COMUNICAÇÃO EFICIENTE
NA SEGURANÇA: COMO ALINHAR OPERAÇÃO, LIDERANÇA E ESTRATÉGIA
Adilson
Monteiro, no artigo “Comunicação eficiente na Segurança”, mostra que
comunicar bem é uma das bases para fortalecer a Segurança em todos os níveis da
empresa.
O problema é que mensagens confusas, linguagem inadequada e instruções pouco
claras comprometem o entendimento e a tomada de decisão.
Na prática, isso afasta a Segurança da operação, da liderança e da estratégia
do negócio.
Quando a comunicação é ajustada para cada público, a empresa ganha mais
clareza, influência e alinhamento.
É assim que a Segurança deixa de ser ruído e passa a gerar consenso, prevenção
e melhores resultados.
Comunicação
eficiente na Segurança
A
comunicação é fundamental em uma ampla gama de tarefas e atividades críticas
para a Segurança, desde a orientação de tarefas como na coordenação de
atividades entre diferentes partes das organizações.
Problemas
tais como:
– Diferenças na percepção de Segurança;
– Mensagens inconsistentes;
– Instruções pouco claras;
Umas
das principais dificuldades de se ter uma boa comunicação na Segurança é a
linguagem que deve ser apropriada para os trabalhadores(as) como também para a
liderança, levando em conta a cultura e a terminologia adequada.
Podemos
estabelecer, como base, três níveis de comunicação da Segurança:
Nível
operacional: a eficiência da comunicação tem base na simplicidade e linguagem
baseada no dia-a-dia da operação, usando termos incorporados como comuns para
todos os trabalhadores(as), e ao mesmo tempo, reduzir os termos excessivamente
técnicos que criam dificuldades no entendimento por todos. Assim, as permissões
de trabalho (PTW) , análises de riscos , procedimentos de tarefas,
checklist, etc., devem ter uma linguagem facilitada e familiarizada com os “jargões”
comumente aplicados pela força de trabalho.
Nível
Liderança:
neste nível a linguagem é técnica e deve ser ricamente baseada, não somente na
legislação aplicada, mas também nos padrões da Organização (standards, princípios,
conceitos éticos, etc.) , aliando sempre que possível com as metas e objetivos
aos quais a liderança está sendo requerida , para que possa mostrar que todos
estão “no mesmo barco” e evitando uma dissonância nos objetivos da comunicação.
Nível
Estratégico:
neste ponto estamos falando da alta liderança, ou seja, o “board” da
empresa e, portanto, a comunicação deve ser baseada nos objetivos e visão do
negócio a médio e longo prazo. Falamos de sustentabilidade do Negócio e seus
riscos com respeito à Segurança, fundamentando-se nos planos da empresa de
crescimento e de mercado. Não há espaço para discussões operacionais detalhadas,
mas sim de conceitos e filosofias que ajudarão a guiar o Negócio na sua Visão e
Missão notadamente naquilo que afeta diretamente os stakeholders externos da
empresa.
Como
podem ver, o gestor da Segurança para ter boa efetividade na comunicação deve
se desenvolver como “poliglota” organizacional, transitando com
facilidade do entendimento dos diversos cenários que se faz necessário a
Segurança se colocar obtendo mais consenso do que razão isolada da área da
Segurança. A observação dos relacionamentos nos diferentes níveis da empresa,
permite ajustar a forma como se apresenta a comunicação e , desta forma ,
sermos mais assertivos para influenciar decisões que afetem diretamente a saúde
e bem estar dos trabalhadores(as).
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