quinta-feira, 2 de junho de 2022

 

 

ESPINHA DE PEIXE:

O QUE É, COMO FUNCIONA E VANTAGENS

 

 

Todo processo, por mais que tenha sido bem planejado, pode apresentar problemas ou não conformidades que devem ser tratadas o quanto antes a fim de evitar impactos negativos para os negócios de sua empresa. 

 

Para tal, se faz necessário o uso de ferramentas que auxiliam a detectar as causas e solucionar esses desvios.

 

Neste artigo vamos abordar uma importante ferramenta usada no controle de qualidade, o Diagrama de Ishikawa, mais conhecido como Diagrama Espinha de Peixe.

 

O que é e como surgiu o Diagrama Espinha de Peixe?

 

Chamado de diagrama espinha de peixe, em função de sua forma, ou diagrama de causa e efeito, em função do conteúdo, é uma ferramenta que auxilia na identificação das possíveis causas dos desvios que ocorrem nos processos de uma organização.

 

O objetivo do seu idealizador, o Engenheiro japonês Ishikawa, era criar uma metodologia de fácil entendimento levando em conta que todo problema tem causas associadas que precisam ser analisadas e testadas até se encontrar qual causa está associada a um determinado desvio. Ou seja, o método espinha de peixe é aplicado para encontrar a causa-raiz dos problemas.

 

Um diferencial significativo desta ferramenta é a visualização gráfica das causas e efeitos permitindo uma organização de raciocínio que pode ser alcançada por toda a equipe de trabalho, envolvendo todos os colaboradores na solução dos problemas.

 



Como funciona o Diagrama de Espinha de Peixe?

 

Conforme vimos, o diagrama tem como finalidade identificar a causa-raiz dos desvios detectados nos processos de uma empresa através da visualização de todas as possibilidades de causa de um determinado efeito. 

 

Vamos ver como elaborar um diagrama de espinha de peixe em 10 etapas.

 

1. Escolha do tema

 

O primeiro passo para a construção do gráfico é a definição do problema (efeito ou desvio), que deve ser bem delimitada para que o levantamento das causas seja realizado de forma objetiva e eficiente. 

 

Uma vez escolhido o tema, já é possível iniciar o gráfico traçando uma linha horizontal e inserindo o problema selecionado ao fim desta linha à direita, na extremidade.

 

2. Brainstorm

 

O segundo passo é uma etapa fundamental para o desenho de um diagrama eficaz. Nesta fase, deve-se reunir todos os colaboradores das mais variadas áreas que, de alguma forma, têm envolvimento com o tema delimitado. 

 

Quanto mais diversidade de visões, mais abrangente será o levantamento que levará em conta perspectivas diferentes de um mesmo problema.

 

3. Organização do diagrama

 

Nesta etapa, será desenhado um esboço do diagrama facilitando a visualização da espinha de peixe desde o início do processo. 

 

É um passo intermediário entre o levantamento e a análise das causas que permite consolidar as informações de forma gráfica viabilizando o entendimento do tema versus as possíveis causas para esse efeito.

 

4. Identificação de causas

 

A fase de identificação das possíveis causas de um efeito deve reunir, assim como no brainstorming, o máximo de colaboradores envolvidos garantindo que haja diversas perspectivas do mesmo problema. 

 

Esta etapa é complementar ao brainstorming, trazendo efetivamente as causas para debate.

 

5. Listagem de causas

 

Uma vez identificadas, agora é a hora de listar as causas e atribuir, para cada uma delas, características que especifiquem melhor a situação de ocorrência. 

 

Nesta etapa pode ser útil a primeira fase do método 5W2H, objetivando responder às perguntas: o quê, porquê, onde, quando e por quem. 

 

É preciso entender bem as causas listadas antes de desenhar o diagrama.

 

6. Categorização das causas

 

Criar categorias para as causas complementa as especificações realizadas na fase de listagem. As classificações escolhidas vão depender do efeito em questão, costuma-se usar o 6M: Mão de obra, maquinário, matéria-prima, método e meio ambiente. 

 

Este não é um passo imprescindível, mas pode auxiliar a esclarecer dúvidas surgidas nas outras fases e que passaram despercebidas.

 

Método 6M

 

Ishikawa também criou um método de agrupamento de causas que consiste em estabelecer categorias base possibilitando um detalhamento maior e, consequentemente, auxiliam na definição da causa-raiz de forma mais assertiva.

 

São elas:

 

Ø Mão de obra: Problemas gerados em função da ação dos funcionários, por incompetência ou falta de capacitação.

Ø Maquinário: Problemas gerados por falhas nos equipamentos e máquinas em decorrência de mau uso ou desgaste. 

Ø Matéria-prima: Materiais de insumo que faltam ou possuem má qualidade e podem influenciar no resultado final do processo de produção.

Ø Método: Problemas relacionados à metodologia usada para realização do trabalho.

Ø Meio ambiente: Condições climáticas que podem impactar os processos.

 

7. Criação do diagrama

 

Finalmente chegou a fase de desenhar o diagrama. A partir do tema bem delimitado, das informações levantadas e das causas categorizadas tem início o gráfico que vai ajudar a visualizar e compreender a relação causa e efeito para o problema escolhido. 

 

Nesta etapa é necessária atenção especial à montagem do gráfico para que represente bem os dados levantados.

 

8. Coleta de dados

 

A fase de coleta de dados a partir da análise do diagrama serve para determinar a frequência de ocorrência das diferentes causas listadas e categorizadas. Nesta etapa é necessário agrupar as causas de acordo com as suas características e especificações (método 6M), isso ajudará a organizar melhor os dados para determinar a causa-raiz. 

 

Para tal, o uso de um software pode ser bastante útil, é uma ferramenta que organiza e viabiliza a coleta de dados.

 

9. Encerramento

 

O encerramento é a etapa em que, após a análise das causas em relação ao efeito, consegue-se determinar a causa-raiz, ou seja, definir qual é a principal causa para aquele tema delimitado na primeira etapa do processo. 

 

Esta fase de fato encerra o diagrama e dá início aos próximos passos de elaboração de um plano para solucionar o desvio ou não conformidade.

 

10. Plano de ação

 

O plano de ação deve considerar 3 tipos de ação:

 

Ø Ação preventiva: Atua nas causas dos problemas antes da sua ocorrência, é uma ação pré efeito, anterior a construção do diagrama.

Ø Ação corretiva: Uma vez detectado um problema (efeito) deve-se eliminar suas causas. Para tal é necessário ter o conhecimento das causas, é uma ação pós diagrama.

Ø Ação de contenção: Esta também é uma ação pós diagrama. Trata-se de situações em que não é mais possível eliminar a causa de um problema, mas evitar que se propague.

 

O planejamento deve ser elaborado de acordo com as especificidades da empresa. É possível criar, gerir e acompanhar os planos de ação de forma simples, através do aplicativo. Os planos podem ser avulsos, independentes de um checklist, para montar ações corretivas ou preventivas.

 

Saiba mais sobre como fazer diagrama espinha de peixe e analisar as possíveis causas para o efeito selecionado: 

 

Quais as vantagens do uso da espinha de peixe?

Para além da função do diagrama espinha de peixe que é levantar e hierarquizar as possíveis causas de um desvio identificando a causa-raiz, a adoção desta ferramenta viabiliza uma melhora de todos os processos de uma organização. 

 

O diagrama espinha de peixe faz parte de uma série de ferramentas que compõem o controle de qualidade em uma empresa, viabilizando uma gestão eficiente e capaz de solucionar os problemas que ocorrem ao longo dos processos.

 

Outra vantagem importante é o envolvimento da equipe de trabalho na solução das questões, a rápida visualização de todas as partes do problema e das possíveis soluções, funciona como um facilitador da compreensão dos dados e da participação de todos. 

 

Este é um benefício tanto para o processo em si, uma vez que viabiliza perspectivas diferentes de um mesmo problema e fortalece o clima organizacional.

 

O gráfico em formato de espinha de peixe é bastante intuitivo e permite analisar até mesmo outros efeitos que as causas listadas podem produzir no futuro. Portanto, outro benefício ao adotar este método é a antecipação de problemas, permitindo um plano de ação específico para evitar que os desvios aconteçam – ações preventivas. 

 

Organize seus dados

 

O controle de qualidade dos processos em uma empresa é fundamental para identificar e tratar desvios ou não conformidades. 

 

É extremamente importante a adoção de sistemas que auxiliem a organizar e consolidar as informações.

 

O software permite a coleta e o armazenamento de dados através de lançamentos manuais ou automáticos. 

 

Oferece também automação para o cruzamento e processamento das informações dos processos tornando possível a elaboração do diagrama, além de produzir relatórios que auxiliam a análise de dados.

 

É a solução perfeita para tornar a rotina de trabalho da sua empresa mais ágil e eficiente através de soluções inteligentes, adaptadas à realidade da sua organização.

 

Conclusão

 

Vimos neste artigo a importância da adoção de ferramentas de gestão e controle para tratar desvios e não conformidades, evitando impactos negativos para os negócios.

 

O diagrama espinha de peixe é um método que possibilita levantar, listar e categorizar possíveis causas para problemas que, se tratados a tempo, geram até mesmo a oportunidade de rever processos e identificar desvios no dia a dia de produção.

 

A cultura de boas práticas e melhoria contínua de uma organização é também alimentada justamente pela detecção de riscos a que todo processo de trabalho está sujeito. O que faz a diferença é se antecipar e tratar adequadamente cada situação que se apresenta.

 

A adoção de um software robusto e que oferece ferramentas de gestão úteis e integradas é fundamental para auxiliar os gestores no gerenciamento desses processos e dar segurança e confiabilidade à tomada de decisões.

 

 

 

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quarta-feira, 1 de junho de 2022

 

 

 

 

 

COMO MONTAR UM CRONOGRAMA PARA PROJETOS?

VEJA PASSO A PASSO!

 

 


 

A organização das etapas de um projeto é fundamental para alcançar as metas estabelecidas de acordo com o que foi planejado. 

 

É necessário definir muito bem o que se pretende em cada etapa, seus prazos e seus responsáveis. 

 

Um projeto bem elaborado tem mais chances de obter sucesso na execução das tarefas e na detecção de não conformidades.

 

Uma das ferramentas que não pode faltar na hora de modelar um projeto é o cronograma. 

 

Estabelecer um tempo para a realização de cada atividade é imprescindível para se ter o controle do andamento e para iniciar novas etapas no momento mais adequado. 

 

Neste artigo veremos como montar um cronograma de projeto eficiente e qual o seu papel na elaboração e gestão de projetos.

 

O que é um cronograma?

 

O cronograma de projeto é uma ferramenta que registra todas as tarefas a serem realizadas e seus respectivos prazos, bem como a relação entre as atividades que serão executadas. 

 

Deve conter todos os starts das tarefas, as relações de dependência entre elas e seus prazos, que são conferidos através do deadline. 

 

Ele funciona como um núcleo de organização e controle do projeto, do qual se obtém informações de execução, atrasos, desvios de função, entre outras. 

 

Tipos de projeto

 

Antes de entender como montar um cronograma, é interessante conhecer os diversos tipos de ferramentas que existem disponíveis e avaliar qual seria a mais adequada às especificidades da empresa e do projeto. 

 

Os mais usados no mercado são:

 

Gráfico de Gantt

 



 

Também conhecido como Diagrama de Gantt, é uma ferramenta visual que permite organizar e controlar o cronograma do projeto. 

 

O gráfico mostra em um painel os avanços das etapas com destaque para os intervalos de tempo e as tarefas a serem realizadas, bem como a relação de dependências entre as atividades.

 

Cronograma de Milestone

 



 

Conhecido em português como Cronograma de Marcos, ele é estruturado em linhas e colunas, assim como o Gantt, porém a visualização não é dividida por tarefas a serem executadas e sim por marcos do projeto.  

 

Esses marcos são os eventos que foram escolhidos como importantes e que devem ser destacados.

 

Diagrama de rede

 



 

O foco do diagrama de rede é a relação de dependência e interação entre as tarefas estabelecidas para serem executadas em cada etapa. 

 

As atividades são representadas em boxes que se conectam a outros por meio de setas, como em um fluxograma. 

 

A vantagem dessa ferramenta é a visualização de atividades que podem acontecer simultaneamente.

 

Plano de ação

 

É possível criar e gerenciar planos de ação, que permite a visualização das tarefas a serem executadas, os prazos com seus respectivos status (concluídos, atrasados, dentro do prazo) e diversos filtros de busca, até mesmo por responsável. 

 

Como montar um cronograma de um projeto?

 

Para montar um cronograma o mais indicado é seguir um passo a passo básico, composto por 7 fases, que vamos ver agora.

 

1. Defina as etapas do projeto

 

É importante definir muito bem o que acontecerá em cada etapa do projeto, essa delimitação é fundamental para a montagem do cronograma. 

 

Nesse primeiro escopo entram também as informações de estimativa de tempo, orçamento e os recursos necessários para a execução das tarefas. 

 

Todas essas informações serão bastante úteis para a construção da Estrutura Analítica do Projeto (EAP), que veremos a partir do passo seguinte.

 

2. Elabore a Estrutura Analítica do Projeto

 

A EAP é uma representação gráfica das entregas que devem ser realizadas pelo projeto, um desdobramento mais visual do escopo. 

 

Para criar uma estrutura analítica dessas é preciso já ter uma lista de tarefas que serão executadas por entrega ao longo do projeto. 

 

É na EAP também que a relação de dependência entre as tarefas já é pensada para facilitar os próximos passos.

 

3. Defina objetivos e prioridades

 

Uma vez que se tem todas as tarefas listadas e agrupadas, é necessário estabelecer as prioridades de execução, o sequenciamento dessas tarefas. 

 

É nessa fase que se deve registrar também todas as atividades que dependem de outras para serem realizadas, ou seja, a hierarquização das tarefas e, ainda, definir quais atividades podem ser realizadas de forma simultânea. 

 

É importante que as tarefas sejam detalhadas, porém objetivas.

 

4. Observe os materiais necessários

 

Levantar todo o material que será necessário para a execução de cada etapa evita atrasos e imprevistos. 

 

O planejamento de material, equipamentos e recursos humanos é fundamental para conseguir definir todos os prazos e objetivos. 

 

Além disso, uma das funções do cronograma é facilitar a visualização de recursos alocados e materiais utilizados tornando possível a realocação e a antecipação caso alguma aquisição seja necessária.

 

5. Defina o período do projeto

 

O tempo estimado para cada tarefa é uma das informações mais importantes do cronograma.

 

A duração de cada atividade e o somatório para realizar cada etapa ou marco de projeto devem ser bem definidos para refletir a realidade da complexidade das tarefas, da quantidade de recursos e do orçamento disponíveis. 

 

Para tal, pode ser útil consultar o histórico de execução de outros projetos semelhantes.

 

6. Atualize sempre o cronograma

 

Para que o cronograma funcione de maneira eficiente é necessário ser constantemente atualizado e revisado. 

 

Os tempos de duração das etapas e o andamento do projeto exigem o uso de uma ferramenta dinâmica para que os gestores possam fazer o acompanhamento do andamento das atividades de forma regular e confiável. 

 

As alterações de cronograma devem ser feitas sempre que for necessário e o mais breve possível após detectar qualquer tipo de mudança de direcionamento ou desvios no andamento do projeto.

 

7. Compartilhe com a equipe

 

Todas as informações devem ser comunicadas à equipe de trabalho. Uma boa comunicação é sempre importante para que as atividades sejam realizadas conforme o planejado. 

 

Um sistema de gestão pode ajudar bastante nessa tarefa, um software que permite que todos os envolvidos com um determinado projeto possam acessar o sistema e buscar informações sobre as atividades, como prazos, responsáveis e status de execução.

 

Quais as vantagens de se montar um cronograma para projetos?

 

O cronograma é indispensável para a organização e o controle de um projeto, sem ele é impossível monitorar as tarefas realizadas e o tempo que cada etapa leva, bem como criar estimativas de tempo para cada fase. 

 

Não seria exagero dizer que é a alma do planejamento de um projeto e deve ser elaborado de forma objetiva e coerente.

 

Outra função importante de um cronograma de projeto é avaliar o desempenho da equipe de trabalho conforme as etapas vão sendo realizadas, comparar as projeções com as execuções e verificar tipo de desvio ocasionou atrasos ou adiantamentos. 

 

Dessa forma é possível corrigir problemas ao longo do projeto e realocar recursos se for necessário. Além disso, serve como aprendizado para a realização de outros projetos.

 

Uma vantagem interessante em montar um cronograma de projeto é a visualização da estrutura de forma simples e com os destaques necessários ao acompanhamento de cada etapa e, também, a visão do projeto como um todo. 

 

Para tal, a escolha de um software inteligente é um diferencial, já que cada ferramenta disponível no mercado oferece determinados tipos de acompanhamento dos gráficos. 

 

Pode-se considerar a escolha da ferramenta um passo complementar aos que já vimos, já que não só o registro das informações pode ser facilitado como o acompanhamento por toda a equipe de trabalho deve ser simples e compartilhado.

 

Solução para gestão

 

Se você ainda não conhece ou não decidiu por um sistema de gestão que seja perfeito para as demandas de produção da sua empresa, agora é a hora!

 

São altamente adaptável à metodologia de gestão que sua empresa já utiliza e pode ser usado para controlar diversos tipos de processos, otimizando o tempo de trabalho da sua equipe e gerando dados confiáveis que podem ser usados nas tomadas de decisões estratégicas. 

 

Como você pode realizar auditorias, inspeções e checklists. Produzir os mais variados relatórios, coletar dados e gerir planos de ação.

 

Os checklists digitais são extremamente úteis na rotina de controle dos processos. Auditorias e inspeções são fundamentais para atingir o objetivo de melhoria contínua, possibilitando a detecção mais rápida de falhas melhorando assim, o desempenho operacional.

 

A tecnologia associada à experiência em gestão oferece muitos benefícios para o seu negócio, otimizando e padronizando processos a fim de garantir maior confiabilidade nos dados e nos seus resultados. 

 

Conclusão

 

A gestão de projetos depende de organização e planejamento. 

 

Pensar em como montar um cronograma é também pensar na elaboração do projeto como um todo, os desdobramentos das atividades por etapas, os marcos importantes, os recursos alocados e o orçamento necessário e disponível. 

 

A visualização das etapas e seus prazos é imprescindível para o cumprimento das etapas estabelecidas e só é possível com a adoção de uma ferramenta que possa auxiliar na criação de um gráfico que destaque todos os pontos.

 

 

 

 

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SAÚDE OCUPACIONAL

O QUE É, IMPORTÂNCIA E VANTAGENS

 

 


 

Toda empresa que deseja manter-se competitiva e bem-sucedida deve saber que este objetivo é impossível de se alcançar!

 

Principalmente, sem que se leve em consideração o bem-estar de seus funcionários. 

 

Pensando nisso, o quão você ou sua empresa sabem sobre saúde ocupacional e seus impactos numa maior qualidade de vida de seus colaboradores?

 

Neste artigo, iremos explicar melhor o que é saúde ocupacional, sua importância e as diversas vantagens que ela oferece. 

 

O que é saúde ocupacional? 

 

Independentemente se a empresa é de pequeno, médio ou grande porte, a garantia da saúde ocupacional no Brasil é um direito do trabalhador, portanto, um setor obrigatório. 

 

De maneira simplificada, podemos dizer que a saúde ocupacional é uma área ligada à medicina, que tem por objetivo zelar pelo bem-estar de trabalhadores e prevenir doenças ou eventuais danos. 

 

Quando pensamos em riscos e acidentes, diversas vezes o exemplo que vem à mente está relacionado somente com máquinas, materiais tóxicos ou demais exemplos presentes em indústrias. 

 

No entanto, escritórios são exemplos cotidianos que também podem gerar riscos à saúde, pois funcionários passam grande parte do tempo na mesma posição, em contato direto com telas iluminadas.

 

Apesar disto parecer uma estrutura completamente inofensiva, sabemos hoje em dia, que permanecer longas horas nesse tipo de dinâmica também pode trazer prejuízos a longo prazo.

 

Sendo assim, a saúde ocupacional é responsável por conscientizar empregadores e empregados de forma que amenize quaisquer eventuais danos provocados por situações laborais. 

 

Por isso, é imprescindível que cada empresa garanta um ambiente bem estruturado para seus funcionários, oferecendo a segurança do trabalho necessária e, assim, maior qualidade de vida.

 

Qual a importância da saúde ocupacional? 

 

Embora haja quem se preocupe com a saúde ocupacional somente no momento de exames de admissão e demissão de funcionários, na prática essa área deve ir muito além disso.

 

Já que contratar um funcionário saudável, mas não oferecer um ambiente no qual ele se mantenha dessa forma reduzirá também a produtividade do colaborador e o fará trabalhar com menos disposição. 

 

Por isso, manter exames de rotina para checar a saúde tanto física quanto mental de seus colaboradores auxilia em um maior entendimento para que se possa atuar na prevenção de eventuais riscos. 

 

Qualquer empresa que tenha o intuito de investir, de fato, na saúde ocupacional precisa saber que este também é um investimento em si mesma.

 

Afinal, podemos dizer que a saúde do trabalhador é sinônimo de saúde ocupacional e defender um ambiente sadio e prezar por seus colaboradores é fundamental. 

 

Quais as vantagens do cuidado com a saúde ocupacional? 

 

Se os funcionários são a alma de uma empresa, qualquer estabelecimento que lhes ofereça um ambiente seguro e saudável tende a obter inúmeras vantagens, como veremos a seguir. 

 

Produtividade 

 

Uma vez que um colaborador percebe que está num ambiente seguro, sem o receio de estar exposto a riscos ocupacionais, ele tende a trabalhar mais motivado.

 

Esse sentimento torna-se não só uma sensação individual, mas também coletiva, pois fortalece o elo entre funcionários e empresa, resultando em um melhor aproveitamento de mão de obra. 

 

Redução de acidentes 

 

As lesões de trabalho mais frequentes ocorridas entre os anos de 2012 a 2020 foram corte, laceração, ferida contusa e punctura, totalizando em 21% dos casos. 

 

Dentre os grupos de agentes causadores de acidentes, destacam-se máquinas e equipamentos em 15%, seguidos de agente químico, com 14% dos casos. 

 

É pensando nessas situações que podemos explicitar qual é o objetivo da saúde ocupacional: reduzir a ocorrência desses tipos de lesões e acidentes, oferecendo segurança em primeiro lugar. 

 

Colaboradores mais satisfeitos 

 

O aumento da produtividade quando se tem colaboradores mais satisfeitos, entretanto, essa não é a única vantagem dentro de um ambiente mais saudável.

 

Empresas que possuem uma equipe motivada e orgulhosa do local onde trabalham garantem também uma boa reputação, com melhora considerável de sua imagem perante o mercado.

 

Isso também atrai clientes, que muitas vezes buscam investir em empresas mais humanizadas, pois passam maior confiança e credibilidade. 

 

Redução do fluxo de entrada e saída de funcionários 

 

Outro grande benefício da saúde ocupacional é diminuir o fluxo de entrada e saída de funcionários, pois se eles estão satisfeitos terão menos motivos para procurar outra empresa. 

 

Também é importante salientar que a prevenção de doenças ocupacionais influencia na redução do número de afastamentos causados por elas, também conhecido como absenteísmo. 

 

Diminuição de custos

 

Um fator observado a longo prazo é a redução de custos tanto diretos como indiretos.

 

A partir do momento em que se investe na saúde ocupacional, consequentemente temos um menor índice de despesas de saúde, indenizações e remuneração de trabalho não realizado. 

 

Como melhorar a saúde ocupacional? 

 

Há diversas formas de aprimorar a saúde ocupacional na sua empresa. Hoje em dia podemos contar também com o apoio da tecnologia disponível para isso. 

 

O software que conta com checklists para uma gestão mais segura podem, inclusive, ajudar na implementação da saúde ocupacional em seu negócio ao simplificar a correção de não conformidades e a criação de planos de ação.

 

Através do acompanhamento dos resultados dos checklists, é possível criar indicadores de segurança do trabalho. Além disso, é possível cruzar, dados com informações externas, como números de acidentes de trabalho e afastamento de colaboradores por esse motivo. 

 

Assim, é possível enxergar a realidade da situação da saúde ocupacional na sua operação e criar ações corretivas para reduzir riscos, implementar melhorias e conscientizar melhor o seu time de funcionários.

 

Nos próximos parágrafos pontuaremos outras maneiras de melhorar a saúde ocupacional e tirar o maior proveito dela. 

 

Incentivo à boa alimentação 

 

Pensar na saúde dos funcionários passa por questões que não envolvem somente a função laboral em que se exerce, mas também o que mantém um indivíduo saudável em geral. 

 

Sendo assim, podemos frisar que a alimentação saudável e o incentivo desta desempenham um ponto fundamental na hora de orientar os colaboradores através da saúde ocupacional. 

 

Quando falamos em alimentação saudável, isto não implica dizer ter uma dieta restritiva, mas consumir nutrientes necessários para se alcançar um bom funcionamento do corpo. 

 

Incentivar a ingestão de frutas e verduras, beber ao menos a quantidade mínima necessária de água por dia, preferir alimentos integrais são algumas das diversas sugestões positivas que empresas podem promover.

 

Além disso, caso o ambiente de trabalho possua refeitórios e ofereça refeições, contar com a ajuda de nutricionistas para garantir um cardápio balanceado, além de incentivar e tirar eventuais dúvidas também é uma ótima solução. 

 

Ergonomia

 

A saúde ocupacional no Brasil atende às Normas Regulamentadoras. Sendo a ergonomia um de seus aspectos, esta tem o intuito de proporcionar aos trabalhadores parâmetros de melhor adaptação a suas condições de trabalho. 

 

Isto é, cabe aos empregadores ou gestores analisar quais são as necessidades psicofísicas de seus colaboradores, de acordo com o serviço prestado e adaptá-las da melhor forma possível. 

 

Portanto, é necessário oferecer pausas para descanso, orientar profissionais a práticas ergonômicas saudáveis, além de oferecer meios que tragam mais conforto a esses profissionais.

 

Por exemplo, cadeiras ergonômicas e posicionar computadores alinhados à altura dos olhos faz com que menos prejuízos na saúde sejam causados a profissionais em escritórios.

 

Encorajamento à prática de atividade física


Outro ótimo hábito positivo que a saúde ocupacional pode sugerir é a prática de atividades físicas, pois sabemos que para uma mente sã é importante também um corpo são. 

 

Então, estimular a ginástica laboral e o alongamento frequente são maneiras benéficas de prevenir eventuais danos e problemas de saúde, independentemente da área exercida pelo funcionário.

 

Palestras 

 

Conscientizar e orientar funcionários faz parte da oportunidade de dar uma maior autonomia para que os colaboradores entendam os benefícios e importância da saúde ocupacional. 

 

Logo, apostar em palestras é uma ótima alternativa para estimular melhores hábitos e, consequentemente, ter um ambiente de trabalho mais benéfico em sua empresa. 

 

Saúde ocupacional nas indústrias

 

Certamente a gestão de uma boa prática da saúde ocupacional dependerá do meio e necessidades específicas de cada estabelecimento, o mesmo ocorre com indústrias. 

 

Por exemplo, os cuidados com quem realiza instalações elétricas são diferentes para aqueles que lidam com produtos químicos, pois cada atividade gera um risco ocupacional diferente.

 

É preciso um olhar qualificado e equipe bem preparada para determinar quais os riscos envolvidos e as consequências que eles podem trazer para a operação e a equipe e, assim, desenvolver protocolos para que os procedimentos sejam mais seguros, respeitando sempre as NR’s.

 

Conclusão

 

No artigo de hoje, vimos que investir na saúde ocupacional é, de certa maneira, demonstrar que a empresa possui fortes valores como ética, comprometimento, responsabilidade social e confiança.

 

A partir do momento em que uma empresa se preocupa com a saúde de seus colaboradores, ela se torna mais humanizada, atenta às necessidades do outro e como contrapartida obtém um meio mais produtivo. 

 

Demos exemplos de como melhorar a saúde ocupacional de sua empresa através de investimentos na ergonomia do ambiente de trabalho, oferecimento de palestras de conscientização, incentivo à prática de atividades físicas e boa alimentação. 

 

E mostramos como checklist, podem facilitar a realizar uma gestão de saúde ocupacional personalizada de forma mais eficiente e prática. 

 

 



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