quinta-feira, 6 de agosto de 2020






ENTENDA O PAPEL DA SEGURANÇA
E SAÚDE NO TRABALHO NA PANDEMIA


Segurança e saúde no trabalho são tendências não só no ramo corporativo e em instituições públicas, mas também em toda a sociedade. O bem-estar e a qualidade de vida do colaborador são cada vez mais relevantes, inclusive, para o seu desempenho, afetando diretamente sua satisfação com o ambiente laboral.

Além de interferirem no clima organizacional e na produtividade, esses temas ganharam novas perspectivas com a pandemia da COVID-19 e a necessidade de distanciamento social para reduzir o contágio.




Continue a leitura e entenda como proteger seus colaboradores e promover o bem-estar deles nesse momento tão delicado. Há sérios desafios, enfrentados em escala global, que requerem a atenção de gestores do mundo todo.

A importância da segurança e saúde no trabalho em tempos de Coronavírus

Embora lojas, fábricas, centros de distribuição e escritórios tenham se esvaziado parcial ou totalmente, segurança e saúde no trabalho são agora mais do que nunca um dos principais focos de atuação das organizações da iniciativa pública e privada.

Por isso, os governos federal, estadual e municipal, além dos conselhos de saúde, já emitiram posicionamento orientando os gestores. As disposições envolvem a suspensão de exames ocupacionais e de treinamentos periódicos obrigatórios por NR’s durante o período de calamidade pública, o que implica na necessidade de maior atenção e cuidado com a saúde ocupacional e a prevenção de acidentes. Sem falar da necessidade de interrupção de eventos corporativos.

Segurança e saúde no trabalho são importantes não apenas para manter a equipe saudável e protegida do Coronavírus enquanto há o distanciamento social. Sua promoção também dita o ritmo pelo qual o funcionamento de lojas, fábricas, centros de distribuição e escritórios voltará ao normal e o impacto econômico nesses empreendimentos.

Como promover segurança e saúde no ambiente de trabalho

Boas práticas têm sido adotadas em todo o Brasil, tais como a implementação da telemedicina gratuita para os colaboradores, a fim de evitar o deslocamento à unidade de saúde e eventual exposição desnecessária à COVID-19.

É importante ressaltar que no parecer n. 8/2020 do processo consulta n. 12/2020 de 21 de maio de 2020, do CFM (Conselho Federal de Medicina), fica claro que “é vedado realizar exames médicos ocupacionais com recursos de telemedicina sem proceder o exame clínico direto no trabalhador”.

Na sequência, elencamos outras medidas das empresas nesse contexto de pandemia.

Cuidados especiais com os idosos e pessoas com comorbidades

Quem está no grupo de risco requer atenção especial. Sendo assim, é cabível afastar essas pessoas do ambiente de trabalho para que elas não fiquem em contato direto com possíveis transmissores, uma vez que as consequências desse contágio podem ser muito mais graves.

Reduzir as chances de contaminação viabilizando o “home office“, por exemplo, é uma ótima forma de manter esses funcionários ativos e produtivos, mesmo fora do escritório. Por isso, é necessário revisar os exames admissionais/periódicos e levantar quem tem comorbidades, para estabelecer e implementar um procedimento especial para esses colaboradores.

Criação de comitês específicos para o momento de crise

Planos de contingenciamento e o estabelecimento de protocolos especiais são necessários em momentos críticos, como o de pandemia da COVID-19, a fim de mitigar riscos e manter a segurança e saúde no trabalho. Logo é uma boa medida criar grupos com finalidades específicas, com funções como analisar as diretrizes do governo e dos conselhos de saúde para implementar ações pontuais.

Um comitê analisando dados para a reabertura de loja e outro regendo e monitorando por vídeo a utilização dos EPIs nos centros de distribuição, por exemplo. Ainda, é possível formar equipes para avaliação de viagens corporativas em tempos de crise, forma de evitar deslocamentos desnecessários e gerir com inteligência as finanças do negócio.

Higienização e descontaminação das áreas

Criar procedimentos desse tipo é essencial em momento de pandemia com um vírus se espalhando vertiginosamente no mundo todo. O uso de álcool em gel e máscara, entre outros elementos, virou questão de segurança e sua importância precisa ser recorrentemente reafirmada para serem inseridos na rotina dos colaboradores.

A norma técnica do Ministério do Trabalho no cenário da pandemia

O MTE (Ministério do Trabalho) publicou disposição classificando o grau de risco à exposição à COVID-19 de algumas profissões — informações que norteiam como os empregadores devem agir de modo a promover a segurança e saúde no trabalho.

Confira um quadro geral sobre essas categorias:

  • risco muito alto de exposição: médicos, enfermeiros e dentistas;

  • risco alto de exposição: fornecedores de insumos de saúde, motoristas de ambulância e quem prepara corpos para enterro ou cremação;

  • risco mediano de exposição: pessoas em contatos com grandes grupos (em escolas e grandes lojas de varejo);

  • risco baixo de exposição: profissionais em contato mínimo com o público.


Por fim, mantenha-se atualizado sobre as resoluções do governo e dos conselhos de saúde para adotar as melhores práticas de segurança e saúde no trabalho na sua empresa. Além de promover bem-estar e qualidade de vida, sua ação evita gastos com licenças e afastamentos, uso inteligente dos recursos que faz a diferença nesse momento de crise.

Gostou do assunto? Então, não deixe de conferir nosso post sobre a preparação adequada do local de trabalho nesse contexto de Coronavírus.

A criação de protocolos eficazes e seguros para endereçar esse momento não é algo simples e é extremamente importante.




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SAIBA QUAIS SÃO OS RISCOS
E LIMITES DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL


É um consenso no meio corporativo que todo trabalho carrega consigo riscos: seja num canteiro de obras, num escritório ou mesmo em home office, os trabalhadores estão constantemente sujeitos à exposição ocupacional. Por isso, a gestão de riscos e a segurança do trabalho andam sempre de mãos dadas.

Neste texto, explicaremos quais os principais problemas de saúde que podem surgir da exposição ocupacional. Falaremos também como você pode se antecipar a esses perigos e tomar precauções para minimizar suas chances de ocorrência. Continue lendo para saber mais.




O que são doenças ocupacionais?

Conceituamos como doença ocupacional todo agravo de saúde associado ao ofício ou às condições de trabalho. Em termos legais, o trabalhador que desenvolve uma doença ocupacional tem os mesmos direitos que um que sofre um acidente de trabalho; daí a importância de controlar sua exposição e adotar normas de segurança adequadas.

Quais os principais riscos da exposição ocupacional?

Embora saibamos que todo trabalho tem riscos, existem diferentes graus e modalidades de perigo. Na maioria dos casos, as doenças ocupacionais variam conforme a profissão e a carga horária do trabalhador. A seguir, destacamos algumas das principais doenças que podem surgir por exposição ocupacional.

Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho

Reconhecidos pela sigla DORT, esses distúrbios ocorrem devido a condições inadequadas de trabalho como má postura e carga horária excessiva. Os principais sintomas são dores nas costas ou nas articulações, que surgem devido a inadequações no ambiente de trabalho. Também entram nessa categoria as LER (Lesões por Esforço Repetitivo), que estão associadas a movimentos recorrentes.

Câncer

A predisposição ao câncer por razões ocupacionais está frequentemente associada à exposição aos chamados “agentes carcinogênicos”. Um exemplo, que entra em destaque na mídia com frequência, é visto em trabalhadores da zona rural, que têm contato com agrotóxicos danosos à saúde. Outros casos são de trabalhadores que trabalham com radiação e na construção civil - expostos, por exemplo, ao arsênico e ao amianto.

Deficiência auditiva

Não são apenas agentes químicos ou ionizantes que entram na categoria da exposição ocupacional. Exposição ao ruído também pode trazer problemas à saúde relacionados ao trabalho, levando à surdez ocupacional.

Exemplos de indivíduos sujeitos a essa doença são operários de construção civil e trabalhadores de salões de beleza. A boa notícia é que a exposição pode ser facilmente controlada com o uso de abafadores ou protetores auriculares.

Asma ocupacional

A asma também é uma preocupação da segurança do trabalho, especialmente se há produção de pó ou resíduos: madeireiras, mineradoras e vidraçarias podem ter um ambiente propício à inalação de partículas que irritam os pulmões e podem levar à doença. Nesses casos, é fundamental o uso de equipamentos de proteção de vias aéreas, para minimizar o risco ocupacional.

Quais são os limites da exposição ocupacional?

Na prática, é impossível zerar completamente os riscos de exposição ocupacional. No entanto, contamos com medidas padronizadas que nos auxiliam a minimizá-los e garantir uma maior segurança do trabalho em diferentes contextos.

Para isso, é importante ficar atento às Normas Regulamentadoras para a área de atuação da sua empresa, em especial à NR - 15, que trata de “Atividades em ambientes insalubres” e que contém em seus anexos os níveis de tolerância para a exposição aos agentes químicos, físicos e biológicos. Além de garantirem um ambiente de trabalho mais seguro, as NR’s também resguardam a companhia em casos de processos judiciais por possíveis adoecimentos. Além disso, auditorias internas e externas frequentemente se embasam nelas para certificar a segurança da empresa.

A exposição ocupacional é um risco inerente ao trabalho, presente em todas as empresas. Felizmente, contamos com métodos padronizados e cientificamente comprovados para minimizar essa exposição e garantir a segurança dos funcionários. Se adequar a essas normas é fundamental para se manter dentro da lei e comandar seus serviços com segurança.



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RISCOS MECÂNICOS
QUAIS SÃO E COMO SE MANTER PROTEGIDO



Nos ambientes de trabalho e dependendo das atividades ou tarefas executadas pelos colaboradores, diversos tipos de riscos podem ser identificados pelos profissionais da área de Segurança e Saúde Ocupacional (SSO).

Entre os riscos ocupacionais (Químico, Ergonômico, Biológico e Físico) um tipo de risco que se destaca é o risco mecânico.

O risco mecânico, por ser um risco extremamente comum nos ambientes de trabalho, é um dos principais causadores de acidentes de trabalho. É um tipo de risco ocupacional que demanda uma análise frequente do impacto na saúde do trabalhador (severidade), com objetivo de introduzir ações preventivas que reduzam a exposição ou a probabilidade de ocorrer um acidente de trabalho.

Para tomar as melhores decisões sobre como reduzir a exposição aos riscos ocupacionais é necessário adotar um procedimento sistemático de gestão de riscos como, por exemplo, o ciclo de melhoria PDCA (Plan, Do, Check, Act) do Deming proposto para identificar, analisar e planejar um conjunto de ações preventivas.

O ciclo PDCA ajuda a implantar as ações envolvendo os profissionais da SSO, trabalhadores e diretoria. Além disso, incentiva definir metas, indicadores e ações corretivas a partir dos resultados alcançados no ambiente de trabalho com o objetivo de revisar e melhorar continuamente.


Visão do PDCA na Gestão de Riscos Ocupacionais

Levando em conta a importância da prevenção dos riscos ocupacionais para que acidentes sejam evitados, preparamos este artigo para tratar sobre os risco mecânicos e como se prevenir deles, confira a seguir.

O que são Riscos Mecânicos?

Os riscos mecânicos são os riscos relacionados à falta de organização, limpeza, procedimentos operacionais e Segurança e Saúde Ocupacional (SSO) no ambiente de trabalho e nos equipamentos, máquinas e/ou ferramentas utilizadas, geralmente existindo por falta de manutenção, treinamento e/ou por uso inadequado dos mesmos.

Os riscos mecânicos são provenientes de agentes mecânicos, sendo os principais e mais comuns os:

  • Arranjos físicos deficientes;

  • Maquinários e equipamentos sem a proteção adequada;

  • Ferramentas inapropriadas ou com problemas;

  • Instalações elétricas precárias;

  • Risco de queda;

  • Risco de incêndio e explosão;

  • Animais peçonhentos;

  • Armazenamento inadequado.


Como pode-se notar os agentes causadores podem estar presentes em qualquer ambiente de trabalho, por se tratarem de situações e objetos extremamente comuns, por exemplo, em qualquer ambiente de trabalho o trabalhador está exposto ao usar uma motocicleta, faca, ferramenta, máquina, subir uma escada, entre outros agentes relacionados com o risco mecânico.


Agentes Causadores de Acidentes de Trabalho 
no Brasil – Período 2016-2018 – SmartLab (2020)

Como prevenir?

Para manter os trabalhadores protegidos e reduzir a probabilidade de acidente pela exposição é necessário realizar inspeções de segurança no ambiente de trabalho.


A inspeção deve ser executada por profissionais do SESMT com o objetivo de identificar perigos e definir ações preventivas e/ou corretivas no PGR. Entretanto, outras áreas da organização como, por exemplo, a equipe de produção, de manutenção ou administrativa devem comunicar riscos assim que forem observados no ambiente de trabalho.

As inspeções de segurança que podem ser classificadas como inspeções visuais ou inspeções da SSO, são procedimentos que permitem estabelecer um conjunto de medidas preventivas ou elaborar um plano de ações que permite reduzir e prevenir os acidentes de trabalho:

  • Fornecimento de EPI’s adequados contra o agente físico em questão;

  • Para instalações elétricas deve se seguir o que está disposto na NR 10;

  • Para ambientes com locais altos, qualquer vão, buraco ou beirada deve ser coberto com EPC’s, como guarda corpos;

  • Todo ambiente deve possuir extintores e saídas de emergência;

  • Sinalização adequada conforme o agente físico em questão;

  • Materiais inflamáveis devem ficar isolados e sinalizados;

  • Só devem ser adquiridas e colocadas em funcionamento as máquinas que cumpram os requisitos mínimos de segurança e saúde;

  • Os sistemas de comando das máquinas devem ser bem visíveis, estar claramente identificados, posicionados e acessíveis fora dos pontos que fornecem perigos. A máquina deve possuir um sistema de parada de emergência acessível, identificado e sempre funcionando;

  • Os dispositivos de segurança e proteção da máquina devem ser eficientes e solidamente fixos;

  • Correias, engrenagens, polias, etc, devem estar devidamente protegidos ou isolados;
  • As zonas das máquinas onde existam riscos mecânicos e onde não haja uma intervenção por parte do operador devem possuir proteções eficazes;

  • Todas as máquinas devem estar corretamente fixas ou estáveis no pavimento;

  • Todas as máquinas devem ser mantidas num perfeito estado de conservação, limpas e oleadas;

  • Devem existir dispositivos de alerta que devem ser facilmente percebidos (se sonoros, devem-se sobrepor ao ruído da máquina e ambiente) e a sua interpretação deve ser imediata e sem ambiguidade;

  • Todas as zonas perigosas das máquinas devem estar devidamente sinalizadas e identificadas;

  • As máquinas devem passar por manutenções regulares, verificando-se o seu funcionamento  normal, além de  inspeções adicionais sempre que sejam realizadas alterações na máquina, haja um acidente ou por falta de uso prolongado;

  • Todos os trabalhadores que tenham de operar uma máquina devem receber treinamento adequado.


Para prevenir também é importante adotar uma análise integrada dos riscos que considere os eventos ou atividades executadas pelo trabalhador, os impactos do risco (gravidade ou consequência) e determine a probabilidade de ocorrer um acidente de trabalho dentro do ambiente operacional ou rotina.

A análise permite estabelecer o tipo de risco (baixo, moderado ou elevado), controles ou proteções existentes e determinar a ação preventiva mais adequada para controlar o nível de exposição.

Visão da Matriz de Impactos dos Riscos Ocupacionais – FUNDACENTRO

É um trabalho que deve ser conduzido com o uso de metodologias que permitam reconhecer o risco ocupacional como, por exemplo, o Brainstorming, Análise Preliminar de Risco (APR), HAZOP (Hazard and Quality Studies), FMEA (Failure Mode and Effect Analysis), Análise de Consequências de Acidentes, Análise por Árvore de Falhas, Diagrama de Causa-Efeito (Ishikawa), Tabela de Excesso de Risco (NR 03), entre outras.

Inserir o banner das ferramentas da qualidade ou do lean safety.

Observa-se que durante a execução de atividades de manutenção das instalações industriais, máquinas e equipamentos, execução de operações industriais, movimentação de materiais, limpeza das instalações e/ou execução de uma atividade específica, entre outros, é que o trabalhador sofre o acidente. Neste caso, a prevenção dos acidentes de trabalho inclui o mapeamento do fluxo de trabalho e dos próprios riscos ocupacionais, entre os quais, os riscos mecânicos.

Pratique a Manutenção Segura

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (OSHA-EU) destaca que as instalações industriais e máquinas são fontes perigosas no ambiente de trabalho quando deixam de receber uma manutenção adequada. Assim como, a própria atividade de manutenção é de alto risco.

E, para promover um compromisso da direção, a participação dos trabalhadores, a gestão adequada dos riscos, uma boa comunicação, a cultura de SSO e o uso eficaz de um plano de medidas preventivas, a própria OSHA-EU reuniu em uma cartilha “10 Fatores Cíticos para pôr em Prática a Manutenção Segura”, conforme destacamos, a seguir:

1-Participação da gestão e cultura de segurança na organização. A participação da gestão é um dos fatores mais determinantes do sucesso de uma cultura de segurança no ambiente de trabalho. É um fator que determina os recursos (tempo, pessoas, dinheiro) relacionados à segurança e saúde e aumenta consideravelmente a motivação dos trabalhadores.

2-Envolvimento e participação dos trabalhadores. A participação ativa dos trabalhadores na gestão da segurança e saúde é importante para que a responsabilidade seja assumida em todos os níveis e se possa beneficiar do conhecimento experienciado que os trabalhadores possuem do seu próprio trabalho. Muitas vezes eles já conhecem e podem sugerir formas práticas de eliminar ou atenuar os riscos ocupacionais.

3-Uma avaliação de riscos bem conduzida. Antes de iniciar qualquer trabalho de manutenção, deve realizar-se uma avaliação dos riscos. Os trabalhadores devem ser envolvidos na avaliação inicial dos riscos, pois poderão participar de outras avaliações na execução do trabalho.

4-Medidas de prevenção de acordo com a hierarquia. As medidas de prevenção podem ser identificadas e aplicadas em função dos resultados da avaliação dos riscos. É importante aplicar permanentemente o princípio da hierarquia das medidas de prevenção (eliminação, substituição, engenharia, controle administrativo, utilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s)).

5-Combinação das medidas de prevenção. As medidas de prevenção são mais eficazes quando utilizadas de forma combinada. Por exemplo, a realização das avaliações de riscos e a aplicação de procedimentos de segurança e de formas de trabalho seguros devem ser apoiados por iniciativas de segurança comportamental, formação e informação.

6-Métodos de trabalho seguros e orientações claras para os trabalhos de manutenção. Cada operação de manutenção deve obedecer a um planejamento prévio, com tarefas bem definidas para cada trabalho de manutenção, que inclua uma comunicação clara para que os trabalhadores entendam os métodos de trabalho mais seguros. Há também que ter procedimentos estabelecidos para as ocorrências imprevistas. Uma forma de organização de trabalho segura deve prever a interrupção dos trabalhos caso surja um problema imprevisto ou que ultrapasse as competências da pessoa em causa.

7-Comunicação eficaz e contínua. Todas as informações relevantes para as operações de manutenção devem ser compartilhadas por todas as partes envolvidas. Nestas incluem-se não só os trabalhadores diretamente envolvidos no trabalho de manutenção, mas também aqueles que possam ser afetados por este ou que trabalhem nas imediações. A comunicação entre o pessoal da manutenção e o da produção, bem como entre os diferentes fornecedores envolvidos é crucial.

8-Melhoria e treinamento contínuo. O conhecimento sobre a segurança e saúde durante as operações de manutenção deve ser avaliado de forma continuada e melhorado com base nas auditorias e inspeções, nos resultados da avaliação de riscos, na investigação dos quase acidentes, incidentes e acidentes e nas críticas e sugestões dos trabalhadores, dos fornecedores e dos trabalhadores da área da segurança e saúde no trabalho.

9-Formação adequada dos trabalhadores. Os trabalhadores que executam os trabalhos de manutenção, incluindo os fornecedores, devem ser competentes nas respectivas áreas de responsabilidade profissional. Também devem receber formação no domínio da segurança e saúde e informação sobre os riscos associados a determinados trabalhos, bem como os métodos de trabalho mais seguros. Os empregadores são obrigados por lei a fornecer informação e formação na segurança e saúde a todos os trabalhadores que delas necessitem, incluindo os trabalhadores temporários e de terceiros.

10-Inclusão da manutenção no sistema de gestão da segurança e saúde. Os trabalhos de manutenção e os seus aspectos de segurança e saúde devem fazer parte do sistema de gestão da segurança e saúde das empresas, incluindo todos os fatores mencionados. O sistema de gestão da segurança e saúde deve ser continuamente desenvolvido e melhorado.

Fique atento no ambiente de trabalho porque o esforço repetitivo também é um fator que prejudica a saúde do trabalhador e pode causar acidentes de trabalho com máquinas, escadas, trabalho em altura, entre outros. Neste caso, é comum que a tarefa ou atividade executada pelos trabalhadores exija esforços físicos, movimentos repetitivos e uma postura incorreta, aumentando a probabilidade de ocorrer um acidente de trabalho.


Assista o vídeo abaixo





Fonte





quarta-feira, 5 de agosto de 2020





ENTENDA COMO DESENVOLVER A CULTURA
DE SEGURANÇA DO TRABALHO NA EMPRESA


Quando você lê o termo cultura de segurança do trabalho o que vem à sua cabeça? Se você imagina diversas regras para manipular maquinário pesado, está certo, mas se pensa em palestras para toda a equipe sobre conscientização, segurança e bons hábitos no ambiente profissional, acertou também.


Vale saber que, quando falamos de cultura, seja de segurança no trabalho ou qualquer outro assunto, o termo se justifica em algo que a empresa inteira acredita, persegue e pratica. Isso quer dizer que tal postura (determinada pelos gestores, líderes ou especialistas ligados à organização) deve estar em todos os colaboradores de todos setores da organização.


Sabendo de tudo isso, já podemos partir para algumas dicas de implementação. Você está preparado? Então vamos lá!


Qual é a importância da cultura de segurança do trabalho?


Você certamente já presenciou ou ouviu falar sobre algum caso de acidente de trabalho. Muitas vezes esses infortúnios provocam danos sérios e irreversíveis ao colaborador, o que causa grande prejuízo tanto para o trabalhador quanto para a instituição.


Dessa forma, implementar ações que possam prever tais acidentes e diminuir os riscos na rotina de trabalho é sinônimo de garantia de benefícios e vantagens, como:

  • menores prejuízos;
  • diminuição de incidentes prejudiciais;
  • retenção de talentos;
  • melhora dos resultados
  • aumento da confiança dos colaboradores sobre a instituição;
  • valorização da marca e melhoria da imagem institucional, entre outros.


Como implementar a cultura de segurança na empresa?


Agora que você já sabe o que é cultura de segurança do trabalho e quais são os benefícios da implementação, já deve ter compreendido que essa mudança não está categorizada como “prioridades da organização” e sim como “valores da empresa”. Perceba: ações prioritárias podem mudar frequentemente, mas os valores são mais perenes, quase que imutáveis.


Sendo assim, quer conhecer as melhores e mais eficientes ações para desenvolver esse ativo? Sim, se bem implementada, a “Cultura da Empresa” passa a ser um ativo de altíssimo valor para a organização. Confira agora as sugestões que preparamos!


Envolver todos os colaboradores da empresa

Retornando ao ponto da introdução deste material, para que determinadas ações se encaixem no rótulo de desenvolvimento da cultura da empresa é extremamente necessário que todos que estejam ligados à organização compartilhem do mesmo entendimento e acreditem no que é necessário para vivenciar e espalhar essa cultura.


Uma boa maneira de garantir que os colaboradores se envolvam é abrir espaço para que opinem e auxiliem no processo de criação de regras de segurança. Isso provoca um sentimento de “pertencimento”, ou seja, algo que o colaborador ajudou a criar. É dele também. Além disso, você pode responsabilizar todos, esclarecendo que qualquer um da empresa poderá ser cobrado a assumir uma postura segura (desde o presidente até o colaborador mais simples).


Manter a abordagem racional


Quando o assunto é mudança de postura sobre segurança no trabalho, o ideal é que a abordagem de conscientização seja racional e matemática. Geralmente, palestras e discursos que apelam para o lado emocional (falando de família ou comentando sobre o valor da vida) são importantes, mas não são suficientes e não raras vezes não surtem os resultados esperados.


Por isso, para evitar acidentes e danos, o ideal é que, em momentos de conscientização, a liderança apresente dados, fotografias, detalhes e números aos colaboradores para, então, definir processos simples e viáveis para serem aplicados na rotina de serviço.


Garantir o comprometimento da liderança


Todos os processos da empresa precisam estar cercados da filosofia de diminuir riscos e isso também tem a ver com a responsabilidade social. As grandes empresas do mundo têm oferecido bons exemplos sobre resultados sustentáveis dentro da organização.


O compromisso dos líderes da sua empresa deve ser notado através da presença em eventos sobre o assunto, postura receptiva sobre as mudanças e, é claro, motivar os funcionários a assumirem a mesma conduta.


Agora você já está pronto para desenvolver a cultura de segurança do trabalho na sua empresa. Arregace as mangas e solicite o apoio de todos os colaboradores envolvidos na organização, como você pôde perceber, isso é muito importante!



Fonte








SEGURANÇA COMPORTAMENTAL
NÃO SE TRATA DE BÔNUS E
DOCES PARA COLABORADORES “BONS”


Se cada vez que um rato virar à esquerda em um labirinto ele recebe uma delícia, e cada vez que ele vira à direita recebe um choque elétrico, ele aprenderá a virar à esquerda com mais frequência.

Esta é a base na qual a segurança comportamental funciona.

Pessoas são mais complicadas que ratos e as questões do que a recompensa para boas práticas de trabalho e punição para as más práticas são complexas.

Programas de segurança comportamental sem base tratam as pessoas como ratos de laboratório: uma recompensa por serem vistas fazendo a coisa certa e uma punição por serem pegas fazendo a coisa errada.

Um processo-chave é representado como ABC, para ficar mais fácil a compreensão dos colegas

Onde o B é o comportamento observável, que pode ser qualquer coisa que um indivíduo faz (ou não faz), escreve ou diz.

A é o antecedente, o estímulo ou evento que levou ao comportamento, políticas, demonstrações de método ou projeto de equipamento, por exemplo.

Uma abordagem tradicional para lidar com o comportamento no local de trabalho foi mudar os antecedentes: escrever políticas mais firmes, fornecer mais treinamento, instrução e supervisão, exibir muitos sinais.

No entanto, como acontece com os ratos, precisamos entender o C, as consequências do comportamento.

O rato sabe apenas que é tratado ou punido: em muitos casos os colaboradores sabem que, embora possam ser punidos se forem pegos se comportando de forma insegura, se não terminarem o trabalho a tempo porque atrasam para uma verificação de segurança, eles definitivamente serão punidos, mesmo que seja apenas uma repreensão de um supervisor.


''AS CONSEQUÊNCIAS DE NÃO USAR ÓCULOS DE SEGURANÇA PODEM DEPENDER DO COMPORTAMENTO DO SUPERVISOR QUE IGNORA A OMISSÃO E DOS COLEGAS QUE RIEM DO USUÁRIO USA''


Algumas das consequências são inerentes ao comportamento.

Se os óculos de segurança baratos forem fornecidos, o colaborador pesa as consequências de usá-los: ficarei desconfortável, mas ficarei protegido

Com as consequências de não os usar: ficarei mais confortável, mas posso perder um olho em um acidente.

Se a probabilidade de um acidente parece remota, as consequências imediatas ditam o comportamento.

No local de trabalho, o comportamento de uma pessoa pode ser um antecedente ou consequência para outra pessoa.

Os antecedentes do comportamento “usando óculos” dependem do comportamento das pessoas que especificaram, adquiriram e testaram.

As consequências podem depender do comportamento do supervisor que ignora a omissão e dos colegas que riem do que usa.

Os programas de segurança comportamental são criticados quando se concentram no comportamento dos colaboradores, como usar Equipamentos de Proteção Individual ou seguir regras do local, sem referência a antecedentes e consequências enraizadas na liderança e na conduta gerencial.

A outra armadilha dos programas de segurança comportamental é o risco de que eles possam ser usados como substituto para fornecer um local de trabalho seguro e um sistema de trabalho seguro que siga a hierarquia dos controles.

Se uma organização tem uma alta incidência de pessoas escorregando em um piso molhado, a solução não é introduzir imediatamente um programa de segurança comportamental que exige que as pessoas caminhem com cuidado.

Se o chão estiver molhado porque o maquinário vaza, conserte o vazamento.

Se o ambiente é tal que o chão vai ficar molhado, limitar o número de pessoas que precisam passar por cima dele ou aumentar a frequência de limpeza.

Sapatos antiderrapantes podem ser adicionados como um controle para aqueles que precisam passar pelo chão.

Somente quando o risco subjacente foi reduzido tão baixo, quanto razoavelmente praticável, faz sentido aplicar a segurança comportamental.

No caso do piso molhado, você deve considerar porque as pessoas usam o calçado errado, porque eles pegam um atalho pela área restrita, ou porque sentem que precisam correr em vez de andar.

Nós utilizamos seis etapas para a implementação de um programa de segurança comportamental, aqui aplicado a uma operação de manuseio manual.

Passo 1

Estabeleça o resultado desejado: ninguém sofre uma lesão manual de manuseio.

Passo 2

Especifique o comportamento crítico: a técnica de manuseio manual correta é usada.

Passo 3

Estabeleça que o grupo alvo pode realizar o comportamento: eles são corretamente treinados e aptos.

Passo 4

Conduzir a análise do ABC. O que acontece se eles pedirem a alguém para ajudar com um elevador e pedir uma pausa depois de um período intenso de tentar alçar ou atrasar um movimento para buscar um carrinho?

O que acontece se eles continuarem em insistir em alçar na mão grande que é muito pesado para eles e completar um trabalho mais cedo?

Passo 5

Alterar consequências para reforçar o comportamento desejado: elogiar aqueles que fazem o trabalho corretamente.

O reforço positivo do bom comportamento tem um efeito mais poderoso do que o reforço negativo da má prática, então você precisa encontrar as pessoas acertando.

Passo 6

Avaliar o impacto: há menos dias de licença médica por lidar com lesões? As pessoas estão demonstrando a técnica correta?

Você pode inserir um passo extra entre o primeiro e o segundo para revisar avaliações, registros de acidentes e incidentes, sistemas de trabalho para garantir que tudo razoavelmente viável tenha sido feito para eliminar o manuseio manual e para fornecer um ambiente de trabalho onde os objetos possam ser manuseados com segurança.

Segurança comportamental não se trata de bônus e doces para colaboradores “bons”.

Não é um substituto para a eliminação de riscos, mas uma maneira de reforçar o comportamento necessário para gerenciar o risco residual quando outras ações razoavelmente viáveis foram tomadas.


Fonte



    COZINHAS INDUSTRIAIS - RISCOS E PREVENÇÃO DE ACIDENTES       As cozinhas industriais são locais onde cozinheiros, ajudantes e ...