terça-feira, 6 de setembro de 2022

 




SÍNDROME DE BURNOUT:

O QUE É, SINTOMAS E COMO TRATAR

 


Saiba o que é, quais são os sintomas e como tratar


A saúde mental é um assunto que vem sendo cada dia mais discutido no trabalho, durante um jantar com a família ou em um encontro com os amigos. Com o crescente acúmulo de atividades diárias, percebeu-se que é preciso dar atenção especial à saúde da mente. Nesse contexto contemporâneo, muitas pessoas sofrem com ansiedade, depressão, crises de pânico e, às vezes, precisam tomar medicamentos contínuos para amenizar esses sintomas e levar uma vida com um pouco mais de qualidade.

Relacionada aos ambientes de trabalho, uma doença que vem ganhando destaque nos últimos anos é a Síndrome de Burnout. Essa doença manifesta-se por um esgotamento mental ligado a períodos estressantes de trabalho, alta demanda de serviço, poucos colaboradores, pressão de chefe e diretores, excesso de ligações diárias etc.
Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? Que tal conhecer um pouco mais sobre ela e tirar suas dúvidas?

 

Síndrome de Burnout: o que é?

 

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é uma doença mental que surge após o indivíduo passar por situações de trabalho desgastantes, ou seja, que requerem muita responsabilidade ou até mesmo excesso de competitividade. Essa síndrome surge por excesso de trabalho vinculado à pressão. Alguns profissionais são mais suscetíveis a desenvolver a Síndrome de Burnout, tais como: médicos, enfermeiros, professores, policiais e jornalistas, além de profissionais que desempenham dupla ou tripla jornada.

Entre os motivos para o surgimento da Síndrome de Burnout, objetivos difíceis de serem alcançados impostos por chefes aos seus colaboradores também ganham destaque. Muitas vezes, a pessoa pode não ser capacitada para tal função ou já estar desempenhando outras atividades, e isso pode impedir o cumprimento de demandas solicitadas. A pessoa se sente, então, sobrecarregada e, ao mesmo tempo, incapaz, pois deseja realizar o que lhe é proposto, mas não tem meios para isso.

O termo “Burnout” vem do inglês e é uma união de duas palavras: “burn”, que quer dizer queimar, e “out”, que significa exterior. Então, a Síndrome de Burnout pode ser caracterizada como uma queima de fora para dentro, ou seja, fatos externos que causam muita pressão no interior, na mente. Ela pode resultar em graves estados depressivos e episódios de ansiedade, por isso, como veremos no decorrer deste texto, a prevenção é muito importante.

 

A Síndrome de Burnout em números

 

A preocupação com a saúde mental dos profissionais inseridos no mercado de trabalho, seja de qual segmento for, não vem de hoje. Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) inseriu a exaustão relacionada ao ambiente de trabalho no documento de referência de doenças utilizado pela entidade, o ICD-10. A Síndrome de Burnout se enquadra na categoria “problemas relacionados à dificuldade de gestão de vida”.

Ainda de acordo com a Organização Mundial da Saúde, os problemas relacionados à saúde mental no trabalho diminuem a produtividade, resultando na perda anual de US$ 1 trilhão no mundo.

 

De olho no Brasil

 

Em 2016, a Escola de Economia de Londres apresentou um estudo sobre a depressão no trabalho. De acordo com o levantamento, o Brasil perde US$ 63,3 bilhões por ano devido ao afastamento do trabalho por questões de estresse e depressão, ficando em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, onde o estresse no trabalho é um problema de saúde pública.

Ainda sobre o Brasil, a Associação Internacional de Gestão de Estresse estima que 32% dos profissionais do país sofram com o esgotamento no ambiente de trabalho. Esse valor é superior a 1/3 do total de trabalhadores, os quais podem estar próximos de um colapso ou uma depressão.

 



Quais as causas dessa síndrome?

 

As principais causas da Síndrome de Burnout são o estresse crônico e a tensão emocional gerados no ambiente de trabalho por condições físicas, psicológicas e emocionais desgastantes. Essa doença mental está ligada ao trabalho e é derivada exclusivamente das situações que ocorrem no âmbito profissional.

Sintomas

Os sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são muitos, e você não precisa sentir todos eles para ser diagnosticado. Na maioria das pessoas, os sintomas aparecem de forma leve e vão piorando com o passar do tempo. Os portadores da Síndrome de Burnout geralmente pensam que estão apenas cansados e que se trata de um mal-estar passageiro.

Mas, atenção: ao sentir um ou mais sintomas listados a seguir, procure ajuda especializada. Essa síndrome evolui muito rapidamente para casos severos de depressão e ansiedade. Atente-se se você estiver sentindo:

 

·       exaustão extrema, física e mental;

·       dor de cabeça frequente;

·       alterações no apetite: sentir mais ou menos fome;

·       insônia;

·       sentimentos de fracasso e insegurança;

·       dificuldades para se concentrar;

·       pensamentos negativos constantes;

·       sentimentos de derrota e incompetência;

·       desânimo;

·       alterações de humor;

·       aumento da pressão arterial;

·       dores musculares;

·       isolamento;

·       alteração dos batimentos cardíacos;

·       problemas no sistema gastrointestinal (estômago e intestino).

 

Como prevenir a Síndrome de Burnout?

 

Para prevenir a Síndrome de Burnout, você deve definir estratégias para diminuir o estresse e a pressão no trabalho. Ninguém melhor do que você para escolher o modo como vai agir ao desempenhar suas atividades profissionais visando a prevenir a síndrome. Porém, apresentamos algumas formas de prevenção para que você possa analisar e, quem sabe, colocar em prática.

 

Dicas para prevenção de Burnout:

 

Quando não estiver no trabalho, participe de atividades que lhe proporcionem prazer junto aos familiares e amigos. Que tal um piquenique no parque ou uma ida ao cinema?

Defina pequenas metas para sua vida profissional e pessoal, mas se lembre de não exagerar nos objetivos, porque, caso isso aconteça, o efeito pode ser o contrário, pois você estará aumentando sua auto cobrança.

Evite estar com pessoas negativas e que falam mal do trabalho e de outras pessoas. Tente manter o pensamento positivo. Se não conseguir pensar positivo, ao menos tente diminuir as ideias negativas.

Converse sobre seus sentimentos. Você pode desabafar com um amigo próximo ou procurar ajuda especializada por meio de psicólogos e terapeutas.

Não abuse de álcool, tabaco ou outras drogas ilícitas, pois elas aumentam a confusão mental e fazem parecer que tudo está muito pior do que realmente está.

Fuja da rotina diária. A rotina cansa e desgasta o ser humano, por isso faça atividades diferentes: vá a um restaurante novo, passeie por lugares que você gosta ou conheça novos lugares etc. Seja sozinho, seja acompanhado, com ou sem dinheiro, busque atividades que lhe proporcionem prazer e sejam diferentes do que você faz diariamente.

Faça atividades físicas regulares ao menos 30 minutos por dia. Pode ser academia, corrida, natação, remo, enfim, busque a que mais gosta e mantenha-se em movimento.

Descanse de verdade. Deite e durma as 8 horas necessárias que o seu corpo e a sua mente precisam para se recuperar e iniciar uma nova jornada.

Nunca se automedique. Se você quer diminuir o estresse ou precisa dormir melhor, busque uma opinião médica. A automedicação pode piorar muito mais o seu estado clínico.


Fatores de risco


O grande fator de risco da Síndrome de Burnout é o estresse, pois com o passar do tempo ele pode se tornar crônico e trazer sérios problemas à saúde. Por isso, é muito importante estar alerta aos sintomas apresentados para, se necessário, procurar tratamento imediato. O cansaço, as dores, os lapsos de memória e os sentimentos negativos desenvolvidos por um paciente com Síndrome de Burnout não melhoram com o passar do tempo, é preciso tratamento especializado.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico será feito por um profissional da área da saúde mental, psiquiatra ou psicólogo, após a análise clínica do paciente. É comum as pessoas não buscarem ajuda por não saberem ou não conseguirem identificar os sintomas. A grande maioria pensa ser apenas um cansaço passageiro e ignora a gravidade da doença.

Familiares, amigos próximos e colegas de trabalho podem ajudar a identificar a Síndrome de Burnout. No Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece de forma gratuita o tratamento, seja medicamentoso, seja por meio de consultas com psicólogo.

 

Tratamento

 

O tratamento para a Síndrome de Burnout deverá ser feito por um psiquiatra ou psicólogo. Indica-se que o paciente faça psicoterapia para poder identificar a causa geradora principal da síndrome e, assim, desenvolver mecanismos para vencê-la. Em casos mais severos, são indicados antidepressivos e ansiolíticos para que a pessoa possa se sentir melhor.

Não existe um período determinado para o tratamento. Esse tempo depende das possibilidades do paciente para modificar suas condições de trabalho e seu estilo de vida.

Para auxiliar no tratamento, indica-se a prática de atividades físicas, pois elas aliviam o estresse diário, colaborando para o controle dos sintomas. Se possível, também se indica que o paciente tire férias do trabalho e passe mais tempo com familiares e amigos.

 

Não segui o tratamento, e agora?

 

Ao receber o diagnóstico de Síndrome de Burnout, o ideal é seguir o tratamento indicado, pois, se isso não acontecer, os sinais de piora podem aparecer rapidamente. Dois sinais característicos do agravamento dos sintomas são: a perda total da motivação e o aumento dos distúrbios gastrointestinais.

Nos casos mais graves, o paciente pode desenvolver depressão e necessitar de internação hospitalar para ser acompanhado de perto.

 

Mantenha a calma no trabalho

 

Você precisa ter em mente que não vai conseguir abraçar o mundo todo ao mesmo tempo, seja em sua vida particular, seja no trabalho, e isso é perfeitamente normal. Não se cobre tanto. Se necessário, delegue algumas tarefas ou peça um tempo extra para executá-las. Mantenha o foco no que precisa ser feito, e não se martirize se algo der errado.

Claro que é preciso ser responsável com o trabalho, mas isso não deve justificar sobrecarga, pois para trabalhar bem também é preciso de saúde. É importante lembrar que estresse e nervosismo, além de reduzirem sua produtividade, vão colocar sua saúde em risco.

Portanto, reduza suas chances de desenvolver doenças mentais graves, como Síndrome de Burnout, depressão, ansiedade e crises de pânico, além de outros tipos de doenças, como as gastrointestinais e de coração.


Técnicas de relaxamento para diminuir o estresse


Além da psicoterapia e dos medicamentos, existem hoje muitas técnicas de relaxamento que podem ser utilizadas para diminuir o estresse. Vamos conhecer melhor algumas delas?

 

Meditação

 

A meditação é uma excelente técnica para deixar a pessoa mais calma. E o melhor: ela pode ser praticada em qualquer lugar, em qualquer horário. Enquanto você estiver meditando, você vai aumentar o seu bem-estar físico e emocional. Além disso, por meio da prática constante da meditação, sua concentração aumentará e os pensamentos confusos e pessimistas tenderão a desaparecer.

 

Prática de exercícios físicos

 

Praticar atividades físicas ao menos 30 minutos por dia é excelente para relaxar e diminuir o estresse. Se a atividade for praticada ao ar livre, melhor ainda. Utilize esses minutos diários para “arejar” seus problemas e, quem sabe, encontrar soluções. Muitas vezes, ao estar fora do ambiente de trabalho ou por estar um pouco mais relaxado, as ideias tendem a fluir mais facilmente. Se possível, evite as atividades competitivas, pois elas podem agravar o estresse. Opte por atividades aeróbicas.

 

Tire um tempo para você

 

Invista sua energia em atividades que lhe proporcionem prazer. Que tal um jantar com amigos? Ver um filme? Iniciar uma nova leitura? Faça coisas que deixem você feliz, relaxado e menos ansioso. Outra dica muito importante é: se deseja ficar sozinho, não aceite convites que podem lhe provocar ainda mais estresse.

Então, agora que você tem todas essas informações, qual técnica de relaxamento colocará em prática primeiro? Lembre-se de que o importante é diminuir o estresse e tentar mudar os hábitos no ambiente de trabalho, pode ser praticando meditação, frequentando a psicoterapia ou tomando medicamentos. Essas tarefas requerem atitudes e prática constante, e elas precisam ser executadas em prol de sua saúde e qualidade de vida.

A Síndrome de Burnout é muito perigosa, principalmente devido a outras doenças mentais que pode desencadear. Esperamos que a leitura deste texto tenha ajudado você a conhecer um pouco melhor a doença, seus sintomas, meios de prevenção, seu diagnóstico e suas formas de tratamento.

 

 

 

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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

 



 

PARA QUE SERVE AS NORMAS DE HIGIENE OCUPACIONAL – NHO’s?

 



Se você é um profissional da segurança do trabalho ou atua na área já ouviu falar das NHO’s – Normas de Higiene Ocupacional. Mas, você sabe para que serve? Como aplicar elas na empresa?

Além das NR’s – Normas Regulamentadoras criadas pelo MTE para a segurança do trabalho, as NHO’s têm como objetivo estabelecer os limites de tolerância, os critérios técnicos dos equipamentos utilizados nas avaliações de riscos ocupacionais. São essenciais para orientar o controle dos agentes de riscos ambientais, assim como disponibilizam metodologias para avaliações ocupacionais.

A Fundacentro é órgão responsável por estabelecer as Normas de Higiene Ocupacional, que deverão ser seguidas por todos os empregadores e trabalhadores a fim de evitar o contágio de doenças ocupacionais, entre outros. 

O descumprimento de qualquer uma dessas normas, que estejam relacionadas com o negócio, pode acarretar multas e processos judiciais para a empresa. Por este motivo, é muito importante que todos estejam conscientes da importância das NHO’s, bem como de cumpri-las com responsabilidade. 

Se você deseja saber mais sobre as Normas de Higiene Ocupacional, vai gostar deste artigo. Aqui traremos não somente a listagem de todas elas, como também um breve resumo do que se trata a NHO, e também outros assuntos relacionados.

Tenha uma boa leitura e, se precisar, compartilhe este conteúdo com o setor responsável na sua empresa.

 

Avaliação Quantitativa x NHO’s

 

Quando identificamos um agente, é preciso realizar uma avaliação para saber o quanto aquele risco está prejudicando o trabalhador durante a jornada de trabalho. Para isso, existem duas formas de avaliação: a qualitativa e a quantitativa. A qualitativa serve para identificar o risco, sem que seja possível mensurar, ou seja, atribuir um valor para “provar” que ele está no ambiente. Já a avaliação quantitativa permite avaliar o risco através de instrumento e atribuir um valor de concentração ou exposição ao agente, sendo monitorados através de medições realizadas por instrumentos.

Para avaliar os riscos ocupacionais no ambiente de trabalho de forma quantitativa, devemos utilizar alguns instrumentos. Por isso, a NHO estabelece quais os tipos de equipamentos de medição devem ser utilizados em cada caso. Às vezes, o risco foi avaliado, porém, o equipamento utilizado para avaliação não está de acordo.

Vamos explicar: Numa fábrica onde o nível de ruído estabelecido é de 83dB. De acordo com os limites de tolerância, está tudo ok, certo? Certo. Porém, temos que considerar o equipamento que foi utilizado. Existem alguns instrumentos de maior precisão ou de menor precisão. No caso do ruído, foi utilizado o dosímetro inferior ao que determina a NHO 01, pois apresenta precisão de mais ou menos 3,5dB. Neste caso, o nível de exposição poderia passar os limites de tolerância e prejudicar a saúde do trabalhador.

Por isso, a importância de avaliar os riscos ambientais com os equipamentos de medição correto. A Norma de Higiene Ocupacional irá auxiliar o Engenheiro ou Técnico em Segurança do Trabalho a monitorar corretamente e realizar a avaliação dos riscos.

 



As Normas de Higiene Ocupacional estabelecidas pela Fundacentro

As NHO’s são muito importantes para a Segurança do Trabalho. Além de serem essenciais para a elaboração de programas obrigatórios como o PPRA e o LTCAT, servem como medida de conscientização para evitar muitas doenças e acidentes ocupacionais. 

Por este motivo, ter conhecimento sobre cada uma das normas é fundamental. Mas não apenas isso, ter certeza de que os colaboradores também têm esse conhecimento é uma necessidade básica. Até porque, sabemos que cada um tem suas obrigações no que diz respeito à SST. 

Porém, o trabalhador só poderá fazer a sua parte se tiver conhecimento da mesma, você concorda? Por isso, aproveite este artigo para compartilhar com sua equipe este conteúdo que poderá trazer muitas vantagens a todos. 

 

Então agora, confira a lista completa das NHO’s existentes hoje:

 

NHO 01 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional ao ruído.

Sendo a primeira das Normas de Higiene Ocupacional, esta Norma Técnica tem como intuito estabelecer todos critérios e procedimentos para a avaliação da exposição ocupacional ao ruído, que implique risco potencial de surdez ocupacional.

 

NHO 02 – Análise Qualitativa de Fração Volátil

Aqui são tratadas as análises qualitativas da fração volátil de colas, tintas e vernizes à base de solventes, em especial os componentes mais tóxicos e mais comuns. A norma estabelece todos os procedimentos padronizados para este fim.

 

NHO 03 Método de ensaio: análise gravimétrica de aerodispersóides sólidos coletados sobre filtros e membrana.

A NHO 03 faz referência à análise gravimétrica de aerodispersóides sólidos coletados sobre filtros de membrana. Assim, estabelece todos os procedimentos padronizados para evitar acidentes e doenças ocupacionais. 

 

NHO 04 Método de ensaio: método de coleta e a análise de fibras em locais de trabalho.

Esta Norma determina um método seguro e padrão para que seja feita a coleta e também a análise de fibras, incluindo todos os tipos de amianto/asbesto, fibras vítreas (MMVF – Man Mineral Vitreous Fibers) e fibras cerâmicas.

 

NHO 05 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional aos raios X nos serviços de radiologia.

A NHO 05 é responsável por estabelecer todos procedimentos para a realização de levantamento radiométrico das salas de equipamentos emissores de raios X diagnóstico e para a medição da radiação de fuga do cabeçote desses equipamentos.

 

NH0 06 Avaliação da Exposição Ocupacional ao Calor


A fim de evitar uma sobrecarga térmica nos colaboradores, a NHO 06 tem como principal responsabilidade estabelecer todas as regras e procedimentos para a avaliação da exposição ocupacional ao calor.

 

NHO 07 Calibração de bombas de amostragem individual pelo método da bolha de sabão.


A NHO 07 tem como principal objetivo estabelecer e padronizar os procedimentos de calibração das bombas de amostragem individual através do método da bolha de sabão. Segundo a Norma, esse procedimento significa: “a medição da vazão da bomba de amostragem antes e depois da coleta de amostras para determinação da vazão média, considerando as variações de temperatura e pressão, visando à utilização desta vazão na validação da amostra e cálculo da concentração dos agentes químicos no ar.”

 

NHO 08 Coleta de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes de trabalho.


Com o objetivo de obter amostras representativas das partículas suspensas no ar que poderiam ser inaladas pelos trabalhadores, esta norma busca determinar um procedimento padrão para que esse material seja coletado através de filtros de membrana.  

 

NHO 09 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional a vibração de corpo inteiro.


A NHO 09 tem a responsabilidade de avaliar a exposição do trabalhador à vibração do corpo inteiro (VCI). Este risco, que poderia prejudicar a saúde do colaborador ao longo dos anos, precisará ser eliminado ou atenuado.   

 

NHO 10 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional a vibração em mãos e braços.


A última das NHO’s, mas não menos importante, a NHO 10 buscas estabelecer o procedimento técnico quanto à avaliação da exposição do trabalhador ao risco da vibração na área das mãos e braços. Bem parecida com a anterior, porém mais específica.  


Apesar de utilizar a metodologia de avaliação de riscos da NHO’s, devemos sempre respeitar e seguir os limites de tolerância da NR 15. Quando não encontrar na NR 15, é interessante utilizar a metodologia das NHO’s ou ACGIH (Norma Internacional). O ideal é unir as duas metodologias para você ter um maior controle do risco, identificar os principais fatores de exposição e estabelecer as medidas de segurança necessária para combater o agente.

 

 




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FUNDACENTRO E O NOVO GUIA PARA ELABORAÇÃO DO PCA

 

 


O Programa de Conservação Auditiva (PCA), também denominado Programa de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA), corresponde a um conjunto de atividades que visam prevenir ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais por meio de um processo de melhoria contínua que requer conhecimento multidisciplinar, e se desenvolve por meio de atividades planejadas e coordenadas entre diversas áreas da empresa.

 

O PCA possui um histórico legal aplicável, a NR-09 que trata sobre o PPRA estabelece que as ações preventivas devem ser iniciadas quando a dose de exposição ao ruído ultrapassar o valor de 0,5 (ou 50%), sendo, nesses casos, necessárias ações de monitoramento periódico da exposição, informação aos trabalhadores e controle médico, já o Anexo 2 da Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS nº 608 de 05/08/1998 indica que, para exposições a níveis de pressão sonora elevados, a empresa deve organizar sob sua responsabilidade um Programa de Conservação Auditiva, a NR-07 que trata sobre o PCMSO, estabelece as diretrizes e os parâmetros mínimos para a avaliação e o acompanhamento da audição em trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora elevados por meio da realização de exames audiológicos de referência e sequenciais, fornecendo parâmetros para a classificação das perdas auditivas, que ao apresentar indicativos sugestivos de desencadeamento ou de agravamento de perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, o médico coordenador do PCMSO, ou o encarregado pelo mesmo do exame médico, deverá participar da implantação, do aprimoramento e do controle de programas que visem à prevenção da progressão da perda auditiva do trabalhador acometido e de outros expostos ao risco, levando-se em consideração a NR-09, que exige o controle médico quando o nível de ação para o ruído for superado, ou seja, dose de exposição superior a 50%.

 

Baseado em dados estatísticos, verifica-se que em muitas situações, os programas elaborados e executados têm estruturas e conteúdos muito diversificados, não padronizados, ficando, na maioria das vezes, restritos a poucas ações que, em geral, são incompletas e ineficientes para evitar o desencadeamento e o agravamento de perdas auditivas, nesta referência a FUNDACENTRO recentemente publicou o “Guia de Diretrizes e Parâmetros Mínimos para a Elaboração e a Gestão do Programa de Conservação Auditiva”, com o objetivo de definir os aspectos úteis para a estruturação e a implementação de um PCA que disponha de componentes mínimas necessárias para um gerenciamento efetivo dos riscos de modo a evitar o desencadeamento e o agravamento das perdas auditivas ocupacionais, trazendo elementos de caráter multidisciplinar, com informações sobre identificação de perdas auditivas, avaliações ambientais, presença de agentes ototóxicos, medidas de controle coletivas, orientação e capacitação aos trabalhadores, medidas de controle médico, gerenciamento audiológico e uso de EPI com eficácia verificada. Em seus anexos, traz dados sobre substâncias químicas ototóxicas, gestão de diagnósticos audiológicos, descrição de ensaios de atenuação de protetores auditivos e aplicação de teste de percepção sonora simplificado.

 




O Guia pode ser acessado para leitura no próprio site da FUNDACENTRO através do link http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/biblioteca-digital/download/Publicacao/273/GUIA_DE_DIRETRIZES_PCAF-PDF

 




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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

 


 

 

 

 

EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO CALOR, REVISÕES DA NHO 06 DA FUNDACENTRO E ANEXO 03 DA NR15

 


 

Como todos nós sabemos, a FUNDACENTRO (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho), que é uma instituição vinculada ao Ministério do Trabalho - MTb desde 1974, responsável por estudos e pesquisas na área de segurança, higiene e saúde no trabalho, publicaram em 1985 uma série de normas técnicas denominadas Normas de Higiene do Trabalho - NHT, que posteriormente passaram a ser intituladas como Normas de Higiene Ocupacional - NHO, normas criadas com foco em determinar limites de tolerância, metodologia de avaliação, critérios técnicos de equipamentos usados nas avaliações de riscos ocupacionais, bem como, servem de orientação sobre formas de controle de agentes de riscos ambientais, onde ao todo, existem até o presente momento 10 Normas de Higiene Ocupacional disponíveis no portal da instituição.


Estas normas começaram como normas internas da FUNDACENTRO, voltadas para utilização dos próprios técnicos da FUNDACENTRO para fins de padronização de métodos e procedimentos de avaliação de alguns agentes ambientais. Com a utilização dessas normas, e ao longo do tempo, elas passaram a ser uma referência técnica útil aos profissionais que atuam na área de Saúde e Segurança do Trabalho - SST como os engenheiros, pesquisadores, técnicos de segurança, etc. Hoje, algumas delas são inclusive citadas na legislação como, por exemplo, as NHO’s sobre Vibração (INSS, NR15, NR09). Neste sentido, essas normas ganharam uma maior dimensão, ou seja, um procedimento que foi inicialmente concebido para uso interno passou a ter um caráter mais abrangente.


Assim a primeira norma publicada pela FUNDACENTRO sobre a avaliação da exposição ocupacional ao calor foi a NHT 01 de 1985, sendo posteriormente alterada e atualizada em 2002 pela NHO 06 em sua 1ª edição, e recentemente atualizada pela sua 2ª edição de 2017.

 

Esta segunda edição, revisada e ampliada, cancelou e substituiu a edição anterior, trazendo modificações e avanços técnicos, sendo os principais:

 

• adoção do watt (W) como unidade para taxa metabólica, com a adequação dos limites de exposição para trabalhadores aclimatizados;

• atualização da tabela para determinação de taxas metabólicas;

• estabelecimento de limites de exposição para trabalhadores não aclimatizados;

• estabelecimento de níveis de ação para trabalhadores aclimatizados;

• estabelecimento de limite de exposição valor teto;

• estabelecimento de correções no índice de bulbo úmido termômetro de globo (IBUTG) médio em função do tipo de vestimenta utilizada;

• introdução de considerações sobre avaliações a céu aberto.

• estabelecimento de região de incerteza sobre as condições de exposição para trabalhadores aclimatizados;

• introdução de um critério de julgamento e tomada de decisão em função das condições de exposição encontradas;

• introdução de considerações gerais sobre medidas preventivas e corretivas.

 

A atualização da NHO 06 em sua 1ª Edição (2002) foi iniciada a partir do processo de revisão do Anexo 03 (Limites de Tolerância para Exposição ao Calor) da Norma Regulamentadora 15 - NR 15 promovido pela Coordenação Geral de Normatização e Programas - CGNOR do MTb em 2014, quando posteriormente houve uma solicitação da CGNOR à FUNDACENTRO para atualização da NHO 06, no sentido de que essa norma pudesse auxiliar no processo de revisão do referido Anexo 03. Também houve uma demanda externa para que a atualização da NHO 06 pudesse trazer uma abordagem específica voltada para avaliação da exposição ao calor em atividades a céu aberto, o que anteriormente não era abordado tecnicamente.


As NHO’s são de utilização essencial pelos profissionais de SST, e estão disponíveis para leitura e download no link http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-higiene-ocupacional


Em 2014 a Secretaria de Inspeção do Trabalho disponibilizou através de Consulta Pública pela Portaria SIT n. º 414, de 19 de dezembro de 2013, o texto técnico básico de revisão do Anexo 03 da NR15, para coleta de sugestões da sociedade, em conformidade com a Portaria MTE n.º 1.127, de 02 de outubro de 2003, onde por meio da portaria nº 425, de 18 de março (DOU de 19/03/2014 Seção I Pág. 55) prorrogou em 30 dias esta consulta, e nova prorrogação pela Portaria n. º 426, DE 23 DE ABRIL DE 2014 (DOU de 24/04/2014 Seção I Pág. 89), ficando disponível até 02 de junho de 2014, onde posteriormente não se houve mais informações a respeito de tal revisão.


Como a revisão da NHO 06 acabou sendo realizada antes da própria revisão do Anexo 03 da NR15, possivelmente quando da atualização deste Anexo 03 da NR15, será citada para utilização dos procedimentos técnicos para a avaliação ocupacional do calor, na mesma condição quando da revisão do Anexo 08 da NR15 que trata sobre Vibração e determinou as respectivas NHO 09 e NHO 10 de avaliação de exposição ocupacional à Vibração de Corpo Inteiro, e em Mãos e Braços, como base de procedimento técnico de avaliação de Vibrações.


Embora o texto da redação da revisão do Anexo 03 da NR15 não esteja mais disponível para leitura e download no site do Ministério do Trabalho e Emprego, no link http://www.protecao.com.br/_system/scripts/download.php?file=upload/protecao_galeriaarquivo/701.pdf é possível realizar a sua leitura bem como o material da FUNDACENTRO no link http://www.fundacentro.gov.br/Arquivos/sis/EventoPortal/AnexoPalestraEvento/ANEXO%203%20DA%20NR%2015%20Audiencia%20publica%20SP%20-%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20Rose.pdf .

 

 




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QUAL A DIFERENÇA ENTRE A SEGURANÇA E A MEDICINA DO TRABALHO?

 



Diferença entre a Segurança e a Medicina do Trabalho: são duas áreas relacionadas, complementares, mas que têm características diferentes. Para que você saiba como diferenciá-las, vamos abordar um pouquinho mais sobre cada uma a seguir!

 

O que é a Segurança do Trabalho?

 

Quando tratamos sobre prevenção dos acidentes em um ambiente de trabalho, estamos falando da Segurança do Trabalho. Na prática, ela é definida como um conjunto de medidas que devem ser empregadas para que se possa eliminar riscos à segurança e à integridade física dos trabalhadores. 

 

Objetivos da Segurança do Trabalho

 

Ø Fiscalizar os ambientes de trabalho a fim de identificar condições perigosas e tomar providências para eliminar ou reduzir o risco associados a essas situações;

Ø Analisar e avaliar estatísticas para que seja possível criar melhores medidas preventivas;

Ø Treinar os trabalhadores para estarem cientes das medidas de segurança, higiene, ergonomia e, é claro, sobre o uso seguro de máquinas, ferramentas e equipamentos,

Ø Conscientizar a todos sobre a importância das normas e suas responsabilidades na colaboração de um ambiente de trabalho seguro;

Ø Criar planos para poder lidar com emergências;

Ø Distribuir e orientar sobre o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e coletivos (EPC);

 

O que é a Medicina do Trabalho?

 

Já a Medicina do Trabalho destina-se a fazer a manutenção da qualidade de vida dos trabalhadores, ou seja, preservar sua saúde física, mental e social. Preocupa-se principalmente em proteger o empregado contra doenças ou que sofreu algum acidente, diagnosticar e encaminhar para tratamento aqueles com suspeita de doença ocupacional, além de garantir uma interação saudável entre os trabalhadores e seu ambiente de trabalho. Saiba mais no artigo “Os benefícios da ginástica laboral para um ambiente de trabalho“.


A Medicina do Trabalho também é responsável pela avaliação da capacidade dos trabalhadores para exercer determinadas atividades através de exames obrigatórios, como admissional, demissional, periódicos, de mudanças de função e de retorno ao trabalho.

 

A diferença entre Segurança e Medicina do Trabalho

 

Logo, a grande diferença da Segurança do Trabalho para a Medicina do trabalho é em sua atuação específica. Enquanto a Segurança tem como objetivo garantir a integridade física e a preservação da vida dos trabalhadores, a Medicina busca preservar a saúde e a qualidade de vida deles.


Portanto, é possível concluir que ambas as áreas são importantíssimas e se complementam, pois são responsáveis por prevenir acidentes e melhorar os ambientes laborais, assegurando condições de trabalho seguras aos empregados para o bem da vida e da qualidade de vida. Saiba mais sobre este assunto no artigo “Saiba por que a Segurança do Trabalho pode aumentar a produtividade“

 

 

 


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