terça-feira, 2 de agosto de 2022

 



 

 

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO OCUPACIONAL PARA SUA EMPRESA


 



 

A gestão ocupacional é uma especialidade que estuda o impacto que o ambiente de trabalho causa na saúde dos funcionários. Apesar de sua importância para todas as empresas, muitas vezes ela acaba sendo ignorada e mal interpretada, impedindo que a corporação desfrute dos seus benefícios. 

Entre os resultados da implementação dessa cultura, é possível listar a redução do índice de absenteísmo e dos custos, principalmente em função da redução das chances de doenças ocupacionais entre os funcionários.

Se você quer proporcionar qualidade de vida e aumentar a produtividade das equipes, neste artigo vamos explicar tudo sobre a gestão ocupacional. Continue acompanhando e tire as suas dúvidas!

 

O que é a gestão ocupacional, de fato?

 

A gestão ocupacional anda de mãos dadas com a Medicina do Trabalho para identificar de quais formas o ambiente ocupacional pode interferir na saúde dos trabalhadores.

Como pincelamos na introdução, os riscos que ocasionam doenças só aumentam o número de absenteísmo e acidentes, gerando custos adicionais para as organizações. Por isso, a gestão ocupacional luta para mapear e combater qualquer tipo de situação que represente perigo para as pessoas, nesse sentido. 

A identificação dos riscos ambientais depende do desenvolvimento de mecanismos que se tornam possíveis a partir do momento que a empresa passa a considerar os seguintes níveis gerenciais: global, geral e estratégico.

A partir de então, é possível não só analisar as potenciais ameaças à saúde, minimizando seus efeitos econômicos. Para que você entenda melhor como esse conceito funciona na prática, vamos falar um pouco sobre a atuação do gestor dessa área.

 

Qual é o papel do gestor ocupacional?

 

Sim, existem profissionais com a função de analisar as necessidades da empresa e de seus colaboradores, buscando um planejamento alinhado com as expectativas reais do negócio.

Esse gestor costuma atuar ao lado dos profissionais de Recursos Humanos, mas dependendo do tamanho e estratégias do empreendimento, pode ser que você mesmo fique responsável por isso.

Um gestor ocupacional trabalha para desenhar um eficiente plano de ação, considerando não apenas os riscos da empresa, mas também os índices de afastamento, processos trabalhistas, entre outros.

 

As medidas a serem tomadas mudam conforme o segmento e porte da instituição. De todo modo, é importante lembrar que os principais focos dessa investida são:

 

Ø Eliminar as causas de acidentes;

Ø Reduzir os valores de recolhimento;

Ø Corrigir as irregularidades;

Ø Oferecer qualidade de vida aos funcionários.

 

Quais são as razões para investir na gestão ocupacional?

 

Agora que você está mais por dentro do conceito que rege essa vertente profissional, vamos abordar com mais detalhes os motivos pelos quais sua empresa deve levar esse assunto a sério. Vamos lá?

 

Ambiente de trabalho

 

Se o seu papel é desenvolver ações que gerem mais interação e incentive as relações interpessoais, o ambiente de trabalho deve ser sempre analisado com cuidado. Quanto mais seguro e saudável ele for, mais satisfeitos e leves os colaboradores ficarão.

 

Produtividade

 

Uma pessoa consciente de que corre riscos ocupacionais ao desempenhar suas funções na empresa tende a se preocupar ainda mais com sua segurança, podendo ter a performance comprometida.

Lembre-se sempre que a produtividade está ligada ao nível de proteção do funcionário diante de atividades arriscadas.

 

Credibilidade

 

Investir na saúde e segurança do trabalho é sinônimo de preocupação com o bem-estar dos profissionais. Demonstrar esse cuidado aumentará, sem dúvidas, a credibilidade da organização, apresentando um forte indicador de responsabilidade social. 

 

Redução de gastos

 

Como já citamos, a redução de gastos é uma vantagem consequente de quem decide investir na gestão ocupacional. Isso acontece porque conforme a empresa prioriza a segurança e a saúde do trabalhador, ela acaba diminuindo os gastos com afastamentos, materiais e ações judiciais.

 

Como aprimorar essa gestão em minha empresa?

 

Agora que você já sabe o que está em jogo, deve estar se perguntando como fazer para implementar ou melhorar essa área em sua empresa, partindo do RH. De antemão, já dizemos que é possível conquistar os resultados apresentados com investimentos práticos e acessíveis.

Você vai precisar de um planejamento detalhado e, se possível, de um profissional específico dessa gestão ou um médico do trabalho. Com as práticas listadas abaixo, ampliar o foco da sua empresa nesse assunto será mais fácil.

 

Avalie as necessidades gerais

 

Seu primeiro passo será identificar as necessidades da empresa, listando os quais são os principais gargalos que impedem a totalidade dos processos.

Essa pesquisa é fundamental para um bom início, facilitando as tomadas de decisões. Invista tempo na análise do perfil das equipes, planejando sessões de treinamento e incentivando as mudanças com uma comunicação sem ruídos.

Reúna também todos os profissionais com capacidade para liderar o assunto e ajudar no planejamento de estratégias. Ao final do processo, todos os funcionários deverão se sentir inseridos na nova dinâmica de trabalho. Portanto, é importante saber como fazer uma boa motivação da segurança do trabalho.

 

Levantar os principais indicadores da empresa é um passo de extrema importância na hora de determinar a prioridade das ações e metas. Alguns exemplos, entre os mais comuns, estão:

 

Ø Principais causas de afastamento;

Ø Treinamento sobre riscos ambientais;

Ø Percentual e tipo de acidentes de trabalho;

Ø Análise de pureza da água;

Ø Nível de satisfação com o ambiente de trabalho.

 

O agrupamento dos indicadores de acordo com setores e urgência de implantação é uma medida que ajuda no fluxo de importância das tarefas.

A partir dos dados medidos, você poderá estipular metas operacionais e gerenciais visando resolver os problemas. Nesse sentido, contar com a ajuda de um software com módulos específicos de gestão ocupacional é a melhor opção para otimizar o seu trabalho.

 

Implementar um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional - SGSSO

 

Por último e não menos importante, a implementação de um SGSSO pode representar a mudança que você espera para a sua organização. Baseado em normas padronizadas internacionalmente, esse sistema tem o objetivo atender as exigências da legislação por meio de uma política de gestão de riscos.

Um Sistema de Gestão voltado para essa área junta todos os seus esforços para controlar todos os problemas quanto a atividade laboral, padronizando os processos administrativos de saúde dos trabalhadores e reorganizando a empresa. Vale a pena investir!

 

 




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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

 


 

 

ENTENDA 6 PRÁTICAS PARA REDUZIR O ABSENTEÍSMO NA SUA EMPRESA

 



 

Sabe aquele funcionário que falta em excesso, e que, quando finalmente aparece, está atrasado? Não é muito difícil de se encontrar esse perfil de colaborador entre as empresas, configurando o absenteísmo. Entretanto, você já parou para pensar no quanto isso impacta nos resultados da organização?

Como bem sabemos, já é de se esperar que os funcionários percam um ou outro dia de trabalho durante o ano. Situações como problemas pessoais ou questões sistêmicas, fora do controle do colaborador, podem fazer com que ele não compareça.

Nada disso é um problema, até que o não comparecimento se torne excessivo. Nesse caso, o gestor responsável pelo cuidado com as pessoas deve entrar em ação para minimizar os impactos negativos sobre ambos os lados.

Se você tem dúvidas sobre como agir em prol desse objetivo, continue lendo este artigo e conheça 6 dicas infalíveis!

 

O que é o absenteísmo no trabalho?

 

A ausência do trabalhador ao seu posto de trabalho é caracterizada como absenteísmo. Os motivos podem estar ligados tanto às faltas como decorrência de saídas antecipadas ou atrasos.

O absenteísmo é um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas em geral e merece atenção especial, já que pode prejudicar a empresa em diversos âmbitos.

 

Como o absenteísmo afeta a empresa?

 

Não é preciso administrar a gestão de recursos humanos para saber que as pessoas são um dos recursos mais caros e relevantes de uma empresa, seja qual for a área de atuação.

Os colaboradores são incumbidos por desenvolver e aprimorar os processos das empresas, desde os mais simples aos mais complexos. Por isso, em empresas que dependem da presença física dos funcionários, o absenteísmo pode contribuir para que os objetivos do empreendimento não sejam cumpridos.

As ausências e atrasos comprometem o fluxo de trabalho, prejudicando os resultados finais, desestabilizando as equipes e, até mesmo, atrasando as entregas e prazos.

Sem contar com o prejuízo financeiro, já que a empresa terá que gastar os custos de um empregado no presente, sem receber a devida contraprestação. Obrigações como a remuneração, questões tributárias e FGTS serão um investimento sem retorno.

 

Como reduzir o absenteísmo de uma vez por todas?

 

1. Invista no bom clima organizacional

 

Querer que os funcionários sejam produtivos é um desejo bem complicado quando o clima da empresa não é nada saudável para os colaboradores. Se o seu foco é reter talentos e reduzir o absenteísmo, sem um ambiente favorável você estará diante de uma tarefa impossível.

A gestão de pessoas é muito importante para que os funcionários se sintam bem onde trabalham, livres das dificuldades de relacionamento. Muitos deles passam a faltar frequentemente somente para escapar dos conflitos em um ambiente desagradável.

Busque facilitar o clima organizacional criando uma atmosfera que motiva as equipes em busca dos melhores resultados. 

 

2. Conheça os porquês

 

Em continuidade com a primeira dica, você precisa descobrir quais são os reais motivos que causam as ausências frequentes.

Toda análise em busca dos motivos claros é importante, considerando as melhores práticas de gestão. Por isso, você pode investir em focar na compreensão do quadro geral, criando um verdadeiro plano de ação contra o absenteísmo.

Comece apurando números e outras informações quanto ao número de funcionários, produtividade por equipe e distribuição por setor. Nesse estudo, você deve estar atento à existência de um padrão nas causas das ausências.

Por sua vez, as ações corretivas deverão seguir um plano com metas claras, assim como estratégias de combate ao índice. Não deixe para trás nem mesmo os problemas mais simples.

 

3. Estimule a prática de exercícios laborais

 

O estresse, a irritabilidade e a desmotivação podem ser causados pela falta de exercícios. Acredite, esse quesito pode ser um grande influenciador dos números de absenteísmo.

A melhor forma de encarar esse desafio é oferecendo exercícios laborais uma vez por semana aos funcionários. Não se trata de imergi-los em uma rotina radical de atividades físicas, mas se livrar do peso estressante e evitar problemas como bursite e tendinite.

 

4. Estimule a alimentação saudável

 

Muitos profissionais de Recursos Humanos ignoram a importância da alimentação, como se esse não fosse um assunto de extrema importância para a produtividade. Não se trabalha com pessoas da mesma forma que com computadores.

É preciso entender que os seus funcionários são movidos por uma energia diretamente ligada a boa alimentação. Portanto, por que não investir nesse aspecto?

A alimentação desregrada causa problemas de saúde que, em algum momento, vão afastar o profissional do ambiente de trabalho. É somente uma questão de tempo.

Sendo assim, para as empresas que trabalham com refeição local, que tal investir em um cardápio mais amplo, com opções saudáveis? Quem não oferece refeitório pode apostar em outras ações, como palestras e vídeos que estimulem os colaboradores a entenderem a importância da dieta balanceada.

 

5. Crie políticas para reconhecer os profissionais

 

Jamais poderíamos deixar de falar sobre a falta de reconhecimento, pois esse é mais um dos grandes causadores da pouca motivação. Funcionários desmotivados produzem menos e com qualidade reduzida, abrindo caminho para o absenteísmo.

Um bom gestor é aquele que sabe reconhecer as pessoas quando elas conquistam algo, independentemente do tamanho da realização. Quando esse retorno não chega, a resposta que se recebe não será nada positiva e poderá se refletir na ausência cada vez mais alarmante do funcionário.

Por isso, descubra como deixar sua equipe motivada. Crie uma política de reconhecimento alinhada com a visão da empresa e o valor que cada colaborador tem. Acredite, seus impulsos nesse sentido valerão a pena.

 

6. Acredite no poder do feedback

 

Por fim, a constância do feedback é um ponto que merece destaque nesse caso. Afinal de contas, não existe melhor maneira para mensurar o desenvolvimento individual e agir em cima dos pontos negativos.

É o retorno constante da parte dos funcionários que vai mostrar para o colaborador o quanto a empresa se importa em ouvi-lo para melhorar. Por isso, não deixe essa prática de lado. Seja um bom ouvinte.

Uma boa ideia nesse sentido é a aplicação de pesquisas de clima. Por meio delas, você poderá saber quais são os maiores gargalos no setor pessoal, pela visão dos próprios colaboradores.

Esperamos que você tenha compreendido não só a importância desse assunto como o cerne das dicas de combate a esse péssimo indicador. É a eficiência na gestão de pessoas que pode trazer uma transformação na cultura da sua organização, alavancado os resultados positivos.

Quer se tornar um especialista em questões relevantes desse mercado, como o absenteísmo nas empresas, entre outras?

 

 

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ENTENDA A SEGURANÇA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

 




A segurança do trabalho na construção civil é um assunto sério, que requer cuidados e providências. Quando se trata de um dos segmentos com maiores índices de acidente de trabalho no país, como veremos adiante, a atenção deve ser multiplicada. E será que você está pronto para lidar com esse desafio?

A verdade é que muitos problemas relacionados a tal questão resultam da negligência de gestores e líderes. Muitas vezes, eles preferem apostar em economias irresponsáveis, deixando de oferecer condições favoráveis e seguras aos colaboradores.

Vale lembrar que, além da situação física e estrutural das construções, os aspectos ambientais, humanos e psicológicos precisam ser considerados.

Para ajudar você a entender as peculiaridades da segurança do trabalho na construção civil, preparamos este artigo. Continue a leitura e saiba o que há de mais importante no tema.

 

Por que a segurança do trabalho na construção civil merece tanta atenção?

 

A resposta para essa pergunta é simples: dentre as indústrias que mais apresentam perigos aos trabalhadores, há as de construção. Portanto, é imprescindível que todos os profissionais envolvidos no canteiro de obras tenham o máximo cuidado.

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS, o risco de uma pessoa se acidentar fatalmente nesse setor é maior do que o dobro da média de trabalhadores em geral.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário - Contricom mostra que, de fato, a falta de treinamento é um dos maiores gargalos responsáveis por elevar os riscos.

Como bem sabemos, existem muitos casos nos quais as organizações não disponibilizam os Equipamentos de Proteção Individual EPI’s necessários, ignorando os riscos da função.

Mas atividades realizadas em altura ou que exigem a manipulação de materiais perigosos e produtos químicos requerem cuidado redobrado e atenção às normas regulamentadoras. Atitudes preventivas podem reduzir as chances de acidentes e contribuir para melhores estatísticas.

 

Quais são os principais mecanismos de segurança na construção civil?

 

Já que essa indústria apresenta tantos riscos para quem trabalha nela, as normas e os documentos exigidos não são poucos. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desenvolve ações e campanhas para garantir que tanto empregador quanto empregado seguem à risca aquilo que é recomendado.

 Abaixo, vamos abordar os mecanismos de segurança mais importantes na construção civil.

 

Norma Regulamentadora (NR) 18

 

Dentre as normas de segurança do trabalho que legislam as atividades da construção civil, a NR 18 é a principal. Ela determina as diretrizes de planejamento, organização e administração dos canteiros de obras.

Independentemente das condições e dos processos, o objetivo dessa lei é possibilitar a implantação de táticas para o controle e a prevenção de riscos.


Sendo assim, a NR busca o cumprimento das seguintes metas:

 

Ø assegurar a saúde e a integridade física dos trabalhadores;

Ø estabelecer as responsabilidades e atribuições de quem gere as obras;

Ø definir medidas protetivas e preventivas, desviando os trabalhadores de ações e situações arriscadas;

Ø definir e operar mecanismos de prevenção durante os processos de execução de obras em canteiros;

Ø valorizar as técnicas de execução de cada tarefa, minimizando os riscos de doenças e acidentes.

 

Mas é claro que, além da NR 18, existem outras normas que favorecem as condições de segurança do trabalho em canteiros de obras,

 

O PGR substituiu o PCMAT?

 

Dentre as mudanças provocadas pela nova redação da NR 18 está que o PCMAT (O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho da indústria da construção) deu lugar ao PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR).

 

Do ponto de vista normativo essa mudança já aconteceu já que as obras novas já elaboram o PGR em detrimento ao PCMAT! Na prática haverá uma transição de um para outro.

 

A nova NR 18 informou também como será feita a transição de PCMAT para PGR, veja abaixo.

 

18.17 Disposições transitórias

18.17.1 O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho da indústria da construção (PCMAT) existente antes da entrada em vigência desta Norma terá validade até o término da obra a que se refere.

A nova NR 18 entrou em vigor em 03 de janeiro de 2022.

 

 

Dentre os principais pontos que integram o programa, estão:

 

Ø apresentação das condições e do meio ambiente de trabalho nas operações e atividades;

Ø especificação técnica de todos os instrumentos de proteção coletiva e individual;

Ø projeto de concretização das proteções coletivas, de acordo com cada etapa de execução da obra.

 

Programa de Riscos Ambientais - PGR

 

O PGR é outro mecanismo utilizado para a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. Ele funciona por meio do reconhecimento, da avaliação e do controle da ocorrência de riscos ambientais.

 

Com foco total na proteção do meio ambiente e dos recursos naturais, o PGR é obrigatório até mesmo em pequenas empresas.

 

Dentre os principais destaques desse programa, podemos citar:

 

Ø antecipação e reconhecimento de situações arriscadas;

Ø priorização de atividades segundo metas de avaliação e controle;

Ø avaliação dos riscos;

Ø análise da exposição dos trabalhadores;

Ø implantação de medidas para controle, incluindo o monitoramento da eficácia de cada uma;

Ø acompanhamento da exposição aos riscos;

Ø cadastro e divulgação das informações relevantes.

 

Vale lembrar que o PGR deve ser elaborado por pessoas habilitadas para desenvolver o disposto na NR 9.

 

Quais são as outras iniciativas relevantes para a segurança no setor?

 

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO

 

O PCMSO é uma iniciativa do MTE que obriga as companhias a realizarem consultas e exames médicos periódicos em momentos como admissão, realocação profissional e demissão. O objetivo é controlar casos que ameacem a saúde dos trabalhadores, detectando possíveis riscos.

 

Diálogo Diário de Segurança - DDS

 

Como o próprio nome já indica, trata-se de incentivar a conversa e a conscientização dos funcionários quanto à saúde e à proteção ambiental. Geralmente realizado 10 minutos antes do início da jornada de trabalho, o DDS é aproveitado para a exposição de instruções com foco na prevenção de acidentes.

 

Permissão de Trabalho - PT

 

A Permissão de Trabalho é um tipo de alvará que permite a realização de trabalhos em ambientes de risco. Com um tempo determinado, a PT garante a entrada de colaboradores capacitados em espaços onde as possibilidades de acidentes são mais altas do que o normal.

 

Esperamos que você tenha percebido que o ato de se prevenir traz benefícios para todos os lados envolvidos. Quanto mais conhecimento você tiver, mais fácil será lidar com tais questões na prática, conduzindo-as de maneira a transmitir sua autoridade sobre o tema.

 


 


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sábado, 30 de julho de 2022

 




 

 

 

FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO:

COMO SE PREPARAR PARA ELA?

 




 

Para assegurar que as empresas cumpram as normas que determinam os direitos dos funcionários, a fiscalização do trabalho é uma etapa a qual toda empresa está passível de ter que enfrentar.

Nada pode ser pior do que ser surpreendido pela presença de um agente fiscal e se ver completamente despreparado para atender as exigências do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No entanto, essa realidade é vivenciada por muitos gestores, já que o momento de verificação não possui um aviso prévio ou qualquer indicação de quando poderá acontecer.

Se você quer estar preparado para passar por esse momento mostrando regularidade com as normas vigentes e evitar multas do MTE, continue lendo este artigo. Conheça nossas dicas para estar sempre à disposição da fiscalização do trabalho.

 

Organize uma auditoria interna

 

Quando uma organização entra na mira do auditor fiscal, todos os pontos vulneráveis da empresa tendem a aparecer, principalmente, se houverem falhas de segurança expostas.

Quem não quer ser surpreendido precisa se antecipar e investir na própria auditoria. Essa verificação deve levar em conta a atualização da documentação e registros, assim como o pagamento dos impostos.

Confiar na própria memória para listar as irregularidades não é um meio confiável. Por isso, faça um levantamento completo, mapeando todos os quesitos que podem ser questionados pelo auditor autorizado.

Horas extras, adicionais, contratos de trabalho, documentos rescisórios e extratos previdenciários são exemplos de documentos que precisam estar em dia.

Além disso, dedique atenção específica para segurança do trabalho. Nesse caso, a organização documentária requer cuidados específicos. Vamos falar sobre isso um pouco mais adiante.

 

Mantenha a documentação sempre pronta (principalmente quanto à Segurança do Trabalho)

 

Depois que a auditoria é realizada, é importante ter um sistema que possibilite a organização da documentação de forma a facilitar a recuperação de qualquer informação necessária.

Faça questão de manter os registros digitalizados, mantendo-os em um servidor virtual, pois esse processo torna a apresentação de dados mais prática, sem contar com o resgate simplificado.

Documentos físicos costumam dar maior problema. Portanto, ordene os arquivos por ano, mês e tipo. Contratos de trabalho devem ser mantidos sempre à mão e devidamente assinados por cada colaborador. Além disso, espelhos de ponto também precisam de assinaturas comprovando as horas de trabalho.

 

Documentação para a segurança do trabalho

 

Como falamos, as questões de segurança precisam ser avaliadas com extremo cuidado. Afinal de contas, todos os documentos nessa área serão exigidos de acordo com os riscos das atividades realizadas na empresa.

Para a fiscalização, a gama de documentos pode ser muito grande, incluindo as devidas normas regulamentadoras. Tudo vai depender da área de atuação da organização. Preparamos uma lista com os principais registros que você precisará manter, lembrando que cada um varia conforme o segmento da instituição.

 

Ø Cópia do cartão de CNPJ da empresa;

Ø CNAE;

Ø Relação de cargos e descrição de suas funções;

Ø Acordo ou convenção coletiva;

Ø Ordem de serviço;

Ø Livro de inspeção do MTE;

Ø Alvará de funcionamento;

Ø Laudo técnico das instalações elétricas;

Ø Documentação da Brigada de Incêndio;

Ø Inspeções dos vasos de pressão;

Ø Certificados ambientais;

Ø Programa de Conservação Auditiva (PCA);

Ø Documentação dos Equipamentos de Proteção Individual -EPI;

Ø Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil (PCMAT);

Ø Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR);

Ø Programa de Proteção Respiratória (PPR);

Ø Análise Preliminar de Risco (APR);

Ø Permissão de Trabalho (PT);

Ø Laudo de insalubridade;

Ø Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);

Ø Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT);

Ø Atestado de Saúde Ocupacional (ASO);

Ø Documentação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes);

Ø Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT);

Ø Documentação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT);

Ø Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);

Ø Inventário de máquinas e equipamentos;

Ø Análise Ergonômica do Trabalho (AET).

 

Dê atenção especial para o Livro de Inspeção do Trabalho

 

O livro de inspeção é o documento em que o auditor fiscal do trabalho faz todas as anotações, desde a primeira visita à empresa até as últimas. Para que a inspeção e fiscalização da situação da organização sejam completas, é preciso que tanto as matrizes quanto as filiais tenham o documento.

Todas as vezes em que o agente visita a instituição, as anotações quanto às irregularidades encontradas são anotadas nesse livro. Para além disso, os registros de visita são detalhados, incluindo os prazos para a regularização de itens fora de conformidade.

Dessa maneira, o caderno de inspeções serve como uma ferramenta auxiliadora para a regularização e manutenção da segurança no ambiente de trabalho. Vale lembrar que a falta do livro configura infrações dos arts. 628 e 630 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. A multa destinada para esse caso pode variar entre R$ 201,27 e R$ 2.012,66.

As microempresas e empresas de pequeno porte não têm a obrigação de manter o Livro de Inspeção do Trabalho. Já todo o restante que precisa pode encontrá-lo com facilidade em papelarias.

 

Saiba como se comportar durante a visita

 

Depois que o auditor fiscal do MTE chega na sua porta, não há como fugir. Fazê-lo esperar pode refletir de forma negativa. Por isso, seja gentil e ofereça um lugar com a comodidade necessária para a análise da documentação.

Lembre-se que esse profissional não tem o objetivo de prejudicar você ou a empresa. O trabalho dele está em garantir que a lei seja cumprida. Assim, ele tem autoridade para distribuir multas, advertências, além de poder embargar obras e interditar total ou parcialmente uma máquina, departamento ou a própria empresa.

Responda a todas as perguntas que se referirem ao trabalho e somente ao trabalho dos colaboradores. Caso o fiscal questione questões que estão fora de sua alçada, você não é obrigado a responder.

Não tente ocultar informações e aceite as notificações de irregularidade, providenciando o que for requerido depois. As organizações que agem de boa fé e conseguem se regularizar no prazo determinado recebem abatimento no valor da multa.

Uma boa dica para esse momento é tentar não falar demais para não acabar entregando uma fragilidade da organização que não entraria sequer em questão. Sem deixar de responder as perguntas com verdade, responda somente aquilo que for perguntado.

Quanto à permissão de entrada, vale dizer que caso o auditor seja barrado, ele poderá até mesmo pedir reforço policial para assegurar a entrada. Portanto, se esconder ou adiar a visita não adiantará de nada.

Sua empresa já recebeu a visita de um auditor do MTE para realizar a fiscalização do trabalho? Então deixe um comentário contando como foi a sua experiência. Queremos ouvir você!

 

 




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