4. Transtornos das articulações

 

Falta de ergonomia no ambiente de trabalho, posturas inadequadas, sobrecarga nos membros inferiores, obesidade e sedentarismo (que não são fatores ocupacionais propriamente ditos, mas que têm forte influência) podem levar o funcionário a sofrer com transtornos nas articulações. Entre eles, podemos citar artrite ou artrose.

 

Os sintomas dos transtornos nas articulações envolvem:

 

Ø rigidez matinal nas articulações;

Ø dor;

Ø inchaço;

Ø dificuldade ao andar;

Ø destruição da cartilagem articular.

 

O colaborador deve buscar o diagnóstico adequado e o respectivo tratamento para os sintomas, a fim de evitar que eles progridam e levem a dificuldades de locomoção e incapacidade de realizar as funções no trabalho. O tratamento está relacionado a uma melhora na saúde, com a prática de atividades físicas, alimentação saudável e fisioterapia, além do uso de medicamentos que aliviem a dor, em caso de artrose.

 

5. Doenças mentais relacionadas ao trabalho

 

O índice de absenteísmo relacionado a transtornos mentais no trabalho tem sido pauta de diversos estudos. A constante pressão para entregar resultados em um curto intervalo de tempo, o assédio moral no ambiente de trabalho e um clima organizacional ruim são fatores que afetam os funcionários tanto na parte mental quanto emocional. Com isso, podem somatizar sintomas físicos.

 

Os sinais de doenças mentais relacionadas ao trabalho são:

 

Ø estresse ocupacional;

Ø Síndrome de Burnout;

Ø depressão;

Ø ansiedade;

Ø síndrome do pânico.

 

As causas dessas enfermidades mentais são muito particulares e devem ser investigadas individualmente pelos psicólogos da empresa. Mas as medidas que podem ajudar na prevenção dos transtornos mentais relacionados ao trabalho são:

 

Ø fortalecimento da cultura da empresa, gerando um ambiente com empatia e valorização do trabalhador;

Ø promoção de um clima organizacional agradável;

Ø acompanhamento de perto do trabalhador pelos líderes e gestores, aumentando a confiança e o diálogo para solução de problemas.

 

Como vimos, as doenças ocupacionais, desencadeadas pelas condições do trabalho ou pelas atividades exercidas, são comuns. Portanto, devem ser observadas pelos empregadores, que têm como dever zelar pelo bem-estar e saúde de seus funcionários.

Para auxiliar na prevenção das doenças ocupacionais, as empresas devem fornecer condições adequadas de trabalho. Entre elas, um ambiente higienizado, ferramentas de trabalho compatíveis com as funções desempenhadas e materiais que melhorem a qualidade da saúde dos colaboradores.

A melhor alternativa é contar com o fornecimento adequado de EPI’s e pensar em soluções ergonômicas para o trabalhador. Além disso, incentivar pausas para descanso ao longo do expediente, a fim de evitar o esforço contínuo e repetitivo nas atividades, e manter um ambiente favorável a execução das tarefas, com a valorização dos funcionários e sem pressões excessivas.

 

 



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COMO REALIZAR A HIGIENIZAÇÃO DE EPIS? CONFIRA!

 



Que tal ouvi esse artigo? Experimente no player abaixo. Para que os equipamentos de proteção individual (EPIs) consigam cumprir com suas finalidades, é fundamental que alguns critérios sejam respeitados. Entre eles, está a higienização de EPIs. Isso porque manter os itens limpos é fundamental para que haja a segurança no ambiente laboral, além de conseguir conservá-los para que tenham uma boa durabilidade. Assim, é possível garantir a saúde, a integridade física e o bem-estar dos integrantes da equipe. Mas você sabe qual é a importância da higienização de EPIs e como realizá-la adequadamente? Preparamos este conteúdo para esclarecer suas dúvidas. Confira!

 

Qual a importância da higienização de EPI’s?

 

As práticas de higienização de EPI’s são previstas por normas. No entanto, além de evitar ações trabalhistas, é um cuidado necessário para prolongar a vida útil dos dispositivos, e assegurar a proteção dos colaboradores. Afinal, furos, rasgos e sujeiras podem causar riscos. Entre os principais aspectos a serem apontados, estão:

 

Ø Atendimento às normas reguladoras;

Ø Controle de qualidade;

Ø Segurança do trabalho;

Ø Controle de contaminação e agentes infecciosos etc.

 

Assim, empresas e empregados saem ganhando. O time se mantém saudável, as diretrizes são cumpridas, as contaminações são evitadas e a qualidade do produto é assegurada.

 

Como fazer a higienização de EPI’s corretamente?

 

Tanto a organização quanto os funcionários são responsáveis pela higienização de EPIs. Nesse caso, a empresa tem a obrigação de disponibilizar os itens apropriados para cada função cumprida pelos empregados, bem como as devidas informações a respeito da conservação dos equipamentos. Já os colaboradores devem realizar a higienização de forma periódica e cumprir com as demais orientações. Outra questão é a exigência de a companhia substituir os EPIs, caso apresentem desgastes e coloquem em risco a segurança dos trabalhadores. A seguir, confira algumas dicas de como realizar a higienização dos equipamentos de proteção individual.

 

Verifique as condições do ambiente

 

É importante fazer uma inspeção no local em que a limpeza dos EPIs será feita. Dessa forma, a primeira medida é estabelecer um lugar adequado para receber, conferir, higienizar e secar os equipamentos. Outra ação é prezar pelo comportamento dos funcionários nos ambientes que requerem a utilização dos dispositivos. Eles devem evitar tocar em materiais e superfícies que não estejam sendo diretamente usados e, assim, impedir que haja a transferência de agentes infecciosos.

 

Capacite os responsáveis

 

A capacitação dos trabalhadores que fazem a higienização de EPI’s é obrigatória, já que isso vai evitar problemas como o contato excessivo com produtos e superfícies contaminadas durante a tarefa. Também, o colaborador deverá retirar acessórios que estiver utilizando, como relógios, anéis, pulseiras e demais. Antes de vestir os EPIs para fazer a limpeza, será preciso lavar bem as mãos. Após esse cuidado, o funcionário deve vestir os dispositivos adequados conforme a recomendação da empresa, levando em conta os riscos envolvidos na higienização de EPIs aplicada no local.

 

Inicie o processo de higienização

 

Realizada toda a etapa de preparação, chegou o momento de começar a higienização. Um ponto muito importante é seguir as recomendações dos fabricantes dos equipamentos quanto à limpeza, tendo em vista que as práticas vão variar, conforme a marca e o material dos produtos. Nos casos em que houver resíduos nos equipamentos, retire e faça o descarte de maneira correta. Após, inicie o processo de passar o produto, que pode ser água e sabão ou detergente neutro, por exemplo Produtos de limpeza que podem conter substâncias corrosivas não são os mais apropriados para essa finalidade, pois podem comprometer a estrutura do equipamento. Alguns EPIs deverão ser submetidos à imersão para que a limpeza seja realizada de forma efetiva. Depois de fazer a lavagem com atenção às instruções, o enxágue é feito com água limpa ou pano úmido. Já no caso da secagem, você pode usar um pano limpo ou deixar o item em um local arejado para que a água evapore completamente.

 

Desmonte os itens

 

Itens como máscaras de proteção, capacete, entre outros, precisam ser desmontados para garantir que tudo seja higienizado de forma correta. Por esse motivo, remova as estruturas extras e limpe tudo com muito cuidado.

 

Tenha atenção aos EPI’s que não podem ser lavados

 

Existem alguns dispositivos que são fabricados com materiais que não podem ser lavados com muita frequência, por exemplo, o couro. Nesse tipo de situação, a limpeza continua sendo necessária, no entanto, deve ser realizada com o auxílio de um pano úmido. Uma higienização mais complexa, com água, sabão ou detergente neutro, deve ser feita ocasionalmente.

 

Tenha cuidado na hora de secar

 

Os itens que foram lavados na água corrente, bem como os que foram higienizados com pano úmido, devem ser colocados para secar na sombra, em um local devidamente ventilado. Isso porque a exposição ao sol pode afetar a integridade do dispositivo, ao mesmo tempo em que ambientes fechados podem viabilizar a formação de mofo e fungos.

 

Guarde em local apropriado

 

 

Depois que os equipamentos de proteção individual forem higienizados, é importante guardá-los em lugar apropriado. É necessário que o item esteja em local protegido de agentes que podem afetar a sua integridade, por exemplo, umidade, objetos cortantes e calor excessivo.

 

Observe os equipamentos que exigem produtos específicos

 

Existem alguns EPI’s que podem necessitar de produtos determinados na hora da limpeza, cuja recomendação deve vir do fabricante. Sendo assim, é importante sempre ter atenção a essa questão, e fazer uma verificação quando for limpar os itens. Como pode perceber, a higienização de EPI’s é um processo relevante quanto o assunto é manter os itens em perfeito estado de conservação. Dessa forma, garante que cumpram o seu papel, que é o de proteger os integrantes da equipe de agentes que possam gerar riscos no exercício de suas atividades. O ideal é colocar as dicas apresentadas em prática para assegurar que a limpeza seja feita corretamente, promover a conscientização dos colaboradores e, a partir disso, criar um ambiente laboral seguro e saudável. Este artigo foi interessante para você?

 

 



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