RESGATE
EM ALTURA: COMO FUNCIONA? QUAIS SÃO OS TIPOS?
O resgate em altura requer planejamento, equipe treinada e
equipamentos específicos para que seja feito com segurança. Por isso, toda empresa
que atua em altura precisa ter equipe preparada para uma situação emergencial.
Afinal, por mais segura que seja a operação, os riscos
existem e é indispensável estar devidamente pronto para dar suporte a um colega
em caso de emergência. Em 2022 foram 612 mil ocorrências de acidentes de
trabalho, segundo o Observatório de
Segurança e Saúde no Trabalho. Cerca de 40% dos acidentes foram em altura.
Portanto, é indispensável entender o que é o resgate em
altura, quais são os tipos de resgates existentes, equipamentos utilizados e
quem pode realizar a operação. Nós trouxemos mais detalhes para que entenda o
processo e quais práticas ajudam a prevenir acidentes.
O que
é resgate em altura?
O resgate em altura é, na verdade, um conjunto de técnicas
e procedimentos adotados para retirar, com segurança, um trabalhador de um
local elevado. Afinal, é possível que esse trabalhador tenha sofrido uma queda,
mal súbito ou outro incidente que desencadeia a necessidade de socorro.
Portanto, a operação é delicada, exige preparo técnico e
equipamentos apropriados para que seja possível proporcionar uma resposta
rápida de suporte, para evitar complicações à saúde do acidentado.
Qual é
a importância do resgate em altura?
O trabalho de resgate em altura é essencial para a
preservação de vidas em situações críticas. É por isso, que a demora de resgate
pode desencadear perdas irreversíveis.
Não ter um plano adequado de suporte pode agravar o quadro
do acidentado enquanto espera suporte. E o mais grave: um resgate realizado por
pessoas não capacitadas coloca a todos em risco.
Por isso mesmo, toda empresa que presta trabalho em altura
precisa ter um plano de resgate em caso de acidente. Além de ser necessário ter
equipamentos apropriados e equipe capacitada para agir imediatamente após ser
acionada.
Quais
normas falam sobre o resgate em altura?
O resgate em altura é regulamentado pela NR-35 e NR-33,
visando que o suporte garanta a segurança de todos os profissionais envolvidos
no resgate.
A NR-35 trata do trabalho em altura, ou seja,
toda atividade acima de dois metros de altura, onde há risco de queda já exige
plano de resgate e salvamento previamente elaborado.
Enquanto a NR-33 determina a segurança para
trabalho em espaços confinados e exige que a equipe esteja preparada para atuar
em situações de emergência.
Quais
são os tipos de resgate em altura?
É importante destacar que existem diferentes cenários de
resgate em altura, o que exige diferentes condições de preparação, compreenda:
1.
Resgate simples
É realizado em situações em que se pode usufruir de acesso
facilitado ao acidentado, com uso de técnicas básicas como utilização de corda
ou escada.
2.
Resgate complexo
Ocorre em casos que envolvem obstáculos, em locais de
difícil acesso ou com múltiplas vítimas. Uma vez que, nesses casos, é preciso
ter um planejamento detalhado para a situação de resgate e uso de equipamentos
específicos.
3.
Resgate em espaços confinados
Complexo, o resgate
em espaços confinados ocorre em locais com pouca ventilação como
tanques, galerias e silos. Portanto, demanda cuidados e equipamentos especiais
para proteger os envolvidos em todo o processo.
4.
Resgate com descida controlada
Nesse caso, o trabalhador é transportado de forma segura
até o solo, usando um sistema de cordas que controla a velocidade da descida.
Quais
são as 3 condições básicas para um resgate em alturas?
Existem três pilares que são essenciais para que um resgate
em altura seja realizado com segurança e eficiência, são eles:
Planejamento
do resgate: requer a elaboração de um plano de emergência
detalhado, considerando os riscos do local e as estratégias de retirada da
pessoa acidentada;
Equipamentos
adequados: é indispensável utilizar EPIs e sistemas de resgate
certificados e compatíveis com o tipo de atividade que será executada, para que
o resgate não coloque a todos em maior risco;
Treinamento
da equipe de resgate: os profissionais responsáveis devem ser
devidamente capacitados e passar por treinamentos frequentes, incluindo
simulações práticas de emergências, visando que estejam sempre preparados.
Se um dos três pontos falhar, o resgate como um todo é
comprometido, podendo desencadear um novo acidente.
Como
montar um plano de resgate em altura?
É importante que a equipe seja orientada sobre como agir em
casos de emergência em altura. O plano deve ser montado de forma estruturada e
adaptado à realidade do ambiente e das atividades executadas pela equipe. Para te ajudar, trouxemos os passos que vão
compor esse planejamento:
· Análise prévia dos riscos do local: é
preciso ter consciência das condições de cada espaço de trabalho, visando
adaptar o plano para cada cenário possível;
· Definição dos procedimentos operacionais: o
documento deve detalhar o que precisa ser feito em caso de acidentes, passo a
passo, como os pontos de ancoragem, equipamentos que serão usados e rotas de
evacuação, para proporcionar agilidade durante o resgate;
· Comunicação eficiente: durante
toda a operação a equipe precisa usar rádios e sinais visuais e sonoros para
que tenham uma comunicação rápida e sem atrasos críticos. O objetivo é que toda
a equipe esteja alinhada durante o resgate;
· Capacitação com simulações práticas: a
equipe sempre deve passar por treinamentos específicos e simulações realistas
de situações de resgate. Dessa forma, é possível até mesmo perceber falhas e
reforçar o planejamento para que seja mais eficaz;
· Documentação completa e atualizada: todo
plano de resgate precisa ser documentado formalmente para que a empresa possa
atender às exigências legais;
· Revisão e atualização contínua do plano: periodicamente
o plano deve ser atualizado, bem como, sempre que houver alteração no ambiente,
nos equipamentos ou na equipe que realiza o resgate visando manter a eficiência
desejada.
Quais
equipamentos são utilizados em resgates em altura?
Os equipamentos usados variam de acordo com o tipo de
resgate a ser feito. Todavia, alguns itens são indispensáveis para que se possa
garantir a segurança da operação, como:
Cinturão
de segurança tipo paraquedista
Com pontos de conexão, o cinturão de segurança tipo paraquedista é o principal EPI para
trabalhos e resgate em altura. Em resumo, ele permite o engate seguro em
sistemas de retenção, posicionamento e resgate e precisa ser bem ajustado ao
corpo.
Cordas
As cordas são essenciais para a ancoragem,
descida, subida e movimentação da pessoa acidentada. Por isso, geralmente as
cordas utilizadas em resgate possuem baixa elasticidade.
Talabarte
Útil para a restrição de movimentação e conexão do
trabalhador ao ponto de ancoragem, o talabarte é um sistema
secundário de segurança em resgates.
Mosquetões
Os mosquetões são dispositivos de segurança
usados para interligar as cordas, talabartes, polias e cintos durante o
resgate.
Polias
Essencial para facilitar o içamento ou a descida da vítima,
as polias reduzem o esforço físico necessário para movimentar a
pessoa que está sendo resgatada.
Travaquedas
É um dispositivo que bloqueia automaticamente a queda em
caso de perda de controle. Portanto, o travaquedas é muito útil em
sistemas verticais.
Tripé
de resgate
Utilizado em resgates em poços, silos, caixas d’água e
espaços confinados, o tripé é um ponto de ancoragem seguro para o resgate.
Dispositivos
de comunicação
São usados rádios comunicadores, sinais combinados,
intercomunicadores com headset e outras alternativas para um resgate eficaz.
Quem
pode realizar um resgate em altura?
Para realizar o resgate em altura é preciso ter treinamento
conforme determina a NR-35, visando que o profissional esteja preparado para
usar corretamente todos os equipamentos e técnicas necessárias para realizar o
resgate.
Afinal, somente ser habituado a trabalhar em altura não é o
suficiente para estar apto a realizar o resgate de um colega de trabalho
acidentado.
Dicas
para prevenir acidentes em altura
Prevenir acidentes em altura requer preparo para o resgate,
entenda algumas dicas práticas:
Realizar
análise de risco antes de iniciar a atividade: para
que saiba quais equipamentos usar e como proceder durante o trabalho, evitando
um acidente;
Exigir
o uso correto e contínuo dos EPI’s: exija que sua equipe use EPI’s
para evitar acidentes em altura;
Inspecionar
os equipamentos antes de cada uso: inspecione os EPI’s antes de
cada uso, evitando que o equipamento esteja desgastado e falhe;
Treinar
periodicamente os colaboradores: garanta que seus
colaboradores sabem o que estão fazendo para que adotem condutas que evitam
acidentes;
Estabelecer
planos de emergência com equipes preparadas: tenha um plano claro a
ser adotado em caso de emergência, para que todos saibam como proceder evitando
agravamento do acidente.
Onde
comprar equipamentos para resgate em altura?
Além de oferecer linha completa de EPI’s para o trabalho em altura, oferece
linha completa de EPI’s e equipamentos para resgate e trabalho em altura, com
entrega rápida, frete grátis para diversas regiões e condições especiais para
empresas.
Com experiência acumulada no mercado, tem catálogo variado
e atendimento especializado para auxiliar durante toda a sua compra.
Conclusão
O resgate em altura é um trabalho essencial para a
segurança daqueles que executam serviços acima de dois metros do nível do solo.
Ter uma equipe bem treinada, capacitada e bem equipada para atuar no resgate é
indispensável para preservar vidas.
Em resumo, aproveite que já sabe quais são os equipamentos
utilizados, as normas de resgate em altura e sua importância e proteja sua
equipe com treinamento e capacitação.
Estar preparado para situações emergenciais salva vidas. Sempre
conte com EPI’s confiáveis, equipe capacitada e um plano de resgate eficiente.
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