terça-feira, 12 de agosto de 2025

 



 

SAÚDE CORPORATIVA: O QUE É E COMO IMPLEMENTAR AÇÕES ESTRATÉGICAS

 


O que é saúde corporativa?

A saúde corporativa é um conjunto de estratégias, programas e práticas adotadas pelas empresas com o objetivo de promover o bem-estar físico, mental e emocional dos seus colaboradores. Muito mais do que ações pontuais, ela representa uma cultura organizacional voltada à valorização do ser humano, reconhecendo que o cuidado com as pessoas impacta diretamente nos resultados do negócio.

Essa abordagem envolve desde campanhas de prevenção, programas de qualidade de vida, apoio psicológico e acompanhamento médico, até iniciativas mais amplas, como ambientes de trabalho saudáveis, incentivos à prática de atividade física, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e programas de saúde ocupacional exigidos por lei.

 

Para que serve a saúde corporativa?

Investir em saúde corporativa tem como finalidade principal cuidar dos colaboradores de forma integral. Quando uma empresa se preocupa com a saúde do seu time, ela colhe uma série de benefícios, como:

Redução do absenteísmo: colaboradores mais saudáveis faltam menos ao trabalho.

Aumento da produtividade: o bem-estar contribui para mais foco, energia e motivação no dia a dia.

Engajamento e retenção de talentos: profissionais se sentem mais valorizados e tendem a permanecer mais tempo na empresa.

Prevenção de doenças: programas preventivos reduzem riscos e promovem uma vida mais saudável.

Cumprimento de exigências legais: a legislação brasileira exige que algumas ações de saúde e segurança no trabalho sejam implementadas.

 

Benefícios da saúde corporativa para empresas e colaboradores

A saúde corporativa é uma estratégia que traz ganhos significativos tanto para as empresas quanto para os profissionais que fazem parte delas. Ao investir no bem-estar físico, mental e emocional dos colaboradores, as organizações criam ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis.

 

Para os colaboradores

Melhoria na qualidade de vida: programas de bem-estar incentivam hábitos saudáveis, como boa alimentação, prática de atividades físicas e equilíbrio emocional, contribuindo para uma vida mais equilibrada dentro e fora do trabalho.

Apoio à saúde mental: com o crescimento dos casos de estresse, ansiedade e burnout, o suporte psicológico se tornou essencial. Empresas que oferecem esse tipo de cuidado demonstram preocupação genuína com seus profissionais.

Mais engajamento e motivação: quando os colaboradores percebem que a empresa se preocupa com seu bem-estar, se sentem mais valorizados, engajados e comprometidos com os objetivos da organização.

Redução de doenças e afastamentos: com ações preventivas e acompanhamento regular da saúde, é possível evitar o agravamento de doenças e reduzir a necessidade de licenças médicas.

Ambiente de trabalho mais positivo: um clima organizacional saudável favorece as relações interpessoais, diminui conflitos e aumenta a colaboração entre equipes.

 

Para as empresas

Aumento da produtividade: colaboradores saudáveis e motivados entregam mais, com maior eficiência e qualidade. O investimento em saúde se reflete diretamente na performance do negócio.

Redução de custos com afastamentos e planos de saúde: a prevenção é sempre mais econômica que o tratamento. Empresas que atuam de forma proativa conseguem reduzir gastos com convênios e afastamentos por doenças.

Fortalecimento da marca empregadora: empresas que cuidam de suas pessoas se tornam mais atrativas no mercado, facilitando a atração e retenção de talentos.

Melhoria no clima organizacional: ambientes com menos estresse, mais diálogo e ações voltadas ao bem-estar resultam em maior satisfação interna e menor rotatividade.

Cumprimento das obrigações legais: programas de saúde ocupacional e segurança no trabalho garantem que a empresa esteja em conformidade com normas como a NR-7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e a NR-1.

 

Qual a diferença entre saúde corporativa e saúde ocupacional?

Embora os termos saúde corporativa e saúde ocupacional sejam frequentemente usados como sinônimos, eles têm significados e propósitos distintos dentro do ambiente organizacional. Entender essa diferença é essencial para estruturar estratégias de cuidado mais completas e eficazes nas empresas.

 

Saúde corporativa

Vai além das exigências legais. É uma estratégia mais ampla, que busca promover o bem-estar integral dos colaboradores (física, emocional e socialmente), dentro e fora do ambiente de trabalho.

Ela considera o ser humano como um todo, entendendo que o equilíbrio pessoal reflete diretamente na performance profissional e na cultura da empresa.

 

Principais ações da saúde corporativa:

·       Programas de qualidade de vida (ex: incentivo à atividade física, alimentação saudável);

·       Apoio à saúde mental (ex: psicoterapia, rodas de conversa, mindfulness);

·       Campanhas de prevenção (ex: Outubro Rosa, vacinação, exames preventivos);

·       Promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional;

·       Benefícios como plano de saúde, telemedicina, ginástica laboral.

 

Saúde ocupacional

É uma área voltada à prevenção de doenças e acidentes relacionados ao ambiente de trabalho. Seu foco está nas condições físicas, químicas, ergonômicas e organizacionais que podem afetar a saúde dos trabalhadores.

Ela está diretamente ligada à legislação trabalhista e é obrigatória para empresas, sendo regulamentada por normas como a NR-7 e a NR-1, que trata das medidas de saúde e segurança no trabalho.

 

Principais ações da saúde ocupacional:

·       Exames admissionais, periódicos e demissionais;

·       Avaliação de riscos ocupacionais;

·       Laudos técnicos e relatórios de saúde no trabalho;

·       Ações para prevenir acidentes e doenças profissionais;

·       Adequações ergonômicas e de segurança no ambiente.

Enquanto a saúde ocupacional cuida do mínimo exigido por lei para proteger o colaborador no ambiente de trabalho, a saúde corporativa amplia esse olhar, cuidando da pessoa de forma mais completa e estratégica. Juntas, essas áreas se complementam e formam a base de um ambiente corporativo saudável, seguro e produtivo.

 

Quais as consequências da má gestão em saúde corporativa?

A má gestão em saúde corporativa pode causar sérios impactos tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa. Quando o bem-estar dos profissionais não é tratado com estratégia, responsabilidade e continuidade, os efeitos negativos se espalham rapidamente por toda a organização, afetando o clima, a produtividade e até os resultados financeiros.

 

Aumento do absenteísmo e presenteísmo

Absenteísmo: colaboradores que faltam com frequência por motivos de saúde física ou emocional.

Presenteísmo: quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar bem suas funções devido a dores, estresse, fadiga ou outros problemas de saúde.

Ambos os fenômenos impactam diretamente na produtividade da equipe e no desempenho da empresa.

 

Queda no engajamento e na motivação

Quando os colaboradores percebem que a empresa não se importa com seu bem-estar, tendem a se desligar emocionalmente do trabalho. Isso resulta em baixa motivação, menor dedicação e mais insatisfação, o que afeta o desempenho geral da equipe.

 

Alta rotatividade (turnover)

Profissionais desmotivados e sobrecarregados acabam buscando outras oportunidades em empresas que ofereçam um ambiente mais saudável. A falta de cuidado com a saúde pode aumentar os índices de demissão voluntária e gerar custos com desligamento, recrutamento e treinamento de novos talentos.

 

Maior número de afastamentos e licenças médicas

Sem programas de prevenção e apoio à saúde mental e física, é comum o aumento de afastamentos por doenças ocupacionais, transtornos psicológicos ou problemas crônicos. Isso gera impacto financeiro direto nos custos com benefícios e na sobrecarga das equipes.

 

Impacto negativo na imagem da empresa

Empresas que negligenciam o cuidado com seus colaboradores podem ganhar uma reputação negativa no mercado, tanto entre profissionais quanto entre clientes e parceiros. Isso prejudica a atração de talentos e compromete o employer branding (marca empregadora).

 

Aumento dos custos operacionais

A ausência de ações preventivas leva ao crescimento de despesas com plano de saúde, indenizações trabalhistas, ações judiciais, acidentes de trabalho e baixa produtividade. Ou seja, o que a empresa economiza inicialmente ao não investir em saúde corporativa, ela gasta (e muito mais) em consequências negativas.

 

Clima organizacional tóxico

Sem iniciativas voltadas ao bem-estar, o ambiente tende a ficar mais tenso, sobrecarregado e conflituoso. Isso gera estresse coletivo, insatisfação, falhas na comunicação e conflitos entre equipes, um ciclo difícil de quebrar sem uma mudança de cultura.

 

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Como implementar uma estratégia eficaz de saúde corporativa?

Implementar uma estratégia de saúde corporativa eficaz vai muito além de oferecer benefícios pontuais. Trata-se de construir uma cultura organizacional que valorize o bem-estar integral dos colaboradores, alinhando saúde, produtividade e sustentabilidade do negócio.

 

Diagnostique as reais necessidades da empresa

O primeiro passo é entender o cenário atual. Isso inclui analisar indicadores como:

·       Taxa de absenteísmo e presenteísmo;

·       Afastamentos por problemas de saúde;

·       Clima organizacional e satisfação dos colaboradores;

·       Perfil epidemiológico dos colaboradores.

Esses dados ajudam a identificar os principais desafios e direcionar os recursos para ações mais efetivas.

 

Defina objetivos claros e mensuráveis

Estabeleça metas alinhadas aos indicadores de saúde e ao planejamento estratégico da empresa. Alguns exemplos:

Reduzir o número de afastamentos por doenças crônicas;

Aumentar a adesão a programas de qualidade de vida;

Melhorar a percepção de bem-estar entre os colaboradores.

Ter objetivos bem definidos facilita a escolha das iniciativas e permite avaliar os resultados com mais precisão.

 

Desenvolva um plano de ação personalizado

Com base no diagnóstico, monte um plano que atenda às necessidades específicas dos colaboradores. O ideal é que ele contemple diferentes frentes:

·       Promoção de saúde (alimentação saudável, prática de atividade física, campanhas preventivas);

·       Saúde emocional e mental (programas de apoio psicológico, prevenção ao burnout, escuta ativa);

·       Ambiente saudável (ergonomia, pausas ativas, incentivo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional);

·       Acompanhamento médico e gestão de crônicos (check-ups, programas de acompanhamento).

 

Engaje as lideranças e comunique com clareza

A liderança tem papel fundamental no sucesso da estratégia. Gestores devem ser agentes de influência positiva, incentivando e participando das ações. Além disso, a comunicação precisa ser constante, acessível e motivadora para garantir o engajamento dos colaboradores.

 

Monitore resultados e promova ajustes contínuos

Implemente indicadores de desempenho (KPIs) para acompanhar o impacto das ações e revisar periodicamente os resultados. Isso permite:

·       Identificar o que está funcionando;

·       Corrigir falhas rapidamente;

·       Aprimorar as ações ao longo do tempo.

Ferramentas de gestão de saúde, como plataformas digitais, podem facilitar o acompanhamento dos dados e a geração de insights.

Uma estratégia eficaz de saúde corporativa é aquela que nasce de um olhar atento às necessidades das pessoas e se conecta com os objetivos da empresa. Ela exige planejamento, constância e avaliação contínua para se manter relevante e gerar impacto real no bem-estar dos colaboradores e nos resultados do negócio.

 




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BEM-ESTAR NO TRABALHO: ESTRATÉGIA QUE IMPULSIONA EMPRESAS E COLABORADORES

 


 

O que é ter bem-estar no trabalho?

Ter bem-estar no trabalho significa sentir-se bem física, mental e emocionalmente dentro do ambiente corporativo. Isso envolve a construção de um espaço em que as pessoas não apenas desempenham suas funções, mas se sentem valorizadas, respeitadas e seguras.

O bem-estar começa com a escuta ativa, passa pelo respeito às individualidades e se traduz em ações concretas, desde programas de saúde e ergonomia até uma liderança mais empática e relações interpessoais saudáveis. Mais do que um benefício, ele se tornou um dos critérios mais importantes na escolha e permanência dos profissionais nas empresas.

Mais do que um ambiente bonito ou benefícios isolados, o bem-estar no trabalho é o resultado de uma cultura que equilibra saúde física, emocional e relações humanas saudáveis no dia a dia profissional.

 

O conceito de bem-estar no trabalho

Criar um ambiente agradável é importante, mas o verdadeiro bem-estar corporativo vai além da aparência e dos símbolos. Ele está ligado a políticas consistentes, lideranças humanas, processos inclusivos e a uma escuta ativa sobre as reais necessidades das equipes. Isso envolve revisar práticas de gestão, garantir segurança psicológica e entender que o bem-estar é um investimento estratégico de longo prazo.

 

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Bem-estar no trabalho não se resume a happy hours ou salas de descanso. Trata-se de uma estratégia organizacional que garante que os colaboradores tenham condições reais de trabalhar com saúde, propósito e segurança. Inclui desde o respeito à jornada de trabalho até políticas de desenvolvimento humano.

 

Estresse e ansiedade: os vilões silenciosos do ambiente de trabalho

O estresse e a ansiedade são algumas das principais causas de afastamento nas empresas e, muitas vezes, passam despercebidos até atingirem níveis críticos. Identificar esses sinais precocemente, capacitar líderes para lidar com saúde emocional e criar um ambiente acolhedor são medidas essenciais para minimizar os impactos dessas condições.

A saúde mental deve ser tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Pressões constantes, excesso de demandas e falta de apoio são os principais gatilhos para o aumento dos casos de estresse e ansiedade. Quando não são tratados, esses fatores comprometem o desempenho e a qualidade de vida das equipes, e levam a afastamentos, burnout e desmotivação.

 

Como os riscos psicossociais afetam o bem-estar no trabalho

Riscos psicossociais são fatores do ambiente de trabalho que causam danos à saúde mental e emocional dos colaboradores. Isso inclui assédio moral, metas inatingíveis, excesso de controle, isolamento social e ambiguidade de papéis.

Quando negligenciados, esses riscos comprometem não só o bem-estar individual, mas também a produtividade e a cultura da organização. O reconhecimento desses fatores é o primeiro passo para preveni-los.

 

Ambientes tóxicos, liderança agressiva, sobrecarga e insegurança emocional são exemplos de riscos psicossociais. Eles afetam diretamente a saúde mental e o engajamento, aumentando a rotatividade e os conflitos internos. Prevenção começa com empatia e escuta ativa.

 

Por que o bem-estar no trabalho é essencial

Investir em bem-estar no ambiente corporativo deixou de ser opcional. Empresas que compreendem a importância desse cuidado colhem resultados em produtividade, engajamento e retenção de talentos. O bem-estar impacta diretamente na qualidade de vida dos colaboradores e na saúde financeira da organização.

Além disso, cria um ambiente de trabalho mais leve, saudável e colaborativo, no qual os profissionais conseguem se desenvolver plenamente. Organizações que priorizam o cuidado com as pessoas estão mais preparadas para os desafios do presente e do futuro.

 

Impacto direto na saúde mental e produtividade

Um ambiente que promove o bem-estar mental favorece a clareza, o foco e a criatividade. Profissionais emocionalmente saudáveis têm maior capacidade de resolver problemas, inovar e lidar com adversidades. Além disso, programas de saúde mental ajudam a reduzir afastamentos por estresse, ansiedade e depressão, doenças que hoje são responsáveis por grande parte das licenças médicas no Brasil.

Estudos mostram que colaboradores saudáveis mentalmente têm até 31% mais produtividade. Promover bem-estar reduz o número de afastamentos, melhora a tomada de decisão e fortalece a capacidade de resolução de problemas.

 

Redução de absenteísmo, turnover e presenteísmo

Colaboradores saudáveis e satisfeitos faltam menos, permanecem por mais tempo nas empresas e produzem com mais qualidade. O bem-estar reduz o absenteísmo, que gera prejuízos operacionais; o turnover, que implica altos custos de reposição; e o presenteísmo, quando o colaborador está fisicamente presente, mas mentalmente ausente devido ao esgotamento ou desmotivação.

O bem-estar influencia diretamente a permanência dos talentos. Reduz o absenteísmo (faltas por motivo de saúde), o turnover (saídas voluntárias) e o presenteísmo (estar presente, mas sem rendimento).

 

Employer branding e atração de talentos

Empresas que promovem o bem-estar se destacam no mercado como empregadoras desejadas. O cuidado com as pessoas se torna parte do posicionamento da marca empregadora, impactando diretamente na atração de profissionais qualificados. Para as novas gerações, qualidade de vida, propósito e equilíbrio são fatores decisivos para aceitar uma proposta de trabalho.

Empresas que priorizam a saúde e o bem-estar dos colaboradores constroem reputações sólidas no mercado. Isso atrai talentos que valorizam propósito, equilíbrio e ambientes saudáveis.

 

Pilares fundamentais do bem-estar no trabalho

Para que o bem-estar no trabalho seja efetivo, é preciso estruturar uma base sólida composta por diferentes pilares. Esses pilares abrangem as diversas dimensões do ser humano: física, emocional, social e profissional. Quando esses elementos estão integrados, o colaborador se sente mais motivado, engajado e conectado à cultura da empresa.

 

Não basta oferecer um ou outro benefício; é necessário atuar de forma integrada e estratégica, considerando as reais necessidades das pessoas e adaptando soluções conforme o perfil do time.

Saúde física e ergonomia: investimentos em ergonomia, pausas regulares, programas de movimentação e alimentação saudável são fundamentais para prevenir lesões e promover disposição física no dia a dia.

Saúde emocional e suporte psicológico: oferecer apoio emocional por meio de terapias, escuta ativa e programas de saúde mental é uma das ações mais valorizadas pelos colaboradores hoje. Isso gera confiança e segurança emocional.

Flexibilidade e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: horários flexíveis, home office, políticas de banco de horas e incentivo ao descanso ajudam o colaborador a equilibrar demandas pessoais e profissionais.

Cultura de reconhecimento e relacionamento interpessoal: times que se sentem valorizados, ouvidos e reconhecidos mantêm altos níveis de engajamento e colaboração. Reconhecimento não precisa ser financeiro, um feedback positivo tem grande impacto.

Desenvolvimento pessoal, social e financeiro: ações de capacitação, educação financeira e incentivo à participação em causas sociais mostram que a empresa se importa com o ser humano completo, e não apenas com o profissional.

 

Práticas eficazes para implementar 

A implementação do bem-estar no trabalho começa com atitudes simples e viáveis no dia a dia. Não é necessário esperar por grandes investimentos para iniciar esse movimento. Pequenas ações, quando feitas com constância e atenção genuína, já trazem impactos visíveis na saúde e no clima da equipe.

O segredo está na personalização, no acompanhamento dos resultados e na abertura para o diálogo com os colaboradores. Criar uma rotina que favoreça a saúde e o equilíbrio é um passo estratégico para o sucesso coletivo.

 

Táticas simples, mensuráveis e contínuas para promover o bem-estar real no cotidiano corporativo.

Adoção da Regra 52-17 e pausas inteligentes: esse método, baseado em ciclos de foco e descanso, ajuda a manter o colaborador produtivo e energizado, evitando esgotamento mental.

Monitoramento do clima e feedback contínuo: pesquisas regulares e canais abertos de escuta permitem à liderança identificar pontos de atenção e agir de forma preventiva.

Programas de bem-estar personalizado: cada colaborador é único. Benefícios e programas customizados aumentam a efetividade das ações, contemplando diferentes perfis e gerações.

Estímulo à prática de atividade física e contato com a natureza: caminhadas coletivas e eventos ao ar livre melhoram o humor, reduzem o estresse e aumentam o sentimento de pertencimento.

Formação de lideranças afetivas: gestores preparados para lidar com emoções, conflitos e empatia criam ambientes seguros e motivadores para o time.

 

Mensurando resultados e consolidando a cultura

Não se pode gerenciar o que não se mede. Por isso, acompanhar o impacto das ações de bem-estar é fundamental para garantir sua continuidade e evolução. Monitorar indicadores de saúde organizacional, engajamento e produtividade permite ajustes constantes e demonstra o comprometimento da empresa com uma cultura centrada nas pessoas. Consolidar o bem-estar como parte da cultura vai além de programas temporários, é incorporar o cuidado como um valor presente nas decisões, na comunicação e nas relações dentro da empresa.

 

Saber se o bem-estar está gerando valor exige dados e consistência.

Indicadores de saúde organizacional: absenteísmo, turnover, índice de satisfação e produtividade são sinais claros do impacto das ações de bem-estar.

ROI da saúde mental: pesquisas mostram que, para cada R$1 investido em saúde mental, há um retorno de até R$4 em produtividade, engajamento e economia com afastamentos.

Relatórios periódicos e melhoria contínua: acompanhamento constante permite ajustes e amplia o compromisso da liderança com a criação de um ambiente de trabalho saudável e sustentável.

O bem-estar no trabalho não é um diferencial, é um pilar essencial da estratégia de qualquer empresa que deseja crescer de forma saudável e sustentável. Investir em saúde emocional, física e social é investir em pessoas, e pessoas são o maior ativo de qualquer organização.

 

 



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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

 



 

A NATUREZA ENCOLHE

 


Ao longo da evolução da vida em nosso planeta, muitas espécies animais foram extintas, numa conta que pode ser atribuída à natureza – por exemplo, a partir de aquecimentos globais, glaciações, alterações ambientais abruptas causadas por inundações ou grandes erupções vulcânicas. Outro processo do gênero está em curso atualmente, mas agora com características diferentes: a população de certas espécies está encolhendo em velocidade muito maior que a natural e animais bem conhecidos figuram na lista, como elefantes, girafas e abelhas.

O mais amplo e recente alarme foi dado pela organização World Wildlife Fund (WWF) e a Zoological Society of London (ZSL), em um relatório no qual indicam que mudanças climáticas, atividades agropecuárias e de extração de recursos naturais e a caça ilegal estão dizimando populações de mamíferos, pássaros, peixes, anfíbios e répteis. De acordo com o documento, a população dessas espécies sofreu uma baixa de 58% desde os anos 1970. A média de redução anual entre os animais, de 2% ao ano, tende a se manter ou a piorar. Nesse ritmo, as perdas podem chegar a 67% até 2020.

A mais recente inclusão na categoria de espécies em perigo é o guepardo (chita), o mamífero mais rápido do mundo. A World Conservation Society (WCS) e a ZSL calculam que restam pouco mais de 7 mil indivíduos na natureza, ocupando hoje somente 9% do seu território original nas savanas da África. Apenas no Zimbábue, a queda registrada no número de guepardos é de 85% num período de 10 anos. As girafas seguem o mesmo caminho, tendo perdido 40% da sua população nos últimos 30 anos.

Rinocerontes e elefantes também estão em situação bastante vulnerável e suas populações vão minguando em território africano, encurraladas pela redução progressiva de seu habitat natural. Além disso, eles são vítimas da caça ilegal. Os caçadores abatem os gigantes africanos de olho em seus chifres de marfim, que, de acordo com a medicina oriental, teriam poderes curativos. O abate de elefantes chegou à escala absurda de cem por dia durante o período mais crítico (entre 2010 e 2011), e o de rinocerontes registrou um salto de 9.000% entre 2007 e 2014, de acordo com relatório do WWF.

 

Biomas sob risco

No Brasil, a Mata Atlântica foi o primeiro bioma a sofrer os efeitos da urbanização e do descaso ambiental, e a redução de sua área (hoje equivalente a 7% do original) foi um grande golpe na preservação de espécies como o mico-leão-dourado. Mariana Napolitano, diretora do WWF Brasil, chama a atenção também para outros dois biomas sob risco, o Cerrado e a Caatinga.

Em relação aos seres aquáticos, as ameaças também são uma constante, a começar pela pesca. Não só aquela ilegal e desordenada, mas também a chamada pesca fantasma, quando pescadores abandonam suas redes que, à deriva, continuam capturando animais, os quais acabam por morrer. A lista inclui ainda a poluição das águas com rejeitos industriais químicos e outros efeitos da mudança climática, como o aquecimento dos mares, fato que turbina o processo de dizimação de diferentes espécies que lá vivem, como os corais.

Saber o tamanho do problema é o primeiro passo para começar a resolvê-lo. Um dos termômetros consagrados para isso é a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, elaborada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A ferramenta cataloga espécies e as monitora com base em indicadores científicos. Até hoje, a IUCN tem cerca de 80 mil espécies identificadas e catalogadas, número que projeta dobrar até 2020.

Ainda assim, a lista não representa 10% das espécies que existem no planeta. E, das 80 mil avaliadas, 24 mil enfrentam algum grau de ameaça. “Os dados da IUCN são muito pequenos ainda perto do universo que temos; por isso, pode estar havendo extinções que nem conhecemos”, diz Carlos Duringan, diretor do WCS no Brasil e membro do grupo de pesquisadores do IUCN. “O desaparecimento de espécies é um indicador de que estamos degradando o ambiente e, com o tempo, isso vai chegar até o homem. Não é algo simples, estamos falando da conservação de vida no planeta”, alerta ele.

 

Prejuízos em série

Crises ambientais certamente geram crises econômicas. A situação dos polinizadores, especialmente as abelhas, é um bom exemplo. Eles não têm vez com a escalada da produção agrícola e o uso indiscriminado de agrotóxicos. Com a queda de população polinizadora, os setores agrícola, alimentício, cosmético e medicinal são prejudicados. Estima-se que as abelhas respondam por dois terços do que consumimos e ajudem a gerar, só em nosso país, uma riqueza equivalente a US$ 12 bilhões.

O Ministério do Meio Ambiente do Brasil lançou no ano passado o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção, contendo um novo levantamento das espécies ameaçadas, com mais de 12 mil espécies analisadas – um dos maiores esforços globais de avaliação. A partir da metodologia da IUCN, detectou-se que 1.173 espécies estão sob ameaça em território brasileiro. “Nosso conhecimento melhorou muito no Brasil nos últimos 10 a 15 anos”, diz Mariana. “Essa última avaliação mostra uma evolução e uma seriedade em relação a esse processo. Quando a gente fala que uma espécie está ameaçada, tem que ter certeza do que está falando, e esse processo melhorou muito.”

A velocidade das ações para conter a dizimação de espécies não acompanha o ritmo de avanço do problema. Mas esforços feitos ao redor do mundo por governos e ONGs mostram que agir faz efeito. Uma das medidas mais eficazes para conter a perda de habitat natural (uma das grandes responsáveis pela perda de espécies) é a criação ou o aumento de áreas de proteção. As lutas do WCS incluem derrubar o conceito de que áreas protegidas atrapalham o desenvolvimento (como alegam alguns setores da sociedade) e concentrar-se em mostrar que hoje essa agenda não está à margem do desenvolvimento econômico.

Os trabalhos desenvolvidos com pandas, por exemplo (veja ao final da reportagem em “Trabalho de formiga”), mostram que ampliar áreas protegidas é uma luta que vale a pena enfrentar. Duringan ressalta que as áreas para conservação não são isentas de uso. Elas possuem graus de utilização e, de forma planejada, é possível desenvolver atividades econômicas em paralelo.

 

Zoológicos do bem

A atuação de cativeiros e de zoológicos comprometidos com pesquisa e conservação de espécie é outra frente de atuação com resultados animadores, de acordo com o WCS e a ZSL. Centros de conservação e estudo de espécies demandam investimento e trabalho monitorado no cativeiro, com esforços para a reabilitação e reintrodução­ das espécies no meio ambiente.

“Hoje, é patente o trabalho de zoológicos e aquários no mundo”, afirma Duringan, ressaltando que existem zoológicos lidando com espécies que não têm mais seu habitat. Os orangotangos são o principal caso, pois tiveram uma perda drástica de habitat e praticamente todas as ações de conservação realizadas hoje acontecem em cativeiro.

Os zoológicos também possuem apoios específicos para cada espécie e participam de programas globais de conservação dos habitats em 40 países nos cinco continentes. Além disso, trabalham na captação de recursos financeiros e em campanhas de sensibilização.

Para celebrar essas conquistas, a Zoological Society of London promoveu em abril um seminário dedicado ao otimismo com que conservacionistas querem tratar o tema, o Conservation Optimism Summit. A entidade acredita que as notícias negativas dominam o noticiário de uma forma que leva a consciência coletiva a interpretar a questão como encerrada. A ideia é chamar a atenção para as conquistas de suas iniciativas.

Se não fossem os esforços para criação de áreas protegidas, convenções sobre comércio internacional de espécies ameaçadas ou ações anticaça ilegal, por exemplo, o problema poderia ser ainda maior. “Precisamos criar uma visão positiva de futuro, focar nas soluções e inspirar a sociedade a tomar uma atitude. Precisamos celebrar o sucesso, identificar o que está funcionando e aplicar em maior escala”, afirmou Jonathan Baillie, diretor da ZSL, na divulgação do evento para a imprensa.

“Todas as ações combinadas têm algum êxito, diminuem o grau de ameaça às espécies, mas, como a ameaça é um fato contínuo, muitas vezes damos dois passos e voltamos um”, lamenta Duringan. Para exemplificar isso, em março, um tribunal da África do Sul revogou a proibição que vigorava no país ao comércio de chifres de rinoceronte. É preciso mais trabalho para manter o otimismo.

 

Trabalho de formiga

Frear e reverter a perda de fauna é trabalhoso e exige persistência, mas algumas iniciativas mais recentes ou de maior repercussão indicam que dão resultado. Confira algumas dessas iniciativas a seguir.

·       Mico-leão-dourado – É um dos casos mais emblemáticos no Brasil. Campanhas de conscientização com forte estratégia de divulgação e esforços em delimitar e proteger seu habitat tiraram esse pequeno primata do nível de “criticamente em perigo” nos anos 1970 (menos de 150 indivíduos na Mata Atlântica) para “em perigo” atualmente (população de 3.200).

·       Arara-azul-de-lear – Essa espécie endêmica da caatinga baiana entrou para a lista dos ameaçados de extinção, com uma população de apenas 1.358 exemplares na natureza. Uma das ações para conter a perda foi repatriar um indivíduo macho apreendido na Argentina. O pássaro chegou no início de abril e, após uma quarentena, segue para criadouro em Minas Gerais, onde será agrupado com outras três fêmeas para aumentar as chances de reprodução.

·       Panda gigante – Depois de atingir o nível de quase extinto, essa espécie saiu da categoria “ameaçada” para “vulnerável” após ambientalistas concentrarem esforços na expansão de florestas de bambus – seu habitat natural e essencial para a alimentação dos pandas –, além de reprodução em cativeiro.

 

Enquanto isso, o mamute-lanoso…

Desaparecido da face da Terra há cerca de 4 mil anos, o mamute-lanoso poderá estar de volta ao planeta por meio da engenharia genética, afirmam cientistas americanos. Quem está conduzindo a experiência é uma equipe da Universidade Harvard, que planeja criar um embrião híbrido no qual um elefante-asiático seja programado com características do animal desaparecido. Em palestra realizada em fevereiro, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), George Church, líder dos pesquisadores, afirmou que sua equipe está a dois anos de atingir esse objetivo. “Nossa meta é produzir um embrião de elefante-mamute híbrido. Na verdade, seria mais como um elefante com um grande número de características de mamute”, declarou.

Os cientistas estão usando a técnica de edição genética Crispr, para inserir os genes de mamute. Pelas previsões, as características mais nítidas dos mamutes no “mamufante” seriam pequenas orelhas, gordura subcutânea, pelos longos e desgrenhados e sangue adaptado ao frio. Até se chegar a ele, porém, muitos anos se passarão, advertem os pesquisadores. 

 

Fonte: Ana Carolina Nunes - Revista Planeta

 

 


 

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SÍNDROME DE ASPERGER: ENTENDA TUDO SOBRE ESSE TRANSTORNO

 


A Síndrome de Asperger é considerada pelos especialistas como o grau mais leve do Transtorno do Espectro Autista, sendo abordada como transtorno neurobiológico. Sua principal característica é a forma como afeta o comportamento, trazendo dificuldades de comunicação e de relacionamento interpessoal aos portadores.

Vale ressaltar que a Síndrome de Asperger não é considerada uma doença, mas sim uma condição do indivíduo, que pode ser tratada e contornada a partir de uma abordagem correta.

E diferente do que alguns imaginam, as pessoas portadoras da síndrome possuem inteligência média ou até acima da média, o que lhes confere total capacidade de aprendizagem. Contudo, a maioria delas costuma apresentar interesse por coisas específicas, desenvolvendo maior conhecimento sobre elas.

 

Como diagnosticar a Síndrome de Asperger?

Fazer um diagnóstico exato da Síndrome de Asperger exige muita atenção por parte das pessoas que convivem com o portador. As crianças, muitas vezes, são tidas somente como "levadas" ou mesmo tímidas, por não se relacionar abertamente com colegas de escola, por exemplo.

Fato é que as características da Síndrome de Asperger podem variar bastante de pessoa para pessoa. Por isso, o diagnóstico só pode ser confirmado a partir da presença de alguns comportamentos, tais como:

·       dificuldades persistentes de comunicação no meio social;

·       baixa ou nenhuma interação entre pessoas do seu convívio;

·       comportamentos com padrões repetitivos ou restritos;

·       interesse por atividades específicas desde a infância.

É importante que, ao observar essas características, pais, professores e pessoas próximas procurem ajuda com profissionais da psicologia, para entender melhor sobre o universo das pessoas com Síndrome de Asperger. E também para que o acompanhamento terapêutico possa orientar o indivíduo e dar a ele plenas condições de vida em sociedade.

 

Formas de tratamento

Uma vez que a Síndrome de Asperger é considerada uma condição e não uma doença, seu tratamento costuma ser voltado para a área comportamental. Em geral, o acompanhamento terapêutico irá preparar e adaptar a criança à vida em sociedade.

 

As terapias podem ensinar a gerenciar os problemas e controlar questões como:

·       controle da ansiedade causada por ruídos altos e mudanças de rotina;

·       reconhecer e responder às emoções de forma adequada;

·       entender o tom da linguagem corporal e de voz;

·       ajudar com a concentração na leitura e na escrita, ou mesmo em outras atividades escolares.

Além disso, um médico poderá prescrever medicamentos que controlem a ansiedade, uma possível depressão ou as falhas de atenção. Contudo, especialistas afirmam que adicionar medicamentos ao tratamento só é recomendado após a adoção de estratégias educacionais e terapia.

 

Convivendo com a síndrome

Pessoas com Síndrome de Asperger, em geral, conseguem conviver bem com sua condição e se adaptar ao convívio social. Diversas celebridades que conhecemos, e que sequer imaginamos, possuem a síndrome.

Alguns exemplos são a ativista ambiental Greta Thunberg, o cineasta Steven Spilberg e o ator hollywoodiano Keanu Reeves. Todas essas pessoas e muitas outras, cada uma dentro de suas condições, têm uma vida plena e normal, dominando com excelência suas profissões.

Nesse sentido, podemos crer que o indivíduo pode ser plenamente ativo e realizado, desde que possua consciência sobre a condição e que consiga administrar e superar as dificuldades causadas pela Síndrome de Asperger.

 

 

 

 

 

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