quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 



 

ENTENDA O QUE SÃO RESÍDUOS HOSPITALARES E COMO DEVEM SER DESCARTADOS

 

 


 

Você já se perguntou o que acontece com os resíduos gerados por hospitais, clínicas e laboratórios? Apesar de parecer um assunto técnico demais, esse tema está mais presente no nosso dia a dia do que muitos imaginam. Além de representar riscos à saúde pública, os resíduos hospitalares podem causar danos sérios ao meio ambiente quando não são tratados corretamente.

Neste artigo da Ética Ambiental, você vai entender quais são os tipos de resíduos hospitalares, como realizar o descarte adequado e como as empresas do setor de saúde podem lidar com essa responsabilidade de forma segura e eficiente.

 

O que são resíduos hospitalares?

Resíduos hospitalares são todos os materiais descartados por serviços de saúde durante atendimentos, exames e procedimentos médicos. Eles incluem desde itens comuns, como papéis e embalagens, até materiais contaminados, como seringas, luvas e curativos.

Por serem gerados em ambientes com alto risco biológico, esses resíduos precisam de cuidados específicos. O descarte incorreto pode causar contaminações, acidentes com profissionais da saúde e até a proliferação de doenças graves. Por isso, a gestão correta é fundamental.

 

Quais são os tipos de resíduos hospitalares?

Segundo a Anvisa, por meio da RDC 222/2018, os resíduos hospitalares se dividem em cinco grupos principais:

·       grupo A (potencialmente infectantes): incluem sangue, secreções, resíduos de isolamento e materiais contaminados;

·       grupo B (químicos): medicamentos vencidos, desinfetantes e reagentes;

·       grupo C (rejeitos radioativos): descartes de materiais usados em exames ou terapias com radiação;

·       grupo D (resíduos comuns): semelhantes ao lixo doméstico, como papel, plástico e embalagem não contaminada;

·       grupo E (perfurocortantes): agulhas, bisturis e vidros quebrados. 

 

Como criar um protocolo de descarte de resíduos hospitalares?

Criar um protocolo, ou Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), é essencial para evitar riscos sanitários, ambientais e legais. A seguir, veja como estruturá-lo em seis passos:

1-  Mapeie os tipos de resíduos hospitalares gerados

Antes de tudo, mapeie quais tipos de lixo hospitalar são produzidos em cada setor. Cada categoria exige cuidados específicos e deve ser separada desde a origem.

2- Classifique os resíduos segundo a legislação

Em seguida, classifique os resíduos conforme os grupos A a E, conforme as normas da Anvisa mencionadas anteriormente no artigo. É fundamental registrar formalmente essa separação no protocolo. Assim, a instituição assegura a conformidade legal e evita penalidades.

3- Padronize a coleta e o acondicionamento

Organize pontos estratégicos para a coleta dos resíduos e defina como será feito o armazenamento temporário. É importante usar embalagens corretas para cada tipo de material, garantindo segurança e evitando contaminações. Além disso, sinalize os locais de coleta e oriente sobre a frequência da remoção interna.

4- Contrate empresas autorizadas para o transporte

Nunca realize o transporte por conta própria. Em vez disso, escolha empresas licenciadas e com experiência no tratamento de lixo hospitalar. Também verifique se elas possuem rastreabilidade e seguem as normas ambientais em vigor.

5- Treine todos os profissionais envolvidos

Capacite a equipe sobre como identificar e descartar corretamente cada tipo de resíduo. Explique também o uso adequado dos EPI’s. Dessa forma, o risco de acidentes e falhas no processo diminui consideravelmente.

6- Monitore e atualize o protocolo regularmente

Por fim, crie uma rotina de revisão do protocolo. Faça auditorias, corrija falhas e mantenha a equipe informada. Um bom gerenciamento dos resíduos hospitalares depende de atualização constante.

 

 

 

 

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