segunda-feira, 3 de agosto de 2020







PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP)
NA SEGURANÇA DO TRABALHO



A padronização das atividades através do Procedimento Operacional Padrão, ou POP, é uma das melhores formas de melhorar o desempenho, qualidade e a segurança das tarefas do dia a dia e atividades críticas da empresa.

O POP deve ser feito para as atividades de rotina da empresa, além das atividades críticas que necessitam de uma atenção especial no seu passo a passo, garantindo a segurança do trabalhador e prevenindo acidentes de trabalho.

Através da aplicação dos procedimentos padrões, as atividades podem ser otimizadas, reduzindo muito o tempo de realização da tarefa, o desperdício de recursos, melhorando a qualidade do produto final, a segurança da realização da atividade e garantindo que todos os resultados possuam um padrão especifico de qualidade.




O que é procedimento operacional padrão?

O POP (Procedimento Operacional Padrão) é um documento elaborado através de pesquisas e estudos, descrevendo o procedimento operacional que deve ser seguido, principalmente, nas atividades críticas e as atividades de rotina, que devem ser realizadas no dia a dia, padronizando-as e otimizando as atividades, departamentos e rotinas de trabalho.


Para que serve o procedimento operacional padrão

O POP tem o intuito de padronizar as atividades que serão realizadas, descrevendo o passo a passo que deve ser seguido para cada tarefa a ser executada, criando desta forma um padrão de qualidade e segurança que deve ser mantido nas atividades críticas, diárias, ou nas atividades no qual exista uma necessidade, de acordo com a avaliação da empresa.

Objetivos do procedimento operacional padrão

O POP tem o objetivo de:

  • padronizar as atividades e tarefas a serem executadas;

  • gerar um padrão de qualidade para todas as atividades;

  • otimizar as tarefas, efetuando passo a passo detalhado de cada atividade;

  • reduzir custos e desperdícios;

  • criar uma rotina de trabalho;

  • melhorar a produtividade.


Procedimento operacional padrão dentro da segurança do trabalho

O POP é uma das principais ferramentas da segurança do trabalho e da produção. Ao criar uma padronização das atividades, é possível tratar cada risco presente na realização da tarefa, otimizando a forma mais segura possível de realiza-la.


Uma das grandes vantagens de implementar o POP é a possibilidade de análise do passo a passo da tarefa. Desta forma, é possível isolar cada elemento da atividade, verificando o risco presente em cada passo, corrigi-los ou controla-los, e assim desenvolver o método mais seguro e eficiente possível.

Elaborar um fluxograma da atividade, definindo cada passo da atividade é uma boa maneira de separar e identificar os riscos presentes, sendo recomendado a sua elaboração em conjunto com o POP.

Quem faz o procedimento operacional padrão de segurança do trabalho?

O POP é um documento que deve ser elaborado em conjunto entre a produção e a segurança do trabalho, além da participação de outros setores envolvidos (qualidade, meio ambiente, etc).

Na segurança do trabalho, o engenheiro ou técnico de segurança é o responsável pelo desenvolvimento e aplicação das medidas de controle dos riscos e medidas de segurança que devem ser adotados para a realização das atividades.


É importante ressaltar que, apesar de descrever o passo a passo de cada atividade, o POP é um documento que necessita de constante revisão, sendo adaptado e otimizado para oferecer sempre o melhor resultado e qualidade possível para cada atividade.

Como elaborar um bom procedimento operacional padrão em segurança do trabalho

Um bom POP deve conter algumas informações básicas, sendo elas:

  • Nome do executor e do responsável pela POP;

  • Nome da atividade a ser realizada;

  • Objetivo da POP;

  • Documentos referenciais;

  • Local de aplicação da POP;

  • Siglas que serão utilizadas no POP;

  • Descrição da atividade no qual se baseia o POP;

  • Passo a passo da atividade;

  • Frequência de realização da atividade;


Qual o resultado deve ser obtido em cada atividade.

Porém, além das informações básicas, o ideal é acrescentar o máximo de informações que auxiliarão na aplicação do POP. Alguns itens recomendados a serem acrescentados são:

  • Fluxograma da atividade;

  • Descrição das ferramentas e equipamentos utilizados na atividade;

  • Gestor e responsável pela atualização do POP;

  • Descrição dos riscos presentes em cada etapa da atividade;

  • Periodicidade da revisão da POP;


Local de armazenamento para fins de fiscalização.

Desenvolver e aplicar um bom POP é um ponto importante para garantir a segurança e a qualidade da produção, da realização das atividades e da prevenção de acidentes. É importante ressaltar que a participação dos executores da atividade na elaboração do POP é primordial, pois os mesmos podem fornecer detalhes práticos sobre cada atividade.

O POP é um documento que deve ser mantido atualizado, sendo sempre revisado periodicamente e a cada identificação de nova característica da atividade (nova etapa, risco, processo, ferramenta, equipamento e outros).

É importante também ressaltar que os trabalhadores tenham conhecimento do que é o POP, sendo orientados e treinados sobre o seu uso, e participem ativamente de todas as elaborações, aplicações e atualizações do POP.


Fonte











RISCOS QUÍMICOS:
VEJA EXEMPLOS E DICAS PARA
PREVENÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO


Os riscos químicos estão presente em praticamente todas as atividades de trabalho, sendo composto por diversas formas.

Sua presença tem potencial de causar danos à saúde dos trabalhadores, e em alguns casos, pode até mesmo gerar risco de acidentes, de acordo com a sua intensidade.

A origem dos riscos químicos pode variar, dependendo do local e da atividade realizada. Pode ser encontrada em forma de poeiras, nevoas, neblinas, líquidos, gases, fumos, dentre outros meios.




É possível elaborar medidas de controle para combater a presença dos riscos químicos nas atividades, sendo necessário a implantação de medidas coletivas e individuais nos locais em que existir a maior concentração dos riscos químicos.


O que são riscos químicos?

Os riscos químicos são riscos ambientais que podem causar danos à saúde do trabalhador. Eles podem ser encontrados no ambiente de trabalho em forma de poeiras, líquidos, sólidos, aerodispersóides, neblinas, névoas, gases e fumos.


De acordo com a origem do risco e de sua concentração, os danos causados pelos agentes de risco podem ser leves ou de extrema gravidade, podendo ser fatal na pior das situações.

A presença de agentes de risco químico no ambiente do trabalho pode ser devido a presença de fatores naturais (poeiras devido à natureza da atividade realizada, por exemplo) ou devido a presença de produtos químicos, que eliminam os agentes químicos das mais variadas formas.

Exemplos de risco químico mais comum no ambiente de trabalho

Os riscos químicos podem ser apresentados de variadas formas, dependendo da natureza da atividade, e dos materiais e produtos utilizados.

Desta forma, a presença mais comum poderá variar, sendo comum encontrar setores dentro da mesma indústria ou empresa que possua riscos químicos de naturezas diferentes.

Em empresas de mineração, por exemplo, a poeira é um dos principais riscos presentes, devido à natureza da atividade.

É necessário a utilização de máscaras com filtro PFF2, para inibir a inalação, além de ser recomendado a umidificação do solo.

Já em indústrias químicas, os riscos presentes podem ser encontrados em formas de neblinas, névoas ou líquidos.

Em pontos aonde são realizadas atividades de solda a quente, existe a presença de fumo metálico, que é extremamente prejudicial à saúde dos trabalhadores.

Em lojas, comércios, escritórios, secretarias e pontos comerciais, os riscos mais comuns são os de produtos de limpeza.

Portanto, deve-se sempre manter a FISPQ dos produtos químicos utilizados, para orientar sobre os procedimentos em caso de contaminação devido ao contato com esses produtos.

Prevenção contra riscos químicos




A prevenção contra os riscos químicos deve ser realizada de modo neutralizar os efeitos negativos causados pelos agentes de riscos.

A prioridade deve ser sempre nas ações que neutralizam coletivamente. Podemos citar como exemplo, a instalação de exaustores em ambientes fechados, que contenham poeiras, névoas, fumos, dentre outros.

A sinalização dos produtos e materiais também é de extrema importância na prevenção, além de que a FISPQ fornece os procedimentos e meios seguros de manuseio e armazenamento dos produtos.

Após a implementação dos meios coletivos de prevenção, os trabalhadores expostos deverão utilizar os meios individuais, através do uso de EPI's, que reduzirão ou eliminarão completamente o contato com os produtos, evitando que os mesmos se contaminem com ele.

Medidas de controle

As medidas de controle para evitar a contaminação dos trabalhadores com os riscos químicos presentes devido ao uso de materiais ou agentes de risco, devem ser adotados sempre que forem constatados a presença dos mesmos no ambiente de trabalho, ou devido à natureza da atividade.

As medidas deverão priorizar a eliminação coletiva, através de sistemas de neutralização e eliminação dos agentes.


Essas medidas poderão variar, de acordo com o tipo e a presença dos riscos, sua natureza e concentração no local.

Alguns exemplos de medidas de controle que podemos utilizar para neutralização de agentes químicos são:

  • Exaustores e ventiladores;

  • Isolamento da área contaminada;

  • Substituição do produto ou material utilizado;

  • Umidificação do local em atividades que resultem em excesso de poeira;

  • Instalação de chuveiro, lava-olhos, vestiários, sanitários, e medidas de higiene pessoal e coletiva.

Após a implementação das medidas de controle coletivo, deverá ser implementado as medidas de controle individuais, com intuito de reduzir e eliminar toda exposição do trabalhador aos agentes químicos.

Essas medidas devem ser adotadas de acordo com o risco presente, por exemplo:

  • Uso de mascarás semi faciais com filtros para poeiras, gases, fumos em atividades em que exista grande concentração dos mesmos;

  • Uso de mascarás com filtro PFF2 em atividades que contenham concentração de poeira;

  • Uso de macacão Tyvek em ambientes que exista a presença de poeira;

  • Uso de macacão Tychem para atividades que envolvam ácidos;

  • Uso de luvas nitrílicas ou de manipulação especifica de químicos em atividades que exista contato direto com a pele;

  • Uso de creme protetor para atividades de lubrificação (luvex).


A partir da implementação das medidas de controle coletivo e individual, é necessário realizar a análise da eficácia das medidas, através da realização de exames periódicos.

Ao ser constatado exposição do trabalhador a riscos químicos, deve ser feito uma alteração nas medidas, para que o mesmo não venha a contrair danos a sua saúde.

Desta forma, é possível neutralizar completamente os danos causados pelos riscos químicos no ambiente de trabalho.



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sexta-feira, 31 de julho de 2020






RISCO FÍSICO:

ENTENDA O QUE É E QUAIS OS TIPOS EXISTENTES



Os riscos físicos estão presentes em praticamente todos os ambientes de trabalho e atividades que envolvam a utilização de ferramentas, máquinas e, dependendo da atividade, até mesmo nas condições do meio ambiente.

Por se tratarem de riscos que afetarão principalmente a longo prazo, os riscos físicos demandam uma atenção especial por parte da equipe de segurança do trabalho, que deverá adotar as medidas necessárias para sua neutralização e controle.

A presença dos riscos físicos em uma atividade de trabalho ou ambiente poderá tornar a atividade insalubre, caso não seja adotada as medidas necessárias para seu controle.

É importante ressaltar que é possível manter as atividades dentro de níveis seguros quanto aos riscos físicos, desde que sejam os mesmos avaliados periodicamente e que as medidas de controle adotadas sejam implementadas e seguidas corretamente.


O que é risco físico?

Riscos físicos são riscos ambientais que tem origem em diversas fontes de energia, propagadas pelo ambiente de trabalho.

Estes riscos podem possuir diversas fontes de origem, sendo necessário a avaliação técnica do local e da atividade a ser realizada para a implementação das medidas de controle necessárias.

Em geral, os riscos físicos podem causar danos a curto, médio e longo prazo, porém, é mais comum a constatação de danos à saúde do trabalhador após a exposição prolongada aos riscos acima do limite de tolerância.

Desta forma, os riscos físicos são uma das principais causadoras de doenças ocupacionais, tais como perda de audição em ambientes muito ruidosos.

Tipos de Riscos Físicos

Os riscos físicos podem estar presentes em diversas formas no ambiente de trabalho e sua fonte de risco pode ser devido as condições do local ou da natureza da atividade. 

Dentre os riscos, podemos citar:

  • Vibrações causadas em atividades que envolvam equipamentos e ferramentas de impacto, tal como britadeiras;
  • Ruídos causados por equipamentos, ferramentas ou originados na atividade, podendo o ruído ser de impacto, constante ou intermitente;
  • Radiação ionizante devido a exposição ao Sol;
  • Radiação não ionizante devido a atividades de solda, por exemplo;
  • Iluminação excessiva ou baixa iluminação do ambiente de trabalho;
  • Exposição a umidade em determinados locais de trabalho;
  • Temperaturas extremas (calor ou frio excessivo) devido ao ambiente ou a atividade a ser realizada;

Pressões atmosféricas anormais.

Riscos Físicos x Segurança do Trabalho: como preveni-los?

Os riscos físicos estão presentes em praticamente todas as atividades e ambientes de trabalho. Porém, é possível determinar as fontes de risco e controlar a exposição dos trabalhadores.

Para isso, a equipe de segurança do trabalho deverá implementar as devidas medidas de controle para neutralizar os riscos, ou mantê-los abaixo dos limites de tolerância.

O primeiro passo a ser seguido e a realização da APR (Análise Preliminar dos Riscos), fazendo um levantamento qualitativo de todos os riscos presentes em cada ambiente de trabalho da empresa.

Após a realização da APR, deverá ser feito uma avaliação quantitativa dos mesmos, formulando o LTCAT (Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho).

A partir dessas informações, será elaborado então o PPRA e PCMSO, que são programas que atuam em conjunto, elaborando as medidas de controle dos riscos e realizando os exames médicos para constatação da eficácia das medidas implementadas.

As medidas de controle deverão ser implementadas seguindo a ordem de:

Medidas de controle coletivo – instalações de equipamentos de controle coletivo (EPC), alterações de layout, alterações nas atividades ou procedimentos, adaptação de ferramentas, máquinas ou equipamentos, implementação de estruturas de proteção coletiva no local, sinalização dos riscos presentes no ambiente de trabalho, etc.

Medidas de controle individual – fornecimento, treinamento e utilização de equipamentos de controle individual (EPIs) adequados para cada risco presente no ambiente de trabalho.

Ao realizar os procedimentos de segurança, neutralizando e controlando os riscos físicos presentes no ambiente abaixo dos limites de tolerância, a atividade poderá ser realizada de forma segura, em um ambiente não insalubre.

Qual a diferença entre riscos físicos, químicos e biológicos?

Tanto os riscos físicos, como os riscos químicos e biológicos são considerados riscos ambientais, e estão presentes em praticamente todos os ambientes de trabalho, e podem ser controlados através das medidas de controle.

A principal diferença entre eles é a sua fonte de origem.

Os riscos físicos são riscos que originam de fontes de energia atuando sobre o ambiente de trabalho, e expondo o trabalhador a vibrações, calor, ruídos, umidade, baixa luminosidade e etc.

Riscos químicos são riscos que originam de produtos químicos ou através dos resíduos eliminados na realização de uma atividade, tais como gases, fumos, névoas, neblinas, poeiras, dentre outros.

Riscos biológicos estão presentes na forma de agentes biológicos (potencialmente patológicos) que podem causar doenças ou acidentes, tais como vírus, bactérias, protozoários, fungos, animais peçonhentos, parasitas, dentre outros.

Durante a realização da APR, é possível identificar a presença de cada um dos tipos de agentes de riscos e adotar medidas especificas para a neutralização e controle de cada risco, tornando o ambiente de trabalho seguro.

É importante ressaltar que a atuação dos agentes de risco pode ocorrer a longo prazo, devido a exposição prolongada aos mesmos.

Portanto, é necessário sempre realizar avaliações médicas periódicas e avaliar as condições do local de trabalho, através de avaliações técnicas dos riscos presentes.

Desta forma, é possível manter todos os riscos, sejam eles químicos, biológicos ou físicos dentro dos limites de tolerância.



Fonte


terça-feira, 28 de julho de 2020







ESPAÇO  CONFINADO:
VEJA  EXEMPLOS  E  MEDIDAS  DE  SEGURANÇA


O espaço confinado é um dos locais de maior risco para a realização de atividades profissionais.

A principal característica para definição do espaço confinado é a restrição de acesso para entrada e saída.

Além disso, os espaços confinados trazem diversos riscos, podendo ser fatal para alguém que adentrar sem os devidos cuidados no local.

A realização de atividades em espaço confinado deve ser muito bem planejada e executada, afim de evitar danos à saúde e a segurança dos trabalhadores.

Antes da realização devem ser realizados análises de diversos tipos, que verifiquem a presença de gases, níveis de oxigênio, dentre outros dados. A partir dessas informações, devem ser elaborados as medidas de controle para realização das atividades no local.

Conteúdo da Matéria:

O que é espaço confinado?



Espaços confinados são locais inapropriados para habitação humana, com alta possibilidade de causar danos à saúde e a segurança das pessoas, devido a presença de diversos fatores de risco no local.

O espaço confinado é um local que possui difícil acesso de entrada, pouca ou nenhuma ventilação, excesso ou falta de oxigênio, pode conter a presença de gases tóxicos e/ou explosivos, além de condições inadequadas de iluminação.

Exemplos de Espaços Confinados

Os espaços confinados podem estar presentes em diversos locais no ambiente de trabalho.

Alguns exemplos de espaços confinados são:



  • Tanques de água, ácidos ou gases;

  • Poços subterrâneos;

  • Tubulações;

  • Galerias de redes de esgoto;

  • Chaminés;

  • Moinhos industriais;

  • Moegas;

  • Silos;

  • Elevadores.

Todo local que tenha difícil acesso de entrada e saída, pouca ou nenhuma ventilação natural e que possa conter excesso ou falta de oxigênio pode ser considerado como um espaço confinado.

Quais os riscos dos espaços confinados?



Os riscos presentes em um espaço confinado estão ligados diretamente ao tipo de local que será analisado.

Os principais riscos presentes são:

  • Presença de gases tóxicos ou inflamáveis;

  • Excesso ou falta de oxigênio;

  • Riscos de acidente devido ao local;

  • Pouca ou nenhuma ventilação natural;

  • Acesso restrito e não possuir saída de emergência;

  • Pouca ou nenhuma iluminação natural.


Qual NR trata dos Espaços Confinados?

A Norma Regulamentadora 33 é a NR que atua diretamente nos espaços confinados.
Ela define os padrões de segurança que devem ser adotados para a realização de atividades dentro destes locais.

Para poder liberar a entrada de profissionais no local, é necessário que os mesmos realizem o curso de NR 33, regido por profissional habilitado.

O treinamento de NR 33 possui validade de 1 ano, devendo ser realizado uma reciclagem periódica.

Todo trabalhador que irá realizar atividades em espaços confinados deve possuir treinamento de NR 33 dentro da validade, bem como estar apto de acordo com o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).

EPI's para Espaços Confinados





Os EPI’s necessários para a realização das atividades em espaço confinado podem variar, de acordo com o local.

Em locais de acesso restrito, pode ser necessário a implementação de linha de resgate, para auxiliar o resgate em casos de desmaios.

Os EPIs padrões que devem ser utilizados são:

  • Botinas de segurança (de couro ou borracha, dependendo da presença de materiais no espaço confinado)

  • Luvas nitrílicas ou de vaqueta (dependendo da presença de ácidos no local, ou da atividade que será realizada)

  • Óculos de segurança de ampla visão;

  • Capacete de segurança com jugular (pode ser adaptado lanterna em espaços confinados que não possua iluminação natural)


Dependendo do espaço confinado, pode ser necessário a utilização de macacões tyvek (voltado para locais com excesso de poeiras) ou tychen (voltado para locais que possua a presença de ácidos).

Deve ser utilizado máscara no local. Porém, é preciso definir a presença de gases tóxicos e inflamáveis, poeiras, fumos, fumaças e outros fatores de risco antes de definir qual é o modelo ideal para o local.

Os principais modelos utilizados são:

  • Mascará semifacial PFF2 – destinada a locais com pouca presença de poeiras e gases;

  • Mascará semifacial com filtros químicos – destinada em locais que possuam maiores concentrações de poeira, gases, ácidos, dentre outros fatores de risco.

  • Medidas e Segurança e Precaução para trabalhos em espaços confinados


Para a realização de atividades em espaços confinados, devem ser adotados diversas medidas de controle.

Essas medidas devem incluir medidas de controle coletivo e individual.

Antes de realizar as atividades, é necessário a realização de Análise de Risco do espaço confinado e elaborar uma Permissão de Trabalho.

Além disso, é necessário o preenchimento de documentos, sendo esses:

PEEC – Permissão de Entrada em Espaços Confinados

Este documento define o local aonde será realizado a atividade, quais são as características do ambiente, quais os níveis de oxigênio do local, os riscos presentes no local, quais são os possíveis gases na atmosfera, pressão atmosférica, dentre outros dados.

Além disso, na PEEC devem constar o nome, profissão, matricula e assinatura de todos que irão adentrar no espaço confinado, bem como constar quem é o vigia responsável pelo local.

AES – Atestado do Estado de Saúde

Este documento deve ser realizado com cada trabalhador antes de que o mesmo entre em um espaço confinado.

Ele serve para analisar as condições físicas e de saúde do trabalhador, atestando que o mesmo está apto a adentrar ao local.

A partir da elaboração de todos os documentos necessários para a realização da atividade, deve ser implementado as medidas de controle coletivo, tais como exaustores, lâmpadas ou lanternas de iluminação, realização de bloqueio do local, deslocamento de vigia de espaço confinado.

O vigia deverá estar equipado com equipamento de comunicação, principalmente via rádio. Além disso, ele deve manter consigo os crachás de identificação de todas as pessoas que adentrarem o espaço confinado.

O papel do vigia é manter uma constante atenção quanto a situação dos trabalhadores dentro do espaço confinado, e, no momento em que constatar qualquer situação de risco, chamar o socorro de imediato.

O vigia não é permitido a adentrar ao local.

Após a implementação dessas medidas, deverão ser adotados os EPIs necessários para proteção de cada trabalhador que irá adentrar no espaço confinado.



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O QUE É GINÁSTICA LABORAL?


Afinal, o que é ginástica laboral? Trata-se de uma atividade realizada com intuito de prevenir doenças ocupacionais, sendo realizada em sessões curtas, que podem ter formato preparatório, compensatório ou de relaxamento muscular.

A realização da ginástica laboral poderá auxiliar na prevenção de doenças ocupacionais através do exercício da musculatura e preparação para jornada de trabalho.

As sessões devem ser realizadas por profissionais capacitados, em local apropriado e deve ser promovida de forma contínua, focando sempre na melhoria das condições de trabalho.

Seus maiores benefícios são a prevenção de doenças ocupacionais relativas a atividade ou as lesões por esforço repetitivo, além da melhora da qualidade de produtividade dos colaboradores e do aspecto motivacional que a ginastica proporciona.

Leia também: Risco Ergonômico: 5 Dicas valiosas para se prevenir no trabalho
Conteúdo da Matéria:

O que é ginástica laboral?



A ginástica laboral é a realização de uma série de atividades de alongamento e aquecimento muscular feitos através de curtas sessões, com duração média de 15 minutos, e com intuito de prevenir, compensar ou relaxar a musculatura.

A sua implementação pode ter por base:

Ginástica preparatória

A ginástica preparatória tem o objetivo de preparação muscular, através da realização de exercícios que promovem a melhora da oxigenação tecidual, disposição, concentração e aumento da frequência cardíaca.

Ginástica compensatória

A ginástica compensatória deve ser realizada durante a jornada de trabalho, através de exercícios de alongamento, respiração, flexibilidade e de correção de postura.

Esses exercícios promovem o alivio da tensão muscular, redução da fadiga, correção de má postura e redução dos resíduos metabólicos.

Ginástica de relaxamento

A ginástica de relaxamento deve ser realizada no final da jornada de trabalho, através de exercícios de automassagem, respiração, alongamentos e meditação.

A sua realização promove o relaxamento muscular, o alivio de tensão muscular e a diminuição do stress.

Breve história sobre a Ginástica laboral

A ginástica laboral tem a sua origem na Polônia, no ano de 1925, sendo nomeada na época como “Ginástica de Pausa”.

Já nos anos 60, a ginástica laboral foi disseminada para diversos outros países, ganhando notoriedade, principalmente no Japão, através da implementação do GLC (Ginástica Laboral Compensatória).

No Brasil, a sua primeira implementação foi na Feevale, no ano de 1973, através da criação do projeto Educação Física Compensatória e Recreação.

Para que serve a Ginástica laboral?

A ginástica laboral serve para preparar a musculatura para as atividades profissionais que serão realizadas no dia, garantindo que o trabalhador consiga realizar suas atividades com melhor preparo, diminuindo o risco de lesões.

Objetivos da Ginástica laboral

Os principais objetivos da ginástica laboral estão na prevenção de lesões musculares, tais como as LER’s ou DORT’s, devido as atividades profissionais.

Desta forma, através de atividades desenvolvidas para o preparo e aquecimento muscular, os profissionais conseguirão realizar suas atividades com menor risco de adquirir uma lesão muscular, que possa gerar afastamento ou prejuízos a sua saúde.

Veja no vídeo abaixo alguns exercícios de ginástica laboral:



Benefícios da Ginástica laboral para as empresas

Através da aplicação correta da ginástica laboral, as empresas conseguem reduzir índices de lesões nos trabalhadores, principalmente em funções que demandam grande esforço físico.

Como as atividades profissionais tendem a causar uma fadiga muscular, o surgimento de danos na musculatura a longo prazo é um processo natural, causando as chamadas LER’s ou DORT’s.

As DORT’s são Doenças Ocupacionais Relativas ao Trabalho, ou seja, são doenças que podem afligir um trabalhador devido à natureza da sua função.

As LER’s são Lesões por Esforço Repetitivo, muito comum em diversas atividades que requerem a repetição continua de movimentos, como profissionais que atuam em escritórios ou caixas de mercado, bancos e etc.

Essas doenças ocupacionais podem acabar causando um dano crônico na vida profissional do trabalhador, gerando afastamentos e, no pior dos casos, uma invalidez profissional.

Um exemplo disso é a artrose degenerativa, no qual não existe uma cura definitiva, o que compromete a possibilidade de movimentação de um determinado membro, e só existindo um tratamento paliativo para redução da dor.

Portanto, através de uma análise de um profissional qualificado das atividades, e a elaboração de uma rotina de ginastica laboral adequada, é possível reduzir os danos causados pela fadiga muscular.

A ginástica laboral quando bem implementada, atua diretamente sobre a região que mais sofre desgastes e fadiga durante a jornada de trabalho.

Desta forma, o corpo pode ser preparado para a realização das atividades, sofrendo menor desgaste físico e melhorando o desempenho para a realização do trabalho.

A ginástica laboral também pode ser realizada com intuito de compensar o desgaste muscular, ou para o relaxamento muscular após a jornada de trabalho.



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