terça-feira, 1 de outubro de 2024

 





 

NR 13: O QUE É, OBJETIVOS E IMPORTÂNCIA

 



A Norma Regulamentadora NR 13 é uma legislação brasileira que estabelece requisitos mínimos para garantir a segurança na operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. Criada com base na Lei nº 6.514/77, a NR 13 é fundamental para prevenir acidentes e garantir a integridade física dos trabalhadores que atuam nesses ambientes.

A NR 13 estabelece uma série de medidas de controle, incluindo a realização de inspeções periódicas, testes de segurança, manutenção preventiva e corretiva, treinamento dos operadores, e a implementação de sistemas de segurança, como válvulas de segurança e dispositivos de alívio de pressão.

Sua observância é fundamental para garantir um ambiente de trabalho seguro e prevenir acidentes graves, como explosões e vazamentos, que podem resultar em danos materiais, lesões graves e até mesmo perda de vidas.

Neste artigo falaremos a respeito da NR 13 e a importância do treinamento para operadores de caldeira e vasos de pressão, e demais pessoas que têm acesso a esses equipamentos, a fim de evitar acidentes de trabalho. Boa leitura!

 

O que é a Norma Regulamentadora NR 13?

A Norma Regulamentadora NR 13 é uma legislação brasileira estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que faz parte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela tem como objetivo principal regulamentar as condições mínimas de segurança na operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão em ambientes laborais.

Essa norma foi criada com base na Lei nº 6.514/77, que trata da segurança e medicina do trabalho, e tem como intuito principal prevenir acidentes, proteger a saúde dos trabalhadores e garantir a integridade física dos profissionais que operam ou realizam manutenção em caldeiras e vasos de pressão.

A NR 13 estabelece requisitos mínimos para a instalação, operação, manutenção e inspeção desses equipamentos, incluindo aspectos técnicos, procedimentos de segurança, capacitação dos trabalhadores, documentação necessária e periodicidade das inspeções. Ela também define as responsabilidades dos empregadores e dos trabalhadores em relação à segurança nesse ambiente de trabalho.

Em resumo, a NR 13 tem como finalidade garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para os profissionais que atuam em instalações com caldeiras e vasos de pressão, reduzindo os riscos de acidentes e promovendo a proteção da vida e da saúde dos trabalhadores.

 

Quais os objetivos da Norma Regulamentadora NR 13?

 

Garantir a segurança e saúde dos trabalhadores 

A NR 13 visa garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para os profissionais que operam e realizam manutenção em caldeiras e vasos de pressão, protegendo-os contra acidentes e riscos ocupacionais.

 

Prevenir acidentes e incidentes

Um dos objetivos fundamentais da NR 13 é prevenir acidentes, explosões, vazamentos e outros incidentes que possam ocorrer durante a operação, manutenção ou inspeção de caldeiras e vasos de pressão.

 

Estabelecer medidas de controle

A norma estabelece requisitos mínimos e medidas de controle que devem ser adotadas pelos empregadores e trabalhadores para garantir a segurança na operação e manutenção desses equipamentos, incluindo inspeções periódicas, treinamento adequado, utilização de equipamentos de proteção, entre outros.

 

Preservar a integridade dos equipamentos

Além de proteger os trabalhadores, a NR 13 também tem como objetivo preservar a integridade dos equipamentos, garantindo seu funcionamento adequado e evitando danos materiais.

 

Cumprir legislações e normas técnicas

A norma visa garantir o cumprimento das legislações e normas técnicas vigentes relacionadas à segurança na operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, contribuindo para o atendimento aos requisitos legais e normativos aplicáveis.

Como vimos, os objetivos da NR 13 estão direcionados para a proteção dos trabalhadores, prevenção de acidentes, estabelecimento de medidas de controle, preservação dos equipamentos e cumprimento das normas e legislações pertinentes.

 

Quais as medidas de controle da Norma Regulamentadora NR 13?

A NR 13 estabelece diversas medidas de controle que devem ser adotadas pelos empregadores e trabalhadores para garantir a segurança na operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. A seguir listamos as principais:

Inspeções periódicas: realização de inspeções periódicas por profissionais habilitados, conforme especificações técnicas e periodicidade estabelecida na norma, visando identificar e corrigir eventuais falhas, desgastes ou defeitos nos equipamentos.

Manutenção preventiva e corretiva: realizar manutenção preventiva e corretiva conforme recomendações do fabricante e da norma, incluindo a substituição de peças desgastadas, reparos necessários e ajustes para garantir o funcionamento seguro dos equipamentos.

Treinamento adequado: capacitação e treinamento adequado para os operadores, mantenedores e demais trabalhadores envolvidos na operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, abordando aspectos técnicos, procedimentos de segurança, identificação de riscos e procedimentos de emergência.

Uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s) e coletiva (EPC’s): fornecimento e utilização adequada de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), como capacetes, luvas, óculos de proteção, entre outros, conforme necessidade específica de cada atividade. Além disso, deve-se garantir a disponibilidade e utilização de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s), como guarda-corpos, sinalização de segurança, sistemas de ventilação, entre outros.

Cumprimento das normas técnicas e regulamentações: adotar medidas para garantir o cumprimento das normas técnicas e regulamentações aplicáveis à operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, incluindo a utilização de materiais e componentes conformes, procedimentos operacionais padronizados, entre outros.

Documentação e registros: manter documentação e registros atualizados, incluindo relatórios de inspeção, certificados de manutenção, registros de treinamento, entre outros documentos exigidos pela norma, para comprovar o cumprimento das exigências e a conformidade com os requisitos estabelecidos.

Essas são algumas das principais medidas de controle estabelecidas pela NR 13 para garantir a segurança na operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão. Seu cumprimento rigoroso é essencial para prevenir acidentes e proteger a integridade física dos trabalhadores.

 

Qual a importância da Norma Regulamentadora NR 13?

A NR 13 visa garantir a integridade física dos trabalhadores que operam caldeiras e vasos de pressão, prevenindo acidentes graves que podem resultar em lesões sérias, afastamentos, e até mortes.

Ao estabelecer requisitos mínimos de segurança, a norma ajuda a prevenir acidentes como explosões, vazamentos e outros eventos que podem causar danos materiais, ambientais e humanos.

Além de proteger os trabalhadores, a norma também visa proteger o meio ambiente, evitando vazamentos de substâncias perigosas que possam contaminar o solo, a água e o ar.

Seu cumprimento é obrigatório por lei, garantindo que as empresas estejam em conformidade com as regulamentações governamentais e evitando possíveis sanções legais e multas.

A implementação das medidas de controle estabelecidas na NR 13, como inspeções periódicas e manutenção preventiva, contribui para o funcionamento seguro e eficiente de caldeiras e vasos de pressão, reduzindo o risco de paradas não planejadas e aumentando a produtividade.

 

Quais os erros mais comuns em serviços de operação de caldeira?

São diversas as situações que podem resultar em incidentes envolvendo vasos de pressão e caldeiras durante a jornada de trabalho. Abaixo, destacamos os erros mais comuns relacionados a essa área. Confira:

 

Falta de treinamento adequado

Operadores de caldeiras muitas vezes não recebem o treinamento adequado sobre os procedimentos de operação, manutenção e segurança, o que pode levar a erros na operação dos equipamentos e ocasionar acidentes.

 

Não seguir as instruções de operação

Ignorar ou não seguir as instruções de operação recomendadas pelo fabricante da caldeira pode resultar em danos aos equipamentos.

 

Negligência na manutenção preventiva

Falha em realizar a manutenção preventiva regular pode levar ao desgaste excessivo dos componentes da caldeira e aumentar o risco de falhas operacionais e acidentes.

 

Desatenção aos procedimentos de segurança

Ignorar ou não seguir os procedimentos de segurança estabelecidos para operar a caldeira, como o uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) ou o não cumprimento das medidas de controle de riscos, pode resultar em acidentes graves.

 

Falta de inspeções periódicas

Deixar de realizar inspeções periódicas conforme exigido pela NR 13 pode resultar em problemas não detectados que podem se tornar sérios a longo prazo.

 

Sobrecarga ou operação fora dos limites de projeto

Operar a caldeira além de sua capacidade projetada pode causar tensões excessivas nos materiais e aumentar o risco de falhas estruturais.

 

Falha na inspeção da água

Não manter níveis adequados de água na caldeira pode levar a superaquecimento e danos graves aos componentes internos.

É importante que os operadores de caldeiras estejam cientes desses erros e sejam treinados adequadamente para evitar sua ocorrência, garantindo assim a segurança e o bom funcionamento dos equipamentos. Além disso, a adoção de um programa de manutenção preventiva eficaz e o cumprimento rigoroso das normas de segurança são essenciais para prevenir acidentes e garantir um ambiente de trabalho seguro.

 

Como funciona os cursos da Norma Regulamentadora NR 13?

Os cursos da NR 13 são projetados para capacitar profissionais que atuam na operação, manutenção e inspeção de caldeiras e vasos de pressão, de acordo com as exigências estabelecidas pela norma. Esses cursos são oferecidos por instituições de ensino, como o Instituto Santa Catarina; empresas especializadas em treinamento em segurança do trabalho e outras entidades credenciadas.

A estrutura e o conteúdo dos cursos podem variar dependendo da instituição que ministra o treinamento, porém, em geral, abrangem os seguintes aspectos:

 

Conteúdo programático 

Os cursos da NR 13 abrangem uma variedade de tópicos, incluindo legislação trabalhista, princípios de funcionamento de caldeiras e vasos de pressão, procedimentos de emergência, inspeção e manutenção preventiva, entre outros.

 

Procedimentos de operação e manutenção

Instruções sobre os procedimentos corretos de operação, manutenção preventiva e corretiva, inspeção e testes de segurança necessários para garantir o bom funcionamento dos equipamentos.

 

Medidas de segurança

Treinamento sobre as medidas de segurança necessárias para prevenir acidentes e proteger os trabalhadores, incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e coletiva (EPC’s), procedimentos de emergência e primeiros socorros.

 

Reciclagem e atualização

Devido à evolução das tecnologias e regulamentações, é comum que os profissionais que operam caldeiras e vasos de pressão precisem passar por cursos de reciclagem e atualização periodicamente para garantir que estejam sempre atualizados com as últimas práticas e requisitos de segurança.

Os cursos da NR 13 podem ser ministrados de forma presencial ou à distância, sendo que, no caso de treinamentos à distância, é necessário que haja uma parte prática presencial para complementar a formação teórica.

Ao final do curso, os participantes recebem um certificado de conclusão, que comprova que estão aptos a operar, manter ou inspecionar caldeiras e vasos de pressão de acordo com as diretrizes estabelecidas pela NR 13. Esse certificado é válido por um determinado período de tempo e deve ser renovado por meio de treinamentos de reciclagem regulares, conforme exigido pela norma.

 

Conclusão

A Norma Regulamentadora NR 13 desempenha um papel importante na garantia da segurança e saúde dos trabalhadores que operam e realizam manutenção em caldeiras e vasos de pressão. Seu cumprimento rigoroso é essencial para prevenir acidentes e proteger a integridade física dos trabalhadores, além de contribuir para a preservação do meio ambiente e a manutenção da segurança industrial. 

Portanto, é fundamental que empregadores e trabalhadores estejam sempre atentos às exigências estabelecidas por esta norma, implementando as medidas de controle necessárias para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável.

 

 



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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

 





 

BOW TIE: COMO APLICAR ESSA ANÁLISE NA GESTÃO DE RISCOS

 



A Análise Bow Tie é uma metodologia amplamente reconhecida na área de segurança do trabalho, que visa identificar e gerenciar os riscos associados a eventos críticos. Esta abordagem visualiza as causas, consequências e medidas de controle de um evento, proporcionando uma compreensão abrangente e sistêmica dos possíveis cenários de incidentes.

Neste artigo falaremos a respeito da Análise Bow Tie e sua importância para a gestão de riscos. Explicaremos seu conceito, vantagens, e quando deve ser feita na sua empresa. Boa leitura!

 

O que é a Análise Bow Tie?

A Análise Bow Tie é uma técnica de avaliação de riscos que utiliza um diagrama em formato de gravata borboleta para representar graficamente os elementos chave de um evento crítico. Os riscos são identificados e categorizados como ameaças potenciais, enquanto as medidas de controle são implementadas para mitigar esses riscos.

 

Quais os objetivos dessa metodologia?

 

Os principais objetivos da Análise Bow Tie são:

·       Identificar os eventos críticos e as possíveis causas que podem desencadeá-los.

·       Avaliar as consequências potenciais associadas a esses eventos.

·       Desenvolver medidas de controle eficazes para prevenir ou mitigar os riscos identificados.

·       Promover uma cultura de segurança proativa e preventiva dentro da organização.

 

Quando deve ser feita?

A Análise Bow Tie deve ser realizada em diversas fases do ciclo de vida de uma operação ou projeto, incluindo:

Durante a fase de planejamento, para identificar os riscos potenciais e desenvolver medidas de controle.

Durante a fase de implementação, para garantir que as medidas de controle sejam adequadamente implementadas.

Durante a fase de operação, para monitorar continuamente os riscos e atualizar as medidas de controle conforme necessário.

Após incidentes ou mudanças significativas no processo, para revisar e melhorar a eficácia das medidas de controle existentes.

 

Quais seus benefícios?

A Análise Bow Tie oferece uma série de benefícios para a segurança do trabalho, incluindo:

Visualização clara dos riscos: o diagrama Bow Tie fornece uma representação visual clara das ameaças, do evento crítico e das consequências, facilitando a compreensão dos riscos envolvidos e das relações entre eles.

Identificação proativa de riscos: a análise por Bow Tie permite identificar proativamente as ameaças que podem levar a um evento crítico, permitindo que medidas de controle sejam implementadas antes que o evento ocorra.

Análise de cenários: a metodologia Bow Tie permite a análise de múltiplos cenários de risco, ajudando as organizações a entender as diferentes maneiras pelas quais um evento crítico pode ocorrer e suas potenciais consequências.

Desenvolvimento de medidas de controle eficazes: ao identificar as ameaças e as consequências associadas a um evento crítico, a análise por Bow Tie ajuda a desenvolver medidas de controle específicas e direcionadas para mitigar os riscos identificados.

Promoção de uma cultura de segurança: ao envolver os funcionários na análise de riscos e na identificação de medidas de controle, a metodologia Bow Tie promove uma cultura de segurança consciente e proativa dentro da organização.

Melhoria contínua: a análise por Bow Tie é um processo dinâmico que pode ser revisado e atualizado conforme necessário, permitindo que as organizações melhorem continuamente suas práticas de segurança e gerenciamento de riscos.

 

Como promover essa metodologia?

 

Para pôr em prática a Análise Bow Tie na empresa, é fundamental:

·       Capacitar os funcionários em técnicas de análise de riscos e na utilização da Análise Bow Tie.

·       Integrar a Análise Bow Tie aos processos existentes de gerenciamento de riscos e segurança do trabalho.

·       Realizar sessões de brainstorming e workshops para identificar riscos e desenvolver medidas de controle.

·       Incorporar a Análise Bow Tie aos planos de treinamento e desenvolvimento dos funcionários.

·       Estabelecer métricas e indicadores de desempenho para monitorar a eficácia das medidas de controle implementadas.

 

Como funciona a metodologia Bow Tie na prática?

Na prática, a metodologia Bow Tie envolve várias etapas que ajudam a identificar, analisar e controlar os riscos associados a eventos críticos. A seguir mostramos uma visão geral de como ela funciona:

 

Identificação do evento crítico 

O primeiro passo é identificar o evento crítico que se deseja analisar. Isso pode ser um acidente grave, uma falha de segurança importante ou qualquer outro evento que represente um risco significativo para a organização.

 

Identificação de ameaças e consequências 

Uma vez que o evento crítico tenha sido identificado, o próximo passo é identificar as ameaças que podem levar a esse evento e as consequências que podem resultar dele. As ameaças podem incluir falhas de equipamentos, erro humano, condições ambientais adversas, entre outros.

 

Desenvolvimento do diagrama Bow Tie 

O diagrama Bow Tie é construído para representar graficamente as relações entre as ameaças, o evento crítico e as consequências. No centro do diagrama está o evento crítico, representado por um nó central. À esquerda do nó central estão as ameaças, representadas por nós na 'asa' esquerda do laço (a gravata). À direita do nó central estão as consequências, representadas por nós na 'asa' direita do laço.

 

Identificação de medidas de controle

Uma vez que o diagrama Bow Tie tenha sido construído, o próximo passo é identificar as medidas de controle que podem ser implementadas para mitigar as ameaças e reduzir a probabilidade de ocorrência do evento crítico, bem como reduzir as consequências caso o evento ocorra.

 

Implementação das medidas de controle

Após a identificação das medidas de controle, elas devem ser implementadas de acordo com o plano estabelecido. Isso pode envolver treinamento de pessoal, manutenção de equipamentos, melhoria de procedimentos operacionais, entre outras ações.

 

Monitoramento e revisão

Uma vez que as medidas de controle tenham sido implementadas, é importante monitorar continuamente sua eficácia e revisar o diagrama Bow Tie conforme necessário. Isso pode envolver a realização de auditorias de segurança, análise de incidentes, feedback dos funcionários, entre outras atividades.

Ao seguir essas etapas, a metodologia Bow Tie ajuda as organizações a entender e gerenciar de forma proativa os riscos associados a eventos críticos, contribuindo para a promoção de um ambiente de trabalho mais seguro e protegido.

 

Conclusão

Como vimos, a Análise Bow Tie é uma ferramenta valiosa para a gestão de riscos na segurança do trabalho, fornecendo uma abordagem sistemática e visual para identificar, avaliar e controlar os riscos associados a eventos críticos. Ao adotar esta metodologia, as empresas podem fortalecer sua cultura de segurança, proteger seus funcionários e ativos, e garantir a continuidade das operações de forma segura e eficiente.

 

 

 

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QUEM É RESPONSÁVEL PELA AUTORIZAÇÃO/ANUÊNCIA PARA TRABALHOS COM RISCO ELÉTRICO SEGUNDO NR-10?

 



A NR 10, visa garantir a segurança dos trabalhadores que atuam em instalações e serviços com eletricidade. Uma das principais exigências dessa norma é a autorização adequada para que os profissionais possam realizar trabalhos com risco elétrico. Esta autorização é um processo que envolve diferentes níveis de qualificação e capacitação, garantindo que apenas pessoas devidamente preparadas possam executar tais atividades.

O texto de hoje aborda especificações da NR 10 quanto às modalidades de profissionais que têm autorização para o trabalho envolvendo eletricidade. Acompanhe e boa leitura!

 

O que é um trabalhador qualificado?

A NR 10 em seu item 10.8.1 define:

10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.

Conforme descrito na NR 10, um profissional qualificado é aquele que possui um curso específico na área elétrica, devidamente reconhecido pelo sistema oficial de ensino. Esses profissionais têm a formação técnica necessária para entender os perigos e procedimentos relacionados ao trabalho com eletricidade.

Isso inclui cursos como Eletrotécnico, Eletromecânica, Engenharia Elétrica, entre outros, aprovados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Esses profissionais são certificados após passarem por exames e avaliações rigorosas, recebendo um diploma ou certificado que comprova sua competência.

 

O que é um trabalhador habilitado?

A NR 10 em seu item 10.8.2 define:

10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

O profissional habilitado é definido na NR 10 como aquele que, além de ser qualificado, possui registro no conselho de classe competente, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). Esse registro atesta que o profissional não só tem a formação adequada, mas também está legalmente apto a exercer a profissão. A habilitação assegura que os trabalhadores possuem conhecimento técnico e legal atualizado, essencial para a segurança no trabalho com eletricidade.

 

O que é um trabalhador capacitado?

Um profissional capacitado é aquele que recebeu treinamento sob a orientação e responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado, conforme definido pela NR-10, item 10.8.3. Para ser considerado capacitado, o profissional deve atender a duas condições:

Receber capacitação: o treinamento deve ser ministrado por um profissional habilitado, que emitirá uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

Trabalhar sob supervisão: o profissional capacitado deve atuar sob a supervisão contínua de um profissional habilitado e autorizado.

Esse treinamento deve ser realizado periodicamente e cobrir tanto aspectos teóricos quanto práticos da segurança elétrica. A capacitação contínua tem como objetivo garantir que os profissionais mantenham um alto nível de segurança em suas práticas diárias.

 

O que é um trabalhador autorizado?

10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com anuência formal da empresa.

Para ser considerado um profissional autorizado a realizar trabalhos com risco elétrico, o indivíduo deve, além de ser qualificado, habilitado ou capacitado, ter sido formalmente autorizado pela empresa. Essa autorização só deve ser concedida após a confirmação de que o profissional cumpriu todas as exigências de qualificação, habilitação e capacitação. Segundo a NR 10,  a responsabilidade pela autorização é do empregador, que deve garantir que todas as condições de segurança estejam atendidas antes de permitir que o trabalhador realize qualquer atividade com eletricidade.

 


Conclusão

A responsabilidade pela autorização para trabalhos com risco elétrico, conforme a NR 10, é uma tarefa que exige atenção aos detalhes e um rigoroso processo de verificação. A norma estabelece que apenas profissionais devidamente qualificados, habilitados e capacitados podem ser autorizados a executar essas tarefas. A segurança no trabalho com eletricidade depende diretamente da competência e preparação dos trabalhadores, e a empresa tem a obrigação de garantir que todos os critérios sejam rigorosamente cumpridos.

Dessa maneira, seguir as orientações da NR 10 além de proteger os funcionários quanto a acidentes de trabalho, garante o cumprimento da norma, e evita danos a terceiros.

 

 



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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

 





 

QUAIS SÃO OS EPI’s PARA O TRABALHADOR RURAL?

 



A cultura agrícola envolve uma série de riscos que podem afetar a saúde do profissional e por isso conhecer os EPI’s para o trabalhador rural torna-se primordial neste momento. A verdade é que a lista poderá variar de acordo com as análises feitas, mas é possível elencar uma lista de produtos que se repetem na maioria das situações.

Os EPI’s são equipamentos imprescindíveis para a segurança física dos trabalhadores, além de aumentarem a produtividade e manterem a empresa em dia com a legislação. No entanto, ainda vemos muitos acidentes e doenças do trabalho que poderiam ter sido evitadas.

Muitas vezes, o trabalhador não sabe das suas responsabilidades, e o mesmo ocorre com o empregador. Quanto o assunto é EPI, todos têm que fazer a sua parte para zelar pela segurança do trabalho dentro da companhia. Por isso que a NR 6 deixa tão claro quais os deveres de cada parte no que se refere a estes produtos.

Bem, se você tem dúvidas sobre os EPI’s para o trabalhador rural, bem como o uso de EPI na agricultura, as responsabilidades de cada um quanto a eles, fique de olho neste artigo! Iremos elencar a você a lista completa dos possíveis EPI’s para a área, e muito mais.

 

O que diz a NR 31?

A NR 31 é a norma regulamentadora responsável pela segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, silvicultura e aquicultura. 

Desta forma, além de propor as medidas de segurança que devem ser implementadas e os requisitos necessários para proporcionar aos trabalhadores boas condições de trabalho, é também responsável por determinar as obrigações dos empregadores e dos trabalhadores. 

Isso é fundamental porque, apesar dos avanços tecnológicos, casos de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais ainda são comuns no meio rural, principalmente devido às condições de trabalho oferecidas aos funcionários. 

Ao longo dos anos, a falta de fiscalização adequada tornou esse ambiente de trabalho perigoso para os trabalhadores exercerem suas atividades. Por isso, a extinta Secretaria do Trabalho aumentou as fiscalizações e exigências para tornar esse ambiente mais seguro para os funcionários.

Assim, a NR 31 nasceu para proporcionar aos trabalhadores boas condições de trabalho, higiene e conforto. A norma exige medidas de segurança adequadas para proteger a saúde e o bem-estar dos trabalhadores rurais. 

Os empregadores devem fornecer um ambiente de trabalho seguro, realizar avaliações de risco e tomar as medidas necessárias para garantir a segurança de todas as atividades, locais de trabalho, máquinas, equipamentos, ferramentas e processos de produção. 

Além disso, informar os trabalhadores de todas as medidas de proteção implementadas nas áreas rurais e treiná-los também são cruciais para manter a saúde e prevenir acidentes de trabalho.

 

EPI’s para o Trabalhador Rural: veja quais são eles!

Os equipamentos de proteção mais importantes que os trabalhadores rurais devem usar são: 

1- Máscara de Proteção

Quando se trata de agrotóxicos, a primeira coisa que vem à nossa mente é a nossa respiração. As máscaras nos protegem da respiração de substâncias extremamente nocivas à nossa saúde. Eles oferecem a proteção ideal que você precisa para o seu trabalho.

2- Luvas de proteção

As luvas são, obviamente, para proteger as mãos. Sua construção possui materiais impermeáveis ​​que não deixam passar nada, além de serem protegidos de agrotóxicos que não entram em contato com a pele. 

3- Óculos de segurança 

Os óculos de segurança não apenas protegem os olhos dos pesticidas, mas também de detritos de outros objetos que podem atingir a área e, até certo ponto, também protegem os olhos da luz. Esses vidros são comumente conhecidos na construção civil, mas no meio rural apresentam algumas diferenças. 

4- Macacão de segurança 

Não é qualquer tipo de macacão que os trabalhadores rurais podem usar. Existe um modelo específico, facilmente encontrado em lojas de EPI’s, que foi feito exatamente para este ramo. Com tecido impermeável grosso, pode proteger o corpo de várias lesões acidentais, como lesões, além da exposição a produtos químicos e dejetos. 

5- Touca árabe

As toucas árabes são aqueles bonés sem aba, mas que possuem um tecido caído ao redor, que protege também o pescoço do usuário. São características de quem trabalha no meio rural. Além de proteger o topo da cabeça, o tecido se estende até os ombros, cobrindo o pescoço, as laterais e as orelhas para evitar queimaduras solares. 

6- Avental

O avental geralmente é utilizado por cima do macacão do trabalhador. É resistente a produtos químicos e é facilmente encontrado em uma variedade de materiais e de revestimentos, até mesmo de PVC. 

7- Bota ou Botina de Segurança

Podemos encontrá-lo de várias formas, das quais o PVC é o mais comum, no entanto, estes não são os melhores. Os mais seguros são feitos de materiais mais duráveis, garantindo a proteção correta dos pés.

 

Onde comprar EPI’s para o Trabalhador Rural? 

O melhor local para comprar os seus EPIs para o trabalhador rural, será em um distribuidor especializado em EPIs. O motivo é simples: eles podem lhe dar acesso às principais marcas do mercado. Além disso, eles fornecem orientação se você ficar em dúvida.

Outro ponto muito importante, o CA. Vamos relembrar novamente a NR 6, que diz no segundo parágrafo: 

6.2 os equipamentos de proteção individual de fabricação nacional ou importados somente poderão ser vendidos ou utilizados sob a orientação de um Certificado de Aprovação – CA emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego do Estado, órgão responsável pela segurança e saúde no trabalho. 

Dito isto, não compre EPI sem a identificação do CA! Aqui na Prometal EPI’s, todos os EPI’s possuem Certificado de Aprovação, ou seja, foram fabricados corretamente para oferecerem a melhor proteção. 

 

 

 

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JAPONA: CONHEÇA OS TIPOS DE JAPONAS NO MERCADO!

 



A Japona é um item muito importante em algumas profissões muito específicas aqui no Brasil. Podendo ser considerada um EPI ou não – a depender de suas características – este produto costuma ser bem eficiente ao que se propõe: segurança ou até mesmo a uniformização da equipe. 

É claro que aqui não nos referimos a apenas um modelo. Existem no mínimo duas especificações para este produto ser utilizado de maneira profissional. E cá entre nós, nós já sabemos a importância dos EPIs e demais itens de proteção, certo?

Aqui no Brasil ainda há uma preocupação muito grande quando o assunto é Segurança do Trabalho. Por este motivo, toda informação de qualidade deve ser incorporada pela empresa e repassada aos seus colaboradores na forma de treinamentos e reuniões.

A importância da utilização dos Equipamentos de Proteção Individual bem como dos demais itens de proteção é algo primordial a ser repassado. Somente assim o empregador poderá ter a certeza de que cada um estará apto a fazer a sua parte. 

No artigo de hoje, iremos falar mais sobre a Japona no mundo da Segurança do Trabalho, para que possamos entender melhor este produto e as diferentes maneiras de encontrá-lo no mercado. Se você tem alguma dúvida em relação a este assunto, fique ligado!

 

O que é uma Japona?

Japona é o nome dado ao casaco de tecido grosso, muitas vezes impermeável, que serve para oferecer proteção térmica ou somente uniformizar e aquecer o usuário. Se houver a necessidade de utilização da mesma em atividades profissionais, o uso passará a ser obrigatório por parte do trabalhador e o fornecimento, por parte do empregador.

Quando se trata de um EPI, a Japona entra na classificação das Vestimentas de Proteção do tronco e membros superiores. Regulamentada pela NR 6, oferece proteção contra baixas temperaturas, umidade ou trabalho com água, entre outros. 

 

Hoje em dia temos dois tipos principais de Japonas que são muito procuradas pelos nossos clientes:

·       Japona Militar (ou Japona do Exército); e 

·       Japona Térmica.

 

As duas são bem diferentes, e não é somente pela estampa clássica do exército não. Suas características as diferem tanto que até mesmo suas classificações são opostas: uma é considerada EPI enquanto a outra, não. Vamos ver um pouco mais sobre elas!

 

Japona Militar (ou Japona do Exército)

A Japona Militar, também conhecida como Japona do Exército, é produzida especialmente para o uso tático e militar. Por este motivo, é composta por materiais que garantem resistência e durabilidade até mesmo nas operações mais complicadas.

Pode ser fabricada em tecido Cedro com fios de alta densidade, o que torna o produto extremamente resistente tanto para rasgos e furos quanto para trações. Mas é claro que neste momento, o conforto também é importante. 

Por isso, é bom deixar claro que apesar da robustez, a japona do exército também é muito confortável para ser utilizada durante muitas horas. Dessa forma, temos aqui um verdadeiro vestuário tático – excelente para operações arriscadas, como também para situações do dia a dia. 

Este produto não é considerado um EPI, pois não possui CA e nem mesmo é listado no Anexo I da Norma Regulamentadora de número 6. No entanto, ainda assim é de uso indispensável e deve ser fornecido pelo órgão responsável.

 

Japona Térmica

Diferente do item anterior, a Japona Térmica é considerada um Equipamento de Proteção Individual. Isso porque atende a todos os requisitos para tal, como: possui Certificado de Aprovação; é listada no Anexo I da NR 6 e oferece proteção individual ao usuário.

Este modelo consiste em uma jaqueta geralmente confeccionada em lona 100% poliamida que pode ter impermeabilidade ou não. Tem como principal objetivo manter a temperatura do corpo do trabalhador amena até mesmo quando o mesmo entrar em ambientes de temperaturas extremamente baixas, produzidas artificialmente

Nesse sentido, é interessante entender que existe o frio (clima) e o frio (de câmara fria). Um é natural e o outro é artificial, respectivamente. É importante frisar isso pois, quando o assunto é uniforme ou vestimenta, estes itens devem ser tratados de formas diferentes.

Para isso, podemos pensar assim: uma coisa é sanar a necessidade quando existe desconforto térmico. Outra é sanar a necessidade quando o frio artificial pode até mesmo matar. Portanto, lembre-se de levar essa diferença em consideração. 

Este EPI é muito recomendado para trabalhadores de frigoríficos, câmaras frias, açougues, entre outros. Para que seja mais confortável, o tecido interno é revestido em poliéster ou algum outro parecido, para oferecer um certo conforto apesar da rigidez do tecido externo.

Possui fecho, que pode ser de velcro, zíper revestido ou botões de pressão. Um capuz revestido da mesma forma que a japona também é acoplado, para uma maior proteção que inclui a cabeça do usuário. Além disso, geralmente possui punhos produzidos em fibras sintéticas, a fim de diminuir a entrada do frio. 

A Japona Térmica foi desenvolvida para a proteção do tronco (membros superiores) do usuário contra todos os riscos de origem térmica. Na maioria dos casos, sendo as temperaturas muito baixas ou negativas as principais vilãs contra a saúde do colaborador.

Dentre os tecidos que geralmente é fabricada, está o brim liso de alto padrão ou Rip Stop de alta solidez. Pode haver cordão de amarração, cotoveleiras, velcro para colocação de insígnias além de bolsos adjacentes com lapelas entreteladas (com a exceção do padrão frigorífico, que não permite bolsos).

Conforme mencionamos, a Japona Térmica é considerada EPI e por isso é um item obrigatório. 

 

Riscos do Trabalho em Baixas Temperaturas

Independente da profissão, qualquer pessoa se tiver que desenvolver qualquer atividade em temperaturas extremamente baixas, já estará enfrentando riscos que podem ser graves. Afinal de contas, um mero frio de inverno já pode causar problemas, imagine trabalhar sob condições mínimas de temperatura?

Como este tipo de trabalho não pode ser evitado, utiliza-se de Medidas de Controle de Risco para atenuar ou eliminar por completo os riscos do ambiente. No entanto, a eliminação nem sempre é possível. Se tratando do frio por exemplo, muitas vezes ele é necessário para a atividade e por isso não é possível eliminá-lo.

 

Nestes casos, utiliza-se os EPI’s, que têm como principal objetivo atenuar o impacto do risco no trabalhador. Assim, no caso das baixas temperaturas que provocam o uso da japona térmica por exemplo, podemos citar como agentes de risco as seguintes enfermidades:

·       Resfriados;

·       Hipotermias;

·       Pneumonias;

·       Tremores;

·       Dormências nas extremidades ou nos membros;

·       Dificuldade na respiração;

·       Baixa pulsação; 

·       Entre outros.

 

Para cada um destes problemas deverão ser pensadas medidas de controle para atenuar a chance dos trabalhadores contraírem alguma dessas enfermidades. Por este motivo que os Equipamentos de Proteção são tão importantes.

Quando todas as demais medidas já tiverem sido tomadas e ainda assim forem insuficientes, é que eles deverão ser empregados. Evidenciando, assim, a importância da utilização correta do produto, que é a última das medidas preventivas de proteção.

Outro ponto muito importante é que geralmente um ambiente de trabalho não possui somente um risco, como vários. Neste caso, não somente um EPI será empregado, como vários também! Um para cada tipo de risco.

 

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