OS
TIPOS DE ERGONOMIA
Você sabe quais são os tipos
de ergonomia?
Entender seus conceitos e classificações é importante para
garantir o bem-estar dos funcionários da empresa e, consequentemente, melhorar
o seu desempenho.
Para a organização promover
melhorias que assegurem a saúde dos seus colaboradores, é preciso estudar
diferentes setores da empresa. Ou seja: a ergonomia vai além do conforto físico
dos funcionários enquanto eles desempenham suas atividades. Depende, também, da
estrutura organizacional da empresa e da interação individual de cada
colaborador com o seu espaço de trabalho.
Neste artigo, vamos explicar o
que é e quais são os tipos de ergonomia, além dos seus benefícios
para o ambiente corporativo. Ficou interessado? Então continue a leitura!
O
que é ergonomia?
A ergonomia é a área que
se aprofunda na relação entre o homem moderno e as atividades operacionais
que ele executa. Essa ciência busca promover a perfeita integração entre as
condições de trabalho ao contemplar as limitações — físicas e psicológicas — do
indivíduo e do sistema produtivo.
O objetivo da ergonomia é
aumentar a eficiência organizacional e a saúde, segurança e conforto do
funcionário.
Para
isso, avalia questões como:
- a postura dos trabalhadores ao executar suas funções rotineiras;
- os movimentos corporais realizados pelos funcionários durante suas atividades;
- os fatores físico-ambientais que envolvem o trabalho;
- os equipamentos utilizados durante a operação.
Quais
as obrigações da empresa em relação à ergonomia?
O princípio básico da
ergonomia é ajustar o local de trabalho para uma condição mais favorável às
condições e limitações físicas do indivíduo. Em outras palavras, significa
promover condições de trabalho que reduzam problemas físicos e psicológicos.
Antigamente, ficava sob
responsabilidade apenas do trabalhador fazer esses ajustes. No mundo atual, em
que o ambiente laboral é patrimônio da empresa e com mudanças na relação entre
o profissional e suas atividades, cabe à organização oferecer as condições e
práticas que afetem a saúde do funcionário o mínimo possível.
Porém, essa adaptação leva em
consideração uma série de fatores que nem sempre são de total conhecimento da
organização contratante. Por isso, uma empresa especializada em ergonomia pode
ajudar a implantar novos procedimentos e realizar as adaptações necessárias.
Quais
mudanças podem melhorar a ergonomia?
Baseado nessas avaliações, é
possível realizar as seguintes intervenções para garantir mudanças positivas no
ambiente e na rotina dos funcionários:
- implementação de novos postos e métodos de trabalho, além de ferramentas, maquinário e mobília;
- correção dos problemas identificados;
- a conscientização dos funcionários de técnicas e métodos mais adequados para a execução de determinadas atividades.
O campo de estudo da ergonomia
tem como propósito avaliar o cenário de atuação dos colaboradores e propor
melhorias que possam garantir sua segurança e melhorar o seu desempenho.
Quais
são os tipos de ergonomia?
Existem três disciplinas que
envolvem o campo de estudo da ergonomia.
Abaixo, explicamos quais são
elas e suas diferenças. Confira!
Ergonomia
física
É a relação entre as
atividades desempenhadas e as características anatômicas do homem. Neste campo,
os seguintes elementos são avaliados:
- a postura durante o trabalho;
- o manuseio dos materiais;
- a presença de movimentos repetitivos;
- os possíveis distúrbios musculoesqueléticos que podem surgir com a atividade;
- a projeção das estações de trabalho;
- a segurança e saúde do funcionário ao desempenhar a função.
Essa área da ergonomia tem o
objetivo de analisar as medidas do corpo para, por fim, dimensionar os
equipamentos, máquinas e ferramentas de trabalho de acordo com a anatomia
humana. Assim, os equipamentos utilizados pelos trabalhadores são adequados às
suas capacidades fisiológicas e psicológicas.
Como exemplo, podemos citar um
móvel utilizado por centenas de milhares de trabalhadores ao redor do mundo: a
cadeira de escritório.
Para que o funcionário possa
manter a postura adequada e evitar lesões ou problemas de saúde posteriores, é
preciso que a cadeira seja adaptada para sua altura, peso, atividade
desempenhada e outros fatores.
Este é o papel da ergonomia
física: avaliar e orientar corretamente à saúde do colaborador. Dentro
desse estudo, encontramos 4 modalidades de intervenções aplicadas no
ambiente de trabalho. Veja quais são elas a seguir.
Ergonomia
de correção
Atua de maneira parcial e
restrita, modificando pontualmente elementos como a iluminação, os ruídos, a
temperatura, as dimensões e posicionamento do mobiliário etc.
Ergonomia
de concepção
Essa intervenção é feita
diretamente no projeto do ambiente, com o intuito de promover uma melhor
organização do trabalho e dos sistemas de produção. Cuida ainda do uso correto
dos equipamentos e da manutenção da postura correta pelos funcionários.
Ergonomia
de conscientização
Trata da educação sobre
ergonomia para o funcionário, por meio de palestras e treinamentos, com foco na
correção de hábitos posturais ou do uso de equipamentos.
Ergonomia
participativa
Tem como foco a criação de um
Comitê Interno de Ergonomia (CIE), que trabalha para a conscientização e
viabilização de projetos que sejam ergonomicamente corretos e que priorizem a
saúde dos trabalhadores.
Ergonomia
operacional ou organizacional
A ergonomia operacional
consiste em otimizar os sistemas sociogênicos, processos e políticas da
empresa. Ou seja: avalia e propõe mudanças na estrutura organizacional da
companhia, de modo a não sobrecarregar os colaboradores.
Nesse
campo, são avaliados:
- os processos de comunicação interna da empresa;
- as atividades executadas em grupo;
- os projetos participativos realizados dentro da companhia;
- o trabalho cooperativo;
- a organização em rede;
- a cultura organizacional;
- a estrutura temporal das operações;
- a qualidade da gestão.
Em outras palavras, a
ergonomia operacional se propõe a orientar mudanças na liderança e apontar
melhorias na gestão.
Ergonomia cognitiva
A ergonomia cognitiva avalia
os processos mentais utilizados pelo indivíduo na execução das suas atividades
e estuda como eles afetam suas interações com outros elementos do sistema.
Em outras palavras, se propõe
a avaliar e intervir em questões que possam afetar o nível mental dos
funcionários, de modo a reduzir o estresse provocado no ambiente de trabalho.
Nessa área, são avaliados:
- raciocínio;
- resposta motora;
- percepção;
- memória.
O propósito da ergonomia
cognitiva é, portanto, avaliar a resposta do indivíduo em relação aos seguintes
tópicos:
- a carga mental que o trabalho exige;
- os processos de tomada de decisão;
- o desempenho específico em determinados setores;
- a interação do indivíduo com as máquinas;
- a confiabilidade humana;
- o estresse proveniente das rotinas de trabalho;
- a formação da concepção de pessoa-sistema;
- o treinamento relacionado aos projetos que envolvem pessoas e sistemas.
A ergonomia cognitiva,
portanto, atua com ações de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores com
o intuito de promover melhorias nas relações entre os colegas e a liderança.
Qual
a ligação entre a ergonomia e os produtos digitais?
Com a forte presença da
tecnologia no dia a dia, a ergonomia deixou de se limitar à relação entre o
homem e o trabalho. Agora esse estudo engloba também a interação das pessoas
com os elementos que são parte da sua vida cotidiana. Dentro dessa abordagem,
há o estudo da intervenção entre o homem e o computador.
Para garantir que essa relação
seja positiva, há a participação de um especialista em design que conheça
profundamente os aspectos da ergonomia e suas implicações. Esse
profissional projeta produtos que se enquadrem nessas exigências e leva em
consideração a qualidade das interações com esses itens.
Quais
são os benefícios da ergonomia no trabalho?
Implementar os três tipos de
ergonomia no trabalho traz uma série de vantagens para os colaboradores e para
a empresa. Entenda!
Melhora
a saúde e qualidade de vida dos funcionários
A ergonomia tem como propósito
incorporar mudanças no sistema organizacional que evitem a fadiga física e
psicológica dos trabalhadores.
Assim, os funcionários são
beneficiados com mais saúde e qualidade de vida, já que têm sua
integridade física preservada e evitam o estresse crônico — um gatilho
emocional que pode provocar uma série de respostas negativas no organismo, tais
como cefaleia, alergias e crises depressivas.
Aumenta
a produtividade da equipe
Como a ergonomia melhora a
qualidade de vida, os níveis de satisfação dos funcionários também aumentam. A
salubridade é condição indispensável para um bom rendimento dos profissionais,
afetando também a qualidade do trabalho apresentado.
Isso melhora o desempenho dos
colaboradores no trabalho que, consequentemente, trarão resultados positivos
para a companhia.
Evita
o afastamento de funcionários por lesão
Um dos propósitos da ergonomia
é prevenir lesões nos funcionários e diminuir o risco de acidentes e doenças
ocupacionais, causados especialmente por movimentos repetitivos.
Ao implementar as mudanças na
empresa, a tendência é que o número de afastamentos — tanto temporários
quanto definitivos — seja reduzido de maneira significativa. Além disso, a
ergonomia também tende a reduzir o número de atrasos e faltas, já que o
trabalhador não se sente sobrecarregado com suas atividades. Vale lembrar que
esse benefício reflete diretamente nos custos da empresa.
Melhora
a valorização profissional
Os trabalhadores que são
beneficiados pelas mudanças que visam a ergonomia sentem que são valorizados
pela empresa. Esse tipo de intervenção desperta o sentimento de reconhecimento
e de pertencimento, que são poderosos motivadores.
Além de evitar processos
judiciais ou aposentadorias por invalidez, os cuidados com a ergonomia diminuem
o número de demissões, ajudando até mesmo a valorizar a marca dentro do mercado
de trabalho.
Conhecer os tipos de ergonomia
é fundamental para entender quais ações podem ser implementadas na empresa e
melhorar a saúde do trabalhador. É importante também estar atento a forma como
os funcionários executam suas atividades e a sua satisfação no trabalho para
propor mudanças que possam melhorar sua qualidade de vida.
Fonte
Thiago Lorenzi - CEO na Health & Care e Ergonomistas.
Equilibrar saúde ocupacional e segurança do trabalho com produtividade é um
negócio que dá certo. É nisso que eu acredito. www.nucleohealthcare.com.br
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