quinta-feira, 7 de maio de 2026

 



 

COMUNICAÇÃO EFICIENTE NA SEGURANÇA: COMO ALINHAR OPERAÇÃO, LIDERANÇA E ESTRATÉGIA

 

 


 

Adilson Monteiro, no artigo “Comunicação eficiente na Segurança”, mostra que comunicar bem é uma das bases para fortalecer a Segurança em todos os níveis da empresa.
O problema é que mensagens confusas, linguagem inadequada e instruções pouco claras comprometem o entendimento e a tomada de decisão.
Na prática, isso afasta a Segurança da operação, da liderança e da estratégia do negócio.
Quando a comunicação é ajustada para cada público, a empresa ganha mais clareza, influência e alinhamento.
É assim que a Segurança deixa de ser ruído e passa a gerar consenso, prevenção e melhores resultados.

 

Comunicação eficiente na Segurança

A comunicação é fundamental em uma ampla gama de tarefas e atividades críticas para a Segurança, desde a orientação de tarefas como na coordenação de atividades entre diferentes partes das organizações.

 

Problemas tais como:

– Diferenças na percepção de Segurança;

– Mensagens inconsistentes;

– Instruções pouco claras;

Umas das principais dificuldades de se ter uma boa comunicação na Segurança é a linguagem que deve ser apropriada para os trabalhadores(as) como também para a liderança, levando em conta a cultura e a terminologia adequada.

 

Podemos estabelecer, como base, três níveis de comunicação da Segurança:

Nível operacional: a eficiência da comunicação tem base na simplicidade e linguagem baseada no dia-a-dia da operação, usando termos incorporados como comuns para todos os trabalhadores(as), e ao mesmo tempo, reduzir os termos excessivamente técnicos que criam dificuldades no entendimento por todos. Assim, as permissões de trabalho (PTW) , análises de riscos , procedimentos de tarefas, checklist, etc., devem ter uma linguagem facilitada e familiarizada com os “jargões” comumente aplicados pela força de trabalho.

Nível Liderança: neste nível a linguagem é técnica e deve ser ricamente baseada, não somente na legislação aplicada, mas também nos padrões da Organização (standards, princípios, conceitos éticos, etc.) , aliando sempre que possível com as metas e objetivos aos quais a liderança está sendo requerida , para que possa mostrar que todos estão “no mesmo barco” e evitando uma dissonância nos objetivos da comunicação.

Nível Estratégico: neste ponto estamos falando da alta liderança, ou seja, o “board” da empresa e, portanto, a comunicação deve ser baseada nos objetivos e visão do negócio a médio e longo prazo. Falamos de sustentabilidade do Negócio e seus riscos com respeito à Segurança, fundamentando-se nos planos da empresa de crescimento e de mercado. Não há espaço para discussões operacionais detalhadas, mas sim de conceitos e filosofias que ajudarão a guiar o Negócio na sua Visão e Missão notadamente naquilo que afeta diretamente os stakeholders externos da empresa.

Como podem ver, o gestor da Segurança para ter boa efetividade na comunicação deve se desenvolver como “poliglota” organizacional, transitando com facilidade do entendimento dos diversos cenários que se faz necessário a Segurança se colocar obtendo mais consenso do que razão isolada da área da Segurança. A observação dos relacionamentos nos diferentes níveis da empresa, permite ajustar a forma como se apresenta a comunicação e , desta forma , sermos mais assertivos para influenciar decisões que afetem diretamente a saúde e bem estar dos trabalhadores(as).

 

 

 

 

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