terça-feira, 29 de outubro de 2024

 




 

PERIGOS DA AMÔNIA NOS FRIGORÍFICOS E MEDIDAS PREVENTIVAS

 



Os perigos da amônia nos frigoríficos! Por que uma substância tão perigosa é usada?

Já perdi as contas de quantas vezes li notícias sobre acidentes graves em frigoríficos envolvendo amônia. Por isso nesse DDS vamos tratar dos perigos da amônia nos frigoríficos, porque esse setor é constantemente alvo do Ministério Público do Trabalho. Multas a frigoríficos devido a vazamentos de amônia são recorrentes.

O problema com o vazamento de amônia é o potencial de causar intoxicação em dezenas de trabalhadores, inclusive em funcionárias grávidas. Apesar dessas notícias serem muito tristes, nós como profissionais SST temos que aprender com elas.

Primeiramente, é necessário entender por que um frigorifico usa amônia. Precisamos também saber qual NR trata do tema, quais são os riscos oferecidos aos trabalhadores e quais as principais medidas preventivas

Por que a amônia é usada nos frigoríficos?

Para início de conversa, é fundamental explicar que amônia é uma substância química cuja fórmula é a NH3, ou seja, é um átomo de nitrogênio ligado a três átomos de hidrogênio. A amônia também é conhecida como amoníaco, quando misturada à água.

 


Perigos da amônia nos frigoríficos – fórmula química

Sua propriedade química mais interessante e mais útil, é o elevado calor de vaporização, que nada mais é do que a quantidade de energia que é necessário transmitir a uma molécula de amônia em fase liquida para a fase gasosa. Esse calor de vaporização elevado é o que faz da amônia uma substância muito utilizada na refrigeração industrial.

Daí a explicação para o seu uso constante em frigoríficos, uma vez que estes locais precisam manter seus ambientes com uma temperatura baixa e a amônia garante essa refrigeração.

A FISPQ ou FDS da amônia como gás de refrigeração

Todo produto químico, por Lei, precisa vir acompanhado de uma FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico, ou atualmente de uma FDS - Ficha com Dados de Segurança. Essa ficha apresenta quais são os riscos que tal substância traz para o ser humano e em caso de contato, quais são as medidas de primeiros-socorros, também destrincha quais são as propriedades da substância, etc.

 

A FDS é repleta de informações, e sobre a amônia, algumas das mais importantes, são:

ü A amônia é um gás tóxico e agressivo ao meio-ambiente;

ü Tem um odor extremamente penetrante e cáustico, ao ponto de causar dor;

ü Fácil de ser detectada pelo olfato;

ü Possui alta solubilidade em água;

ü Se dissolve muito rapidamente no liquido dos olhos e dos pulmões, causando forte irritação e outros danos devido a sua capacidade corrosiva;

 

Perigos da amônia nos frigoríficos

A FDS da amônia de refrigeração traz os agravos que podem ocorrer no organismo dos trabalhadores que são expostos a vapores de amônia.

Dependendo da concentração de amônia no ambiente, pode causar, além da irritação, queimaduras, asfixias e inclusive, a morte.

 


Perigos da amônia nos frigoríficos – linha de produção

Levando em consideração o quão perigoso é o contato com a amônia, é importante mencionar que os refrigeradores domésticos estão totalmente livres dessa substância. Neste caso são usados outros gases que não apresentam nenhum perigo para o ser humano.

Agora que você já entendeu um pouco mais a respeito dos perigos da amônia nos frigoríficos, confira a seguir o que fala a NR-36 sobre as medidas de proteção.

 

Qual a NR que trata da segurança nos frigoríficos?

Sabia que existe uma Norma Regulamentadora específica para tratar dos frigoríficos? Sim, é a NR-36.

E essa NR tem vários requisitos que citam formalmente as medidas preventivas a serem adotadas para minimizar a probabilidade de acidente devido ao vazamento de amônia.

Ou seja, os perigos da amônia nos frigoríficos são tão reais que a NR-36 se dedica a trata pontualmente deste tema.

 

Vejamos o que a NR-36 diz sobre as medidas de prevenção coletivas:

“36.9.3.2 As medidas de prevenção coletivas a serem adotadas quando da utilização de amônia devem envolver, no mínimo:
a) manutenção das concentrações ambientais aos níveis mais baixos possíveis e sempre abaixo do nível de ação (NR-09), por meio de ventilação adequada;
b) implantação de mecanismos para a detecção precoce de vazamentos nos pontos críticos, acoplados a sistema de alarme;
c) instalação de painel de controle do sistema de refrigeração;
d) instalação de chuveiros de segurança e lava-olhos;
e) manutenção de saídas de emergência desobstruídas e adequadamente sinalizadas;
f) manutenção de sistemas apropriados de prevenção e combate a incêndios, em perfeito estado de funcionamento;
g) instalação de chuveiros ou sprinklers acima dos grandes vasos de amônia, para mantê-los resfriados em caso de fogo, de acordo com a análise de risco;
h) manutenção das instalações elétricas à prova de explosão, próximas aos tanques;
i) sinalização e identificação dos componentes, inclusive as tubulações;
j) permanência apenas das pessoas autorizadas para realizar atividades de inspeção, manutenção ou operação de equipamentos na sala de máquinas.”

 

NR-36

O que a NR-36 diz sobre vazamento de amônia?

ü “36.9.3.2.1 Em caso de vazamento de amônia, o painel de controle do sistema de refrigeração deve:
a) acionar automaticamente o sistema de alarme;
b) acionar o sistema de controle e eliminação da amônia.
36.9.3.3 O empregador deve elaborar Plano de Resposta a Emergências que contemple ações específicas a serem adotadas na ocorrência de vazamentos de amônia.”

 

NR-36

Como eu ia dizendo, os perigos da amônia nos frigoríficos não só trazem riscos à vida e a saúde dos trabalhadores, como de fato, existem muitos históricos de acidentes.

 

Relato de acidente com amônia em frigorífico

Nada melhor do que analisar acidentes históricos para aprendermos sobre a importância da prevenção. É durante acidentes que os perigos da amônia nos frigoríficos se convertem em lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores.

 

Consegui resgatar uma notícia de junho de 2021, no site G1.

 

“Um frigorífico de Tapejara, no Norte do Rio Grande do Sul, precisou ser evacuado após um vazamento de amônia na noite da quarta-feira (2). O Corpo de Bombeiros voluntários da cidade estiveram no local para atender a ocorrência.
Cerca de 35 pessoas que estavam trabalhando no momento do vazamento foram encaminhadas ao hospital Santo Antônio por conta da inalação do produto. Elas estavam com dificuldades para respirar. ”

 

Conclusão

Como exercício, recomendo que você leia desde o item 36.10 até o 36.12 da NR-36. As Normas Regulamentadoras Atualizadas podem ser consultadas aqui mesmo no DDS Online.

É interessante observar como uma norma específica sobre frigoríficos, acaba chamando outras normas e assim, força as empresas a fazerem uma harmonização nos seus procedimentos para conter problemas de segurança.

 

 



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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

 




 

FURADEIRA

 


A furadeira elétrica portátil é uma ferramenta muito usada tanto em ambientes profissionais quanto em projetos domésticos. Na construção civil, seu uso é indispensável para perfurar materiais como concreto, madeira, e metais, permitindo a execução de diversas tarefas, desde a fixação de estruturas até a instalação de equipamentos.

Apesar de sua versatilidade, a furadeira também apresenta riscos, especialmente em ambientes industriais, onde seu uso inadequado pode resultar em acidentes graves. Por isso, adotar medidas de segurança é fundamental para evitar lesões.

 

Principais riscos no uso de furadeiras

 

O uso da furadeira elétrica portátil, especialmente em ambientes como a construção civil, apresenta alguns riscos que precisam ser observados com atenção para evitar acidentes graves:

ü Risco de perfurações acidentais: a furadeira pode perfurar o material de forma inesperada ou descontrolada, resultando em lesões nas mãos, braços ou outras partes do corpo do operador.

ü Projeção de partículas: durante a perfuração, materiais como madeira, metal e concreto podem soltar fragmentos que, se não forem controlados, podem atingir os olhos ou a pele, causando ferimentos.

ü Riscos elétricos e de choque: se a furadeira tiver fios expostos ou estiver malconservada, pode ocorrer curto-circuito ou choque elétrico, colocando o usuário em risco.

 



Esses são os riscos mais comuns, e medidas de segurança devem ser tomadas para minimizá-los durante o uso.

 

10 medidas de segurança no uso da furadeira

 

Para garantir o uso seguro da furadeira elétrica portátil, é fundamental adotar algumas medidas preventivas:

ü Treinamento e capacitação: nunca utilize uma furadeira elétrica portátil sem o devido treinamento. Certifique-se de que está capacitado e apto para operar a ferramenta com segurança.

ü Leitura do manual do fabricante: antes de usar a furadeira, leia atentamente o manual do fabricante e siga as recomendações de segurança. Cada ferramenta pode ter instruções específicas.

ü Escolha da ferramenta adequada: utilize a furadeira correta para o tipo de trabalho que será executado, garantindo que esteja em perfeito estado de conservação e funcionamento.

ü Inspeção do equipamento antes do uso: verifique a integridade do equipamento, incluindo cabos elétricos, brocas e acessórios, antes de iniciar as atividades. Equipamentos danificados aumentam o risco de acidentes.

ü Uso de EPI’s: sempre utilize os Equipamentos de Proteção Individual adequados, como capacete, luvas de couro, óculos de segurança, protetores auriculares e máscara de proteção, conforme a tarefa a ser realizada.

ü Atenção ao vestuário: evite o uso de roupas folgadas, acessórios como colares e pulseiras, e mantenha o cabelo preso, para evitar que se enrosquem na ferramenta durante a operação.

ü Manuseio firme da ferramenta: segure a furadeira com firmeza para evitar que ela escape das mãos. Uma ferramenta mal controlada pode gerar acidentes graves.

ü Área de trabalho organizada e segura: garanta que a área de trabalho esteja limpa, sinalizada e isolada. Utilize barreiras de proteção - EPC’s para evitar a projeção de faíscas ou partículas durante o uso.

ü Ambientes perigosos: não use a furadeira na presença de vapores, gases inflamáveis ou em áreas úmidas, a menos que haja uma Permissão de Trabalho adequada e condições seguras, como o uso de plataformas isolantes.

ü Desconectar a ferramenta para ajustes: sempre desconecte a furadeira da fonte de energia antes de substituir ou apertar componentes, como a broca. Nunca utilize o cabo para movimentar ou desconectar o equipamento, e evite o uso de extensões quando possível.

Essas práticas ajudam a garantir a segurança do operador e evitar acidentes graves.

 

Manutenção e cuidados com a ferramenta

A manutenção adequada da furadeira elétrica portátil é muito importante para garantir seu desempenho e prolongar sua vida útil, além de minimizar o risco de acidentes.

Manter a ferramenta em boas condições também contribui para um ambiente de trabalho mais seguro.

 

Aqui estão algumas dicas importantes para manter a furadeira em perfeito estado de funcionamento:

ü Limpeza após o uso: sempre limpe a furadeira após cada utilização, removendo resíduos de pó e partículas que possam ter se acumulado durante o trabalho. O acúmulo de detritos pode prejudicar o desempenho da ferramenta e causar danos internos. Utilize um pano seco ou uma escova macia para a limpeza externa e evite o uso de líquidos que possam danificar os componentes elétricos.

ü Inspeção regular dos cabos e conectores: verifique periodicamente os cabos elétricos e plugues da furadeira para garantir que não há sinais de desgaste, como rachaduras ou fios expostos. Cabos danificados aumentam o risco de choques elétricos e curtos-circuitos. Se detectar algum problema, substitua o cabo imediatamente, conforme as orientações do fabricante.

ü Troca e verificação das brocas: as brocas desgastadas ou danificadas devem ser substituídas prontamente. Utilizar brocas em mau estado pode resultar em perfurações imprecisas e maior esforço para o motor da ferramenta, além de aumentar o risco de acidentes. Sempre escolha brocas adequadas ao tipo de material que será perfurado e siga as instruções do fabricante para instalação e remoção.

ü Lubrificação adequada: consulte o manual da ferramenta para verificar se a furadeira exige lubrificação periódica de seus componentes internos, como o mandril. A lubrificação evita o desgaste prematuro das peças móveis e mantém o equipamento funcionando suavemente.

ü Armazenamento correto: após o uso, armazene a furadeira em local seco e arejado, longe da exposição a umidade e calor excessivo. Ferramentas elétricas portáteis devem ser guardadas em caixas ou estojos próprios para evitar danos e contato com outros equipamentos que possam causar avarias.

ü Revisão periódica: para garantir a segurança do equipamento, é recomendável realizar manutenções preventivas periódicas, seguindo o cronograma estabelecido pelo fabricante no manual. Profissionais qualificados devem realizar reparos mais complexos e substituições de peças, evitando manutenções improvisadas que podem comprometer a segurança.

Ao seguir essas dicas de manutenção e cuidados, a furadeira elétrica portátil continuará operando de forma eficiente e segura, reduzindo o risco de falhas mecânicas e acidentes no ambiente de trabalho.

 

Conclusão

A furadeira elétrica portátil é uma ferramenta muito importante em diversos setores, especialmente na construção civil.

 

 

Trabalhe seguro com furadeira

Mas, seu uso requer atenção redobrada às medidas de segurança e manutenção. Ao seguir as práticas adequadas de prevenção, como o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s, a inspeção regular do equipamento e a escolha da ferramenta adequada para cada tipo de trabalho, é possível minimizar os riscos de acidentes.

Além disso, garantir a manutenção preventiva e a limpeza regular da furadeira contribui não apenas para a segurança dos operadores, mas também para a durabilidade e desempenho da ferramenta.

Investir em capacitação e treinamento dos trabalhadores também é essencial para garantir que todos saibam operar a ferramenta com segurança e eficiência.

Em suma, a segurança no uso da furadeira não é apenas responsabilidade do operador, mas de toda a equipe e da empresa, que deve fornecer as condições adequadas para um ambiente de trabalho seguro e produtivo.

 

 

 

 

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COMO TORNAR O TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE SACOS E CAIXAS MAIS SEGUROS E SAUDÁVEIS?


 

Como tornar o transporte e armazenamento de sacos e caixas mais seguros e saudáveis? Vamos aprender um pouco sobre NR-11 e NR-17?

 

O transporte e armazenamento de sacos e caixas são comuns em todo tipo de comércio, dos menores aos maiores. Lojas de calçados de grande porte oferecem gôndolas cujos sapatos estão estocados na área de vendas. No meio rural, alguns produtores preferem armazenar seus grãos produzidos em sacos, e na construção civil, diversos tipos de materiais são armazenados em canteiro.

Em crescente no Brasil, hoje vemos vários atacarejos supermercadistas surgindo das tradicionais redes de supermercados e fazendo sucesso com recordes em faturamento e abertura de novas lojas. Nesse tipo de estabelecimento, em especial, os estoques estão ainda mais perto do público em geral. Acidentes podem acontecer em função de falhas de segurança. Um exemplo foi a queda de gôndolas em um atacarejos em São Luis, no Maranhão, no ano de 2020.

 

Queda de gôndolas em “atacarejo” (São Luis/MA), no ano 2020. Fonte: G1/Reprodução

 

Outro exemplo foi a queda de uma pilha de sacos de cimento que caiu em um automóvel estacionado próximo ao local de armazenamento:

 

Queda de sacos de cimento. Fonte: D24am/Reprodução

 

Houve danos materiais, mas poderia ter ocorrido algo ainda mais sério com a integridade física dos ocupantes do local. As instabilidades de materiais armazenados podem levar a quedas de pessoas ou mesmo morte por impactos mecânicos fortes ou esmagamento.

Existem aspectos de segurança que precisam ser levados em conta no transporte e armazenamento, bem como a ergonomia durante o manuseio de mercadorias, principalmente nas tarefas manuais. Esse assunto é tema da NR 11 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais – e da NR 17 – Ergonomia.

Exemplos de acidentes como vimos podem ser evitados, dentre outros vários problemas relacionados a transporte e armazenamento. Ao longo deste post, falarei um pouco mais sobre como pode ser mais segura e saudável a atividade de transporte e manuseio de materiais, principalmente manual. Ao fim, veremos como o profissional SST pode contribuir para a melhoria da saúde e segurança nessas atividades.

 

Ergonomia nas atividades de transporte e armazenamento

 

A movimentação de cargas, principalmente manual, envolve cuidados quanto:

ü Ao posicionamento do trabalhador quando acessa à carga, abaixa e levanta.

ü À realização de alongamentos e ginástica laboral antes e após o trabalho.

ü À carga máxima que pode ser erguida pelo trabalhador.

ü À distância máxima que pode ser percorrida.

ü À repetitividade de movimentos ao longo do dia.

 

Esses cuidados evitam que o trabalhador apresente doenças como lesões por esforços repetitivos – LER e distúrbios osteosmoleculares relacionados ao trabalho – DORT. Outras doenças também podem ser evitadas.

A mecanização de atividades repetitivas pode ajudar a evitar o aparecimento de doenças nos trabalhadores, entretanto, não é possível eliminá-las do dia-a-dia de trabalho. Em função disso, os cuidados ergonômicos, incluindo as Análises Ergonômicas do Trabalho - AET’s são tão importantes.

 

Como o transporte manual pode ser realizado?

 

Para falar sobre o transporte manual e como ele pode ser realizado, vou trazer alguns exemplos:

ü Uma loja de calçados cuja funcionária precisa trazer alguns modelos de mocassim e botinas a um cliente.

ü Um jardineiro que precisa levar os resíduos das plantas para a compostagem.

ü Um pedreiro levando um balde de argamassa para chumbar telhas de espigão em um telhado.

ü O trabalhador levando um saco de grãos para o armazém da fazenda.

 

Cada um desses exemplos vai ser explicado por mim a seguir.

 

Transporte com o corpo

Para a funcionária ir buscar o mocassim e as botinas, deve pegar as caixas com as duas mãos e aproximar do corpo. Para entregar ao cliente, deve se abaixar, dobrando seus joelhos para depositar as caixas no chão ou no banco da loja. Nada de se abaixar dobrando a coluna.

 

Transporte com o corpo

 

Transporte usando carrinhos

O jardineiro provavelmente iria utilizar um carrinho de mão ou outro contêiner específico para guardar os restos de folhas, galhos e terra. Além de usar luvas para evitar machucados, deve usar apenas um carrinho de mão que tiver proteções onde as mãos forem posicionadas para o transporte e armazenamento. Também deve dobrar os joelhos ao pegar e soltar os pegadores.

 

Transporte usando carrinhos

 

Transporte da carga no desnível

Para chumbar (fixar com argamassa) as telhas de espigão num telhado cerâmico, primeiro o pedreiro deve subir por meio de uma escada ao telhado, sempre usando três pontos de apoio (dois pés e uma mão ou o inverso) durante a subida. Apenas depois deve erguer o balde de argamassa ao local de trabalho com o uso de roldanas ou guinchos de coluna.

Há risco de queda em subir carregando o balde ao mesmo tempo. Além de ser instável, não é mais rápido praticar essa atitude imprudente, pois uma queda leva à necessidade de cirurgias e parada por meses, além de fisioterapia, isso quando não ocorrem consequências mais graves.

 

Empilhamento manual

O empilhamento manual de sacos é realizado em fazendas onde o uso de silos não é viável ou é pequena a quantidade de grãos a armazenar. O trabalhador precisa cuidar na montagem das pilhas para correta amarração, distanciadas das paredes e seguindo uma altura de empilhamento seguro.

 

Empilhamento manual

 

Tanto no caso de sacos, como de caixas, os cuidados de empilhamento são muito importantes pois, caso não seja bem executado, pode levar a quedas de materiais, com esmagamento e fraturas nos trabalhadores. Todo profissional precisa ser bem treinado para que as atividades se tornem seguras.

 

Papéis do profissional SST

Todos os exemplos listados representam aspectos muito importantes no transporte seguro e na ergonomia do trabalho no armazenamento dos materiais. Apesar disso, nem sempre é simples convencer empresas e trabalhadores de como deve ser realizado o trabalho.

O profissional SST, nesse caso, precisa entender quais são as formas adequadas de realização dos serviços e explicá-las a todos, de forma didática e ilustrativa. O empregador precisa dispor de prateleiras fixas ou empilhamentos adequados e exigir serviços feitos de acordo com os limites físicos dos trabalhadores. O trabalhador, por sua vez, deve saber quais as posturas adequadas e segui-las em seu dia-a-dia.

 

Consultorias

Diversas NR’s tratam de ergonomia e transporte de materiais, com destaque à NR 11 e à NR 17. Por meio de uma análise ergonômica do trabalho – AET, os profissionais SST definem quais medidas são adequadas para cada atividade laborativa, considerando porte e setor da empresa.

Problemas de ergonomia e segurança no transporte de materiais também são levantados por órgãos públicos fiscalizadores, como o Ministério Público do Trabalho. Assim como um profissional de SST vai levantar possíveis itens a serem corrigidos na empresa, outros profissionais da área precisam atuar em correções e adequações para a realização das melhorias.

Importante ressaltar que AET não é mero documento. Caso os órgãos fiscalizadores constatem existir uma AET, mas ela não seja condizente com a realidade, haverá penalização. É por isso que não só o profissional SST precisa conhecer as normas regulamentadoras, quanto ressaltar aos empregadores da importância de seguir suas prescrições.

 

Treinamentos sobre transporte e armazenamento

 

Treinamento sobre transporte e armazenamento de sacos e caixas

 

Como mencionado, tanto os empregadores como empregados precisam saber e estarem convencidos da importância de cuidados com ergonomia e adequada segurança no transporte e no armazenamento de materiais, e isso se faz com conhecimento, informações de qualidade e bem estruturadas. Há ainda os casos de profissionais que atuam na área e desejam ampliar conhecimentos. Para essas duas situações, os profissionais de SST são os mais capacitados para ministrar treinamentos e, além de nobre função, tem-se uma grande oportunidade de trabalho.

Não basta apenas explicar informalmente quando se trata de exigência legal ou algo mais específico à empresa. É preciso demonstrar de forma estruturada aquele conhecimento aos interessados. Os treinamentos ajudam muito nisso, fazendo com que os interessados aprendam de forma consistente as exigências legais.

 

Como fazer esse treinamento?

Para explicar e realizar um treinamento consistente sobre ergonomia em situações de transporte com o corpo, com recursos auxiliares, em desnível ou ainda os empilhamentos, é preciso usar recursos didáticos. Apresentações de slides, apostilas e avaliações de múltipla escolha do conhecimento adquirido são alguns desses recursos, sendo valiosos para a transmissão do conhecimento, aliando-se à bagagem do instrutor.

Apesar disso, produzir um treinamento demanda tempo, pesquisa e atualização constantes. Para um profissional SST, em seu dia-a-dia, produzir esse material, grande esforço pode ser dispendido, o que pode tornar o treinamento oneroso ao consumidor final e pode inviabilizar o desenvolvimento do trabalho de treinamento.

 

 

 

 

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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

 




 

EPI PARA TRABALHO EM ALTURA: SAIBA OS EPI’s MAIS UTILIZADOS!

 


Nos trabalhos em altura, a utilização correta de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s é mais do que uma simples medida de precaução; é uma necessidade vital.

Diariamente, profissionais de diversas áreas enfrentam o desafio de executar tarefas em locais elevados, como na manutenção de torres, na construção de edifícios ou na inspeção de pontes.

Essas atividades arriscadas, exigem não somente habilidade e precisão, mas também uma garantia de segurança que minimize os riscos inerentes ao trabalho em altura.

É nesse contexto que os EPI’s, como cintos de segurança, capacetes e talabartes, desempenham um papel essencial. Eles funcionam como uma armadura protetora, oferecendo um antídoto contra o medo e os perigos associados a essas atividades em altura.

Neste artigo, exploraremos a natureza e a importância dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s.

Do mesmo modo, abordaremos os tipos mais comuns e as práticas recomendadas para a manutenção desses equipamentos essenciais!

 

A Importância da NR 35 para Trabalhos em Altura

 


A NR 35, estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego no Brasil, define os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura.

Envolve, por exemplo, o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com estas atividades.

Essencial para a prevenção de acidentes e lesões no ambiente de trabalho, a NR 35 se aplica a qualquer trabalho realizado acima de 2,0 metros do nível inferior, onde haja risco de queda.

 

O que são Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s?

Os Equipamentos de Proteção Individual, comumente conhecidos pela sigla EPI’s, são itens essenciais de segurança para proteger os trabalhadores contra riscos potenciais.

Estes riscos são os que possam ameaçar sua saúde e segurança no ambiente de trabalho. Normas de segurança e saúde ocupacional regulamentam esses equipamentos.

Seu uso é mandatório de acordo com várias atividades profissionais, especialmente aquelas que envolvem riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes.

Os EPI’s servem como uma barreira física entre o trabalhador e os perigos presentes no local de trabalho.

Desenvolvedores criam os EPI’s para proteger partes específicas do corpo, conforme a natureza do risco e no tipo de trabalho realizado. Isso abrange a proteção para a cabeça, olhos, ouvidos mãos, pés, pele e sistema respiratório.

Diversos setores vitais, incluindo construção civil, manufatura, laboratórios químicos e serviços de saúde, necessitam dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s.

Não apenas a qualidade e o design do equipamento determinam a eficácia dos EPI’s, mas o uso correto e consistente por parte do trabalhador também é fundamental.

Este uso envolve a escolha do EPI adequado para o risco específico, o ajuste correto ao usuário, manutenção regular e substituição do equipamento quando necessário.

Treinar os trabalhadores no uso correto dos EPI’s é tão fundamental quanto a disponibilidade dos equipamentos.

Assim, garantindo não apenas a segurança do indivíduo, mas também promovendo um ambiente de trabalho mais seguro para todos.

 

Quais são os EPI’s para trabalhos em altura?

Ø Cinto de segurança: Vital para prevenir quedas, os cintos de segurança variam em modelo, desde simples cinturões até arneses completos.
Essas diferenças de design distribuem o impacto de uma queda.
Escolher o cinto certo envolve entender a natureza do trabalho e o nível de mobilidade necessário.

Ø Talabarte: Estes são usados em conjunto com os cintos de segurança, permitindo ao trabalhador mover-se livremente, enquanto permanece ancorado.
Diferentes tipos de talabartes, como de posicionamento ou de retenção de queda, servem a propósitos distintos.

Ø Travaquedas: Essenciais para interromper a queda de um trabalhador, os travaquedas devem ser escolhidos com base no tipo de movimento esperado.
Outro aspecto que deve ser considerado é distância de trabalho em relação ao ponto de ancoragem.

Ø Capacete: Proteção contra impactos na cabeça, objetos em queda e até mesmo contrachoques elétricos. Visto que a escolha correta do capacete pode fazer a diferença em um acidente.

Ø Botas de segurança: Com solados projetados para aderência e proteção contra perfuração, a saber, as botas de segurança são fundamentais para evitar escorregões.
De semelhante forma, também evitam os tropeços ou ferimentos por pisar em objetos pontiagudos.

Ø Equipamentos específicos para a atividade: Luvas, óculos, e outros EPIs devem ser selecionados com base nos riscos específicos da tarefa a ser executada.

 

Como escolher os EPI’s adequados para trabalhos em altura:

 

Avalie os riscos envolvidos na atividade e as normas de segurança aplicáveis

A seleção de EPI’s começa com uma análise de risco detalhada, que identifica os perigos específicos associados a uma tarefa ou ambiente de trabalho.

Essa análise deve levar em consideração a natureza do trabalho, os riscos ambientais, a frequência de exposição a perigos e a gravidade potencial de lesões ou doenças.

Além disso, é fundamental estar atualizado com as normas de segurança locais e internacionais que regem o uso de EPI’s, garantindo que os equipamentos selecionados atendam ou superem os padrões exigidos.

 

Escolha equipamentos que se ajustem corretamente ao usuário

Um EPI eficaz é aquele que se ajusta bem ao usuário, proporcionando proteção sem sacrificar o conforto ou a mobilidade.

Por exemplo, um cinto de segurança para trabalho em altura deve ser ajustável para acomodar diferentes tamanhos de corpo, enquanto ainda permite liberdade de movimento.

As empresas devem fornecer uma gama de tamanhos e modelos de EPIs e considerar ajustes personalizados quando necessário, para garantir que cada trabalhador receba a proteção adequada.

 

Inspecione os EPI’s antes de cada uso

Antes de iniciar o trabalho, cada peça de EPI deve ser inspecionada visualmente para sinais de desgaste, danos ou defeitos.

Trincas em capacetes, desgaste em cinturões de segurança e rasgos em luvas são exemplos de problemas que podem reduzir significativamente a proteção oferecida.

Essas inspeções garantem que os EPIs proporcionem o nível de segurança esperado e devem ser complementadas com inspeções mais detalhadas em intervalos regulares.

 

Manutenção e conservação dos EPI’s de trabalhos em altura:

 

A limpeza regular e o armazenamento apropriado

Os usuários devem realizar a limpeza seguindo as instruções do fabricante, a saber, utilizando os produtos e métodos recomendados para evitar danos aos materiais.

Após realizar a limpeza, você deve armazenar os EPI’s em locais limpos, secos e protegidos da luz solar direta, produtos químicos ou temperaturas extremas, que podem acelerar o desgaste do material.

 

Inspeções regulares para identificar desgastes ou danos

Além de realizar inspeções diárias antes do uso, você deve submeter os EPI’s a inspeções periódicas detalhadas para identificar problemas que não são evidentes durante uma verificação visual rápida.

Isso inclui não apenas a verificação de mecanismos de bloqueio em travaquedas, como também a integridade de costuras em vestimentas de proteção e a eficácia das vedações em máscaras respiratórias.

 

Substituição de equipamentos danificados

Você deve retirar de uso imediatamente e substituir qualquer item de EPI que não passe na inspeção por apresentar desgaste significativo, danos ou defeitos.

Igualmente, manter um inventário de substituição e estabelecer um processo claro para a substituição rápida de EPI’s danificados são práticas essenciais para evitar exposições desnecessárias a riscos.

Esses procedimentos garantem não apenas a proteção contínua dos trabalhadores, mas também reforçam uma cultura de segurança que reconhece e valoriza a importância dos EPI’s em toda a organização.

 

Dicas para a segurança para trabalhos em altura:

Trabalhar em alturas apresenta desafios únicos e riscos potenciais que requerem uma abordagem meticulosa para a segurança.

Para minimizar esses riscos e assegurar a realização segura das operações, você deve implementar algumas práticas essenciais:

 

Assegure que todos os trabalhadores recebam treinamento adequado e específico para a tarefa

O treinamento é a pedra angular da segurança no trabalho em altura.

Cada trabalhador deve receber um treinamento abrangente que cubra não apenas o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s, mas também técnicas seguras para trabalhar em altura.

Aprender a reconhecer não somente os perigos potenciais, como também medidas preventivas.


Os responsáveis devem regularmente especificar e atualizar o treinamento para as tarefas realizadas, refletindo quaisquer mudanças nos procedimentos de trabalho ou na legislação de segurança.

Além disso, simulações práticas e exercícios de resgate podem preparar os trabalhadores para responder eficazmente em caso de emergência.

 

Um planejamento cuidadoso da atividade pode prevenir situações de risco

Antes de iniciar qualquer trabalho em altura, realize um planejamento detalhado da atividade.

Isso inclui a realização de uma avaliação de risco para identificar e mitigar possíveis perigos.

Inclui também a seleção dos EPI’s adequados, e a definição de procedimentos de trabalho que minimizem a exposição ao risco.

Todavia, o planejamento também deve considerar condições ambientais, como o clima, que podem afetar a segurança, e incluir estratégias para lidar com possíveis emergências.

A comunicação clara das tarefas, responsabilidades e procedimentos de segurança a todos os envolvidos é essencial para o sucesso do planejamento.

 

A supervisão constante garante que as práticas de segurança sejam sempre seguidas

A supervisão efetiva é primordial para manter os padrões de segurança durante o trabalho em altura.

Isso implica não apenas supervisionar ativamente o trabalho para assegurar a adesão às práticas de segurança.

Também implica em estabelecer uma linha de comunicação aberta, permitindo que os trabalhadores reportem condições inseguras ou preocupações sem temer represálias.

Além disso, a supervisão inclui verificar regularmente a condição dos EPI’s e garantir a correta implementação de todas as medidas de segurança planejadas.

Supervisores treinados e experientes podem identificar potenciais perigos antes que se tornem problemas sérios e agir proativamente para manter a segurança.

Implementando essas práticas, as organizações podem criar um ambiente de trabalho mais seguro para aqueles que realizam tarefas em altura, assim, reduzindo significativamente o risco de acidentes e lesões.

Em suma, a segurança no trabalho em altura exige um compromisso contínuo de todos os níveis da organização, desde a gestão até os trabalhadores no campo.

 

EPI’s são indispensáveis para a segurança em trabalhos em altura

Em resumo, a escolha correta e o uso adequado dos EPI’s são indispensáveis para a segurança em trabalhos em altura.

Este artigo ofereceu não somente um panorama dos principais equipamentos de proteção individual, assim como orientações sobre como selecioná-los e mantê-los adequadamente.

Portanto, a segurança no local de trabalho transcende a mera conformidade com regulamentações; ela reflete um compromisso coletivo com o bem-estar de cada pessoa que pisa em um canteiro de obras, sobe uma escada ou realiza tarefas em qualquer altura.

Ao adotarmos e promovermos o uso consciente e correto dos EPI’s, além de protegermos vidas, também reafirmamos nosso respeito pela dignidade humana e a importância de cada trabalho realizado nas alturas.

 

 

 

 

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PLATAFORMA ELEVATÓRIA MÓVEL DE TRABALHO PEMT

 



A plataforma elevatória móvel é essencial para profissionais que atuam em trabalhos em altura, proporcionando segurança e eficiência nas operações diárias.

Diariamente, esses trabalhadores enfrentam desafios que exigem soluções práticas e confiáveis.

Com o PEMT, as tarefas em alturas elevadas tornam-se mais acessíveis e menos arriscadas, permitindo que os operários foquem na qualidade do serviço.

Neste artigo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre as plataformas elevatórias móveis de trabalho.

 

Definição e Funcionamento

Antes de tudo, é importante entender que é uma plataforma elevatória móvel de trabalho.

O PEMT é um equipamento mecânico ou hidráulico projetado para elevar pessoas e materiais em diferentes alturas.

Funciona através de sistemas que permitem movimentos verticais e, em alguns casos, horizontais, facilitando o acesso a locais de difícil alcance.

Além disso, essas plataformas são montadas sobre bases móveis, como rodas ou esteiras, o que possibilita sua movimentação no ambiente de trabalho.

Essa mobilidade é crucial para projetos que exigem agilidade e mobilidade, pois reduz o tempo gasto com montagem e desmontagem de estruturas fixas.

Por fim, o PEMT aumenta a produtividade e a segurança dos trabalhadores, tornando-se uma ferramenta necessária em diversos setores, como construção civil, manutenção industrial e eventos.

 

Tipos de PEMT

Em seguida, exploraremos os diferentes tipos de plataformas elevatórias móveis disponíveis no mercado.

Existem plataformas tesoura, que elevam verticalmente e são ideais para trabalhos diretamente acima da base.

Também há plataformas articuladas, que possuem braços dobráveis, permitindo alcance em áreas mais complexas.

Outra opção são as plataformas telescópicas, conhecidas por seu grande alcance horizontal e vertical, sendo perfeitas para trabalhos em alturas extremas.

Além disso, existem plataformas verticais, compactas e adequadas para espaços restritos, facilitando manobras em ambientes internos.

Dessa forma, a escolha do tipo de PEMT dependerá das necessidades específicas de cada projeto, considerando fatores como altura, espaço e acessibilidade.

 

Normas Aplicáveis

Para garantir a segurança no uso dos PEMT’s, é fundamental seguir as normas vigentes.

Por exemplo, a ABNT NBR 16776 estabelece os requisitos de segurança para a fabricação, operação e manutenção dessas plataformas.

Essa norma define padrões que devem ser seguidos para evitar acidentes e garantir o bom funcionamento do equipamento.

Além disso, a NR12 do Ministério do Trabalho e Emprego aborda a segurança no trabalho com máquinas e equipamentos, incluindo as plataformas elevatórias.

Ela determina medidas preventivas e orientações para proteger os trabalhadores de riscos mecânicos e outros perigos associados.

Portanto, estar em conformidade com as normas é indispensável para a segurança dos operários e para o sucesso do projeto.

 

Como a regulamentação NR18 o uso do PEMT em diferentes setores

A NR18, que trata das Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, regulamenta o uso de plataformas elevatórias móveis nesse setor.

Por exemplo, ela exige que os equipamentos sejam executados regularmente e que apresentem documentação atualizada.

Adicionalmente, a norma determina que os operadores sejam devidamente treinados e capacitados, garantindo que conheçam os procedimentos de segurança e as características técnicas da PEMT.

Isso é vital para prevenir acidentes e garantir a eficiência das operações.

Assim, a NR18 contribui para a padronização e segurança no uso das plataformas elevatórias móveis de trabalho em diferentes setores da indústria.

 

Segurança no Uso da PEMT

A segurança é primordial quando se trata do uso de plataformas elevatórias móveis.

Por exemplo, é essencial realizar inspeções diárias antes do uso, verificando itens como sistemas de elevação, controles e dispositivos de segurança.

Isso ajuda a identificar possíveis falhas que possam comprometer a integridade dos trabalhadores.

Além disso, é importante que os operadores utilizem Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s, como capacetes, cintos de segurança e calçados adequados.

Esses EPI’s oferecem uma camada extra de proteção contra eventuais incidentes.

Portanto, a combinação de equipamentos bem mantidos e o uso correto dos EPI’s garantem um ambiente de trabalho mais seguro e confiável.

 

Regulamentação e Treinamento

Outro aspecto crucial é a regulamentação e o treinamento dos operadores de PEMT.

Inicialmente, a legislação exige que os trabalhadores sejam capacitados por meio de cursos específicos, que abrangem tanto a teoria quanto a prática.

Isso inclui o conhecimento das normas NR12 e NR18, bem como procedimentos de emergência.

Além disso, é recomendado que haja atualização periódica desse treinamento, mantendo os operadores atualizados sobre novas tecnologias e práticas de segurança.

Isso não apenas cumpre as exigências legais, mas também promove uma cultura de segurança dentro da empresa.

Dessa forma, investir em treinamento é investir na segurança e eficiência das operações em altura.

 

Quais são os requisitos mínimos de treinamento para operadores de PEMT

Para operar uma plataforma elevatória móvel, o trabalhador deve cumprir os requisitos mínimos de treinamento.

Primeiramente, é necessário participar de um curso com carga horária adequada, que aborde aspectos como funcionamento do equipamento, normas de segurança e práticas operacionais.

Além disso, a operadora deverá ser avaliada quanto à sua capacidade de identificar riscos e executar procedimentos de emergência.

Essa avaliação garante que o profissional esteja apto a lidar com situações adversárias que possam surgir durante o trabalho.

Por fim, é importante que a empresa mantenha os registros dos treinamentos e certificações, garantindo a conformidade com as exigências legais e a segurança de todos os envolvidos.

 

Benefícios do PEMT para a Eficiência Operacional

Além da segurança, a utilização do PEMT traz benefícios para a eficiência operacional.

Por exemplo, a mobilidade e a facilidade de operação envolvem o tempo gasto em deslocamentos e custos, aumentando a produtividade.

Além disso, a capacidade de alcançar áreas de difícil acesso permite que tarefas complexas sejam realizadas com maior facilidade.

Isso resulta em economia de tempo e recursos, otimizando os processos e melhorando os resultados finais.

Assim, o PEMT é uma aliada não apenas na segurança, mas também na eficiência das operações em altura.

 

Manutenção Preventiva da PEMT

Para garantir o desempenho e a segurança da plataforma elevatória móvel, a manutenção preventiva é fundamental.

Por exemplo, inspeções regulares podem identificar desgastes ou falhas em componentes críticos, permitindo reparos antes que ocorram problemas maiores.

Além disso, siga as recomendações do fabricante quanto à manutenção prolongando a vida útil do equipamento e evitando paradas inesperadas.

Isso é essencial para manter a produtividade e evitar custos adicionais com reparos emergenciais.

Portanto, a manutenção preventiva é um investimento que garante o funcionamento eficiente e seguro do PEMT.

 

 

 

 

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