quinta-feira, 7 de setembro de 2023

 




 

PROCEDIMENTO DE TRABALHO PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS

 

 Já tenho alguns posts publicados com esse tema (veja abaixo), mas hoje trago um procedimento completo que adaptei de um DDS.

 

·       Segurança na movimentação de cargas suspensas

·       Uso correto de lingas e correntes

·       Segurança na operação de ponte rolante

 

1 OBJETIVO: Instruir os empregados quanto ao procedimento de trabalho para movimentação de cargas.

2 APLICAÇÃO: Todos os departamentos que efetuam movimentação de cargas.

3 DEFINIÇÃO: Movimentação de cargas é todo e qualquer movimentação mediante o emprego de dispositivos, acessórios e equipamentos industriais tais como pontes rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, etc

 


4 ATIVIDADE:

4.1 Preparação da carga, engatamentos e manuseio:

·       Conhecer o peso da carga a ser transportada e o centro de gravidade (caso não saiba, é preciso elaborar um Plano de Rigging);

·       Determinar os dispositivos e acessórios a serem utilizados, selecioná-los e preencher o check-list, verificando-se as capacidades de carga conforme tabelas do fabricante;

·       Utilizar proteções para preservação dos dispositivos;

·       Preparar o local de destino utilizando-se de calços e outros dispositivos, caso necessários;

·       Posicionar o gancho de elevação (moitão) perpendicular e sobre o centro de gravidade da carga a ser movimentada;

·       Acoplar o dispositivo de manuseio à carga, evitando-se que partes de componentes fiquem soltos;

·       Utilizar sinal sonoro para avisar os empregados;

·       Nenhuma carga deve ser transportada sobre pessoas, máquinas e equipamentos;

·       O transporte deve ser realizado com a carga o mais baixo possível;

 

 4.2 Recomendações de segurança:

·       Afastar-se da área de risco, utilizando cabo de condução e/ou cajados;

·       Precaver todos os funcionários envolvidos no processo de movimentação, assim como as pessoas que trabalham nas imediações;

·       Sinalizar ao operador. Esta operação deve ser efetuada por uma única pessoa;

·       Verificar se a carga não ficou presa e se está nivelada;

·       Certificar-se de que a carga não possa se espalhar ou tombar;

 

 4.3 Equipamentos e Dispositivos para a movimentação da carga

·       Cunhas: São elementos utilizados para evitar que a carga não se espalhe.

·       Calços: Têm a finalidade de manter um vão livre entre a carga e o solo para que o dispositivo de içamento possa ser retirado.

·       Cajado ou Cabo de condução: Dispositivos utilizados para manobrar a carga para fora da área de risco.


5 Equipamentos de Proteção Individual:

·       Óculos de segurança

·       Protetor auricular

·       Calçado de segurança

·       Luvas de raspa

·       Outros que se fizerem necessários, conforme análise de risco.

·       Outros Documentos


Tabela de Dispositivos e Acessórios utilizados nas movimentações de cargas:



RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS

No uso de outros dispositivos especiais e nos manuseios de cargas críticas, o responsável deve elaborar uma PPT – Permissão Para Trabalho.

As correntes, as manilhas, a pega chapas, os balancins e as patolas devem ser inspecionados diariamente com anotação em check-list específico e semestralmente, com auxílio de ensaios não destrutivos.

Na aquisição de dispositivos e acessórios, deve ser exigido do fornecedor Certificado de Testes ou Qualidade

 

Dispositivos e Acessórios:

Equipamentos utilizados nas movimentações de cargas como: correntes, cabos de aço, cintas sintéticas, cordas, manilhas, pega-chapas e patolas

 

Dispositivos e Acessórios

Desgastes permitidos

Providências

Observações

 

Correntes (lingas)

10 % no diâmetro original dos elos, pêra e ganchos, bem como elos

alongados/deformados

Segregar o equipamento, sinalizá-lo para descarte.

Descartar e solicitar a reposição

Cabos de aço

Deformações como cantos-vivos, toro rompido e aparecimento da alma, o cabo deve ser reprovado

Segregar o equipamento, sinalizá-lo para descarte.

Descartar e solicitar a reposição

Cintas sintéticas

Cortes até 10 % da largura da cinta

Segregar o equipamento, sinalizá-lo para descarte.

Descartar e solicitar a reposição

Cordas de sisal

Nenhum desfiamento; nenhum contato com cavacos e produtos químicos corrosivos

Descartar no lixo comum

 

Manilhas

10 % no diâmetro original das paredes

Segregar o equipamento, sinalizá-lo para descarte.

Descartar e solicitar a reposição

Pega chapas

Não pode haver desgastes, principalmente nas superfícies de agarre e prensamento

Qualquer desgaste deve ser comunicado ao responsável

O responsável providenciará a manutenção, se for possível

Patolas

Não pode haver desgastes, principalmente nas superfícies de agarre. Especial atenção deve ser dada aos pinos e elos de junção das partes, os quais não podem desgastar mais que 10 % de seu diâmetro

Qualquer desgaste deve ser levado ao conhecimento do responsável

O responsável providenciará a manutenção, se for possível




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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

 





 

INOVAÇÕES EM EPI: TECNOLOGIA A FAVOR DA SEGURANÇA NO TRABALHO

 

A Segurança no Ambiente de Trabalho é uma preocupação constante em diversas indústrias. Com o avanço da tecnologia, novas possibilidades estão surgindo para aprimorar a eficácia e o conforto dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s.

 

O futuro da proteção do trabalhador

Os AVANÇOS EM NANOTECNOLOGIA E MATERIAIS DE ENGENHARIA estão desempenhando um papel fundamental na evolução dos EPI’s.

Materiais mais leves, porém, extremamente resistentes, estão sendo desenvolvidos para proporcionar proteção sem comprometer o conforto do usuário.

Exemplos incluem fibras de aramida e polímeros de alta performance, que oferecem resistência a chamas, abrasões e impactos.

 

Detectando riscos em tempo real

A integração de sensores de detecção de riscos nos EPI’s é uma das tendências mais emocionantes.

Esses sensores podem monitorar fatores como temperatura, níveis de gases tóxicos e exposição a substâncias químicas nocivas.

Em caso de detecção de situações perigosas, os sensores podem alertar o usuário e até mesmo transmitir informações para um centro de controle, permitindo uma resposta rápida e eficaz.

 

Ergonomia aprimorada com mais conforto e eficiência

A ergonomia sempre foi um desafio na concepção de EPI’s. No entanto, as inovações recentes estão focadas em oferecer produtos que se adaptem melhor ao corpo humano, minimizando a fadiga e aumentando a liberdade de movimento.

Designs mais anatômicos, ajustáveis e leves estão proporcionando maior conforto aos trabalhadores, incentivando o uso adequado dos equipamentos.

 



A visão do futuro com RA e RV

A integração de tecnologias de Realidade Aumentada - RA e Realidade Virtual - RV está começando a impactar os EPIs de forma significativa.

Máscaras de proteção facial com recursos de RA podem exibir informações cruciais, como instruções de segurança ou análises de riscos, diretamente no campo de visão do usuário.

Isso não apenas aumenta a conscientização situacional, mas também aprimora a tomada de decisões em ambientes perigosos.

 

Sustentabilidade e durabilidade

Além das melhorias funcionais, os EPI’s estão seguindo a tendência de sustentabilidade. Materiais recicláveis e processos de fabricação mais conscientes estão sendo adotados para reduzir o impacto ambiental.

EPIs duráveis e de longa vida útil também contribuem para a diminuição do desperdício, mantendo os trabalhadores protegidos por mais tempo.

 

O que esperar do futuro dos EPI’s?

As inovações em EPIs estão se movendo em direção a um futuro de proteção mais inteligente e eficaz. Espera-se que a integração de tecnologias avançadas, como inteligência artificial para análise de dados coletados por sensores, continue a melhorar a precisão na detecção de riscos.

Além disso, a personalização dos EPI’s com base nas necessidades individuais dos trabalhadores poderá se tornar uma realidade, maximizando a eficiência e o conforto.

No entanto, é crucial lembrar que, independentemente das inovações tecnológicas, a conscientização, treinamento adequado e o uso consistente dos EPI’s continuam sendo os pilares fundamentais para garantir a segurança no local de trabalho.

Afinal, a tecnologia pode ser uma aliada valiosa, mas a responsabilidade pela proteção individual ainda recai sobre os ombros de cada trabalhador.

 

 

 



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OS DESAFIOS DA GESTÃO DE EPI NAS EMPRESAS

 



A gestão adequada dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s é um dos pilares essenciais para garantir a segurança dos colaboradores em ambientes de trabalho diversos.

As empresas e organizações, independentemente de seu tamanho ou segmento, devem compreender a importância de uma abordagem estratégica para aquisição, armazenamento, distribuição, treinamento, manutenção e substituição de EPIs.

Vamos explorar os desafios enfrentados pelas empresas na gestão de EPI’s e os benefícios que uma abordagem eficiente traz para a segurança dos colaboradores e a produtividade do ambiente de trabalho.

 

Aquisição e seleção adequada de EPI’s

Um dos primeiros desafios enfrentados pelas empresas é a escolha adequada dos EPIs a serem utilizados em diferentes funções e riscos.

Cada setor de trabalho possui requisitos específicos de proteção, e a seleção inadequada dos equipamentos pode comprometer a segurança dos funcionários.

Investir tempo em pesquisas, consultar especialistas e fornecedores confiáveis é fundamental para adquirir EPI’s que atendam às necessidades de proteção.

 

Treinamento dos funcionários e uso correto dos EPI’s

De nada adianta possuir EPI’s de alta qualidade se os funcionários não forem devidamente treinados para utilizá-los corretamente. A falta de treinamento adequado pode levar a erros de uso que diminuem a eficácia dos equipamentos ou, pior ainda, colocam os colaboradores em risco.

Promover sessões de treinamento regularmente e conscientizar os funcionários sobre a importância do uso adequado dos EPI’s são passos fundamentais na gestão de EPIs.

 

Benefícios de uma gestão eficiente de EPI’s

Uma gestão eficiente de EPI’s não apenas protege os colaboradores de acidentes e doenças ocupacionais, mas também contribui para a produtividade da empresa.

Funcionários que se sentem seguros em seus ambientes de trabalho tendem a ser mais engajados e motivados, resultando em um clima organizacional mais positivo.

Além disso, a redução de acidentes de trabalho leva a menor absenteísmo, menor rotatividade de funcionários e, consequentemente, economia de recursos.

 

Manutenção e substituição oportuna

Outro desafio é garantir a manutenção regular dos EPI’s. Equipamentos desgastados, danificados ou desatualizados podem não oferecer a proteção necessária.

Estabelecer um programa de inspeção e manutenção é vital para assegurar que os EPI’s estejam sempre em condições ideais. Além disso, a substituição oportuna de EPI’s danificados ou que tenham atingido sua vida útil é essencial para a contínua proteção dos trabalhadores.

 

Armazenamento e distribuição eficiente

Após a aquisição, o armazenamento correto dos EPI’s também representa um desafio. Os equipamentos devem ser armazenados em locais adequados, protegidos de fatores que possam comprometer sua qualidade e eficácia.

Além disso, a distribuição eficiente dos EPI’s para os funcionários é crucial, garantindo que todos tenham acesso aos equipamentos necessários para suas atividades diárias.

 



A gestão de EPI’s é um desafio constante para as empresas, mas é uma responsabilidade que não pode ser subestimada. Ao enfrentar os desafios relacionados à aquisição, armazenamento, distribuição, treinamento, manutenção e substituição dos EPI’s, as organizações demonstram um comprometimento genuíno com a segurança e bem-estar de seus colaboradores.

 

Lembre-se: Uma gestão eficiente não apenas protege vidas, mas também impulsiona a produtividade e o sucesso a longo prazo da empresa.

Portanto, investir tempo e recursos na gestão de EPI’s é uma escolha inteligente e responsável que traz benefícios significativos para todas as partes envolvidas.

 



 

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terça-feira, 5 de setembro de 2023

 





 

A TECNOLOGIA NA SEGURANÇA DO TRABALHO

 

É difícil citar algo do nosso dia a dia que não envolva tecnologia, hoje em dia ela é tão inserida no nosso cotidiano que podemos encontra-la em qualquer lugar e para qualquer situação que imaginarmos, das nossas casas ao nosso trabalho, e com SST não é diferente, a tecnologia na segurança do trabalho já é realidade e traz diversos benefícios.

O avanço tecnológico cada vez maior vem mudando nossos costumes, o tempo necessário para ligar para um ponto de táxi e aguardar ele chegar foi reduzido para um clique e em poucos minutos um uber já está na porta da sua casa e isso se estende para qualquer atividade rotineira.

As novas tecnologias são extremamente úteis e nos economizam tempo, agilizam processos e são simples de usar, da casa ao trabalho ela está do nosso lado, sistemas automatizados já são amplamente utilizados em diversas áreas profissionais há tempos e porque não os utilizas na Segurança do Trabalho?

 



Tecnologia no estabelecimento de uma Cultura de Segurança

A tecnologia é sempre um elemento que provoca resultados positivos quando é introduzida de uma forma adequada em ambientes organizacionais.

A área de Segurança e Saúde do Trabalho pode melhorar as condições de trabalho a partir do uso de várias tecnologias como, por exemplo, implantar uma iluminação adequada na indústria, exaustores, dispositivos de automatização até a aquisição de um software que ajude a melhorar a gestão de informações da área.

O principal objetivo de promover a Cultura de Segurança do Trabalho é criar uma atmosfera no ambiente organizacional na qual os trabalhadores são conscientes sobre os riscos envolvidos no trabalho, participam do processo de prevenção e avaliação e evitam atitudes ou situações inseguras.

O uso de uma tecnologia cria mudanças em várias dimensões ou aspectos tratados nas rotinas de trabalho dos profissionais. Por exemplo, a formação e qualificação dos trabalhadores é potencializada com o uso de Ambientes Virtuais de Ensino. Na plataforma do INBEP são disponibilizados vários módulos on-line específicos de treinamento para profissionais da área.

A tecnologia também é utilizada para simular as operações industriais e rotinas de trabalho, em um cenário virtual que melhora o aprendizado do trabalhador, simula as situações de riscos e consolida conhecimentos teóricos, reduzindo com isso o número de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

Algumas iniciativas de Tecnologia 3D (AR) já estão disponíveis para atender necessidades de diferentes indústrias: Oniria, ForgeFx Simulations e EON Reality.

A adoção de sistemas de gestão também pode ser extremamente benéfica na área, aplicativos, automatizam inúmeras funções que antes eram feitas à mão e demandavam muito tempo.

Os aplicativos de gestão já notificam quando EPI’s devem ser trocados, registram inspeções e entregas de equipamentos por meio de biometria, registram a CAT e enviam diretamente ao eSocial, geram relatórios, registram todas as informações necessárias para a gestão de SST, reduzindo muito o tempo gasto com isso e o volume de papéis e fichas que precisavam ser armazenados.

 

Principais benefícios da tecnologia na Segurança do Trabalho

·       Automatiza o processo de comunicação entre os membros da equipe de Segurança do Trabalho ou colaboradores da empresa;

·       Eliminam o tempo gasto na preparação dos relatórios, através da geração de relatórios automáticos e aumentam a produtividade da equipe de trabalho;

·       Agiliza a avaliação de riscos ou situações perigosas para os trabalhadores;

·       Reduz a probabilidade de erro no processamento de informações ou avaliação do elevado número de requisitos exigidos pela legislação;

·       Reduz o tempo de processamento dos dados coletados em campo, aumenta a produtividade dos profissionais e garante a comunicação dos gestores, engenheiros e técnicos da área de Segurança do Trabalho;

·       Monitora em tempo real o desempenho da área de Segurança e Saúde do Trabalho;

·       Automatiza e agiliza todo o processo de entrega, troca e devolução dos EPI’s e registra todas as ações;

·       Agiliza todo o processo de inspeção de segurança, registrando os fatores de risco por diversos meios (escrito, foto, etc) e já dando a oportunidade de criar um plano de ação para anular os riscos.

 

Influencias da Internet e da tecnologia nos dias atuais

As pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que o acesso à internet nos domicílios cresceu nos últimos anos. A inclusão digital acontece principalmente por meio de dispositivos móveis, isto é, um smartphone ou tablet para acessar a web.

Em 2015, foram mais de 114 milhões de brasileiros acessando a internet e é previsto que esse número seja cerca de 132 milhões, em 2020, que representará mais de 60% da população.

A agência internacional Statis destaca que no Brasil, em 2016, em média os usuários ficaram conectados na internet 25.7 horas por mês. No mesmo período, as vendas por e-commerce foram em torno de US$ 16.6 bilhões e para 2020 é previsto que o valor seja de US$ 26.4 bi.

Outra mudança nos usuários está relacionada com a forma de navegar pela internet, praticamente, acontece por meio de Apps – software projetados para rodar em smartphones, tablets ou outros dispositivos móveis. Em junho de 2016, apenas na Google Play e Apple App Store estavam disponíveis para download 2,2 e 2 milhões de softwares, respectivamente.

Interessados nos valores econômicos desse mercado, a agência estimou que os usuários americanos, em 2015, gastaram mais de 90% do tempo conectado nos dispositivos acessando Apps e 10% navegando na web.

Nos setores das indústrias também se observa que cada vez mais as máquinas e equipamentos estão se conectando com a internet. Isto é, temos mais dados disponíveis em qualquer lugar e a qualquer momento. A agência internacional que analisa o comportamento tecnológico IHS estima mais de 20 milhões de máquinas e equipamentos conectados em 2019.

 

Figura 1 – Quantidade de Dispositivos Conectados na Internet por Setor

 

E o uso de tecnologias se torna cada vez mais abrangente com a “Internet das coisas“, um conceito que se refere à conexão de objetos convencionais à internet, como carros, geladeiras, etc. Ou seja, basicamente tudo já pode se conectar à rede, registrar e transmitir dados.

Isso só nos mostra como já não existem barreira para a implantação de novas tecnologias e como elas podem ser úteis em diversas esferas da nossa vida, principalmente no trabalho.

 

Tecnologias Disponíveis para a Segurança do Trabalho

O cenário e comportamento dos usuários apresentam um futuro promissor e possibilitam a criação de soluções inovadoras para diferentes setores da economia.

Especificamente, na Segurança do Trabalho, a implantação de um software torna-se obrigatória agora com a chegada do eSocial. Iniciativa que cria uma nova era digital no dia-a-dia dos profissionais e favorece a Cultura de Segurança no Trabalho nas organizações.

Para gerenciar e buscar um padrão de desempenho na área de Segurança do Trabalho é necessário automatizar a análise de informações dos trabalhadores, a análise de riscos, acidentes de trabalho, entre outros dados obrigatórios que já são reunidos pelos profissionais da área.

A agilidade de tomar decisões também demanda a integração das informações, o envio de relatórios digitais, mobilidade e disponibilidade em tempo real.

Com muita facilidade a tecnologia já gera benefícios em práticas organizacionais de diversas esferas, e ao relacionarmos todo este panorama com a Cultura de Segurança do Trabalho, um software de gestão já pode automatizar inúmeras funções organizacionais da área, reduzindo drasticamente o tempo gasto no controle da SST e tornando os ambientes de trabalho mais seguros de maneira muito mais simples em comparação com processos manuais.

As principais tecnologias disponíveis no mercado (Sistemas web e Apps) para a área de Segurança do Trabalho foram recentemente avaliadas pela nossa Equipe. Observa-se que é um mercado que cresce todos os dias e, consequentemente, em pouco tempo você e a sua equipe de profissionais vão se deparar com a necessidade de selecionar um software.

 

 



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EXTRICAÇÃO 

(Com uso do KED)

 

A palavra extricação é um neologismo usada na nossa língua, oriunda da palavra em inglês

 “Extricate” que significa retirada de alguém de uma situação ou local difícil.

Desta forma definimos extricação, mais comumente, como a retirada de vítima presas nas ferragens dos veículos.

 



Nos casos de extricações há duas formas de abordagem e estabilização da coluna cervical: De lado e/ou por trás da vítima.

A abordagem lateral é feita pelo socorrista 01 apoiando uma das mãos na parte anterior do pescoço com o polegar e indicador na mandíbula e a outra mão na parte posterior do pescoço com o polegar e o indicador no osso occipital.

É importante usar os antebraços na parte posterior e anterior da vítima para um suporte adicional na hora da estabilização, principalmente quando a vítima estiver inconsciente, ou com a coluna muito desalinhada.

Na abordagem posterior o dedo médio toca o maxilar e as mãos ficam espalmadas e os antebraços do socorrista tocam os ombros da vítima como suporte adicional para neutralização da coluna cervical.

Estas duas abordagens serão empregadas de acordo com  as vias de acesso do carro sinistrado. Os procedimentos de extricações ora comentados estão baseados na abordagem posterior.

Principalmente nos casos de vítimas presas nas ferragens o socorrista 1 deverá ter uma visão de toda a cena do acidente, bem como estar em uma posição privilegiada para avaliar a vítima e decidir qual técnica adequada a ser aplicada.

 

Existem quatro técnicas de extricações:

·       Retirada com o uso do KED (Kendrick Extrication Device) ou colete de imobilização
dorsal.

·       Retirada Rápida com o uso da lona;

·       Retirada Rápida sem a lona e;

·       Chave de Rauteck.

 

RETIRADA COM USO DO KED:

Esta técnica é comumente utilizada para retirar vítimas estáveis do interior de veículos. Uma equipe treinada e com boas vias de acesso consegue retirar ou extricar uma vítima do interior do veículo em poucos minutos com uma imobilização adequada.

 

CONDUTA PARA USO DO KED:

1- Priorizar a segurança;

2- Realize o ABC verificando se a vítima está estável, decidindo o uso da técnica.
Caso a vítima esteja grave aplicar técnica de retirada rápida;

3- Socorrista 3: Realizar a estabilização da coluna cervical na abordagem posterior;

4- Socorrista 2: Colocar o colar cervical;

5- Socorrista 1 e 3: Em movimento monobloco, posicionam o corpo da vítima à frente para permitir a colocação do colete imobilizador. Este movimento tem que ser sutil não forçando a coluna na região da lombar e cintura pélvica;

6- Socorrista 1: Passar a mão nas costas da vítima até a região lombar para procurar ferimentos, fragmentos de vidro, objetos transfixados ou possível armamento;

7- Socorrista 1 e 2: Colocar o KED;

8- Socorristas 1 e 2: Colocam o KED entre a vítima e o banco, ajustando-o de maneira que as abas laterais fiquem abaixo das axilas. Procurar soltar os tirantes dos membros inferiores antes do encaixe do equipamento;

9- Socorristas 1 e 2: Passar os tirantes do colete, na seguinte ordem:

a) Tirante abdominal amarelo (do meio);

b) Estabilizar a lateral da cervical colocando a almofada entre a cabeça e o colete e fixando com os tirantes, ataduras ou bandagens;

c) Tirante torácico verde (superior), sem ajusta-lo demasiadamente;

d) Tirante pélvico vermelho (inferior);

e) Tirantes dos membros inferiores, passando-os de fora para dentro por baixo, um de cada lado;

10-Ajustar os tirantes a medida que são colocados.
O tirante torácico ou verde deve ser levemente ajustado

11-Revisar o aperto dos tirantes;
12- Socorrista 3 : Apoiar a extremidade dos pés da prancha longa sobre o banco do carro;

13-Fazer o giro da vítima em bloco para o lado de fora do veículo, da seguinte maneira:
a) Socorrista 1 Se possível, afastar o banco para próximo do banco traseiro puxando a alavanca. Movimentar a vítima puxando as alcas do KED girando em torno do eixo longitudinal da vítima juntamente com o socorrista 2;

b) Socorrista 2: Deverá liberar os membros inferiores da vítima;

14- Socorrista 3: Apoiar a prancha em suas coxas e flexiona os joelhos. Neste caso é importante que as mãos fiquem livres para auxiliar no processo de colocação da vítima na prancha;

15-Após a vítima estar posicionada na prancha longa, soltar os tirantes do KED. Após a colocação do imobilizador lateral de cabeça da prancha, soltar o tirante da cabeça;

16- Continuar com o atendimento e avaliação durante o transporte ou aguarde o Suporte Avançado.

Nota 1: Não fixar o tirante pélvico em gestantes.

Nota 2: O KED deve estar com os tirantes enrolados em forma de sanfona antes de ser usado.

Nota 3: Preferencialmente retirar a vítima pelo lado da porta de seu assento.

 

Fonte: Apostila de Primeiros Socorros Curso de Formação de Bombeiros Civis.

 

 



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