sábado, 30 de julho de 2022




 

KIT DE PRIMEIROS SOCORROS PARA EMPRESA: 

SAIBA O QUE DEVE CONTER

 

 


 

Dentro do cenário empresarial os bons resultados de um negócio estão diretamente ligados a motivação dos seus colaboradores. Entretanto, o fato de que apenas uma boa remuneração não é o suficiente para manter os seus funcionários engajados é, muitas vezes, negligenciado ou desconhecido. Ademais, um ambiente harmônico, que garanta o bem-estar e a saúde dos indivíduos ali presentes, representa um passo muito importante em direção ao sucesso. 

 

Nesse contexto, entra em cena o Kit’s Primeiros Socorros para empresa — artigo essencial para preservar, de forma ágil, a integridade física de um profissional, ajudando a reduzir os efeitos de quaisquer acidentes que eles sofram durante a jornada de trabalho.

 

Por esse motivo, elaboramos um post abordando quais são os materiais indispensáveis a fim de se montar um kit eficiente para o seu empreendimento. Se interessou? Então, prossiga com a leitura e confira!

 

O que é o ‘’Kit de Primeiros Socorros’’ e qual a sua finalidade em uma empresa?

 

A caixa de primeiros socorros é um item cujo objetivo consiste em proporcionar cuidados imediatos a alguém ferido ou doente no ambiente corporativo. Ela assegura um atendimento básico e emergencial até que o profissional competente tome o controle da situação.

 

É importante salientar que, independentemente do tamanho do empreendimento, todos eles têm a obrigação de manter em suas instalações os materiais necessários à prestação dos primeiros atendimentos aos seus funcionários — é o que diz a NR-7.5.1, do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

O que deve conter na maleta?

 

De uma maneira geral, torna-se indispensável que a maleta de primeiros socorros seja composta pelos seguintes objetos:

 

Instrumentos

 

A elaboração de um Kit Primeiros Socorros para empresa deve oferecer alguns instrumentos básicos, que podem ser muito úteis aos mais variados tipos de incidentes, são eles:

 

ü tesoura;

ü termômetro;

ü luvas cirúrgicas;

ü máscara de proteção facial;

ü pinça;

ü óculos de proteção;

ü colar cervical.

 

Material para curativo

 

Outro aspecto importante envolvendo a montagem do kit, é analisar aquilo que, na maioria das vezes, serve para atender a necessidade de fazer curativos.

 

Logo, nesse conjunto de ferramentas devem estar presentes os seguintes insumos:

 

Ø gaze esterilizada;

Ø esparadrapo;

Ø algodão hidrófilo;

Ø antisséptico;

Ø água oxigenada de 10 volumes;

Ø água boricada;

Ø álcool de 70%;

Ø ataduras de crepe;

Ø band-aid;

Ø solução de iodo.

 

Medicamentos

 

Quando se trata de acidentes ocorridos no local de trabalho, os medicamentos podem ser necessários para ajudar na recuperação — o que leva muitos indivíduos a pensar que, ao menos alguns remédios deveriam compor a lista de itens indispensáveis a montagem de um kit primeiros socorros.

 

Contudo, de acordo com determinações legais, prescrever medicamentos é um ato exclusivo dos médicos ou enfermeiros do trabalho, e o seu desrespeito pode ensejar penas de responsabilização civil e criminal.

 

Assim, em obediência às normas estabelecidas no Decreto nº 20.931 de 1932, recomenda-se que não haja na caixa de primeiros socorros nenhum medicamento além daqueles expressamente autorizadas pelos profissionais competentes.

 

Qual a maneira correta de disponibilizá-lo?

 

Um Kit’s Primeiros Socorros para empresa é uma ferramenta que será utilizada em momentos de urgência, na tentativa de conter um ferimento inesperado. E por essa razão, precisa estar em um local estratégico, de fácil acesso ao profissional responsável.

 

Isso não significa que o lugar mais apropriado seja, simplesmente, aquele que pode ser avistado por todos — acima de tudo ela deve ser disponibilizada de forma que facilite a sua supervisão e usado por aqueles que foram treinados especificamente para este fim.

 

Lembrando que, entre as principais tarefas de quem controla os itens de Primeiro Socorros, a manutenção dos kit’s e mantê-los sempre abastecidos, ou seja, repor o que foi usado o mais rápido possível, consiste em uma atitude indispensável.

 

Quem pode manusear o Kit ‘s Primeiros Socorros para empresa?

 

Por mais que a empresa adote procedimentos para evitar a ocorrência de acidentes no ambiente de trabalho, nunca é 100% possível proteger os funcionários de todos os tipos de ameaças.

 

Nesse sentido, além das práticas de prevenção, é preciso que alguns funcionários em específico estejam sempre preparados para agir diante dos eventuais problemas que surgirem. Ou seja, capacitar um grupo menor de pessoas, a fim de que saibam os procedimentos corretos para um atendimento de Primeiro Socorros eficaz.

 

Isso não quer dizer que a empresa não precise desenvolver campanhas para educar todos os outros funcionários. Ao contrário disso, quanto mais inteirados do assunto eles estiverem, maiores serão as chances de garantir a saúde física e mental desses colaboradores, bem como impulsionar a harmonia do ambiente de trabalho.

 

A escolha de alguns indivíduos para um treinamento mais específico ocorre apenas pelo fato de que é preciso apontar responsáveis para zelar pelos primeiros socorros da coletividade.

 

Existe algum prazo de validade?

 

Tão importante quanto possuir uma maleta com itens de segurança, inspecionar todos os elementos pelos quais ela é composta frequentemente também se faz necessário. Isso porque além de repor o estoque, a maioria dos artigos possuem prazo de validade, perdendo a sua serventia caso ultrapassado esse tempo.

 

Logo, checar esses detalhes, ou seja, analisar os rótulos que ainda têm serventia ou precisam ser substituídos, é uma atitude sempre bem-vinda e que precisa ser realizada ao menos uma vez ao ano.

 

Quais as particularidades ao montá-lo?

 

Conforme estabelece a NR7, os Kit’s de Primeiro Socorros devem ser montados de acordo com os riscos inerentes à atividade desenvolvida, considerando as situações de perigo em que cada setor de uma mesma empresa está exposto.

 

Além de atender às regulamentações legais, investir no kit primeiros socorros para empresa é uma forma de promover o bem-estar e a segurança dos seus funcionários. Trata-se de elementos que refletem na vida pessoal e eleva os níveis de satisfação e produtividade sinônimo de lucro para o empreendimento.

 

Dessa forma, vale a pena conhecer bem os perigos que envolvem sua atividade, para então montar kits aptos a prestar a melhor assistência ao seu colaborador.

 

 




 

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sexta-feira, 29 de julho de 2022

 



 

 

COMO MANTER SUA EQUIPE MOTIVADA NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES?

 

 


 

Garantir a prevenção de acidentes é essencial para o negócio. Além de evitar indenizações e problemas com a fiscalização, é um jeito de melhorar a produtividade e obter o engajamento dos colaboradores. Para que isso seja viável, é fundamental entender como manter sua equipe motivada sobre a segurança.

Somente com uma atuação consistente é possível obter o maior nível de proteção. Afinal, os colaboradores são grandes responsáveis pelos resultados positivos.

Para saber como manter sua equipe motivada, veja algumas dicas para colocar em prática e obtenha ótimos resultados!

 

Faça treinamentos sobre segurança do trabalho

 

O aumento de capacitação é um dos principais motivadores e isso serve para todas as áreas. Da mesma forma que um time comercial ficará motivado ao passar por um treinamento em vendas, a equipe se engajará com a segurança ao ser treinada.

É indispensável realizar treinamentos frequentes, robustos e esclarecedores sobre o tema. Apresente quais são as regras que devem ser seguidas, como no trabalho em altura ou sobre questões de ergonomia. Demonstre que, acima de tudo, evitar ou diminuir os riscos do ambiente laboral é relevante para o bem-estar e a saúde de todos os envolvidos.

Para não errar, tenha o apoio de uma empresa especializada e experiente no tema. Com treinamentos in company e até simulações, todos se sentirão preparados para evitar e encarar emergências. O conhecimento é empoderador e, como consequência, aumentará a motivação.

 

Invista na sinalização das áreas de risco

 

Outra dica sobre como manter sua equipe motivada inclui cuidar da sinalização do ambiente de trabalho. Dar atenção a esse aspecto demonstra, em primeiro lugar, que o empreendimento coloca em prática o que prega. Se as áreas não forem sinalizadas, por outro lado, a empresa pode transparecer a imagem de que não se importa com a segurança de seus funcionários.

Então, o ideal é sinalizar todos os ambientes com risco em potencial. Especifique áreas que exigem cuidado com o calor ou com máquinas, assim como ambientes com materiais sensíveis, como os inflamáveis. É válido, até mesmo, ter sinalizações para quando o chão estiver molhado ou escorregadio.

Ainda que a sua empresa não tenha a obrigação de oferecer tais elementos, ter esse cuidado transmite a mensagem certa. Para que tudo saia conforme o esperado, faça uma análise dos riscos do ambiente e utilize a sinalização adequada para cada espaço.

 

Ofereça as ferramentas certas

 

Não adianta criar treinamentos de segurança de qualidade se os colaboradores não tiverem como colocá-los em prática, certo? Portanto, é essencial dispor de todos os recursos necessários se quiser obter sucesso no momento de manter sua equipe motivada.

Isso significa, por exemplo, oferecer equipamentos de proteção individual - EPI e coletiva - EPC de acordo com os riscos levantados. Eles devem ser em quantidade suficiente, conforme manda a lei, e de qualidade. Somente desse modo as pessoas terão a chance de colocar em prática aquilo que aprenderam.

Cuide para que os funcionários sempre tenham e usem o capacete adequado, assim como luvas e óculos de proteção, se for o caso. Também tenha a certeza de que cintos de segurança, andaimes e até extintores de incêndio funcionam como deveriam. Do contrário, as pessoas podem ficar desmotivadas em cumprir os aspectos fundamentais de prevenção.

 

Implemente uma política de feedbacks dos colaboradores

 

Por mais que a sua empresa invista em reconhecer, eliminar e mitigar os riscos, são os funcionários que vivem o cotidiano do negócio. Por meio de suas experiências, eles são capazes de identificar riscos que nem sempre são considerados óbvios. Também formam uma grande rede de apoio para verificar situações inesperadas, como uma lâmpada queimada, um fio solto ou outra condição insegura.

Contudo, essa característica não será aproveitada se a gestão não estiver disposta a ouvir o que os colaboradores têm a dizer. Sem um canal de comunicação aberto e transparente, é quase impossível obter sucesso e manter sua equipe motivada.

Para reverter o quadro, implemente uma política voltada para receber e avaliar os feedbacks dos funcionários. Permita que os colaboradores digam quais são os problemas de segurança ainda não resolvidos ou que deem sugestões sobre como otimizar a tarefa.

É importante não apenas ouvir o que eles têm a dizer, mas verificar o que é relevante e o que pode ser executado. Ao fazer isso, as pessoas são ouvidas e se sentem parte do negócio, o que aumenta a motivação.

 

Monte e tenha uma boa relação com a CIPA

 

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA é um grupo voltado para garantir bons aspectos de segurança no trabalho. É determinada pela NR 5 e deve fazer parte de todos os empreendimentos com mais de 20 colaboradores. Sua composição inclui pessoas indicadas pela direção e, principalmente, funcionários eleitos e dispostos a exercer a função.

Criar a CIPA e ter com ela uma boa relação é determinante para ter êxito no seu negócio. Afinal, essa comissão é a expressão máxima da participação dos colaboradores na identificação e na eliminação de riscos.

Para que não restem dúvidas, elabore um processo transparente para a eleição dos membros da comissão, de modo que todos os interessados possam concorrer. Depois que o grupo for formado, garanta que a CIPA tenha autonomia para agir de maneira preventiva e como um apoio em casos de acidentes.

 

Promova congressos e eventos sobre o assunto

 

A segurança no trabalho não é um tema estático, já que as necessidades mudam com o tempo. Além disso, sempre há o que otimizar e é importante não se acomodar com os efeitos já obtidos. Afinal, quanto mais intensa for a atuação, maior será a proteção para todos os envolvidos.

Uma das formas de garantir tal resultado é por meio da realização de congressos, workshops e eventos gerais sobre o tema. Peça para que colaboradores interessados montem apresentações sobre novos métodos de prevenção ou sobre a relevância de dar atenção a esse assunto, por exemplo.

Também é essencial não se esquecer da Semana Interna de Prevenção ao Acidente de Trabalho - SIPAT. Realizada uma vez por ano, ela deve ser voltada para atualizar os conhecimentos sobre o tema, gerar debates e inspirar as pessoas a cuidar da segurança no trabalho.

Ao realizar essas ações, será mais fácil entender como manter sua equipe motivada em relação à segurança. Assim, a proteção contra acidentes será reforçada e a empresa poderá aproveitar os efeitos positivos.

 

 

 

 

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MULTA SERT:

POR QUE VOCÊ PRECISA CUIDAR DA SEGURANÇA DO TRABALHO?

 

 


 

Empresas que negligenciam a segurança do trabalho podem estar sujeitas a uma multa aplicada pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), ocorre quando houver qualquer descumprimento em relação às normas e leis que envolvem a segurança dos colaboradores de uma companhia.

 

Você sabe o que diz uma multa SERT? Sabe o que é uma NR? Sabe a importância delas para evitar que o negócio ofereça a segurança ideal para os funcionários? Continue acompanhando o post para saber mais detalhes sobre o assunto!

 

O que são as NR’s?

 

NR é a sigla para Normas Regulamentadoras, que foram criadas pelo Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT) com o objetivo de preservar a saúde e integridade dos trabalhadores, implantar mecanismos para a prevenção de acidentes no trabalho, incentivar a adoção de uma política de segurança do trabalho, bem como regulamentar uma legislação que atenda a isso.

 

Hoje existem 37 NR’s vigentes no país sobre diversos temas, mas a ideia é que elas atendam às diversas atuações empresariais, desde riscos ambientais até problemas na indústria relacionada à segurança e más condições oferecidas aos funcionários.

 

Como as NR’s visam garantir a integridade física, a saúde e a segurança do trabalho, suas definições passam por requisitos tanto legais quanto técnicos sobre o mínimo de segurança que um ambiente de trabalho deverá ter.

 

Qual é a importância das NR’s para as empresas?

 

Já adiantamos que seguir as NR’s é fundamental para que a empresa evite qualquer multa SERT. Afinal, elas estão presentes no capítulo V da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e podem ser aplicadas tanto para a empresa quanto para o empregado.

 

Reforçamos que, para os negócios, as consequências do não cumprimento podem ser muito mais graves, levando a multas, processos judiciais e outras complicações mais graves. Apesar disso, há também alguns benefícios.

 

Dentre esses benefícios, podemos destacar:

 

·       Redução do risco de sofrer ações indenizatórias;

·       Possibilidade de eliminar a obrigatoriedade do pagamento das alíquotas adicionais ao SAT (Seguro de Acidente de Trabalho) caso o LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho) esteja em ordem;

·       Maior controle sobre os perigos e riscos que envolvem o seu ambiente de trabalho, evitando acidentes graves;

·       Redução de pagamentos adicionais que são indevidos, dependendo do parecer do laudo de periculosidade e insalubridade.

 

Além disso tudo, investir no cumprimento das NR’s ajuda a gerar mais credibilidade junto ao mercado, garantindo um trabalho bem mais organizado, com mais produtividade e menos acidentes.

 

É interessante também que a empresa incentive a formação da CIPA, que é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Basicamente, será um grupo de funcionários que possui o objetivo de prevenir os acidentes de trabalho.

 

Quais as consequências do descumprimento das NR’s?

 

Agora que você já sabe mais sobre a importância das NR’s, vamos alertá-lo sobre as consequências de não as cumprir. Fizemos uma lista dos riscos que a empresa sofrerá caso seja detectado esse descumprimento.

 

Responsabilidade Administrativa

 

A principal consequência são as multas SERT que podem ser aplicadas pelo Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho. Além disso, o estabelecimento será passível de embargo ou interdição.

 

Responsabilidade Trabalhista

 

Já no que diz respeito à responsabilidade trabalhista, a empresa precisará pagar adicionais de insalubridade e periculosidade, bem como a estabilidade provisória para os acidentados, além do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

 

Responsabilidade Criminal

 

Em muitos casos é possível que a empresa seja responsabilizada criminalmente, sendo acusada de infração penal, crime de perigo, lesão corporal ou homicídio. Tudo isso está coberto pelas NR’s, então é bom não ter descuidos nessa questão.

 

Outras responsabilidades

 

Há outras responsabilidades que também devem ser de conhecimento da empresa, tal como a Responsabilidade Previdenciária, que prevê a Ação Regressiva Acidentária; a Responsabilidade Civil, que obriga a empresa a arcar com despesas de tratamento médico; e a Responsabilidade Tributária, que aumenta a alíquota do SAT ou FAT.

 

Quais são as multas relacionadas à segurança do trabalho?

 

As multas relacionadas à segurança do trabalho estão previstas na NR 28, que diz respeito à fiscalização e penalidades que deverão ser aplicadas nas empresas que não estão de acordo com as leis da segurança do trabalho.

 

Para evitar a multa é preciso ter em mente que o empregador tem de cumprir algumas obrigações, entre elas, destacamos:

 

·       Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre a segurança no trabalho e medicina do trabalho;

·       Elaborar ordens de serviço sobre a segurança no trabalho e saúde no trabalho, deixando todos os funcionários cientes;

·       Informar os trabalhadores sobre os riscos de acidentes que podem ocorrer nos locais de trabalho;

·       Fazer um trabalho preventivo para limitar esses riscos;

·       Permitir a fiscalização de órgãos maiores.

 

Caso haja a fiscalização e seja detectada alguma infração, a empresa terá o prazo de 60 dias para regularizar a situação, sendo possível recorrer para a extensão. Porém, caso medidas não sejam tomadas, a multa será devidamente aplicada.

 

Saiba que o valor da multa aumenta conforme a gravidade da infração e o número de funcionários da empresa, haja vista que o risco aumenta conforme o número de colaboradores também cresce.

 

Quais são os cuidados necessários para que a empresa não leve uma multa SERT?

 

 

Saiba que para não ter de arcar com uma multa SERT é importante que a empresa, por meio do seu setor administrativo e de gestão de pessoas, trabalhe de forma preventiva. Entre as ações, listamos abaixo algumas que podem ser realizadas:

 

·       Atualização constante sobre a legislação trabalhista;

·       Capacitação profissional dos profissionais que atuam na área;

·       Revisão constante dos processos de trabalho;

·       Ações preventivas contra incêndio;

·       Capacitação e treinamentos sobre segurança do trabalho.

 

Deu para perceber que levar uma multa SERT é algo sério, não é mesmo? Afinal, há toda uma legislação por trás disso que deve ser respeitada em prol do bem-estar dos funcionários. Uma organização é feita de pessoas e elas precisam estar bem para cumprirem o seu papel!

Por isso, não deixe de cumprir as normas de segurança em sua empresa e respeite a legislação.

 

 

 

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quinta-feira, 28 de julho de 2022

 



 

 

EMERGÊNCIA QUÍMICA: 

SAIBA POR QUE É IMPORTANTE TREINAR SUA EQUIPE!

 

 


 

Pode soar clichê, mas a frase “prevenir é melhor do que remediar”, assim como em qualquer atividade que envolva riscos, é uma verdade quando se fala de emergência química. Sem dúvidas, é mais eficaz evitar o problema do que tentar contorná-lo, não é mesmo? Pois aqui está a importância de se fazerem treinamentos!

Para além da utilização de equipamentos de proteção coletiva, é preciso que funcionários de uma empresa que trabalham com produtos químicos perigosos saibam o que fazer em caso de acidentes. E não é só para essas ocasiões que eles devem estar preparados. Para que a prevenção se dê de forma efetiva, é necessário que eles aprendam também sobre o correto manejo daqueles.

Por isso, vamos explicar a você o que é uma emergência química, os cuidados que a empregadora deve ter, a importância do treinamento, como ele ocorre e por que investir nele. Essas informações serão muito úteis na preparação e na condução da atividade desses trabalhadores pelo RH, buscando um ambiente laboral seguro para todos. Continue a leitura e confira!

 

Mas, afinal, você sabe o que é uma emergência química?

 

Antes de saber isso, é fundamental que você entenda o conceito de produtos químicos perigosos. São assim denominadas todas aquelas substâncias, compostos ou agentes de origem química, radiológica, biológica ou nuclear que, por suas propriedades físico-químicas, oferecem risco à saúde humana, aos animais, ao meio ambiente ou às propriedades públicas ou privadas.

Esse risco pode ser provocado pelo produto em si e se deve à possibilidade de causar danos quando é liberado. Aquele também pode surgir da interação deste com outros fatores, quando fora de seu local de armazenamento correto ou em quantidades ou concentrações inadequadas.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as principais classes de riscos são:

 

·       Classe 1 — Explosivos;

·       Classe 2 — Gases, que podem ser inflamáveis, não-inflamáveis ou tóxicos;

·       Classe 3 — Líquidos inflamáveis;

·       Classe 4 — Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas a combustão espontânea e que, em contato com água, emitem gases inflamáveis;

·       Classe 5 — Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos;

·       Classe 6 — Substâncias tóxicas e Substâncias infectantes;

·       Classe 7 — Material radioativo;

·       Classe 8 — Substâncias corrosivas, e

·       Classe 9 — Substâncias e artigos perigosos diversos.

 

Portanto, nessa classificação, estão incluídos os combustíveis, os ácidos, os explosivos, os agrotóxicos etc. Eles podem oferecer perigo físico, se causarem lesões físicas nas pessoas; à saúde, se puderem prejudicar a sanidade de uma forma geral, ou ao meio ambiente, se houver possibilidade de danos ou destruição de um ecossistema que antes era equilibrado.

Assim, a ameaça ao bem-estar que eles oferecem a partir da ocorrência de um derramamento ou vazamento é o que se chama de emergência química. Esses acidentes ocorrem, principalmente, nos locais onde são produzidos, manuseados ou transportados, como, por exemplo, nas indústrias. E, o seu impacto vai depender de fatores como o estado físico dos componentes, a quantidade liberada, o contato dele com pessoas ou o meio ambiente, entre outros.

Então, a melhor forma de se saber quando está ocorrendo esse tipo de problema é, primeiramente, identificando o produto que entrou em contato com o ambiente externo. Isso porque as medidas a serem tomadas, bem como as ações atendimento a possíveis vítimas de um acidente devem ocorrer de acordo com as características físico-químicas dele.

Para isso, são eficientes as classificações da ONU, que, por meio de símbolos e números adotam um padrão para orientar o reconhecimento da substância. Equipamentos programados ou com odores característicos em gases e líquidos para reconhecer esse tipo de situação também podem ser muito úteis nesse sentido.

 

Quais cuidados toda empresa deve ter?

 

Como forma de garantir a segurança no trabalho, as empresas que aplicam produtos químicos perigosos em suas atividades devem tomar algumas providências para evitar acidentes. Ainda, é necessário que elas informem seus funcionários sobre os compostos que manuseiam, bem como quanto às medidas a serem tomadas caso emergências aconteçam.

Os cuidados envolvem a elaboração de alguns documentos e a formação de grupos internos especializados e preparados para atuar e avaliar as ações adotadas nessas situações.  Eles incluem, ainda, a criação de associações de cooperação mútua entre as entidades, as sociedades empresárias e os órgãos públicos e o setor privado.

 

Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ)

 

Se o trabalho envolve algum desses produtos, para evitar problemas, as empresas devem ter a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ). Trata-se de um instrumento que informa os perigos e riscos daqueles a quem os manuseia, no que se refere à proteção, à saúde, à segurança e ao meio ambiente.

A FISPQ é regulamentada, quanto à sua apresentação e ao seu conteúdo, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da Norma Técnica NBR-14725 – Parte 4.

Os seus fundamentos são as Resoluções 11/88 e 12/89 do CONMETRO, que tratam da Regulamentação Metrológica e Quadro Geral de Unidades de Medida e o Decreto 2657 de 03/07/98, que internalizou no Brasil a Convenção 170 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual trata da Segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho. Nela, deve conter, dentre outras informações:

 

·       Identificação do produto e da empresa;

·       Composição e dados sobre os ingredientes;

·       Identificação de perigos;

·       Medidas de primeiros-socorros;

·       Medidas de combate a incêndio;

·       Medidas para o controle em caso de derramamento ou vazamento;

·       Como manusear e armazenar o produto;

·       Controle de exposição e proteção individual do trabalhador;

·       Propriedades físico-químicas;

·       Estabilidade e reatividade;

·       Informações sobre toxicologia;

·       Informações ecológicas;

·       Como tratar e dispor o produto, e

·       Como transportá-lo.

 

Ou seja, a FISPQ deve não só informar de forma consistente e padronizada as características do que será manuseado, mas também trazer recomendações sobre medidas de proteção e as ações a serem tomadas em caso de emergência. Isso inclui o transporte e o armazenamento da substância.

Ainda segundo a Norma Técnica, é responsabilidade da empregadora avaliar os riscos a que estão expostos os seus trabalhadores, tomar as medidas de precaução necessárias e manter essas informações sempre atualizadas, repassando-as a seus funcionários.

 

Plano de Emergência Individual (PEI)

 

Além da FISPQ, é muito importante que a sua empresa desenvolva um Plano de Emergência Individual (PEI) próprio. De acordo com as condições de cada indústria, deve ser avaliada a situação dos mecanismos de prevenção e planejadas ações conforme com o que foi levantado.

Esse plano abrange a formação de uma equipe de planejamento, a conferência da legislação vigente e de PEI’s já existentes, o reconhecimento de perigos e análise de riscos, bem como a verificação da capacidade de resposta em emergências.

 

Plano de Ação de Emergência (PAE)

 

Outra responsabilidade é a elaboração do Plano de Ação de Emergência (PAE), documento que busca prever e informar sobre a possibilidade de ocorrência de acidentes. Portanto, nele, são analisados os tipos de compostos empregados, todas as atividades que possam causar danos às pessoas, às instalações e ao meio ambiente.

Esse documento deve, portanto, descrever quaisquer funções que envolvam fornos, caldeiras, vasos de pressão, Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), produtos químicos em geral — sejam eles substâncias ou preparados —, entre outros. Ou seja, todos os trabalhos que representem alguma ameaça.

Nesse sentido, lembre-se de que devem ser indicados os riscos de acidentes que podem ocorrer interna e externamente ao local de trabalho, de acordo com cada tipo de emergência. Ainda, o que os funcionários podem fazer para evitá-las, como devem se comportar caso aconteçam e quais os primeiros-socorros a serem prestados a eventuais vítimas.

É fundamental que, quando da elaboração e apresentação do PAE aos trabalhadores, os responsáveis pela execução do plano tenham ciência das suas responsabilidades, bem como as medidas a serem adotadas para que ele seja bem-sucedido. Dessa forma, é imprescindível a colaboração de todos os envolvidos!

 

Plano de Auxílio Mútuo (PAM)

 

Outro instrumento recomendado é o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), que consiste em uma associação, sem fins lucrativos, formada por empresas públicas e privadas, conjuntamente com órgãos públicos municipais, estaduais e federais. O seu objetivo é buscar uma atuação cooperada entre aquelas, as instituições civis (como a Defesa Civil, por exemplo) e as militares (como o Corpo de Bombeiros, por exemplo) para o atendimento rápido e adequado em casos de emergência.

Para o cumprimento desse objetivo, são fundamentais ações preventivas, que envolvem simulados, treinamentos e exercícios. Esses, por sua vez, ocorrem com a utilização de recursos materiais e humanos que são disponibilizados pelas próprias empresas e pelos órgãos envolvidos.

 

Como funciona um treinamento em emergências químicas?

 

Os treinamentos ocorrem a partir da união de recursos e pessoas periodicamente e tem como objetivo de ensinar trabalhadores a prevenir e a lidar com situações de risco em caso de acidentes com produtos perigosos.

Ele pode ser feito por meio de uma simulação de emergência na empresa, sendo que essa deve ocorrer parcialmente a cada seis meses e integralmente a cada doze meses, se os riscos simulados forem baixos ou médios.

Sendo eles altos, o simulado parcial deve ser feito a cada três meses e, o completo, a cada doze meses. Assim, mantendo a frequência adequada, é possível garantir que ninguém vai se esquecer dos ensinamentos quando for necessário colocá-los em prática!

Porém, seja nos simulados parciais ou nos completos, para que sejam efetivos, cumprindo a sua finalidade, eles devem passar por quatro fases: o planejamento, a organização, a execução e a avaliação. Lembre-se: todas elas são fundamentais da mesma forma!

No planejamento, como o próprio nome revela, são verificadas as ameaças e vulnerabilidades, ou seja, busca-se prever possíveis situações de risco. Analisam-se, então, a funcionalidade e as falhas nos mecanismos e instrumentos de segurança que possam causar acidentes, bem como as consequências que pode ser gerada para o ambiente de trabalho e para os trabalhadores.

A partir disso, são traçados os objetivos que se desejam alcançar com a simulação. Ainda nessa fase, são definidas as datas, o horário, o tempo de duração, os locais onde ela vai ocorrer, como será feito o simulado etc.

Na organização, é escolhido o tipo de risco que será simulado (por exemplo, o vazamento de combustíveis), bem como quem irá participar, o que cada setor deverá fazer, os instrumentos que serão utilizados, quem serão os avaliadores etc. Já na execução, o plano é colocado em prática, devendo ser seguido à risca o que foi previsto anteriormente, nas duas fases anteriores.

Por fim, na avaliação, deve ser feita uma análise quanto ao que foi simulado, buscando-se conclusões sobre a atuação de cada participante e aferindo eventuais deficiências no sistema de prevenção que precisam de melhorias. Tudo o que for observado nessa última fase deve ser registrado em ata.

Por exemplo: os materiais de primeiros-socorros estão incompletos? Os sinalizadores estão com defeito? Se sim, isso deve ser anotado, para que sejam promovidas as medidas adequadas e solucionados esses problemas imediatamente.

Assim, analisando o passo a passo da simulação, é possível concluir sobre o que está adequado e no que há falhas. Dessa forma, pode-se verificar a necessidade de se modificarem fases ou instrumentos, bem como definir o que deve ser melhor ensinado aos funcionários para que eles atuem de forma a se alcançar a maior eficiência de todo o grupo. Por isso, é preciso a união de todos, e que cada um faça a sua parte.

 

Treinamento em emergências químicas: por que é importante?

 

Todo esse processo aplicado em treinamentos de emergências químicas serve para preparar os trabalhadores para situações de emergência e, ao mesmo tempo, observar o que pode ser melhorado nos planos de prevenção. Ele é fundamental, pois imita um acontecimento real relacionado a desastres, exigindo dos participantes uma atuação que busque reduzir perdas e minimizar o sofrimento humano.

Por meio dele, os funcionários são capacitados para manusear os produtos químicos, adotando os cuidados específicos a cada um deles, para evitar derramamentos ou vazamentos. Eles também aprendem sobre a conduta que devem ter em acidentes, caso esses ocorram.

Aliás, esses treinamentos estimulam a integração entre os grupos que vão atuar em situações de emergência. Isso, sem dúvidas, garante uma ação coordenada e adequada, proporcionando maior envolvimento deles e, em consequência, maior garantia de segurança.

Ademais, preparando-os de forma prévia e para atuarem durante eventuais incidentes, é possível reduzir a probabilidade de doenças e acidentes de trabalho. Com isso, a assegurasse o cumprimento da legislação trabalhista, evitando que ações judiciais sejam propostas em face dela. Afinal, essas prejudicam o clima organizacional, a imagem dela perante seus próprios funcionários e perante a sociedade também.

A importância desse treinamento está, também, no fato de ser essa uma forma de atender ao Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2).

Ele foi criado por meio do Decreto do Presidente da República nº 5.098 de 2004 e busca implementar medidas conjuntas entre o poder público e instituições do setor privado para prevenir acidentes com compostos químicos perigosos, bem como melhorar os mecanismos de preparação e resposta a problemas dessa natureza.

Aliás, é a partir dessa cooperação entre setor público e privado e do cumprimento da legislação relacionada ao tema que uma indústria pode obter e manter ativa a licença dos órgãos competentes para atuar no mercado. Então, adotar medidas de segurança e estimular a prevenção são, também, meios de garantir a continuidade das atividades industriais.

Além disso, por meio desse treinamento, é possível promover a preservação do meio ambiente, já que as ocorrências de contaminação ambiental são reduzidas. Vale ressaltar que isso se trata de crime ambiental, e, então, outro benefício dos treinamentos é que sanções e processos contra a empresa por parte do poder público serão afastadas.

 

Por que investir em treinamento contra esse tipo de emergência?

 

Somados a todos os benefícios citados acima, o investimento em treinamento contra emergência química vale a pena, pois reduz custos e aumenta a produtividade da empresa. Sim, você pode ter a certeza de que esse será um dinheiro muito bem aplicado!

Como visto, o cumprimento das leis trabalhistas e ambientais evitam processos judiciais e multas que poderiam gerar gastos desnecessários. Todas essas normas têm como finalidade principal a de proteger o trabalhador, o meio ambiente e a sociedade como um todo. Ou seja, todos saem ganhando!

Outra consequência da capacitação para eventuais acidentes químicos é a limitação ou até mesmo o afastamento de danos materiais que poderiam ser causados se aqueles ocorressem. Já imaginou o prejuízo financeiro que a falta de prevenção pode provocar? Então, é melhor estar preparado!

Porém, os benefícios de se investir nesse tipo de treinamento não se restringem às economias que podem ser feitas. É que uma empregadora que prioriza e promove a segurança no trabalho acaba tendo maior reconhecimento por parte de seus funcionários. Esses, sentindo-se protegidos e sabendo que a empregadora se preocupa com a sua preparação, sentem-se mais motivados para as suas atividades, além, é claro, das doenças e acidentes evitados.

Isso, sem dúvidas, faz cair o número de trabalhadores afastados por motivo de saúde. Tudo isso contribui para o aumento da produtividade do grupo todo, o que é positivo para esse e para toda a empresa!

Sendo assim, aprendendo sobre produtos químicos perigosos, emergências químicas, treinamentos e os benefícios desses, é possível entender por que a prevenção por meio de treinamentos é o meio mais eficaz para garantir a segurança no ambiente de trabalho. E não é só esse benefício que ela traz. Aliás, há muitos outros que decorrem desse!

Como visto, essa preparação proporciona uma redução de gastos com danos materiais e questões trabalhistas, garante o bem-estar dos funcionários e faz aumentar a produtividade de uma empresa. Tudo isso, com a consciência de seguir a legislação e, ainda, promovendo a preservação do meio ambiente. Portanto, é fácil concluir que o treinamento para emergência química tem um ótimo custo-benefício!

E você, está esperando o quê para implementá-lo no seu local de trabalho? E, se ele já existe, por que não o aprimorar, aplicando os conhecimentos aqui apresentados? Vale a pena! Não espere que acidentes ocorram, para tomar providências! Então, entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar nisso!

 




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